.
.
Infelizmente o que toca majoritariamente a População,
notadamente a do BraZil – e a dos EUA não é diferente -,
é a Mentira alicerçada na Mistificação sustentada
pela Superstição Assentada na Mitificação, donde
se extrai um Dogma ignorando a Lógica e a Ciência.
.
.
Sobre o Assunto:
Livro: “A DESTRUIÇÃO DA RAZÃO.
Autor: Georg Lukács.
Do Original em Alemão: “Die Zerstörung der Vernunft”.
Tradução: Bernard Herman Hess, Rainer Patriota e
Ronaldo Vielmi Fortes.
“O filho 01 de Bolsonaro veste um figurino que não lhe cabe,
enquanto torce pelo incerto engajamento de Tarcísio de
Freitas e Donald Trump em sua campanha”
O senador está longe de ser a figura que tem sido
construída para atrair os eleitores.
Esse “Flávio” da marquetagem é um impostor.
O da vida real representa uma ameaça autoritária
tanto quanto o pai [o Apenado Jair Bolsonaro].
Por André Barrocal, na Revista Carta Capital Nº 1407
No esforço para suavizar a imagem de 01, vale tudo. Até apostar no uso preferencial do nome “Flávio”, sem o sobrenome [Bolsonaro], apesar de ser esse mesmo sobrenome o responsável pela boa posição nas pesquisas.
Em fevereiro, Fabio Wajngarten, ministro da Comunicação Social de Bolsonaro, propôs um concurso nas redes sociais, a fim de selecionar dez jingles musicais sobre “meu amigo Flávio”.
Os autores teriam direito a um churrasco com o senador Flavio Bolsonaro [PL-RJ].
Este republicou recentemente no Instagram uma foto feita por Inteligência Artificial na qual recebe um beijo no rosto de um homossexual que é pré-candidato a deputado estadual pelo MDB em São Paulo.
O clã [Bolsonaro] sempre destilou preconceito contra os gays.
Jair Bolsonaro [o Apenado] declarou certa vez em uma entrevista:
“Prefiro filho morto em acidente a um homossexual”.
Na vitoriosa campanha de 2018, utilizou a mentira do ‘kit gay’ contra Haddad.
Mais uma do impostor:
Flávio escreveu no X que para vencer deseja contar com “todes”.
A linguagem neutra, que não diferencia gênero sexual, é alvo de ataques e deboches da base bolsonarista.
E se as mulheres, tratadas por essa mesma base como inferiores aos homens, são mais inclinadas por Lula, lá foi Flávio [Bolsonaro] votar a favor de uma lei que equipara a misoginia ao crime de racismo.
O “Flávio” [Bolsonaro] verdadeiro surgiu depois, ao dar explicações a respeito do endosso ao projeto da senadora lulista Ana Paula Lobato, do PDT do Maranhão.
“Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas estava um circo todo armado.”
O projeto ainda precisa ser examinado pelos deputados.
“Só de assistir à entrevista de Flávio Bolsonaro, tentando explicar os motivos de ter votado a favor de um projeto de lei ao qual se diz contrário, já fica nítido que esse rapaz não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates.
Vale lembrar que ele desmaiou, ao debater em busca de cargo bem mais simples”, observou Janaina Paschoal, advogada do impeachment de Dilma Rousseff e deputada estadual paulista de 2019 a 2023, eleita em 2018 no embalo da onda bolsonarista.
O citado “desmaio” ocorreu diante das câmeras de tevê em 2016, na campanha para prefeito do Rio.
“Não tem como a direita se unir em torno dessa candidatura, não importa o barulho que façam nas redes”, emendou Janaina no X.
Um veterano analista de pesquisas acrescenta:
Flávio Bolsonaro é um “péssimo” candidato.
A força dele é o sobrenome, pouco para uma decisão racional de voto, embora o que seja “racional” varie entre os eleitores.
O currículo também não ajuda.
O parlamentar não tem proposta legislativa aprovada digna de tremular em campanha.
E ele ainda carrega o peso da acusação de praticar “rachadinha”, descrição folclórica de um crime sério, o de peculato, que é embolso de verba pública por quem deveria cuidar dela.
Em 2020, o Ministério Público do Rio denunciou-o ao Tribunal de Justiça fluminense por peculato e lavagem de um dinheiro que deveria ter pago funcionários legislativos no tempo em que Flávio era deputado estadual.
Lavagem feita, por exemplo, com uma loja de chocolates.
Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça anulou quebras de sigilos bancário e fiscal que embasavam a acusação, enquanto o STF fez o mesmo com relatórios do Coaf, o órgão federal de combate à lavagem.
No fim das contas, o próprio MP pediu ao TJ que rejeitasse a acusação, pois ela não parava em pé sem as provas anuladas.
O rolo da “rachadinha” é responsável por uma hipocrisia monumental na pré-campanha deste ano.
Sergio Moro era ministro da Justiça de Bolsonaro e foi demitido em abril de 2020, pois o capitão queria trocar a direção da Polícia Federal para salvar o primogênito.
Dali em diante, Moro e o bolsonarismo viveriam momentos crispados.
Em novembro de 2021, o ex-juiz filiou-se a um partido, a fim de disputar o Planalto (não conseguiu, teve de se contentar com o Senado), e tascou:
“Chega de rachadinha”.
Agora, ingressou no PL para concorrer a governador do Paraná e promete subir com Flávio no palanque.
Por falar em hipocrisia, o bolsonarismo sempre foi inimigo dos direitos humanos, mas os empregou para “sensibilizar” o Supremo e arrancar uma prisão domiciliar para o capitão.
O deputado Rui Falcão, do PT paulista, entrou com uma ação na Corte a pedir o mesmo tratamento a condenados idosos e doentes.
“Eles têm problema na família, lógico, mas nós vamos ter que resolver todos.
Se nós não resolvermos esses problemas, o Eduardo Bolsonaro não volta mais para o Brasil.”
Palavras de Valdemar Costa Neto, chefe do PL, o partido bolsonarista, após participar, em 30 de março, de um almoço do Lide, aquela panelinha de ricos e políticos fundada por João Dória Jr., ex-governador de São Paulo.
Para Costa Neto, as chances do 01 [do Jair] dependem do empenho de três personagens, e um deles é Tarcísio – Michelle e Nikolas Ferreira, deputado por Minas Gerais, são os outros.
“Precisamos ganhar a eleição.
Porque, se nós perdermos, o Bolsonaro vai ficar mais oito, dez anos fechado (preso)”, declarou o cacique do PL em 3 de março.
Não há dúvida:
o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro é, antes de tudo, um empreendimento familiar, o Brasil vem depois [se vier].
Em junho do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro disse à Folha de S.Paulo que o indulto ao pai era a condição para o apoio do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado].
E que, para sair do papel, a anistia exigiria peitar o Supremo, pois o PT recorreria ao tribunal para derrubá-la.
O STF já avisou que a considera inconstitucional.
“É uma hipótese muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força.
A gente está falando da possibilidade de interferência direta entre os Poderes”, dizia o 01 [do Jair].
“Então vai ter que ser alguém na Presidência que tenha o comprometimento, não sei de que forma, de que isso (o indulto) seja cumprido.”
Por sua vez, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, quer ser uma alternativa direitista.
Foi oficializado como postulante do PSD, embora todas as candidaturas existirão para valer somente se aprovadas em convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto.
Caiado é um ruralista reacionário que não admite ter havido a ditadura inaugurada em 1964, há exatos 62 anos.
Terá alguma chance na eleição apenas com um surrupio de eleitores do filho do capitão.
As críticas que fez e fará a Lula serão para lembrar ao eleitorado de que ele é oposição, não para tirar votos do petista.
Eis por que prometeu anistia a Jair e atirou contra Flávio, ao ser anunciado pelo PSD.
Segundo ele, o senador não tem experiência para governar.
Otoni de Paula, deputado evangélico do Rio, apoiou Bolsonaro em 2018 e agora diz que irá de Caiado.
Até trocou o MDB pelo PSD.
Tem dito que Flávio está metido em corrupção em hospitais federais do Rio.
No governo do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado], houve denúncias de que milicianos controlavam um desses hospitais em Bonsucesso.
O 01 seguirá a carranca da sisudez para se distanciar do estilo do pai; mas é o outro lado da mesma moeda. Ambos são tal qual o norte americano , o millei, o Bibi, o bigodinho, o mussula, o orban, o kast.
Comentários
Zé Maria
.
.
Infelizmente o que toca majoritariamente a População,
notadamente a do BraZil – e a dos EUA não é diferente -,
é a Mentira alicerçada na Mistificação sustentada
pela Superstição Assentada na Mitificação, donde
se extrai um Dogma ignorando a Lógica e a Ciência.
.
.
Sobre o Assunto:
Livro: “A DESTRUIÇÃO DA RAZÃO.
Autor: Georg Lukács.
Do Original em Alemão: “Die Zerstörung der Vernunft”.
Tradução: Bernard Herman Hess, Rainer Patriota e
Ronaldo Vielmi Fortes.
Revisão: Ester Vaisman e Ronaldo Vielmi Fortes.
https://www.marxists.org/portugues/lukacs/1954/mes/91.pdf
.
.
Zé Maria
.
Flavio Bolsonaro, o Impostor
“O filho 01 de Bolsonaro veste um figurino que não lhe cabe,
enquanto torce pelo incerto engajamento de Tarcísio de
Freitas e Donald Trump em sua campanha”
O senador está longe de ser a figura que tem sido
construída para atrair os eleitores.
Esse “Flávio” da marquetagem é um impostor.
O da vida real representa uma ameaça autoritária
tanto quanto o pai [o Apenado Jair Bolsonaro].
Por André Barrocal, na Revista Carta Capital Nº 1407
No esforço para suavizar a imagem de 01, vale tudo. Até apostar no uso preferencial do nome “Flávio”, sem o sobrenome [Bolsonaro], apesar de ser esse mesmo sobrenome o responsável pela boa posição nas pesquisas.
Em fevereiro, Fabio Wajngarten, ministro da Comunicação Social de Bolsonaro, propôs um concurso nas redes sociais, a fim de selecionar dez jingles musicais sobre “meu amigo Flávio”.
Os autores teriam direito a um churrasco com o senador Flavio Bolsonaro [PL-RJ].
Este republicou recentemente no Instagram uma foto feita por Inteligência Artificial na qual recebe um beijo no rosto de um homossexual que é pré-candidato a deputado estadual pelo MDB em São Paulo.
O clã [Bolsonaro] sempre destilou preconceito contra os gays.
Jair Bolsonaro [o Apenado] declarou certa vez em uma entrevista:
“Prefiro filho morto em acidente a um homossexual”.
Na vitoriosa campanha de 2018, utilizou a mentira do ‘kit gay’ contra Haddad.
Mais uma do impostor:
Flávio escreveu no X que para vencer deseja contar com “todes”.
A linguagem neutra, que não diferencia gênero sexual, é alvo de ataques e deboches da base bolsonarista.
E se as mulheres, tratadas por essa mesma base como inferiores aos homens, são mais inclinadas por Lula, lá foi Flávio [Bolsonaro] votar a favor de uma lei que equipara a misoginia ao crime de racismo.
O “Flávio” [Bolsonaro] verdadeiro surgiu depois, ao dar explicações a respeito do endosso ao projeto da senadora lulista Ana Paula Lobato, do PDT do Maranhão.
“Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas estava um circo todo armado.”
O projeto ainda precisa ser examinado pelos deputados.
“Só de assistir à entrevista de Flávio Bolsonaro, tentando explicar os motivos de ter votado a favor de um projeto de lei ao qual se diz contrário, já fica nítido que esse rapaz não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates.
Vale lembrar que ele desmaiou, ao debater em busca de cargo bem mais simples”, observou Janaina Paschoal, advogada do impeachment de Dilma Rousseff e deputada estadual paulista de 2019 a 2023, eleita em 2018 no embalo da onda bolsonarista.
O citado “desmaio” ocorreu diante das câmeras de tevê em 2016, na campanha para prefeito do Rio.
“Não tem como a direita se unir em torno dessa candidatura, não importa o barulho que façam nas redes”, emendou Janaina no X.
Um veterano analista de pesquisas acrescenta:
Flávio Bolsonaro é um “péssimo” candidato.
A força dele é o sobrenome, pouco para uma decisão racional de voto, embora o que seja “racional” varie entre os eleitores.
O currículo também não ajuda.
O parlamentar não tem proposta legislativa aprovada digna de tremular em campanha.
E ele ainda carrega o peso da acusação de praticar “rachadinha”, descrição folclórica de um crime sério, o de peculato, que é embolso de verba pública por quem deveria cuidar dela.
Em 2020, o Ministério Público do Rio denunciou-o ao Tribunal de Justiça fluminense por peculato e lavagem de um dinheiro que deveria ter pago funcionários legislativos no tempo em que Flávio era deputado estadual.
Lavagem feita, por exemplo, com uma loja de chocolates.
Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça anulou quebras de sigilos bancário e fiscal que embasavam a acusação, enquanto o STF fez o mesmo com relatórios do Coaf, o órgão federal de combate à lavagem.
No fim das contas, o próprio MP pediu ao TJ que rejeitasse a acusação, pois ela não parava em pé sem as provas anuladas.
O rolo da “rachadinha” é responsável por uma hipocrisia monumental na pré-campanha deste ano.
Sergio Moro era ministro da Justiça de Bolsonaro e foi demitido em abril de 2020, pois o capitão queria trocar a direção da Polícia Federal para salvar o primogênito.
Dali em diante, Moro e o bolsonarismo viveriam momentos crispados.
Em novembro de 2021, o ex-juiz filiou-se a um partido, a fim de disputar o Planalto (não conseguiu, teve de se contentar com o Senado), e tascou:
“Chega de rachadinha”.
Agora, ingressou no PL para concorrer a governador do Paraná e promete subir com Flávio no palanque.
Por falar em hipocrisia, o bolsonarismo sempre foi inimigo dos direitos humanos, mas os empregou para “sensibilizar” o Supremo e arrancar uma prisão domiciliar para o capitão.
O deputado Rui Falcão, do PT paulista, entrou com uma ação na Corte a pedir o mesmo tratamento a condenados idosos e doentes.
“Eles têm problema na família, lógico, mas nós vamos ter que resolver todos.
Se nós não resolvermos esses problemas, o Eduardo Bolsonaro não volta mais para o Brasil.”
Palavras de Valdemar Costa Neto, chefe do PL, o partido bolsonarista, após participar, em 30 de março, de um almoço do Lide, aquela panelinha de ricos e políticos fundada por João Dória Jr., ex-governador de São Paulo.
Para Costa Neto, as chances do 01 [do Jair] dependem do empenho de três personagens, e um deles é Tarcísio – Michelle e Nikolas Ferreira, deputado por Minas Gerais, são os outros.
“Precisamos ganhar a eleição.
Porque, se nós perdermos, o Bolsonaro vai ficar mais oito, dez anos fechado (preso)”, declarou o cacique do PL em 3 de março.
Não há dúvida:
o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro é, antes de tudo, um empreendimento familiar, o Brasil vem depois [se vier].
Em junho do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro disse à Folha de S.Paulo que o indulto ao pai era a condição para o apoio do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado].
E que, para sair do papel, a anistia exigiria peitar o Supremo, pois o PT recorreria ao tribunal para derrubá-la.
O STF já avisou que a considera inconstitucional.
“É uma hipótese muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força.
A gente está falando da possibilidade de interferência direta entre os Poderes”, dizia o 01 [do Jair].
“Então vai ter que ser alguém na Presidência que tenha o comprometimento, não sei de que forma, de que isso (o indulto) seja cumprido.”
Por sua vez, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, quer ser uma alternativa direitista.
Foi oficializado como postulante do PSD, embora todas as candidaturas existirão para valer somente se aprovadas em convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto.
Caiado é um ruralista reacionário que não admite ter havido a ditadura inaugurada em 1964, há exatos 62 anos.
Terá alguma chance na eleição apenas com um surrupio de eleitores do filho do capitão.
As críticas que fez e fará a Lula serão para lembrar ao eleitorado de que ele é oposição, não para tirar votos do petista.
Eis por que prometeu anistia a Jair e atirou contra Flávio, ao ser anunciado pelo PSD.
Segundo ele, o senador não tem experiência para governar.
Otoni de Paula, deputado evangélico do Rio, apoiou Bolsonaro em 2018 e agora diz que irá de Caiado.
Até trocou o MDB pelo PSD.
Tem dito que Flávio está metido em corrupção em hospitais federais do Rio.
No governo do capitão [Jair Bolsonaro, o Apenado], houve denúncias de que milicianos controlavam um desses hospitais em Bonsucesso.
Íntegra em:
https://www.cartacapital.com.br/politica/apenas-flavio/
.
Bernardo
O 01 seguirá a carranca da sisudez para se distanciar do estilo do pai; mas é o outro lado da mesma moeda. Ambos são tal qual o norte americano , o millei, o Bibi, o bigodinho, o mussula, o orban, o kast.