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Pesquisador da UnB critica CFM e Ministério da Saúde por autorizarem cloroquina: Tratamentos anticientíficos, práticas de charlatães
Professor Heleno Corrêa Filho, à esquerda. Fotos: Agência Senado e PR
Blog da Saúde VIOMUNDO na Pandemia

Pesquisador da UnB critica CFM e Ministério da Saúde por autorizarem cloroquina: Tratamentos anticientíficos, práticas de charlatães


01/06/2020 - 13h05

 por Conceição Lemes

22 de maio, Reino Unido. A revista científica The Lancet, uma das mais prestigiadas do mundo, publica a maior pesquisa já realizada sobre cloroquina e sua derivada hidroxicloroquina no tratamento da covid-19.

O estudo conclui que esses medicamentos não trazem nenhum benefício a pacientes internados com a doença.

Mostra também que aumentam o risco de arritmias, com parada cardíaca irreversível e morte.

A pesquisa analisou dados de 96.032 pacientes internados com covid-19 em 671 hospitais de seis continentes.

Comparou pessoas tratadas com cloroquina e hidroxicloroquina isoladamente ou em conjunto com antibiótico àquelas que não receberam nenhum tratamento.

No grupo que não tomou tais drogas a mortalidade foi de 9,3%.

Já no grupo que usou cloroquina a mortalidade atingiu 16%, chegando a 23% no que recebeu hidroxicloroquina mais antibiótico.

25 de maio, Suíça. Devido ao estudo da Lancet, a Organização Mundial de Saúde (OMS), “por precaução” decide pela suspensão “temporária” de ensaios clínicos em andamento com cloroquina e hidroxicloroquina em vários países.

O objetivo é reavaliar a segurança de ambas antes de retomar as pesquisas.

No Brasil, porém,  o Ministério da Saúde desqualifica o estudo da Lancet e menospreza a decisão da OMS.

25 de maio, Brasília.  A secretária de gestão em trabalho, Mayra Pinheiro, informa que o Ministério da Saúde vai manter o protocolo divulgado em 20 de maio, que ampliou o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina a pacientes com sintomas leves e no ambiente domiciliar.

Até então, eram prescritos apenas para doentes graves, monitorados em hospitais.

Mayra Pinheiro, que coordenou a elaboração do protocolo do Ministério da Saúde, afirma:

“Estamos muito tranquilos e serenos em relação à nossa orientação”.

“Ela segue orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim desejarem”.

Ela frisa:

Isso é o que vamos repetir diariamente. Estamos muito tranquilos a despeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação, estudos de segurança. Não haverá qualquer modificação na nota que foi feita”.

O Viomundo questionou o Conselho Federal de Medicina (CFM), que, via assessoria de imprensa, nos respondeu:

Informamos que o parecer sobre o tratamento de pacientes portadores de COVID-19 com Cloroquina e Hidroxicloroquina permanece válido como orientação do Conselho Federal de Medicina aos médicos brasileiros.

O documento está disponível no Portal Médico, em Normas CFM (acesse aqui).

POR RAZÕES POLÍTICO-PARTIDÁRIAS, ATROPELANDO A ÉTICA?

Ao médico, segundo o Código de Ética Médica, é vedado:

* Causar dano ao paciente, seja por ação ou omissão.

* Divulgar tratamento não reconhecido cientificamente por órgão competente.

O profissional que fizer uma ou outra coisa infringe o Código, corre o risco de o caso ser denunciado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado, julgado e eventualmente punido.

Mas a palavra final é do CFM, que tem o dever de zelar pela ética da prática médica em todas as áreas.

Estranhamente, em 23 de abril, por razões político-ideológicas, o órgão autorizou o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, apesar de as evidências científicas mostrarem  que não têm nenhum benefício e ainda podem causar efeitos colaterais graves, como arritmias fatais, insuficiência renal e hepática.

O CFM aprovou-os para pacientes graves, assim como para aqueles com:

1) sintomas leves, sugestivos de covid-19;

2) “sintomas importantes” mas não internados, para a medicação ser usada em casa.

O anúncio foi feito pelo próprio presidente do CFM, Mauro Luiz Britto Ribeiro, após reunir-se, em Brasília, na sede da entidade, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o então recém-empossado e agora ex-ministro da Saúde, Nelson Teich.

Na ocasião, Ribeiro entregou um parecer, no qual reconhece não haver comprovação científica da eficácia dos medicamentos na covid-19.

Mauro Ribeiro, bolsonarista de carteirinha, também foi o relator do parecer e o garoto-propaganda da medida.

ENTIDADES CONTESTAM INFORMAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Em 20 de maio, o Ministério da Saúde, “considerando que recentemente o Conselho Federal de Medicina autorizou”, divulgou protocolo para “tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da covid-19” com cloroquina e hidroxicloroquina, no âmbito  do Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não compareceu à entrevista coletiva.

Presente, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, o coronel Antônio Élcio Franco Filho, enfatizou:

“Houve a participação de vários técnicos do ministério, é um trabalho que vem sendo feito já há um bom tempo, que está sendo consolidado, pactuado com Conselhos com como Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde]”

Realçou também que o Ministério da Saúde contou com o apoio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para a elaboração do protocolo.

O coronel Élcio Franco sublinhou ainda que o protocolo teve o aval do Conselho Federal de Medicina e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Só que:

1)Um dia antes da coletiva de imprensa, em 19 de maio, a OPAS desaconselhara o uso de cloroquina e hidroxicloroquina para covid-19.

2) O Conass,  no mesmo dia da entrevista, negou apoiar o Ministério da Saúde sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em tratamentos contra o novo coronavírus.

Por meio de nota oficial,  o Conass afirma:

“Com respeito ao documento intitulado “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, lançado pelo Ministério da Saúde, sem participação técnica e pactuação tripartite, o CONASS reafirma sua posição de pautar-se, sempre, pelo respeito às melhores evidências científicas.

 Assim, ao contrário do que foi divulgado em entrevista coletiva no dia de hoje, deixa claro que tais orientações são de única responsabilidade do Ministério da Saúde.

É sabido, e o mencionado documento assim expressa, que não há evidências científicas que sustentem a indicação de quaisquer medicamentos específicos para a Covid-19.

3) A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em nota de esclarecimento, afirmou que

não recomenda o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina associada, ou não, a Azitromicina, enquanto não houver evidências científicas definitivas acerca do seu emprego.

Àquela altura, 20 de maio:

*a OMS já havia emitido alertas sobre a falta de estudos que comprovassem a eficácia dos dois medicamentos no tratamento da covid-19;

*já havia evidências científicas e clínicas contra o uso de ambos publicadas nas maiores revistas científicas do mundo e ratificadas pelas mais importantes instituições de pesquisas internacionais, entre as quais o National Institute of Health (EUA) e a European Medical Agency (Comunidade Européia), e a Fiocruz, no Brasil;

*no Brasil, também já tinham se manifestado contra a adoção desses medicamentos na doença pelo novo coronavírus a Associação Brasileira de Medicina Intensiva (Amib), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

No dia seguinte, 21 de maio, após receber críticas pela falta de assinaturas no protocolo — sequer tinha o logotipo da pasta! –, o Ministério da Saúde divulgou nova versão do documento — com data de 20 de maio — com o nome de todos os secretários da pasta.

O texto é assinado por sete secretários do ministério, sendo que quatro são substitutos. Veja abaixo.

No título do documento, o Ministério da Saúde substituiu o termo Tratamento por Orientações para manuseio medicamentoso (veja abaixo).

Aumentou a dosagem da cloroquina para os casos leves. Passou de 450 mg para 500 mg.

Corrigiu uma informação errada sobre o eletrocardiograma. Na primeira versão, o Ministério da Saúde considerava esse exame como sendo de imagem.

Quando o CFM deu parecer favorável ao uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, em 23 de abril, esta repórter entrevistou o professor Heleno Corrêa Filho, pesquisador colaborador da Universidade de Brasília (UnB).

Na época, ele criticou duramente o CFM:

“Simplesmente ‘permitiu’ por escrito baseado na opinião política de seu presidente após ouvir um leigo que também prescreve tratamentos anticientíficos – o atual presidente da República Federativa do Brasil’’.

“Ao decidir permitir o emprego de terapêutica que não tem suporte científico publicado, o Conselho Federal de Medicina extrapolou suas competências e atribuições”.

Desde então, respaldado pelo CFM, o Ministério da Saúde  ampliou o emprego dos dois medicamentos, a Lancet publicou a megapesquisa e a OMS suspendeu os ensaios clínicos.

Por isso, voltamos a entrevistar o professor Heleno Corrêa Filho.

Blog da Saúde – Com base no parecer do CFM, o Ministério da Saúde ampliou as indicações de cloroquina e hidroxicloroquina. Agora, o CFM ignora a pesquisa da Lancet e a posição da OMS. O que acha disso?

Heleno Corrêa – É um jogo-de-empurra. Cada um atribui ao outro o deslize de sua própria responsabilidade, que retorna ao ponto de partida a cada nova rodada. É como se os órgãos regulatórios e promotores da saúde no Brasil fossem autônomos em relação à ciência, com prática de charlatães.

Blog da Saúde – Ao se calarem, os médicos brasileiros não estariam concordando com o CFM terraplanista, que permite tratamentos anticientíficos?

Heleno Corrêa  – Os médicos brasileiros estão divididos em torno da política e é provável que os que discordam estejam submetidos ao silêncio pela pressão conjunta dos órgãos ligados à corporação profissional.

Embora o CFM, a AMB [Associação Médica Brasileira] e a Fenam [Federação Nacional dos Médicos] tenham atribuições diferentes, eles se uniram no apoio às práticas autoritárias contrapostas aos governos de coalizão do período Lula e Dilma.

As três entidades deram apoio ao golpe de Temer em 2016 e o CFM se acapachou em apoio ao autoritarismo bolsonarista a partir de 2018.

A ciência, a prática ética e a responsabilidade profissional pela saúde estão em segundo plano em 2020.

Blog da Saúde – Cloroquina e hidroxicloquina podem causar arritmias fatais. Se se comprovar que algum paciente morreu por isso e não devido à covid-19, o CFM pode ser responsabilizado?

Heleno Corrêa – A comprovação da morte pelo uso domiciliar da cloroquina sem o monitoramento cardiovascular por eletrocardiograma é impossível na prática.

Os pacientes internados e monitorados em UTI ou enfermaria têm o traçado eletrocardiográfico registrado continuamente.  E quando aparecem os efeitos que retardam a repolarização do músculo cardíaco entre uma contração e outra, os técnicos de enfermagem avisam imediatamente enfermeiros e médicos para tomar providências.

A distância entre uma contração ou batida cardíaca e outra aparece no eletrocardiograma (ECG) como um segmento de reta chamado “Q-T”.

Sem ECG, não dá para saber o que está acontecendo, a não ser que o coração está parando de bater.

Tomar sozinho em casa um remédio que pode matar por prolongamento infinito dos intervalos das batidas do coração é uma aventura solitária de quem leva o remédio receitado para  “casos leves e moderados”.

Se morrer, a covid-19 leva a culpa. Se não morrer e sarar naturalmente, como 86% dos infectados saram, o remédio e quem mandou receitar levam a fama de graça.

Se descobrirem que a pessoa que tomou morreu por causa do prolongamento da ação elétrica anormal do coração, o médico leva a culpa e vai ter de se defender perante o tribunal, alegando que “só estava cumprindo ordens”, algo parecido com o que já foi dito por um médico chamado Josef Mengele.

Pode ser que a alegação seja convincente. E sempre pode acontecer de o CFM mudar de posição e deixar os médicos que venham a prescrever sem um álibi.

Ninguém do Ministério da Saúde vai aparecer para defender um médico em apuros por ter receitado remédio que matou seu paciente.

Blog da SaúdeProfessor, agora vamos ao protocolo do Ministério  da Saúde. No dia 20 de maio, o documento tinha como título “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da covid-19″. Já no dia 21, em nova versão, mudou para “Orientações do Ministério da Saúde para manuseio medicamento precoce de pacientes com diagnóstico da covid-19”. Essa mudança é cosmética?

Heleno Corrêa — A mudança é arbitrária do mesmo modo que toda a recomendação. Não faz sentido.

Blog da Saúde – O que acha de o Ministério da Saúde ter aumentado a dosagem para casos leves?

Heleno Corrêa – Parece uma aposta na saúde da pessoa enferma de covid-19. Se ela está leve ou moderada deve aguentar a dose maior. Ignoro qual o raciocínio deu margem a este arroubo terapêutico.

A origem da mudança talvez seja a vergonha de admitir que o documento inicial dava a mesma dose para casos leves e graves. Era ‘tudo a mesma coisa’.

Blog da Saúde – Na primeira versão do protocolo, não tinha nome de ninguém, sequer a logomarca do Ministério da Saúde. Na segunda versão, apareceram alguns nomes. Mas continuou sem logomarca. O que acha disso?

Heleno Corrêa — É um documento que fala em nome de um Ministério sem dizer quem assina. Quem se responsabiliza é, portanto, o ministro de Estado da Saúde, que só poderia fazê-lo baseado em parecer técnico e documentado.

Como o ministro militar aparentemente não tem formação em nenhuma profissão de saúde, se ele assinar ou se responsabilizar sozinho, está cometendo crime de prática de profissão não autorizada ou falsidade ideológica.

A consequência básica é que um mandado judicial poderia exigir a qualificação dos responsáveis para emitir tal “orientação” em comunicação que exige a qualificação do emissor.

Blog da Saúde – Como qualifica o documento?

Heleno Corrêa —  Pode ser qualificado em vários níveis de incompetência que se escondem em citar vasta literatura que não diz nada a favor do texto que ela deveria dar respaldo.

O resumo é: “Não funciona mas vamos autorizar assim mesmo, com empenho e gasto do dinheiro público”.

A base da “orientação” é que tanto faz ser um caso leve quanto moderado, tudo é a mesma coisa, devendo ser prescrita a mesma mezinha, na mesma dose, durante o mesmo tempo.

No documento original dizia ‘se for grave, aí … também é a mesma coisa’. Nem um humorista poderia imaginar tal nível de simplificação para fins de desenhar uma charge.

Blog da Saúde – E o eletrocardiograma que na primeira versão é considerado exame de imagem?

Heleno Corrêa – Está aí um “conceito inovador” (risos).

Blog da Saúde – Por quê?

Heleno Corrêa — Embora o eletrocardiograma seja um “amontoado de risquinhos no papel” ou em um monitor de vídeo, e por isso seja um gráfico, nunca ocorreu a nenhum profissional de saúde chamar o ECG de “exame de imagem”.

Sem dúvida, estamos avançando na compreensão das imagens e símbolos muito além do que poderia ser previsto por Vigotsky e outros pais da semiótica.

Alguém confundiu os princípios da administração pública (Artigo 37 CF Brasil) que são legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade. Conseguiram transgredir todos.

Blog da Saúde – A versão 2 do protocolo que traz os nomes no final também é ilegal?

Heleno Corrêa – Sim. O documento é ilegal porque não tem base em conformidade com a Lei, dado que nenhum corpo técnico como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS – Conitec – ou outro dispositivo legal autorizou esta medida.

É anônimo porque confundiram anonimato com impessoalidade.

É antiético, porque transborda sobre as competências de inúmeras profissões que dariam resposta técnica diferente da adotada em sinal oposto ao consenso, apesar de UMA profissão (Médicos do CFM) ter um corpo de polícia administrativa que extrapolou suas competências para servir de base.

E, ao divulgar um documento federal sem consenso com estados e municípios, sem aprovação de corpo técnico, sem referendo do Conselho Nacional de Saúde (CNS), tornou público que o Ministério da Saúde não tem comando técnico, legal ou respeitabilidade para orientar um país de 210 milhões de habitantes.

Confundiu ordem de comando com publicidade de ato científico e administrativo. Poucos profissionais de saúde se dariam a tal quantidade e qualidade de transgressões.

Blog da Saúde – Reiteradamente o Ministério da Saúde e seus representantes em coletivas de imprensa dizem que Conselho Federal de Medicina autorizou, transferindo a responsabilidade para o CFM.  Com isso o ministro da Saúde se livra de responsabilidade?

Heleno Corrêa – Acredito que não. O ministro continua sujeito a embargos se a justiça for acionada. É um bom prato para uma ação na justiça contra ato do ministro.



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6 comentários

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Zé Maria

01 de junho de 2020 às 21h57

E o Eugenista do Hemisfério Norte
diz que enviou ou desovou no braZil
Dois Milhões de Doses de Cloroquina,
quem sabe para matar mais gente
do que está morrendo de COVID-19.

E o Reverendo Araújo comemora
faceiro com os dedos das mãos na
ponta dos pés e de calças arriadas
agradecendo ao “Súpererói” Trump.

https://twitter.com/ernestofaraujo/status/1267220946953408513
http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/21544-declaracao-conjunta-dos-governos-da-republica-federativa-do-brasil-e-dos-estados-unidos-da-america-relativa-a-cooperacao-em-saude-2
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-06/brasil-recebe-dois-milhoes-de-doses-de-hidroxicloroquina-dos-eua

Responder

Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 19h03

Ao rebater Celso de Mello o general Ramos pediu para ele respeitar o presidente.
Ora, e o presidente por acaso respeita o STF general?
O homem chegou ao ponto de fazer um convite silencioso para seus fanáticos seguidores e milicianos ‘desaparecerem’ com algum ministro da corte para abrir uma terceira vaga para comprar Aras. Isso é respeito general? É respeito deixar uma terrorista fazer um ato tipo Klu Klux Kan com rochas e máscaras na frente do STF em nome do governo?
O que Bolsonaro está fazendo no país é indefensável general.
Celso de Mello só falou a verdade. É por isso que os senhores estão esperneando. A carapuça lhes serviu.
Eu tenho fé em Deus que os senhores no alto dos seus cabelos brancos ainda vão se envergonhar muito de ter apoiado e defendido esse monstro.

Responder

Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 18h34

Agora tem um detalhe: antes de Bolsonaro ser recontaminado e morrer de coronavírus, tudo indica que ele vai ser deposto por força de protestos populares.
Lembram da famigerada fala: “Eu Jonnhy Bravo ganhei p#”?
Pois então. Observe o que uma velhinha diz e depois faz com Jonnhy Bravo durante os protestos para tira-lo da prefeitura de uma cidade no episódio Jonnhy Bravo Viva o Idiota, no YouTube. Ela aponta e diz para o povo: “pega ele”. No final ela joga um troço na cabeça dele.

Depois observe como o nosso Jonnhy Bravo tem atuado na pandemia não nos dando sequer o direito de termos um ministro da saúde que seja medico e nos impondo um medicamento sem comprovacao científica que pode matar os infectados com arritmias cardíacas.
Observe também que a maioria esmagadora dos mortos pelo coronavírus são idosos.

Em outras palavras: as torcidas organizadas de futebol vao tirar Bolsonaro do poder, pois tal como alguns episódios dos Simpsons, esse episódio de Jonnhy Bravo também contém uma profecia. Avisem a torcida do Corinthians urgente.

Fonte: https://m.youtube.com/watch?v=iAK50fcsZVI
Jonnhy Bravo S2 E28a Viva o Idiota – português BR dublado

Responder

    Henrique Martins

    01 de junho de 2020 às 19h08

    O link não está acessando direto. Coloquem o nome do episódio com as demais informações que eu coloque acima na caixa do YouTube e vocês vão encontra-lo

Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 15h41

O presidente é do grupo de risco e fica aí se expondo sem cuidado dia e noite, colocando a si e aos outros em perigo, dando a mão para velhinha e carregando crianças no colo.

Será por quê?

A resposta é óbvia: ele já foi contaminado e acha que não vai acontecer de novo. É isso mesmo.
Acontece que ele vai quebrar a cara. Dá próxima vez o vírus vai arrebentar com ele.

Deus existe!

Responder

Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 14h54

URGENTE

Saiu hoje uma notícia de que o Brasil tem o primeiro caso de reinfecção pelo coronavírus. Trata-se do médico Daniel Tanaka, de Parintins, no Amazonas, que está internado no HCor em São Paulo.
Isso significa que a tal imunidade de rebanho propagada pelo sujeito asqueroso que nos governa não funciona.
Estou convicta que ele esteve contaminado. Com certeza, vai se recontaminar, pois ele não se cuida e nem cuida do seu fanático gado muito menos dos demais brasileiros. Como é idoso pode até morrer, pois os sintomas do médico Daniel Tanaka estão mais graves do que na primeira infecção.

A imprensa precisa se debruçar sobre esse assunto. Imunidade de rebanho nao vai funcionar.

Responder

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