Pedro dos Anjos: O que toca o imaginário do povo?

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Para ler em espanhol a reportagem de Javier Bueno, de 1923, clique aqui.

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Comentários

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Zé Maria

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Infelizmente o que toca majoritariamente a População,
notadamente a do BraZil – e a dos EUA não é diferente -,
é a Mentira alicerçada na Mistificação sustentada
pela Superstição Assentada na Mitificação, donde
se extrai um Dogma ignorando a Lógica e a Ciência.
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Sobre o Assunto:

Livro: “A DESTRUIÇÃO DA RAZÃO.

Autor: Georg Lukács.

Do Original em Alemão: “Die Zerstörung der Vernunft”.

Tradução: Bernard Herman Hess, Rainer Patriota e
Ronaldo Vielmi Fortes.

Revisão: Ester Vaisman e Ronaldo Vielmi Fortes.

https://www.marxists.org/portugues/lukacs/1954/mes/91.pdf
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Zé Maria

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Flavio Bolsonaro, o Impostor

“O filho 01 de Bolsonaro veste um figurino que não lhe cabe,
enquanto torce pelo incerto engajamento de Tarcísio de
Freitas e Donald Trump em sua campanha”

O senador está longe de ser a figura que tem sido
construída para atrair os eleitores.

Esse “Flávio” da marquetagem é um impostor.

O da vida real representa uma ameaça autoritária
tanto quanto o pai [o Apenado Jair Bolsonaro].

Por André Barrocal, na Revista Carta Capital Nº 1407

No esforço para suavizar a imagem de 01, vale tudo. Até apostar no uso preferencial do nome “Flávio”, sem o sobrenome [Bolsonaro], apesar de ser esse mesmo sobrenome o responsável pela boa posição nas pesquisas.

Em fevereiro, Fabio Wajngarten, ministro da Comunicação Social de Bolsonaro, propôs um concurso nas redes sociais, a fim de selecionar dez jingles musicais sobre “meu amigo Flávio”.

Os autores teriam direito a um churrasco com o senador Flavio Bolsonaro [PL-RJ].

Este republicou recentemente no Instagram uma foto feita por Inteligência Artificial na qual recebe um beijo no rosto de um homossexual que é pré-candidato a deputado estadual pelo MDB em São Paulo.

O clã [Bolsonaro] sempre destilou preconceito contra os gays.

Jair Bolsonaro [o Apenado] declarou certa vez em uma entrevista:
“Prefiro filho morto em acidente a um homosse­xual”.

Na vitoriosa campanha de 2018, utilizou a mentira do ‘kit gay’ contra Haddad.

Mais uma do impostor:
Flávio escreveu no X que para vencer deseja contar com “todes”.

A linguagem neutra, que não diferencia gênero sexual, é alvo de ataques e deboches da base bolsonarista.

E se as mulheres, tratadas por essa mesma base como inferiores aos homens, são mais inclinadas por Lula, lá foi Flávio [Bolsonaro] votar a favor de uma lei que equipara a misoginia ao crime de racismo.

O “Flávio” [Bolsonaro] verdadeiro surgiu depois, ao dar explicações a respeito do endosso ao projeto da senadora lulista Ana Paula Lobato, do PDT do Maranhão.

“Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas estava um circo todo armado.”
O projeto ainda precisa ser examinado pelos deputados.

“Só de assistir à entrevista de Flávio Bolsonaro, tentando explicar os motivos de ter votado a favor de um projeto de lei ao qual se diz contrário, já fica nítido que esse rapaz não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates.
Vale lembrar que ele desmaiou, ao debater em busca de cargo bem mais simples”, observou Janaina Paschoal, advogada do i­mpeachment de Dilma Rousseff e deputada estadual paulista de 2019 a 2023, eleita em 2018 no embalo da onda bolsonarista.

O citado “desmaio” ocorreu diante das câmeras de tevê em 2016, na campanha para prefeito do Rio.

“Não tem como a direita se unir em torno dessa candidatura, não importa o barulho que façam nas redes”, emendou Janaina no X.

Um veterano analista de pesquisas acrescenta:
Flávio Bolsonaro é um “péssimo” candidato.
A força dele é o sobrenome, pouco para uma decisão racional de voto, embora o que seja “racional” varie entre os eleitores.

O currículo também não ajuda.

O parlamentar não tem proposta legislativa aprovada digna de tremular em campanha.

E ele ainda carrega o peso da acusação de praticar “rachadinha”, descrição folclórica de um crime sério, o de peculato, que é embolso de verba pública por quem deveria cuidar dela.

Em 2020, o Ministério Público do Rio denunciou-o ao Tribunal de Justiça fluminense por peculato e lavagem de um dinheiro que deveria ter pago funcionários legislativos no tempo em que Flávio era deputado estadual.

Lavagem feita, por exemplo, com uma loja de chocolates.

Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça anulou quebras de sigilos bancário e fiscal que embasavam a acusação, enquanto o STF fez o mesmo com relatórios do Coaf, o órgão federal de combate à lavagem.

No fim das contas, o próprio MP pediu ao TJ que rejeitasse a acusação, pois ela não parava em pé sem as provas anuladas.

O rolo da “rachadinha” é responsável por uma hipocrisia monumental na pré-campanha deste ano.

Sergio Moro era ministro da Justiça de Bolsonaro e foi demitido em abril de 2020, pois o capitão queria trocar a direção da Polícia Federal para salvar o primogênito.

Dali em diante, Moro e o bolsonarismo viveriam momentos crispados.

Em novembro de 2021, o ex-juiz filiou-se a um partido, a fim de disputar o Planalto (não conseguiu, teve de se contentar com o Senado), e tascou:
“Chega de rachadinha”.

Agora, ingressou no PL para concorrer a governador do Paraná e promete subir com Flávio no palanque.

Por falar em hipocrisia, o bolsonarismo sempre foi inimigo dos direitos humanos, mas os empregou para “sensibilizar” o Supremo e arrancar uma prisão domiciliar para o capitão.

O deputado Rui Falcão, do PT paulista, entrou com uma ação na Corte a pedir o mesmo tratamento a condenados idosos e doentes.

“Eles têm problema na família, lógico, mas nós vamos ter que resolver todos.
Se nós não resolvermos esses problemas, o Eduardo Bolsonaro não volta mais para o Brasil.”

Palavras de Valdemar Costa Neto, chefe do PL, o partido bolsonarista, após participar, em 30 de março, de um almoço do Lide, aquela panelinha de ricos e políticos fundada por João Dória Jr., ex-governador de São Paulo.

Para Costa Neto, as chances do 01 [do Jair] dependem do empenho de três personagens, e um deles é Tarcísio – Michelle e Nikolas Ferreira, deputado por Minas Gerais, são os outros.

“Precisamos ganhar a eleição.
Porque, se nós perdermos, o Bolsonaro vai ficar mais oito, dez anos fechado (preso)”, declarou o cacique do PL em 3 de março.

Não há dúvida:
o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro é, antes de tudo, um empreendimento familiar, o Brasil vem depois [se vier].

Em junho do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro disse à Folha de S.Paulo que o indulto ao pai era a condição para o apoio do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado].

E que, para sair do papel, a anistia exigiria peitar o Supremo, pois o PT recorreria ao tribunal para derrubá-la.

O STF já avisou que a considera inconstitucional.

“É uma hipótese muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força.
A gente está falando da possibilidade de interferência direta entre os Poderes”, dizia o 01 [do Jair].
“Então vai ter que ser alguém na Presidência que tenha o comprometimento, não sei de que forma, de que isso (o indulto) seja cumprido.”

Por sua vez, Ronaldo Caiado, governador de ­Goiás, quer ser uma alternativa direitista.

Foi oficializado como postulante do PSD, embora todas as candidaturas existirão para valer somente se aprovadas em convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto.

Caiado é um ruralista reacionário que não admite ter havido a ditadura inaugurada em 1964, há exatos 62 anos.

Terá alguma chance na eleição apenas com um surrupio de eleitores do filho do capitão.

As críticas que fez e fará a Lula serão para lembrar ao eleitorado de que ele é oposição, não para tirar votos do petista.

Eis por que prometeu anistia a Jair e atirou contra Flávio, ao ser anunciado pelo PSD.

Segundo ele, o senador não tem experiência para governar.

Otoni de Paula, deputado evangélico do Rio, apoiou Bolsonaro em 2018 e agora diz que irá de Caiado.

Até trocou o MDB pelo PSD.

Tem dito que Flávio está metido em corrupção em hospitais federais do Rio.

No governo do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado], houve denúncias de que milicianos controlavam um desses hospitais em Bonsucesso.

Íntegra em:

https://www.cartacapital.com.br/politica/apenas-flavio/
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Bernardo

O 01 seguirá a carranca da sisudez para se distanciar do estilo do pai; mas é o outro lado da mesma moeda. Ambos são tal qual o norte americano , o millei, o Bibi, o bigodinho, o mussula, o orban, o kast.

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