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Antonio Lassance: “Mídia técnica” do governo é desperdício de dinheiro público com publicidade ineficiente
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Antonio Lassance: “Mídia técnica” do governo é desperdício de dinheiro público com publicidade ineficiente


18/07/2015 - 08h55

marinho

Eles embolsam a maior parte

Governo Federal financia mídia cartelizada, mais cara e menos plural

Por Antonio Lassance em 15/07/2015 na edição 859, Observatório da Imprensa

Gasta-se muito e gasta-se mal em comunicação de governo, em todos os governos. Nos estaduais e municipais costuma ser pior do que no Governo Federal. Ainda assim, é inadmissível que um governo eleito e reeleito com a pauta da democratização dos meios de comunicação e com um discurso de que faz “mídia técnica” não tenha feito, até hoje, nem uma coisa, nem outra.

A expressão “mídia técnica” supostamente significa que o gasto em publicidade tem como critério a audiência de cada mídia e seus respectivos veículos. Assim sendo, as mídias e veículos de maior audiência são mais bem pagos que outros.

A mais recente “Pesquisa brasileira de mídia” (PBM 2015), feita justamente por quem deveria segui-la à risca, com o objetivo de aferir os hábitos de consumo de mídia da população brasileira para orientar os gastos em publicidade do Governo Federal, mostra que a tal mídia técnica está mais para bordão propagandístico do que para justificativa criteriosa para o gasto com publicidade.

Desde 2010, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) realiza a PBM. A segunda edição foi publicada em 2014. A PBM 2015 já está disponível no portal da própria Secom http://www.secom.gov.br/atuacao/pesquisa/lista-de-pesquisas-quantitativas-e-qualitativas-de-contratos-atuais/pesquisa-brasileira-de-midia-pbm-2015.pdf e mostra que, de cada 100 brasileiros, 95 têm o hábito de assistir tevê; 55 ouvem rádio, 48 navegam pela internet, 21 leem jornais impressos e 13, as revistas impressas.

Se o Governo Federal realmente empregasse critérios técnicos, utilizaria sua própria pesquisa como parâmetro para remunerar a publicidade em cada mídia. Nada mais razoável, tecnicamente falando, do que gastar proporcional e parcimoniosamente de acordo com o peso exato de cada mídia nesses hábitos de consumo.

Considerando que a maioria dos brasileiros tem o hábito de “consumir” mais de uma mídia, os valores proporcionais seriam os seguintes:

Captura de Tela 2015-07-17 às 14.23.32

Em que medida, então, os gastos de publicidade da Secom e das estatais refletem os hábitos midiáticos dos brasileiros? Aí é que está: não refletem. Eis a fábula da mídia técnica desmentida (tabela inferior).

Captura de Tela 2015-07-17 às 14.23.40

Portanto, com base em dados técnicos; dados de audiência; dados de pesquisa; dados oficiais; a mídia técnica do Governo Federal, de técnica, só tem o nome. Desrespeita os dados que a própria Secom tem em mãos, pelo menos, desde 2011.

Fonte: tabela do autor com base em dados disponíveis em http://www.secom.gov.br/pdfs-da-area-de-orientacoes-gerais/midia/total-administracao-direta-todos-os-orgaos-indireta-todas-as-empresas.pdf

A televisão, que é a mídia mais cara, mais concentrada e menos plural de todas recebe mais de 70% da publicidade federal, quando não deveria receber mais do que 41%. Mídias mais regionalizadas, mais plurais, mais segmentadas recebem bem menos do que deveriam, conforme se vê pelos dados da PBM 2015.

O gráfico a seguir demonstra visualmente a distância (distorção) entre o que se paga e o que se deveria pagar por mídia se fossem obedecidos os hábitos de consumo dos brasileiros:

Captura de Tela 2015-07-17 às 14.23.46

Gasta-se em tevê muito mais do que se deveria. Gasta-se, em rádio e internet, bem menos do que ambas as mídias fariam jus. Gasta-se, com jornais e revistas, um valor próximo ao que elas de fato merecem, com base nos hábitos.

A tevê, em queda livre, passou a receber mais dinheiro, em termos absolutos e relativos, do que recebia no passado. É como essa mídia, que um dia já foi um Boeing e agora está mais para ônibus, continuasse recebendo grandes somas de dinheiro para comprar combustível de aviação, não importa que tenha baixado de patamar e de número de passageiros.

Detalhe irônico: calculando-se essa distorção de 30% que premiou todos os veículos de tevê em mais de uma década de governos de esquerda, dos 6,2 bilhões recebidos pela Rede Globo, cerca de 1,8 bi foram para o bolso dos Marinho de mão beijada. Quem sabe, pelos serviços prestados – não se sabe exatamente a quem.

Importante dizer que o gasto com outras mídias, mesmo sendo bem menor, não destoa da preferência governamental por veículos que fazem parte do cartel das grandes corporações. Rádio, internet, jornais e revistas têm gastos muito concentrados em velhos conhecidos, como O Globo, Folha, Estadão; revistas como Veja e Época; rádios como CBN, Band News e suas afiliadas.

Antes que se aplauda o fato de que o gasto com publicidade em internet esteja crescendo, é bom entender por onde. Acertou quem disse Google e Facebook. E quais são os veículos de maior concentração publicitária na internet? De novo, acertou quem disse Google e Facebook. Com o tempo, os governos irão, no máximo, trocar um cartel por outro. Assim caminha a publicidade.

Moral da história: a tal mídia técnica não passa de um eufemismo ou, melhor dizendo, uma fábula, em todos os sentidos: um desperdício de dinheiro público com uma publicidade ineficiente, contraproducente, que premia veículos tidos como grandes, mas que de fato são bem menores do que os olhos generosos da publicidade os enxergam.

Mídia técnica é um tipo de propaganda enganosa feita para encobrir a farra com dinheiro público que patrocina o conluio das agências de publicidade com os veículos de comunicação cartelizados, feita com chapéu alheio – o do governo. Está nas mãos dessas agências programar as campanhas veiculadas na mídia privada, recebendo, em troca, a chamada bonificação de volume (BV). Quanto mais se investe em um veículo, mais BV esse veículo paga para a agência camarada.

Diz-se, na instrução normativa que regula a publicidade institucional do governo, que ela “destina-se a posicionar e fortalecer as instituições, prestar contas de atos, obras, programas, serviços, metas e resultados das ações do Poder Executivo Federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade e de estimular a participação da sociedade no debate” etc, etc, etc (IN 007/2012, Art. 3º, inciso I).

A bem da verdade, o que se poderia dizer, de forma mais simples, direta e honesta, é que a publicidade governamental destina-se a favorecer as maiores corporações de mídia do país, em montantes cada vez maiores, não importa o quanto elas tenham ou não pensamento único; não importa o quanto elas falem mal ou não do Brasil; desprezem ou não as instituições e a democracia; não importa o quanto elas eduquem ou deseduquem e propaguem solidariedade ou intolerância. Não importa, sequer, o quanto elas estejam em decadência nos hábitos de consumo de informação, cultura e entretenimento dos brasileiros. Não é a propaganda que é a alma do negócio. É o negócio que é a alma da propaganda, mesmo a governamental.

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política, especialista em comunicação e políticas públicas.

Leia também:

Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial





19 comentários

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mario

21 de julho de 2015 às 12h14

Taí uma boa sugestão para contribuir com o ajuste fiscal: cortar as despesas de publicidade.

TV e rádio são concessões públicas. O governo pode convocar sempre que quiser as redes para transmitir sua mensagem.

O ideal, na minha opinião, seria fazer pequenas inserções diárias, com temas de indiscutível interesse público: campanhas de saúde, de educação, contra a violência, o uso de drogas etc…

E despesa ZERO com publicidade oficial.

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    Bonobo de Oliveira, Severino

    21 de julho de 2015 às 20h30

    Caro Mario. Eu penso que é impossível praticar essa ideia que parece muito genial. Porque, se fosse posta em prática, para cada hora de divulgação do Governo o dono do canal colocaria quatro horas de propaganda difamatória contra, o que tornaria o público hostil e resistente em relação a programação oficial veiculada. A solução seria cassar as concessões por má utilização amplamente comprovada. O que também é impossível porque os controladores corruptos do aparato midiático e o Congresso são constituídos como gêmeos siameses. Vc corta um e a dor se manifesta no outro. A única saída para escapar do sequestro do Estado praticado pelos barões é a conscientização do MAL junto à população que, nessa altura do campeonato, também é difícil porque quem tem o maior poder de formar “consciencia” (ou indigencia cognitiva) são justamente os bandidos que detêm os meios para faze-lo.

Sedicla

20 de julho de 2015 às 20h46

O Problema é que na “segunda onda” da máfia da mídia televisiva existe a máfias das agências de publicidade que alimentam esse câncer que é a ineficiência da aplicação das verbas destinadas à propaganda. Eles, a máfia das agências de publicidade, é que fazem o “meio-de-campo” da corrupção e dos “propinodutos”. É clara a aliança entre a Globo e A Traffic, a transmissão dos jogos “inseridos” na programação da TV como fazendo parte da grade.

Responder

    Bonobo de Oliveira, Severino

    20 de julho de 2015 às 23h26

    Me parece muito interessante essa forma de atuação das agencias, na intermediação das verbas da publicidade e respectivas reciprocidades associadas, mas, de difícil compreensão para a imensa maioria que não é do meio, como eu e não consegue entender essas operações. Parece-me interessante, elaborar um pouco sobre isso porque, se não estou enganado, até os supostos ministros do suposto supremo andaram levantado responsabilidades do BB nas movimentações das supostas verbas investigadas na AP 470, mas recuaram quando viram que tocavam na GLOBO.

Paulo Falcão

19 de julho de 2015 às 12h25

O Antonio Lassance pode ser doutor, mas não entende nada de mídia ou de eficiência da comunicação em cada meio. É óbvio que os governos gastam mal, mas se seguissem as diretirzes do “doutor” piorariam a qualidade dos gastos. Que tal cotejar os gastos em publicidade dos governos com o de grandes anunciantes privados e que de fato medem os resultados de seus investimentos? Se fizer isto, vai compreender a bobagem que formulou, que outro alguém publicou e outros que não entendem nada republicaram. A alta paticipação da TV Globo no investimento publicitário é um dos poucos acertos do governo federal e dos demais governos que fazem o mesmo.

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marcio ramos

19 de julho de 2015 às 08h56

Mais um texto que envergonha este governo. Enquanto a torneira do dinheiro publico esta aberta e jorrando a dinheirama nas contas do PIG aqui em João Pessoa a maioria da garotada que converso nas periferias não tem um misero computador em casa, o povo do quilombo de Paratibe nem sabe o que e internet em casa, a associação de mulheres de Porto do Capim que luta para não serem despejadas junto com o povo não conseguem arrumar o computador por que esta quebrado, amigos de boa vontade dando aula de reforço escolar para crianças em quartos minusculos, a insegurança aumentando em todo o Brasil e esta familia Marinho bilionaria recebendo sua mesada do governo sem ter feito absolutamente nada de produtivo ou construtivo para o Brasil. Que raiva!!! Que governo de esquerda e este? Isso e esquerda? Bando de canalhas impunes…

Responder

FrancoAtirador

19 de julho de 2015 às 02h40

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Isto sim é Investimento Governamental em Telecomunicações no Brasil:
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“Amazônia Conectada” vai implantar 7,8 mil Quilômetros de Cabos Ópticos
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O Maior Programa de Expansão das Comunicações na Amazônia Ocidental
foi lançado nesta quinta-feira (16), em Manaus (AM).
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O “Programa Amazônia Conectada” prevê a instalação
de cerca de 7,8 mil quilômetros de Cabos de Fibra Óptica
nos Leitos dos Rios Negro, Solimões, Madeira, Juruá e Purus,
interligando 52 Municípios e atendendo 3,8 Milhões de Pessoas da Região.
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Coordenado pelo Ministério da Defesa, o programa consiste na construção
de uma rede de cabos subfluviais ópticos utilizando-se dos leitos
dos principais rios da Bacia Amazônica.
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O objetivo é levar serviços de internet de alta velocidade,
telemedicina, telesaúde, ensino à distância, entre outros,
para populações ribeirinha e indígena,
escolas, organizações militares e órgãos públicos.
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(http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2015/07/amazonia-conectada-vai-implantar-7-8-mil-quilometros-de-cabos-opticos)
(http://www.vermelho.org.br/noticia/267570-1)
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Responder

Eme Gómez

18 de julho de 2015 às 23h44

Os verdadeiros inimigos do Povo. Bandidos, vagabundos, pilantras…

Responder

FrancoAtirador

18 de julho de 2015 às 19h12

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A SECOM-PR gastou 90% da Publicidade Federal nas Empresas da Mídia Velha.
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A Mídia Velha faz Propaganda a favor do PSDB e dos Governos Tucanos,
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e contra o PT e o Governo da Presidente da República Dilma Rousseff (PT).
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Logo, o Governo Federal está patrocinando o Principal Partido da Oposição.
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A METAMORFOSE DO PSDB
(Ref. ao post O estilo José Aníbal no Instituto Teotônio Vilela)
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Por Alexandre Tambelli, no Portal GGN
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E o Instituto chama-se Teotônio Vilela.
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Pensar na Educação e sabedoria de Teotônio Vilela, de Franco Montoro, de Almino Afonso, de Bresser Pereira, de Renato Janine Ribeiro, etc. e imaginar o PSDB hoje, alguém sabe explicar como foi possível esta metamorfose?
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Respondo: A Legenda se tornou o Partido da Velha Mídia.
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Meu tempo de estudante era o tempo que os jovens do PSDB eram a Esquerda moderada, traduzindo de forma um pouco simplória mas cabe a generalização: a social-democracia.
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Os jovens do PSDB eram os “capitalistas sociais”, se me entendem. Nós éramos a Esquerda tradicional, socialista, comunista, éramos a ruptura.
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Porém, o PSDB era defensor de princípios democráticos, participaram seus fundadores das Diretas Já. Eram pessoas com um olhar social, um olhar mais humano para com o semelhante, em busca de Justiça Social dentro do Capitalismo.
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Hoje, se bobear até Pena de Morte votam favoráveis, defenderiam até um Golpe Militar, qualquer coisa pelo encurtamento da trajetória petista no Poder Central.
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Infelizmente, a Mídia no Brasil tem uma linha de conduta que deve ser seguida à risca por quem busca a segurança de realizar seus atos e não ser ameaçada a sua reputação: fazer o que ela quer (a Mídia).
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O PSDB se tornou o Partido da Mídia, e, com ele perdeu a sua Identidade.
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O Casamento do Discurso “Pitbull” do José Anibal com o do Reinaldo Azevedo
é a constatação cabal de que PSDB e Velha Mídia formam em instâncias diferentes uma mesma “família”.
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O PSDB é o Braço Político da Mídia (o que disputa o voto em favor da Mídia,
porque a Mídia não tem voto), se torna “inculpável” quando de seus atos,
dentro de uma lógica: a de controle absoluto da informação no Brasil,
onde a Velha Mídia detém a capacidade de ameaçar a reputação
e de destruir toda carreira de quem não aceita governar, votar
e julgar a seu favor, e compartilhar de suas ideias.
.
O PSDB faz exatamente o que a Mídia Oligopólica quer e, então, livremente
circula nos meios Políticos agindo da forma que melhor lhe convier,
porque não será importunado pela Mídia, será defendido pela Mídia
e quem lhe tentar importunar, a Mídia tratará de ameaçar sua reputação
e até sua carreira nas mais diversas atribuições públicas.
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Então, um Processo contra irregularidades do PSDB não tem solução,
porque a Mídia o defenderá do modo dela, e quem julgá-lo,
mesmo que busque a Justiça para tentar dar um veredito correto,
ficará de mãos atadas, porque é a sua sobrevivência (do julgador) que está em jogo.
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Sobrevivência financeira, de reputação e até medo
de alguma ameaça contra sua família.
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O PSDB existe, apenas para fazer o que a Mídia quer. Ele faz o papel em 100% das ocasiões e está livre, leve e solto para fazer o que quiser
em relação ao Patrimônio público, contanto que não fira
o manual de desejos da velha mídia que o comanda.
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Como a Velha Mídia se tornou uma Ultradireita,
Antinacionalista e Neoliberal Extremada
e Defensora do Capitalismo Financeiro (o Mercado)
+ Conservadora nos Costumes e Anti-Petista Radical,
o PSDB veste esse Figurino.
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É a forma de sobrevivência que restou ao Partido
que aceitou com o passar dos anos ser o Porta-Voz
das ideias da Velha Mídia.
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Não sobraria quase nada da legenda se houvesse uma Lei de Médios
com uma Liberdade de Imprensa maior, um equilíbrio com outras fontes de informação
mais democráticas e, por conseguinte, mais segurança para a Justiça trabalhar
e julgar e condenar seus ilícitos.
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Enfim, ele, o PSDB, se abraçou à Mídia Oligopólica e só tem sobrevida por causa dela.
Só tem parte da opinião pública favorável por causa da Mídia.
Se tornou quase inatingível na Justiça, mas não tem identidade
e nem pode apresentar um Programa de Governo à Nação,
porque o seu Programa não renderia votos.
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(http://jornalggn.com.br/noticia/a-metamorfose-do-psdb-por-alexandre-tambelli)
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Responder

FrancoAtirador

18 de julho de 2015 às 18h33

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Amigos, amigos;
Negócios à parte.
Só Que Não!
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(http://www.idp.edu.br/institucional/corpo-docente)
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Responder

Urbano

18 de julho de 2015 às 13h35

Sustentar-se o pig no único intuito dele cometer sucessivos latrocínios contra a Nação brasileira; somente. Outra coisa que me fustiga o parco juízo é que a essas alturas do campeonato, e se montando devidamente as peças do quebra-cabeça da última Copa Mundial e das prisões acontecidas na Europa recentemente, não é nenhum absurdo se desconfiar de que aquele 7×1 pode ter sido uma treta dos bandidos da oposição ao Brasil. Também, por que o colonizado brasileiro não quer ir para os isteites, uma vez que a passagem e estada no país que a zelite brasileira tanto adora são gratuitas?

Responder

    Urbano

    18 de julho de 2015 às 13h45

    Na verdade, mais uma treta. Noutra oportunidade até chilique houve…

Francisco

18 de julho de 2015 às 13h14

Todos os partidos de direita do Brasil são oligárquicos, nenhum é liberal, iluminista.

Se houvesse UM, um único partido liberal Dilma sofreria um pedido de impeachment do qual dificilmente escaparia.

Seria o impeachment sobre mídia: nada fez nem faz para garantir a liberdade de expressão (eu só posso me expressar na internet, na concessão pública, nem eu, nem a cor da minha pele existem), nada fez nem faz para regulamentar a mídia, nada fez nem faz para impedir monopólios que colocam em risco a democracia, a economia, a liberdade de religião, de gênero e de pensamento.

O meu voto vilipendiado pela quarta vez seguida.

Trata-se da TV mais racista do mundo, fato comprovado facilmente a cada noite e em cada novela, telejornal ou programa de auditório. E Dilma, nada.

Há os racistas e censores de um lado e os medrosos e acovardados do outro: são os dois grandes grupos da política brasileira.

Responder

    Bonobo de Oliveira, Severino

    18 de julho de 2015 às 22h15

    Eu penso que, se até para a compreensão do cidadão médio está mais do que claro, como o Cristal, que a GLOBO e seus tentáculos constituem-se no maior e mais poderoso poder da república, pairando absoluto sobre todos os outros, me parece ingenuidade imaginar que alguém que tem responsabilidade de governar o país delegada nas urnas, tenha a liberdade de pensar, ou mesmo sonhar, em optar pelo enfrentamento desse extraordinariamente poderoso stablishment, organizado por trás dos meios de comunicação. E, não precisamos ir muito longe para entender isso, porque mesmo evitando de toda forma e meios possíveis o confronto e até patrocinando o monstro, o Governo está sendo atacado e destruído assim mesmo. Deve-se entender que a GLOBO e seus asseclas são instrumentos e não fonte do poder que atua por trás do extraordinário conjunto de forças mobilizado nesse momento, mais intensamente a partir de 2012/2103, contra o país.

Julio Silveira

18 de julho de 2015 às 12h02

A questão é que alem da incompetência na forma, tem a incompetência na analise dos instrumentos. Por que sendo governo tem direitos constitucionais de expor a cidadania suas ações de forma obrigátoria, já que os transmissores são concessionários, apesar deles esconderem este fato. Outra mostra da incompetencia (para não chamar burrice) e pagar ao veiculo concessionário, por publicidade institucional para que eles em sua programação privada desconstrua tudo, fazendo oposição. Os gastadores publicos deveriam prestar atenção na forma como estes agender são parcimoniosos, cautelosos, ao exporem seus patrocinadores quando estes são privados. Acredito que essa falta de ética se deva a cultura de casa da mãe Joana que se firmou na cidadania. principalmente pelos formadores de opinião do andar de cima. Deve ser a proximidade que gerou a propriedade que por sua vez conduziu a promiscuidade.

Responder

caio

18 de julho de 2015 às 10h45

em um país de miseráveis, onde uma família que detém uma fortuna de 27 bilhões de dólares…. não merece uma investigação mais aprofundada de como levantaram tanta grana e ainda fazem golpe para derrubar governo?

Responder

    Vinicius

    18 de julho de 2015 às 12h16

    Óbvio que sim.

    E passou da hora disso,até.


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