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Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa


29/03/2013 - 20h32

por Luiz Carlos Azenha

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.

Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.

Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.

Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.

Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.

Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.

Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.

Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.

Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.

Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.

No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.

Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.

Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.

Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.

Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.

Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.

Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.

O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.

Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.

Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?

O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.

Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.

Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.

Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.

Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.

E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.

Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.

Eu os vejo por aí.

PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012.

PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira.

Leia também:

Justiça conclui que Ali Kamel não manda na Globo

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471 comentários

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Everaldo Almeida

02 de abril de 2016 às 06h52

Desculpe, não li todos os comentários… mas, é certo que não devemos parar de lutar… pode abrir uma conta que eu, como cidadão brasileiro, sempre em busca da verdade… gostaria que contribuir mensalmente!!! Abaixo a rede globo!

Responder

Josemir Lopes

09 de novembro de 2015 às 12h08

Azenha,

abra a conta e faça uma campanha de doação.

Responder

O suborno está para essa súcia de golpistas, assim como o sangue para o vampiro. | Inspirado na música de Zé Geraldo – Dando Milho aos Pombos – por Edison Brito

17 de julho de 2015 às 12h55

[…] Em tempo. A desconstrução da imagem de uma pessoa ou instituição é uma das mais poderosas armas da imprensa. Tanto que o Jornalista Luiz Carlos Azenha, do site viomundo.com.br,   declarou que irá descrever, em livro, detalhadamente como O Globo e associados tentaram praticar com ele o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira. Mais detalhes no artigo https://www.viomundo.com.br/denuncias/globo-consegue-o-que-a-ditadura-nao-conseguiu-extincao-da-impre…. […]

Responder

O suborno está para essa súcia de golpistas, assim como o sangue pra o vampiro. | Inspirado na música de Zé Geraldo – Dando Milho aos Pombos – por Edison Brito

17 de julho de 2015 às 12h02

[…] Em tempo. A desconstrução da imagem de uma pessoa ou instituição é uma das mais poderosas armas da imprensa. Tanto que o Jornalista Luiz Carlos Azenha, do site viomundo.com.br,   declarou que irá descrever, em livro, detalhadamente como O Globo e associados tentaram praticar com ele o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira. Mais detalhes no artigo https://www.viomundo.com.br/denuncias/globo-consegue-o-que-a-ditadura-nao-conseguiu-extincao-da-impre…. […]

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Luiz Carlos

04 de junho de 2015 às 00h51

A luta do Kamel é mais abjeta por ser somente por dinheiro. Não tem nada de jornalístico, filosófico ou idealismo.
Mas a luta dos chefes deles é a mesma travada pelos magnatas americanos que chegam a falir as próprias cidades ou deixar morrer os negros e pobres só para ganharem mais uns cobres.
Desta forma conte conosco para uma atuação conjunta, financeira ou física. O nosso endereço está disponível para as parcerias necessárias a superar este impasse. Para o mais, certamente, continuaremos na luta.

Responder

Hélio Jorge Cordeiro

17 de maio de 2015 às 10h55

Meu caro, Azenha, temos que voltar a fazer como na epoca da ditadura: ficar na clandestinidade! Escrever sob pseudonimo! Ficar calado jamais! Meu apoio total e irrestrito!

Responder

Raymond

12 de maio de 2015 às 10h54

Eu ajudo, pois os derrotados, Azenha, fomos todos nós.

Responder

Heraldo

10 de maio de 2015 às 20h45

Conte conosco

Responder

Heraldo

10 de maio de 2015 às 20h43

Abre um conta. Você vai consegue os 30,0 mil. Não calarão a mídia alternativa…

Responder

Arlete

11 de abril de 2014 às 00h22

O Viomundo não pode acabar. Conte comigo e meus dois filhos.

Responder

Gabriel Barros

12 de fevereiro de 2014 às 20h32

Tente uma alternativa Crowdfunding. Conseguirá com facilidade a quantia necessária para continuar na luta! Pesquise e veja como é maravilhoso!

Responder

Alvaro Ribeiro de Oliveira Neto

11 de fevereiro de 2014 às 11h39

Azenha, não sei como, mas conte comigo. Estou às ordens.

Responder

Gideone

10 de fevereiro de 2014 às 21h28

nos queremos banca essa conta! vamos lança um movimento de doações esse blog ñ pode perde para o crime organizado

Responder

Thayse Vidal Negreiros

07 de julho de 2013 às 19h10

Oi Luiz Carlos. Vim no seu blog porque dia desses, junto de meu noivo, revi reportagens de sua autoria no SBT. Claro, falo das materias que voce fez sobre o mundo do MELHOR esporte do mundo (= AUTOMOBILISMO). Não vou me estender em detalhes. Mas tanto eu cmo meu noivo, AMAMOS velocidade. Mas como somos pobres, nssa opção é trabalhar dia e noite para juntar grana e, quem sabe daqui há um ano, cursar faculdade de Jornalismo.
Porque temos sonho de fazer jornalismo.
E porque temos sonho de atuarmos como jornalistas de automobilismo.
Cremos que é uma atividade prazeirosa — viajar pelo mundo (ou, se não conseguirmos emprego na Band ou Globo, pelo Brasil) — e, claro, que nao nos traria incomodo.
(Vamos combinar que dever ser um teeeeeeeeeeedio ser jornalista de politica e ter que acompanhar discurso de prefeito inaugurando ponte rs rs rs. O que pode ser melhor do que acompanhar pilotos que correm na Formula Indy ou na F1, talvez na Stock Car do Brasil?)
O que estou tentando dizer: puxa vida… voce trabalhou com automobilismo… fez materias ‘MARA’ do esporte motorizado… não seria mais COMODO voce permanecer como reporter de automobilismo, ao inves de se envolver em problemas e ter que se incomodar com advogados, leis, julgamentos?
Não seria mais facil deixar para OUTROS abraçarem problemas e polemicas diversas e curtir a vida ganhando dinheiro para escrever sobre automobilismo?
(Viajei para Curitiba na Stock Car e descobri, conversando com jornalitas na sala de imprensa, que os salarios ali são astronomicos. Pô, eu com DOIS MIL reais viveria FELIZ… HIPER MEGA ULTRA SUPER FELIZ… e todos os dias eu agradeceria a DEUS por trabalhar com automobilismo e ainda ser REMUNERADA; idem meu noivo rs rs rs).
Não sei se voce irá ler meu recado ou se irá entender porque te escrevo esta. O fato é que… vamos combinar: voce tinha uma vida PERFEITA… a vida que SONHO (viajar e acompanhar o mundo das corridas… e ser REMUNERADA). Nao consigo entender porque voce deixou a vida facil e perfeita para tras. Ate porque… batalho muito pela vida… as vezes naum sei se o dinheiro do mês ‘sera suficiente’. Enfim: eu admiro jornalistas que atuam no autmobilismo.
Que fique claro: respeito voce e fiquei triste ao saber que voce, depois de tudo o que relataste acima, teve que enfrentar problemas. A vida e´injusta. Mas… voce sendo adulto e inteligente… nao seria mais FACIL ficar a margem dos problemas e deixar que OUTROS abraçem a causa de apontar falcatruas e demais polemicas?
Quanto a mim… caso realize meu sonho de ser jornalista, pode apostar que ficarei FOCADA em atuar no automobilismo… e que jamais farei como uns que outros do jornalismo aqui do Brasil que vivem ‘malhando’ o automobilismo e, ao mesmo tempo, impedindo que outras pessoas trabalhem no esporte.
Muito obrigado por sua atenção.
Atenciosamente,

Thayse V. Negreiros

Em tempo: sou de Itajaí (SC). Porem, nunca tive vida facil. Por isso tive que vir aqui no Rio Grande do Sul tentar agendar consulta para meu pai. Te falo isto porque a vida não e facil e queria que voce entendesse porque minha incompreensao com o fato de que as vezes as pessoas tem TUDO na vida e naum valorizam.

Responder

    Jerônimo

    14 de julho de 2013 às 08h08

    DINHEIRO é só PAPEL . tenho pena de qm vive a Vida em busca de Dinheiro.

    Thayse Negreiros

    23 de setembro de 2013 às 10h42

    O internauta que respondeu meu recado dizendo ter ‘pena de quem só pensa em dinheiro’ possui opinião distinta e eu respeito. Espero apenas que ele NUNCA enfrente falta de dinheiro como minha família. Para lá de RUIM a pessoa estar desempregada, ao passo que diversas ‘flanam’ a bordo de veículos importados e, ao descer dos mesmos, ressaltam a frase mais imbecil que existe — ‘dinheiro não traz felicidade’. Pois, como disse certa feita o Jerry Seinfeld: ‘A quem querer enganar? Quem treina esta gente para dizer tamanha besteira’? Para mim, a pessoa que tem carro importado está com a vida feita; salvo ‘excessoes’, não imagino pessoa adquirir bem caro e não poder manter. Vale citar que mencionei veiculo importado apenas como exemplo. Mas poderia alinhar mansões, coberturas na paulista, etc. Coisas que pessoas pobres e humildes almejam mas, por decisões administrativas condenáveis de patrões (oh, coitados…), são demitidas. Ou seja: para quem tem emprego fixo, residência própria e dinheiro ‘enough’ para manter veiculo, muito ‘facil’ falar que dinheiro não é tudo… por fim, de forma ate ingênua, imaginei que o Azenha iria responder meu recado. Eu gostaria de saber porque um jornalista que atuava na área de automobilismo mudou de rumo e foi atuar em outra editoria. Vamos combinar que ser jornalista de automobilismo e ainda ganhar dinheiro é uma das coisas boas da vida…

    José

    11 de fevereiro de 2014 às 14h52

    O caminho é esse, Thayse!!!
    Você tem o perfil certo pra atuar na Globo.
    Tipo: “- Pagando bem eu faço qualquer coisa”.
    Caso não consigas, tem várias outras maneiras de ter ” vida fácil”…

    Suelen

    11 de fevereiro de 2014 às 15h12

    Oi, Thayse. Você disse que não consegue entender como um jornalista inteligente escolhe se dedicar às causas sociais ao invés de ganhar rios de dinheiro só falando sobre automobilismo e viajando. E também disse que respeita o comentário do colega que disse que na vida nem tudo é dinheiro. Não imagino quanto você recebe por mês para dizer que se ganhasse R$2000,00 para fazer reportagens sobre automobilismo ficaria satisfeitíssima. Mas deve ser bem pouco realmente para pensar dessa forma. Além do mais, nem todos querem fazer parte da high society podre do Brasil. Se você ganhasse mais, te garanto que você não acharia o suficiente e muito menos seria respeitada nos círculos que deseja tanto frequentar. Respeito sua opinião também. Mas saiba que muita gente não é feliz só por ter dinheiro. E acredito que muitos se sentem muito mais úteis e felizes quando trabalham a favor da sociedade, a favor da verdade, e que, muitas vezes, a oposição só nos impulsiona mais e mais em busca de nossos ideais.

    Suelen

    11 de fevereiro de 2014 às 15h29

    E antes que você diga que eu devo ser mais um dos que sobem em seus carros importados e dizem que dinheiro não traz felicidade, vou te dizer que minha renda mensal é a mesma da maioria dos trabalhadores brasileiros: um salário mínimo. E quer saber? Sou feliz com o que tenho. Ser me faz mais feliz que ter.

Oswaldo Conti-Bosso

06 de abril de 2013 às 12h42

(…) “O rei está nu”, e o patrimonialismo mais forte ainda (a condenação do jornalista L. C. Azenha é só a ponta do iceberg, “efeito colateral”), tudo como Dantes no quartel de Abrantes.

O “Brasil Nação” hoje e a Alemanha de Friedrich List em 1841:
http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/o-%E2%80%9Cbrasil-nacao%E2%80%9D-hoje-e-a-alemanha-de-friedrich-list-em-1841

Responder

Ex-editor defende cobertura de economia do JN em 2006 - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de abril de 2013 às 13h03

[…] (deste post): Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da […]

Responder

Valmont

04 de abril de 2013 às 13h55

É importante viabilizar, o mais rápido possível, o sistema de coleta de doações, neste momento em que todos estão mobilizados e atentos.
O site therealnews (The Real News Network) é um belo exemplo de transparência e de sucesso na implementação do “crowdfunding”. Na entrada do portal, exibem um medidor de doações, informando ao público, em tempo real, quanto foi arrecadado no mês.
Estamos ansiosos para nos engajar nessa nova e poderosa trincheira da verdadeira liberdade de imprensa, sem governo e sem patrão, jornalismo livre, preservação do direito de informação do povo brasileiro. Por tudo isto, eu estou disposto a contribuir de toda maneira que me for possível.
Finalmente, encontramos o caminho para materializar a tão desejada e nunca antes realizada IMPRENSA INDEPENDENTE no Brasil.
Parabéns a todos os companheiros que contribuem com o VIOMUNDO.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (Vandré).

Responder

Eliseu Pinto Teixeira

03 de abril de 2013 às 22h18

Senhora ou senhorita Vanessa.
Não sou de um lado nem do outro. Até aí estamos no mesmo barco.
SSou marxicista radical. Qualquer arma usada pra derrotar o capitalismo é vválida. Estou com Diderout. o maior erro do PT foi cometido por Lula quando

q não fez a privataria tucana. Talvez o famigerado FHC não tivesse tempo de ffazer o roubo com o fator previdencíario que até hoje prejudica os aposetados como eu.
Voltando a Marx, ele disse; ” A mais valia é o trabalho”. A Bíblia diz; c”Comei o Pão com o suor do Teu Rosto” Quem está mpróximo Deus? Marx ou os chefes religiosos. /

Responder

    j.albergaria de macedo.

    11 de fevereiro de 2014 às 14h32

    Abre uma conta bancaria e vamos enfrentar essa organização.

Paulo Pimenta denuncia judicialização e asfixia econômica dos blogs: “Como na ditadura” « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de abril de 2013 às 19h36

[…] Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa […]

Responder

    vanessa bastos

    03 de abril de 2013 às 16h09

    Apoio este tipo de trabalho, que na realidade é o verdadeiro jornalismo, mas agora restaram algumas perguntas: e a questão do mensalão? é verdadeira? e todas essas questões que estão sendo levantadas por conta da falta de érica do governo PT? são reais? Não sou de um lado, nem de outro. Mas, se o seu compromisso é com a realidade, deverá então pesar pra todos os lados porque, ao meu ver, as denúncias e a porcalhada do PT são verdadeiras. E ouvir o tempo todo o Lula dizer que “não sabe de nada”, um ex-presidente de um país, é, no mínimo, indignante. Acho que vale colocar uma pesquisa sobre isso no seu livro também.

    Infelizmente corri os comentários aqui expostos e, aquele escrito pela Vera Silva pode ser algo que demonstra que o seu esforço pode não ser em prol da sociedade, mas sim ao PT.

cida chaves

01 de abril de 2013 às 19h03

Para escrever o meu livro Mulheres de Dois Andares pesquisei 10 anos e encontrei muitas dificuldades. Não fossem os depoimentos escritos pela minha família há mais de cem anos, o gosto de estudar e as milhares de páginas dos Anais da Câmara Federal do Brasil(1866 a 1896)jamais poderia contar a verdade de pedaços da nossa História. Deixemos escritos os nossos testemunhos. Sugiro a todos os que desejam ajudar o Azenha que façam como a minha família. Escrevam, escrevam.

Responder

emilton xavier

01 de abril de 2013 às 11h40

A liberdade de expressão é um direito de todos. Desde que o “todos” esteja do lado deles. O que ocorre com Azenha, está acontecendo com qualquer um que pense diferente do que os “colunistas”, os “formadores de opinião” da Grande Imprensa vomitam em seus blogs. Qualquer um que for de encontro ao relatado por um Jabor, Merval, Noblat, Reinaldo… Logo é perseguido, caluniado, agredido. A rede se transformou num campo de batalha virtual, onde eu não posso dizer que não gosto da Xuxa, não assisto o JN, não escuto a Rádio que Troca a Notícia, não leio a InVeja… Todos os dias, a eles é dado o direito de falar mal de quem eles bem entender. Mas, a nós não é dado o direito nem de discutir o assunto. Pasmei ao ler um desses “articulistas midiático” dizer que a Presidenta Dilma roubou! Justiça cruel, só eles têm o direito de atacar! Fiz um levantamento dos temas abordados por um “pensador” da revista Veja, e em seus cinqüentas últimos textos, pra minha surpresa, em 90% deles o “brilhante colunista” atacava Dilma, Lula, o PT ou o governo federal. Gente, não há mal sem virtudes nem bom sem defeitos… O que eles fazem não é jornalismo… É ódio! E é esse jornalismo tendencioso, com o fim dos blogs dos verdadeiros jornalistas, que vai ficar, infelizmente.

Responder

    cida chaves

    01 de abril de 2013 às 18h40

    Disse alguém no passado:”pode-se enganar a muitos pouco tempo;a poucos muito tempo; mas não se engana a todos todo o tempo. Prossiga Azenha.

“Liberdade de Imprensa” Contra o Viomundo « Política, Economia e Cultura

01 de abril de 2013 às 09h30

[…] Em plena sexta-feira santa, o maior burburinho da blogosfera foi a condenação do jornalista Luiz Carlos Azenha, pela justiça do Rio de Janeiro, a indenizar o Diretor da Globo Ali Kamel, por “difamação”. Ali, num espécie de editorial, Azenha, anunciou em seu blog, o Viomundo, que devido o processo estava inclinado a fechar o blog, no artigo : Globo Consegue o que a ditadura não conseguiu: Calar a imprensa alternativa. […]

Responder

Mário SF Alves

31 de março de 2013 às 22h19

Já está pronta a manchete do próximo golpe de estado no Brasil:

Brasil Estava Correndo o Risco de Um Perigoso Levante Popular Por Influência Direta dos Blogs Sujos!

Tradução política:

Blogs Sujos Ameaçavam Dezasnar Politicamente o Povo Brasileiro e Consequentemente Livrar o País da Influência Perniciosa Antidemocrática Imposta pelo Monopólio da Mídia Corporativa!

Responder

FrancoAtirador

31 de março de 2013 às 21h42

.
.
Azenha, presta bem a atenção. Sua renúncia pode não ser o melhor caminho.

Leia a mensagem do Gilvan Freitas, do blog O Terror do Nordeste.

A Conceição Oliveira, do Maria Frô, mostrou o mesmo desencantamento.
.
.
Vale a pena continuar a luta?

Por Gilvan Freitas, em O Terror do Nordeste

Eu, mesmo cansado de viagem, vou dizer um negócio:
enquanto esse governo covarde do PT não botar freio nessa concentração de mídia do Brasil, vai acontecer de tudo para calar os blogueiros independentes(nem falo de mim, porque sei que este blog não tem repercussão alguma).
O que ocorreu com Azenha é o mínimo em relação ao que está por vir.
Pena que grande parte dos membros do Poder Judiciário seja conivente com esse estado de coisas.
O caso do juiz que condenou Amauri Júnior por causa do livro Privataria Tucana diz tudo.E não adianta os blogueiros progressistas ficarem pedindo uma Lei dos Meios de Comunicação que não vai ocorrer nunca.
Primeiro, como disse no início da postagem, porque o governo do PT é frouxo.
Segundo, porque o Congresso Nacional é repleto de políticos detentores de vários meios de comunicação.
Esses corruptos, canalhas, traficantes, escravocratas nunca, jamais aceitarão uma lei regulamentando a mídia.
Simples assim.
Tenho até vontade de fazer o que Azenha fez: encerrar este blog.

(http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2013/03/vale-pena-continuar-luta.html)

Responder

    Marcela

    01 de abril de 2013 às 17h58

    Ele devia fazer a parte dele e não esperar que o PT ou o governo façam isso. Qualquer partido ou órgão representativo autorizado pela CF/88 tem legitimidade para propor um projeto de lei! Se não fizeram até aqui, são frouxos? A CUT aceitaria de bom grado entrar com o abaixo-assinado para recolher as assinaturas necessárias. Vocês usam qualquer espacinho pra criticar o PT, governo que dizem, apesar de tudo, apoiar contra o PIG.

Marcos

31 de março de 2013 às 20h17

Vamos fazer um movimento para ajudar o Azenha a continuar com seu Blog….

A canalhada Global está querendo implantar uma ditadura através do judiciário.

Responder

Alvaro Varjão Soares

31 de março de 2013 às 20h09

Azenha não desnime, concordo plenamente com os comentarios de apoio e solidariedade.

Liberdade

Alvaro

Responder

Alvaro Vrjão Soares

31 de março de 2013 às 20h06

Vamos a luta Azenha não desanime nunca. Concordo com todos comentarios de apoio e solidariedade pela sua luta.

Liberdade

Alvaro

Responder

Marcelo Sa

31 de março de 2013 às 19h45

Aarhus. Não desista.O viomundo e muito importante para a nossa Informação.

Responder

Hans Bintje

31 de março de 2013 às 18h52

Azenha:

Você está certo.

Feche o Viomundo. Já.

Porque você deixou de apenas “ver o mundo”.

Agora você “está no mundo”.

Não mais isolado num aquário, numa torre de marfim.

Você foi condenado.

Mas o velho regime se esqueceu que nós conhecemos a sua sentença.

Foi citada por Jean-Paul Sartre:

“O homem está condenado a ser livre”.

E vamos montar um novo site para celebrar essa liberdade tão duramente conquistada.

Parabéns pela vitória, meu caro Azenha!

Responder

Jacy Afonso de Melo

31 de março de 2013 às 18h39

Azenha por favor envie seus telefones
Preciso falar com você
Jacy Afonso
Secretario de Organização da CUT Nacional

Responder

KANHOTÃO

31 de março de 2013 às 18h16

Azenha,a banca de jornais mais próxima de onde resido fica a uma quadra de casa.
Várias vezes por semana, frequento o local para um bate papo com o jornaleiro, que aposentado e puxando de uma perna, está lá todos os dias faça chuva faça sol. O dito jornaleiro, tem um enorme senso crítico de justiça social, se indigna muito com situações “erradas do cotidiano local.
Tu podes não ter muito contato com ele mas o filho dele segundo ele me disse, trabalha na rádio PIG que troca a notícia recém aberto aqui novamente no litoral paulista; o nome do jornaleiro é Manoel Azenha; não sei se é seu tio ou primo mas vi que é um Azenha que nunca desiste.
Por favor, não desista. Não queremos mártires ou heróis que ainda não morreram.
Chulamente falando,DEIXA DE VIADAGEM E ABRE LOGO UMA CONTA CORRENTE PRA QUE POSSAMOS TE AJUDAR NO QUE CADA UM PUDER !!!
Peço aqui também que algum leitor amigo mais articulado com a Internet e o jornalismo que