VÍDEO: Paulo Nogueira Batista Jr fala a Robinson Farinazzo sobre guerra dos EUA e Israel contra o Irã e a situação do Brasil

Tempo de leitura: < 1 min

Sugestão do professor Schabib Hany, de Corumbá (MS)

Robinson Farinazzo é analista militar e de geopolítica; comanda no You Tube o canal Arte da Guerra

Paulo Nogueira Batista Júnior é economista e escritor.

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Zé Maria

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Israel arrastou Trump e os EUA
para uma Guerra com o Irã?
[Ou foi o Contrário?]

Por Michael F. Brown, no Electronic Intifada

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, arrastou o presidente Donald Trump e os Estados Unidos para uma guerra impopular com o Irã em nome das ações historicamente impopulares de seu país, após mais de dois anos de genocídio em Gaza e décadas de apartheid entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo?

No domingo [1º], Netanyahu, que enfrenta um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional [TPI] por crimes contra a humanidade, disse sobre a guerra com o Irã:
“Estamos também trazendo para esta campanha a assistência dos Estados Unidos, do meu amigo, o presidente dos EUA, Donald Trump, e das forças armadas americanas.
Esta coalizão de forças nos permite fazer o que eu anseio fazer há 40 anos: aniquilar o regime terrorista.
Isto é o que eu prometi – e isto é o que faremos.”

Ele parece estar se gabando para seus eleitores:
“Eu libertei os americanos”.
Isso soa muito como um homem que espera ganhar mais uma eleição, tendo reforçado suas credenciais com base em ocupação, crimes de guerra e genocídio.

No dia seguinte, segunda-feira [2], o secretário de Estado Marco Rubio citou as ações de Israel como um fator que levou os EUA a uma guerra com o Irã.

Segundo Rubio, “Sabíamos que haveria uma ação israelense, sabíamos que isso precipitaria um ataque contra as forças americanas e sabíamos que, se não os atacássemos preventivamente antes que lançassem esses ataques, sofreríamos baixas ainda maiores.”

Mais tarde, Anderson Cooper, da CNN, exibiu um trecho relevante da declaração de Rubio para Thomas Friedman, colunista do New York Times, e para Fareed Zakaria, também da CNN.

“Havia, sem dúvida, uma ameaça iminente”, disse Rubio.
“E a ameaça iminente era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado – e acreditávamos que seria –, eles nos atacariam imediatamente.
E não íamos ficar parados absorvendo o golpe antes de responder.
Porque o Departamento de Guerra avaliou que, se fizéssemos isso, se esperássemos que eles nos atacassem primeiro depois de serem atacados por outra pessoa – Israel os atacou, eles nos atacaram primeiro, e nós esperássemos que eles nos atacassem –, sofreríamos mais baixas e mais mortes.”

Friedman descreveu o comentário como “assustador”, mas pareceu relutante em abordar a sugestão de que Israel levou os EUA à guerra.

Em seu discurso, Rubio indicou que os EUA acabariam entrando em guerra de qualquer maneira, embora isso sugira uma total falta de confiança em suas próprias habilidades diplomáticas.
E na tarde seguinte, ele negou enfaticamente ter dito o que disse, alegando que era “falso” e um trecho distorcido.
“Entramos na guerra por causa de Israel? …
Eu disse que não, eu disse a vocês que isso teria que acontecer de qualquer maneira”, disse ele aos jornalistas, explicando o que pretendia transmitir no dia anterior.

No entanto, o republicano Mike Johnson, da Louisiana, presidente da Câmara dos Representantes, usou uma linguagem muito semelhante à formulação inicial de Rubio ao descrever por que os EUA entraram em guerra com o Irã.
“Se Israel atacasse o Irã e tomasse medidas contra o Irã para destruir os mísseis, então eles [os iranianos] teriam retaliado imediatamente contra o pessoal e os recursos dos EUA.”

Durante sua coletiva de imprensa de terça-feira [3], na qual tentou esclarecer a situação, Rubio claramente tentava se reaproximar de Trump, que mais cedo naquele dia havia tentado alterar a narrativa de Rubio, insistindo:
“Na verdade, talvez eu tenha forçado a mão de Israel”.

A retratação do presidente em relação ao comentário de Rubio não é surpreendente.

Trump teme parecer fraco perante os apoiadores do MAGA, que estão consternados e furiosos com sua quebra de promessa de campanha repetida de não iniciar novas guerras.

Íntegra:
https://electronicintifada.net/blogs/michael-f-brown/did-israel-drag-trump-and-us-war-iran
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