Larry Johnson: Trump rejeita uma saída negociada, e a guerra contra o Irã continuará
Tempo de leitura: 2 min
Como eu previa, a negociação entre os EUA e o Irã não chegou a um acordo.
Embora JD Vance chefiasse a equipe americana, ele nunca esteve no controle…
Ouvi de alguém diretamente envolvido nesse circo em Islamabad que agentes israelenses — Steve Witkoff e Jared Kushner — garantiram que JD Vance não seguisse seus instintos e aceitasse o acordo proposto pelo Irã.
O papel de Israel na sabotagem da delegação americana ficou evidente na declaração de Vance. Ao anunciar o fracasso das negociações, ele acusou falsamente o Irã de se recusar a desistir de sua suposta busca por armas nucleares. Isso não passa de propaganda sionista requentada.
Havia três condições iranianas que os EUA se recusaram a aceitar: o controle iraniano do Estreito de Ormuz, o fim do ataque de Israel ao Líbano e ao Hezbollah, o descongelamento dos ativos iranianos e a manutenção da soberania sobre seu fornecimento de urânio enriquecido.
Afirmei repetidamente, nesta última semana, em diversas entrevistas sobre o assunto, que a posição do Irã sobre essas questões era inegociável.
Segue a declaração divulgada pelo governo iraniano:
”O inimigo americano, que é vil, perverso e desonesto, tentou alcançar na mesa de negociações o que não conseguiu alcançar através da guerra.
Entre essas exigências estão a entrega de urânio enriquecido e a abertura do Estreito de Ormuz sem a confirmação da soberania iraniana sobre ele.
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O Irã decidiu rejeitar esses termos e continuar a defesa sagrada de sua pátria por todos os meios necessários, militares ou diplomáticos”.
E agora, qual o próximo passo? Para começar, espero que a delegação iraniana em Islamabad consiga voltar para casa em um avião com bandeira russa ou chinesa. Não descarto a possibilidade de Israel e os EUA tentarem destruir o avião iraniano em seu voo de retorno para Teerã.
O Irã não iniciará novas ações militares contra Israel ou os EUA… Eles esperarão absorver o primeiro golpe e então lançarão uma retaliação massiva. Acho que agora eles entendem que os EUA estão muito sob o controle do lobby sionista para agirem no interesse do povo dos Estados Unidos.
A exigência do Irã de que os EUA desocupem suas bases no Golfo será atendida pela força… O Irã atacará as bases restantes e as tornará inabitáveis para as forças armadas americanas daqui para frente.
Os sauditas e os Emirados Árabes Unidos terão que fazer uma escolha esta semana… Buscar a reconciliação com o Irã e sobreviver ou se aliar aos EUA e a Israel e enfrentar a destruição econômica.
A ação que efetivamente exercerá maior pressão sobre Trump começará na manhã de segunda-feira, quando o mercado de ações dos EUA despencar… novamente… e o preço do petróleo voltar a subir para patamares de três dígitos.
JD Vance, na verdade, fez um favor ao Irã ao romper as negociações primeiro e se retirar.
Isso retrata o Irã sob uma luz muito favorável aos olhos do Sul Global, ou seja, o Irã estava disposto a negociar, mas os EUA se recusaram a participar de negociações de boa fé e abandonaram o país.
*Larry C Johnson (@larrycjohnson), blogueiro americano, comentarista político, ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) e ex-funcionário do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado dos Estados Unidos.




Comentários
MIRABEAU BAINY LEAL
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“Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica
fornece Detalhes sobre como os Navios
atravessam o Estreito de Ormuz”
TEERÃ (Tasnim) – A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou uma nova ordem relativa à passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz.
O Comando da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou em comunicado na sexta-feira que uma nova ordem foi estabelecida no Estreito de Ormuz, que é a seguinte:
1. Embarcações civis só poderão transitar pela rota designada pelo Irã.
2. A passagem de embarcações militares pelo estreito continuará proibida.
3. Os deslocamentos só são permitidos com a autorização da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.
4. Qualquer movimentação ocorre em conformidade com o acordo sobre o período de silêncio no campo de batalha e após a implementação do cessar-fogo libanês.
Anteriormente, uma fonte próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC) esclareceu novas dimensões do acordo Irã-EUA sobre o Estreito de Ormuz no âmbito do cessar-fogo de duas semanas.
Desde o início do cessar-fogo intermediado pelo Paquistão, o Irã deveria permitir a passagem diária de um certo número de navios, disse a fonte informada nesta sexta-feira.
“No entanto”, disse a fonte, “após o cessar-fogo no Líbano não ter sido implementado e o acordo de cessar-fogo não ter incluído uma trégua entre o Hezbollah e o regime sionista de Israel, o Irã suspendeu o acordo sobre a passagem de navios pelo Estreito.”
A fonte informada observou que o Irã estabeleceu três condições para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz:
1. Os navios devem ser comerciais, sendo proibida a passagem de navios militares, e nem os navios nem a carga devem ter qualquer relação com países hostis [EUA, isRéu e outros, inclusive Europeus] .
2. As embarcações devem passar pela rota designada pelo Irã.
3. A passagem de navios deve ser coordenada com as forças iranianas responsáveis pela travessia; visto que o CENTCOM havia, antes da guerra, confirmado a gestão do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sobre o Estreito de Ormuz.
Íntegra em:
https://www.tasnimnews.ir/en/news/2026/04/17/3568069/irgc-navy-gives-details-of-how-vessels-pass-through-hormuz-strait
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Arnold Mello
Parece que Israel controla o Trump. Quem fez a paz fracassar foi Israel bombardeando o Líbano em pleno cessar fogo.
Como o Netanyahu controla o Trump o fraco é ele e nao o papa.
Simplesmente nao dá para apertar a mão do Trump ou Netanyahu e dar costas. Sao extremamente pouco confiáveis.