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Uma operação para livrar Dantas

Atualizado em 08 de setembro de 2008 às 17:56 | Publicado em 07 de setembro de 2008 às 21:51

ENTREVISTA - LUIS NASSIF

Uma operação para livrar Daniel Dantas do inquérito e do processo

Para o jornalista, a revista Veja perdeu todos os limites ao publicar uma matéria em que não pode provar nada do que denuncia. Para ele, trata-se de uma operação para livrar Daniel Dantas da ação movida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. "É um momento triste na história da República: ele mostra que Dantas conseguiu uma ampla influência no Judiciário, em três partidos políticos e em grande parte da mídia", diz Nassif.

A revista Veja da semana passada denunciou um esquema de grampos que vigiariam o Supremo Tribunal Federal e integrantes do governo federal. O que levou, no dia seguinte, o presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes a reunirem-se e, finalmente, à suspensão da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na terça-feira da semana passada, em entrevista à imprensa, Lula declarou:

“Se algum de vocês (referindo-se aos jornalistas presentes) souber algo – porque a fonte conversou com os jornalistas e não comigo –, e quiserem facilitar a investigação, podemos resolver logo o problema. Do contrário, vamos ter de investigar com muita profundidade”.

Isso porque a Veja declarou que as gravações não existem mais e utiliza a lei para não revelar o nome da fonte da reportagem. A IHU On-Line conversou por telefone com Luis Nassif sobre essa crise gerada por um veículo de comunicação tão importante no país, mas, segundo ele, em decadência.

Nassif, que lançou uma série chamada Dossiê Veja, em que chama de antijornalismo o trabalho da revista, fala sobre a relação dessa denúncia dos grampos no STF com o caso Daniel Dantas, sobre um possível conflito entre o ministro do STF e Tarso Genro e, ainda, sobre a posição da Polícia Federal diante desse grande problema deflagrado no país.

Luis Nassif é jornalista e diretor Superintendente da Agência Dinheiro Vivo. Além disso, desempenha as funções de comentarista econômico da TV Cultura, membro do Conselho do Instituto de Estudos Avançados da USP e do Conselho de Economia da FIESP. Possui um dos blogs mais acessados e respeitados do país.

Confira a entrevista.

IHU On-LineNesse caso dos grampos, foi a reportagem da Veja que motivou a reunião de ontem entre Lula e Gilmar Mendes e, por fim, o afastamento da direção da Abin. Como o senhor relaciona esse caso com o caso Daniel Dantas?

Luis Nassif – É, escancaradamente, uma operação para livrar o Daniel Dantas desse inquérito e desse processo. A Veja perdeu todos os limites. O que espanta é ver um presidente do Supremo Tribunal Federal, baseado nos elementos que a revista coloca, sair acusando a Abin e o Paulo Lacerda, justamente os alvos do Daniel Dantas. É um momento triste na história da República: ele mostra que Dantas conseguiu uma ampla influência no Judiciário, em três partidos políticos e em grande parte da mídia. Eu acho que, para o jornalismo, o preço do descrédito é muito grande. A opinião pública inteira está percebendo o tipo de jogada feito pela Veja. E o que ela faz desmoraliza o jornalismo. Sabemos que este já foi usado para outros propósitos, mas o que existia antes era um pouco a história de troca de favores entre empresas e instituições e alguns veículos de mídia. Era um negócio antiético, mas mais light. Agora, quando temos essa contaminação da cobertura da imprensa por essas pessoas que estão claramente acusadas por formação de quadrilha e afins, entramos num terreno muito complicado e desmoralizante para um dos poderes fundamentais da sociedade, que é a imprensa de opinião.

A Veja tem uma grande tiragem e passou a praticar um jornalismo falso, como tenho mostrado na minha série de reportagens. No entanto, há, concomitantemente, uma cumplicidade com isso por parte dos jornais. Essa matéria sobre os grampos publicada por ela não passaria num curso básico de jornalismo. Então, vem o presidente do STF, avaliza a matéria e faz com que ela se transforme em institucional. Há poucos jornalistas com coragem para questionar essa falta de consistência da matéria. Há outro aspecto que precisa ser levado em conta: a Operação Satiagraha foi muito abrangente. Ela entrou no seio da corrupção brasileira e pegou magistrados, políticos e empresas jornalísticas. Com isso, temos esquemas pesados montados por advogados, por políticos e por jornalistas. A Veja gosta muita de comparar o Brasil aos Estados Unidos e dizer que nosso país é atrasado e que os estadunidenses são o suprassumo da modernidade. São mesmo. Só que nós estamos entrando hoje num ponto muito similar ao dos anos 1930 nos Estados Unidos, quando existiu uma luta nacional contra o crime organizado e a imprensa aderiu ao crime. É complicado isso, pois o maior fator de atraso que temos é a revista Veja, inserida dentro de um tipo de jornalismo manipulador. Com a internet, as coisas até melhoraram, porque há alternativas à falta de competência jornalística. A Veja está fazendo uma operação de alto risco para poder fazer essas jogadas todas de forma profissional. Dentro da Abril, eles são chamados de “aloprados” da Veja. Isso causa perplexidade, indignação, e o preço é a desmoralização da imprensa. Pelo menos, a internet não deixa a grande imprensa falar sozinha.

IHU On-LineE deve partir de quem exigir uma mudança de paradigma da influência que a Veja possui?

Luis Nassif – Deve partir da Justiça. Na semana passada, a condenação do Diogo Mainardi a três meses de prisão foi um passo muito importante do Judiciário. A Veja passou a usar a calúnia e a difamação com a ajuda de dois pistoleiros – o Mainardi e o Reinaldo Azevedo – para atacar a honra de todo mundo e entrou num jogo muito pesado. Essa estratégia é desproporcional, porque a Abril partiu para uma avaliação custo x benefício, ou seja, começou a se perguntar: o que ganhamos se começarmos a difamar ou caluniar o fulano? Ganha porque desacredita o “fulano” e continua com liberdade para manipular isso. O que isso custa? Cem mil, 150 mil reais por processo. É um preço que eles pagam. Essa avaliação é horrorosa, faz o jornalismo cair na barbárie. Quando condenam um deles, como no caso do Paulo Henrique, esse jogo acaba. No Rio Grande do Sul, fizeram isso com o Jorge Furtado. Ele foi alvo de assassinato de reputação também. A ação contra esse tipo de publicação às vezes demora meses ou anos para ser resolvida. Como é que fica a sua reputação nesse período? Como fica a sua família e seus filhos nessa história? O que a Veja está fazendo é coisa de quadrilha. Eu nunca vi algo parecido.

IHU On-LineEssa suspensão da direção da Abin foi uma atitude correta por parte do presidente?

Luis Nassif – O presidente é gato escaldado. Já sabe que enfrentar o STF e a imprensa juntos pode significar um risco e adotou essa medida. Ele aproveitou que a escuta pegou o pessoal da sua base e assim pode reagir contra a Operação Satiagraha. Agora, ele está numa ação de alto risco, porque validar a Veja – que é uma revista que está caindo em descrédito – é um risco. Se você dá à Veja o direito publicar um factóide como esse – porque ainda não temos uma prova real sobre esse grampo – e o poder de afastar a direção da Abin, sabendo que toda a estratégia jurídica do Dantas consistia em tentar comprovar que o Paulo Lacerda tinha interferido na Operação Satiagraha para poder anular o inquérito, há outro risco alto. O Lula mandou investigar afastando a direção da Abin para não ter contaminação nos resultados. Ou seja, deu tudo o que o pessoal do STF pediu. Se houver uma investigação séria agora, quem fez paga. A Veja vai ter de mostrar suas provas. O desafio é existir uma investigação séria. Claro que não podemos botar a mão no fogo pela Abin, mas é preciso ficar claro que quem acusa tem que ter a comprovação. Aquela maluquice que a Veja fez não é prova. Nenhum país civilizado, com poder Judiciário efetivo, deixa aquilo ser considerado uma matéria. Vamos ver o resultado das investigações. A partir delas, saberemos se o Lula é um enxadrista ou uma pessoa temerosa.

IHU On-LineEm que sentido a reunião de Gilmar Mendes com Lula interfere no trabalho do ministro Tarso Genro?

Luis Nassif – Eu conversei com o ministro hoje (referindo-se ao dia 02 de setembro de 2008), que me disse que esse período faz parte de um jogo complicado. Veja bem, essa questão dos direitos individuais precisa ser preservada e você não pode dar plenos direitos para o pessoal sair grampeando a torto e direito. Vivemos hoje dentro de uma democracia clássica, ou seja, numa sociedade onde a imprensa é o fator para conter excesso de poder do Executivo. No entanto, como há um alto grau de manipulação por parte da imprensa, se criou uma ameaça grande ao direito individual. Esse poder diz respeito a fazer qualquer ataque e não dar bola para o resto. Qual é o maior desafio que temos em relação à defesa dos direitos individuais? É saber se defender de esquemas como os que a Veja monta. Aqui no Brasil, em nome da liberdade de imprensa, você pode assassinar reputações, fazer uma matéria fajuta e dizer que a Constituição garante sigilo de fonte... Onde nós vamos parar? Podemos dizer que o ministro Gilmar Mendes assumiu de uma forma obcecada a defesa do Dantas e deixou o Supremo Tribunal Federal numa má situação, mas os outros ministros estão deixando a história correr para não comprometer ainda mais a imagem da instituição.

IHU On-LineCasos como esses estão gerando desconfortos dentro da Polícia Federal. Em sua opinião, que perigos giram em torno dessa demonização da PF?

Luis Nassif – Falar da Polícia Federal é um negócio complicado. É uma organização muito envolvida em muitos problemas e foi feita uma mudança fundamental em sua estrutura pelo Paulo Lacerda, há tempos. Daí surge uma geração nova aí, não viciada ainda, que não quer entrar no esquema e quer realizar um trabalho sério de investigação. Esse pessoal é o típico funcionário que está seguindo o manual, que é a lei, a Constituição. Se esse pessoal for desestimulado, a única força que se insurgiu de forma profissional contra esses abusos e esquemas de corrupção vai ser jogada fora. É um momento complicado, é uma guerra da civilização contra a barbárie. A barbárie, nesse caso, está sendo representada, infelizmente, por órgãos de imprensa. Esse é o problema.

IHU On-LineE como esse problema pode ser resolvido?

Luis Nassif – É importante deixar claro que toda essa operação visa beneficiar o Dantas. Isso cria um constrangimento para o Lula que não é fácil. Essa investigação tem a garantia do acompanhamento do Ministério Público. A Polícia Federal tem dentro da sua corporação grupos se digladiando. Se for provado que houve manipulação, a Veja e o Gilmar Mendes entram numa situação complicada. Se confirmar que foi uma ordem da Abin, quem se complica é o governo. O que eu acho mais provável é que não vai se confirmar que foi da Abin e que não vai se chegar ao grampeador, porque a Veja é uma revista sem-vergonha e não tem provas do que diz. Eu acho que vai ficar como um negócio não esclarecido, o que fortalece a posição do Dantas. Também vai depender muito da sinalização que o Ministro da Justiça e o Lula fizeram para a Polícia Federal para continuar investigando essa Operação Satiagraha.

IHU On-LineA quem interessa livrar o Dantas dessa investigação?

Luís Nassif – Todos os que foram subornados por ele, ou seja, três partidos políticos e jornalistas que foram pagos por ele. Interessa às publicações que fizeram acordos obscuros com ele, a juízes que se venderam para ele. É muita gente. Ele está no centro da corrupção brasileira; é uma coisa imensa.

IHU On-LinePodemos dizer que o STF e o ministério da Justiça estão em crise?

Luis Nassif – Não sei se estão em crise. O ministro Gilmar Mendes quis provocar uma crise, mas o governo não passou recibo. A condução do Tarso Genro em relação a esses episódios foi infeliz. Nesse sentido, há uma certa ligação entre ele e o Gilmar, mas este último extrapolou. O segundo habeas corpus foi incompreensível.

IHU On-LineNo mês passado, durante a Rodada Doha, percebeu-se que a intenção do Brasil estava dentro da questão da remessa de lucros maior do que os investimentos internos e assim atrairia capital de curto prazo. Quem sairia privilegiado se as negociações tivessem ido de acordo com as intenções do governo brasileiro?

Luis Nassif – O Brasil perderia claramente. Eu não entendi a posição do Lula de querer uma coisa a qualquer preço, porque o que se oferecia da parte agrícola lá não é suficiente para o país. Se a intenção do governo brasileiro fosse aprovada, seriam abertas as tarifas de pontuação de um conjunto importante de produtos em troca de ganhos não substanciais na área de subsídios num momento em que o câmbio brasileiro é um diferencial negativo muito grande. Se saísse do jeito que se queria, nós teríamos problemas sérios. A sorte é que a China e a Índia tiveram mais clareza sobre seus interesses.

IHU On-LineDentro dessa questão ainda, que perspectivas você tem para o próximo encontro em Doha?

Luis Nassif – Eu continuo acreditando naquilo que escrevi no livro Os cabeças-de-planilha (São Paulo: Ediouro, 2007), ou seja, o mundo está no final de um processo de liberação financeira que tende a refluir. A tendência, se for bater com que ocorreu em outros períodos da história, será a de um nacionalismo mais exacerbado, uma defesa maior dos interesses nacionais, assim como aconteceu com a China, com a Índia e a Rússia. Estes sistemas de livre comércio são, geralmente, adotados por quem já atingiu um certo grau de desenvolvimento mais elevado. Quando o país atinge esse grau de desenvolvimento, pode entrar nas regras internacionais de livre comércio que, obviamente, beneficia os países mais competitivos em detrimento dos menos competitivos. Os países emergentes que seguem essas regras não conseguem se desenvolver, porque já são mais fracos, menos competitivos. Na medida em que a China quer se tornar uma potência, ela vai se insurgir contra isso.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
BETO LIMA (12/09/2008 - 09:23)
"A IHU On-Line conversou por telefone com Luis Nassif sobre essa crise gerada por um veículo de comunicação tão importante no país, mas, segundo ele, em decadência.
Só os meios de comunicação estão em decadência? A nossa sociedade está em decadência, e como os meios de comunicação tem sua parcela de contribuição nisso, um vai colaborando com o outro e o estrago é que vez maior.
Numa das escutas da polícia federal, o Ministro da Defesa?? do nosso país chamado "Brasil" em conversa com o senador quadrilheiro Heráclito Fortes, e líder da Bancada Dantas no Congresso. Nas escutas o Jobim pede para o Fortes avisar ao Dantas que os seus investimentos na Amazônia "podem ser perigosos".(Veja Conversa Afiada de hoje) Imagem o Ministro da Defesa..(???). Quem faz uma nação é o seu povo, e o povo desta nação é o espelho de seus líderes.., Se os seus líderes sao bandidos, a sociedade como um todo sofre, e se desvirtua moralmente a cada dia.......Só depende de nós em construir lugar melhor para viver, no que depender destes quadrilheiros.... estamos ferrados............


João Bravo (11/09/2008 - 21:44)
Lidio Pinho, quando falo em pena de morte, tenho certeza que você percebeu tratar-se de figura de retórica, neste Brasil, com esta justiça e com esta imprensa suja, seria assim mesmo. Mas é hora de tomarmos consciência. Ora, um "animal" arrasta com um carro que acabou de roubar, uma criança presa, por um cinto de segurança até que seus ossos gastem no asfalto. Você acha que vou ser demagôgo, claro que não, esta bem posso até ouvir um psicologo dizendo, que um jovem, pobre, escutando dioturnamente propagandas de guerra, que pra ser cheiroso, tem de usar perfume tal, pra praticar esporte usa o tênis tal, pra conseguir uma loira gostosa carro tal, vê o pai desempregado, cabeça baixa,fuçado da vida, vai se revoltar, roubar, matar...mas olha só, isso não é regra, senão no Brasil teriamos ricos ou bandidos e não é assim. Aí fica assim, o cara mata, esquarteja, estupra, dá uma entrevista com cara de garoto mau, e logo em seguida tá solto,porque é pobre e vitima. Estou só dando um exemplo, crime de colarinho branco é tão ou mais abominavel. E aí sobra uma familia destroçada, irrecuperavel, enquanto o corpo da vitima apodrece, juristas, direitos humanos e cia, espraiando suas teorias tipo "a importancia do exato comprimento dos cordões da ceroula do bisavo de napoleão", tchê! respeito sua opinião, mas acho que, se você ceifou uma vida, uma existência, coisa que não pode ser desfeita, você tem de ir para o corredor da morte.Entendi sua posiçao, só estou desabafando.

Marco Antônio Leite (11/09/2008 - 20:09)
É com prazer que estou escrevendo neste site, quanto mais pessoas estiverem engajadas numa corrente que combata esse estado de corrupção, melhor para todos nossos irmãos fracos e oprimidos que sofrem nas mãos do sistema neoliberal caduco e ganancioso que marginaliza milhões de trabalhadores em todo território nacional. O combate a corrupção passa por pessoas ideologicamente bem informadas e, que quer ver um país melhor para todos. Abraços...

Marco Antônio Leite (11/09/2008 - 19:10)
Neste território no qual o chefe é o capeta que com seu tridente cutuca os políticos, juízes, empresários e os vagabundos de elite para roubar os cofres públicos. Neste inferno as pessoas de bem esta marginalizada e colocada para escanteio no que concerne proporcionar melhores condições de vida para a maioria dos nossos irmãos. A inversão de valores atingiu todas as áreas de atividades do homem, ou seja, bandido prendendo polícia, político analfabeto menosprezando aqueles que estudaram para galgar melhores postos de trabalho seja na iniciativa privada ou estatal. Chefe incompetente dando ordens para profissionais do mais alto gabarito, engenheiros, médicos, professores, cientistas e congêneres ganhando salários de fome. Este é o Brasil de hoje, CPI julgando inocente, culpado acusando inocente e aí vai um montão de bobagens e afins?

Hélio (11/09/2008 - 17:54)
Azenha, será que dá soltar uma notinha sobre a nobre homenagem feita ao Queiroz.

Lídio Pinho (11/09/2008 - 13:33)
Para o João Bravo:
Com essa mídia, (Veja, Isto é, Época, Rede Globo Folha, Estadão e outros assemelhados),Pena de morte no Brasil só para Preto, Pobre e Puta! Vc já analisou como esse PIG só faz assassinar reputações.

Glauco (11/09/2008 - 12:38)
Estou percebendo que não é só eu que tava desconfiando de mais um golpe forjado pela veja, tão querendo desmporalizar a PF a ABIN e o governo

romério rômulo (09/09/2008 - 01:53)
azenha:o nassif matou a pau nessa entrevista.dá pra se entender bem toda a movimentação contra o delegado protógenes.romério

francisco.latorre (08/09/2008 - 20:32)
o grampo:

foram os mesmos que forjaram o dossiê dilma.

no senado, claro.

a hipótese mais elementar. primária.

armação tosca. padrão oposição golpista

quinta categoria.

até desativaram o sistema.

pra disfarçar.

ridículo...

Marco Antônio Leite (08/09/2008 - 19:01)
Dá mesma maneira que a cabeleireira grampeia o cabelo da madame, a imprensa grampeia sua falta de competência. Parcela considerável da mídia resolveu pegar o Lulla como Judas e malhá-lo num poste qualquer, sem ao menos confirmar que elle e seus cupincha estão prestando um desserviço à nação. Isso cheira golpe de estado por uma instituição que deve preservar o sistema democrático.

Marco Antônio Leite (08/09/2008 - 18:49)
A revista Veja investiga todos os passos do governo Lulla e seus asseclas, até aí tudo bem? Perguntar não ofende, quem será que ira investigar o balaio de crustáceos decápodes que se tornou essa revistinha, a qual denuncia mas não prova absolutamente nada, isso é crime?

Edinho (08/09/2008 - 18:17)
Grande Azenha, aproveito a deixa e peço que dê uma olhada no seguinte link:
Como será que poderíamos classificar tal "jornalismo"? Só digo uma coisa. Não sei se para sorte do Brasil, ou para azar dos gaúchos e catarinenses, essa porcaria é de circulação regional...
Abraço!

Augusto José Hoffmann (08/09/2008 - 17:32)
Essa história de grampo é cortina de fumaça. Só para desviar assunto - DOIS HC em 48 horas - uma aberração cujos juristas (de caráter) já classificaram como aberração.É como aquela frase ...fogo! e todo sai correndo, em pânico. O Brasil bem que merecia coisa melhor. Esse ranço perdura, por incrível que pareça, independente de governos e circunstâncias. Chamam-na de corrupção: é a mesma fome que leva a prostituta à labuta e o gangster a roubar e matar.

Lucas Cardoso (08/09/2008 - 15:42)
Meio off topic: A "foto" para esse artigo na página principal me deu um susto. Fosse eu menos cético, pensaria que meu monitor estava possuído.

Uedden (08/09/2008 - 14:01)
EU NÃO POSSO DIZER QUE DESSA ÁGUA EU NÃO BEBO.

Se eu fosse o Presidente do STF eu acreditaria na Veja e pediria a cabeça do Paulo Lacerda, mas, só, na condição de comparsa do DD e com o intuito claro de defender um criminoso.

Eduardo Patriota Gusmão Soares (08/09/2008 - 14:01)
"Podemos dizer que o ministro Gilmar Mendes assumiu de uma forma obcecada a defesa do Dantas e deixou o Supremo Tribunal Federal numa má situação, mas os outros ministros estão deixando a história correr para não comprometer ainda mais a imagem da instituição."

Afinal, onde estão os outros membros do STF? Por que estão permitindo que a crise institucional evolua? Temos um presidente que não manda, um legislativo que não legisla, uma polícia que é suspeita por fazer o trabalho dela, o "Poderoso Chefão" que fica solto e que sumiu da mídia e um judiciário que atua em defesa dele. Se nem o presidente e nem o STF parecem dispostos a dar um fim nisso, não seria melhor coroarmos de vez o Daniel Dantas e vivermos como vassalos em seu feudo: o Brasil?

Paulo de Freitas Dias Filho (08/09/2008 - 13:45)
Azenha,

Não sei se vocês(você,Paulo Henrique, Nassif, Alan Feuerwerker, José Paulo Kupfer, Pedro Dória e alguns outros) têm consciência disso,mas cumprem um papel importante nas mudanças profundas em curso no Brasil.

A eleição do Lula - deixo claro, não sou petista, mas sim um Serrista um pouco decepcionado com o recente conservadorismo exacerbado do Serra- ,as conquistas sociais de seu governo, a incorporação de milhões de brasileiros à classe C e a democrartização da informação através da internet, propiciam uma pequena revolução silenciosa no país.

E a internet hoje dá voz, através de vocês, a esse Brasil que avança. Está aqui na rede(com raras exceções, como Carta Capital) o pensamento moderno e progressista do país.

Se persiste a hegemonia da imprensa tradicional, a qual, em conluio com os setores mais conservadores e elitistas impõe à opinião pública sua visão parcial do mundo, essa supremacia começa a ser questionada.

O desempenho do bom jornalismo, preocupado com a responsabilidade de bem informar, aliado a essa ferramenta incrível de disseminação da informação, ajuda a consolidar esse novo país que lentamente surge.

Apesar da "Veja", Daniel Dantas, Gilmar Mendes e tantos outros, dá pra acreditar e vislumbrar um país melhor e mais justo.










Luiz - AlphaPlus (Polêmica S/A) (08/09/2008 - 11:56)
De telefonia eu entendo.... concordo que qualquer araponga pode ter acesso à rede e colocar um grampo do mais vagabundo. Mas, isso vale para a nossa rede de telefonia fixa, porque vem aquele parzinho de fios da central telefônica até a nossa casa. O que explicaria o grampo na casa do senador ou da casa do ministro, mas nunca no ambiente dos gabinetes do governo, em que os telefones estão em um PABX. A conexão sai da central em um meio de trasmissão de alta velocidade, digital, só sendo possível o grampo através de caros e complicados equipamentos. Geralmente os telefones nos escritórios são pendurados pabx através de conexão ISDN, que é digital e que também não permite grampo. Ora, então como eles conseguiram grampear aquele dublê de presidente do STF Gilmar Mendes? Se for com escutas no escritório, como nos filmes - microfones e câmeras escondidos - seria possível, mas isso já foi descartado pela PF, não?
Portanto, se houve grampo, esse grampo estava nas caixas de distribuição da rua, que conecta os telefones nas casas. Dificilmente nos gabinetes dos ministros e senadores passam por caixas na rua. Agora, esse tipo de arapongagem NUNCA seria feita pela PF ou ABIN. Isso é serviço de detetivezinho, não de profissional. Portanto, acredito mais de que se houve escuta deve ter sido produzida pela própria VEJA ou pelo DD. Se é para acusar sem provas, também faço as minhas acusações de graça.

Andre Felipe - Primavera SP (08/09/2008 - 11:32)
É....................se o Gilmar Mendes tivesse uma conduta conforme seu cargo exige, jamais teria acontecido o grampo............

Zwh WIdmark (08/09/2008 - 11:19)
O Diogo Dantas só comenta abobrinhas... o que aconteceu?

cris (08/09/2008 - 11:15)
Para o Guto
Guto, vá ler a veja! Não perca seu tempo aqui, leia veja e espere o papai noel no natal e o coelinho da pascoa na pascoa. Continue acreditando em Veja e em duendes, ok? francamente!!!!

Marcelo Conti (08/09/2008 - 10:34)
A cúpula da veja e o DD se merecem... na mesma cela!!!!!

nancy lima (08/09/2008 - 10:25)
Felizmente temos o Nassif,o Azenha e outros,imaginem se só nos sobrasse opistoleiro do Mainarde,Reinaldo Azevedo,Miriam Leitoa e outrs,a vaca já estava no brejo.

Cici Barbosa (08/09/2008 - 10:07)
Luiz Moreira, no sistema de telefonia fixa é possível fazer grampo não só na central telefônica pública, mas em qualquer parte da rede, desde o distribuidor geral de cabos até o usuário. Se tiver a ajuda de um funcionário da concessionária ou do mantenedor da central privada do senado, normalmente terceirizados, aí então é fácil demais. Tanto pode ser gravado pelas centrais (pública ou do senado), como pode ser colocado um gravador externo na rede - como era feito ( a pedido da justiça) nas antigas centrais eletromagnéticas, assim como pode ser desviado o sinal para uma escuta, como se fosse uma extensão da linha, neste caso seria necessário alguém ficar ouvindo o tempo todo, tipo filme de espionagem. Existem ainda algumas centrais privadas que a linha transferida pela telefonista pode ser ouvida por ela. Resumindo, são tantos os locais possíveis e pessoas envolvidas na manutenção que fica fácil ouvir ou gravar, porém é difícil identificar onde foi feito, até mesmo porque não fica nenhum vestígio. Não sei se tirei tua dúvida, espero que sim.

O Chris Almeida - BH (08/09/2008 - 08:26)
http://www.ultimato.com.br/file/arquivos/cartacapital%20_28_08_rev.pdf

Azenha, pode publicar isso no seu blog? Publique na sessão que você desejar, é a resposta de uma ONG respeitável a acusações levianas. Obrigado desde já!

Maxwell Barbosa Medeiros (08/09/2008 - 08:20)
Eu soube um dia desses no blog do Nassif que Mainardi foi passear nos EUA e resolveu ficar por lá. Será por isso que ainda não foi pra cadeia ?

Marcelinho (08/09/2008 - 07:19)
Esse Guto é assinante da Veja e e vive assistindo o Manhatan Conexion.. Típico alienado...

Maria (08/09/2008 - 02:43)
Guto, vc sabe pq o Lula, na sua opinião é responsável por tudo isso?
Pq no governo Lulatudo está sendo mostrado pela mídia e nos governos anteriores eram jogados para debaixo do tapete.
Vc acredita mesmo que os anteriores eram santos e nada de errado faziam? Então vc não morava no Brasil ou é um alienado.
Veja o caso de Minas Gerais (governo PSDB Aécio) ninguém fala nada, parece que aqui é o paraíso ou que nem fam parte do Brasil, pois a mídia não divulga nada. è pura blindagem, só sai o que eles querem e pronto.
Acooooooooooooorrrda, meu filho.

Baader (08/09/2008 - 01:16)
LUIZ: Eu já trabalhei na companhia telefônica e posso garantir que para grampear uma ligação vc não precisa, se quer, de auxilio de funcionários... É mto mais fácil que qq um pode imaginar. Eu trabalhava com casos em que se fazia uso de extensão clandestina para receber e, pasme, originar chamadas! É uma extensão só que, como o prórpio nome denuncia, clandestina...

Tarcisio (08/09/2008 - 00:40)
Qeur dizer então que Daniel Dantas é um santo?

João Bravo (07/09/2008 - 23:21)
Azenha, sempre tive muita proximidade a miltares.Onde moro, temos mais de 110 hectares de campos do exercito.Por isso desde os anos 80, o S.N.I. avisava que o crime organizado estava se infiltrando em todos os poderes.Não há surpresa alguma. O crime organizado só não se apoderou das forças armadas, porque o generalato (exercito) não permitiu.Acho que isto a muito é questão de segurança nacional, todos, inclusive meios de "comunicações" como Veja e Istoé, devem responder e pagar por seus crimes, a lista é grande. Outra coisa, porque não podemos eliminar estes vermes em nome da democracia?! porque devemos ser generosos e humanos com aqueles que não tem o minimo de compaixão por nós?...tá na hora de revermos a pena de morte, de copiarmos aqueles americanos ignorantes, que não tiveram a honra de ter ministros do peso de Gilmar Mendes ou sua constituição adornada por um nelson jobim. Eu só não quero que estes senhores consigam gozar uma aposentadoria generosa as minhas custas.

Marcia (07/09/2008 - 23:01)
Azenha.


Excelente a entrevista do Luis Nassif, que, para mim, assim como vc e o PHA, são merecedores de todo o crédito diante desse lodaçal protagonizado pela VEJA e Isto É, sem falar no RA e no Mainardi.
Fiquei muito feliz com essa entrevista.
Um abraço Azenha, e não suma mais, viu?

Fabio Passos (07/09/2008 - 22:52)
Luis Nassif é o maior Jornalista brasileiro da atualidade. Com Nassif na net a máfia não tem vez...

Luiz Moreira (07/09/2008 - 22:29)
Eu só gostaria de saber o seguinte: se qualquer pessoa esteja disposta a pagar um detetive que tenha o perfil de grampear telefones a pedido de clientes, e contrata-lo para grampear, através de funcionario da companhia telefônica, e obter algumas palestras gravadas, isto poderia ser feito? Se isto é viável, qualquer um poderia obter uma gravação das duas figuras em questão(o senador do Dem e o Ministro do Supremo) e lançar no ventilador.
Solicito que me envie por mail se isto é possível.Obrigado

Guto (07/09/2008 - 22:06)
O engraçado é ver o Nassif e você tentar livrar o Lula de todo jeito.O lula é o maior responsável por tudo isso, Azenha, não há o que defender...Fim de linha!!!



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