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Depois do Tocantins, do Madeira e do Xingu, chegou a vez de barrar o Tapajós


29/06/2012 - 00h44

Fim de tarde no rio Tapajós, entre Santarém e Itaituba, no Pará

por Luiz Carlos Azenha

A hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, foi a última grande obra da ditadura militar. Megalomaníaca. Ergueu-se um imenso paredão de concreto e produziu-se um imenso lago, contra tudo e contra todos.

Os objetivos eram “estratégicos”, nos diziam.

Estratégicos para o Japão, por exemplo, que queria se livrar de suas indústrias de alumínio e fazia um movimento para exportá-las, transferindo para o Exterior o peso de produzir energia. A produção de alumínio é a atividade industrial mais eletrointesiva

Os japoneses prometeram participar da construção de Tucuruí. No meio do caminho, desistiram. Mas ergueram no Pará, mais especificamente em Barcarena, sua fábrica de alumínio. A Albrás está entre as dez maiores do mundo, fornece cerca de 15% de todo o alumínio consumido no Japão. Na vizinhança tem a Alunorte, que produz alumina. E em São Luís do Maranhão tem a Alumar, que produz alumina e alumínio.

Tucuruí saiu com um sobrepreço gigantesco. Atribuiu-se o preço ao “custo Amazônia”, mas Lúcio Flávio Pinto, o jornalista que é autor do livro Tucuruí, a barragem da ditadura, suspeita que tenha havido mesmo “custo enriquecimento pessoal” de envolvidos.

Entre 1984 e 2004, a Albrás recebeu subsídio de U$ 2 bilhões de dólares na energia de Tucuruí que consumiu! Daria para construir uma fábrica nova.

A Companhia Vale do Rio Doce, então nossa Vale, chegou a ser sócia da Albrás. Mas, já privatizada, vendeu sua participação.

Hoje a Albrás pertence à parceria entre a Nippon Amazon Aluminium, um consórcio de empresas japonesas, e a norueguesa Norsk Hydro.

A Hydro também controla a exploração de bauxita em Paragominas, no Pará, que transforma em alumina na Alunorte, em Barcarena.

A Alumar, instalada em São Luís, pertence à Alcoa, BHP Billiton e RioTintoAlcan.

[A RioTintoAlcan é a mesma que pretende produzir alumínio no Paraguai comprando parte da energia de Itaipu. Mas, aparentemente, quer energia subsidiada]

Sem Tucuruí não haveria essas empresas “brasileiras”, por falta de energia.

Por um tempo muitos de nós imaginamos que a Amazônia seria tratada de uma maneira especial pelo governo brasileiro, dadas as suas especificidades.

Mas o crescimento da economia coloca o País diante de alguns dilemas sobre os quais, curiosamente, praticamente não existe debate nacional. Uma destas questões diz respeito à construção de hidrelétricas na Amazônia.

Depois do Tocantins (Tucuruí), do Madeira (Santo Antonio e Jirau) e do Xingu (Belo Monte), o próximo rio da região a ser barrado é o Tapajós.

Em seus planos, o Ministério das Minas e Energia prevê até 2020 a construção de várias hidrelétricas na bacia do Tapajós-Juruena-Teles Pires.

Em 29 de maio deste ano o Senado aprovou a MP 558, que alterou os limites de sete unidades de conservação, o que, entre outras coisas, viabiliza a construção de hidrelétricas.

Um sinal importante — e bem concreto — de que os planos estão andando.

Em Itaituba, no Pará, muita gente espera pela primeira hidrelétrica ansiosamente, acreditando que vai trazer “desenvolvimento”.

Mas há os críticos, especialmente os ligados ao Parque Nacional da Amazônia, que perdeu um pedaço onde ficam atrativos que poderiam, no futuro, viabilizar o turismo regional.

Entre os ambientalistas e interessados no assunto, o debate é grande.

Nossa primeira contribuição é reproduzir a entrevista que fizemos com o jornalista Lúcio Flávio Pinto, em Belém, que há 46 anos trata de assuntos relativos à Amazônia.

Ele começa falando sobre o projeto do kibutz científico que, acredita, poderia ajudar a mudar a mentalidade ainda corrente de que floresta boa é floresta deitada.

Mas ele trata de outros temas, como o fato de que a Vale engorda enquanto o Pará emagrece. Parte disso se deve à famosa Lei Kandir, que em 1996 isentou do pagamento de impostos os produtos primários e industrializados semi-elaborados destinados à exportação.

Que coincidência, no ano seguinte a Vale foi privatizada!

Clique abaixo para ouvir:

lfp 1

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54 comentários

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Reinaldo Canto: Para salvar as que restam, o onçafari « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de agosto de 2012 às 01h11

[…] O Brasil vai barrar o Tapajós […]

Responder

Reinaldo Canto: Para salvar as que restam, o onçafari « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de agosto de 2012 às 01h11

[…] O Brasil vai barrar o Tapajós […]

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Joel Leite: Venda de automóveis zero bate recorde, ainda com margens de lucro astronômicas « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de julho de 2012 às 22h39

[…] de energia brasileira embutida em lingotes de alumínio destinados ao Japão e afirmou que a Amazônia brasileira está sendo transformada em uma subcolônia — primeiro, do Sudeste, depois de estrangeiros — para exportação de […]

Responder

francisco pereira neto

30 de junho de 2012 às 11h40

Um dos pontos fracos de muitos que poderiam ser atacados tanto nos governos Lula e agora de Dilma, são exatamente esse sangramento das nossas riquezas minerais pelas corporações estrangeiras.
Falta um projeto estratégico nacional para acabar com essa delapidação do nosso patrimônio guardado no subsolo.
Pela reportagem nós tomamos conhecimento que todas as empresas lá instaladas são estrangeiras operando em nosso território e retirando toda nossa riqueza e nos deixando só a pobreza.
Falta à presidente Dilma firmeza para estancar essa sangria.
Cristina Kischner na Argentina reestatizou a YPF. Houve chiadeira momentânea aquí e acolá. Pronto. Acabou. Não se fala mais nisso. Mas o petróleo agora é de fato dos argentinos.
E nós? Até quando vamos esperar uma atitude verdadeiramente nacionalista da nossa presidenta?

Responder

Julio

30 de junho de 2012 às 10h08

O mais impressionante é que qualquer maluco virou “especialista” em energia. E que em nome de “proteger o meio ambiente”, impeçam a construção de hidroelétricas para que? Para construir termoelétricas muito mais poluentes, mas que consomem petróleo e derivados, como querem os gringos americanos donos das petroleiras. Há inocentes úteis no meio desse pessoal? Pode ser. Mas tenho certeza que isso parte de agentes da CIA, que direcionam verbas de empresas americanas para essas ONGs de fachada, verdadeiras arapucas, que recebem grana dos empresários do petróleo para impedir que usemos a nossa energia mais limpa.

Responder

    José Ricardo Romero

    30 de junho de 2012 às 18h00

    Julio, você pode ter certerza de que está totalmente certo. As ONGs são isso mesmo, organizações a serviço dos interesses imperialistas das multinacionais que ludibriam os ingênuos e os incautos e, de quebra, fazem seus patrões descontarem seus gastos com o imposto de renda.

    jd

    01 de julho de 2012 às 10h23

    Apenas para complementar suas observações, acho que o governo brasileiro deveria passar um pente fino nessas ONGs, para saber o que realmente elas fazem embrenhadas na selva amazônica. Na Rio+20 pudemos ver um exemplo típico de um índio domesticado pelos interesses internacionais. Esse índio vive no canadá a décadas e aparece para recrutar “guerreiros” para retomar terras. Sem entrar no mérito das injustiças cometidas contra diversos povos indegenas, isso pode ser mais um passo, talvez um balão de ensaio para futuras requisições de territórios, com desmembramentos. Ouve-se falar muito de Roraima e eu como brasileiro espero que o governo brasileiro esteja atento e aplique elementos de dissuasão se necessário. Que os inocentes úteis tomem consciencia de que são os interesses da própria pátria que eles estão ajudando a boicotar. Não sejamos ingênuos. Dilma tem razão, nessa área não há espaço para fantasia.

Paciente

30 de junho de 2012 às 09h39

Desse blá-blá todo só me comove uma coisa: derrubamos a nossa mata e não ganhamos nada? Não tem uma empresa brasilera nesse esquema não? Tudo na vida é custo beneficio. A Europa derrubou a a mata dela, s EEUU também e são o que são. Não viraram desertos, viraram, isto sim, exemplo preferido de ecologista tupiniquim.

Para ter umas coisas precisamos renunciar a outras. O problema é quando renunciamos sem ter nada em troca. Cadê a nossa remessa de lucros?

Responder

O_Brasileiro

30 de junho de 2012 às 08h21

Interessante… Empresas japonesas, americanas, canadenses, norueguesas…
Ué, não são esses os países que querem “proteger” a Amazônia???
Parecem estar mais dispostos a se locupletar explorando-a…

Responder

Queroenergia

30 de junho de 2012 às 00h26

Eu imaginei q vcs nao aceitariam meu comentario. Nao ofendi, nao briguei. Seu argumento para nao aceitar, qual seria?

Infelizmente nao posso me identificar. Achei que fossem deduzir isso e compreender. Nao costumo postar, mas sempre leio o site. E isto me decepcionou.

Só queria promover o debate justo, acho q vc Azenha buscava isso.

Responder

Alex Gonçalves

30 de junho de 2012 às 00h20

Corte suprema nega pedido de empresas de mídia. (Tradução Bing)(29/06/12)

WASHINGTON-A Suprema Corte recusou-se a pedido de empresas de mídia para levantar a proibição de possuir um jornal e uma emissora de televisão no mesmo mercado.
Os juízes na sexta-feira negaram apelação das empresas sem comentário. Os meios de comunicação dizem que as restrições já não fazem sentido na era da Internet.
O recurso também tentou livrar-se de outros limites de propriedade, incluindo quantas televisão local estações uma empresa pode controlar.
As empresas dizem que as regras tornarão-lo mais difícil para as emissoras e jornais para fazer negócios e responder aos concorrentes na Internet, Televisão por satélite e cabo — entidades que não enfrentam as mesmas restrições.
Críticos da consolidação de mídia têm alertado dos perigos de muitos de meios de comunicação, caindo sob a posse de um punhado de grandes corporações.
http://www.msnbc.msn.com/id/48012643#.T-5JuJExPUs

Responder

dárcio

29 de junho de 2012 às 23h49

é o mote dos governos petistas, primeiro as benesses pro capital supostamente desenvolvimentista e por tabela as migalhas desses incetivos são recolhidas pelos mais pobres, mas atenção: em primeiro lugar as benesses são direcionadas para o capital. Vejam o problema copa do mundo, o que repete os petistas insistentemente? O legado da Copa. A FIFA e acólitos vão lucrar o mundo e nós ficaremos com um suposto legado que nos será trnasmitido geneticamente

Responder

Queroenergia

29 de junho de 2012 às 22h51

O fato da exploração do alumínio ser no Pará não tem nenhuma relação com a localização das usinas. A energia que será gerada pelas usinas do Tapajós vai para o sistema interligado e será usada pela industria de alumínio no Pará e por todos nós em nossos lares para acessar o Viomundo.

Querem discutir o contexto da vinda destas industrias de alumínio? Vamos fazê-lo. Mas sinceramente não vejo nenhuma relação com a escolha do Tapajós para produção de energia, que passa na verdade por vocação do país (é ainda e será por muito tempo a forma de energia mais barata no Brasil).

Energia é um dos principais insumos para o desenvolvimento. Se industrias de aluminio vêm para o país na surdina ou se construtoras têm acordos secretos com uns e outros for motivo para “barrar” projetos, estamos fadados à total paralisação do Brasil. Colocar nosso “talento” de lado por conta disso é mascarar nossos reais problemas.

Em tempo: 70% do custo do projeto é ambiental. A percentagem da execução não fica atrás. Azenha, compare com os custos de projeto e construção de Tucurui e terás uma surpresa.

Acho que as usinas do Tapajós vão acontecer. A briga não deve ser para impedi-las, o governo as vê como prioridade. O posicionamento deveria ser de se aproximar para chegarmos a um projeto com menor impacto possível.

Responder

FrancoAtirador

29 de junho de 2012 às 22h33

.
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Em julho, Venezuela será membro pleno do Mercosul

Cúpula de chefes de Estado do bloco regional decidiu suspender temporariamente o Paraguai, até que este país volte a realizar eleições, e aceitar o ingresso da Venezuela como membro pleno a partir do próximo dia 31 de julho, quando será realizada a próxima reunião de cúpula, no Rio de Janeiro.
Ao passar presidência do Mercosul para Dilma Rousseff, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu a necessidade de aprofundar a unidade política e econômica da região para enfrentar os efeitos da crise dos países ricos.

Página/12, via Carta Maior (Tradução: Katarina Peixoto)

Buenos Aires – O bloco sulamericano, do qual o Paraguai foi suspenso até que o país realize as eleições previstas para 2013, decidiu aceitar a Venezuela como membro pleno a partir do próximo dia 31 de julho, quando será realizada a próxima cúpula no Rio de Janeiro.

“É uma grande honra e uma grande responsabilidade convocar toda a região a uma união maior e mais ampliada, porque estamos enfrentando uma crise produzida pelos países ricos que vai impactar as nossas economias”, advertiu Cristina Kirchner antes de passar a presidência pro tempore do bloco para sua colega brasileira Dilma Rousseff.

Segundo informou Cristina Kirchner, durante as deliberações da cúpula ressaltou-se a “necessidade de aprofundar o processo de integração da região” e se decidiu “somar esforços” para enfrentar as contingências derivadas da crise financeira originada nos países centrais. “Precisamos na região de uma unidade política, econômica e comercial que nos permita gerar maior valor agregado para nossos produtos”, acrescentou a presidenta argentina.

Além disso, ela anunciou que se decidiu a suspensão temporária da República do Paraguai como membro pleno do bloco “até que se leve a cabo o processo democrático que instale nesse país a soberania popular”, e esclareceu que “não serão aplicadas sanções econômicas porque nosso objetivo é conseguir a melhor qualidade de vida para os povos de nossos países”.

Sobre a Venezuela, Cristina comunicou que o bloco fixou a data de 31 de julho de 2012 para sua incorporação.
Fazendo um chamado para a defesa da democracia, a presidenta manifestou que “não há um duplo padrão para o conceito de democracia, sejam quais forem as ideias e as convicções que orientam esses governos, porque cada um deles foi eleito em eleições livres, populares, democráticas e, em vários casos, por ampla maioria.
“Não somente são governos legais, como com uma grande legitimidade”, concluiu a chefe de Estado argentina em sua fala na cúpula.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20494

Responder

Vlad

29 de junho de 2012 às 20h28 Responder

Emília

29 de junho de 2012 às 20h22

Vamos deixar de hipocrisia,ok! Quem quer voltar a usar lampião de gás ou mesmo vela? Já usei muito e garanto que não nada agradável. Quem quer energia nuclear? Eu não quero. Quem prefere pagar caro pela energia eólica ou solar? Eu não posso. O Brasil PRECISA de energia, energia limpa e mais barata do que a das hidrelétricas acho que ainda não inventaram, portanto, tem sim que construí-las, e isso pode ser feito com menor impacto possível ao meio ambiente. O que não pode é ficarmos sem energia. As grandes cidades, onde vivem a maioria absoluta dos ambientalistas, poluem mil vezes mais e faz muito mais estragos do que a construção de uma usina hidrelétrica, eu não vejo nenhum ambientalista orientando a população. Os catadores fazem mais pelo meio ambiente do os pseudos ambientalistas.

Responder

    jd

    29 de junho de 2012 às 23h36

    Concordo contigo, Emilia. Deixemos de hipocrisia. O conservacionismo beneficia os interesseiros de sempre. Não podemos duvidar do nacionalismo da Presidente Dilma que tem uma visão clara do que é melhor para nosso país. Temos potencial hidrográfico e outros recursos e devemos explorá-los já ou quando convier, de forma responsável, mas devemos, para o bem da nossa nação.

    José Ricardo Romero

    30 de junho de 2012 às 08h53

    Bravo, Emília. É preciso mesmo denunciar a hipocrisia destes catões das samambaias que se utilizam do entusiasmo da juventude e dos idealistas para defender interesses excusos das multinacionais (industria farmacêutica, madeireiras, de turismo e outras). Que tal perguntar aos ambientalistas qual a potência de seus carros, se cabem 4 ou 5 pessoas neles embora transportem um ou dois passageiros e se eles, ou não tem carro e andam de bicicleta, ou se servem dos serviços públicos de transporte?

Jotace

29 de junho de 2012 às 19h24

Caro Azenha,

A publicação das recentes matérias e o seu comentário, trazendo à luz tantos fatos sobre as barragens e a energia hidrelétrica no Brasil, é, por todas as razões, uma das contribuições mais sérias e cheias de patriotismo que seu blog apresentou. De minha parte, ainda que tenha eu (algumas) reservas quanto à opinião do engenheiro Célio Berman quando afirma que a energia hidrelétrica não é limpa, considero que, ao menos no Brasil, é uma das mais sujas em todo o mundo. É absolutamente vergonhoso que, além do atentado tremendo ao meio ambiente e ao legítimo direito dos povos indígenas, e os sobrepreços (em geral decorrentes da corrupção), tais obras de engenharia pagas pelo povo,sirvam de fato apenas para uso de transnacionais piratas e gozo da nossa corrupta casta política vendepátria. Como a corrupção é a mesma, seja nos tempos anteriores ou durante, ou após o governo FHC, creio que o único caminho que resta ao povo brasileiro é se unir numa luta por uma democracia representativa, mas participativa. Só assim, a qualquer momento e sem dificultades, poderá alijar do processo político todas as ratazanas que, ostensiva ou disfarçadamente, roubam o erário público num país em que muitos ainda se debatem em miséria extrema. Cordial abraço, Jotace

Responder

    Adilson

    02 de julho de 2012 às 15h19

    Aos que falam do uso da energia hidroelétrica.
    Tecnicamente nos dê uma opção que não seja poluente ou intermitente?
    Aos que querem acabar com a industria eletro-intensiva – Diga uma alternativa técnica e economicamente viável ao papel, alumínio, aço?

Márcio Gaspar

29 de junho de 2012 às 19h01

A geopolitíca da Amazônia foi uma estratégia manipulada por nações estrangeiras, através de suas transnacionais afim de controlar os recursos naturais do Brasil e de países subdesenvolvidos. Controlam os recursos e também a produção, exportam a preços de bananas com baixo valor agregado para as suas indústrias, depois o que volta ao Brasil é os produtos manufaturados a preços muitíssimo mais caros. Isso é a troca desigual no capitalismo. O Imperialismo de Estado foi uma etapa do capitalismo para poder consolidar o domninio da grandes corporaçoes nos diversos países do mundo, principalmente aqueles subdesenvolvidos. Depois do Imperialismo de Estado,o imperialismo é feito pelas grandes corporações já consolidadas. O Imperialismo foi uma etapa importante para essas corporações. Muitas empresas tem seu capital acumulado com um histórico de muito sangue de nações subdesenvolvidas.

Responder

Julio Silveira

29 de junho de 2012 às 18h04

Cara Eunice, pelo visto você não acompanha meus posicionamentos e meus desabafos. Se o fizesse, que pretensão a minha, certamente teria verificado que a todo instante me é ofertada a possibilidade de ir para o PSOL. Com adjetivos que vão desde paladino da ética, até quase a ser um lunático. O mais engraçado nisso tudo e que até poderia até pensar na possibilidade, não fossem esses mesmos conselheiros que me dão o caminho serem os primeiros a deixar a armadilha pronta, com informações que me constrangem. Por exemplo, sobre a participação deste partido em governos de base ideológica amplamente oposta. O que já me levou a dizer que não entro na bandalheira, que tem se tornado a politica nacional. Tenho minhas convicções, e dentro dessa ordem vigente estarei cada vez mais distante dessas organizações. Cada vez mais parecidas com organizações comerciais, que usam o intangível sentimento humanista e ideológico, que nada tem a ver como politico, de alguns tolos como eu, antes de despertar, para sobrevivência de seus participantes. Mas principalmente para aqueles que chegam ao topo da hierarquia desses grupos, como no sistema das formigas.

Responder

Guilherme Souto

29 de junho de 2012 às 17h12

Claro que a princípio será para atender às mineradoras. No meu ponto de vista o mais importante é começarmos a pensar na elevação dos royalties pagos por elas.

Responder

José Ricardo Romero

29 de junho de 2012 às 16h17

No fim do séc. 19 e primeiras décadas do XX, houve uma discussão que tomou conta da europa: como tratar o imenso e inigualável patrimônio histórico em florestas, ruinas, cidadelas e aldeias medievais, castelos, pálácios, fortalezas e museus. Duas correntes: uma que achava que preservação era cercar tudo, não deixar ninguém entrar; a outra era que todo este riquíssimo patrimônio cultural e natural deveria ser colocado à disposição das pessoas, permitindo o seu usofruto. Os primeiros alertavam que se não fosse daquele modo seria a destruição de tudo, porque as pessoas iam entrar, roubar e devastar. As segundas entenderam que só se preserva se houver ocupação. Nem é preciso visitar a
Europa para saber qual corrente venceu e, passado um século ou mais, deu certo: aquele patrimônio pertence a todos que querem conhecê-lo e estudá-lo e, por que entram e usufruem, ele está preservado. São fatos. O Brasil precisa ocupar o que pertence a todos nós brasileiros. O resto é lorota.

Responder

RicardãoCarioca

29 de junho de 2012 às 16h15

Procurador denuncia 38 pessoas por mensalão do DEM
Deu na Folha.Com

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou nesta sexta-feira (29) 38 pessoas pelo envolvimento no escândalo que ficou conhecimento como o mensalão do DEM. Entre os denunciados está o ex-governador do DF José Roberto Arruda que renunciou ao cargo em meio ao escândalo.

Gurgel disse que há fortes indícios de que havia um pagamento mensal a políticos do Distrito Federal. O governo do DF reconhecia dívidas que não existiam para fazer os pagamentos do mensalão. Os crimes apontados na denúncia são basicamente corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O pagamento de propina a políticos do DF e ao então governador foi registrado em vídeo por um funcionário do governo local. Durval Barbosa gravou parlamentares distritais e Arruda recebendo dinheiro vivo dele.

A denúncia tem 180 páginas e foi apresentada ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) porque um dos réus é membro do Tribunal de Contas do DF.

Responder

Bruno Leite

29 de junho de 2012 às 15h35

Na imagem do mapa, em azul, os piscinões* da Dilma, e em amarelo, o terreirão da Vale.

*porque os engenheiros insistem em afirmar que as novas hidroelétricas não fazem lago… Ok, se a palavra “lago” está proibida, chamemos então de piscinão.

Responder

    Queroenergia

    29 de junho de 2012 às 23h30

    Lago: quando há amarzenamento de água, ou seja, o volume de água que entra não necessariamente é igual ao que sai. Pode ser maior ou menor, ou o lago sobe de nivel ou desce. Tucurui é assim.

    Sem lago (ou a fio d’água): a água que entra sai, não há armazenamento. As usinas do Madeira, Belo Monte são assim. E as usinas do Tapajós serão assim.

    As usinas a fio d’água ou sem lago/reservatório causam menos impacto do que as com lago por que o volume do reservatório é menor e por consequencia a área alagada também. Elas também produzem menos energia e não tem reserva de energia, o que torna noss matriz mais frágil (vamos precisar em breve de nucleares ou usinas a gás). A escolha será entre reservatórios maiores ou queima de derivados de petróleo. Podemos optar pelo plano B: consumir menos energia. E por favor nao vale falar em eolica e solar.

Mancini

29 de junho de 2012 às 14h54

Azenha, nesta mesma ótica capitalista denuncio os braços privativistas que ainda dominam o governo: A sinistra reforma da Previdência que se coloca, propõe a idade 75 para homem e 65 para a mulher. O IBGE soltou hoje a expectiva de vida para os brasileiros nascidos em 2010, 73,4 anos!. Conclusão: GOLPE!
http://refazenda2010.blogspot.com . Muito obrigado!

Responder

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

29 de junho de 2012 às 14h09

10 anos de governo “trabalhista, popular, desenvolvimentista e de esquerda” e continuamos como exportador de matérias primas.Nunca antes neste país tantos viram mudanças onde só há meros melhorismos.

Responder

eunice

29 de junho de 2012 às 13h05

Passei uma vergonha do caramba, vinte anos atrás, quando visitava o sudeste com um amigo sueco. Após dias e dias de viagem ele me perguntou onde estava o parque das empresas brasileiras. Só tinha visto as suecas e as outras estrangeiras. E o Banespa e a Vale e as outras ainda não tinham sido doadas a eles gringos.

Responder

    Willian

    29 de junho de 2012 às 14h40

    A Vale é dos gringos? Informe-se.

    Emília

    29 de junho de 2012 às 20h25

    Onde você se informa, Eunice?

    Moacir Moreira

    29 de junho de 2012 às 23h26

    Não é impossível que a Vale esteja sendo controlada por estrangeiros, ainda que indiretamente.

Marcelo Sperling

29 de junho de 2012 às 12h35

Como é bom ouvir alguém que entende, num assunto cheio de “experts” que nem conhecem a amazônia.

Responder

Beto Torres

29 de junho de 2012 às 12h01

O Raul sabiamente já apregoara:

A solução pro nosso povo
Eu vou dar / Negócio bom assim
Ninguém nunca viu / Tá tudo pronto aqui
É só vir pegar / A solução é alugar o Brasil!…

Nós não vamo pagar nada / Lálálálá!
Nós não vamo pagar nada / É tudo free!
Tá na hora agora é free / Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar / Que esse imóvel tá pra alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!…

Os estrangeiro / Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico / Tem vista pro mar
A Amazônia / É o jardim do quintal
E o dólar deles / Paga o nosso mingau…

Responder

Roberval

29 de junho de 2012 às 11h35

Sempre que leio os comentários sobre assuntos que demandam ações de governo noto frustrações de petistas e simpatizantes dos pt em razão das atitudes e comportamentos dos governos Lula e Dilma. Estas frustrações são resultados das falsas expectativas, da crença e da simpatia que tiveram e insistem em ter nesses governos.
Para se livrar desse fardo é preciso haver mais racionalidade nas análises desses governos, livres das paixões e simpatias que ofuscam os reais compromissos que assumiram em campanha, não com o povo brasileiro, mas sim com os grupos de interesses (empresariais, políticos, partidários).
Um dos problemas da comunicação é que quando o emissor da mensagem fala o receptor – transbordando de expectativas e simpatia pelo emissor – constrói falsas interpretações da mensagem. Com isso, dei no que deu: frustrações de milhares e milhares de pessoas.
Mas esses governos não podem ser punidos e cobrados por incoerência por isso, pois estão realizando os compromissos que assumiram com alguns grupos.
Quando chegarmos em 2050, 2060 e olharmos para trás veremos que, fundamentalmente, não houve diferença entre as posturas dos governos Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma. Todos governaram para manter e ampliar os privilégios das elites nacionais e internacionais.

Responder

    Daniel

    29 de junho de 2012 às 22h27

    Parabéns, perfeito o comentário.

spin

29 de junho de 2012 às 11h28 Responder

    Willian

    29 de junho de 2012 às 14h41

    Quanto deve a Petrobras?

    Francy Granjeiro

    29 de junho de 2012 às 19h10

    É tudo do governo…..é nosso…a ordenm das pacelas nao altera soma, ou tanto faz, o produto dos meios é igual aos extremos, sao da casa….hehe

Romanelli

29 de junho de 2012 às 11h07

Sabe, não se trata de não reconhecer as vantagens das usinas hidrelétricas nem tão pouco até de minimizar o problema da escassez de energia, mas eu daqui fico pensando, e será que não existem outros temas que também deveriam ser debatidos, como com a racionalização de seu uso por exemplo ? ..e aqui, pela_mor_de_deus eu não tô falando do PLACEBO e engana povo, não tô falando das sacolinhas, hein ?!

Falo de temas como o uso de energias alternativas mesmo quando estas carregam um si custo maiores pra serem digeridos, ou da melhor racionalização do seu uso, PROCESSOS e reciclagem dos insumos

..ou mesmo pelo respeito a princípios que NÃO somente pela auto-determinação dos povos, mas TAMBÉM pela necessidade de os alertarmos por suas AUTO-SUFICIÊNCIAS, estas que fariam com que muitos buscassem em SEUS QUINTAIS o provimento ao conforto que inúmeros deles vão tentar tomar de outros povos menos esclarecidos, e/ou de outros eco-sistemas, como já fizeram os europeus, mais recentemente o fazem os chineses, e brevemente os indus por exemplo..

será, será que as florestas tropicais e sua biodiversidade tem que ficar pagando pela explosão populacional havida em outros continentes ?

..e quanto ao comentário que tenta buscar no CONSUMO interno ou de nosso indígenas a “justificativa” pra tamanha violência contra a natureza ..francamente

Responder

Julio Silveira

29 de junho de 2012 às 09h18

Nada do que ocorreu foi exclusivamente pela vontade dos estrangeiros. Tudo que aconteceu, foi pela vontade de brasileiros. O Brasil é um dos poucos países do mundo, inclusive e principalmente os mais ricos, em que acontecem coisas que envolvem patrimônio publico, que transfere patrimônio publico a estrangeiros, tudo de forma muito tranquila, impressionante. Não se considera os riscos estratégicos, nem a opinião da cidadania ignorante. Tudo é resolvido nos gabinetes. As estruturas a serviço dos grupos dominantes nacionais existem sem qualquer envolvimento cívico emocional, tudo são “business”. Preparam o terreno psicológico das vitimas, os cidadãos, para facilitar o que considero ato de traição.
O pior de tudo é saber que nem a história irá julgá-los como tal, os grupos de apoio escrevem as biografias. Para os cidadãos brasileiros, esses que serão obrigados a verem suas descendências nesta terra, esses serão as vitimas. Mas fazer o que não visão dessa gente eles nasceram para esse papel.

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    Wildner Arcanjo

    29 de junho de 2012 às 10h46

    Eu tenho uma teoria sobre isso: Nossa elite não é brasileira, é estrangeira. Prova disso: quantos dos grandes empresários brasileiros têm residência, fixa, em nosso país?

    Julio Silveira

    29 de junho de 2012 às 13h00

    Prezado Wildner, creio que pessoas como nós estejam fadadas a extinção.
    Percebo que existe uma maquiavélica máquina de comunicação feita para desqualificar pessoas como nós. E elas vem das mais variadas tendências e das parcerias mais insuspeitas. No fim seremos enquadrados pejorativamente com expressões que vão desde “dinossauro” até “paladino da moral” num bullying psicológico com vistas ao nosso enquadramento ao sistema.
    Constatar que nossas elites são o que são não é o que me entristece mais, por que apesar de estarem ai a seculos no mesmo feitio, o que mais me entristece é perceber a luta que se faz para tomar posse em seu lugar sem substituí-la nas questões de fundo, que fazem o nosso país ser a vitima perfeita para os oportunistas e traíras a espreita, aguardando o sinal para novas oportunidades.

    eunice

    29 de junho de 2012 às 13h02

    É. Estou apenas perguntando: vale a pena ficar falando, escrevendo nos blogs, desabafando? Só para desabafar mesmo. A realidade vai ser a mesma
    enquanto não votarmos no PSTU.Ou partido operário. Os únicos que se salvaram do limbo.

Nelson

29 de junho de 2012 às 08h41

“a Vale engorda enquanto o Pará emagrece. Parte disso se deve à famosa Lei Kandir, que em 1996 isentou do pagamento de impostos os produtos primários e industrializados semi-elaborados destinados à exportação.
Que coincidência, no ano seguinte a Vale foi privatizada!”

Isto mostra como a assunção dos tucanos ao poder foi muito bem planejada. Cada passo estudado minuciosamente para, como já escrevi por aqui, nos deixar completamente genuflexos perante o grande capital, nacional e estrangeiro. Cada passo executado de forma a garantir que uma parte ainda maior das riquezas produzidas por nossa gente passasse a ser apropriada – privatizada – por mega empresas.

E, aos incautos e ingênuos, é preciso alertar: tudo isso veio no bojo do Plano Real. Portanto, faz parte do tal plano que teria se transformado na redenção do país e do povo brasileiro – só na propaganda, mesmo. Os mesmos tecnocratas do FMI/Banco Mundial que, aliados a tecnocratas nacionais, nos fizeram chafurdar na hiperinflação durante muitos anos, apresentaram a solução mágica, chamada Plano Real.

O dia em que eu resolver acreditar num arroubo de bondade do duo FMI/Banco Mundial como esse, terei que passar a acreditar também em duendes, na fada madrinha, na mula sem cabeça, no E.T. de Varginha e outros quetais.

Infelizmente, as tristezas não param por aí. Temos um governo, ou dois, já, Lula/Dilma, que receberam o aval de milhões de brasileiros para mudar ou iniciar, firmemente, uma mudança neste estado de coisas. Porém, as mudanças que estão acontecendo são tímidas por demais e os planos elaborados pelos tucanos seguem sendo implementados. É de derrubar o moral de qualquer ardente defensor desses dois governos.

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Mardones Ferreira

29 de junho de 2012 às 08h38

A Lei Kandir foi um dos maiores golpes do FHC. Lula e Dilma não tratam disso. Esta só pensa na miséria de parte da população. E, pelo visto, quer resolver o problema da miséria com a criação de hidrelétricas na Amazônia.

Nada como um quintal como o Brasil!

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Reinaldo

29 de junho de 2012 às 08h33

Indio quer agua quente no Banho, ar condicionado, internet e outras comodidades que a energia proporciona.O resto é conversa de ecologista SUV

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    Luiz

    01 de julho de 2012 às 13h50

    Xuxa(Grand cherokee), Marcos Palmeira( Land Rover Discovery), e Cláudia Raia(Porsche Cayenne)são alguns deles. Enquanto isto, patetas que andam de busão(como eu,) são convidados a reduzir seu consumo…

Helio Pereira

29 de junho de 2012 às 08h23

Eu acho que é importante o Brasil explorar todos seus recursos hidricos,pois se trata de uma energia limpa e renovável,mas tem de usar estes recursos em benéficio do Povo e não de interesses estrangeiros.
O caso da Vale e das Ind de Aluminio tem de ser revistos,pois não podemos ficar subsidiando empresas que dilapidam nossas reservas minerais,ficam com os lucros e só deixam a destruição por onde passam!
O Congresso deveria agir em nome do interesse maior do país e proibir a exportação de Produtos primarios.

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    assalariado.

    29 de junho de 2012 às 11h58

    Caro Helio, observei bem os seus 3 parágrafos de seu comentário, cheguei as seguintes conclusões:

    1º) Este paragrafo mostra o quanto podemos errar em uma análise politica se não pegarmos a história e as relações sociais vigente na sociedade que vivemos. Ou seja, você parte do pressuposto de que o povo é uno, e que não existe a relação exploração -(capital x trabalho)-, e que, não existe segundas -(ou primeiras?)- intenções nas obras que o capital resolver investir. Portanto, como o post diz muito bem, o capital por sua lógica de lucros e exploração social, de vários tipos, nunca irão investir no povo e sim, em seus lucros, -(ou a história da burguesia capitalista mostra outra coisa?) Além do mais, o capital não tem pátria (estrangeiro ou não). Sua lógica é a mesma em qualquer parte do planeta. Da uma olhada na Grécia, Espanha, … Estas ‘crises’ são dos Estados ou do capital?

    2º) Nunca se esqueça, o capital, que é o corruptor mor desta sociedade, está oculto dentro do Estado para garantir subsídios entre outras maracutaias empresariais. Quanto a destruição que o capital faz/ comanda planeta afora, pergunto eu: Quem são os senhores da guerra? Quais os motivos?

    3º)Lá no congresso, que é onde o capital se consolida como ordem politica, jurídica e social, … e que, dos 513 deputados federais, 278 -(no minimo)-, são da burguesia capitalista e seus lacaios, você espera o que?

    Só uma nova sociedade nos livrará e resolverá este entrave que o capital nos levou. Esta sociedade se chama: Sociedade Socialista.

    Com todo respeito.

    Saudações Socialistas.

    Helio Pereira

    29 de junho de 2012 às 15h07

    Meu caro assalariado,
    respeito seu ponto de vista sobre o capital não ter Pátria,
    mas prefiro que o lucro dos minérios contidos em nosso sub-solo seja distribuido em benefício dos que residem nos estados que detem estas jazidas minerais,que o minério seja transformado em produtos de maior valor agregado,que gere emprego e renda a quem reside nos estados produtores.
    Assalariado eu acho que embora o capital não tenha Pátria,que os que detem o capital sempre explorem o trabalho não importando sob que Bandeira eles estejam,nada me convence que sendo assim não importa pra onde irão nossas reservas e onde elas serão industrializadas.
    Meu caro enquanto a “Revolução Socialista” não vem,devemos lutar pra que os Trabalhadores do Brasil tenham seu emprego garantido,para que nosso minério seja aqui industrializado,devemos lutar pra não sermos um eterno exportador de Bens Primários,chega de ver o Brasil”Deitado eternamente em Berço explêndido”,pois enquanto dormimos nossas riquezas cruzam nossas fronteiras atendendo os interesses do Capital externo!
    Assalariado ficar na torcida pra que esta “nova sociedade” cheque não adianta,eu conheço muito “Revolucionário de Gabinete”,cheio de boas idéias,mas na hora de lutar tem medo até de entregar panfleto em porta de Fábrica.
    Devemos começar lutando pelos interesses dos trabalhadores,lutar pela melhoria de nosso Bairro,melhoria do Transporte,saúde,Educação,segurança,Reforma Agrária etc.
    Assalariado se você quer mesmo mudar o mundo comece a luta em seu local de trabalho,no seu Bairro,na sua Cidade,etc.

    assalariado.

    29 de junho de 2012 às 19h41

    Caro Helio, realmente a pátria do capital é o próprio capital. Ou seja, ele gira entorno dele mesmo, o resto que se exploda. Sim, temos e devemos por uma questão de sobrevivência de nosso povo e do país, explorar nossas riquezas não de forma capital, e sim, de forma social. Isto é possível mesmo sentado no colo do Estado capitalista. Devemos agregar valores, desenvolver tecnologicamente para isto. -(O que barra isso?)-

    Isto que você coloca nos 2 parágrafos anteriores já seria um bom inicio para colocar uma cara mais social (de fato), neste governo. Dinheiro para isso o Estado tem porém, este governo é contraditório. Para você ter uma ideia, 37% da arrecadação de impostos (2011), vai parar nas mãos de quem mesmo? Joga farelo para o povo e enche as ancas do capital. Quantos aos militontos de gabinete, devo lhe dizer que conheço vários aqui na cidade. Inclusive, convidei alguns deles para atuar aqui na periferia fora de época de eleição, para fazer trabalho de base, se recusaram. Agora que é ano eleitoral, correm atras da gente, meto- lhes os pés nos fundilhos.

    Sim, atuo como formiguinha no chão da fabrica que trabalho e, as vezes, tento fazer, finais de semana aqui na bairro, grupos de assalariados, para estudo politico. Este trabalho coisa e tal, que tu aborda, por uma questão de tempo, dinheiro e estrutura de mandatos, não seria um trabalho de um partido de esquerda e seus assessores?

    Obrigado pelo bom combate.

Werner [email protected]_2

29 de junho de 2012 às 08h13

“o fato de que a Vale engorda enquanto o Pará emagrece. Parte disso se deve à famosa Lei Kandir, que em 1996 isentou do pagamento de impostos os produtos primários e industrializados semi-elaborados destinados à exportação.

Que coincidência, no ano seguinte a Vale foi privatizada!”
Ah, mas este partido corrupto, o PT! Esse Lula, essa Dilma! E a petralhada rouba no governo federal, mensalão e tudo o mais – vergonha! O que salva são os impolutos governos estaduais tocados por nossos brilhantes gestores como SP/MG/PR… gente honesta, séria, que reduz os custos do Estado falido e ladrão e permite à honrada iniciativa privada trabalhar e melhorar a eficiencia do sistema e a vida dos cidadãos.

Pois é …
Escuto a coisas similares diuturnamente nas radios e tvs de BHZ. Programas locais, nacionais. Vou acabar acreditando – pois não há vozes dissonantes.

A OMISSÃO do Gov. Federal nas Comunicações é inexplicável! Que falta faz uma Telesur…

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