Miguel Baldez: Que falta faz um marechal Lott, o homem que salvou Juscelino

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FALTA UM MARECHAL LOTT

por Miguel Baldez*

É isto companheiros. Os mais novos não conheceram, mas os da minha geração vão lembrar, principalmente os democratas, e aos jovens restam os livros de nossas histórias mais recente.

Como nos velhos contos posso dizer-lhes que tivemos nós um presidente muito louvado em sua época, chamado Juscelino Kubitschek, famoso por ter construído Brasília, e por sua natureza, afinal, homem sem dúvida competente e de grande simpatia pessoal.

Pois Juscelino sofreu profunda campanha da direita contra si. E não era uma direita qualquer liderada por canhestras figuras como esses desprezíveis Bonner e Waack.

Aquela era uma direita agressiva e politizada, bem liderada pelo competente e agourento Carlos Lacerda, merecidamente chamado o Corvo.

Pois esta direita, em clima político bem parecido com o atual, depois do sucesso contra Getúlio Vargas, que pagou por suas virtudes e compromissos com os trabalhadores com a morte por suicídio, com forte cheiro de homicídio, resolveu, não contente com o fato, voltar-se contra Juscelino Kubitschek, antes tentando tolher-lhe a candidatura, depois decidindo que, mesmo eleito, não poderia tomar posse.

Bateram-lhe forte, sem dó nem piedade.

Foi quando surgiu o Marechal Lott, Ministro da Guerra, e lhes deu um basta, em inesquecível contragolpe, fazendo que voltassem todos, acoelhados, para sua insignificância política.

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E hoje? É chegada a hora, Sr Ministro da Guerra, ou quem lhe faça as vezes, de dizer um novo basta.

Um novo basta a essa atual e lamentável direita, onde o Sistema Globo, manipulando arrogantes personagens, que se dizem cientistas políticos, prega o golpe, ou dissimulando-o em ações do desqualificado Tribunal de Contas, ou pela via de um inadmissível e inaceitável impeachment.

Um basta, ministro ou quem lhe faça as vezes, que os leve de volta à podre e mal cheirosa vidinha política de cada um deles.

Que venha um novo Lott, ou uma ação que o lembre e se inspire no velho soldado e garanta, enfim, esta nossa torturada democracia.

* Professor da Faculdade Cândido Mendes, coordenador do Instituto de Estudos Críticos do Direito (IECD) e assessor de movimentos populares.

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