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Mamata: Depois de 19 anos na fila, filho de Mourão emplaca salário triplicado em banco público com papai na vice-presidência da República
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Mamata: Depois de 19 anos na fila, filho de Mourão emplaca salário triplicado em banco público com papai na vice-presidência da República


08/01/2019 - 18h42

A mamata da Folha de S. Paulo vai acabar. Jair Bolsonaro

Vamos acabar com essa farra de marajás. Idem, sobre funcionários públicos

Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase 14 anos que o PT aqui ficou. Onyx Lorenzoni, ministro de Bolsonaro

Filho de vice Mourão vira assessor especial no Banco do Brasil e triplica o salário

Antônio Rossell Mourão é servidor de carreira da instituição, e agora ocupará uma espécie de cargo executivo. Seu pai, Hamilton Mourão, diz que não há nada de anormal na nomeação

do El Pais

Enquanto o vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão (PRTB), prestigiava as cerimônias de posse e transmissão de cargo do presidente do Banco do Brasil, o seu filho recebia uma considerável promoção na mesma instituição.

Antônio Hamilton Rossell Mourão, que é servidor de carreira do banco, tornou-se um dos três assessores especiais da Presidência, com vencimento mensal de quase 37.000 reais.

O valor é três vezes maior do que o recebido como assessor da Diretoria de Agronegócios, função que ocupou por 11 anos.

Desde a campanha eleitoral o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), diz que não aceitará acomodações políticas em seu Governo.

Em discurso nesta segunda-feira, por exemplo, disse que todos os ministros e dirigentes de bancos públicos tiveram total liberdade para escolherem os seus diretores e assessores diretos.

Procurado, o vice-presidente negou qualquer interferência dele na nomeação de seu filho. E informou, por meio de sua assessoria, que “não há nada de anormal” nela porque o filho é especializado na área agrícola e é um funcionário de carreira do banco.

“Ele tem 19 anos de excelentes serviços prestados ao Banco do Brasil”. Rossell Mourão é formado em administração de empresas e possui pós-graduações em agronegócios e em desenvolvimento sustentável.

Em nota, o Banco do Brasil informou que a nomeação do servidor “atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto” da instituição.

Ainda assim, entre servidores gerou certo mal-estar porque é comum que diretores ou profissionais com mais tempo de casa se tornem assessores especiais da Presidência. É uma espécie de cargo executivo na instituição financeira.

Geralmente, especialistas em comunicação, agronegócios e direito são escolhidos pela presidência do banco para essa assessoria especial.

Rubem Novaes, o novo presidente do banco, que tomou posse na última segunda-feira diante de Mourão, disse, também em nota, que confia no filho do vice-presidente.

“Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”.

Novaes foi um dos primeiros economistas a se juntar a equipe do presidente Jair Bolsonaro, ainda durante a campanha eleitoral. Ele foi colega do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Universidade de Chicago.

Na sua cerimônia de posse, disse que pretende privatizar parte dos ativos do Banco do Brasil, menos as “joias da coroa”. Não citou, contudo, quais seriam essas joias.

Desde 2003 ele é o primeiro a ocupar a presidência do BB sem nunca ter sido servidor nessa casa.

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13 comentários

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Eduardo

11 de janeiro de 2019 às 13h46

Como disse o Gen. Villas Bôas, o Bolsonaro resgatou a nação do pensamento único! Agora o pensamento é coletivo e transparente : Mourão nomeia filho, Bolsonaro nomeia amigos, nomeia burros, despreparados, Moro nomeia quem quer e assim segue o resgate da nação das mãos de quem não tem armas, não tem poderio bélico, não tem máquina estatal! Isso não é um resgate é um golpe recheado com humilhações aos golpeados!

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Zé Maria

10 de janeiro de 2019 às 12h59 Responder

Nelson

09 de janeiro de 2019 às 17h32

Finalmente, temos um governo que vai premiar os que realmente são bons, os que têm capacidade mais elevada. E, em sendo assim, não vai ficar apenas neste caso, é claro.

O quê? Por acaso, andou passando pela tua cabeça que a nomeação teve algo a ver com o sobrenome do cidadão? Tire já isto da tua cabeça, pois é mérito puro.

Do jeito que vai, o José Simão vai ter que pedir aposentadoria o mais rápido possível.

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Guto Brambilla

09 de janeiro de 2019 às 17h19

Alguém sabe dizer quem era o antigo assessor e a quanto tempo estava no cargo?
Grato

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Zé Maria

09 de janeiro de 2019 às 15h34

Até a “Verinha me chamem de Bruna” já queimando
a FamíGlia BuscaTralha na Rádio Fascista Jovem Pan

https://twitter.com/i/status/1083041046676819968

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Eduardo

09 de janeiro de 2019 às 11h41

Mourão, engana que o povo gosta dos cara de pau! Bolsonaro, Moro e voçê vão acabar com a mamata da teta da esquerda e implantar a mamata da teta da direita? A teta da esquerda está esgotada então voçês agora vão para a teta da direita?

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Julio Silveira

09 de janeiro de 2019 às 07h32

Quem esperava que a elite das FAs fossem diferentes das elites dos serviços publicos enganam-se redondamente. Todos, indistintamente, costumam usar suas prerrogativas emprestadas pelo Estado (coitado/nós) para beneficios e privilegios de sí e dos seus. Não é a toa que lá atrás um famoso governante militar do periodo da ditadura já afirmava que preferia o cheirinho do cavalos ao cheiro do povo. E ele foi muito feliz com essa expressão que sintetiza um sentimento comum das elites nacionais. Que ninguem se iluda.

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Era dos Boçais

08 de janeiro de 2019 às 23h30

safadeza é se deixar filhos, parentes e aderentes passar necessidade quando se pode arranjar um pequeno cargo público para esse. Os petistas não fizeram de ruim e safados que sempre foram deixando que os seus passassem necessidades

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Julio Alves

08 de janeiro de 2019 às 22h16

Só digo que quem acredita em meritocracia no pais mais corrupto do mundo é um trouxa. Tá aí o mérito. Ser filho de general vice presidente da republica. No Brasil isso é regra nao é exceção.
Nem vale a pena comentar a fundo.
“Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”.
É que ele nao tinha um pai vice presidente da republica.
Depois o Lula é o rei do tráfico de influencia e o pt só rouba. O povo é pior que criança, qualquer doce velho e vencido engana o povo.

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Thiago

08 de janeiro de 2019 às 22h04

“Meritocracia” do QI (Quem Indica) alto! rs.

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Zé Maria

08 de janeiro de 2019 às 19h52

Supondo que não fosse filho do ViSSe-preZidente da Ré-pública,
será que o Hamiltinho seria nomeado mesmo assim?

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Zé Maria

08 de janeiro de 2019 às 19h33 Responder

Zé Maria

08 de janeiro de 2019 às 19h24

“A forma como o filho do Vice-Presidente da República
subiu na carreira foi considerada inusual por funcionários do BB.
A ascensão, segundo eles, costuma ser progressiva.”…

“O Filho do General Mourão continuará exercendo a mesma função
mas, de agora em diante, aconselhando o presidente do banco”

FolhaPress, via Valor

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