Por Cristiane Lemos, em perfil de rede social
Esta criança foi filmada no Rio Grande do Norte comemorando o resultado do primeiro turno dançando com uma arma na mão!
Poderia ser apenas um caso isolado. Mas talvez também revele algo do imaginário que vem ganhando espaço entre muitos brasileiros.
Quando o neoliberalismo avança e a desesperança toma conta da vida de muitas pessoas, ganha força a ideia do “salve-se quem puder”: os mais fortes sobrevivem, enquanto os mais vulneráveis ficam cada vez mais expostos.
A luta coletiva por direitos trabalhistas, a defesa do SUS, da universidade pública e de uma sociedade democrática parecem, para muitos, estar ficando démodé.
E quem defende esse projeto coletivo parece encontrar cada vez mais dificuldade para comunicar e explicar por que essas conquistas são importantes para a vida cotidiana das pessoas.
O individualismo reina. A preocupação com a própria sobrevivência diante de um mundo cada vez mais desigual parece fazer mais sentido do que a construção de soluções coletivas.
E assim vamos nos deparando com um cenário que, durante muito tempo, parecia distante — quase um cenário de apocalipse. Mas ele não está tão longe assim. Ele se senta à nossa mesa, convive conosco e aparece em diferentes espaços da vida social.
Precisamos resistir à barbárie e reconstruir a ideia de que direitos, democracia e dignidade não são conquistas individuais, mas projetos coletivos.
E sabemos: não será fácil. Mas novo amanhã sempre será possível!
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E nossas crianças merecem brincar e sorrir! E carregar símbolos de esperança de dias melhores!
*Cristiane Lemos é professora da Universidade Federal de Goiás (UFG).




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