Marcelo Zero: La Planète, c’est moi

Tempo de leitura: 4 min
Foto: © Jonathan Ernst/ ABr

Por Marcelo Zero*

O que Trump anda fazendo coloca-o no mais alto da chamada escala F (F de fascista), desenvolvida por Theodor Adorno e outros, na famosa obra The Autoritharian Personality (A Personalidade Autoritária), de 1950, livro seminal que até hoje influencia reflexões sobre psicologia social e política e a sobre as bases psicossociais do fascismo, em sentido lato.

Tal fascismo, nesse sentido amplo, no sentido usado por Adorno, foi e é, aliás, a grande marca negativa que Bolsonaro imprimiu na sociedade e na política brasileira.

Uma marca que não pode ser naturalizada, em um ambiente democrático saudável.

Uma marca que precisa ser combatida por todos aqueles que tenham real compromisso com as instituições democráticas e com a soberania do Brasil.

Uma marca de crime e maldade, a ser enquadrada pela justiça.

A mesma coisa pode ser dita em relação a Trump e ao “trumpismo”. Trump exibe também claros sinais de sociopatia e representa óbvia e grave ameaça à democracia estadunidense (mesmo com todas as suas insuficiências) e às democracias do mundo.

No plano interno, Trump está corroendo celeremente as bases constitucionais e legais do que sobrou da democracia estadunidense. Creio que nem se pode utilizar mais o eufemismo “autocracia”, como o fazem Steven Levitsky e Lucan A. Way.

Com Trump, os EUA tendem a se tornar, se não houver pronta e ampla reação interna, uma franca ditadura. Jeffrey Sachs, entre vários outros analistas respeitáveis, já advertiu sobre isso.

As ações criminosas do ICE, as intervenções autoritárias em Estados governados e cidades governados por Democratas, as agressões à imprensa e às universidades, as tentativas de redesenho dos distritos eleitorais dos EUA e o claro desejo de buscar um terceiro mandato inconstitucional para Trump revelam um quadro extremamente preocupante.

Apoie o VIOMUNDO

No plano externo, sua tentativa de criar uma ordem mundial hobbesiana, baseada no uso desavergonhado da força e na “bilatelarização” das relações internacionais, busca eliminar o multilateralismo e as regras mais elementares do direito internacional público.

Aliás, seus ideólogos estão dizendo isso claramente: o direito internacional não existe; não há regras a serem respeitadas.

Ora, o multilateralismo nada mais é que democracia na ordem internacional. Algo que intenta proteger os mais fracos contra a violência dos mais fortes. Sem o multilateralismo, passa a valer a velha e conhecida máxima de Tucídides: “Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem”.

A recente declaração de Trump de que o seu poder está limitado apenas por sua “moralidade” (qual?) é uma chocante confissão de um candidato a monarca interno absoluto e a Imperador mundial.

Luis XIV teria dito : “L’État, c’est moi”. Trump parece dizer : La Planète, c’est moi. Parece acreditar que sua zona de influência exclusiva é o mundo inteiro.

Trump, é evidente, caiu na “Armadilha de Tucídides” e sua “estratégia” obtusa, que desconhece a nova realidade multipolar, crescente e irreversível, da ordem mundial, não vai funcionar.

Ela poderá até funcionar, no curto-prazo e pontualmente, em países fragilizados e isolados, como a Venezuela. Também poderá funcionar na Groenlândia, já que a Europa vem se mostrando incapaz de reagir, de forma coesa, às agressões de Trump.

Diga-se passagem, Trump vê a União Europeia como um grande estorvo, um bloco que precisaria ser desconstruído e, a bem da verdade, nutre, no fundo, a mesma hostilidade contra a Otan, bem como contra todas as instituições multilaterais e plurilaterais, como se viu recentemente.

Trump, lembre-se, é um “antiglobalista”. Acredita que o “globalismo” é uma ideologia herdada do “marxismo cultural”, o qual procuraria, segundo essa interpretação obsoleta e tosca do mundo, subverter os valores tradicionais e cristãos do Ocidente e enfraquecer o Estado-Nação.

Não obstante, nos médio e longo prazos, essa “estratégia” trumpista, embora não esteja mais empenhada mais em caros e longos “nation builgings” e em “regime changes”, como no passado, mas sim em intervenções pontuais, rápidas e baratas, sem ocupação territorial, tende a enfraquecer os EUA e a acelerar o declínio relativo do Império.

A China, em particular, deverá se beneficiar dessa desordem hobbesiana, e o processo de “desdolarização”, grande temor de Trump e dos EUA, poderá se intensificar.

Afinal, o mundo em que Trump vive e delira é o mesmo mundo de Teddy Roosevelt. Um mundo que não existe mais.

Mas, no caso de Trump, alguns estadunidenses poderiam até alegar que ele estaria tentando promover os interesses dos EUA, ainda que de forma inteiramente amoral e ilegal.

No caso do bolsonarismo, que tem muitas semelhanças ideológicas com o trumpismo, é o inverso, porém.

Combinado com um ultraneoliberalismo e com um antipetismo e antiesquerdismo extremo, visceral, o bolsonarismo tem como premissa geopolítica a renúncia à soberania e a opção evidente por uma canina submissão, em relação aos EUA.

Assim, bolsonaristas e aliados não têm projeto algum, estratégia alguma, para o país, para além do ódio a quaisquer ações progressistas, da plena regressão econômica, social e política e do alinhamento desavergonhado e míope aos interesses desabridos do Império.

O bolsonarismo parece dizer: Le Brésil appartient aux États-Unis, em estreita consonância com o Corolário Trump da Doutrina Monroe.

Julián Marias, filósofo conservador, discípulo de Ortega y Gasset, certa vez foi perguntado se era “antimarxista”. Julián Marias afirmou que não, pois ser “anti” alguma coisa significa não ter identidade própria; significa ter a identidade política definida pelo ódio ao outro.

O bolsonarismo, nesse sentido, não tem identidade própria e visão alguma. Tem vocação para inexorável para quintal, para colônia. Move-se e define-se por uma sociopatia social e política que é um vácuo pleno de ódio e obtusidade.

Neste ano, com a inelegibilidade de Bolsonaro, seus avatares disputarão o lamentável espólio dessa sociopatia naturalizada, dessa submissão desavergonhada, desse buraco negro político.

Independentemente do nome, será a mesma coisa, a mesma tragédia, a mesma miséria intelectual, ética e moral já vista no ferro quente na tornozeleira. A mesma sociopatia tornada tão evidente na pandemia.

Não será “terceira via” civilizada; será a mesma via da barbárie e da submissão canina.

Contra essa perspectiva profundamente deletéria, haverá, sempre, a resposta da justiça, da democracia e dos valores civilizatórios.

Haverá, sempre, a resposta da soberania.

E haverá, sempre, para sempre, a resposta digna e altaneira de um povo que jamais deixará de defender o sonho libertador de um Brasil justo, próspero e soberano.

O Brasil de Lula.

Neste ano, esse Brasil será atacado de todas as formas, numa guerra híbrida implacável.

Nas eleições, a soberania democrática do País terá de ser o tema central. Um divisor de águas histórico.

Talvez definitivo.

O Brasil terá de escolher o Brasil.

*Marcelo Zero é sociólogo e especialista em Relações Internacionais.

Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo

Apoie o VIOMUNDO


Siga-nos no


Comentários

Clique aqui para ler e comentar

Zé Maria

.
A ERA DAS ANEXAÇÕES

O presidente dos EUA violou gravemente o Direito
Internacional ao realizar uma operação militar
em território venezuelano, caracterizada como
crime de agressão por ferir a soberania de um
Estado independente e a Carta da ONU

Por Ivandilson Miranda Silva (*), no Le Monde Diplomatique

Após a ação temerária do governo Trump,
que culminou no sequestro do presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, em 03 de janeiro
de 2026, estamos diante de uma questão
profundamente problemática para a geopolítica
internacional e para a reorganização da chamada
“Nova Ordem Mundial”.

Trump violou leis internas dos Estados Unidos, como
a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que determina
que qualquer ação de intervenção em outro país deve
ser comunicada ao Congresso norte-americano,
cabendo a esta instituição autorizar ou não a operação.

Além disso, o presidente dos EUA feriu gravemente
o Direito Internacional, uma vez que a operação
militar em território venezuelano pode ser
classificada como “crime de agressão”, por violar
a soberania de um Estado independente e a Carta
das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra
a integridade territorial de outros países.

Juristas descrevem o episódio como um “sequestro
presidencial”, argumentando que o combate ao
narcotráfico ou a suposta defesa da democracia
não oferecem base legal para invadir um país e retirar
seu líder à força.

Outro ponto central é que, segundo o Direito Internacional,
chefes de Estado em exercício gozam, em regra,
de imunidade, o que impediria sua prisão e julgamento
por tribunais estrangeiros.

Trump passou por cima de todas essas normas
e instituições, colocando-se como um líder todo-
poderoso.

Chegou, inclusive, a publicar em redes sociais que
todo o hemisfério pertence aos Estados Unidos.

Essa ação trumpista cria um precedente extremamente
perigoso, pois enfraquece – ou mesmo destrói –
os pilares do Direito Internacional, além de conferir
poderes de caráter ditatorial ao presidente norte-
americano, que desrespeita as leis do próprio país.

Ao agir assim, Trump estimula Vladimir Putin a
avançar na anexação de territórios ucranianos
– ou mesmo de toda a Ucrânia – à Rússia.

A China, por sua vez, pode sentir-se encorajada
a resolver definitivamente a questão de Taiwan,
retomando o território.

O próprio Trump já ameaça anexar a Groenlândia
e envia recados intimidatórios à Colômbia.

Diante desse cenário, emerge uma nova conjuntura
geopolítica:
chegamos à era das anexações (salve Eric Hobsbawm), na qual as potências mais fortes passam
a absorver as mais fracas.

Essa anexação não significa, necessariamente,
uma invasão militar direta; pode ocorrer por meio
do alinhamento político de governos nacionais
aos interesses da Casa Branca.

Nesse contexto, o governo Trump tende a interferir
em processos eleitorais na América do Sul.

A Colômbia terá eleições em abril e, por isso,
Trump provoca Gustavo Petro neste momento.

No Brasil, as eleições ocorrerão em outubro, e a
extrema direita alinhada a Trump fará de tudo
para obter o apoio dos Estados Unidos.

Resta saber se Trump apoiará o candidato da oposição
brasileira, considerando sua aproximação pragmática
com o governo Lula.

Cenas dos próximos capítulos.
Por ora, já sabemos que “alguma coisa está
fora da ordem, fora da Nova Ordem Mundial”.

(*) Ivandilson Miranda Silva é Professor de Filosofia.
Doutor em Educação e Contemporaneidade pela
Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

https://diplomatique.org.br/a-era-das-anexacoes/
.

Zé Maria

.
A FASCISTIZAÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
Da Crise da Democracia Liberal Capitalista ao Irracionalismo: Rebatimentos na América Latina

Por:

1) Glaucia Lélis Alves
Professora na Escola de Serviço Social(UFRJ);
Doutora em Serviço Social (UFRJ);
Coordenadora do Grupo de Estudos Carlos Nelson.

2) Joana Aparecida Coutinho**
Professora na Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
Doutora em Ciência Sociais: Política (PUC/SP);
Coordenadora do GEHLAL (https://gehlal.ufma.br/); e
Co-coordenadora do Núcleo Práxis de Pesquisa, Educação Popular e Política da USP.

3) Yuri Martins-Fontes Leichsenring***
Professor de História e Filosofia Política (USP)
Doutor em História Econômica (USP/CNRS);
Coordenador-Geral do Núcleo Práxis de Pesquisa
Educação Popular e Política da USP.
Escritor, Ensaísta, Tradutor e Editor.

4) Ricardo Ramos Shiota
Professor na Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
Doutor em Sociologia (UNICAMP);
Pós-Doutor em Sociologia Política pela Universidade
Estadual do Norte Fluminense (UENF);
Pós-Doutor em Políticas Públicas da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA);
Pesquisador do GEHLAL (https://gehlal.ufma.br/).

https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/24464/13085
.

Zé Maria

.
“Secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional
do Irã pede Ação Decisiva Contra Manifestantes Violentos”

TEERÃ (Tasnim) – O secretário do Conselho Supremo
de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, enfatizou
a necessidade de reprimir os elementos que fomentam
a insegurança e danificam pessoas e propriedades
públicas em meio aos distúrbios no país.

Em entrevista à Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB ), Larijani afirmou que o Poder Judiciário deve
tomar medidas decisivas contra aqueles que criam
insegurança, matam pessoas e vandalizam propriedades
públicas nos distúrbios que tomaram conta de diversas
cidades do Irã nos últimos dias.

É necessário fazer uma distinção entre protestos
e tumultos, acrescentou ele.

Larijani afirmou que, embora um grupo de pessoas
tenha realizado protestos legítimos contra as dificuldades
econômicas, uma corrente destrutiva e organizada
surgiu para desviar as reivindicações econômicas
e incitar a violência.

Ele afirmou que as atividades criminosas, como assassinatos
e incêndios criminosos, se assemelham muito aos
métodos usados ​​por grupos terroristas como o
Daesh (ISIL ou ISIS), alertando que tais medidas violentas
só prejudicariam a sociedade, perturbariam a segurança
e resultariam em consequente estagnação econômica.

Nos últimos dias, manifestantes violentos pró-monarquia
vandalizaram propriedades públicas e privadas em
diversas cidades do Irã, matando civis e membros das
forças de segurança, além de ferir outras pessoas.

Os manifestantes pró-monarquia vandalizaram
propriedades públicas, bloquearam ruas, atacaram
prédios administrativos e delegacias de polícia, e
feriram vários membros das forças de segurança e
da lei.

https://www.tasnimnews.com/en/news/2026/01/11/3492208/top-iranian-security-official-urges-decisive-action-against-rioters
.

Zé Maria

.
“Distúrbios no Irã foram provocados pelos EUA”,
afirma o presidente iraniano

TEERÃ (Tasnim) – O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, apontou o dedo para os EUA, acusando-os de provocar tumultos e distúrbios no Irã após o fracasso em derrotar militarmente a República Islâmica.
Em uma reunião com o Ministro das Relações Exteriores
de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi, realizada
em Teerã no sábado [10], o Presidente Pezeshkian
denunciou o papel destrutivo dos EUA e do regime
sionista em perturbar a paz, a segurança e a
estabilidade internacionais.

“Todas as tentativas dos EUA e do regime sionista
visam prolongar a guerra e a insegurança na região,
impedir a formação da unidade entre os países islâmicos
e criar divisões para poderem levar a cabo os seus
planos e objetivos sinistros”, acrescentou o
presidente iraniano.

Denunciando as ações hipócritas dos EUA durante
as negociações nucleares com o Irã, Pezeshkian
afirmou que o mundo testemunhou como Washington
sabotou a diplomacia e o diálogo enquanto o Irã
estava à mesa de negociações e como os EUA
cometeram crimes contra a humanidade, violando
o direito internacional, ao atacar o Irã.

Pezeshkian observou que os EUA agora estão tentando
prosseguir com as mesmas políticas hostis por um
caminho diferente, desta vez provocando tumultos
e caos na população.

“No entanto, a nação iraniana apoiará seu país
e suas instituições com mais firmeza do que antes.”

https://www.tasnimnews.com/en/news/2026/01/11/3492004/riots-in-iran-provoked-by-us-president
.

Zé Maria

.

Em 15 dias, os EUA atacaram
a Nigéria, a Venezuela, a Síria
e agora o Irã.
É Guerra Total (Híbrida)!
.
.
“Gostaria de assinalar que senti falta
das ‘valorosas feministas brasileiras’.
Quem se lembra que ficaram indignadas
e receberam ampla cobertura da mídia
para atacar o presidente Lula, quando ele
se referiu à ministra Gleisi Hoffmann
como ‘bonita’, o que ela efetivamente é?
Essas mesmas feministas não abriram
o bico quando a primeira-dama da Venezuela,
na aparição perante a Justiça de Nova York,
apresentava um enorme hematoma em um
dos olhos, ferimentos pelo corpo e algumas
costelas quebradas, de acordo com relato
da mídia estadunidense.
Haja feminismo seletivo!”

Jornalista ÂNGELA CARRATO
Professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e
Membro do Conselho Deliberativo da Associação
Brasileira de Imprensa (ABI).
Em: https://t.co/8tLtSieD6K
https://x.com/VIOMUNDO/status/2010008942412476478

https://www.viomundo.com.br/politica/angela-carrato-tres-fatos-sequestrados-pela-midia-brasileira.html
.

Zé Maria

.
.
“O Irã está travando 4 Guerras Simultâneas com EUA:
Econômica, de Inteligência, Militar e Anti-Terrorista”,
diz Presidente do Parlamento Iraniano.

TEERÃ (Tasnim) – A República Islâmica [do Irã] está
travando uma guerra contra inimigos em quatro
frentes simultaneamente, afirmou o presidente do
Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf.

Em discurso no Parlamento no domingo, Qalibaf
afirmou que o Irã está atualmente em guerra com
os Estados Unidos e Israel, seus inimigos, nas esferas
econômica, intelectual, militar e antiterrorista,
simultaneamente.

Ele afirmou que, embora as guerras econômica,
de informação e psicológica contra o Irã estejam
em curso há muitos anos e tenham se tornado
mais complexas ao longo do tempo, a guerra militar
teve início em junho de 2025, após os atos de agressão
americanos e israelenses.

Qalibaf observou que a derrota do inimigo na guerra
militar contra o Irã forçou os EUA a provocarem
distúrbios no país, a sequestrarem as demandas
legítimas do povo e a iniciarem uma guerra terrorista
cometendo crimes.

O presidente do Parlamento alertou que o codinome
para esse tipo de guerra contra o Irã, semelhante à
do Daesh, é “guerra terrorista”, cujo objetivo é causar
vítimas.

Em uma crítica contundente ao presidente dos EUA,
Donald Trump, por suas ameaças explícitas contra
o Irã, Qalibaf afirmou que o povo iraniano decidiu
se opor e eliminar os terroristas armados.

Em declarações feitas em 9 de janeiro, o Líder da
Revolução Islâmica, Aiatolá Seyed Ali Khamenei,
afirmou que os vândalos destruíram prédios de
seu próprio país em Teerã e em outras cidades,
a fim de apaziguar o presidente dos EUA.

“O presidente dos EUA tem o sangue de mais de
mil iranianos em suas mãos”, disse o Líder,
acrescentando que Donald Trump confessou ter
ordenado ataques durante a guerra de 12 dias em
junho de 2025, que ceifaram a vida de mais de mil
iranianos, incluindo comandantes militares, cientistas
e civis.

O Líder atacou um bando de pessoas desavisadas
que foram enganadas pelo presidente dos EUA
e incendiaram latas de lixo para agradar Trump.

O aiatolá Khamenei deixou claro que a República
Islâmica, que surgiu graças aos sacrifícios de
centenas de milhares de pessoas nobres, jamais
recuará diante de vândalos ou tolerará atitudes
mercenárias em relação a estrangeiros.

Quando uma pessoa se torna mercenária e serve
a estrangeiros, essa pessoa será rejeitada pela
nação e pelas autoridades islâmicas, afirmou o Líder.

O aiatolá Khamenei também pediu à juventude do Irã
que mantivesse a prontidão, a unidade e a presença
em cena, enfatizando que uma nação unificada e
integrada superará todos os inimigos.

https://www.tasnimnews.com/en/news/2026/01/11/3492182/iran-fighting-4-simultaneous-wars-with-us-israel-qalibaf
.
.

Zé Maria

.
.
“De Gaza à Venezuela:
Como as Regras do Mundo
Estão Sendo Quebradas”

Israel teria influenciado os EUA
a promover uma mudança de
regime na Venezuela e o sequestro
do Presidente Nicolás Maduro?

A Semana na Palestina, com
Mouin Rabbani, no Canal
Middle East Monitor:
https://youtu.be/0866DI7oFjA

https://www.middleeastmonitor.com/20260107-from-gaza-to-venezuela-how-the-rules-of-the-world-are-being-broken-palestine-this-week-with-mouin-rabbani/
.
.

Zé Maria

Na Holanda, as manifestantes se reuniram em Haia, hasteando bandeiras e imagens de Reza Pahlavi,
filho exilado do falecido Xá do Irã, que era pró-EUA.

Zé Maria

.
.
Pergunta Retórica

Por que o Movimento Feminista Europeu
não organiza um Mega-Protesto para
derrubar a Monarquia Absolutista do
Reino da Arábia Saudita, que é mais
repressor contra Mulheres do que o Irã ?
.
.

Zé Maria

.
Meta (WhatsApp, Facebook, Instagram)
Alphabet (Google, YouTube) e Microsoft
aderem aos Protestos no País Persa. [*]

*[Irã Corta Sinal de Internet para evitar
Acesso às Máquinas Virtuais de
Derrubar Governos no Mundo.]
.

Zé Maria

.
Revolução Colorida [*] no Irã

Os Estados Unidos são os culpados
pela “transformação de protestos
pacíficos em atos violentos e subversivos
e vandalismo generalizado” no Irã,
disse o embaixador iraniano na ONU
ao Conselho de Segurança na
sexta-feira (9).

Amir Saeid Iravani destacou que
o país persa condena “a conduta
contínua, ilegal e irresponsável
dos Estados Unidos da América,
em coordenação com o regime
israelense, ao interferir nos
assuntos internos do Irã
por meio de ameaças, incitação
e incentivo deliberado à instabilidade
e à violência”. (Reuters).

*[ Alguém lembrou de 2013 no Brasil e na Ucrânia? ]
.

Zé Maria

Vai ser a Eleição da Soberania x Medo/Ameaça.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Leia também

Política

Chris Hedge: Indo à guerra, novamente, por Israel

Por Chris Hedges*, em seu Substack Mais uma vez, os Estados Unidos vão à guerra por Israel. Mais uma vez, muitos morrerão pelo Estado sionista, […]

Política

Ângela Carrato: JN, contra os fatos, a serviço do patrão Trump

”Reportagem” deplorával do ataque de EUA e Israel ao Irã

Política

Marcelo Zero: Irã, desastre anunciado

O assassinato de Ali Khamenei