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Altamiro Borges: Um advogado para os “cafajestes” na Rússia
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Altamiro Borges: Um advogado para os “cafajestes” na Rússia


24/06/2018 - 11h33

Gabriel Cardoso/SBT

Boris Casoy e os ‘cafajestes’ na Rússia

Por Altamiro Borges, em seu blog

A repugnante ação de machistas brasileiros na Rússia, que viralizou na internet a partir de um vídeo postado pelos próprios babacas, segue gerando repulsa.

Já se fala, inclusive, na abertura de processo contra os misóginos culpados por uma das piores cenas desta Copa do Mundo.

Mas há quem tenha tomado as dores dos “coxinhas” nativos – e não apenas nas redes sociais.

Nesta quarta-feira (20), o apresentador da “RedeTV! News”, o fascistoide Boris Casoy reclamou da onda de protestos.

“Nada justifica o linchamento”, reclamou o âncora que ficou famoso por humilhar trabalhadores da limpeza pública quando ainda era serviçal da TV Bandeirantes.

“O que esses turistas fizeram é reprovável, mas tudo isso não passa de uma não inédita molecagem, uma cafajestagem de péssimo gosto. Nada comparável a um crime. Portanto, nada justifica o linchamento desses moleques e que está circulando pelo Brasil inteiro como tivessem cometido o pior crime do mundo. São apenas moleques e cafajestes”, avaliou o jornalista, que fez o papel de advogado dos “cafajestes”.

Talvez a justificativa de Boris Casoy até sirva como peça de defesa dos machistas, que estão bem enrolados.

Diogo Valença Jatobá, o advogado que já foi secretário de Turismo da cidade de Ipojuca, pode até ser penalizado pela OAB de Pernambuco. Já o policial Eduardo Nunes foi afastado provisoriamente das funções pela PM de Santa Catarina.

Outro machista identificado assediando a mulher russa, o empresário piauiense Luciano Gil Mendes de Coelho, inclusive já tem ficha suja.

Segundo notinha da Folha, “em 2015, ele foi preso em operação da Polícia Federal que investigava desvios de recursos públicos e fraudes em licitações na prefeitura de Araripina (PE).

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) divulgaram nota de repúdio pela atitude do profissional”.

Boris Casoy, o apresentador que detesta garis, mas ama os ricaços, até poderia ser acionado pelos advogados de defesa dos misóginos.

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5 comentários

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Alfredo Molim

25 de junho de 2018 às 16h38

Boris, além de misógino, é um agente do fascismo paulistano histórico. CCC, TFP, e os Mackenzistas, são algumas Facções do Fascismo, do qual ele foi militante, e onde se concentra a maior classe média do país. A classe que vai às ruas bater panelas vestida de verde amarelo, em favor de corruptos e ditadores e de golpes de estado, assim como foram todos os golpes que aqui tiveram depois da República proclamada, que no fundo, é a Casa Grande em comando, da qual se referiu, o escritor Gilberto Freyre.
Só teve espaços nas redações de jornais importantes quando as suas editorias eram comandadas por jornalistas democráticos, que aceitavam até mesmo, figuras como a dele, para dar a devida importância da multiplicidade de opiniões, que se exige por ética, ao menos, nas grandes redações, que hoje isso não acontece, mas, figurou melhor em veículos, onde suas redações são mais alinhadas ao fascismo, como é hoje o estadão, folha, veja, Isto é, e outros e que já tiveram suas fases democratas, por incrível que possa parecer.
Além de ser Judeu, pois, são as famílias judaicas, os detentores do monopólio de comunicação, aqui no Brasil.

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Marcio Flavio S Menezes

25 de junho de 2018 às 12h36

Não é da Rússia. Mas NA Rússia.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    25 de junho de 2018 às 20h35

    Obrigado!

Edgar Rocha

25 de junho de 2018 às 12h00

Um jornalista se prestar ao vexame de reduzir as atitudes dos babacas coxinhas na Rússia pode ser considerado ato de má fé. Sobretudo se for uma raposa velha, supostamente capaz de analisar as coisas com maior profundidade.
Eu até acharia pertinente se criticar a superficialidade com que está sendo tratada a situação. Os idiotas que cometeram os atos de machismo são tão notoriamente insignificantes que sua atitude não poderia ser considerada de outra forma senão um claro sincericídio. Se partirmos desta premissa, poderemos ver as coisas com um pouco mais de profundidade. Machista por machista, deveríamos considerar que não somos os únicos. A vergonha coletiva também tem atingido a imagem de outros países, sobretudo os latino-americanos. Além do que, sincericídios desta natureza já foram cometidos em contextos bem mais intensos, como no caso russo – machista e homofóbico – em que a postura chega a ser endossada com tolerância institucional. E podemos imaginar também na quantidade de muçulmanos torcendo o nariz para as mulheres iranianas nos estádios da Copa.
Não estou minimizando ou diluindo a postura dos brasileiros como pode parecer. Ao contrário. Não só o machismo brasileiro é digno de reprovação, denúncia e avaliação, mas a total falta de espírito público e de coletividade deveria ser alvo de análise. A burrice destes caras denuncia a incapacidade ou falta de necessidade de se conter diante dos outros e da esfera pública naquilo que todos sabem ser reprovável e ridículo. O brasileiro mediano já não tem mais esta preocupação e isto é decorrência de sua incapacidade de separar a esfera pública da privada, sem contemplar as consequências de seus posicionamentos e a despeito de todo o enfrentamento na sociedade sobre demandas que nunca estiveram realmente em pauta na sociedade. A questão da misoginia é uma delas, sem dúvida. Apesar de não sermos os únicos machistas do universo, ainda não vimos nesta Copa manifestações russas de machismo, nem iranianas. Já os latino-americanos têm dado um show de non-sense. A pergunta que devemos fazer é por que perdemos o instinto de autopreservação, a capacidade de auto-crítica e a sensibilidade quanto as demandas atuais por mudança?

Não tenho tanta certeza, mas creio que a internet, com suas redes sociais, bem como gente do quilate de Boris Casoy têm muito a ver com isto. E recebendo a leniência das instâncias que deveriam guardar as conquistas sociais em nível legal – traduzindo, que deveriam levar a sério o estado direito – temos o fortalecimento de setores minoritários, porém hegemônicos ideologicamente. Os machistas são só um destes setores. Racistas também tem vencido a batalha contra as conquistas pela dignidade de negros e pobres. Já não é preciso esconder suas idiossincrasias. Sempre haverá os que endossam tais ideias, sem vergonha, pudor ou medo. As palavrinhas mágicas, capazes de limpar a consciência de cretinos como os da Copa do Mundo, são sempre as mesmas: hipocrisia da sociedade, liberdade de expressão, direito a livre manifestação, direito de ir e vir, direitos, direitos, direitos. Os MEUS direitos. O direito dos outros, bem. Manda quem pode… cada um defende o seu.

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a.ali

24 de junho de 2018 às 22h57

boris fazendo “defesa” de seus pares…é um pedante, sempre!

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