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Caso Tim Maia não é o primeiro em que a Globo reescreve a História
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Caso Tim Maia não é o primeiro em que a Globo reescreve a História


06/01/2015 - 12h15

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Segundo a Globo, não foi nada disso

por Luiz Carlos Azenha

Vi muita gente escandalizada com o fato de a Globo ter cortado, na minissérie que pretendia ser um resumo do filme sobre Tim Maia, os trechos em que Roberto Carlos desprezava o ex-colega de banda. O filme — e, portanto, a minissérie — foram baseados no livro Vale Tudo, de Nelson Motta.

Talvez por não envolver um ídolo tão popular, outros casos muitos parecidos e recentes de tentativas da emissora de reescrever a História não mereceram a mesma atenção.

Quando o Jornal Nacional completou 34 anos, por exemplo, exibiu um clipe registrando a presença do repórter Ernesto Paglia no comício das diretas, em 16 de abril de 1984, em São Paulo. Foi o suficiente para que Ali Kamel, que ainda estava em ascensão na emissora — hoje dirige o Jornalismo — fosse ao Observatório na Imprensa dizer que “uma pequena imagem do repórter Ernesto Paglia pode ter contribuído para rechaçar de vez uma das mais graves acusações que o JN já sofreu: a de que não cobriu o comício das diretas, na Praça da Sé, em São Paulo”.

Mais adiante, depois de contestar versões de outros autores sobre a cobertura da Globo naquele dia e de transcrever o texto da reportagem de Paglia, Kamel tenta justificar — como se a Globo estivesse no campo dos cerceados pela ditadura:

Esquecem-se de que a ditadura ainda estava forte, tão forte que as diretas foram votadas sob a vigência das medidas de emergência, um dispositivo constitucional, decretado nas vésperas da votação, que proibiu manifestações populares em Brasília (lembram-se do general Newton Cardoso, em seu cavalo, dando chicotadas em carros presos num engarrafamento?) e proibiu a transmissão por emissoras de rádio e televisão da sessão do Congresso Nacional que acabaria rejeitando as diretas-já. Não, a Globo não fez uma campanha, mas não deixou de fazer bom jornalismo.

Kamel provavelmente escreveu de ouvir dizer, após consultar arquivos. Eu, não. Eu trabalhei na Globo naquela época. Era da TV Bauru, mas cobria férias dos repórteres em São Paulo. Passava meses e meses hospedado num hotel e trabalhando na redação da Marechal Deodoro. Testemunhei pessoalmente ou ouvi relatos de colegas.

A tática de quem pretende recontar a História com outro viés quase sempre envolve focar no ponto mais positivo para sua narrativa e desconhecer o contexto.

O fato é que naquele período da História aconteceram as grandes greves do ABC, que a Globo praticamente desconhecia, quando não levava ao ar versões que o movimento operário considerava descabidas. Foi então que surgiu o “Fora Rede Globo, o povo não é bobo”, cantado por milhares de pessoas nas assembleias. Carros da emissora foram apedrejados. Lula costumava dizer aos companheiros para não confundir os jornalistas com os patrões e, portanto, aqueles deveriam ser poupados.

Na campanha das diretas, que surgiu antes do comício da Praça da Sé, a Globo simplesmente desconheceu as primeiras manifestações populares, algumas envolvendo milhares de pessoas. Era uma não notícia. A internet ainda não existia. Mesmo assim, era chocante ver as capas de jornais com fotos de manifestações e informações sobre a campanha e o Jornal Nacional absolutamente calado sobre o assunto.

Além disso, foi escancarado o apoio das Organizações Globo à ditadura militar, como porta-voz do regime. Os exemplos abundam. Um editorial escrito por Roberto Marinho em 7 de outubro de 1984, DEPOIS do comício das diretas, em que ele diz que a Revolução — isso mesmo, Revolução, não golpe — foi bem sucedida, é um deles.

É neste contexto que deve ser analisada a “reportagem” da emissora no comício de São Paulo.

A equipe da Globo, sim, esteve lá. Porém, a ênfase da reportagem foi no aniversário de São Paulo. Basta ler a própria transcrição do Ali Kamel. É o equivalente a noticiar primeiro que dois automóveis foram destruídos no centro de São Paulo e em seguida informar que caiu um Boeing sobre eles, matando os 200 ocupantes. Um absurdo que qualquer estudante de jornalismo é ensinado a nunca cometer é definido como “bom jornalismo”.

Para um exemplo mais recente, basta relembrar o Jornal Nacional de 12 de março de 2012, dia em que Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF.

Patrícia Poeta, num texto que obviamente não foi escrito por ela, na transcrição da CartaCapital: “Ao longo de uma gestão de mais de duas décadas, a seleção tricampeã se tornou penta. Teixeira colecionou vitórias, mas também desafetos. E enfrentou denúncias”. Uma forma nada sutil de tentar atribuir as acusações a Teixeira a rusgas pessoais.

No corpo da reportagem, narrada por um repórter que obviamente não tinha poder de decisão sobre o texto final, 22 segundos foram dedicados às denúncias num tempo total de 3 minutos e 39 segundos:

Ao longo da carreira, Ricardo Teixeira foi alvo de denúncias. Diante de todas elas, Teixeira sempre disse que as acusações eram falsas e tinham caráter político. A denúncia mais contundente foi a de que ele e um grupo ligado à Fifa teriam recebido dinheiro de forma irregular nas negociações de uma empresa de marketing esportivo, em 1999. Viu os processos serem arquivados pela Justiça.

Na Globonews, Merval Pereira foi além:

Esses problemas de denúncias contra o Ricardo Teixeira vêm de longe e ele enfrentou com tranquilidade e sempre conseguiu superar essas denúncias. […] Então resolveu tirar o time porque viu que não tinha condições de recuperar, como várias vezes se recuperou, o prestígio político.

De novo, a sutileza: os problemas de Ricardo Teixeira foram com adversários pessoais e políticos, nenhuma relação com a corrupção que a Globo tanto gosta de denunciar na Petrobras.

Em primeiro lugar, não é verdade que todos os processos contra Ricardo Teixeira foram “arquivados pela Justiça”. Em O Lado Sujo do Futebol, descrevemos as manobras jurídicas utilizadas por ele para se desfazer de processos no Brasil. Descrevemos detalhadamente a relação histórica e incestuosa da Globo com João Havelange e seu sucessor, Ricardo Teixeira. Era apoio político em troca do monopólio nas transmissões da Copa e do futebol brasileiro. Ponto. O próprio Ricardo Teixeira, em entrevista à revista Piauí, disse que só ficaria preocupado quando as denúncias contra ele saissem no Jornal Nacional.

Nunca de fato sairam. Naquela noite de 12 de março de 2012 a principal omissão do JN foi sobre o fato de que a Justiça da Suiça decidiria em breve se seriam divulgadas ou não as provas obtidas na investigação de João Havelange e Ricardo Teixeira, provas definitivas de que ambos receberam milhões de dólares em propina da empresa de marketing ISL em contas no Exterior. Este, sim, o verdadeiro motivo da renúncia de Teixeira, que a Globo vergonhosamente escondeu.

A Globo pagava à ISL, que pagava escondido a Havelange/Teixeira, que protegiam e eram protegidos da Globo. É o círculo perfeito!

No livro também tratamos das relações da própria Globo com a ISL, empresa da qual a emissora brasileira comprou os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006 depois de montar uma subsidiária, a Empire, nas ilhas Virgens Britânicas, com isso sonegando milhões de reais de imposto no Brasil, segundo a Receita Federal. A mesma Receita diz que a Empire serviu apenas de fachada, para justificar o falso investimento no Exterior do dinheiro usado para quitar os direitos. Como se vê, não foram apenas a ISL, João Havelange e Ricardo Teixeira que tiraram proveito de negócios obscuros em refúgios fiscais.

Como vimos no caso do comício das Diretas, também no caso Teixeira a Globo tirou proveito da descontextualização: focou nas “vitórias” em campo do cartola.

O que nos leva ao episódio Tim Maia.

Não só o filme sobre o cantor mostra Roberto Carlos numa luz não muito agradável. O livro em que o filme foi baseado também o faz, com menos dramaticidade. Sim, registra que Roberto Carlos, a pedido da mulher Nice, levou Tim Maia para fazer um disco na gravadora CBS. Mas também conta que Tim Maia ofereceu a Roberto Carlos a música Não Vou Ficar, que se tornou o primeiro sucesso de Tim, com proveito para ambos.

O livro, pelo menos, deixa claro que houve rusgas e ciumeira entre os dois:

“Ô mermão, o Roberto aprendeu tudo comigo, mas o Roberto é branco, mermão, branco não dá, o que ele tem é que me botar na Jovem Guarda, mas ele tem medo porque sabe que eu entro e acabo logo com a banca dele”. Se era difícil encontrar Roberto, era impossível falar com ele, sempre cercado por um monte de gente, secretários, seguranças e puxa-sacos. Tim achava que Roberto não queria chamá-lo porque a Jovem Guarda era um programa de bons moços e ele era o Tim que puxava cadeia e fumava maconha.

O primeiro problema entre eles, ainda segundo o livro, foi quando Roberto Carlos, integrante da banda Sputniks, de Tim Maia, decidiu cantar sozinho, “por fora”, sem consultar antes os parceiros. Deu briga.

Na minissérie da Globo, além de cortar o trecho do filme em que Roberto Carlos humilha Tim Maia, a emissora deu a seu contratado, segundo a Folha, a oportunidade de dizer que ajudou Tim. Mais que isso, numa cena inédita colocou o ator que encarna Tim Maia no cinema para dizer na minissérie: “E foi assim, rapaziada, que Roberto Carlos lançou o gordo mais querido do Brasil”.

Assim, a Globo transformou uma relação complexa de amor e ódio, ajuda e competição — pelo menos é assim que aparece no livro — numa simplificação que beneficia HOJE a imagem de seu parceiro de negócios. Como aconteceu com Ricardo Teixeira.

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25 comentários

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Jonner

08 de janeiro de 2015 às 14h46 Responder

tiao

07 de janeiro de 2015 às 14h12

Fui em todos os comícios da Diretas em São Paulo e na Grande São Paulo,e em em todos eu vi reporteres da TV.Globo.Quando chegava em casa tarde da noite ia conferir na TV e nada.Eles iam,cobriam,mas não mostravam.

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    Luís CPPrudente

    07 de janeiro de 2015 às 20h10

    Eu tinha 16 anos em 1984, estive presente no comício da Sé e do Vale do Anhangabaú, vi os repórteres da famiglia Marinho filmando, presenciei também o povo dizendo: “fora famiglia Marinho, o povo não é bobo”. Só não vi a famiglia Marinho mostrando nos seus noticiários o que ocorreu na Sé e no Anhangabaú.

    Nessa época eu ainda acreditava piamente nos noticiários da famiglia Marinho e achava (que inocência a minha) que a famiglia Marinho estava sendo injustiçada com o slogan: “fora famiglia Marinho, o povo não é bobo”!

    No ano de 1984 tomei contato com o livro “1984” de Orwell e hoje tenho certeza que a famiglia Marinho usa a mesma tática da verdade do romance de Orwell, provavelmente naquele distante 1984 das Diretas Já a famiglia Marinho já era mestre em transformar mentiras em verdade e transformar uma notícia em nada.

    anac

    08 de janeiro de 2015 às 08h54

    O kamel serviçal puxa saco dos patrões marinho esta pensando no bolso. Colocar a Globo como vitima da ditadura é um desrespeito ao publico. A famiglia Marinho se beneficiou da ditadura, quando enriqueceu ilicitamente amealhando seu bilionário patrimônio as custas do povo brasileiro. Não iria atacar seu criador, a ditadura. A BAND não obstante tenha sofrido com a ditadura transmitiu os comícios das Diretas JÁ ao contrario da Globo, que fazia questão de manipular,desvirtuar, mentir ao ponto de divulgar que o povo nas ruas em manifestação pelas diretas Já comemorava o aniversário de SP.

Gabriel Braga

07 de janeiro de 2015 às 13h58

A globo é o Ministério da Verdade de Orwell.

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    Luiz Mourão

    07 de janeiro de 2015 às 15h31

    É, viu longe…
    Para o PIG, 2+2=5; se assim ele desejar..
    E o POVÃO compra a ideia…

Mancini

07 de janeiro de 2015 às 10h41

Pelo visto, essa rede é tudo de ruim. Deveria sim, ter o tempo todo, ongs ou outras associações, sindicatos, etc. etc.; cobrarem como direito de resposta todo tipo de inverdade, omissões e/ou manipulações. Não se pode continuar assim! http://refazenda2010.blogspot.com

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Zanchetta

07 de janeiro de 2015 às 10h12

Pô! A Globo não pode fazer a sua COMISSÃO DA VERDADE para reescrever a história…

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CONHEÇA A SÉRIE "PENSANDO O BRASIL"

07 de janeiro de 2015 às 09h26

PELO FIM DA LIBERTINAGEM DE IMPRENSA. LEI DE IMPRENSA JÁ!

A reforma mais urgente para o Brasil é a reforma dos meios de comunicação. A versão tupiniquim da Ley de Medios dos hermanos argentinos. Como deve ser essa reforma? Em nossa opinião, deve ser radical. Desconcentrar a posse da mídia, realizar concorrências públicas para concessão, exigir conteúdo local ou regional em 60% da grade, garantir o imediato direito de resposta, punir rigorosamente as falsas reportagens e acusações, etc. E você? O que acha? Nossa reflexão sobre o tema está no texto do link abaixo:

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR7.html

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    Maria

    08 de janeiro de 2015 às 12h30

    A liberdade de expressão é não – negociável… Veja o caso do Charlie Hebdo em Paris. Abaixo qualquer forma de “Lei de Midias” que venha coibir a informação seja ela de esquerda, de direita, de centro, religiosa, racial, social, ética e moral.

    Araujo

    21 de janeiro de 2015 às 23h30

    Ô Maria, fia ocê ta confundindo liberdade de expressão com hegemonia da informação. A Lei visa acabar com a hegemonia e não com a liberdade; ao contrário, visa aumentar a quantidade de vozes a botar a boca no trombone. Hasta la vista!

Luís CPPrudente

06 de janeiro de 2015 às 23h49

A famiglia Marinho tem o costume de editar a história as seu bel prazer.

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    Marly

    07 de janeiro de 2015 às 14h57

    Faz um ano que não ligo nesta emissora da família marinho>È uma rede ligada ao seus próprios interesses pessoais.Envolvida em sonegação da pesada(segundo a Receita Federal)

Elias

06 de janeiro de 2015 às 20h56

Um tripé incrível da história recente! Diretas Já, Havelange/Teixeira e Roberto Carlos. Tudo sob o manto platinado da Globo. Eis aí como se faz jornalismo denúncia. Texto explícito que transborda verdades. Bem diferente do “jornalismo” sub-reptício a que estamos acostumados a ver na imprensa e na mídia entreguista. “Dos meus comunistas cuido eu”, frase atribuída a Roberto Marinho é uma balela, nunca ninguém soube que comunistas foram esses. O Globo e a Globo sempre estiveram ao lado da elite e dos militares. Basta ver a incontestável foto de Roberto Marinho caminhando de braço dado com o general João Batista Figueiredo. Há muita coisa que não dá para esquecer.

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Cláudio

06 de janeiro de 2015 às 19h13

Ouvindo A Voz do Brasil e postando:

**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

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Leo

06 de janeiro de 2015 às 17h01

Quero ler a biografia de Roberto Carlos, sem cortes.

Responder

    Luís CPPrudente

    07 de janeiro de 2015 às 20h13

    Tá difícil, pois o “rei” pretende pincelar tudo o que não ficar bem à imagem de bonzinho dele.

Luciano

06 de janeiro de 2015 às 16h20

O forte de Globo é a ficção, não a verdade.

Responder

Desiderius

06 de janeiro de 2015 às 15h58

Assisti ao programa desconfiado de tudo isso… Na verdade tudo que a globo produz é digno de desconfiança, principalmente biografias. Os grandes transgressores do mundo da arte sempre vão receber um toque de polidez direta ou indiretamente. E sempre vai ser atenuado o discurso de raça, classe social ou qualquer outro conceito que tire o véu de ignorância dos telespectadores..

Responder

Francisco

06 de janeiro de 2015 às 15h22

Na União Soviética de Stálin, havia a Mosfilm, responsável pela distribuição dos filmes da URSS no exterior e havia dezenas de estúdios cinematográficos. Centenas de canais de TV, centenas de rádios, centenas de jornais e centenas de revistas.

Sob o arbítrio de um Estado.

No Brasil, temos um monopólio brutal de produção e distribuição de cinema, produção e veiculação de programas de TV e rádio. Presença massiva e abusiva em jornais, revistas, publicidade e internet.

Sob o arbítrio de uma pessoa privada.

Stálin não foi eleito numa democracia pluripartidária, por isso era tido como ditador, mas podia dizer de si mesmo que chegou a esse poder discricionário através de uma revolução.

Os Marinho não foram eleitos. Nunca. A sua legitimidade decorre de terem chegado a tal poder discricionário através de uma “revolução”.

Com a palavra, a Comissão da Verdade.

Responder

Lukas

06 de janeiro de 2015 às 14h47

Interessante como todos nós esquecemos que também Erasmo Carlos poderia ajudar Tim Maia. Deve ser porque Erasmo é gente boa e o Rei não.

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[email protected]!r [email protected]+e5

06 de janeiro de 2015 às 14h08

Uma história que ainda tem que ser contada é como a Globo produz filmes com renúncia fiscal e apoio da Ancine que ficam 2 semanas em cartaz nos cinemas e depois viram minisséries que são exibidas na Globo e dão muito lucro com a venda de espaço publicitário no canal.

Responder

    Araujo

    21 de janeiro de 2015 às 23h34

    Só Essa? Eu gostaria de saber a verdadeira estória do PROJAC. Quem financiou e com que dinheiro. Foi pago?

Julio Silveira

06 de janeiro de 2015 às 13h14

Com tantas falhas no carater essa emissora já teria se esgotado se não servisse aos interesses de certas elites politicas, antiéticas(o minimo) por efeito dos beneficios compartilhados.

Responder

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