Médicos da Maternidade Maria Amélia paralisam atividades por 24h: Degradação nas condições de trabalho

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Alexandre Telles, presidente do SinMed/RJ e fachada do Maria Amélia, no centro do Rio de Janeiro

Por Viomundo

Nesta quarta-feira, 8 de julho, os médicos do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio de Janeiro, vão paralisar as atividades durante 24 horas.

A informação é do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ).

”A Prefeitura, via Secretaria Municipal de Saúde, e a SPDM já foram notificadas, como estabelece a lei”, afirma o presidente do SinMed/RJ Alexandre Telles.

A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) é a OSS (Organização Social de Saúde) que  administra o Maria Amélia.

”Trinta por cento do efetivo médico ficará em atividade, assegurando a continuidade dos atendimentos de urgência e emergência à população”, acrescenta Telles.

A decisão foi tomada na quarta-feira passada, 1º de julho, durante o ato organizado pelo sindicato.

Na ocasião, os médicos presentes denunciaram:

  • Degradação das condições de trabalho no Maria Amélia, referência na assistência ao parto humanizado na cidade do Rio de Janeiro.
  • Falta de investimentos na infraestrutura do hospital.
  • Defasagem salarial; médicos estão com salários congelados desde 2019.
  • Falta de cobertura adequada de escalas vagas — por férias, licenças e falta de reposição — resultando em sobrecarrega severa de trabalho, que tem impactado diretamente na saúde mental dos profissionais

Segundo o SinMed/RJ,  os médicos aprovaram a paralisação devido à ausência de avanços significativos nas negociações com a Secretaria Municipal de Saúde e a SPDM.

”Vale lembrar que o sindicato já tentou entrar em negociação com ambas, porém, sem retorno”, observa o presidente Alexandre Telles

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