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J. Carlos de Assis: Entreguismo parece coisa antiga, mas está vivo


26/09/2012 - 23h44

Política| 26/09/2012 | Copyleft

A reação entreguista interna ao pronunciamento de Dilma na ONU

É repulsiva a tentativa dos dois principais comentaristas de noticiários da Globo, Carlos Sardenberg, na economia, e Arnaldo Jabor, na política, de enxovalhar cada um dos pronunciamentos da Presidenta Dilma Roussef, inclusive o recente discurso na ONU. Sabemos que falam para um público específico, os inconformados com o exercício do poder pelo PT, mas se tratando de um órgão de comunicação de massa era de se esperar algum pudor. O artigo é de J. Carlos de Assis.

J. Carlos de Assis (*), na Carta Maior

É repulsiva a tentativa dos dois principais comentaristas de noticiários da Globo, Carlos Sardenberg, na economia, e Arnaldo Jabor, na política, de enxovalhar cada um dos pronunciamentos da Presidenta Dilma Roussef, inclusive o recente discurso na ONU. Sabemos que eles falam para um público muito específico, os inconformados com o exercício do poder pelo PT, mas se tratando de um órgão de comunicação de massa era de se esperar algum pudor, mesmo porque a esmagadora maioria da opinião pública apoia Dilma.

Jabor não me incomoda muito: é um retórico vulgar mais obcecado pelo efeito das palavras do que pelo seu significado. Ouvindo-o, temos a sensação de que o que está errado com a política externa brasileira é não declararmos logo guerra ao Irã. Sardenberg é mais insidioso. Manipula a ideologia econômica de um jeito maneiroso, próprio de todo difusor ideológico, que transforma as vítimas das políticas econômicas regressivas em culpados, recobrindo muito manhosamente a responsabilidade dos ricos.

Para entender a extensão na qual Sardenberg, como homem de frente da Globo, faz o jogo entreguista cumpre entender alguns elementos básicos de economia política que ele deliberadamente omite em seus comentários. Não existe uma receita única contra a recessão e a depressão econômica. Há um conjunto delas.

Três são bem conhecidas: a política cambial, a política monetária e a política fiscal. Todas visam ao mesmo objetivo: recuperar a demanda interna, favorecer o investimento e estimular o emprego, gerando um círculo virtuoso de crescimento.

Contudo, essas políticas não são neutras do ponto de vista distributivo.

A política fiscal certamente favorece a distribuição da riqueza e da renda, sobretudo quando o gasto público é financiado por aumento da dívida e aplicado em setores de interesse social. Sim, porque se o gasto público, numa recessão, for financiado por receita fiscal, estamos diante de um jogo de soma zero: tiram-se recursos do setor privado que são repassados ao setor público e que por sua vez voltam ao setor privado, sem gerar necessariamente aumento líquido da demanda agregada.

A política monetária é concentradora de renda. Sim, porque quando os bancos centrais emitem dinheiro e o tornam disponível para os bancos privados, a custo baixo, os favorecidos são os tomadores últimos dos recursos – sem falar nos intermediários bancários –, que só têm acesso a esse dinheiro se ofereceram garantias para seus empréstimos.

Quem pode oferecer garantias senão os que têm renda alta e patrimônio? Por certo alguns consumidores se beneficiarão do crédito mais barato, mas trata-se de uma proporção pequena da economia. Em qualquer hipótese, pagarão juros aos bancos, concentrando renda.

A política cambial geralmente adotada na recessão é a desvalorização da moeda nacional de forma a estimular as exportações. É o que os Estados Unidos estão fazendo. O pressuposto é que o aumento das exportações leva ao aumento da atividade econômica interna e do emprego, gerando, também aqui, um efeito virtuoso de retomada de crescimento.

O Japão tem procurado desvalorizar a sua moeda e a Europa provavelmente seguirá o mesmo caminho, pelo menos enquanto não mudar sua política econômica, o que é muito pouco provável a curto e médio prazos, por razões basicamente políticas.

Agora, vejamos o discurso de Dilma na ONU.

Ela criticou duramente a política do Fed, banco central americano, por inundar o mercado de dinheiro e forçar a desvalorização do dólar. Sardenberg se apressou a apoiar a posição americana contra Dilma. Recorreu a uma citação de Paulo Krugman, um dos mais notáveis economistas americanos, segundo o qual, nas suas palavras, a posição da Presidente não se justificava por se tratar de uma iniciativa do Governo americano de fazer retomar a economia do país.

Bem, essa citação de Krugman é falsa, ou ao menos incompleta. O que Krugman diz é o seguinte: numa recessão, deve-se adotar, de preferência, uma política fiscal expansiva.

Na falta dela, deve-se apoiar a iniciativa monetária como último recurso. Assim, traduzindo em miúdos, o recado que a Presidenta deu na ONU foi o seguinte: vocês, os países ricos, estão mergulhando o mundo no caos econômico e financeiro por se recusarem a fazer políticas fiscais expansivas. E como seu sistema político incompetente não é capaz de gerar essas políticas, nos impõem políticas regressivas no campo monetário.

Desculpem, mas não temos alternativa a não ser levantar barreiras comerciais contra os seus produtos, na medida em que suas políticas monetárias e cambiais, desvalorizando suas moedas, pretendem inundar nossos mercados de manufaturados, liquidando nosso parque produtivo. Não aceitaremos isso. O nosso dever é proteger nosso mercado de trabalho.



(*) Economista e professor de Economia Internacional na UEPB, autor de vários livros sobre economia política brasileira e de “A Razão de Deus”, recém-lançado pela Editora Civilização Brasileira.

Leia também:

Venício Lima: Liberdade de expressão comercial, só no Brasil

Rui Martins: Governo Dilma financia a direita

Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial

Beto Almeida: O pecado capital do PT





37 comentários

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Almir

29 de setembro de 2012 às 10h08

Ninguém consegue alcançar todos os objetivos na vida. Daí que somos e seremos sempre menores do que nossas aspirações.

Agora imaginem o tamanho de quem pensa pequeno, como os nossos vira-latas. Não dá nem pra comparar com a estatura do nosso “anarfa”, que sempre pensou grande.

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Murdok

29 de setembro de 2012 às 08h49

Não leio e nem escuto, nem um nem outro.

Responder

Marat

27 de setembro de 2012 às 23h41

Os mesmos imbecis que nutrem o complexo de vira-latas são os lambe-botas do Tio Sam. Na impren$$$a temos vários espécimes: Sardenberg, Miriam Leitão, Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, Adalberto Piotto, Boris Casoy, Lucia Hipólito, Fernando Mitre, Carlos Nascimento, William Waack, Cristiana Lobo, Nêumane e muitos, muitos outros mais.
O que dá para perceber dessa escumalha é que um ou outro tem um QI razoável, que talvez atinja 105, o resto é de medíocre para baixo, pois subestimam a inteligência daqueles que não compactuam com suas presepadas. Todos sabem que eles recebem esmolas dos consulados estadunidenses. Alguns na forma de viagem, outros de dinheiro. Assim fica fácil. Se eles utilizassem seu conhecimento (malandro, que se diga) pelo bem do Brasil, muitos deixariam de votar nos trogloditas (morais e intelectuais de PSDB e PFL).
Essa caterva está condenada À própria mediocridade, e o tempo provará isso!

Responder

Indignado

27 de setembro de 2012 às 23h24

Nao me supreende a fala destes “ventrilocos” do capitalismo caboclo entreguista, os serviçais estao fazendo o seu papel, muito bem renumerado diga-se.Da mesma forma que os capitaes de mato a seu tempo faziam o seu.
Agora, nao consigo entender é o governo ainda dar entrevistas a estas redes panfleto politico do entreguismo colonial. Nao entendo darem ainda dinheiro publico, como foi noticiado , o sistema globo levou 70% do recursos oficiais do governo. Zero, zero,,, os que vao morrer é justamente quem mais precisam. COmo que o Obama disse nao a entrevistas com o canal republicano da fox news..E aqui os entreguistas gostam tanto de americanos do norte. Nao creio que reclamariam…

Responder

FrancoAtirador

27 de setembro de 2012 às 21h28

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Memória Histórica

29/07/1998

O DIA DO LEILÃO DE PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA TELEBRÁS

Com a manchete “22 BI NO BOLSO” [de quem mesmo?],
Revista Veja exalta Governo do PSDB,
por entregar de bandeja o patrimônio público brasileiro
às megacorporações empresariais e financeiras,
ao mesmo tempo que achincalha os então oposicionistas Lula e Brizola
por serem contra o processo de privatização de FHC:

22 BI NO BOLSO (sic)

Num leilão perfeito, o governo consegue quase o dobro do que valiam as suas ações da Telebrás

Lula ficou no ABC e Brizola preferiu se recolher

Consuelo Dieguez e Ronaldo França

O relógio começou a correr a favor do consumidor na semana passada. Bastaram quatro horas, uma a menos do que o previsto, para que o governo concretizasse a maior e mais ousada privatização do Brasil. Às 14 horas da quarta-feira, quando foi batido o martelo para a venda da última empresa do sistema Telebrás, os terminais da Bolsa do Rio registraram a arrecadação de 22 bilhões de reais. Isso significa um ágio de 63,7% sobre o preço mínimo estipulado para as doze empresas colocadas à venda. O sucesso foi além do esperado, já que o governo previa arrecadar, no máximo, 18 bilhões de reais com o leilão. Mas o melhor vem agora. Com a privatização, a Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, órgão criado pelo governo para regular e fiscalizar o setor, calcula que 60 bilhões de dólares deverão ser despejados na economia nos próximos três anos. São mais de 50 milhões de dólares todos os dias, ou 40.000 dólares por minuto, somente em investimentos. O dinheiro terá um impulso multiplicador que, por enquanto, ninguém se arrisca a calcular.

Esse é o valor que os novos donos das telefônicas terão de jogar no sistema para cumprir as exigências estabelecidas pela Anatel. Tais metas exigem dos vencedores um aumento de 76% nas linhas residenciais e de 89% em orelhões só nesse período. “Em dez anos deverão ser investidos 100 bilhões de dólares no país. É um impacto significativo”, analisa o chefe do departamento econômico do BNDES, Armando Castelar. No rastro desses investimentos, o governo estima que deverão ser criados 100.000 novos empregos diretos não só na telefonia mas também na área de construção civil e na fabricação de equipamentos. Os novos controladores assumem suas companhias nesta semana.

Até o final deste ano algumas mudanças na qualidade dos serviços já devem começar a ser sentidas, principalmente na telefônica do Rio de Janeiro, a Telerj, patinho feio do sistema Telebrás. Mas os novos donos das empresas privatizadas garantem que os resultados se tornarão visíveis a partir do segundo semestre do ano que vem, quando os investimentos começarem a dar resultados. De acordo com as metas estabelecidas pela Anatel, até o final de 1999 as operadoras terão de instalar mais 1 milhão de novas linhas. Em três anos, serão 14 milhões de novas linhas. Dá um ritmo de uma linha a cada sete segundos. O país poderá, enfim, esquecer o longo sofrimento que foi a carestia de telefones.

A venda da semana passada tem um outro significado, que diz respeito à imagem do Brasil na comunidade internacional e até mesmo na percepção que se tem dos países emergentes. Depois da quebra da Ásia e da crise que quase levou a Rússia à moratoria havia a sensação de que o festival de investimentos nos emergentes tinha acabado. O leilão mostra uma atitude diferente. Os investidores continuam dispostos a mandar bilhões para as economias promissoras — o Brasil num dos primeiros lugares da fila. No ano passado e nos primeiros meses de 1998, alardeava-se que o país estava à beira da caçapa de uma crise cambial, com um possível ataque especulativo à moeda e fuga em massa de capitais. Não só não aconteceu como o cofre brasileiro se enche agora com bilhões de dólares em dinheiro produtivo.

Do ponto de vista de suas contas, o governo fez um ótimo negócio. Em dividendos, a Telebrás rendia pouco. Foram cerca de 50 milhões de reais ao ano nos últimos tempos. Um dinheirinho que se dispersava rapidamente. Com 22 bilhões no bolso, pode abater uma parte grande de sua dívida interna, deixando de pagar juros de aproximadamente 800 milhões de reais (ou mais) por ano. Para os críticos da privatização da Telebrás, apresentam-se ainda duas contas. Para manter seus serviços com um padrão aceitável, a estatal teria de investir 10 bilhões ao ano. Já que o setor privado passou a cuidar disso, a verba pode tomar caminhos mais urgentes.

A outra conta é a seguinte. O governo era proprietário de 19% das ações da Telebrás. A preço de mercado, esse bolo de ações valia 13,5 bilhões de reais. No leilão, no entanto, arrecadou quase o dobro. Se isso é um mau negócio, segundo a crítica comum dos que se opuseram à privatização, então é o caso de se perguntar exatamente o que é um bom negócio. É bom lembrar que, até o final do ano, serão feitas concessões a “empresas-espelho”, que vão operar em concorrência com as de telefonia fixa privatizadas. Calcula-se que a venda dessas concessões renda algo entre 6 e 10 bilhões. Juntando-se esses valores aos 8 bilhões que vieram das concessões da banda B, o país terá arrecadado em dois anos algo como 40 bilhões de dólares, o que faz da privatização da telefonia a segunda maior da História, atrás apenas da venda da NTT japonesa.

Nas concessões da banda B, no ano passado, o governo arrecadou 8 bilhões de reais. Agora, ganhou mais 22 bilhões. Com a concessão das empresas-espelho até o fim do ano, deve receber cerca de 10 bilhões. Isso faz da privatização do sistema de telecomunicações do Brasil a segunda maior da História
O leilão das teles começou exatamente no horário previsto, às 10 horas, quando as duas últimas liminares que impediam sua realização foram cassadas. Ao contrário do que aconteceu durante o processo de privatização da Vale do Rio Doce, quando o governo foi triturado por uma onda de liminares pipocando nos quatro cantos do país, desta vez a área jurídica deu um show de competência. O governo conseguiu concentrar os pedidos de liminares em Brasília e derrubar todas as ações dos antiprivatistas para suspensão da venda da Telebrás. Também foi montado um esquema de segurança que manteve os manifestantes de sempre longe da sede da Bolsa do Rio. O centro da cidade se transformou numa área de pedradas, bombas de gás lacrimogêneo e golpes de cassetete, cena comum a outras privatizações. Mas o que se notou no meio da bagunça foi a ausência de qualquer líder expressivo da oposição nos leilões. O candidato Lula, por exemplo, ferrenho opositor à venda, preferiu fazer discurso a metalúrgicos na região do ABC, em São Paulo. Leonel Brizola também ficou recolhido.

A briga boa ocorreu mesmo no interior da bolsa de valores, onde 23 empresas, organizadas em dez consórcios, se enfrentaram nos lances. A festa maior foi a dos espanhóis, que entraram vorazes no leilão e levaram a maior empresa de telefonia fixa do país — a Telesp —, desembolsando no negócio 5,7 bilhões de reais — 64% mais do que o preço mínimo. “Ficamos com a jóia da coroa. Ninguém pode querer ser grande na América Latina se não tiver a companhia telefônica de São Paulo”, declarou o presidente da Telefónica de España, Juan Villalonga. Os espanhóis levaram ainda a Tele Sudeste Celular e a Tele Leste Celular, e garantiram uma participação importante na Telesp Celular, comprada pelos portugueses. Desta forma, a Telefónica de España, uma companhia que foi estatal até 1995 e agora tem 100% de seu capital privado, passou a ter o controle da telefonia nas áreas mais importantes do Brasil. A empresa controla, atualmente, 11,6 milhões de linhas fixas na América Latina. Com a compra da Telesp, ela incorpora mais 6 milhões de linhas.

Outra jóia leiloada foi a Embratel, comprada pela americana MCI. A compra acabou sendo facilitada porque os fundos de pensão que faziam parte do consórcio concorrente junto com o banco Opportunity e a operadora americana Sprinter recuaram do negócio assim que a MCI passou a dar lances de 50 milhões. A Embratel, que cuida de parte dos interurbanos, das ligações internacionais e da transmissão de imagens e dados por satélite, foi comprada por 2,6 bilhões de reais, com ágio de 47%. Começará aí uma interessante competição. Até o fim do ano, o governo permitirá que uma outra empresa conviva com a Embratel, até agora monopolista na transmissão de chamadas de longa distância. A partir de 2002 a concorrência será ainda mais acirrada. As empresas de telefonia fixa, como Telesp e Telemig, poderão oferecer aos seus assinantes os mesmos serviços. Ganhará quem oferecer o melhor preço.

Espantosa, no jogo de bastidores, foi a ação dos espanhóis. Eles confundiram os participantes do leilão, enganaram um dos seus principais sócios, o grupo RBS, do Rio Grande do Sul, desarrumaram o jogo dos outros consórcios e levaram todas as empresas que queriam. Até a véspera do leilão os espanhóis espalharam para o mercado que tinham forte interesse na compra da Tele Centro Sul. Essa estratégia fazia sentido, já que a Telefónica de España tem participação, com a RBS, na companhia telefônica do Rio Grande do Sul, CRT, privatizada no início do ano. Além disso, a Telefónica é dona das companhias de telefone da Argentina, do Chile e do Peru. Assim, pela lógica, os competidores acreditavam que ela ia jogar pesado na Tele Centro Sul, para dominar a área do Mercosul. Quando os envelopes para a compra da Telesp foram abertos, a surpresa foi geral. A Telefónica apresentou o maior lance: 5,7 bilhões de reais, o que representa um ágio de 64% sobre o preço mínimo, deixando longe seu principal concorrente, o consórcio formado por Bradesco, Globopar e Telecom Italia.

Pontual e perfeita na execução, a venda das teles enfrenta um único problema. É que a área mais problemática da telefonia, a Tele Norte Leste, que abrange as regiões que vão do Rio de Janeiro ao Amazonas, foi vendida ao consórcio Telemar, liderado pela construtora Andrade Gutierrez. Nesse consórcio não entra estrangeiro algum, e a crítica que se faz é que nenhum participante tem experiência na operação de empresas telefônicas. O BNDES não escondeu sua insatisfação com o consórcio, principalmente porque aí se encontra a Telerj, considerada a pior operadora do país e que precisa de grandes investimentos e de profunda reformulação para sair da situação caótica em que se encontra. Já está jogando duro com o grupo. Um dia depois do leilão, o consórcio foi alertado de que só receberá o financiamento de 450 milhões de reais se cumprir as exigências previstas no edital.

http://veja.abril.com.br/050898/p_040.html

Responder

    Abel

    27 de setembro de 2012 às 22h22

    Toda vez que o meu ex-chefe (um tucano enrustido) reclamava da qualidade da telefonia no Brasil, eu dizia: “agradeça às privatizações” (o sujeito resmungava um monte de impropérios ;)

    FrancoAtirador

    27 de setembro de 2012 às 23h19

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    Pior, Abel, é que já se foram 14 anos desse assalto.

    E os cartéis continuam assaltando o povo brasileiro.

    E a ANATEL, o CADE e o MinCom omissos do mesmo jeito.
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    Nelson

    03 de outubro de 2012 às 08h41

    Uma das tantas “obras” do governo FHC – o mais deletério da história do nosso grande país – a nos mostrarem que houve, sim, corrupção maior que a do mensalão em nosso país, meu caro Franco Atirador. E não estou aqui tentando “passar a mão na cabeça” dos nossos governos de esquerda, supostos, pelo menos.

    Que houve corrupção no governo Lula, não há como negarmos. Que houve mensalão, o STF está aí a comprovar. Porém, a direita está, espertamente, a querer se passar de inocente. Através de seus ventríloquos, os órgãos da mídia hegemônica, intenta nos convencer de que a corrupção teria sido inventada a partir de 2003, repetindo à exaustão afirmações tais como “o maior escândalo de corrupção da história”, “o governo mais corrupto da história”.

    Creio que, em termos de comparação e fazendo uma analogia, a coisa se processa mais ou menos assim: seriam necessárias umas duas carretas três eixos para carregarmos toda a corrupção do governo Lula, ao passo que , talvez um petroleiro de 400 mil toneladas não fosse suficiente para transportar tanta roubalheira que houve durante o governo do Farol de Alexandria. A mídia hegemônica, no entanto, mostrando que aprendeu à plenitude o ensinamento de Goebbels, acaba fazendo com que a maioria do povo veja o contrário. É tanta repetição, que a maioria, mesmo gente que tem um nível cultural um pouco mais elevado termina se convencendo de que essa é a verdade.

    Não é demais reafirmar: não estou aqui a tentar “livrar a cara de quem quer que seja”. Se fez “cagada”, tem mais é que ser “fritado” mesmo.

Regina Braga

27 de setembro de 2012 às 20h56

Na minha cidade a pergunta é outra…Quem não é entreguista? Fica difícil saber,já que,o comportamento é recorrente.

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Djalma

27 de setembro de 2012 às 20h38

O Leonel Brizola tinha razão. As Perdas Internacionais roubam nossas esperanças,com a cumplicidade dos brasileiros submissos e subalternos que não têm nem aquilo roxo, nem preto, nem nada. Nem com uma grande revolta nós reverteremos isto, até porque estamos espionados, por internet, por celular, chips de toda natureza e maus brasileiros.

Responder

Luís

27 de setembro de 2012 às 20h35

Claro que o entreguismo está vivo. Dona Dilma fez o favor de ressuscitá-lo.

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Fabio Passos

27 de setembro de 2012 às 20h00

O entreguismo está mais vivo do que nunca.

globo, veja, fsp e estadão são ponta de lança dos interesses ianques no Brasil.

E fhc, vulgo joaquim silvério dos reis, o maior entreguista de nossa história…

Responder

PauloH

27 de setembro de 2012 às 19h25

A mídia brasileira é uma espécie de Trinidad e Tobago, o único país da América que, na OEA, votou junto com norte-americanos e canadenses no caso do asilo ao Julian Assange. Pratica um alinhamento incondicional e acrítico. Parece que a midia do BR diz: primeiro concordamos automaticamente com a posição dos EUA; depois a gente bola os argumentos. Alguém explica esse impulso?

Responder

anac

27 de setembro de 2012 às 19h21

Não espero nada diferente dos USA e nem condeno. Os imperios agem assim desde sempre. O problema, que não é dos USA, mas do Brasil: os joaquins silverios dos reis que por uns trocados se vendem aos seus senhorios. E a mioria se encontra no PiG e na direita.

Responder

Carlos Cruz

27 de setembro de 2012 às 13h34

A Sra Dilma devia fazer uma rigida politica de contenção de gastos desnecessarios no Brasil: deixar de financiar Globo, Veja e seus “amiguinhos”, com gastos em propaganda, repassando o dinheiro economizado a escolas e hospitais. A ação seria aplaudida e apoiada, seguindo o que prega o Sr.Carlos Sardenberg, na economia, e Arnaldo Jabor, na retorica e demagogia.

Responder

Guardian: A crise europeia atinge novo patamar « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de setembro de 2012 às 13h21

[…] J. Carlos de Assis: O entreguismo vive […]

Responder

Gersier

27 de setembro de 2012 às 12h04

Azenha,vc é um jornalista bem informado e sabe,como eu sei e muitos outros brasileiros,que os Estados Unidos usa a tática de interferir nas ondas hertezianas dos canais de Tv e de rádio enviando mensagens subliminares para alienar a população de um país e causar revoltas populares contra seus governantes.
Para isso utilizam de uma aeronave preparada que voa em altas altitudes.
No Brasil não precisam disso,pois a CIA e cia. contam com os préstimos dos lambe botas irmãos marinho,dos frias,do pessoal da rbs e do cívita,e todo um séquito de “calunistas” puxa sacos sem moral e sem escrúpulos.
Mas por mais que tentam,a maioria da população brasileira está se lixando para esse bando de carnicentos.
Só é difícil entender o porque do Governo continuar insistindo em alimentar essa corja com polpudas quantias publicitárias.

Responder

    Zezinho

    27 de setembro de 2012 às 12h27

    Eu achava que as pessoas que postavam aqui eram um pouco mais esclarecidas.

    Vander Almeida

    27 de setembro de 2012 às 13h43

    Para que haja um bom entendimento é preciso entender como funciona todas as midias, e não somente basear-se na leituras de gibis ex.: (Huguinho, luizinho e …)

    Gersier

    27 de setembro de 2012 às 18h21

    Não,nem todas.Algumas desconhecem o que acontece ao redor do mundo.
    Outras só tem como informações confiáveis uma fonte,o PIG,por isso serem tão alienados.
    Existem os que viajam,estudam,pesquisam,assistem palestras e programas interessantes,alguns veiculados em canais fechados.
    “A CIA já possui coisas que é melhor nem tentar explicar”-(Dwight).
    Sabe quem é o dono desse nome? Sabe qual a sua patente?Sabe qual país foi presidido por ele?
    E isso foi dito décadas atrás.

    Fabio SP

    27 de setembro de 2012 às 20h35

    Ultimamente os EUA tem enviado filmes que tem afetado as ondas cerebrais de nossos “nobres” deputados…

assalariado.

27 de setembro de 2012 às 11h35

Esses caras(sardenberg, jabor, entre tantos, …), são soldados ‘brasileiros’ do capital internacional, infiltrados dentro de nosso Brasil, em aliança politica com as elites ‘nacionalistas’. A rede globo de manipulação tem suas raizes fora do Brasil, se eu não estiver errado, está rede de esgoto tem como proprietários o grupo americano Time Life. Lá é seu último bastião, seu quartel mundial, porem, nada como dar um basta nestes gringos, midiotizadores das massas. Teremos que derrota -los aqui primeiro e, colocar ordem nesta zorra se faz necessário.

Não estou falando de censura, estou falando que, qualquer cidadão ou instituição terá direito a réplica, vamos acabar com os assasssinatos de reputações. Por exemplo, quando nós assalariados vamos para uma greve contra a exploração patronal, o PIG, chega a fazer matérias de até 18 minutos sobre o assunto, sendo que, 30 segundos é para os defensores dos assalariados e o restante para os parasitas capital, a qual a imprensa burguesa representa. E tem mais, põem o próprio assalariado contra o outro. Outro ex: Basta reparar qdo os condutores de onibus vão a luta. A midia do capital, aí sim, da espaço pro povão falar, tipo: perdi hora do trabalho, perdi hora do médico, lotações arrochadas, telefonando pro patrão dizendo que, não vai ao trabalho enfim e tals, …

Sim, esta é a tática do capital e seu porta voz, dividir para reinar, isso eles fazem com profissionalismo de classe, da classe dominante, obviamente! Não bastará colocar seus piguinhos amestrados a nocaute, teremos que chegar aos seus quarteis e seus generais.

Rumo ao Socialismo do século 21, … Mas, será que outro, o do século passado, existiu?

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

27 de setembro de 2012 às 11h09

Jabor é um extrema direita doido. Ele não diz coisa com coisa. Mas todos são da Globo. E a Globo é Time Life. A Globo é dos Senhores das Armas e do Petróleo. A Globo é do Senhor da Guerra, o dono do mundo.

Responder

    Mariac

    27 de setembro de 2012 às 19h05

    Jabor usa seu talento criativo para empurrar conceitos econômicos dos quais pouco entende. Já Sardenberg sabe bem o que faz e para quem trabalha.

    Ocorre que tratando o povo como seres tão inteligentes quanto árvores, acaba ofendendo-o, o resultado pode ser o contrário do esperado.

Wladimir

27 de setembro de 2012 às 10h37

É o desespero desses ventríloquos dos PiG, ante o sucesso interno e externo dos Governos polulares de Lula e Dilma; inda mais que o chamado “público específico” mingua a cada dia. No tocante ao que diz o cineasta fracassado, só lhe restou o papel de “bobo da côrte” da elite decadente; quanto ao outro, terá o mesmo fim da Miriam Porcão!

Responder

Julio Silveira

27 de setembro de 2012 às 10h21

Ainda tenho pra mim que a Globo é sucursal de alguma Agencia Americana.
E que para trabalhar lá é primordial pensar, de alguma forma, no alinhamento aos interesses daquele estado.
Depois das exposições do Wikeleaks, de lá “insuspeitos” e “renomados” por eles, apresentadores tem alguma forma de ligação com a CIA, não é de se duvidar. Parecem uma central dissimulando interesses nacionais.
Mas a medida que o tempo passa vai ficando evidente que o Brasil é acessório e que o principal é a conversão, trabalhada diuturnamente para vender o “estilo de vida americano” como o ideal para nós. Fazem isso menosprezando nossa identidade, nossa cultura, com um autentico trabalho de rebaixamento de nossa auto estima, diariamente, como se o seu Xangri-lá deles fosse isso tudo.

Responder

    FrancoAtirador

    27 de setembro de 2012 às 17h30

    .
    .
    A Globo News já é um canal norte-americano em língua portuguesa.
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Márcio Oliveira

27 de setembro de 2012 às 10h20

Não percam a única perfomance que presta do Jabor: http://www.youtube.com/watch?v=Guz9DeqOhRA. É fantástico!

Responder

    José do Carmo Ribeiro de Paiva

    27 de setembro de 2012 às 11h19

    Jabour fantástico??? É piada

    Márcio Oliveira

    27 de setembro de 2012 às 14h58

    O Jabor do vídeo é sim fantástico. E é também uma piada. Vá ao link para saber do que estou falando.

ZePovinho

27 de setembro de 2012 às 09h43

VIVA O CAPITALISMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2012/09/26/nyt-diz-que-espanha-tranca-o-lixo-por-conta-da-fome-da-populacao/

Internacional
26/09 às 20h32 – Atualizada em 26/09 às 21h30

NEW YORK TIMES diz que Espanha tranca o lixo por conta da fome da população

Especialistas destacam que país está numa “sinuca de bico”
Jornal do Brasil Luciano Pádua

A Espanha, que vive um dos piores momentos desde a Segunda Guerra Mundial, voltou a assistir a manifestações públicas nesta quarta-feira (26). Não é para menos. Assolada em uma crise econômica e social, sua população convive com uma taxa de desemprego que beira 25%, número que cresce para 50% entre os jovens. Ao mesmo tempo, o governo de Mariano Rajoy já se comprometeu com as medidas de austeridade exigidas pelo Banco Central Europeu (BCE) e a Alemanha que podem piorar ainda mais este quadro.

Nesta quarta-feira (26), quando o primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, foi a Nova York participar da Assembleia Geral da ONU, curiosamente o jornal americano New York Times publicou notícia de capa intitulada “A austeridade e a fome na Espanha”. Na matéria, ilustrada pelo fotógrafo catalão Samuel Aranda, fica exposto o panorama desolador do país. Segundo a reportagem, tantas pessoas estavam revirando o lixo para aproveitar restos que algumas cidades espanholas instalaram cadeados em suas lixeiras para evitar problemas de saúde.
Manifestação levou 6 mil pessoas às ruas em Madri na terça-feira (25) Manifestação levou 6 mil pessoas às ruas em Madri na terça-feira (25)

Ainda de acordo com o periódico norte-americano, um relatório da ONG católica Caritás revelou que a instituição alimentou quase um milhão de espanhóis em 2010, número duas vezes maior do que em 2007. Em 2011, o dado aumentou em 65 mil.

Ao contrário das manifestações de terça-feira (25), quando cerca de seis mil pessoas foram às ruas do entorno do Congresso, em Madri, e o protesto descambou para a violência, resultando em 35 pessoas detidas e outras 60 feridas, nesta quarta-feira (26) a manifestação transcorreu sem maiores incidentes.

>> Manifestação em Madri leva milhares às ruas e confrontos com a polícia

As causas dos protestos – a política econômica que aumenta a crise, tendem a continuar. Em um novo comunicado, o Banco Central espanhol apontou para um prolongamento da austeridade e da recessão. “Dados disponíveis para o terceiro trimestre do ano sugerem que o Produto Interno Bruto (PIB) continuou caindo a uma taxa significativa, num contexto de altas tensões financeiras”, afirmou o relatório mensal da entidade financeira.

Orçamento

Segundo a agência EFE, o governo espanhol apresentará na quinta-feira (27) o projeto de orçamento para 2013. A expectativa é de que o documento venha repleto de novos cortes, que podem chegar a 40 bilhões de euros. No orçamento constará previsões de gastos da ordem de 38 bilhões de euros para o pagamento dos juros da dívida.

Outra previsão sombria, segundo prevê o jornal El País, é de que os salários dos servidores públicos da administração central do Estado em 2013 permanecerão congelados pelo governo. Estes servidores não recebem reajuste salarial desde 2010. Com isso, aumentará a perda do poder aquisitivo.

“Sinuca de bico”

Segundo Victor Leonardo Araujo, professor de economia internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), a Espanha está em uma “sinuca de bico”. Para ele, a única forma de a economia espanhola ter perspectiva de recuperação é reavendo o controle dos gastos públicos.

“Em um país com taxa de 25% de desemprego, o emprego público poderia ser uma solução. No entanto, a necessidade de um pacote de austeridade fiscal, que impacta negativamente nos empregos públicos, gera uma bola de neve. Estou sendo redundante, mas qualquer pacote de austeridade é, por natureza, contracionista. Para o PIB se recuperar com isso, é preciso que outras componentes da demanda agregada aumentem”, analisa.

De acordo com o professor, dentro desse cenário, os investimentos, naturalmente, se retraem. Assim, sobra apenas a componente das exportações, da qual o país não tem tradição no mercado mundial. “Com isso, a economia se retrai, a arrecadação diminui e o governo precisa anunciar nova rodada de cortes de gastos”, completa.

Araujo questiona como aumentar os gastos do Estado quando a Espanha não pode emitir dívida em sua própria moeda, por fazer parte da zona do euro. “Não é um problema de gasto, porque o país se endividou e essa dívida está em uma moeda que ele não emite. Esse é o problema de Espanha, Grécia, Portugal, entre outros”.

Para o economista, a forma de se sair desta situação talvez esteja em um arranjo financeiro do Banco Central Europeu com os países em crise. “A única solução que vejo é alguma engenharia financeira de modo a devolver à Espanha a capacidade de fazer gasto público. Não sei se é viável esse tipo de arranjo, mas a componente do gasto público é fundamental e qualquer solução precisa passar por ela”, opina.

Redução dos benefícios sociais

Para o professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ), Fernando Padovani, as manifestações que têm ocorrido na Espanha são reflexo de 40 anos de cultura do estado de bem-estar social.

Segundo ele, as populações europeias, naturalmente, resistem a perder benefícios sociais conquistados. Contudo, esse modelo deve acabar. “Esse é o início de um longo e doloroso processo de mudança para União Europeia. Trata-se de uma economia envelhecida, cara, com muitos impostos, com baixa produtividade e fuga de investimentos que competem com os emergentes”, afirma.

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    Jotace

    27 de setembro de 2012 às 22h15

    De fato não há como entender… Será porque na antevisão de tal calamidade, os nossos governos, a começar de fhc até o presente, vêm entregando o melhor do patrimônio do povo aos espanhóis? Com a palavra os que insistem em sempre defender o governo que temos, esquecendo o entreguismo é a prática do dia a dia e que a crítica é necessária para acabar-se com tal bandalheira… Jotace

Mardones Ferreira

27 de setembro de 2012 às 09h27

Nada como a voz de um especialista para desmascarar o embuste piguento.

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FrancoAtirador

27 de setembro de 2012 às 09h15

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A AGUERRA DA INFORMAÇÃO E A POLINIZAÇÃO CRUZADA

Quando Hillary Clinton falou em vencer a “Guerra da Informação”,

ela não estava se referindo, apenas, ao Oriente Médio.

No dia 02/03/2011, no comitê de Política Externa do Congresso dos EUA,

disse a Secretária de Estado dos Estados Unidos da América do Norte:

“Falemos francamente em termos de realpolitik”.
“Estamos em uma imensa competição por influência global e mercados globais.
China e Rússia lançaram redes de televisão funcionando em várias línguas, quando os EUA faz cortes nesta área.
Estamos pagando por um preço elevado por desmantelar redes de comunicação internacional depois do fim da Guerra Fria.
Nossos meios privados não podem preencher essa brecha”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17511

09/04/2012
Embaixada dos EUA no Brasil

Brasil e EUA podem impulsionar padrões de vida e democracia,
diz Hillary Clinton

Clinton destacou parceria entre a Tecsis, empresa brasilera produtora de pás para energia eólica, e o setor privado dos EUA como exemplo bem-sucedido de “polinização cruzada“.

Washington – Uma cooperação mais estreita entre o Brasil e os Estados Unidos, no setor privado e também em outras áreas, pode impulsionar os padrões de vida nos dois países e promover valores democráticos compartilhados, disse a secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a outros convidados na Câmara Americana de Comércio em Washington.

Falando em 9 de abril, Hillary disse que como as duas maiores democracias e economias do Continente Americano, os Estados Unidos e o Brasil têm “uma das mais importantes relações do século 21”.

Segundo Hillary, é importante que enquanto os dois países promovem seus laços econômicos eles tentem “de todas as maneiras possíveis elevar o padrão de vida de nossos povos”, com uma economia que proporcione a todos “a mesma chance de competir” e fazendo isso “dentro de uma estrutura sólida de compromisso com os valores democráticos”.

A secretária destacou que o Brasil oferece “uma história de sucesso inspiradora” depois de desenvolver uma economia dinâmica que permitiu que muitos brasileiros avançassem para a classe média e também está ajudando a impulsionar a economia mundial.

Ela afirmou que programas sociais inovadores, tais como as transferências condicionadas de renda, ajudaram a expandir a classe média brasileira e tornaram o Brasil um modelo ao demonstrar que “uma economia em crescimento não é um fim em si mesma; é um meio de melhorar a vida do povo de um país”.

A relação econômica em amadurecimento entre o Brasil e os Estados Unidos está aumentando os laços nos setores comercial e de investimento empresarial.

Hillary disse que a tarefa de desenvolver uma parceria e uma cooperação mais fortes não é “exclusiva dos governos”, mas “na verdade é realmente mais tarefa para o setor privado, nossas universidades, nossas sociedades civis, nossos cidadãos”.

Ela destacou a empresa brasileira Tecsis, que produz pás usadas em turbinas eólicas para produção de energia verde, e informou que essa empresa de 5 mil funcionários agora se tornou líder no mercado americano, exportando mais da metade de suas pás para os Estados Unidos.

Em troca, disse, a Tecsis recebe 80% da matéria-prima necessária para produzir as pás dos Estados Unidos e criou uma empresa subsidiária em Houston, Texas, que emprega 150 funcionários para serviços de conserto e manutenção das pás usadas dentro do país.

“Esse tipo de parceria – chamem de ‘polinização cruzada’ se quiserem – é cada vez mais viável, e queremos ver mais delas”, afirmou Hillary.

A secretária anunciou que o governo Obama está abrindo dois novos consulados, em Belo Horizonte e Porto Alegre, em parte para permitir que os brasileiros consigam vistos com mais facilidade para os Estados Unidos e também promover mais o contato entre as pessoas.

http://portuguese.brazil.usembassy.gov/clintononusbr.html

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Francisco

27 de setembro de 2012 às 08h41

O fato intoleravel para esse pessoal é que se a Europa tivesse feito o que Lula (Lula o “analfa”) recomendou quando do estouro da crise, seus efeitos seriam menores… Tanto isso é verdade, que eles agora, começam a sofrer dissenções internas nesse sentido.

Já esquentei mais a cabeça com isso, essa total falta de crença em si mesmo como possivel criador de conhecimento e absoluta convicção da própria pequenez. No fundo, um profundo complexo de inferioridade “racial”. Hoje eu apenas raciocino: quem se considera pano de chão é porque deve realmente ser…

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Roberto Locatelli

27 de setembro de 2012 às 07h48

O bem intencionado professor está preso aos cânones do capitalismo. Mas não há saída para essa crise dentro dos marcos do capitalismo, a não ser saídas temporárias, que atenuam a crise, porém não eliminam suas causas.

Por isso, faltou ao professor dizer o que todos os países deveriam fazer, imediatamente: estatizar todos os bancos.

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    Mariac

    27 de setembro de 2012 às 19h08

    Estatizar pra quê? Por que não deixá-los morrer à mingua.


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