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VELASCO: PEDIR PARA MATAR É IRRESPONSÁVEL

Atualizado e Publicado em 22 de outubro de 2008 às 11:09

S. Velasco (22/10/2008 - 04:56)

Acabo de ler 4 artigos da seção "Você Escreve" com o mesmo tema (o cárcere privado e feminismo) e começo a formar um juízo. Devo dizer que me incomoda a homogeneidade dos discursos, como se fosse um ditado, o clamor em uníssono, o tom passional que é uma constante.

Acho que no fundo tenho muita desconfiança com movimentos de identidade cultural anacrônicos. É aquela coisa... ainda me falta ver feminista com propostas sérias contra a instrumentalização da mulher na publicidade e seu uso ("uso" mesmo) indiscriminado como produto em outros setores machistas, como a indústria da moda. Também ando em falta de ver ambientalista se dando ao trabalho de propor reformulação na produção, ao invés de individualizar a culpa e pedir pra você ficar menos tempo no banho.

Enquanto isso, piscina ninguém censura.

Talvez seja o caráter social-democrata, aquela coisa de humanizar o capitalismo, de acreditar na capacidade do indivíduo, da sociedade fragmentada, na revolução democrática pelo voto, migalha por migalha, que me incomoda mesmo.

Oras, me pego a indagar: e se tivessem matado o rapaz? Talvez os mesmos/mesmas não estariam levantando bandeiras contra a polícia que respeita rico e mata pobre? No fundo, o que anda incomodando muita gente foi o fato do seqüestrador ter recebido tratamento VIP, digno de um Daniel Dantas.

Outro problema do fervor desse discurso é o desvio de foco. Não nego, e até certo ponto, penso que o sexo das gurias interferiu sim no desfecho do cárcere privado, porém, mas é um erro colocar a Eloá na estatística das "mulheres mortas por seus companheiros"... Com 15 anos não se é "mulher" e muito menos se tem "companheiro" de 22 anos de idade. Não vi ninguém questionar ainda o fato da relação ter começado quando ele já tinha 19 anos, e ela era uma menina de 12 anos.

Talvez as feministas devessem atentar para o fato de que a aceitação dessas aberrações "conjugais" também seja justificada com base no amor, essa criação social que justifica tudo quanto é filhadaputagem, com o perdão do neologismo, nessa nossa "sociedade cordial", como bem salientou Sergio Buarque. Acrescente aí na ficha do seu Lindembergue "estupro estatutário", pois antes dos 14 anos, a lei diz que "nem com consentimento dos pais, não pode não sinhô".

Pra finalizar este ponto, é mais adequado colocar a Eloá na estatística dos jovens de 15 a 24 anos mortos de forma violenta. Antes que me fuja o fio da meada, cabe lembrarmo-nos, e termos cautela, com a gritaria da direita sempre que um menor mata "classe média": aparece logo na capa da Veja pedido de redução da idade penal.

E agora vemos as "gentes de esquerda" com o mesmo tom passional, convergindo pra leitor da Veja, que diz que a polícia tinha mais era que ter metido uma bala na cabeça do tal seqüestrador. Acho que esse pedido de recrudescimento da polícia não é mais nobre por vir de um movimento de identidade cultural reconhecido internacionalmente e de inegáveis conquistas, o feminismo. Não. Beira fascismo sim. Pedir pra polícia matar, ainda mais no Brasil, é irresponsabilidade. A polícia quando ninguém tá vendo, mata e tortura. E na ficção, quando tá vendo, mata, tortura, estupra com cabo de vassoura pra brasileiro aplaudir Tropa da Elite.

Ademais, fica aqui o lembrete de que lei no Brasil nem sempre muda alguma coisa. Aqui lei ou "pega" ou "não pega". Se a lei for de encontro com as aspirações emocionais do brasileiro, ele simplesmente ignora. Pedir recrudescimento é pender pra direita e se esconder por trás da tradição liberal da esquerda.

Pra respaldar minhas últimas palavras, deixo aqui uma frase de Sergio Buarque de Holanda, em seu "Raízes do Brasil: "Cada indivíduo afirma-se ante os seus semelhantes indiferente à lei geral, onde esta lei contrarie suas afinidades emotivas".


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Enoque de Castro (26/10/2008 - 16:23)
A polícia paulista quis fazer gracinha no papel de BOM MOÇO para inglês vê. SE deu mal porque não cumpriu o seu dever

Nilson Euclides da Silva (26/10/2008 - 14:04)
Não li o manual do Gate, portanto não sei o que diz.
Mas, o bom senso manda que em uma situação extrema de perigo em que uma vitima de sequestro se encontra ameaçada por uma pessoa descontrolada, que atira inclusive contra a multidão, se as condições técnicas do tiro forem positivas, o atirador deve eliminar o sequestrado e ponto final.
Não se trata de feminismo, machismo, condição social do sequestrador etc. Trata-se de preservar a vitima de violência e ponto final.
A policia paulista jogou para a midia e se deu mal.

Mariana (24/10/2008 - 01:23)
Ah tá... agora Eloá mereceu morrer porque começou a namorar com 12 anos, e aquele arremedo de gente não passa de um pobre coitado que caiu nas garras da ardilosa adolescente.Faça-me o favor!!!
E quanto a questão de mulheres se venderem como objetos em comerciais, infelizmente existem Mulheres e mulheres,da mesmo forma que existem Homens e homens.

Edmar C. lima (23/10/2008 - 18:36)
Velasko, você tá certo. O Estado 'tinha' que garantir a vida das meninas e, se fosse possível, até fuzilar o cara, em legítima defesa delas. A canalhice é, depois das meninas fuziladas e do cara preso, desfigurarem o sujeito com tanta pancada. Isso é crime. O Estado, por seus agentes, teriam que garantir a integridade física do preso sob sua custódia. Não mataram, agora cuidem bem delé. É assim que a Lei estipula para seres civilizados.É preciso apurar quem amassou tanto as fussas do assassino, que estava quase irreconhecível nas aparições nos telejornais do dia seguinte. Só o MP para apurar. Na mídia, tem jornalista (azenha e concorrência)que insinua que os outros presos têm que espancar, estrupar e até matar presos sob a custódia da polícia paulista. Essas apologias à prática de crime de lesão corporal, mesmo que contra criminosos, deveriam ser vistas e denunciadas pelo MP. Não por ONGS de Direitos HUmanos, mas pelo MP, já que este é que é o fiscal da Lei e o que propôem tais 'jornalistas' é crime previsto nela.

pedro de sousa (23/10/2008 - 11:21)
Azenha,

repare bem: os policiais contaram 4 (QUATRO) tiros no episódio, um antes e três depois da explosão, mas já sabemos que não houve um antes, pois a Nayara assim contou. Ou seja: o tal Lindenberg atirou na virilha da Eloá, na boca da Nayara e no escudo da polícia (no máximo!!! Já acho difícil tudo isso em meio a uma invasão do Gate com um revolverzinho 32 na mão de um sujeito sem experiência com arma!), ao passo que a polícia atirou com SILENCIADOR e acertou a cabeça da Eloá.

É algo assim que eles querem esconder!

E a polícia entrou a mando do Governo, que precisava acabar com aquilo, principalmente por causa da repercursão da guerra entre a Civil e a PM no dia anterior, aproveitando e já trazendo um fator mais sensacionalista para a capa da mídia.

Fora que por Lei, quem deveria negociar com com o sequestrador era a Civil, com o GER - Grupo de Operação de Resgate, e nunca o Gate da PM, mas aí o Serra e seu Governo não teriam controle, pois está com problemas com a Civil.

O governador mandou terminar aquilo de qualquer jeito, e foi assim que os policiais fizeram.

Josemar Brandão (23/10/2008 - 09:07)
AGORA NAYRA È MENTIROSA. SÒ TEM 15 ANOS NÃO É CONFIÁVEL PARA ANTA QUE A DEVOLVEU PARA O ASSASSINO. COMEÇOU O DESMONTE DA VERDADE.

São Paulo, quinta-feira, 23 de outubro de 2008


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"Nayara pode ter se confundido", diz coronel
Comandante do Batalhão de Choque da PM reafirma que a invasão do apartamento aconteceu após tiro de Lindemberg

Segundo o coronel, vizinhos afirmaram ter ouvido o disparo; depoimento da adolescente será analisado por técnicos e por peritos

LUIS KAWAGUTI
DA REPORTAGEM LOCAL

O coronel da PM Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, afirmou ontem à noite, em entrevista coletiva, que a adolescente Nayara Silva "pode ter se confundido" ao dizer que não houve disparo antes da invasão dos policiais do Gate. Questionado se a garota havia mentido, o coronel Félix disse que não. "Ela estava como vítima no interior de uma crise.
É uma jovem de 15 anos que pode ter se confundido."
O coronel reafirmou que os policiais invadiram o apartamento em que Lindemberg mantinha Eloá e Nayara como reféns só após ouvir um tiro.
"Houve o tiro. Jamais poderei desconfiar das palavras dos meus policiais. O grupo é altamente confiável."


Gabriel Cunha (23/10/2008 - 08:51)
Verlasco, pega o chapéu, meu caro! Debate é debate e seus argumentos não convenceram

Gerson (23/10/2008 - 01:49)
Acho que estão misturando Alhos com Bugalhos! O que é que tem a ver feminismo com essa tragédia ? Penso que essa tragédia é só mais um caso das centenas de barbaridades que acontece no dia a dia deste país, só que neste caso, a mídia estava lá para "registrar" ao vivo e á cores como se fosse um BIG BROTHER onde a população deveria decidir quem vai ser eliminado no "PAREDÃO".
PURO MANIQUEISMO E CATARSE!
Maniqueísmo da mídia e catarse para o povo onde alguns até foram ao velório só para fotografar a menina no caixão e depois colocar as fotos nos Orkuts da vida com a frase "EU FUI NO ENTERRO DA ELOÁ"
O fundamental neste episódio específico é discutir o papel à que se prestou a mídia.
Quanto mais "IBOPE" melhor.Assim pode vender mais caro espaço publicitário.
Não vou entrar, neste momento, no mérito sobre o dever do ESTADO neste episódio visto que já foi debatido em outro tópico neste site.
Se tem algo positivo, num primeiro momento neste caso, é o fato da família ter autorizado a doação dos orgãos e que foi amplamente divulgado pela midia.
Por isso,merece palmas á famíla da Eloá.E que Deus proteja essa família dos oportunistas de sempre.

Conceição Oliveira (22/10/2008 - 22:54)
E por falar em sexismo, em achar que a discussão sobre a violência contra as mulheres é bobagem, 'exagero de malamadas', uma pequena mostra do mundo bizarro do orkut sobre o tema:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=73194689
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=11020298605700624378
http://www.orkut.com.br/Main#UniversalSearch.aspx?searchFor=C&q=lindenberg
http://www.orkut.com.br/Main#UniversalSearch.aspx?pno=1&searchFor=C&q=elo%C3%A1

Conceição Oliveira (22/10/2008 - 21:38)
Velasco, não vi nenhuma feminista pedir a cabeça do seqüestrador, defender pena de morte ou algo semelhante. O que li em inúmeros textos reflexivos sobre o assunto (e tem texto ainda não publicado pelo Azenha)passa por outro registro que é o da dominação nos guetos sociais que vitimiza de diferentes modos a juventude pobre deste país.

Sandra Fonseca (22/10/2008 - 19:51)
O Velasco quer enfiar a sua visão goela abaixo da gente. Tome tento cara.

Pitágoras (22/10/2008 - 19:46)
Qual a relação que existe entre entre uma polícia civil mal paga, mal reconhecida, uma polícia militar truculenta, ambas despreparadas e o desfecho estúpido do sequestro?
Prece óbvio, mas quantos irão refletir?

Lira Telma Carducci (22/10/2008 - 18:31)
Velasco, controle a sua compulsividade. Deixe od ebate rolar. A maioria das pessoas acha que se era para o Estado garantir a vida de Eloá e de Nayara, a Polícia deveria matar o sequestardor. Ninguém em sã consciência poderá pensar o contrário. Conforme-se. Você é opinião vencida. Controle-se.

Magda Magalhães (22/10/2008 - 18:27)
Algumas coisas são certas:
1. A Polícia de São Paulo não estava preparada, não usou a "inteligência". De quem e como podemos fazer esta exigência? Não seria caso para o Ministério Público investigar e, em nome nosso, do povo, exigir que aparelhem as Polícias Civil e Militar? Porque a Polícia Federal tem atuado sem dar um tiro sequer?
2. Qual a culpa da mídia sobre este lamentável desfecho? Porque, se temos uma educação machista, a cobertura da mídia sobre este epsódio quase "obrigou" o rapaz a reagir, a se mostrar macho. Se o rapaz tinha pavor de ser preso, o que tem a mídia de, para aparecer, ficar falando que sim, ele seria preso de qualquer jeito. Esta "sinceridade" (sic, oportunismo, ibope) ajudou a Eloá?
3. Sim, o Lindemberg tem culpa e deve ser punido com uma pena grande. Isto não desobriga o Estado de melhor aparelhar suas Polícias.

cecilia (22/10/2008 - 18:14)
se não fosse trágico seria engraçado, a vítima sendo questionada por que começou a namorar quando era criança? ela não era mulher, pois no "dicionário machista" só é mulher a partir da idade fértil da mulher? ou a partir do ato sexual? Quando estamos falando de ser mulher, falamos de uma condição e de um comportamento social impresso por uma cultura machista " que dá o direito sobre o corpo e a vida de outra pessoa de "matar, estuprar por amor" e ísto é traduzido por outros e outras como normal. É disto que estamos falando meu caro, da vida real. De mais uma vida ceifada, com omissão dos coronéis, porque tomou a decisão de abandonar quem a amedrontava. sugiro que o senhor vá a uma delegacia comum e leia os boletins de ocorrência de casos de violência contra a mulher, onde em vários locais inclusive crianças/mulheres são descritas de "despertar o desejo" dos agressores. O que estamos questionando é o direito das pessoas de dispor da vida de mulheres e crianças de maneira "naturalizada" pela sociedade em nome do amor e facilitada pelas estruturas da sociedade: mídia, polícia, judiciário,igrejas... E para teu governo estamos em franca campanha contra a mercantilização do corpo da mulher, e gostaríamos de contar com mais mulheres e homens nestas iniciativas, pena que não é o seu caso.

Marcos_BsB (22/10/2008 - 16:52)
Ei seu Velasco, se fosse sua filha lá, não ia querer que a polícia cumprisse a obrigação e trespassasse o infeliz? Olha, um tiro de rifle de modelo específico para essa situação (sim, existe, a polícia do DF tem um, usou e ninguém está chorando a morte do infeliz), o cara nem percebe que morreu. Dependendo da munição utilizada, da até pra enterrar com o caixão aberto.

Leider Lincoln (22/10/2008 - 16:30)
Sr. Velasco, o precedente já existe; torno a repetir que ele faz parte da LEI. Todas as nações civilizadas o usam...
Só nos mundinhos de nuvens brancas e coelhos fofinhos este tipo de escolha nunca se apresenta. Na vida real, planeta Terra, Brasil, pode ter certeza que já se apresentou muitas vezes.
Quando não há escolhas, escolhas têm de ser feitas e é para isso que existe a LEI. Afinal, se ser bandido não fosse perigoso, seria uma escolha natural e comum, não é mesmo? Que sociedade seria a que privilegiasse bandidos ao invés de vítimas? O Reich?

Amyra El Khalili (22/10/2008 - 16:22)
Caríssimo S.Velasco, eu entendi a sua argumentação!

Há , de fato, uma crise de identidade como exemplifica no caso Clarence Thomas.

Separo um trecho:

"....As mulheres têm tido um papel relevante nas questões ambientais, quando defendem o direito de água para todos. Que é na verdade a defesa do direito à vida. As mulheres têm se movimentado mais rápido que os homens nas questões sócio-humanitárias, nas mobilizações ambientais por que "sentem" na pele o que significa um meio ambiente doente. Sentem a falta de água, a falta de luz, a falta de um lar num local arejado e sem contaminações. Sentem a falta de uma brisa num dia de calor extreamente abafado, sentem na pele o sofrimento de um companheiro infectado por algum contaminante químico, sentem a indiferença do poder público quando têm que sustentar o lar sozinhas e seus pares ou filhos ficam na cama por conta de uma enfermidade que os impede de trabalhar.


É neste aspecto que gostaríamos de analisar com as mulheres, o que isto significa em suas vidas e como se sentem. Será na interação de suas participações como agentes ativos numa sociedade plural, que poderemos construir um mundo melhor fazendo com que seus sentimentos e vozes sejam ouvidas.



As mulheres estão revolucionando o mundo como educadoras ambientais, naturalmente que são, por sua formação biológica e sua capacidade de sentir. Porém é importante identificar que estes sentimentos não são exclusivo das mulheres, mas também e principalmente dos homens. Homens paridos, criados e educados por mulheres, que têm em suas essências a "feminística" , ou seja, a mística feminina que todos seres humanos possuem. Talvez seja este o nosso maior desafio. Despertar essa mística dos Homens, e permitir que Eles a sintam, com tanta ou mais intensidade que a sentimos.



Portanto os homens, são bem vindos em nosso Meio Ambiente, para que possamos caminhar juntos, um ao lado do outro - com equidade e respeito às opções de cada um.



Caminhar um ao lado do outro em busca de um mundo melhor que compreenda e respeite o direito as diferenças e a riqueza da biodiversidade (diversidade de vida) em todos os níveis - de todos seres vivos!



O Meio Ambiente e as Águas de Março agradecem!



Fontes:



MEIO AMBIENTE: O papel da Mulher no Mundo

Por Amyra El Khalili



Introdução da Conferência Magna a ser proferida no 5º Março é Mulher, realizado pela Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW Cuiabá entre 2 a 28 deste mês, em parceria com o Sebrae Mato Grosso e diversas instituições apoiadoras.


Ouça o que digo sobre essa questão:



Rádio Câmara ( MAT - 2 ). O Palavra de Especialista vai receber também Amyra El Khalili, que largou uma carreira de sucesso no mercado de futuros da bolsa valores para fundar o Projeto BECE
www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.aspselecao=

MAT&Materia=35294 - 18k

S. Velasco (22/10/2008 - 16:21)
Só procurei ampliar o debate, não procuro "glória azenhista", até porque sempre direcionei meus comentários ou ao Azenha, ou a um determinado comentarista, como fiz agora, com a Amyra. Quem tá na mídia alternativa desde os 15 anos, distribuindo panfleto na rua e se ralando na desobediência civil de rua não quer glória. Gosto do site (sou fã de carteirinha), e sou entusiasta da mídia alternativa, contribuo na 'indymedia' gringa, na wikipedia e no embate de rua na minha região. Sou só 25% jornalista de formação, o que faço mesmo é cartoon e desenhos. E só pra constar, há meses que comento por aqui, não há 15 minutos. Tô na luta, e sem hostilizar camaradas, um grande abraço!

Rosa Maria (22/10/2008 - 16:08)
Eu não sei se o sequestrador teria que morrer, nem se a polícia não usou atiradores de elite por machismo, mas que as declarações dadas pelos comandantes depois do final trágico do sequestro demonstraram que a polícia é machista ao extremo, não tenho nenhuma dúvida. O policial que atuou como negociador deu uma entrevista na Band (eu vi na Bandnews) afirmando que o retorno da Nayara se deu porque ela era o ponto de equilíbrio do "casal" e que Eloá provocava o sequestrador o tempo inteiro, o que ele diz ter ouvido durante as negociações. Segundo ele, o rapaz se referia a Eloá como "minha namorada" e ela gritava que era ex-namorada. A isso ele chamou de provocação, só faltou dizer que ela foi responsável pelo desfecho trágico de sequestro.

Irene Cordeiro (22/10/2008 - 16:07)
Que fadiga desse Velasco. O cara parece que bebe. E é seme ducação, não deixa ninguém interagir com o artigo dele. É compulsivo e escreve às torrentes. Xiiiiiiiiiiiiiiiiii

Susana Amaral (22/10/2008 - 15:51)
Tome tento Velasco.Ninguém aqui está pedindo pra Polícia sair por ai matando. Repudiamos. Estamos falando de um
caso específico. Todo mundo está dizendo que se era pro sequestro terminar em morte que fosse a do sequestrador. E vc está defedendo que foi certo a Polícia PERMITIR que Eloá fosse morta. Vai catar siri, cara!

Márcia Bezerra (22/10/2008 - 15:49)
Velasco, a sua postura de espada do mundo não ajuda ao debate. Ao contrário, cerceia. Quem disse a você que não há artigos de feministas contra a presença do Brasil no Haiti e nem reclamando das acusções de estupros da tropa brasileira lá? Morde a língua cara. Dá uma googlada que vais encontrar. Aliás, gostaria que você dissesse onde podemos ler um artigo seu já publicado denunciando estas crueldades. Depois de mostrar a tua cara escrita conversaremos, está bem? Chega, não? Já alcançou seus 15 minutos de glória azenhista. Chega!

S. Velasco (22/10/2008 - 15:26)
(continuando...)

Outro alerta que quis fazer com o texto é relativo ao perigoso precedente que se abre ao pedir pra polícia matar. Não penso neste caso somente. Acho uma prerrogativa assustadora o povo pedindo pra polícia atirar, lembra demais os pedidos do "povo" por intervenção do exército golpista, como sucedeu em 64.

Agora vou fazer uso da minha identidade hegemônica e interpelar: e os anônimos que a polícia mata nas periferias, e os haitianos que sofrem nas mãos do nosso exército todos os dias? A mídia é ponto-chave, não feminismo, não governador, porque afinal, sem ela, não teria feminista reclamando, assim como não tem feminista reclamando dos estupros perpetrados por soldados brasileiros no Haiti. Também não teria ninguém demandando "interferência do governador" no comando do GATE . A mídia interferiu, montou o circo, o povo foi pra frente da televisão com sua pipoca, e na sexta-feira, dia em que se acabam as novelas, veio um roteirista maldoso e jogou água no chope da sanha do brasileiro por entretenimento real, o real do Reality Show.

Pra finalizar, uma manchete do dia 28 de julho: "Em cinco meses, mais de 600 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia do Rio".

Isso porque quem pede pra matar - por enquanto - é morador do Leblon e de Copacabana.


Fonte:

http://www.forumplp.org.br/images/stories/figuras_site/do-mau/caveirao-nao.jpg

Morte tem fonte também.

S. Velasco (22/10/2008 - 15:23)
O caso Clarence Thomas:

"Alguns negros apoiaram Thomas, baseados na questão da raça; outros se opuseram a ele, tomando como base a questão sexual. As mulheres negras estavam divididas, dependendo de qual identidade prevalecia: sua identidade como negra ou sua identidade como mulher. Os homens negros também estavam divididos, dependendo de qual fator prevalecia: seu sexismo ou seu liberalismo. Os homens brancos estavam divididos, dependendo, não apenas de sua política, mas da forma como eles se identificavam com respeito ao racismo e ao sexismo. As mulheres conservadoras brancas apoiavam Thomas, não apenas com base em sua inclinação política, mas também por causa de sua oposição ao feminismo. As feministas brancas, que freqüentemente tinham posições mais progressistas na questão da raça, se opunham a Thomas tendo como base a questão sexual."

Eu, particularmente, pendo a culpar majoritariamente a mídia corporativa pelo insucesso da operação, e obviamente em meu discurso tendo (muito) para elogiar a atuação da mídia alternativa em detrimento da grande imprensa. É a minha identidade hegemônica. Por sua vez, as feministas puxam a sardinha pro seu lado, dizendo que não, que é culpa do machismo e da sociedade patriarcal. Os petistas fazem o mesmo, e dizem que a culpa é do tucanato e do Serra. Como vê, é um jogo de identidades tão ou mais complexo quanto o famoso caso estudado por Stuart Hall, do Clarence Thomas, o que inclusive enriquece o debate. (continua...)

S. Velasco (22/10/2008 - 15:23)
Que agradável surpresa a grande Amyra El Khalili ter lido estas linhas, antes de re-comentar, digo-lhe que nutro uma singela admiração por sua trajetória, uma das mais conscientes economistas brasileiras.

Amyra, as tuas questões sobre quem seria o escolhido para um leito da UTI me ocorreram enquanto lia os "manifestos feministas". Sou familiar ao "jogo de identidades", e não discordo (absolutamente!) da realidade de que a mulher está numa posição desfavorável em situações de risco, e até em uma inofensiva entrevista de emprego. O que quis passar com meu texto foi justamente o perigo que é nos deixarmos levar pela identidade cultural que prevalece em nosso âmago. Suponho que conheça o caso do juiz Clarence Thomas, envolvido em um escândalo de assédio sexual no começo dos anos 90, nos EUA? Clarence Thomas era um juíz negro de posições conservadoras, que havia assediado sexualmente uma funcionária, também negra, no passado. A sociedade americana se polarizou de acordo com a identidade que prevalecia.

(continua...)

Eduardo Gutemberg (22/10/2008 - 14:53)
Concordo com o autor na medida em que este crime não teve como motivação explícita a dominação de gênero.Porém, fica claro que este tipo de dominação se aplica diariamente e deve-se discutir este problema sempre que houver possibilidade, como no caso ocorrido.Porém, entendo a posição do autor em dizer que é irresponsável pedir que a polícia militar mate. Conhecemos a polícia militar e sua sede de "justiça", como nos grupos de extermínio que surgiram à época do PCC em São Paulo, em que dezenas de pessoas foram sumariamente executadas. Creio que não devemos misturar as situações. Primeiro, o sexismo é cara-de-pau e está ligado a diversas ações de força de homens contra mulheres. Homens achando-se donos de uma propriedade caracterizada nas mulheres. Segundo, era obrigação legal da polícia resguardar os reféns, não importando o sexo de um nem de outro, seja com bala na cabeça ou com retirada com vida do criminoso. Terceiro, a polícia cometeu CRIMES ao vivo e não vejo ninguém comentar: a polícia pisoteou sobre o rapaz após ter "dominado" a situação, sem entrar no mérito de que ele merecia ou não, não é papel institucional da polícia "fazer justiça" e pisar, socar, quem quer que seja. Se a polícia queria tanto "justiça" ela que tivesse tirado as reféns em segurança, mesmo que isso custasse a vida do rapaz. Porém, eles cometeram um CRIME em agredir o rapaz após o final do caso e isto foi registrado. Eles devem pagar por esse CRIME pois o cometem diariamente, nos mais variados casos.

Carlos Cunha (22/10/2008 - 14:28)
Perfeito o texto e interessante os comentários. isso só mostra o absurdo da discussão sobre a participação policial neste evento. Temos dois bandos: os Serristas defendem a polícia ou a escondem; o Petistas (desculpa, Lula) mostram como ela é mal preparada e culpam o governador.
A polícia errou e muito. Mas este fato não permite que todos esses entendidos fiquem falando as besteiras que falam. Foi uma decisao nao dar um tiro no garoto. Eu daria, sem o menor problema. Assassino. Eu penso que um rapaz armado, com duas reféns e que já deu uns tirinhos é um perigo, Entre salva-lo e arriscar a vida delas ou atirar e não correr riscos, eu atirava.
Claro que os direitos humanos diriam que esta decisão só ocorreu porque ele era um pobre garoto pobre (eles adoram a palavra pobre).
Claro que a havia outra possibilidade para a ação policial. Mas sempre haveria risco de dar errado e deu.
Tudo isso só está sendo discutido porque querem transformar a tragédia em política - depois dizem que a imprensa protege o Serra - ou, para variar, aproveitar o desejo de sangue do povo brasileiro
Vocês se incluem em qual grupo?

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (22/10/2008 - 14:23)
Sinceramente, este assunto já deu o que tinha que dar... Confesso para voces que não assisti telejornais na semana passada e ainda não contino assistindo.

Quando acabar isto, assim como foi o Caso Isabella eu volto a assistir.

Pessoal... daqui a alguns meses ninguém mais vai lembrar quem era Nayara, Eloá... Eu sei. É triste mas é verdade (It's sad but true)

Lembro uma vez que o Azenha aqui já escreveu um artigo falando dos "Não-Assuntos" ou o "Como desviar a atenção de assuntos realmente relevantes"

Pois é, às vezes vejo no Blog que mesmo assuntos envolvendo embates entre governo e oposição atraem um montão de comentários enquanto outros (os que são realmente relevantes) atraem meia dúzia de comentários.

Eu confesso que depois que li aquele artigo falando dos "Não-assuntos" costumo dizer que ele mudou um pouco minha vida. Hoje eu categorizo o que eu leio dessa maneira.

1 - Interessante
2 - Relevante
3 - Mediano
4 - Irrelevante
5 - Descartável

Geralmente os assuntos "irrelevantes" e "descartáveis" eu os esqueço em 24 horas. As vezes no mesmo dia, em questão de horas ou mesmo minutos já esqueci dele.

Renato (22/10/2008 - 14:00)
Isso me intriga, o que aconteceria se a PM e o GATE tivesse usado a oprotunidade que tiveram e matasse o sequestrados? Qual seria a repercussão? Na minha opinião: Iriam criticar também.
Porém, a Lei estaria do lado deles. Era o mais correto. Por mais que ele seja réu primário e jovem, a segurança e a vida das reféns seriam as prioridades. Erraram muito nesse aspecto. Assim como erraram em todos os aspectos.




Ligia (22/10/2008 - 13:55)
Sempre digo que falta a vocês jornalista um mínimo de noção de Direito.
Exclusão de ilicitude
Art. 23 do Código penal - Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

Quando se alguém ameaça atirar em você ou em outra pessoa, se você atira primeiro, é legítima defesa. Se a polícia tivesse atirado no sequestrador seria absolutamente lícito e legítimo, seria legítima defesa de terceiro.

Leider Lincoln (22/10/2008 - 13:53)
Senhor S. Velasco, sabe qual o problema de seu excelente e lúcido texto, do qual todavia discordo? A Lei! O Estado é responsável pelos menores, cuja vida deve ser preservada em primeira instância e com prioridade sobre todas as outras. A garota morta era menor de idade, a prioridade da vida, a Lei o diz, era dela.
Além disso, é um preceito do Direito de virtualmente todas as nações da Terra que alguém que ameaça, com uma arma, a vida de outrem, escolheu colocar a sua própria em severo risco.
A questão portanto, meu caro, é que mais do que o direito, a polícia tinha a obrigação não apenas moral, mas legal, de fazer o que fosse necessário para preservar a vida da refém, menor de idade, ameaçada de morte. Isto obviamente incluir abater o criminoso, inclusive por que ao colocar a vida de outrem sob severa ameaça, ele abriu mão do direito à própria existência, por princípio.
Seu texto é lúcido, bom e inteligente, faz ainda reflexões oportunas e interessantes, mas parte dos pressupostos errados para chegar a uma conclusão que, embora faça sentido, não é válida.
Mais do que merecer ou não morrer, o criminoso, em última instância, DEVERIA ter sido abatido e a vida da menor, preservada.
Coisa que a políciaae o governo de São Paulo não se mostraram capazes de fazer, seja por inépcia, incompetência, desconhecimento legal, covardia, incompetência, ou por _como sugere os tais quatro textos uníssonos, por machismo, consciente ou não.

Guilherme M. - Porto Alegre (22/10/2008 - 13:25)
Uma polícia que não tem competência para colocar um psicólogo e/ou um psiquiatra para "negociar" com um rapaz deprimido e em vias de suicídio, NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA EXECUTAR NINGUÉM. O especialista da SWAT entrevistado no "Fantástico" da TV Globo mostrou diversas alternativas de intervensão, além da execução: 5 dias de negociação? Aberração. Devolver uma refém menor de idade? Vergonha de ser brasileiro. "Invadir" pela janela minutos depois de entrarem pela porta? Ridículo. 6 brutamontes para imobilizar um guri, impedindo o atendimento médico? Lamentável. Transportar a vítima no colo? Nem se fala. E se a bala estivesse na coluna? Aquele transporte prejudicaria ainda mais... ENFIM. Só o acobertamento serrista-midiático para isentar a Polícia e o Governo de SP.


Bernardo (22/10/2008 - 13:13)
Tudo bem, sejamos consistentes na argumentação: concordo em parte que a polícia não errou (até prova em contrário) por ter deixado de matar o cara quando teve a chance. Mas errou fragorosamente ao mandar a outra menina voltar ao cativeiro. Essa daí não tem desculpa.

Andre Luiz (22/10/2008 - 13:11)
O medo do autor é o povo dê mais razão para mata para uma polícia despreparada e nociva que já mata aos montes sem razão. O caso deixou claro: a polícia é despreparada ou fez corpo mole, o governador é omisso ou ficou longe do caso com medo da eleição e a midia é sempre a midia, abutre, oportunista e sem ética, faz de tudo por uns pontinhos na audiência.

BETO LIMA (22/10/2008 - 13:06)
.......FALTOU TÉCNICA, FALTOU LOGÍSTICA, FALTOU ATITUDES NO MOMENTO EXATO....FALTA VEGONHA NA CARA À ESSES PROFISSIONAIS QUE AÍ ESTÃO A CUIDAR DA SEGURANÇA DOS CIDADÃOS DE BEM..........É ESSA SEGURANÇA PORCA QUE NOS OFERECEM EM TROCA DO IMPOSTOS QUE PAGAMOS..........

Amyra El Khalili (22/10/2008 - 13:03)
Se há similaridade no discurso dos quatro artigos é por que o "modus operandi" também não mudou.
A questão se repete com o mesmo fundamento.

Perguntaria: se tivesse apenas um leito na UTI para salvar uma vida e fosse necessário escolher o paciente - entre o negro pobre e o branco classe média quem seria escolhido? Se fosse uma mulher e um homem quem seria escolhido?
Neste caso escolheram pelo critério patriarcal como se fosse um alerta de punições pública para que todas as mulheres "aprendam" a lição. Que critério se aplicaria a sharia ocidental?

Qualquer semelhança com o apedrejamento tribal da fatwa seria mera coincidência?

Cada qual com sua burka!

* fatwa- decreto religioso praticado pelo fundamentalismo islâmico.

Lucas Cardoso (22/10/2008 - 12:56)
Pessoalmente, se não se fizer inteiramente necessário, eu acredito que não se deve matar ninguém, nem refém nem bandido. Não que faça muita diferença hoje, com o sistema carcerário como está, é uma questão de princípios. Mas francamente eu não sou especialista em segurança pública e não sei quando matar é necessário.

Outra coisa, esse tal de Lindemberg é pedófilo, não? Talvez teria sido melhor se a polícia tivesse atirado nele. A prisão não é um bom lugar pra pedófilos.

Alexandra Peixoto (22/10/2008 - 12:56)
Velasco, acredito que sua opinião seria bem diferente se você fosse mulher, ou se fosse sua filha ali sob a mira de um revólver.

Edson (22/10/2008 - 12:33)
Uma câmera microscópica digital, acoplada a um fio de fibra óptica, teria revelado para os policiais do Gate que a barricada exigia um outro tipo de invasão. A câmera seria introduzida no apartamento por debaixo da porta. Os 15, 20 segundos que a polícia perdeu com essa barricada podem ter custado a vida de Eloá, segundo o delegado Riad Farhat, chefe do Tigre.
"A falta desse equipamento pode ter sido um erro fatal. Mas o erro é do policial ou do governo que não comprou a câmera?", pergunta Farhat.
O coronel reformado Severo Augusto da Silva Neto, que comandou o policiamento da região metropolitana de Belo Horizonte, endossa a idéia de que tecnologia poderia ter mudado o desfecho do caso.
"Se a polícia tivesse imagens, invadiria o cativeiro quando o Lindemberg [Alves] estivesse o mais afastado possível das reféns", exemplifica o coronel.
(...)O que eles não sabem, nem lhes foi informado pelo repórter (que talvez também não saiba) é que a inexistência da câmera está diretamente ligada a uma decisão do governador de São Paulo, José Serra, de reduzir a zero o investimento em inteligência feito pelo governo paulista em 2008, deixando como dotação orçamentária apenas a verba que vem do governo Lula de R$ 25 milhões, conforme reportagem publicada em 2007 no Jornal da Tarde, do Grupo Estado, e comentado por mim
Fonte: http://blogdomello.blogspot.com/2008/10/no-d-para-entender-como-o-estado-mais.html

Marcos Raposo Nunes (22/10/2008 - 12:22)
Olha cara, como irresponsável dizer que a Polícia deveria ter dado um fim noc ara para garantir a vida das vítima? Irreponsável foi deixar que ele matatse uma e quase matasse a outra. Vaic atar coquinho com tuas idéias malucas. Claro que todo mundo que tem um neurônio gostaria que não precisasse morrer ninguém, mas se não havia outro meio que morresse o sequestrador. A Polícia não o matou antes dele matar a Eloá, por que? Por que o asno do comandante machista achava que aquilo era só uma crise amorosa.

Marta Polari (22/10/2008 - 12:14)
Ora Velasco! Faça minhas as palavras abaixo, que li no Portal Mhário Lincoln do Brasil:
Resposta de Fátima Oliveira
Oi Jesus,
Uma vez mais obrigada por ser um leitor de minhas garatujas. Obrigada por opinar sobre elas. ///Depois de 100 horas de seqüestro, de exposição midiática abominável e sabendo que o sujeito portava um arsenal de armas de fogo (Nayra já havia prestado depoimento e dito) a Polícia tinha o dever de cumprir o seu dever: garantir a vida das reféns que, como você bem sabe, naquele momento estavam sob tutela do Estado. Mas não o fez!
Foi irresponsável devolver Nayara ao sequestrador! O governo de São Paulo tem de responder judicialmente por tal fato. Ninguém está autorizado a jogar uma adolescente nas mãos de um potencial assassino. Nem pai, nem mãe, nem Conselho Tutelar, muito menos o Estado! E só o fizeram porque Nayra é uma menina pobre. Se fosse uma menina rica tal atitude jamais teria sido sequer cogitada/////
Foi assim que Eloá perdeu a vida e Nayara "quase"... A ação desastrada da Polícia paulista permitiu que assim fosse. Racionalmente, não resta dúvida que a Polícia de São Paulo fez uma escolha de quem deveria morrer. Ou não?
Mas entre uma escolha e outra, eu não tenho dúvida que ela, a Polícia, fez a escolha errada e injusta. Se alguém precisava morrer para encerrar aquele seqüestro, por uma questão de Justiça não seria Eloá. E nem Nayara. Ou você discorda?

Alê Moreno (22/10/2008 - 12:12)
Aíaí... lá vamos nós defender e romantizar nossos bandidos! Agora tenho que sentir vergonha por preferir a morte de um sequestrador à sua refém (uma criança, de 15 anos)! Não, né?

Sandra Fonseca (22/10/2008 - 12:05)
Ora meu caro, se o Estado tem de garantir a segurança dos reféns e se alguém tiver de morrer para que um sequestro se enecerre, claro que o sequestrador é quem tem de morrer.

Marco Antônio Leite (22/10/2008 - 11:48)
Caro escriba, o que vale mais, a vida de um insano que mata por "AMOR" bandido, ou a vida de uma menina indefesa diante de uma ara de fogo e um idiota a sua frente impondo seu capricho machista. Diga ou cala-se agora?

Jorge Luiz (22/10/2008 - 11:48)
Direita e esquerda agora é só para indicar pra que lado fica o banheiro! Politicamente isso não existe mais e sim alinhamento de interessses. Eloá tinha tudo para entrar em um monte estatísticas que descrevem a situação precária da infantil e juventude no Brasil.

Ricardo (22/10/2008 - 11:38)
Creio que em casos de sequestros com refém, matar o bandido é uma das opções das forças de segurança. Em qualquer lugar do mundo é assim. Pelo que tenho lido, houve uma série de erros, erros estes que se fossem evitados talvez não deixassem que a situação chegasse ao ponto da sociedade pedir a morte do sequestrador.



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