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Volks paga por ofensa racista

Atualizado em 13 de agosto de 2008 às 13:04 | Publicado em 13 de agosto de 2008 às 13:04

Volks é condenada a pagar R$ 268 mil por ofensas racistas a ex-funcionário

Marina Diana, do Última Instância


O juiz Carlos Alberto Oliveira Senna, da 12ª Vara do Trabalho de Brasília, condenou a Volkswagen do Brasil a indenizar um ex-empregado em R$ 268 mil. O ex-funcionário alega ter sido ofendido por um supervisor hierárquico que lhe enviou um e-mail com palavras humilhantes de teor racista. Cabe recurso.

Em um dos e-mails enviados pelo então supervisor ao autor da ação, o juiz retirou trechos e anexou à sentença, como: "ok, pelo tipo de pele entendo a sua colocação. Este é um fato típico da senzala. Nós que somos de cútis mais clara não compreendemos certas considerações até porque não possuímos correntes atadas aos pés ou sofremos qualquer tipo de chibatadas quando ocorremos em fatos errados, o que não é normal, para nós humanos".

No entendimento do juiz, ficou caracterizado o ato preconceituoso, racista, ofensivo, vexatório e humilhante. "O que se extrai de tamanha aberração verbalizada é o total e pleno desrespeito deste supervisor pelo autor na esfera profissional e pessoal, pois promove ofensa em razão da cor da pele como também da própria condição humana".

Em sua defesa, a empresa afirmou que não teria responsabilidade sobre os atos praticados pelo supervisor. Mas, na sentença, o juiz afirma que o comando diretivo, organizacional e disciplinar do empregador implica na obrigação de fiscalizar o ambiente de trabalho e o respeito funcional entre os trabalhadores que estão sob o seu comando.

"A classificação da ofensa moral é da maior gravidade ante tamanho descalabro de cunho racista, humilhante e vexatório, cuja dimensão mundial da empregadora somente agrava tal prática discriminatória", citou o magistrado na decisão, que considerou responsabilidade da empresa os atos praticados por seus agentes em relação a todos os demais funcionários — subordinados diretos ou não.

A reportagem de Última Instância entrou em contato com a assessoria de imprensa da Volkswagen, mas ainda não obteve retorno.

Sexta-feira, 8 de agosto de 2008
fonte: http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/54533.shtml


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Adriano (23/12/2008 - 01:32)
A Volks deveria pagar e processar o autor do delito, exigindo ressarcimento do prejuízo, e como ele não terá como pagar, demissão por justa causa e prisão por crime hediondo

Gustavo Borges (14/08/2008 - 11:09)
Racismo na Volkswagen? Hun...hun...Lembranças mais que tenebrosas. Adolf continua sendo presidente de honra da companhia.

João Bravo (14/08/2008 - 00:18)
Não precisamos ir longe, a pouco tempo estava no ar, uma propaganda que mostrava pessoas descalças indo para a plantação, enquanto um casal branco, acordavam sorridentes com seus alvos pijamas de seda; a mesa, as xícaras de café ainda esfumaciantes, enquanto o locutor fala ao fundo:Nescafé casa grande, a volta dos bons tempos.eheheh.

Augusto José Hoffmann (13/08/2008 - 18:34)
Como o supervisor não é produto a venda a Volks diz que o filho não é deles. Se desse lucro e disponível para a venda fariam recall com anúncio no JN. Para quê teste de seleção nsses casos? Devem responder solidariamente ao seu batedor de chicote sim.

Juliano (13/08/2008 - 16:36)
Engraçado a Volks querer tirar o corpo fora do problema. Para quê então existem essas entrevistas de emprego tão rígidas (ainda mais num empresa desse porte), com psicólogos e tudo mais, se elas deixam passar um "supervisor" desse naipe aí com uma postura tão irresponsável e vergonhosa? Demissão nele (e se bobear até uns dias de cadeia), é isso que merece uma pessoa ao ser racista e julgar o próximo com tamanha perversidade! E se não tomar jeito, coloquem a foto e o nome completo dele nos jornais! Com certeza vai experimentar a mesma humilhação que o funcionário dele.

justiça Brasil!!!! (13/08/2008 - 15:14)
Crime de preconceito é PRISÃO CERTA SEM DIREITO À FIANÇA!!!!!!!!!

daniel (13/08/2008 - 14:31)
Adorei o argumento de defesa da Volks: "a empresa afirmou que não teria responsabilidade sobre os atos praticados pelo supervisor". Pois não são justamente essas grandes corporações as primeiras a declarar a importância da hierarquia no trabalho? Oras, se elas implantam uma rígida estrutura hierárquica, elas são as diretas responsáveis pela escolha de cada membro da hierarquia. Ou o funcionário que decide se será supervisor ou operário? Se a escolha não parte da empresa, e sim do indivíduo (o que, no limite, explicaria a Volks argumentar sua não responsabilidade com o ocorrido) sugiro que qualquer funcionário da empresa se escolha como presidente da mesma.

Eduardo Guimarães (13/08/2008 - 13:19)
Esse supervisor não deve ter lido o livro do Ali Kamel, Azenha. Mesmo a novela das oito da Globo fazendo propaganda de um livro que, na capa branca, traz o título hilariante "Não somos racistas"



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