Enoque de Castro (26/10/2008 - 16:23)
A polícia paulista quis fazer gracinha no papel de BOM MOÇO para inglês vê. SE deu mal porque não cumpriu o seu dever
Mariana (24/10/2008 - 01:23)
Ah tá... agora Eloá mereceu morrer porque começou a namorar com 12 anos, e aquele arremedo de gente não passa de um pobre coitado que caiu nas garras da ardilosa adolescente.Faça-me o favor!!!
E quanto a questão de mulheres se venderem como objetos em comerciais, infelizmente existem Mulheres e mulheres,da mesmo forma que existem Homens e homens.
pedro de sousa (23/10/2008 - 11:21)
Azenha,
repare bem: os policiais contaram 4 (QUATRO) tiros no episódio, um antes e três depois da explosão, mas já sabemos que não houve um antes, pois a Nayara assim contou. Ou seja: o tal Lindenberg atirou na virilha da Eloá, na boca da Nayara e no escudo da polícia (no máximo!!! Já acho difícil tudo isso em meio a uma invasão do Gate com um revolverzinho 32 na mão de um sujeito sem experiência com arma!), ao passo que a polícia atirou com SILENCIADOR e acertou a cabeça da Eloá.
É algo assim que eles querem esconder!
E a polícia entrou a mando do Governo, que precisava acabar com aquilo, principalmente por causa da repercursão da guerra entre a Civil e a PM no dia anterior, aproveitando e já trazendo um fator mais sensacionalista para a capa da mídia.
Fora que por Lei, quem deveria negociar com com o sequestrador era a Civil, com o GER - Grupo de Operação de Resgate, e nunca o Gate da PM, mas aí o Serra e seu Governo não teriam controle, pois está com problemas com a Civil.
O governador mandou terminar aquilo de qualquer jeito, e foi assim que os policiais fizeram.
Gabriel Cunha (23/10/2008 - 08:51)
Verlasco, pega o chapéu, meu caro! Debate é debate e seus argumentos não convenceram
Conceição Oliveira (22/10/2008 - 22:54)
E por falar em sexismo, em achar que a discussão sobre a violência contra as mulheres é bobagem, 'exagero de malamadas', uma pequena mostra do mundo bizarro do orkut sobre o tema:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=73194689
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=11020298605700624378
http://www.orkut.com.br/Main#UniversalSearch.aspx?searchFor=C&q=lindenberg
http://www.orkut.com.br/Main#UniversalSearch.aspx?pno=1&searchFor=C&q=elo%C3%A1
Sandra Fonseca (22/10/2008 - 19:51)
O Velasco quer enfiar a sua visão goela abaixo da gente. Tome tento cara.
Lira Telma Carducci (22/10/2008 - 18:31)
Velasco, controle a sua compulsividade. Deixe od ebate rolar. A maioria das pessoas acha que se era para o Estado garantir a vida de Eloá e de Nayara, a Polícia deveria matar o sequestardor. Ninguém em sã consciência poderá pensar o contrário. Conforme-se. Você é opinião vencida. Controle-se.
cecilia (22/10/2008 - 18:14)
se não fosse trágico seria engraçado, a vítima sendo questionada por que começou a namorar quando era criança? ela não era mulher, pois no "dicionário machista" só é mulher a partir da idade fértil da mulher? ou a partir do ato sexual? Quando estamos falando de ser mulher, falamos de uma condição e de um comportamento social impresso por uma cultura machista " que dá o direito sobre o corpo e a vida de outra pessoa de "matar, estuprar por amor" e ísto é traduzido por outros e outras como normal. É disto que estamos falando meu caro, da vida real. De mais uma vida ceifada, com omissão dos coronéis, porque tomou a decisão de abandonar quem a amedrontava. sugiro que o senhor vá a uma delegacia comum e leia os boletins de ocorrência de casos de violência contra a mulher, onde em vários locais inclusive crianças/mulheres são descritas de "despertar o desejo" dos agressores. O que estamos questionando é o direito das pessoas de dispor da vida de mulheres e crianças de maneira "naturalizada" pela sociedade em nome do amor e facilitada pelas estruturas da sociedade: mídia, polícia, judiciário,igrejas... E para teu governo estamos em franca campanha contra a mercantilização do corpo da mulher, e gostaríamos de contar com mais mulheres e homens nestas iniciativas, pena que não é o seu caso.
Leider Lincoln (22/10/2008 - 16:30)
Sr. Velasco, o precedente já existe; torno a repetir que ele faz parte da LEI. Todas as nações civilizadas o usam...
Só nos mundinhos de nuvens brancas e coelhos fofinhos este tipo de escolha nunca se apresenta. Na vida real, planeta Terra, Brasil, pode ter certeza que já se apresentou muitas vezes.
Quando não há escolhas, escolhas têm de ser feitas e é para isso que existe a LEI. Afinal, se ser bandido não fosse perigoso, seria uma escolha natural e comum, não é mesmo? Que sociedade seria a que privilegiasse bandidos ao invés de vítimas? O Reich?
S. Velasco (22/10/2008 - 16:21)
Só procurei ampliar o debate, não procuro "glória azenhista", até porque sempre direcionei meus comentários ou ao Azenha, ou a um determinado comentarista, como fiz agora, com a Amyra. Quem tá na mídia alternativa desde os 15 anos, distribuindo panfleto na rua e se ralando na desobediência civil de rua não quer glória. Gosto do site (sou fã de carteirinha), e sou entusiasta da mídia alternativa, contribuo na 'indymedia' gringa, na wikipedia e no embate de rua na minha região. Sou só 25% jornalista de formação, o que faço mesmo é cartoon e desenhos. E só pra constar, há meses que comento por aqui, não há 15 minutos. Tô na luta, e sem hostilizar camaradas, um grande abraço!
Irene Cordeiro (22/10/2008 - 16:07)
Que fadiga desse Velasco. O cara parece que bebe. E é seme ducação, não deixa ninguém interagir com o artigo dele. É compulsivo e escreve às torrentes. Xiiiiiiiiiiiiiiiiii
Márcia Bezerra (22/10/2008 - 15:49)
Velasco, a sua postura de espada do mundo não ajuda ao debate. Ao contrário, cerceia. Quem disse a você que não há artigos de feministas contra a presença do Brasil no Haiti e nem reclamando das acusções de estupros da tropa brasileira lá? Morde a língua cara. Dá uma googlada que vais encontrar. Aliás, gostaria que você dissesse onde podemos ler um artigo seu já publicado denunciando estas crueldades. Depois de mostrar a tua cara escrita conversaremos, está bem? Chega, não? Já alcançou seus 15 minutos de glória azenhista. Chega!
S. Velasco (22/10/2008 - 15:23)
O caso Clarence Thomas:
"Alguns negros apoiaram Thomas, baseados na questão da raça; outros se opuseram a ele, tomando como base a questão sexual. As mulheres negras estavam divididas, dependendo de qual identidade prevalecia: sua identidade como negra ou sua identidade como mulher. Os homens negros também estavam divididos, dependendo de qual fator prevalecia: seu sexismo ou seu liberalismo. Os homens brancos estavam divididos, dependendo, não apenas de sua política, mas da forma como eles se identificavam com respeito ao racismo e ao sexismo. As mulheres conservadoras brancas apoiavam Thomas, não apenas com base em sua inclinação política, mas também por causa de sua oposição ao feminismo. As feministas brancas, que freqüentemente tinham posições mais progressistas na questão da raça, se opunham a Thomas tendo como base a questão sexual."
Eu, particularmente, pendo a culpar majoritariamente a mídia corporativa pelo insucesso da operação, e obviamente em meu discurso tendo (muito) para elogiar a atuação da mídia alternativa em detrimento da grande imprensa. É a minha identidade hegemônica. Por sua vez, as feministas puxam a sardinha pro seu lado, dizendo que não, que é culpa do machismo e da sociedade patriarcal. Os petistas fazem o mesmo, e dizem que a culpa é do tucanato e do Serra. Como vê, é um jogo de identidades tão ou mais complexo quanto o famoso caso estudado por Stuart Hall, do Clarence Thomas, o que inclusive enriquece o debate. (continua...)
Eduardo Gutemberg (22/10/2008 - 14:53)
Concordo com o autor na medida em que este crime não teve como motivação explícita a dominação de gênero.Porém, fica claro que este tipo de dominação se aplica diariamente e deve-se discutir este problema sempre que houver possibilidade, como no caso ocorrido.Porém, entendo a posição do autor em dizer que é irresponsável pedir que a polícia militar mate. Conhecemos a polícia militar e sua sede de "justiça", como nos grupos de extermínio que surgiram à época do PCC em São Paulo, em que dezenas de pessoas foram sumariamente executadas. Creio que não devemos misturar as situações. Primeiro, o sexismo é cara-de-pau e está ligado a diversas ações de força de homens contra mulheres. Homens achando-se donos de uma propriedade caracterizada nas mulheres. Segundo, era obrigação legal da polícia resguardar os reféns, não importando o sexo de um nem de outro, seja com bala na cabeça ou com retirada com vida do criminoso. Terceiro, a polícia cometeu CRIMES ao vivo e não vejo ninguém comentar: a polícia pisoteou sobre o rapaz após ter "dominado" a situação, sem entrar no mérito de que ele merecia ou não, não é papel institucional da polícia "fazer justiça" e pisar, socar, quem quer que seja. Se a polícia queria tanto "justiça" ela que tivesse tirado as reféns em segurança, mesmo que isso custasse a vida do rapaz. Porém, eles cometeram um CRIME em agredir o rapaz após o final do caso e isto foi registrado. Eles devem pagar por esse CRIME pois o cometem diariamente, nos mais variados casos.
Gustavo Eduardo Paim Pamplona (22/10/2008 - 14:23)
Sinceramente, este assunto já deu o que tinha que dar... Confesso para voces que não assisti telejornais na semana passada e ainda não contino assistindo.
Quando acabar isto, assim como foi o Caso Isabella eu volto a assistir.
Pessoal... daqui a alguns meses ninguém mais vai lembrar quem era Nayara, Eloá... Eu sei. É triste mas é verdade (It's sad but true)
Lembro uma vez que o Azenha aqui já escreveu um artigo falando dos "Não-Assuntos" ou o "Como desviar a atenção de assuntos realmente relevantes"
Pois é, às vezes vejo no Blog que mesmo assuntos envolvendo embates entre governo e oposição atraem um montão de comentários enquanto outros (os que são realmente relevantes) atraem meia dúzia de comentários.
Eu confesso que depois que li aquele artigo falando dos "Não-assuntos" costumo dizer que ele mudou um pouco minha vida. Hoje eu categorizo o que eu leio dessa maneira.
1 - Interessante
2 - Relevante
3 - Mediano
4 - Irrelevante
5 - Descartável
Geralmente os assuntos "irrelevantes" e "descartáveis" eu os esqueço em 24 horas. As vezes no mesmo dia, em questão de horas ou mesmo minutos já esqueci dele.
Ligia (22/10/2008 - 13:55)
Sempre digo que falta a vocês jornalista um mínimo de noção de Direito.
Exclusão de ilicitude
Art. 23 do Código penal - Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Quando se alguém ameaça atirar em você ou em outra pessoa, se você atira primeiro, é legítima defesa. Se a polícia tivesse atirado no sequestrador seria absolutamente lícito e legítimo, seria legítima defesa de terceiro.
Guilherme M. - Porto Alegre (22/10/2008 - 13:25)
Uma polícia que não tem competência para colocar um psicólogo e/ou um psiquiatra para "negociar" com um rapaz deprimido e em vias de suicídio, NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA EXECUTAR NINGUÉM. O especialista da SWAT entrevistado no "Fantástico" da TV Globo mostrou diversas alternativas de intervensão, além da execução: 5 dias de negociação? Aberração. Devolver uma refém menor de idade? Vergonha de ser brasileiro. "Invadir" pela janela minutos depois de entrarem pela porta? Ridículo. 6 brutamontes para imobilizar um guri, impedindo o atendimento médico? Lamentável. Transportar a vítima no colo? Nem se fala. E se a bala estivesse na coluna? Aquele transporte prejudicaria ainda mais... ENFIM. Só o acobertamento serrista-midiático para isentar a Polícia e o Governo de SP.
Andre Luiz (22/10/2008 - 13:11)
O medo do autor é o povo dê mais razão para mata para uma polícia despreparada e nociva que já mata aos montes sem razão. O caso deixou claro: a polícia é despreparada ou fez corpo mole, o governador é omisso ou ficou longe do caso com medo da eleição e a midia é sempre a midia, abutre, oportunista e sem ética, faz de tudo por uns pontinhos na audiência.
Amyra El Khalili (22/10/2008 - 13:03)
Se há similaridade no discurso dos quatro artigos é por que o "modus operandi" também não mudou.
A questão se repete com o mesmo fundamento.
Perguntaria: se tivesse apenas um leito na UTI para salvar uma vida e fosse necessário escolher o paciente - entre o negro pobre e o branco classe média quem seria escolhido? Se fosse uma mulher e um homem quem seria escolhido?
Neste caso escolheram pelo critério patriarcal como se fosse um alerta de punições pública para que todas as mulheres "aprendam" a lição. Que critério se aplicaria a sharia ocidental?
Qualquer semelhança com o apedrejamento tribal da fatwa seria mera coincidência?
Cada qual com sua burka!
* fatwa- decreto religioso praticado pelo fundamentalismo islâmico.
Alexandra Peixoto (22/10/2008 - 12:56)
Velasco, acredito que sua opinião seria bem diferente se você fosse mulher, ou se fosse sua filha ali sob a mira de um revólver.
Marcos Raposo Nunes (22/10/2008 - 12:22)
Olha cara, como irresponsável dizer que a Polícia deveria ter dado um fim noc ara para garantir a vida das vítima? Irreponsável foi deixar que ele matatse uma e quase matasse a outra. Vaic atar coquinho com tuas idéias malucas. Claro que todo mundo que tem um neurônio gostaria que não precisasse morrer ninguém, mas se não havia outro meio que morresse o sequestrador. A Polícia não o matou antes dele matar a Eloá, por que? Por que o asno do comandante machista achava que aquilo era só uma crise amorosa.
Alê Moreno (22/10/2008 - 12:12)
Aíaí... lá vamos nós defender e romantizar nossos bandidos! Agora tenho que sentir vergonha por preferir a morte de um sequestrador à sua refém (uma criança, de 15 anos)! Não, né?
Marco Antônio Leite (22/10/2008 - 11:48)
Caro escriba, o que vale mais, a vida de um insano que mata por "AMOR" bandido, ou a vida de uma menina indefesa diante de uma ara de fogo e um idiota a sua frente impondo seu capricho machista. Diga ou cala-se agora?
Ricardo (22/10/2008 - 11:38)
Creio que em casos de sequestros com refém, matar o bandido é uma das opções das forças de segurança. Em qualquer lugar do mundo é assim. Pelo que tenho lido, houve uma série de erros, erros estes que se fossem evitados talvez não deixassem que a situação chegasse ao ponto da sociedade pedir a morte do sequestrador.
Não li o manual do Gate, portanto não sei o que diz.
Mas, o bom senso manda que em uma situação extrema de perigo em que uma vitima de sequestro se encontra ameaçada por uma pessoa descontrolada, que atira inclusive contra a multidão, se as condições técnicas do tiro forem positivas, o atirador deve eliminar o sequestrado e ponto final.
Não se trata de feminismo, machismo, condição social do sequestrador etc. Trata-se de preservar a vitima de violência e ponto final.
A policia paulista jogou para a midia e se deu mal.