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Antonio Machado: Aécio tenta confundir leitores de jornal


06/08/2013 - 17h23

Retórica tucana falha ao reivindicar os méritos dos avanços sociais no Brasil

Por Antonio Machado

Em sua coluna de segunda-feira no jornal Folha de S.Paulo, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB e pré-candidato do partido à presidência da República, ataca o que seria um mito construído pelo discurso petista, de que “o partido detém a exclusividade e a primazia do combate à pobreza no país”.

O argumento definitivo contra “uma das teses mais repetidas pela máquina de propaganda do PT”, segundo o tucano, é a constatação de que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, recém-divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), cresceu mais no período de 1991 a 2000 do que de 2001 a 2010.

“Nos anos 90, [o IDHM] saltou de 0,493 para 0,612, o equivalente a 24%, maior do que a [melhoria] verificada na década seguinte, quando subiu para 0,727, ou 19%. Em resumo, na década do Plano Real e da estabilização da economia, de FHC, a performance do IDHM foi superior ao período seguinte, de Lula*”, escreve Aécio.

A afirmação é verdadeira, mas não serve para desmontar a “tese” de que os governos petistas tiveram mais êxito no combate à pobreza do que o PSDB, como pretende o senador tucano.

Em primeiro lugar, é preciso entender que os dados relativos à renda compõem apenas uma das três dimensões do IDHM – os outras se referem a educação e longevidade. Nessa primeira dimensão, a diferença de desempenho do índice em favor da década de 1990 é de apenas 0,16%, embora a média anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita tenha sido menor.

O crescimento mais expressivo do IDHM durante o período governado por Collor, Itamar Franco e FHC seria melhor explicado pelo aumento do fluxo escolar nessa década, quando o acesso à educação básica foi praticamente universalizado no Brasil. Vale lembrar que o cálculo da ONU não considera nenhum dado sobre o aprendizado dos alunos, de modo que não permite qualquer avaliação sobre a qualidade do ensino.

Mas mesmo que o líder do PSDB mencionasse apenas o componente de renda do IDHM, estaria longe de cumprir seu objetivo, pois o “milagre econômico” da ditadura militar já demonstrou que o aumento da renda per capita – único critério utilizado por essa dimensão do indicador – nem sempre está relacionado à redução da pobreza.

Ao contrário do que leva a crer o artigo de Aécio, o IDHM não trata da distribuição da renda no país. Por isso, não identifica os “extraordinários resultados na redução da pobreza, na superação da miséria e na garantia da segurança alimentar à população”, dos quais a presidente Dilma Rousseff se gabou na chegada do papa Francisco ao Rio de Janeiro.

Não é por falta de estatísticas confiáveis que o PSDB não reconhece as conquistas dos governos petistas nesses aspectos. Com base em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getulio Vargas (FGV) demonstrou que a pobreza no Brasil caiu 50,6% nos oito anos de governo Lula, contra apenas 31,9% no período de FHC.

Trocando alhos por bugalhos, Aécio tenta confundir os leitores do jornal e municiar a oposição para as próximas eleições. Seu arsenal, porém, é fraco e não resiste ao simples confronto com a realidade factual.

*Na verdade, o período de 2001 a 2010 também abrange os dois anos finais do governo FHC.

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31 comentários

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Querem provocar amnésia coletiva nos brasileiros, diz João Sicsú; agora, avanços dependem de "enfrentamento" - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de agosto de 2013 às 13h38

[…] O leitor Antonio Machado detectou isso num recente artigo do presidenciável Aécio Neves, na Folha de S. Paulo. […]

Responder

Mameladov

08 de agosto de 2013 às 09h31

Atenção companheiros:

Procurador-geral da República recomenda cassação de Roseana Sarney!

Assim já demais. Quem esse procurador pensa que é?! A governadora Roseana é uma pessoa honezta, de repuntação ilibade. Fora Gurgel!

Responder

    Julio Silveira

    08 de agosto de 2013 às 10h52

    Ele só deve estar fazendo isso por que o Sarney está doente.

    Mameladov

    08 de agosto de 2013 às 13h09

    Que iço, companheiro?! O presidente Sarney tem que ser tratado de uma maneira diferenciada!

    Julio Silveira

    08 de agosto de 2013 às 18h07

    Eu não acho que o Sarney mereça tratamento diferenciado. Mas acho que muitos de nossos poderosos representantes quando estão em posições de fazer diferença, preferem esperar para chutar cachorros mortos ou doentes. Quando estes estão no auge da forma, mesmo que sabidamente representem perigo a saúde da cidadania, são tratados com todos as mesuras preventivas e os cuidados necessários a garantia de uma boa carreira e saúde politica.

Pedro luiz

08 de agosto de 2013 às 07h58

Papagaio da privataria tucana.O hoje senador Aécio que negou-se a fazer o teste do bafômetro em rodovia carioca só pode ter espaço mesmo neste jornal da família Frias.

Responder

Bruce Guimarães

07 de agosto de 2013 às 14h36

Os dois governo, tanto do Lula quanto do FHC, foram bons. Nem petistas e nem tucanos podem negar tais avanços. Agora, o que me faz admirar mais o governo do Fernando Henrique foi o plano real conduzido por ele. Pois, sem a estabilidade da moeda, o governo Lula não teria sido tão exitoso.

Responder

    Maurício

    08 de agosto de 2013 às 08h25

    Desculpe mas o FHC teve 8 anos para usufluir da estabilidade monetária do plano Real (que aliás não é dele e sim do Itamar Franco). Nesses 8 anos ele vendeu patrimônio público em muitos casos por valores irrisórios para teoricamente pagar a dívida. A dívida não foi paga como aumentou muito. Quase não investiu no social, praticamente não investiu em educação e serviços básicos, deixou o FMI comandar a política econômica, a PF quase não investigou nenhum caso de corrupção, ninguém foi condenado por corrupção (por favor, não diga que não tinha), ele tinha a televisão e a mídia amplamente ao seu favor, deixou o governo com um nível de aprovação muito baixo… enfim, são tantos os fatores negativos que é até difícil comparar. Justamente o plano Real que é o carro chefe de seu governo não adiantou nada, quando ele deicou o governo em 2002 a inflação estava em 12,5% e ninguém reclamou muito. Hoje chega perto da meta de 6,5% e toda a mídia grita (agora em 2013 provavelmente vai ficar em 5,5%). Vou ser claro para você, não gosto de nenhum partido mas não adianta ignorar fatos e ter opinião baseada em “fé”. Todo mundo fala do “mensalão” e coloca o PT “como o partido mais corrupto da história”… será? Olhe, se analisar o contexto atual é muito melhor votar no PT, pelo menos eles tendem um pouco para o social e qualquer coisa que eles façam de errado, mesmo que digam uma palavra errada, são massacrados pela mídia. Pelo menos eles são fiscalizados. Agora veja o PSDB, protegido de todos os lados, na justiça, nos MPs, na mídia, TV… existem indícios e muitos fatos documentados que eles desviaram bilhões, sim bilhões, de contratos, privatizações, concorrências e nada acontece! Eles podem não ter culpa, sim podem mas nem serem investigados? Por favor, chega de hipocrisia.

    Julio Silveira

    08 de agosto de 2013 às 09h52

    O único mérito do FHC nesse plano real foi o de ter mantido a equipe que pensou o plano real para o presidente Itamar, reunida por ele como ministro, por questões de arranjo politico, já que como sociólogo entende lhufas de economia, e que trouxe ao Itamar dissabores posteriores, fazendo com que até hoje seja lembrado com demérito na história como um dependente da “genialidade” FHC. Por justiça o mérito todo do Real foi do Itamar, que por estratégia da mídia tucana, foi fritado e tornado um elemento extravagante e sem brilho, como costumam fazer com sua mídia engajada politicamente, para que o brilho fosse todo transferido para o seu lamentável sucessor, que até como sociólogo pediu que esquecem o que disse. O mérito do Real, repito, é todo do Itamar, o mérito do FHC foi de ter vendido o patrimônio nacional, inclusive empresas estratégicas, e até nossa soberania, abrindo mão de um recurso estratégico importante, no aspecto militar, quando assinou o tratado em que nos impede de termos bomba nuclear como se isso fosse impedir que nos tornem alvo de tais artefatos desse países que os possuem e que demonstram a todo instante nada considerar quando seus interesse internos estão em jogo. Como vemos hoje em nossa dependência e vulnerabilidade cada vez maiores para países estrangeiros onde empresas nacionais desses países são possuidoras de empresas antes nacionais e estratégicas. Ninguém comenta ou lembra, mas devemos isso ao FHC “esse gênio”. Seu grande mérito foi até hoje não ter sido considerado um traidor por tudo isso (talvez se fosse americano a história fosse diferente)e conseguir flanar como estrela, inclusive numa academia de “ilustres” Quem?, e ser por muitos considerado gênio. Realmente duas coisas devem estar ocorrendo e podem até ser ao mesmo tempo, ele realmente ser um gênio e eu um dos poucos idiotas patriotas desse país.

jose cardoso

07 de agosto de 2013 às 13h07

ESSE AÉCIO NEVES É UM BIRITEIRO, E O PESSOAL DO PSDB, AINDA FALA MAL DO LULA.SÓ QUE O LULA NÃO É PEGO DIRIGINDO DE FOGO, E AINDA POR CIMA, AINDA SE NEGA A FAZER O TESTE DO BAFÔMETRO. ESSA É A IMAGEM QUE OS BRASILEIROS TEM DO SENHOR AÉCIO NEVES. ALGUÉM VOTARÁ NELE? EIS A QUESTÃO. CARDOSO-VILHENA-RO.

Responder

    Mameladov

    08 de agosto de 2013 às 13h10

    Êepa, êepa, êepa! Não vamos falar em birita, certo? Mudemos o assunto.

Julio Silveira

07 de agosto de 2013 às 11h13

Tá no DNA tucano tentar roubar o filho dos outros.

Responder

henrique de oliveira

07 de agosto de 2013 às 10h15

Segundo turno? onde? depois desse mega roubo envolvendo tucanos e amigos desde a fundação do psdb , soma se a isso a sonegação da rainha do PIG a globo , mais as maracutaias envolvendo Marina Bla Bla Bla e o itau e a natura , sinto muito e DILMA no primeiro turno sem choro nem vela.

Responder

LuizCarlosDias

07 de agosto de 2013 às 10h09

O melhor do Aécio cheirar o $erra.

Responder

    Mameladov

    08 de agosto de 2013 às 13h11

    Hmmm, isso não está me cheirando bem…

Joselito

07 de agosto de 2013 às 09h01

Lembrando também que em MG, o IDHM foi o que menos subiu (quadro do sudeste), mantendo-se o menor da região.

Munição fácil para um eventual debate.

Mas na boa, vendo a forma como o governo PT encarou a comunicação no Brasil, como resolveu distribuir (os cargos que escolhem onde colocar) a renda de publicidade dentre outros, têm de levar uma ferrada mesmo, pois seus malfeitos aparecerão em maior número e proporção do que os benfeitos…

Responder

Anderson

07 de agosto de 2013 às 08h18

Este sujeito acabou com Minas Gerais e pensa que é deus? Não passa de um ser insignificante, tem muita cara de pau em falar IDHM.Sentar no próprio rabo é muito fácil ou seja, pimenta nos olhos do outro é refresco! Esta corja do PSDB tem que entender que o povo não é mais idiota! Pede se para sair, pois é a melhor coisa que você faz e um grande bem para o Brasil!

Responder

anderson

06 de agosto de 2013 às 22h50

sensacional, jornalista imbecil da mídia nativa não conhece historia:

http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/jose-dirceu-e-uma-biografia-delirante-otavio-cabral-bate-recorde-de-erros.html#more-21128

José Dirceu e uma biografia “delirante”: jornalista (?) Cabral bate recorde de erros

“Como Dirceu foi condenado e aguarda a prisão, o que Cabral faz é chutar um homem caído no chão. Mas comete tantos erros que acaba chutando a sua própria reputação profissional.”

por Mario Sergio Conti, na Piauí

O título do livro de Otávio Cabral é “Dirceu – A Biografia”. O autor poderia ter dispensado o artigo ou posto “uma biografia”. Mas tascou a biografia, o que indica a pretensão de ter feito o relato completo e fidedigno da vida de José Dirceu. Tarefa difícil porque o biografado não quis ser entrevistado pelo biógrafo.

Otávio Cabral diz no prólogo ter contado com a ajuda de dois pesquisadores para “vasculhar nove arquivos públicos”. Três linhas adiante repete o verbo: “Vasculhei os acervos de nove jornais e oito revistas nacionais, além de quatro publicações estrangeiras”, se bem que a BBC não seja uma publicação, e sim uma emissora e um site. Ele fez mais que pesquisar arquivos e órgão de imprensa: vasculhou-os, que os dicionários definem como investigar e esquadrinhar com minúcia.

O livro começa em 1968, com os pais de José Dirceu assistindo pela televisão à sua prisão no Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna. Informa que a notícia da prisão de José Dirceu foi “transmitida em rede nacional de televisão”. Mas o Brasil só teria rede nacional de tevê no ano seguinte.

O autor diz e rediz que Passa Quatro, onde José Dirceu nasceu, tinha 11 mil habitantes. São Paulo contava com 4 milhões de moradores quando ele se mudou para lá. O autor faz o cálculo e conclui que a capital era “trezentas vezes maior do que a sua Passa Quatro natal”. Cálculo errado: São Paulo era 363 vezes maior. Dirceu estudou no Colégio Paulistano, “na rua Avanhandava, próximo à praça da Sé”. Não, a escola ficava na rua Taguá, na Liberdade. Preparou-se para o vestibular no curso “Di Túlio”, que se grafava “Di Tullio”.

Antes do golpe de 1964, segundo a biografia, José Dirceu conheceu o autor de novelas Vicente Sesso, “com quem foi trabalhar na TV Tupi, ajudando a redigir roteiros”. Sesso “acabara de escrever Minha Doce Namorada, que deu à atriz Regina Duarte o apelido de ‘a namoradinha do Brasil’”. E José Dirceu “foi praticamente adotado por Sesso, que o levou para morar na sua casa, no mesmo quarto de seu filho adotivo, o ator Marcos Paulo”.

José Dirceu não trabalhou na TV Tupi nem fez roteiros. Foi datilógrafo de Sesso. Nunca morou na casa do escritor. Sesso, isso sim, lhe emprestou uma casa que tinha na rua Treze de Maio. Ele só veio a escrever Minha Doce Namorada em 1971, às pressas, para substituir uma novela que obtivera pouca audiência. Essas informações foram dadas pelo próprio José Dirceu numa entrevista a Marília Gabriela que se encontra transcrita na internet. A data e a composição deMinha Doce Namorada podem ser achadas em histórias da teledramaturgia.

São erros tolos? Sem dúvida. Para a caracterização de José Dirceu, interessa pouco saber que em 1968 não havia rede nacional de televisão. Que estudou em tal rua, e não em outra. Que São Paulo era tantas vezes maior que Passa Quatro. Que não escreveu roteiros para a tv Tupi. Mas todos esses equívocos estão nas seis primeiras páginas do capítulo inicial. E a sexta página se encerra com um abuso: Otávio Cabral afirma que José Dirceu apoiava Jango “mais para se opor ao pai do que por ideologia”. Nada autoriza o biógrafo a insinuar o melodrama edipiano. Ainda mais porque, dois parágrafos adiante, é transcrita uma declaração na qual José Dirceu afirma que, no dia mesmo do golpe, se opôs à ditadura por “um problema de classe”.

O livro realça aspectos pessoais em detrimento dos políticos. Ele repete cinco vezes que nos anos 60 Dirceu tinha cabelos compridos, outras quatro que era cabeludo, e duas dizendo que deixava a “barba por fazer”. Caso o leitor não tenha percebido, o livro estampa ainda catorze fotos de Jose Dirceu de cabelos longos e a barba nascendo. A aparência não é anômala nem define o biografado. Muitíssimos jovens eram assim naquela época.

Em contrapartida, o biógrafo não analisa se nos anos 60 José Dirceu era reformista ou revolucionário. Se queria o socialismo ou não. Se considerava a luta de classes o motor da história. Não explica se acreditava mais na guerrilha, no terror ou na legalidade institucional. Ao “vasculhar” a vida de José Dirceu, Cabral se ateve a uma ideia prévia, que ele enuncia assim: “Encontrava na atividade política um prazer e vislumbrava nela uma chance de ascensão social e profissional.”

A afirmação, caída do céu, é oca e insensata. Oca porque não há nada de mais em se ter prazer fazendo política – ou medicina, malabarismo, jornalismo, o que for. Insensata porque, por dez anos, José Dirceu correu perigo real de ser preso (o que lhe aconteceu), torturado e assassinado (o que ocorreu com centenas de outros). Gramou dez anos de exílio e clandestinidade. Não queria subir na vida e sequer tinha profissão. Fazia política em tempo integral.

Com a anistia de 1979, ajudou a construir um partido, o PT, que não lhe garantia “ascensão” alguma. Como dezenas de outros políticos surgidos nos anos 60, poderia ter aderido ao PMDB, ao PDT ou ao PSDB, que logo chegaram ao poder. Dirceu e o PT fizeram política mais de duas décadas antes de entrar no Planalto. Por que não foi pragmático, imediatista? Talvez porque tivesse convicções, as quais Otávio Cabral despreza. O autor prefere se perder em minudências.

Vejamos como ele se perde. O biógrafo diz que Rui Falcão, hoje presidente do PT, foi colega de José Dirceu na Pontifícia Universidade Católica, onde estudou jornalismo. A PUC sequer tinha curso de jornalismo na época e Rui Falcão estudou direito, mas na Universidade de São Paulo. Relata que 5 mil estudantes se reuniram “nas arcadas do Grupo Escolar Caetano de Campos”, que não se chamava “Grupo Escolar” e não tem arcadas. Afirma que a Faculdade de Filosofia, na rua Maria Antônia, tem cinco andares, um a mais do que se vê em qualquer foto. Sustenta que uma das “ações ousadas” de José Dirceu foi a destruição do palanque do governador paulista, Abreu Sodré, no 1º de maio de 1968, na Praça da Sé. O ataque a Sodré foi feito por me-talúrgicos de Osasco, liderados por José Ibrahim. É isso que está dito na entrevista de Ibrahim a José Dirceu, no blog deste último. No Congresso da UNE em Ibiúna, José Dirceu ora é colocado num ônibus, ora num camburão, mas aparece numa foto numa Rural Willys. Depois de uma semana, é levado “para a Fortaleza de Itaipu, em São Vicente” – e a fortaleza fica no município de Praia Grande.

O autor não fica só nos erros menores. Escreve que em 1968 “a Guerra Fria encontrava-se no auge e a invasão dos Estados Unidos a Cuba era iminente”. A invasão de Cuba fora eminente em 1961, quando a CIA organizou o desembarque na Baía dos Porcos, e no ano seguinte, durante a crise dos mísseis, e não seis anos depois.

E 1968 não foi o ano do auge da Guerra Fria, e sim o da sua grande crise, que levou o capitalismo e o stalinismo a se darem as mãos. Em janeiro, na Ofensiva do Tet, os vietcongues chegaram aos jardins da embaixada americana em Saigon sem a ajuda de tropas da China e da União Soviética. Em maio, a greve geral na França foi deflagrada apesar da oposição frontal do gaullismo e do Partido Comunista, que seguia ordens de Moscou. Em agosto, a invasão da Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia, para massacrar uma experiência de socialismo democrático, mostrou que o apoio dos Estados Unidos à Primavera de Praga não passava de retórica.

Em meio a esses três fatos turbulentos, que insuflaram as mobilizações brasileiras daquele ano, José Dirceu cresceu como liderança política. Seria interessante saber o que pensava a respeito deles. É obrigação de um biógrafo analisar o mundo no qual o seu biografado vive, e contar como ele reage a grandes mudanças. Otávio Cabral preferiu fofocar sobre os namoricos do líder estudantil, que ele trata como um fauno.

Dirceu foi um dos presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Burke Elbrick, sequestrado no Rio, em 1969, por grupos esquerdistas. No México, onde desembarcou, segundo Cabral ele era “um dos mais paranoicos, tinha certeza de que era vigiado pela CIA”. Se há documentos americanos comprovando que a CIA espionou os brasileiros exilados em Cuba, por meio de um agente duplo cubano, por que não os investigaria no México? Não havia paranoia nos cuidados de José Dirceu. O que há é a tentativa de Cabral em pintá-lo como um homem irracional e doente. Faz o mesmo com o PT e as alas à esquerda do partido, que ele qualifica de “raivosos”.

Uma das fontes dos capítulos sobre a estadia de Dirceu em Havana é O Apoio de Cuba à Luta Armada no Brasil, de Denise Rollemberg, que é apresentada como historiadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas a historiadora se formou, fez mestrado, doutorado e é professora na Universidade Federal Fluminense. É compreensível, pois, que Dirceu tenha bobagens como a de dizer que ele foi instalado em “uma casa na periferia de Havana, a Casa do Protocolo, hoje um centro cultural”. Havia dezenas de “casas de protocolo” em Cuba, e não uma determinada.

José Dirceu passou um tempo clandestino no Brasil no início dos anos 70. Otávio Cabral se fia em papéis da ditadura para apontá-lo como um dos responsáveis pelo assassinato de um sargento da PM, em janeiro de 1972, “na rua Colina da Glória, no Cambuci”. Uma testemunha teria reconhecido Dirceu como participante no crime. Há três elementos que abalam a credibilidade dos documentos militares. O reconhecimento da testemunha foi feito com base numa foto antiga de Dirceu, antes de ele ter feito uma cirurgia plástica no rosto em Cuba. A morte do sargento não gerou inquérito nem processo. A rua Colina da Glória não existe no Cambuci nem em bairro nenhum de São Paulo. Otávio Cabral também leva em conta o depoimento de um sargento, integrante do Centro de Informações do Exército, que acusou José Dirceu de ter sido agente duplo e delator.

As acusações de assassinato e delação são graves. Mereceriam investigação profunda, ponderação e exposição demorada. Seria preciso sobretudo ter boa-fé. Foi o que fez Elio Gaspari ao analisar casos semelhantes na série de quatro livros monumentais sobre a ditadura. Foi também o que fez o jornalista Vicente Vilardaga no recém-lançado À Queima-Roupa – O Caso Pimenta Neves, livro no qual relata o assassinato da repórter Sandra Gomide pelo diretor de redação de O Estado de S. Paulo. Vilardaga busca entender um assassino, Pimenta Neves, cujo crime lhe é repulsivo. À Queima-Roupa é sólido justamente pelo seu empenho em compreender o que pensou e como agiu o homicida, situando o seu crime no contexto da imprensa paulista.

Já Otávio Cabral envolve José Dirceu numa névoa de insinuações para melhor denegri-lo. Em títulos de capítulos, chama-o de “camaleão”, “bedel de luxo”, “o maior lobista do Brasil” e “o maior vilão do Brasil”. Como Dirceu foi condenado e aguarda a prisão, o que Cabral faz é chutar um homem caído no chão.

Mas comete tantos erros que acaba chutando a sua própria reputação profissional. Em 1978, diz ele, José Dirceu participou de um grupo que ajudou a financiar candidatos do “MDB simpáticos à luta armada, como Anísio Batista de Oliveira e Djalma Bom”. Que surpresa. Anizio (com “z”) Batista e Djalma Bom eram sindicalistas no final dos anos 70. O primeiro era metalúrgico e integrava o grupo de Lula em São Bernardo. O outro estava na Pastoral Operária e militava na oposição metalúrgica de São Paulo. Ambos discordavam da luta armada e do MDB. Candidataram-se a deputados na década seguinte, e foram eleitos pelo PT.

Desconhecendo fatos comezinhos como esses, Otávio Cabral decreta logo em seguida: “Foram as mulheres, e não a política, o que mais atraiu Dirceu de volta a São Paulo.” Como ele pode ter tanta certeza? Apaixonar-se, meter-se em namoros tumultuados, praticar adultério, gostar de amor e sexo, ter filhas fora do casamento – tudo isso ocorreu com José Dirceu. E também com muita gente da esquerda e da direita, com pobres e ricos das mais diferentes atividades.

Achar que isso define alguém é ingenuidade, clichê reducionista. Para ficar em três exemplos da esquerda (que não têm nada a ver com José Dirceu, diga-se): Marx teve um filho com a empregada Helena Demuth, Lênin foi amante da comunista francesa Inessa Armand, Trotsky teve um caso com a pintora Frida Khalo. As traições amorosas explicam o que fizeram na política?

É torpe a maneira como Otávio Cabral trata as namoradas e esposas de José Dirceu. Ele escreve vulgaridades machistas como “loira alta e voluptuosa”, “encontrou a inesquecível lembrança deitada na cama”, “formas avantajadas”, “a bunduda do sindicato”. Dá nome, sobrenome e profissão de algumas das mulheres que amaram Dirceu. De outras, o primeiro nome ou só a ocupação. “Empresária”, por exemplo. Por quê? Talvez por incerteza. Talvez por covardia. O que sobressai é a alusão melíflua, e não a afirmação direta.

Em compensação, eis uma afirmação direta de Otávio Cabral sobre profissionais de sua área, o jornalismo: “Antigos companheiros de Ibiúna e de clandestinidade tinham posições de destaque na imprensa em meados dos anos 80, como Rui Falcão, que comandava a revista Exame, e Eugênio Bucci,diretor da Playboy.” Nem Falcão nem Bucci participaram do Congresso da UNE em Ibiúna. O primeiro porque não era mais estudante e o outro por ser criança. Eugênio Bucci jamais esteve na clandestinidade. Rui Falcão, sim, mas não foi “companheiro” de Dirceu: clandestino, militava em outra organização e noutra cidade. Bucci nunca foi diretor da Playboy. São cinco erros factuais numa frase. Algum recorde foi batido.

A Biografia tem dezenas de barbaridades semelhantes. Uma das melhores: Fernando Collor, na tentativa de se manter no Planalto durante a campanha pela sua destituição, conclamou o povo a ir às ruas com roupas pretas para defendê-lo, e todos foram de verde-amarelo. Como todo mundo sabe, ocorreu o contrário. Collor incitou a população a se vestir de verde-amarelo e o Brasil foi tomado por manifestantes de preto.

Otávio Cabral tem mania de comidas e bebidas. Seguem-se exemplos do livro. “Frango ao molho pardo brasileiro, cozido e com um saboroso molho à base de sangue da própria ave.” “Molho ultrapicante, com pimentas, amendoim, canela e amêndoa.” “Os melhores runs.” “Coxinha, feijoada e doce de jaca com canela.” “Moqueca de peixe, cerveja e cachaça dominaram a noite.” “Cálices de vinho de sobremesa italiano.” “Coelho a Los Fubangos.” “Bacalhau assado à moda do Minho, arroz de marisco e chanfrana de cabrito.” “O refrescante vinho verde português Alavarinho Deu la Deu, escolhido a dedo para aplacar o calor.” “Toucinho do céu, tradicional doce português à base de gemas de ovos.” “Comeram pato laqueado, tomaram vinho e deram boas risadas.” “Cachaça Havana e champanhe Dom Pérignon.” “Filé com creme de mostarda, cebola, ervilha, presunto e batata palha.” “Vinho Romanée-Conti, safra de 1997.” “Comeu galeto e bebeu o vinho tinto italiano Brunello di Montalcino.” Chega?

Tem mais. “Risoto de carne-seca na moranga, acompanhado de um Chardonnay brasileiro.” “De sobremesa, goiabada com queijo e champanhe.” “Vinhos renomados, como o Almaviva chileno.” “Bufê com uísque e champanhe.” “Mal tocou no salmão grelhado.” “Pegou uma garrafa de rum cubano.” “O vinho melhoraria seu humor.” “Duas doses de bourbon antes de dormir.” “Algumas garrafas de vinho mais tarde.” “Ravióli de foie gras, coquilles Saint-Jacques com trufas e endívias caramelizadas e lombo de javali com risoto de aspargos.” “As taças abastecidas sem intervalo com os melhores espumantes brancos e tintos da região.” “O compromisso teve cordeiro patagônico e um excelente Malbec no restaurante Barricas de Enopio.” Basta?

Pois ainda tem cupim, salada de batata, Cabernet Sauvignon chileno, paella, presunto de Parma etc. etc. etc. Mas é melhor parar porque esse cordeiro patagônico desceu mal. O Barricas de Enopio não é mais o mesmo.

Em menor grau, o livro é obcecado por novelas e futebol. São inúmeras as referências a tramas e atores do horário nobre. Todas descabidas, porque José Dirceu não acompanha novelas. Ele gosta de futebol, mas não mais que um torcedor típico. Apenas uma das referências futebolísticas tem sentido político, o jogo da Seleção Brasileira contra a do Haiti, em Porto Príncipe, em 2004. De fato, Dirceu – com Ricardo Teixeira e o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, apelidado de Kakay – pelejou pela organização do chamado Jogo pela Paz.

Se não discute o apoio de Dirceu à intervenção brasileira no Haiti (uma posição contrária à da esquerda ortodoxa), Cabral descreve com detalhes a viagem da “comitiva liderada por Lula e Dirceu”. Fala que os dois foram ao Estádio Nacional “num caminhão de bombeiros, junto com astros do futebol brasileiro como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno. Dirceu tirou fotos com todos antes de entrar no veículo”. Conta que “às quatro da tarde, o Hino Nacional Brasileiro foi tocado e Dirceu chorou”. No segundo tempo, o goleiro Fernando Henrique substituiu o titular e, prossegue Cabral, “assim que viu o homônimo do ex-presidente entrando em campo, Dirceu virou-se para Kakay e ironizou: ‘Bem que esse Fernando Henrique podia tomar um gol. Aí a festa vai ser perfeita.’” É um belo relato.

Exceto pelo seguinte: José Dirceu não foi ao Haiti ver a partida.

Não era necessário entrevistar o biografado para saber que ele não assistiu ao Jogo pela Paz (procurado, Dirceu não deu nenhuma informação para esta resenha). Não há referências ao então chefe da Casa Civil nas copiosas reportagens sobre Lula e sua comitiva no Haiti. Foi feito um documentário sobre a partida, O Dia em que o Brasil Esteve Aqui, com mais de uma hora de duração, no qual Dirceu está ausente do jogo. Poder-se-ia perguntar a Lula, a Ricardo Teixeira, a Kakay, aos jogadores, às pessoas da comitiva, a todos que lá estiveram, se José Dirceu compareceu. E eles diriam: não, José Dirceu não foi ao Haiti. Em vez de trabalhar, Otávio Cabral preferiu a invencionice delirante.

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leonardo brito

06 de agosto de 2013 às 21h09

Gente, dá um negócin pra ele cheirar ! Um jornal que tem como colaborador o mauricinho do Aécio, não deve ser levado a sério.

Responder

    Ivanir

    06 de agosto de 2013 às 21h35

    Leonardo Brito não precisa dar negócin para ele cheirar não, ele já estava cheirado quando escreveu a idiotice. Pé de Cana!!!!

Zé Brasil

06 de agosto de 2013 às 20h10

Imperdível!
Deve ser doença de tucano;-falacitis agudis!!!!

Do Blog NassifOnline no link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-interpretacao-de-fhc-dos-dados-do-idhm

Os comentários estão muito bons não deixem de vê-los!

A interpretação de FHC dos dados do IDHM
Enviado por luisnassif, seg, 05/08/2013 – 09:30

Sugerido por Webster Franklin

Da Carta Maior

Ansiedade tucana e escolhas futuras

Saul Leblon

Na semana passada, quando o Pnud lançou o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, mostrando a queda da desigualdade entre municípios e regiões brasileiras, o tucano Fernando Henrique Cardoso apressou-se em postar no Facebook uma interpretação ansiosa dos fatos.

“Verdades da História sempre vencem a propaganda política populista”, sentenciou o imortal, que já nasceu convencido da posteridade.

“Entre 1991 a 2000, período que contempla o lançamento e a consolidação do Plano Real, o IDHM cresceu 24,4%”, destacou o PSDB; “Já entre 2000 e 2010, década marcada pela chegada do lulismo ao poder, a evolução foi de 18,8%”.

Franco Montoro, para citar um político próximo aos tucanos, dizia que as ‘verdades ‘ estatísticas envolvem ciladas.

A média de consumo de frango entre duas famílias – uma pobre, que passa fome, e a rica, que come quatro galetos no almoço – é de dois frangos, dizia.

A ‘vantagem’ evocada por FHC incorre em outro truque correlato: nada informa sobre a base de comparação de seu presumido ‘feito’.

Recapitulemos o ponto do qual partiu FHC.

Os anos 80 impuseram aos países da América Latina uma expropriação de recursos de intensidade equivalente ao escalpo extraído da Alemanha pelo Tratado de Versalhes, nos anos 30, que pavimentou o chão do nazismo.

Conhecida como a década perdida, ela despejaria uma tempestade perfeita sobre o Brasil.

A explosão dos juros norte-americanos, o segundo choque do petróleo, a crise da dívida externa, o colapso da ditadura e a hiperinflação reduziriam o país a uma montanha desordenada de ruínas sociais e econômicas .

Entre 1980 e 1990, o Brasil desembolsou mais de US$ 200 bilhões no pagamento de juros, sem receber nenhum dinheiro novo, exceto rolagens.

E o saldo, todavia, não parou de crescer.

Indexada a taxas de juros flutuantes –que saltaram da média anual de 7,5% em 1977, para 20,18%, em 1980 – a dívida externa brasileira passou de US$ 43,5 bilhões, em 1978, para três vezes mais na década seguinte.

O crescimento médio do PIB foi de 1,3% no período.

Insuficiente até mesmo para responder ao crescimento demográfico, que avançou 2% ao ano.

Ao final do pastejo financeiro dos anos 80, a renda brasileira per capita havia regredido 9%.

O ‘ajuste’ custaria ao país uma transferência aos credores da ordem 15% do PIB. Um sacrifício que não foi rateado simetricamente.

A renda dos 20% mais pobres caiu 25,9% entre 1981/89.

A dos 10% mais ricos cresceu 14%.

A fatia apropriada pelos salários na renda do país recuaria para 38% no final a década, contra 50% em 1980 (hoje é da ordem de 49%)

Os endinheirados que formam os 10% mais ricos da sociedade terminaram os anos 80 com 53% da riqueza nacional nas mãos (a média era de 25% em 40 países listados pelo Banco Mundial, incluindo-se Índia e Bangladesh).

Foi sobre essa terra arrasada que se deu o avanço do IDH na era tucana.

Num quadro de descontrole de preços e mergulho da renda, a mera ruptura da hiperinflação – iniciativa importante deflagrada no governo Itamar Franco – já seria suficiente para alterar positivamente o IDH urbano.

Mas não para instalar uma nova dinâmica de crescimento, com redução da desigualdade.

A taxa real de juros no primeiro governo FHC foi de 22%, em média.

O arrocho monetário e não a distribuição de renda foi a pedra de toque da estabilização adotada pelo governo tucano, que também serviu à atração de capitais especulativos, um requisito ao equilíbrio das contas externas, atropeladas pela fantasia do Real forte (RS 1 = US 1).

A derivação dessa macroeconomia é conhecida: desmonte industrial , desequilíbrio fiscal e desemprego.

Fica difícil localizar a ‘verdade histórica’ que, segundo FHC, teria feito justiça ao esticão distributivo promovido em seu governo.

Novas tabulações do Ipea, divulgadas pelo ‘Estadão’, neste domingo, acrescentam dados que ajudam a entender as forças que agiram, de fato, para a queda da desigualdade evidenciada no Atlas do Desenvolvimento Humano, do Pnud.

Conforme o diário conservador, que tem FHC como um de seus articulistas, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação na média dos 5.565 municípios brasileiros, entre 2000 e 2010.

No ciclo de governos do PT, quatro em cada cinco municípios brasileiros (80% do total), viram diminuir a desigualdade de renda entre seus habitantes .

‘O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica’, admite o jornal.

Qual tendência?

A do aumento da desigualdade em 58% das cidades brasileiras na década de 90, quando FH dirigia o país.

De acordo com o Ipea, o rendimento médio dos 10% mais ricos cresceu 60%, na média de todos os municípios entre 2000 e 2010.

Mas a renda dos 20% mais pobres de cada município cresceu quase quatro vezes mais rápido : 217% no período.

A distância que separava o topo da base recuou: quase um terço em dez anos.

Naturalmente, persistem desníveis abissais.

Mas a dinâmica instalada entre 2000/2010 operou – e ainda opera – no sentido de uma maior convergência.

Quando o PT assumiu a Presidência do Brasil, a diferença de renda entre os 10% mais ricos e os 20% mais pobres equivalia a 26 vezes.

Em 2010, havia recuado para 18 vezes.

O passado não passa se não for bem compreendido.

O Brasil vive uma nova transição de ciclo de desenvolvimento, na qual a sociedade terá que definir, em breve, as balizas dessa travessia.

Entender a lógica dominante dos anos 90, e o seu custo, ajuda a clarear essas escolhas.

Não se trata de pinimba ideológica: a memória é um pedaço do futuro. É preciso mantê-la fresca no discernimento da sociedade.

Responder

José Livramento

06 de agosto de 2013 às 18h11

No FHnistão tudo era melhor. A população que era besta e o rejeitava sem saber porque.

Responder

Gerson Carneiro

06 de agosto de 2013 às 18h01

Eu gostaria que o Aécio nos exibisse a CTPS dele. Só.

Sobre a Era FHC é bom deixar o próprio falar sobre:

http://www.youtube.com/watch?v=t_W4kkhJndI

Responder

kalifa

06 de agosto de 2013 às 17h40

O que se vê no aecinho do pó é desespero pois não é ele que vai disputar o segundo turno das eleições, mas tudo está preparado para que seu partido seja apenas um grande partido do passado!Ainda bem!

Responder

    pierre

    06 de agosto de 2013 às 21h34

    É Dilma no primeiro turno. A sonegação de impostos da globo e as maracutaias dos tucanos abortaram o segundo.

Alemao

06 de agosto de 2013 às 17h38

Retificando, Não é por falta de estatísticas confiáveis que os esquerdopatas não reconhecem as conquistas dos governos tucanos…

Responder

    Abel

    06 de agosto de 2013 às 19h49

    O problema não são as estatísticas – é a realidade, meu caro fascista.

    Ivanir

    06 de agosto de 2013 às 21h39

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Gerson Carneiro

    07 de agosto de 2013 às 06h53

    O alemão não entende nem piada. Mas deixa o próprio FHC falar, quem sabe o Alemão consiga entender alguma coisa:

    http://www.youtube.com/watch?v=t_W4kkhJndI

    Mameladov

    08 de agosto de 2013 às 13h12

    Meu caro, a infração está sobre controle.

kalifa

06 de agosto de 2013 às 17h35

Mas o fhc não vale o que segura!

Responder

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