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Os Estados Unidos da América do Norte já haviam
bombardeado a Nigéria, outro País Rico em Petróleo.
.
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PALM BEACH, FLÓRIDA, 25 Dez (Reuters) –
Os Estados Unidos realizaram [sob falso pretexto]
um ataque contra militantes do Estado Islâmico
no noroeste da Nigéria a pedido do governo
nigeriano, disseram o presidente Donald Trump
e militares norte-americanos na quinta-feira,
alegando que o grupo estava atacando os cristãos
na região.
“Esta noite, sob minha orientação como comandante-em-chefe,
os EUA lançaram um ataque poderoso e mortal
contra a escória terrorista do ISIS [Estado Islâmico]
no noroeste da Nigéria, que tem visado e matado
cruelmente, principalmente, cristãos inocentes,
em níveis não vistos há muitos anos, e até mesmo
séculos!”, disse Trump em uma postagem na Truth
Social.
O Comando Africano das Forças Armadas dos EUA
disse que o ataque foi realizado no estado de Sokoto
em coordenação com as autoridades nigerianas e
matou vários militantes do ISIS.
O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf
Maitama Tuggar, disse à emissora britânica BBC que
o ataque foi uma ‘operação conjunta’ visando
‘terroristas’ e que ‘não tem nada a ver com uma
religião específica’.
Sem citar especificamente o ISIS, Tuggar disse que
a operação havia sido planejada ‘há algum tempo’ e
que usou informações de inteligência fornecidas
pelo lado nigeriano.
Ele não descartou a possibilidade de novos ataques,
acrescentando que isso dependia de ‘decisões
a serem tomadas pela liderança dos dois países’.
O ataque ocorre depois que Trump, no final de
outubro, começou a alertar que o cristianismo
enfrenta uma “ameaça existencial” na Nigéria
e ameaçou intervir militarmente no país da África
Ocidental por causa do que ele diz ser “a falha do
país” africano em impedir a violência contra as
comunidades cristãs.
A Reuters informou na segunda-feira que os EUA
estavam realizando voos de coleta de informações
sobre grande parte da Nigéria desde o final de
novembro.
‘MAIS POR VIR’
O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria
disse que o ataque foi realizado como parte da
cooperação de segurança em andamento com
os EUA, envolvendo compartilhamento de inteligência
e coordenação estratégica para atingir grupos
militantes.
“Isso levou a ataques de precisão contra alvos terroristas na Nigéria por meio de ataques aéreos
no Noroeste”, disse o ministério em um post no X.
Um vídeo postado pelo Pentágono mostrou pelo
menos um projétil lançado de um navio de guerra.
Uma autoridade de defesa dos EUA disse que o
ataque teve como alvo vários militantes em locais conhecidos do ISIS.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, agradeceu ao governo nigeriano no X por seu
apoio e cooperação e acrescentou:
“Mais por vir…”
O governo da Nigéria disse que grupos armados
têm como alvo tanto muçulmanos quanto cristãos,
e as alegações dos EUA de que os cristãos enfrentam
perseguição não representam a complexa situação
de segurança e ignoram os esforços para proteger
a liberdade religiosa.
Mas o governo nigeriano concordou em trabalhar
com os EUA para reforçar suas forças contra grupos
terroristas.
A população do país é dividida entre muçulmanos
que vivem principalmente no Norte e cristãos no Sul.
A polícia disse na quinta-feira que um suposto
homem-bomba matou pelo menos cinco pessoas
e feriu outras 35 em uma mesquita no Nordeste
da Nigéria, outra região afetada por insurgentes
islâmicos.
Em uma mensagem de Natal publicada anteriormente
no X, o presidente nigeriano Bola Tinubu pediu paz
em seu país, “especialmente entre indivíduos de
crenças religiosas diferentes”.
Na semana passada, as forças armadas dos EUA
lançaram ataques separados em grande escala
contra dezenas de alvos do Estado Islâmico na Síria,
depois que Trump prometeu revidar na sequência
de um suposto ataque do ISIS contra o pessoal
dos EUA no país.
(Reportagem de Trevor Hunnicutt, Idrees Ali, Surbhi Misra e Simon Lewis; reportagem adicional de Donna Bryson e Maria Tsvetkova)
Reuters
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“Danos Colaterais”
Os Estados Unidos, com uma nova abordagem militar,
têm intensificado suas ações contra grupos supostamente terroristas na África.
A declaração de Trump sobre “números perfeitos” e
a eliminação de “escória terrorista” foram amplamente
divulgadas pelo governo americano, mas a realidade
no terreno conta uma história diferente.
Moradores de Offa [*] relataram a destruição de
propriedades agrícolas e a morte de civis, levantando
preocupações sobre a precisão dos ataques.
As reações aos ataques não tardaram a surgir.
Organizações de direitos humanos expressaram sua
preocupação com os danos colaterais [assassinato
de civis inocentes] e a falta de transparência nas
operações.
Em nível internacional, líderes de vários países pediram
uma revisão das estratégias de combate ao terrorismo,
enfatizando a necessidade de proteger os civis
em meio a conflitos.
Um dos principais desafios enfrentados pelas forças americanas é a identificação precisa de alvos terroristas.
Enquanto as autoridades afirmam que os ataques
visavam posições do Estado Islâmico (ISIS), muitos
na região questionam se realmente havia terroristas
no local.
A confusão sobre os alvos pode levar a consequências
graves.
Especialistas sugerem que uma abordagem mais
criteriosa e colaborativa, que envolva as forças
armadas nigerianas e as comunidades locais,
pode ser fundamental para evitar mais tragédias.
A necessidade de uma estratégia que priorize a
segurança civil é mais relevante do que nunca.
Os ataques aéreos dos EUA na Nigéria, embora justificados sob a bandeira da luta contra o terrorismo, expõem uma série de falhas na execução e planejamento.
A falta de clareza nos objetivos e a possibilidade de danos fatais significativos contra os habitantes locais
destacam a complexidade da guerra moderna.
A situação exige uma reflexão profunda sobre a
eficácia das operações militares e suas implicações
para a paz e segurança na região.
Washington Post
*[Offa é uma cidade histórica e importante em Kwara State, Nigéria, conhecida por sua rica cultura Iorubá, comércio de tecelagem e tingimento, agricultura (especialmente batata-doce), tradições de luta livre (Ijakadi).
Fundada por volta de 1000 d.C. por iorubás, com sua origem ligada a Olalomi Olofa-gangan, príncipe de Oyo,
a cidade é um centro de aprendizado e comércio, com foco em tecelagem e tingimento (com corantes vegetais), agricultura (batata-doce, milho) e criação de gado, servindo no passado também como um
importante nó ferroviário, ponto estratégico na linha
férrea de Lagos para o norte da Nigéria.
Famosa pela luta livre (“Ijakadi Loro Offa”), costumes
como o ritual “Onimoka” e a celebração de festivais
“Egungun”, Offa é um local com forte identidade iorubá,
destacando-se por suas tradições, história e contribuições
culturais e econômicas para a Nigéria, sendo um
centro cultural e comercial importante na região.]
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Comentários
Zé Maria
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Os Estados Unidos da América do Norte já haviam
bombardeado a Nigéria, outro País Rico em Petróleo.
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PALM BEACH, FLÓRIDA, 25 Dez (Reuters) –
Os Estados Unidos realizaram [sob falso pretexto]
um ataque contra militantes do Estado Islâmico
no noroeste da Nigéria a pedido do governo
nigeriano, disseram o presidente Donald Trump
e militares norte-americanos na quinta-feira,
alegando que o grupo estava atacando os cristãos
na região.
“Esta noite, sob minha orientação como comandante-em-chefe,
os EUA lançaram um ataque poderoso e mortal
contra a escória terrorista do ISIS [Estado Islâmico]
no noroeste da Nigéria, que tem visado e matado
cruelmente, principalmente, cristãos inocentes,
em níveis não vistos há muitos anos, e até mesmo
séculos!”, disse Trump em uma postagem na Truth
Social.
O Comando Africano das Forças Armadas dos EUA
disse que o ataque foi realizado no estado de Sokoto
em coordenação com as autoridades nigerianas e
matou vários militantes do ISIS.
O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf
Maitama Tuggar, disse à emissora britânica BBC que
o ataque foi uma ‘operação conjunta’ visando
‘terroristas’ e que ‘não tem nada a ver com uma
religião específica’.
Sem citar especificamente o ISIS, Tuggar disse que
a operação havia sido planejada ‘há algum tempo’ e
que usou informações de inteligência fornecidas
pelo lado nigeriano.
Ele não descartou a possibilidade de novos ataques,
acrescentando que isso dependia de ‘decisões
a serem tomadas pela liderança dos dois países’.
O ataque ocorre depois que Trump, no final de
outubro, começou a alertar que o cristianismo
enfrenta uma “ameaça existencial” na Nigéria
e ameaçou intervir militarmente no país da África
Ocidental por causa do que ele diz ser “a falha do
país” africano em impedir a violência contra as
comunidades cristãs.
A Reuters informou na segunda-feira que os EUA
estavam realizando voos de coleta de informações
sobre grande parte da Nigéria desde o final de
novembro.
‘MAIS POR VIR’
O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria
disse que o ataque foi realizado como parte da
cooperação de segurança em andamento com
os EUA, envolvendo compartilhamento de inteligência
e coordenação estratégica para atingir grupos
militantes.
“Isso levou a ataques de precisão contra alvos terroristas na Nigéria por meio de ataques aéreos
no Noroeste”, disse o ministério em um post no X.
Um vídeo postado pelo Pentágono mostrou pelo
menos um projétil lançado de um navio de guerra.
Uma autoridade de defesa dos EUA disse que o
ataque teve como alvo vários militantes em locais conhecidos do ISIS.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, agradeceu ao governo nigeriano no X por seu
apoio e cooperação e acrescentou:
“Mais por vir…”
O governo da Nigéria disse que grupos armados
têm como alvo tanto muçulmanos quanto cristãos,
e as alegações dos EUA de que os cristãos enfrentam
perseguição não representam a complexa situação
de segurança e ignoram os esforços para proteger
a liberdade religiosa.
Mas o governo nigeriano concordou em trabalhar
com os EUA para reforçar suas forças contra grupos
terroristas.
A população do país é dividida entre muçulmanos
que vivem principalmente no Norte e cristãos no Sul.
A polícia disse na quinta-feira que um suposto
homem-bomba matou pelo menos cinco pessoas
e feriu outras 35 em uma mesquita no Nordeste
da Nigéria, outra região afetada por insurgentes
islâmicos.
Em uma mensagem de Natal publicada anteriormente
no X, o presidente nigeriano Bola Tinubu pediu paz
em seu país, “especialmente entre indivíduos de
crenças religiosas diferentes”.
Na semana passada, as forças armadas dos EUA
lançaram ataques separados em grande escala
contra dezenas de alvos do Estado Islâmico na Síria,
depois que Trump prometeu revidar na sequência
de um suposto ataque do ISIS contra o pessoal
dos EUA no país.
(Reportagem de Trevor Hunnicutt, Idrees Ali, Surbhi Misra e Simon Lewis; reportagem adicional de Donna Bryson e Maria Tsvetkova)
Reuters
.
.
“Danos Colaterais”
Os Estados Unidos, com uma nova abordagem militar,
têm intensificado suas ações contra grupos supostamente terroristas na África.
A declaração de Trump sobre “números perfeitos” e
a eliminação de “escória terrorista” foram amplamente
divulgadas pelo governo americano, mas a realidade
no terreno conta uma história diferente.
Moradores de Offa [*] relataram a destruição de
propriedades agrícolas e a morte de civis, levantando
preocupações sobre a precisão dos ataques.
As reações aos ataques não tardaram a surgir.
Organizações de direitos humanos expressaram sua
preocupação com os danos colaterais [assassinato
de civis inocentes] e a falta de transparência nas
operações.
Em nível internacional, líderes de vários países pediram
uma revisão das estratégias de combate ao terrorismo,
enfatizando a necessidade de proteger os civis
em meio a conflitos.
Um dos principais desafios enfrentados pelas forças americanas é a identificação precisa de alvos terroristas.
Enquanto as autoridades afirmam que os ataques
visavam posições do Estado Islâmico (ISIS), muitos
na região questionam se realmente havia terroristas
no local.
A confusão sobre os alvos pode levar a consequências
graves.
Especialistas sugerem que uma abordagem mais
criteriosa e colaborativa, que envolva as forças
armadas nigerianas e as comunidades locais,
pode ser fundamental para evitar mais tragédias.
A necessidade de uma estratégia que priorize a
segurança civil é mais relevante do que nunca.
Os ataques aéreos dos EUA na Nigéria, embora justificados sob a bandeira da luta contra o terrorismo, expõem uma série de falhas na execução e planejamento.
A falta de clareza nos objetivos e a possibilidade de danos fatais significativos contra os habitantes locais
destacam a complexidade da guerra moderna.
A situação exige uma reflexão profunda sobre a
eficácia das operações militares e suas implicações
para a paz e segurança na região.
Washington Post
*[Offa é uma cidade histórica e importante em Kwara State, Nigéria, conhecida por sua rica cultura Iorubá, comércio de tecelagem e tingimento, agricultura (especialmente batata-doce), tradições de luta livre (Ijakadi).
Fundada por volta de 1000 d.C. por iorubás, com sua origem ligada a Olalomi Olofa-gangan, príncipe de Oyo,
a cidade é um centro de aprendizado e comércio, com foco em tecelagem e tingimento (com corantes vegetais), agricultura (batata-doce, milho) e criação de gado, servindo no passado também como um
importante nó ferroviário, ponto estratégico na linha
férrea de Lagos para o norte da Nigéria.
Famosa pela luta livre (“Ijakadi Loro Offa”), costumes
como o ritual “Onimoka” e a celebração de festivais
“Egungun”, Offa é um local com forte identidade iorubá,
destacando-se por suas tradições, história e contribuições
culturais e econômicas para a Nigéria, sendo um
centro cultural e comercial importante na região.]
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Zé Maria
Big Clava.