VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Propineiros nas chapas de Aécio, Alckmin e Serra são “esquecidos”


09/09/2014 - 15h07

propinoduto

por Antonio de Souza, especial para o Viomundo

Pelo menos desde 2006, sistematicamente, a mídia e grupos de direita têm lembrado aos eleitores que havia na chapa do PT os chamados “mensaleiros”, denominação equivocada, visto que não se provou pagamentos mensais e sequer a Justiça anulou a votação da Previdência, uma das que teriam sido influenciadas pelo suposto “mensalão”.

O “mensalão” já foi julgado, mas serviu como instrumento da direita para caracterizar o PT ligado à corrupção e, com isto, se esqueceu dos maiores escândalos do Brasil: o caso Banestado e a privataria tucana. Agora, com as novas denúncias da Petrobrás, a mídia dá a impressão que a simples citação já é prova suficiente para a pessoa ser condenada, tanto que exige providências sem saber se existem provas reais e concretas.

A ética seletiva da direita e da turma do ódio acaba se esquecendo, propositalmente, do “mensalão tucano mineiro” e dos pagamentos para o então candidato Aécio Neves.

Agora, enquanto a Siemens entrega provas do propinoduto tucano para o Ministério Público Paulista, sobre o escândalo do Metrô, CPTM e setor elétrico, encontramos uma situação muito interessante, para não dizermos cínica: a turma da propina vai disputar a eleição e a mídia se cala frente a esta participação.

Rodrigo Garcia (DEM) é candidato a deputado federal na chapa de Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo. O DEM é o mesmo partido citado em outro mensalão, o de Brasília, do governo Arruda. E o pior: é o partido de um dos coordenadores da campanha de Aécio, o senador Agripino Maia.

Outro citado no caso é José Aníbal, que agora é candidato a suplente do ex-governador  José Serra na disputa por uma vaga no Senado.

Agravante: segundo o plano tucano, se Aécio for eleito e Serra  se tornar ministro, o propineiro Aníbal vai ser senador.

Isso sem falar que o candidato Serra vai ter de depor, em 7 de outubro, na Polícia Federal para explicar a sua participação no propinoduto.

Agora o governador Alckmin, que diz que nada sabia disto tudo, afirma que a Petrobrás foi assaltada, mas  se esquece de dizer que  o metrô também foi. E o pior: nada faz para acabar com o esquema no metrô e ainda é conivente em que esses candidatos que disputam a eleição na sua chapa.

Além do mais, o candidato a vice-presidente da chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes, é citado pelos executivos da Siemens como um dos envolvidos neste esquema.

O coordenador da Casa Civil de Alckmin, Edson Aparecido, é tricampeão em citações: casos Castelo de Areia, Demop e agora o propinoduto tucano (Alston /Siemens) (aqui e aqui).

Isso sem falar de Andrea Matarazzo, investigado  pela citação de propina ao partido no setor elétrico (aqui e  aqui) e que agora responde como coordenador da campanha de Aécio na capital paulista.

Desta forma, é cínico o discurso tucano em defesa da ética e contra a corrupção, visto que esta turma fala uma coisa, mas faz outra.

Ante todas as acusações contra petistas como André Vargas e Luiz Moura, o PT fez a limpeza e mandou estes senhores para fora, mesmo antes de serem condenados. Agora se esperava o mesmo gesto dos tucanos e do DEM, mas, ao contrário, se deu legenda e os trata como se nada houvesse ocorrido. Lembrem-se de todos esses fatos na hora de votar.

Por último, este texto visa lembrar a todos estes fatos e fazer com que as pessoas se lembrem disso na hora de votar.

A propósito. O programa de rádio de Alckmin afirma que o governo   Luiz Antônio Fleury Filho foi um desastre  e quebrou são Paulo. O governador “esquece” que senador Aloysio Nunes era o  vice de Fleury e foi aeu secretário de Transportes Metropolitanos. Muitos dos citados no propinoduto já trabalhavam nesta gestão como Zaniboni, entre outros.

Assim, o desespero de Alckmin com a possibilidade cada vez mais concreta de segundo turno  faz com  que ele dar esses tiros no pé.

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32 comentários

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Antonio

12 de setembro de 2014 às 17h43

E Furnas entrou para o esquecimento.

Responder

Yacov

10 de setembro de 2014 às 21h59

PROVOCAÇÕES – É interessante perceber como as pessoas, eu inclusive, sem perceber, nos travestimos de PALADINOS DA MORAL, apontando o nosso dedo em riste à corrupção alheia, e igualando a corrupção de uns e de outros como se tivessem o mesmo peso…

Como se a corrupção não fizesse parte do nosso próprio dia-a-dia, quando damos uma caixinha ao guarda, quando ‘compramos’ a habilitação do filho ‘barbeiro’, ou coisa parecida, quando pedimos que digam que não estamos ao telefone, quando dizemos ao chefe que ‘o filho passou mal’, etc.

Ou seja, como tudo na vida, há corrupção e ‘corrupção’. Ou não !?

“O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
“O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Francisco

10 de setembro de 2014 às 21h40

Se o governo Dilma investigasse 10% das denuncias contra a oposição, a sua situação seria outra agora. Digo investigar dentro da Lei, tudo correto.

A oposição sabe que pode fazer o que quer pois para eles me, há policia, nem imprensa e nem justiça.

A P-36 está no fundo do mar esperando ser investigada desde Lula…

Responder

FrancoAtirador

10 de setembro de 2014 às 19h23

.
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APARECE MAIS DINHEIRO
NO COFRINHO DA MARINÉCA!

E Marina Volta Atrás…

Sob ameaça de investigação,
Marina corrige patrimônio declarado.

A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) enviou à Justiça Eleitoral retificação de seu patrimônio declarado,
acrescentando um saldo de R$ 45,6 mil em aplicações bancárias.

O valor informado –aplicado em poupança e em renda fixa no HSBC– representa um terço do que Marina havia informado como a totalidade de seus bens, no início de julho.
Com a retificação, o patrimônio declarado sobe de R$ 135 mil para R$ 181 mil.

A correção foi pedida à Justiça na última quinta-feira (4), o mesmo dia em que veio à tona a informação de que a campanha de Dilma Rousseff (PT) iria pedir ao Ministério Público investigação
sobre eventual omissão de Marina em relação aos seus ganhos com palestras.

No dia 31 de agosto, quatro dias antes do pedido de retificação de seus bens declarados,
a Folha revelou que empresa aberta pela ex-ministra do Meio Ambiente
obteve faturamento bruto com palestras de R$ 1,6 milhão
entre março de 2011 e maio de 2014.

O lucro obtido foi de R$ 1 milhão,
dinheiro que, segundo sua assessoria,
foi usado “exclusivamente
para a sua sobrevivência
e de sua família”.

O advogado da campanha de Marina, Ricardo Penteado,
afirmou que “houve um esquecimento
na declaração inicial feita à Justiça Eleitoral”

(http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br)
(http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/09/sob-ameaca-de-investigacao-marina.html)
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Responder

    FrancoAtirador

    10 de setembro de 2014 às 19h25

    .
    .
    Bateu o Mal de Alzheimer

    na Oposição ao BraSil:

    Tá Todo Mundo Esquecido…
    .
    .

Gilson

10 de setembro de 2014 às 17h00

A Mídia bandida faz parte da quadrilha,de tal forma não vão contrariar seus interesses.Infelizmente estão conseguindo rotular o PT como sendo um Partido corrupto.Dilma 2014.

Responder

FrancoAtirador

10 de setembro de 2014 às 15h59

.
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E ‘esquecem’ da Propina do Governo do PSDB de São Paulo

aos Grupos Globo, Abril, Folha e Estadão (G.A.F.E.*)
.
.
Diário Oficial do Estado de São Paulo
Página 41 • Executivo – Caderno 1 • 06/05/2014 • DOSP
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
[…]
Extrato de Contrato
[…]
Contrato: 15/00201/14/04

– Empresa: Abril Comunicações S/A

– Objeto: Aquisição pela FDE de 4.263 assinaturas da Revista “VEJA”,
destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo

– Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 440 dias

– Valor: R$ 1.208.134,20

– Data de Assinatura: 30/04/2014.

(http://www.jusbrasil.com.br/diarios/69847178/dosp-executivo-caderno-1-06-05-2014-pg-41)
(http://migre.me/jzL6M)
.
.
Diário Oficial do Estado de São Paulo
Página 25 • Executivo – Caderno 1 • 09/05/2014 • DOSP
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
Extrato de Contrato
[…]
Contrato: 15/00202/14/04

– Empresa: Editora Globo S/A.

– Objeto: Aquisição pela FDE de 4.263 (quatro mil, duzentos e sessenta e três) assinaturas da Revista ÉPOCA

– 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo

– Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 440 dias

– Valor: R$ 1.208.134,20

– Data de Assinatura: 08/05/2014.

(http://www.jusbrasil.com.br/diarios/70056688/dosp-executivo-caderno-1-09-05-2014-pg-25?ref=home)
(http://migre.me/jzLtm)
.
.
Diário Oficial do Estado de São Paulo
Página 31 • Executivo – Caderno 1 • 14/05/2014 • DOSP
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
[…]
Extrato de Contrato
[…]
Contrato: 15/00200/14/04

– Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.

– Objeto: Aquisição de 4.263 assinaturas do jornal “FOLHA DE SÃO PAULO”,
destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
– Prazo: 443 dias

– Valor: R$ 2.551.831,80

– Data de Assinatura: 05/05/2014.

(http://www.jusbrasil.com.br/diarios/70256193/dosp-executivo-caderno-1-14-05-2014-pg-31)
(http://migre.me/jzKJ8)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    10 de setembro de 2014 às 16h04

    .
    .
    COMETA G.A.F.E.* DESCUMPRE LEGISLAÇÃO ELEITORAL

    “Deverá constar do anúncio,
    de forma visível,
    o valor pago pela inserção”
    da propaganda eleitoral.
    .
    .
    LEI Nº 9.504/1997

    Art. 43. São permitidas, até a antevéspera das eleições,
    a divulgação paga, na imprensa escrita,
    e a reprodução na internet do jornal impresso,

    de até 10 (dez) anúncios de propaganda eleitoral, por veículo,
    em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição,
    de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão
    e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.

    § 1º Deverá constar do anúncio,
    de forma visível,
    o valor pago pela inserção.

    § 2º A inobservância do disposto neste artigo sujeita os responsáveis pelos veículos de divulgação e os partidos, coligações ou candidatos beneficiados a multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais) ou equivalente ao da divulgação da propaganda paga, se este for maior.

    (http://migre.me/kPKhT)
    .
    .

Urbano

10 de setembro de 2014 às 13h18

Questão de participação e companheirismo; não se sabe de quem, mas há de cacho, há…

Responder

    Urbano

    10 de setembro de 2014 às 13h20

    … mas que há de cacho, há.

    Urbano

    11 de setembro de 2014 às 18h42

    Meu filho venha cá! Se fulano ligar, diga que eu não estou; depois lhe darei vinte reais.

Gabriela

10 de setembro de 2014 às 09h41

A partir deste texto, posso deduzir que nenhum partido se salva. Nem PT, PSDB, PSB… Muito triste constatar essa banalidade de corrupção na política.

Responder

    Geny Pierina

    11 de setembro de 2014 às 01h14

    Gabriela, a diferença entre os corruptos do PT e dos outros partidos é que os do PT são julgados, condenados, enquanto os corruptos dos partidos de oposição (PSDB, DEM, etc) estão por aí, livre, leves e soltos….

Mardones

10 de setembro de 2014 às 09h37

Essa seletividade da mídia deve ser exposta pelos candidatos a presidência durante os debates. Não entendo o motivo pelo qual os postulantes ao mair cargo da nação não façam uma denúncia da seletividade da mídia quando da acusação de corrupção na política.

Já se foram dois debates na tv aberta – concessão pública – e os candidatos deixaram passar esse golpe contra a população. Claro que não se espera que esse gesto venha do candidato Aécio, maior beneficiado por essa seletividade, e nem por aqueles que surfam na onda do PT maior partido corrupto da história.

No entanto, já passou a hora de PSol, PSTU, PV e PT mostrarem no horário eleitoral e nos debates que a mídia não se interessa pelo debate de ideias e sim pela manipulação da realidade política brasileira.

Há uma falsa aparência de poder da mídia e a falta de confronto com base em fatos, como a seletividade nas acusações sem provas contra políticos ligados aos partidos da base governista, fortalece ainda mais essa impressão.

Infelizmente, essa é mais uma constatação que a ‘nova política’ da fada Marina não passa de uma mentira sem vergonha. Caso contrário, a candidata iria defender a regulamentação dos meios de comunicação como está na Constituição. E se quisesse ser uma novidade proporia as reformas estruturais que foram golpeadas em 1964 com quase total apoio da mídia de então.

Responder

bill

10 de setembro de 2014 às 09h35

“Assim, o desespero de Alckmin com a possibilidade cada vez mais concreta de segundo turno faz com que ele dar esses tiros no pé.”

Se realmente der 2º turno em SP, o problema do desabastecimento se agravará até lá, e poderá ser, finalmente, motivo de discussão política séria, dificultando bastante as coisas para a reeleição do tucano.

Responder

Almir

10 de setembro de 2014 às 07h26

Dilma mostra que não se combate a corrupção com frases de efeito, mas com ações concretas. Guia Eleitoral da 09/09/2014 – http://www.youtube.com/watch?v=YEk6f9RpnOM

Responder

    Léo

    10 de setembro de 2014 às 14h53

    Esse programa foi um duro golpe para quem estava dizendo que a corrupção corre solta pelo governo federal. Dilma não só mostrou que está combatendo a corrupção, como também, da autonomia jurídica aos órgãos de repressão ao crime organizado (corrupção, lavagem de dinheiro…). Falta agora dizer porque um presidente não governa só e mostrar como funciona a hierarquia do poder em regimes democráticos.

FrancoAtirador

10 de setembro de 2014 às 03h11

.
.
E A VEJA/ABRIL/NASPERS/FOX ‘SE ESQUECE’ DE PUBLICAR
ATÉ O QUE O ESTADÃO E A FOLHA DE S.PAULO PUBLICAM:

21 Novembro 2013 | 02h 02
O ESTADO DE S.PAULO

Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM
e cita propina a deputados (http://imgur.com/7zK1K8Z)

Segundo executivo que participou de acordo de leniência com o Cade, Lobista de esquema de setor metroferroviário disse a ele
que Edson Aparecido (PSDB), hoje homem forte do governo Alckmin (PSDB),
e Arnaldo Jardim (PPS) eram beneficiários de comissões; eles negam
Por Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo
Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade),

o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de
“documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção
no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas [PSDB],
(Geraldo) Alckmin [PSDB] e (José) Serra [PSDB],
e que tinha como objetivo principal o abastecimento
do caixa 2 do PSDB e do DEM”.

O ex-diretor da empresa alemã diz também que o hoje secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB),
deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB),
foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira
como recebedor de propina das multinacionais
suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo
entre os anos de 1998 e 2008.

O ex-executivo, que é um dos seis lenientes que assinaram no mês seguinte
um acordo com o Cade em que a empresa alemã revela as ações do cartel de trens,
também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), aliado dos tucanos, como outro beneficiário.

Trata-se do primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos.

Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As acusações do ex-diretor foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel em São Paulo e no Distrito Federal.

No texto, Rheinheimer escreve que o cartel “é um esquema de corrupção
de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais
do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar
e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.

Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens
como “envolvidos com a Procint”.

A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira,
segundo o Ministério Público e a Polícia Federal,
é suspeita de intermediar propina a agentes públicos.

O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP),
e aos secretários estaduais José Aníbal [PSDB-SP] (Energia),
Jurandir Fernandes [PSDB-SP] (Transportes Metropolitanos)
e Rodrigo Garcia [DEM-SP] (Desenvolvimento Econômico).

Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens,
onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007.

Ele e outro leniente prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada – em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial, decidiram contar o que sabem do cartel.
Esses depoimentos estão sob sigilo.

Sobre Aparecido e Jardim, Rheinheimer sustenta em seu texto
que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint,
Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga
pelas empresas de sistemas
(Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran)
à Procint”.

De Aloysio, Jurandir e Garcia, diz ter tido “a oportunidade de presenciar
o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint,
Arthur Teixeira, com estes políticos”.

Sobre Aníbal, anotou:
“Tratava diretamente com seu assessor,
vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”
[também do PSDB-SP].

Ele ainda apontou o vice-governador do Distrito Federal,
Tadeu Filippelli (PMDB),
e o ex-governador do DF José Roberto Arruda [Ex-PSDB e ex-DEM]
como “políticos envolvidos com a MGE Transportes (Caterpillar)”.

A MGE é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal
como a outra rota da propina, via subcontratações –
a empresa era fornecedora da Siemens e de outras companhias do cartel.
Rheinheimer diz ser o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel dos trens, enviada em 2008 ao ombudsman da Siemens.

Ele relata ter feito as denúncias para se “defender de rumores sobre seu envolvimento neste escândalo”. O executivo assevera que, apesar de suas denúncias, a Siemens optou por “abafar o caso”.

No texto, ele se diz disposto a contar o que sabe,
mas sugere receber em contrapartida sua nomeação
para um alto cargo na mineradora Vale.

Rheinheimer afirma que queria induzir a Siemens a fazer
uma autodenúncia ao Cade para facilitar a obtenção
de autorização judicial para execução dos mandados
de busca e apreensão nas outras empresas.

Segundo ele, isso resolveria “o maior problema
do Ministério Público de São Paulo, que é o acesso às provas
para poder levar adiante suas investigações sobre corrupção ativa”.

“Além de envolver muitos projetos e dezenas de pessoas,
o esquema de corrupção se estende por um longo período”,
escreveu.

(http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,ex-diretor-da-siemens-aponta-caixa-2-de-psdb-e-dem-e-cita-propina-a-deputados-imp-,1098882)

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07/02/2014 03h33
Folha de S.Paulo

Propina do cartel pode chegar a R$ 197 milhões

Flávio Ferreira
Mario Cesar Carvalho
De SÃO PAULO

A propina paga pelo cartel de empresas
acusado de fraudar licitações do Metrô e da CPTM
pode chegar a R$ 197 milhões,
segundo depoimento sigiloso da testemunha-chave da investigação,
o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer.

A Folha obteve a íntegra do depoimento
que o executivo deu à Polícia Federal,
em que ele aponta três secretários
do governo Geraldo Alckmin (PSDB)
como destinatários de propina
e detalha percentuais pagos pelo cartel.

Segundo ele, a Siemens e seus parceiros
pagaram 9% para fornecer trens
à linha 5 do Metrô em 2000,
um contrato de R$ 1,57 bilhão,
em valores atualizados.

Se o percentual estiver correto,
a propina paga só nesse caso
teria alcançado R$ 141 milhões.

O executivo disse à PF que informou esses percentuais na época
ao então deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM),
presidente da Comissão de Transportes
da Assembleia Legislativa do Estado,
e concluiu que ele, “por lógica,
também recebia valores oriundos da propina paga”.

Garcia (DEM), hoje secretário estadual
do Desenvolvimento Econômico em São Paulo,
nega ter mantido a conversa narrada por Rheinheimer.

O executivo depôs no ano passado após um acordo
com o Ministério Público Federal, em que se comprometeu
a colaborar com as investigações e revelar o que sabe
sobre a prática de corrupção por fornecedores do Metrô e da CPTM.

Em troca, ele poderá sair do processo sem punição.

O caso foi encaminhado no ano passado ao STF
por causa das acusações a Garcia (DEM)
e outros dois auxiliares de Alckmin (PSDB),
o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido (PSDB),
e o secretário de Energia, José Aníbal (PSDB).

Eles são deputados federais
e por isso só podem ser investigados
com autorização do STF.

Segundo o executivo da Siemens, o encontro com Garcia foi agendado pelo consultor Arthur Teixeira, suspeito de intermediar o pagamento de propina das empresas para políticos do PSDB e funcionários do Metrô e da CPTM.

O delator disse à PF que procurou Teixeira porque um assessor da CPTM, Ricardo Ota, lhe avisou que o consultor repassava aos políticos só 5% do valor da propina e ficava com o resto do dinheiro.

O executivo disse à polícia que pediu a Teixeira para falar “com o político, o cara que resolvia, o ponto de contato, porque queria conhecer o cliente final”. Teixeira então marcou o encontro com Garcia, segundo o depoimento.

Rheinheimer afirmou à PF que contou a Garcia que o suborno seria de 5% sobre o valor de um contrato de manutenção de trens da CPTM, de 8% no caso de um programa de manutenção da CPTM e de 7% nos contratos para a extensão da linha 2 do Metrô.

O ex-diretor da Siemens diz que, com a eleição de Garcia para a presidência da Assembleia, em 2005, o presidente da CPTM, Mário Bandeira, avisou que “deveria passar a tratar com José Aníbal, deputado estadual que ficou responsável pelos contatos políticos e com os pagamentos de propinas pela empresa”.
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(https://www.viomundo.com.br/denuncias/cptm-e-conivente-com.html)
(http://limpinhoecheiroso.com/2014/08/21/trensalao-tucano-jose-serra-e-intimado-a-depor-sobre-cartel-de-trens-em-sao-paulo)
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Responder

pimenta

10 de setembro de 2014 às 01h57

fugindo do tema:
O vitorioso plebiscito da Constituinte
Editorial do jornal Brasil de Fato:

As urnas estão sendo apuradas e ainda não é possível saber o total de votos obtidos. De qualquer forma, os percentuais já apurados permitem afirmar a estrondosa vitória dos que defendem a constituinte exclusiva. E, uma informação é certa, a mobilização surpreendeu até os mais otimistas.

O Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político produziu uma unidade entre as forças sociais e populares que não se via desde a campanha contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), comprovando a força desta proposta no atual momento histórico.

Foram mais de 100 mil militantes e ativistas voluntários em todo o país, a imensa maioria de jovens, dedicando-se de forma incansável em instalar urnas em toda parte. O primeiro Plebiscito Popular da era das redes sociais produziu uma infinidade de imagens, gerando a bem-humorada modalidade que foi apelidada de #PlebiSelfie, envolvendo artistas, intelectuais, lideranças populares numa campanha onde todos puderam acompanhar o ânimo e o esforço militante nos mais distantes pontos.

Mais uma vez, a força das redes sociais driblou a proposital omissão da grande mídia. A grande mídia limitou-se a coberturas locais e artigos críticos, desqualificando a campanha e os participantes. Nada impediu que a mobilização ganhasse a proporção que tomou.

O elemento mais original deste plebiscito popular, quando comparado às experiências anteriores, foi a participação dos trabalhadores. Uma enorme quantidade de urnas em fábricas e empresas marcaram o envolvimento do movimento sindical. Centenas de escolas e universidades realizaram debates e o tema da Constituinte ganhou força na juventude.

Hoje, não resta dúvida de que, se novas circunstâncias possibilitarem novamente grandes mobilizações da juventude, a bandeira da “Constituinte Já” ganhará as ruas. Não só porque a unidade consagrada entre os principais movimentos sociais irá assegurar sua presença, como pelo resultado do formidável trabalho pedagógico construído no Plebiscito Popular.

A primeira batalha foi vitoriosa. Porém, a conquista de uma Constituinte não será tarefa fácil. Será necessário conquistar um plebiscito oficial, com valor legal, com a mesma pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?” E o Congresso Nacional detém a prerrogativa de convocar um Plebiscito Legal.

Sabemos que sem muita pressão social, uma vitória que incomoda tanto os interesses da classe dominante é impossível. Recordemos que mesmo a campanha das “Diretas Já”, nossa maior mobilização social, que mais acumulou forças para a luta popular não conseguiu aprovar a Emenda Dante de Oliveira que restabelecia eleições presidenciais diretas.

Isso somente será possível se os mais de 1.800 comitês populares que se conformaram ao longo da preparação do Plebiscito Popular forem capazes de se manter atuantes, conservando a preciosa unidade entre as diversas forças políticas e novos ativistas que trabalharam juntos nos últimos meses.

Estamos assistindo a uma ofensiva política conservadora, que aposta todas as fichas em derrotar as conquistas obtidas nas últimas décadas. Assistimos a isso no formato diretamente golpista em Honduras e no Paraguai, nas últimas eleições em que se construíram candidaturas muito bem patrocinadas nos vários países do continente e nos intensos ataques contra o governo Maduro na Venezuela. Seria muita ingenuidade imaginar que não aproveitariam a conjunção de uma quadro recessivo com as eleições brasileiras.

Com o atual sistema político em que o Parlamento é hegemonizado por grandes grupos econômicos, nenhum avanço social será possível. Não basta uma mera reforma eleitoral, mudar o sistema político é mudar suas bases constitucionais. Daí por que a proposta de uma Constituinte incomoda tanto os conservadores.

O maior resultado deste plebiscito popular não será medido em números. É ter conquistado corações e mentes da juventude. Esta é a garantia de que a bandeira da “Constituinte já” seguirá ganhando força. E todos os que trabalharam incansavelmente nesta campanha levarão pro resto da vida o orgulho de terem deflagrado o movimento que mudará o curso de nossa história.

Responder

Léo

10 de setembro de 2014 às 01h13

A economia no mundo inteiro ainda encontra dificuldades em seguir em frente. No Brasil e no mundo existe uma incerteza pela desconfiança de investidores durante a corrida eleitoral (não estou defendendo que a economia está uma maravilha), mas como disse antes, estamos em período eleitoral. Isso é muito comum no mundo inteiro.

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El Cid

09 de setembro de 2014 às 21h24

É assim que o PSDB de MG quer ganhar as eleições? Se o “modus operandi” é assim nas Gerais, quem dirá em todo o Brasil…

“Como funciona a rede suja do PSDB na Internet”

https://pt.slideshare.net/secret/h8VPxJ5pf6gzey

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Francisco

09 de setembro de 2014 às 21h22

O PT é vacilão: se não investigou a P-36, Cachoeira, Furnas, emenda da reeleição, etc, NA HORA, meu querido: já era!!!

Essa arqueologia do nada virou uma doença do PT.

Dilma criou um Brasil todo novo, no dia da inauguração não tinha mídia…

“Deixa que no horário eleitoral a gente tira a diferença…”: NÃO TIRA!!!

Consolidou uma imagem de “petralha” e outras bobagens e agora é tarde.

Quantas décadas de bons serviços o PT vai gastar para mudar essa “verdade”?

Vacilão…

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    amilcar

    10 de setembro de 2014 às 09h22

    A passividade do PT é surreal. Ficou estereotipado no partido aquele slogan do “Lulinha paz e amor”. É o único partido que segue à risca o tal “republicanismo”, que traz o inimigo para dentro do governo. Enquanto isso, só tem petista preso. Vai entender…

João Batista do Amaral

09 de setembro de 2014 às 20h03

Devemos lembrar também do nome de Ricardo Sérgio , ex tesoureiro das campanhas de Serra e de FHC , que conforme denuncia mencionada na capa de uma edição da revista Veja de 1999 recebeu proprina na época da privatização da Vale e quebrou o Banespa simulando empréstimos para empresas em estado falimentar como a Calfat e que quando presidente do BB perdou dívida milionária do primo de Serra e aprovou empréstimo milionário para a então falimentar Encol,conforme está mencionado no livro da Privataria Tucana.

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Carlos

09 de setembro de 2014 às 18h23

Faz tempo que sabemos que é assim mesmo: “O que é ruim para os outros, a gente mostra; o que for ruim pra gente, a gente esconde”. Então não adianta ficar diariamente martelando isto. O que é preciso fazer é mostrar para a população. Campanha eleitoral é sempre boa oportunidade, mas parece que os marqueteiros estão mais interessados em produções bonitas e com pouca política… Eu já cansei de perder meu tempo e meu humor. Não há mais nada a acrescentar, o Partido da Imprensa & Mídia faz o jogo sujo dele, cabe ao outro lado desmascara-lo. Se eles não derem sustentação ao nosso discurso, à nossa tentativa de mostrar a incoerência e cara de pau, fica difícil.

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Hélio Pereira

09 de setembro de 2014 às 18h10

Faltou citar que Renan Calheiros foi Ministro da Justiça de FHC,que Romero Jucá foi Lider de FHC no Senado e que ele declarou apoio a Aécio Neves,que Sérgio Cabral esta apoiando Aécio,que Roseana e José Sarney apoiaram FHC nos dois mandatos e tiveram apoio do PSDB pra se elegerem,que Henrique Alves é Presidente da Câmara e candidato a Governador do RN com apoio do PPS-DEM e PSDB e que esta apoiando Aécio Neves.
Faltou citar também que Fernando Bezerra é do PSB,estava apoiando Eduardo Campos e agora esta apoiando Marina Silva.
Já Marina Silva se uniu aos Banqueiros,aos Latifundiários,aos Usineiros e agora se uniu ao irmão do assassino de Chico Mendes,tudo em nome da “Nova Politica”.

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    Mário SF Alves

    09 de setembro de 2014 às 20h00

    Nova política do reino das hereditariedades. Não bastava o latifúndios agrários e midiáticos, agora vem aí bancário.

    É o Brasil dos latifúndios hereditários batendo à porta.

FrancoAtirador

09 de setembro de 2014 às 17h30

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O Voto Datena

A Maioria dos Paulistanos

Escolhe a Dupla Geraldina

Pensando em Enéas/Barbosa.
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Responder

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2014 às 17h33

    .
    .
    E em verdade estão elegendo

    a perpetuação da corrupção

    e da safadeza em São Paulo.
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Fabio Silva

09 de setembro de 2014 às 16h41

E ainda forçam umas associações inacreditáveis, tanto no mau caratismo quanto na cara de pau.

Agora apareceu num programinha de fofoca da tarde o repique de um blog obscuro a “informação” sobre a venda de um apartamento de um “amigo de Sérgio Cabral”, no valor de 24 milhões de reais, a Patrícia Poeta, sim, a da Globo. O cara que teria vendido o ap teria dito que “ganhou” esse mesmo ap de outro amigo. Aí explica o tal blog: a apresentadora é casada com um “grande diretor” da Globo que é “amigo pessoal de Lula”!

Cara, esse povo não está para brincadeira. Quem faz isso pode fazer qualquer coisa. Que Lula cuide da sua segurança!

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