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Gilson Caroni Filho: Um recado aos jovens e aos mais antigos
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Gilson Caroni Filho: Um recado aos jovens e aos mais antigos


11/02/2014 - 20h54

Um recado aos jovens e aos mais antigos

por Gilson Caroni Filho, via e-mail

É preciso repetir, uma, duas, quantas vezes for necessário.

Não condenemos, nós do campo democrático-popular, as manifestações de junho do ano passado. Não considero os que não concordam com o atual governo como atores necessariamente reacionários.

Numa sociedade como a nossa, totalmente fracionada, a democracia continua sendo meramente formal.

Apesar dos avanços inegáveis, ainda há desigualdades abissais, injustiças profundas, direitos negados a índios e pequenos produtores, ambos perdendo suas terras para o latifúndio.

Obras de impacto ambiental, executadas sem um amplo debate com a sociedade civil, não contribuem em nada para um desenvolvimento sustentável.

Boa parte do que poderia ser investido em saúde e educação é usado no pagamento de juros estratosféricos de uma dívida nunca auditada.

Empresas de comunicação, que funcionam sob regime de concessão pública, atuam como braços políticos dos partidos de direita.

Por tudo isso, a ida de manifestantes às ruas contribuiu para vocalizar pleitos legítimos que colaboram para o efetivo aprofundamento democrático.

É saudável ver o surgimento de novos protagonistas. É o desdobramento natural da luta do PT,PC do B e de outras forças progressistas nos últimos 20 anos.

Forças que não deveriam ser hostilizadas, mas ouvidas quando buscaram um diálogo.

E qual a causa do insucesso dessa tentativa? A intolerância, alimentada por um discurso raivoso que muitos aplaudiram.

Lembram dos aplausos? Saíram das mesmas mãos que hoje aplaudem as tropas de choque da PM.

E agora, José?

 Mas vocês,ativistas recentes, confundem falta de liderança com ausência de direção. É tudo o que a direita precisa para deslegitimar uma juventude cidadã.

A ambiguidade estudada do PSOL, a inconsequência política do PSTU — além de outras legendas sem base política expressiva– colaboraram, e muito, para o esvaziamento do movimento de vocês.

Delas (da ausência de uma agenda clara e de direções definidas) derivaram a ação nefasta dos Black Blocs a quem muitos, por ingenuidade ou oportunismo, deixaram de condenar em definição clara: fascistas fazendo freelancer de “táticas de defesa libertária”.

Qual o resultado até agora?

Um cinegrafista morto e a mídia corporativa capitalizando o triste episódio para se apresentar como defensora do Estado Democrático de Direito. Logo ela, que durante o regime militar, defendeu os torturadores encapuzados.

Vocês merecem isso, garotada? É claro que não. Nenhum de nós merece.

Os mais antigos, aqueles que forjaram seu perfil na luta contra a ditadura, precisam entender que não são donos de uma fórmula prescritível atemporal, que pode ser aplicada a sujeitos e momentos históricos distintos.

Nada mais antidialético do que pensar e agir desta forma. Nada mais negador da ação política.

Lembremos que, nos anos 1970/1980, os setores mais avançados da classe operária se politizaram nas fábricas e não graças à ação iluminada de consciências exteriores a eles.

E destaquemos a desconfiança que Lula e outra lideranças orgânicas do movimento sindical nutriam em relação aos partidos políticos. A isso nunca chamamos de fascismo. Por que fazê-lo agora?

Será necessário rememorar papel fundamental dos setores ligados à Teologia da Libertação na logística e organização dos movimentos populares, em especial do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra?

Quando, nos anos 1990,o MST fez uma passeata na Avenida Rio Branco, centro financeiro e comercial do Rio de Janeiro, eu estava lá.

E sabem por que foi maravilhoso? Porque as palavras de ordem não repetiam as nossas, os supostos iluminados.

E embora alguns tentassem puxá-las, eles ignoraram solenemente. Hoje, formam o maior movimento social organizado da América Latina.

Acham, com razão, que o governo faz concessões excessivas ao agronegócio, mas sabem que é melhor um governo petista que,mal ou bem, dialoga com eles a um novo ciclo tucano que trata movimentos sociais com repressão e sem concessão alguma.

O massacre de Eldorado de Carajás foi emblemático demais, para pensarmos que aquelas mortes foram um ponto fora da curva.

No mais, é isso: há que se aproximar dos jovens para aprofundar a democracia. Há que se lembrar, mais uma vez, que só se aprende na ação. E alertá-los quanto aos arrivistas que se apresentarão como novidadeiros.

Queiramos ou não, quem muda a história é a juventude. Melhor dialogar com eles a nos tornarmos uma “gerontocracia burocraticamente progressista”

A história corre caudalosa no seu curso. Cabe definir qual margem do rio capturará sua força.

Se a direita que a seca completamente antes de chegar a outro corpo d’água.

Ou se à esquerda que a levará a outro rio, ao mar ou ao Oceano. Nunca o conceito habermasiano de razão dialógica se fez tão urgente.

Leia também:

Gilberto Maringoni: O pior dos Black Blocs não é cobrir o rosto

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35 comentários

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Roberto Locatelli

13 de fevereiro de 2014 às 11h37

Panfletos de instruções aos mascarados são idênticos no Egito e na Ucrania

https://pbs.twimg.com/media/BgW48qrCcAAxav_.png

coinCIAdência

Responder

Roberto Locatelli

13 de fevereiro de 2014 às 10h23

Na Venezuela, ontem os mascarados tentaram dar um golpe de estado contra o presidente Nicolas Maduro.

Quem está por trás dos mascarados é a CIA.

http://www.telesurtv.net/articulos/2014/02/13/quienes-estan-detras-de-los-planes-de-golpe-de-estado-en-venezuela-1461.html

https://pbs.twimg.com/media/BgT5nUPCcAAp1oR.jpg

https://pbs.twimg.com/media/BgTzhoCCEAAxmID.jpg

Responder

Roberto Locatelli

13 de fevereiro de 2014 às 10h15

Aproveito o artigo para algumas perguntas à “garotada”.

“Garotos”, quem paga R$ 150,00 POR MANIFESTAÇÃO a vocês?

“Garotos”, como vocês conseguem advogados gratuitos para defendê-los?

“Garotos”, quais os planos para os próximos meses? O estoque de rojões será suficiente?

Responder

FrancoAtirador

13 de fevereiro de 2014 às 03h48

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MACACOS ALBINOS VOLTAM A URRAR EM ESTÁDIO DE FUTEBOL
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12 fev 2014
Impedimento.Org

Jogador do Cruzeiro de Minas Gerais, Tinga,

sofre racismo no Peru e reage com altivez:

“Trocaria meus títulos pelo fim do Preconceito”

O meio-campista Paulo César Tinga entrou no segundo tempo da partida no Peru para ajudar o Cruzeiro a empatar com o Real Garcilaso, que vencia de virada.
O que se viu depois da entrada do cruzeirense foram cenas de racismo escancarado, que persistem no futebol e precisam ser coibidas com punição aos clubes envolvidos.

Quando Tinga pegava na bola, uma parte da torcida suficiente para ser ouvida através das câmeras de televisão, imitava sons de macaco: “Uh Uh Uh Uh”. Repetidas vezes. (http://www.youtube.com/watch?v=CDY3EFUd_3w).

Ao final da partida, a reportagem ouviu o zagueiro Dedé e o próprio Tinga. As declarações de ambos foram de extrema lucidez e altivez.
“Um país sul-americano com gestos racistas”, criticou Dedé.
“O Tinga pega na bola e a torcida faz som de macaco. Isso não existe”.

Tinga se disse chateado, mas declarou que tentou não escutar as ofensas em campo.
“Joguei durante anos na Alemanha e nunca passei por isso. Agora acontece em um país parecido com o nosso, cheio de mistura”, disse.
“Eu queria não ganhar todos os títulos da minha carreira e ganhar o título contra o preconceito contra esses atos racistas e trocar por um mundo por uma igualdade entre todas as raças e todas as classes do mundo”, completou o jogador do Cruzeiro, que já havia sido vítima de racismo em 2005, quando jogava pelo Internacional (http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2005/11/04/ult59u97527.jhtm).

Em 2013, a UEFA decidiu endurecer as penas aos clubes contra atos racistas de torcedores, jogadores e dirigentes.
O máximo que a entidade que comanda o futebol europeu fez até agora foi fechar parcialmente os estádios de clubes como Zenit, Olympiacos e CSKA Moscou, além da aplicação de multas.

Ainda é pouco, embora seja um passo.

A Conmebol estuda reproduzir particularidades europeias, como a final da Libertadores em campo neutro com um jogo só.
Está na hora de copiar as coisas boas e punir o Real Garcilaso pelo que aconteceu na noite desta quarta-feira.

Depois da partida, a conta oficial da Libertadores no Twitter divulgou uma mensagem em duas partes:
“Sobre el tema de Racismo en el: #RealGarcilaso y #Cruzeiro.
La Confederación Sudamericana de fútbol, se referirá al tema y a posibles sanciones pertinentes, rogamos tranquilidad a los hinchas de Cruzeiro.
Sin embargo, sabemos que es repudiable. Por su atención, Gracias.”

(http://impedimento.org/tinga-sofre-racismo-no-peru-e-reage-com-altivez-trocaria-meus-titulos-pelo-fim-do-preconceito)
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Responder

Maria Izabel L Silva

12 de fevereiro de 2014 às 22h47

A proposito, hoje o MST fez a sua tradicional marcha. Belíssima. Todos de cara limpa, marca e logomarca que você identifica em qualquer lugar. Vermelho vermelhão. Mas a Globo, sempre canalha, cobriu tudo como se fosse mais um episodio de vandalismo e violência. Nivelou o MST aos Fábios e Caios da vida… Lamento prof Gilson, mas não compartilho seu otimismo com a juventude psolista e similares. Eles não querem aprender nada. São arrogantes e ignorantes. Não tem o mínimo apreço pela democrática, por que não sabem como foi duro e difícil conquista-la. Eles acham que o mundo foi sempre assim, e que eles tem a chave para a mudança. Vão acabar como o Fabio e o Caio. Bucha de canhão de setores fascistas a direita e a esquerda. Eu agora vou fazer manifestação junto com o MST …

Responder

luciano

12 de fevereiro de 2014 às 15h32

Onde leram: Mas,comprar…Entendam: Mas,comparar…” Desculpem o engano

Responder

Mônica Regina dos Santos

12 de fevereiro de 2014 às 14h21

Concordo em parte com o autor, sim a esquerda, os progressistas de verdade, precisam dialogar com a juventude, embora não seja uma tarefa fácil já que, aparentemente, nossa juventude é, cada vez mais, extremamente conservadora e radical. Há motivos para protestar? Sim, há muitos! Mas nas manifestações black-blocks ainda não vi nenhum cartaz pedindo Ley de Medios, Reforma Política, Demarcação das terras indígenas, Reforma Agrária, Taxação das grandes fortunas, Desmilitarização das polícias…
Sim precisamos conversar com a juventude rebelada e, nunca, jamais, em tempo algum, podemos podemos compactuar com a violência estúpida cometida pela polícia; mas, à juventude manifestante cabe repensar: a violência estúpida da polícia deve ser respondida com mais violência estúpida que coloca em risco a vida de inocentes e que fornece argumento aos adversários? A que interesses o nosso movimento está servindo, voluntária ou involuntariamente? Quem (partidos, políticos, instituições), historicamente, está mais comprometido (ainda que bem menos do que gostaríamos!) com as nossas reivindicações??? De que lado estamos, afinal? No dia em que essas coisas ficarem um pouquinho mais definidas, estarei “junto e misturada” tão jovem, rebelde e idealista quanto eu era há 30 anos! Porém apoiar um “movimento” que usa máscaras e sai quebrando tudo por aí e que é pautado e apoiado pela grande mídia e por oposicionistas ressentidos, isto eu não posso, não quero e não vou fazer!

Responder

Mauro Assis

12 de fevereiro de 2014 às 14h10

Eu acho muito divertido esse discurso de que é mais gostoso se ferrar pela esquerda que pela direita…

A Dilma fez pó da reforma agrária (no que fez muito bem, aliás), mas o MST tem que continuar apoiando a PTzada…

Podem discutir à vontade, galera. Daqui a pouquinho vai chegar junho e aí a panela vai ser destampada outra vez.

Responder

    Pedro Pereira

    12 de fevereiro de 2014 às 17h19

    Hummmmm! Falou a Mãe Dinah…

    Depois de mais uma morte trágica do total de 11.
    Depois que comprovarem quem paga a “Bolsa Manifestação”.
    Esse esperança da oposição de ver o circo pegar fogo vai enfraquecer cada vez mais.
    Vai cair em descrédito total perante as pessoas comuns (a maioria da população que trabalha, tem família, ou seja, as pessoas que não são “vida loca”, e que se preocupam com o futuro), que depois do OBA OBA de junho, vão ter que partir pra alguma coisa mais inteligível e organizada, coisa que não estão dispostas a a fazer.
    O protesto de Segunda no Rio deu menos 1.000 pessoas. O jogo do BOTAFOGO na Terça deu quase 33.000, sendo que o ingresso mais barato era R$ 80,00. Por isso, no próximo “potresto” eu proponho levantar um PAU bem grande, passar uma lona por cima e armar o picadeiro pros palhaços se apresentarem.

Bacellar

12 de fevereiro de 2014 às 13h02

Não mudei de opinião (o que em si pode ser um demérito, rsrs) sobre as manifestações de 2013: Os BBs tiveram sua utilidade durante o momento de exceção que vivemos no meio do ano passado ao apavorarem os brasileiros médios e bloquearem o franco movimento de desestabilização ufanista proposto pela massmedia. Os próprios conservadores recuaram e pensaram duas vezes antes de abrir a caixa de Pandora. Diria até que resolveram postergar o movimento para o Pré-Copa/eleição. Não vamos nunca esquecer que o estopim de tudo foi a PM paulista umbilicalmente ligada ao Gov.Alckimin.
Particularmente acredito que o mínimo de conhecimento em História do Brasil demonstra que o País transforma-se, evoluindo e involuindo em diferentes momentos, em ciclos longos e rupturas drásticas. Com todos os problemas latentes (derivados principalmente do arranjo de poder voltado ao comando e interesse externo, da força dos bancos e da mentalidade dos operadores de capital) ainda percebo que seguimos num ciclo favorável em amplo espectro de sentidos. Traduzindo: Uma ruptura nesse ponto é mal negócio e destarte não posso ver nada além de ingenuidade e maldade na esquerda que apoia a desestabilização. Ingenuidade dos inexperientes ou ignorantes e maldade dos interesseiros ou escanteados.
Os movimentos sociais jamais deixaram de ir as ruas. Constantemente. O que se contesta é a instrumentalização atual nesse cenário onde a oposição federal não tem perspectivas.
O governo pode usar os BBs, como involuntariamente usou ano passado, para bloquear a pauta da massmedia, porem quando o faz pende cada vez mais pra direita. A situação é complicada.
Some-se ao cenário internacional (afinal a “tática” BB não é importada?) onde a Grécia colapsa socialmente pelas consequências da abertura franca ao capital externo ao mesmo tempo que a Ucrânia colapsa pelo desejo de abertura franca ao capital externo e temos uma salada russa.
Não percebem o movimento? Esgota-se a capacidade da organização capitalista através da democracia direta partidária. O capital quer a pós-politica. O capital quer a reprodução otimizada. Vem totalitarismo por aí.

Responder

Urbano

12 de fevereiro de 2014 às 11h50

A maior preocupação que devemos ter nesse momento é descobrir quem deu tanto poder amplo, geral e irrestrito ao bebe doc…

Responder

Malvina Cruela

12 de fevereiro de 2014 às 11h47

depois de muito refletir acho que finalmente entendi a diferença entre esquerda e direita em politica e porque a esquerda é “superior”, ao menos em nosso caso particular; a direita aqui tem duas vertentes bem definidas: uma, “esclarecida” quer levar o país de volta à idade média e outra, mais radical, quer mesmo é um regresso aos tempos bíblicos; quanto a esquerda só quer voltar até o século XVIII, pré revolução industrial, e por isso são considerados “progressistas”..quer dizer, estamos fudidos de todo modo…

Responder

    Valdeci Elias

    12 de fevereiro de 2014 às 14h03

    Esse é pensamento coxinha, é motivado pelo “MEDO”, ou pelo “CANSAÇO” ?

    assalariado.

    12 de fevereiro de 2014 às 21h24

    Malvina Cruela, como sempre, seus comentários são maliciosos, típico de classe média reacionária. Se confunde, se funde e, no final, tem um perfil dos discursos da direita. Ou seja, você faz de um pouco tudo, tudo para confundir politicamente a galera do viomundo. Malvina Cruela, você é malvada e cruel. Quem te conhece que te compre!

    Saudações Socialistas.

Hélio Pereira

12 de fevereiro de 2014 às 11h42

Discordo.
Pra se conversar e discutir algum Projeto,alguma reinvidicação é nescessário que se apresente propostas,que se diga o que se pretende e o que esta sendo reinvidicado.
Ora o Governo chamou os manifestantes pra conversar e este grupo que se apresenta como Black Blocs nunca deu as caras,jamais aceitou dialogar e expor seu ponto de vista.
É impossivel conversar com quem sempre aparece com Pedras nas mãos,ou com Bombas,como ocorreu no RJ.
O movimento Black Bloc vai contra tudo,não aceita conversar,só sabe agredir e serve aos interesses da Direita Golpista que sonha com a volta dos militares ao poder.
Acho que é impossivel ao Governo Dilma chegar a um entendimento com este pessoal,sendo assim,só resta usar a Lei e impedir que novas mortes aconteçam!
Quem quer Protestar deve faze-lo sem mascara e apresentar sua lista de reinvidicações,não sair agredindo Policiais e quem estiver com Bandeira de algum Partido Politico como fizeram em SP,ou quebrando Prédios Publicos,queimando carros da Imprensa,Onibus e Estações do Metrô e de Trens.

Responder

Fernando

12 de fevereiro de 2014 às 10h55

Incrível testemunhar a aliança entre o PIG e os ´progressistas` contra nanicos tipo PSOL, PSTU, black block e etc.

Responder

    Edemar Motta

    12 de fevereiro de 2014 às 20h52

    Esses nanicos são como mosquitos, minúsculos mas incomodam prá caramba. E podem ser vetores de doenças muito perigosas.

Ted Tarantula

12 de fevereiro de 2014 às 09h52

“Vocês não estão entendendo nada…nada”
Caetano Veloso no festival da Record em 1966

Responder

Alexandro Rodrigues

12 de fevereiro de 2014 às 08h37

Continuando….

Volta Lula, essa Dilma é uma inútil, fraca, covarde, desqualificada, incompetente. Está destruindo seu legado!

Responder

Alexandro Rodrigues

12 de fevereiro de 2014 às 08h36

Só uma pessoa é capaz de pacificar o Brasil neste momento: volta Lula!

Responder

luiz mattos

12 de fevereiro de 2014 às 02h44

Cansa ver pedirem dialogo a anonimos sem liderança,cansa ouvir que meia dúzia de vândalos….tanto cansa que por vezes penso que essa rapaziada que age diferente merecem uns oito anos de governo tucano,a desgraça é que afetaria a todos aqueles que se arrebentaram na vida para que os que pensam diferente pudessem se manifestar.
Creio que quem não conheceu a ditadura não valoriza a democracia.

Responder

    Mário SF Alves

    12 de fevereiro de 2014 às 20h04

    Concordo. Creio que toda a reflexão sensata deva partir daí. Sem o conhecimento da História do Brasil, e, em última hipótese, de sua História recente, fica difícil para um brasileiro não se tornar presa ou vítima das armadilhas e prepotência do poder que sempre manteve o Brasil na humilhante e paradoxal condição de país subdesenvolvido tendo tudo para ser um dos países mais belos do mundo.

    Sem o conhecimento da História da Brasil e das armadilhas do poder que emana da ordem plutocrática, inscrito, inclusive, nas leis, vamos continuar assim, politicamente alienados e/ou fazendo o jogo e sendo enzima útil na reação antinacionalista de quem nos detesta.

Lucas Gomes

12 de fevereiro de 2014 às 01h17

o resultado até agora é um cinegrafista morto??
já li textos melhores seus, Gilson. E que tal a redução da tarifa em mais de 100 cidades brasileiras??
E porque não falar também nos “outros” resultados, as mais de 10 outras mortes ocorridas em manifestações desde Junho, que parecem não ter muito eco na blogosfera progressista tendo em vista que a maioria de seus leitores gosta apenas de replicar criticamente a pauta do PiG?
É engraçado, o povo que se acha tão crítico do PiG reage a pauta deles exatamente como eles querem, como se essa morte fosse uma grande inflexão dos acontecimentos recentes, enquanto todas as demais foram apenas acontecimentos secundários, marginais.
Morte de cinegrafista da Band, Lei Antiterrosita neles!! Chacina na Favela da Maré após manifestação, outra segunda-feira qualquer. Esse é o PT de 2014.

Responder

luciano

11 de fevereiro de 2014 às 23h05

Eu concordo que tem que se amparar essa juventude intelectual e politicamente,antes que esses loucos a destruam e quando digo “loucos”,me refiro ao psol,principalmente. Mas,comprar os movimentos dos quais se falou com isso daí? Faz favor né! Por isso mesmo é que eu digo: Deus nos livre do psol. Esses caras são sem justificativa,não sabem o que reinvindicarem ou não querem confessar porque estão querendo tirar o PT do governo. POR QUE NÃO SE VOTA A LEI DE HOMOFOBIA. Acham que o PT tem de comprar a luta gay a qualquer custo e se fingem de protestantes de causas maiores… Sem entrar no mérito da lei de homofobia,que do jeito que eles querem não tem que sair mesmo,com direitos há mais,criminalizando tudo e todos que achem ofensivo aos gays… E eles acham tudo ofensivo pra eles. São muito sensíveis… A hora de se disser que a luta real desses “manifestantes” e a sua bronca do PT é essa,as pessoas vão cair pra trás e aí vaõ ter de tratar é de uma lei contra e não a favor deles. Ou no mínimo dar uma camisa de força para cada um que tiver um de els por perto.

Responder

Luís Carlos

11 de fevereiro de 2014 às 22h45

Quantos trabalhadores foram mortos por manifestantes do MST ou do PT ou da CUT? Não recordo de nenhum. Esses movimentos e partidos, poderiam ser outros exemplos, tinham/tem lideranças, tem pauta e usaram muito da participação popular e não de depredações e violência contra trabalhadores, em atos desgovernados, ditos “sem liderança” pelos próprios participantes.
Até reabertura política, apenas existiam dois partidos políticos, a saber, ARENA e MDB. Estava o país vivendo em plena ditadura civil-militar. O autor do texto sabe disso. Talvez tenha achado irrelevante, mero detalhe? Certamente não esqueceu. Por isso não chamamos, o que refere o autor, de fascismo.

Responder

roberto almeida

11 de fevereiro de 2014 às 22h21

André, e a grande maioria culpa a falta de objetivo dessas manifestações.

Responder

Mauro

11 de fevereiro de 2014 às 22h06

Quanto as manifestações acho que são vazias ou totalmente distorcidas,pois ganharam visibilidade em função da copa e depois da copa qual será a visibilidade dos manifestantes,nenhuma ou seja a copa é o foco e não a saúde o transporte ou a função do Estado é um tiro no pé e no pé de apoio.

Responder

    Mário SF Alves

    12 de fevereiro de 2014 às 20h12

    Tem razão. No dicionário da Casa Grande, Dilma virou sinônimo de Copa do Mundo no Brasil.

    Esqueceram de traduzir: o que querem mesmo, de verdade, ainda que sacrificando uns trocados nos absurdos lucros com a Copa, o que querem mesmo é a cadeira/cabeça da presidenta. E vão continuar não medindo esforços pra isso. C.Q.C! De um jeito ou de outro vão querer comprar essa moçada. A rapaziada, de máscara ou sem máscara, que se cuide.

ricardo

11 de fevereiro de 2014 às 21h49

Tem uma passagem engraçada no artigo: “nós, os supostos iluminados”. Após alguns minutos de ofuscamento, me pergunto: quem assim te supõe?

Responder

    Péricles

    12 de fevereiro de 2014 às 13h58

    Em suas duas linhas fica claro que sabe muito bem escrever. Que tal aprender a ler?

Luís Carlos

11 de fevereiro de 2014 às 21h20

O texto contribui para chamar à razão setores populares e progressistas, como de fato deveria ocorrer, sem dorar a pílula do governo, com limites inegáveis do mesmo, e sem passar a mão por cima das irresponsabilidades e dedém histórico de quem se lança às ruas no momento. Porém, vale lembrar que Lula, a CUT, MST e o PT, nos anos 70 e 80, mesmo sob regime ditatorial, não usaram violência mas sim de organização política, com muita participação e discussão.

Responder

    luiz mattos

    12 de fevereiro de 2014 às 02h49

    Exato!
    Em outro blog o jornalista me contestou dizendo:-Manifestação do PT podia,né?
    Respondi que me apontasse uma manifestação Petista onde tenha existido quebradeiras e incêndios.

Andre

11 de fevereiro de 2014 às 21h16

OS black block culpam a policia; a policia culpa os manifestantes. Agora o gerson, a Globo e alguns do PT culpam o PSOL e o PSTU (este ultimo, que desde o inicio das manifestações alerta sobre o black block.)A extrema direita agradece comovida essa ‘dialógica habermasiana’.

Responder

    Andre

    11 de fevereiro de 2014 às 21h16

    Corrigindo, o Gilson autor do texto


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