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Uma ofensiva contra as leis ambientais

Atualizado e Publicado em 14 de maio de 2009 às 16:35

Ruralistas iniciam sua maior ofensiva contra leis ambientais

Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país.

Maurício Thuswohl
, na Carta Maior


RIO DE JANEIRO – Ao que tudo indica, os últimos 18 meses do governo Lula serão marcados por uma forte ofensiva ruralista contra os avanços conquistados pelo Brasil em sua política ambiental. Seja por intermédio de suas bancadas na Câmara e no Senado ou através de suas entidades de classe, os setores ligados ao agronegócio e às obras de infra-estrutura estão mobilizados de Norte a Sul para reverter pontos da legislação ambiental por eles considerados como um entrave ao desenvolvimento produtivo do país. Essa contra-ofensiva passa pela aprovação no Congresso de duas Medidas Provisórias que alteram o atual Código Florestal e também pela tentativa de retirar da União e transferir aos estados a prerrogativa de definir as políticas ambientais.

Já aprovada na Câmara, encontra-se agora em discussão no Senado a MP 452 que, apesar de originalmente tratar da regulamentação do Fundo Soberano, leva de “carona” uma emenda feita pelo relator, deputado José Guimarães (PT-CE), que acaba com a obrigatoriedade de concessão de licença ambiental para as obras a serem realizadas em rodovias federais já existentes. Além disso, a MP 452 também estabelece o prazo máximo de 60 dias para que o Ibama conceda as licenças de instalação para obras em rodovias, o que, na prática, fará com que estas obras possam ser iniciadas sem a obtenção das licenças.

Existem atualmente em processo de análise no Ibama 183 pedidos de licenciamento em rodovias, dos quais apenas 82 já receberam licença prévia do órgão ambiental. As obras do PAC são responsáveis por 140 destes pedidos, fato que faz com que os parlamentares ligados ao agronegócio estejam otimistas em receber o decisivo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Até o momento, nem o presidente nem a ministra externaram suas posições.

Outra Medida Provisória que aguarda votação na Câmara, onde deverá ser aprovada, é a MP 458, que trata da regularização fundiária de terras pertencentes à União localizadas nos nove Estados da Amazônia Legal. Quando foi enviada ao Congresso pela Presidência da República, a MP 458 contava com o apoio do movimento socioambientalista, pois tinha forte cunho social ao determinar a regularização de propriedades de até 1,5 mil hectares. No entanto, as modificações introduzidas pelo relator, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), desfiguraram a MP.

Entre as alterações sugeridas por Bentes - e rejeitadas pelos ambientalistas - estão a inclusão de áreas devolutas localizadas em faixa de fronteira, além de outras áreas sob domínio da União, no processo de regularização fundiária, e também a retirada da exigência de que o ocupante não seja proprietário de imóvel rural em qualquer parte do território nacional. Além disso, o texto que deverá ser aprovado pelos deputados exclui o parágrafo que impedia a regularização de área rural ocupada por pessoa jurídica: “Essas novas regras legalizarão a grilagem, aumentarão a concentração fundiária e a violência no campo e incentivarão o desmatamento”, resume Raul do Valle, que é coordenador do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA).

Senado decide
Assim como no caso da MP 452, caberá ao Senado dar a exata medida das chances políticas que tem a MP 458, na forma como está, de se tornar realidade. A disputa em torno das duas Medidas Provisórias será protagonizada por duas parlamentares de peso. De um lado, Kátia Abreu (DEM-TO), que é presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e tem se destacado como a maior liderança política dos ruralistas nesses seis anos e meio de governo Lula. Do outro, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC), que tem enorme prestígio internacional e é a principal porta-voz política do movimento socioambientalista brasileiro.

Em discurso realizado na tribuna do Senado na semana passada, Marina afirmou que “segmentos do agronegócio e da infraestrutura se revezam em um jogral de satanização das conquistas ambientais que a sociedade brasileira conseguiu inscrever no arcabouço legal de nosso país”. Segundo a ex-ministra, estes setores “agora estão imbuídos em convencer a sociedade brasileira de que a legislação que protege o que restou da floresta, que protege a nossa biodiversidade e as margens dos rios é a maior inimiga para o crescimento e expansão da agricultura no país”.

Novo Código
Kátia Abreu, por sua vez, alia o comando da pressão ruralista no Senado à articulação nacional das principais entidades representativas dos grandes produtores. Também na semana passada, a senadora levou ao Congresso uma proposta elaborada em conjunto pela CNA e pela Sociedade Rural Brasileira (SBR) que sugere uma ampla reformulação no Código Florestal.

Entre as mudanças propostas pelos ruralistas estão o fim da obrigatoriedade de recompor as Áreas de Proteção Permanente (APPs) no mesmo bioma onde houve desmatamento, a permissão para compor 50% da reserva legal com espécies exóticas ao bioma e a manutenção das áreas “consolidadas pela agricultura” mesmo em biomas considerados ameaçados.

O ponto fundamental de um novo “Código Ambiental Brasileiro”, de acordo com o desejo dos ruralistas, seria a transferência para os Estados da atribuição de definir as políticas ambientais, o que hoje é prerrogativa exclusiva da União: “Se o governo federal descentralizou a saúde e a educação, por que não o meio ambiente também? Cada Estado tem suas peculiaridades ambientais e agrícolas e pode deliberar sobre elas”, diz Kátia Abreu.

Governadores ruralistas
A pressão no Congresso - onde 33 propostas de alteração do Código Florestal já foram protocoladas por parlamentares ruralistas - acontece paralelamente à ação dos governadores mais ligados à cartilha do agronegócio. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira (PMDB), deu a largada ao usar sua maioria na Assembléia Legislativa para aprovar um código florestal estadual que, entre outras afrontas à legislação federal, reduziu para cinco metros a faixa de proteção das matas ciliares (localizadas às margens dos rios e lagos).

As alterações na legislação ambiental apoiadas por Luiz Henrique em seu estado são objeto de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) movidas, respectivamente, pelo PV, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ainda assim, outros governadores, como Aécio Neves (PSDB) de Minas Gerais, falam em seguir o exemplo catarinense e já mobilizam suas bases de deputados para criar um código ambiental estadual.

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), foi a mais recente adesão ao movimento de pressão pela criação de legislações ambientais estaduais que contradigam as leis federais. Mesmo acossada por uma ameaça de impeachment, Yeda encontrou tempo para exortar seus deputados a criarem um código ambiental estadual: “Cada estado deve ter uma legislação própria para decidir os rumos de suas riquezas ambientais. O Código Florestal Brasileiro tem mais de 40 anos e precisa ser modernizado e adequado às realidades regionais”, disse.
 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Leider Lincoln (16/05/2009 - 09:29)
Iza: os catarinenses tinham a mesma opinião que você e olha o que aconteceu com eles ou você acha que a culpa foi da "natureza"?. É impressionante como as pessoas têm dificuldade de perceber que os problemas ambientais dizem sim respeito à vida das pessoas.
E colocar um demotucano, ainda por cima do Pará, na frente de uma comissão de meio ambiente é brincadeira, não é mesmo?

Marco Fernandes (15/05/2009 - 14:54)
É uma pena, mas o PV de Gabeira é parceiro do DEM de Kátia Abreu e outros herdeiros de Darly Alves (assassino de Chico Mendes). A coisa está tão enroscada que, para onde virarmos, não sabemos se temos parceiros ou adversários. O caso de Santa Catarina é emblemático, pois o Estado, apesar de ter sido vítima dos efeitos da degradação ambiental, aceita que a ganância dos latifundiários, defendidos por Joelmir Beting, ditem regra.

Henrique A. Ré (15/05/2009 - 14:00)
Caro Antonio Rodrigues, obrigado por suas considerações. Por favor, leia apenas aquilo que escrevi, não faça conclusões precipitadas.
Antes de tudo, digo que não tenho ligação alguma com o agronegócio. E, aliás, ele pouco será afetado com as novas medidas. É isso que os ongueiros não perceberam. Tudo recairá sobre os pequenos. Leia as medidas do Código Florestal e pense um pouco.
É claro que a propriedade tem deveres além de direitos, até a Constituição estabelece que o caráter social prevalece sobre a propriedade. A questão é outra.
Não sei se você entende de agricultura, o que acontece é que o Cód. Florestal irá afetar principalmente os peq. proprietários. Na realidade, considerando as APPs e a res. florestal, algumas peq. propriedades perdem 50% de sua área ou até mais, a depender do caso.
Quanto à questão do apto, releia o que escrevi e interprete apenas aquilo que está escrito.
Em relação às cidades, note que o Código Florestal as isenta de praticamente qualquer medida nas áreas já construídas... aí a propriedade não tem deveres?
Por último, sou favorável ao Cód. Florestal (não como está) e acho triste a agricultura brasileira ser comandada pelas pessoas inomináveis que aí estão. Isto não significa, entretanto, que tudo que elas falam está errado. Aprenda a ler os "adversários"...
Note bem, eu não disse uma linha sobre a Amazônia. É essa mistura de assuntos que dificulta a compreensão dos leitores que não estão diretamente ligados ao tema. E isso gera mais emoção.

Carlos Henrique (15/05/2009 - 13:50)
A saúde e a educação foram os exemplos de sucesso escolhidos para demonstrar os benefícios da descentralização? Com uma oposição dessas fica fácil, muito fácil...

Corisco (15/05/2009 - 13:06)
A Sra. KÁTIA ABREU (DEM), nada mais é do que a versão de saias do Sr. RONALDO CAIADO - UDR (também do DEMos, é lógico).

Moacir Moreira (15/05/2009 - 12:22)
LEIAM ABAIXO O ARTIGO MAGISTRAL DO GENERAL LESSA SOBRE A CONFERENCIA DE JOBIM.

A fantasiosa estratégia
Luiz Gonzaga Lessa

Assisti a palestra do ministro Nelson Jobim no Clube Militar sobre a nova Estratégia Nacional de Defesa - END, tão comentada nos últimos tempos.

Foi desolador ouvir o titular da pasta, por quase 3 horas, desfiar objetivos, metas, prioridades, princípios que, longe de convencerem, despertaram inquietação e pasmo pelo seu alto conteúdo teórico, calcado em falsas premissas de democratização, subordinação do militar ao poder civil e sua efetiva retirada do processo político brasileiro, alheando-o das grandes decisões nacionais.

Desembaraçado, com bom domínio da platéia, o ministro dissecou a dita END, as suas origens e a metodologia que foi aplicada na sua elaboração, e ao longo da exposição ficou muito evidente a falta de consistência das idéias apresentadas, pelo total alheamento com a realidade do país, seja qual for o campo que se considere - político,
diplomático, científico, econômico, psicossocial - estabelecendo metas tão absurdas e descompromissadas com o tempo que, por pouco, faltou prever a nossa ida á lua, à marte ou, quiçá, até mesmo ao sol, ao longo dos próximos 50, 100 ou 1000 anos.

texto completo no blog Tribuna da Imprensa, de Hélio Fernandes

http://heliofernandes.blogspot.com/2009/05/ausencia-notadissima.html

Luiz G. Simões (15/05/2009 - 11:05)
Azenha, o Brasil se quiser duplicar a sua produção agrícola, basta fazer melhor usa das pastagens degradadas existentes com rotações de cultura (pastagens e produção de grãos).
Esta luta dos latifundiários por mais terras,isto faz parte de sua cultura; onde o indivíduo é julgado pela riqueza que tem; pelo número de alqueires que possui!
Para eles terra serve como reserva de valor;e não como meio de produção.
Se fosse possível fazer um levantamento em todos os cartórios de registro de imóveis aqui no sul e sudeste, verão que muitos desses que estão invadindo áreas públicas na amazonia já são ou foram proprietários em outros lugares; o objetivo é sempre aumentar a quantidade de alqueires.
Para corrigir esse problema,principalmente na Amazônia, bastaria o governo proibir o desmatamento nas margens dos rios, mantendo matas ciliares de 200 metros de cada lado dos rios ou mais, e ainda cobrando imposto progressivo pelo numero de alqueires que possui!

Walker (15/05/2009 - 11:02)
Códigos estaduais o cacete. O código nacional tem sim que ser reformado, mas continuar sendo nacional, e sem dar moleza pressa agronegociada, os "santos" do Brasil.

Mapa das regioes livres de transgenicos na Europa (15/05/2009 - 10:56)
http://2.bp.blogspot.com/_ebjuuK-wOrc/Se8J0JagzwI/AAAAAAAAAms/5M3OLACgNTQ/s1600-h/Regioni libere da ogm.jpg

Por lá a rejeição é crescente.
e por aqui?

antonio rodrigues (15/05/2009 - 10:45)
Dona Iza:

Vinte perderam a vida na estrada que a senhora cita, o que é triste, mas lhe garanto que estão morrendo muito mais pessoas, vitimas das consequencias de tanta destruição ambiental. Mas creio que estou perdendo o meu tempo. Pelo tom que a senhora se refere aos "ambientalistas", dificilmente entendera que o problema é bastante grave.


antonio rodrigues (15/05/2009 - 10:35)
Sr.Henrique Re:

O senhor diz:

"Mas, como exigir que determinadas pessoas abram mão de 20-30% de sua propriedade (reserva florestal)? Ora, seria o mesmo que pedir que o dono de um apartamento de 2 quartos mantivesse um o tempo todo fechado e sem uso."

Vida em sociedade, sr. Henrique, é assim mesmo. Não podemos fazer tudo aquilo que queremos, baseados no direito de "propriedade". Não posso abrir uma casa noturna ao lado de um hospital. Mesmo atrasado não posso atravessar o sinal vermelho. O "dono do apartamento" que o senhor cita não pode, se estiver no ultimo andar, construir mais cinco pavimentos. Caso esteja no terreo, não poderá ocupar a área da portaria. É chato, sr. Henrique, mas o senhor tem que se conformar.O senhor pode ser o "proprietario" da fazenda, mas não será por isso dono de vários elementos que transitam por ela, como as águas dos rios, o ar, os pássaros.

Ricardo (15/05/2009 - 08:27)
Esta senadora Katia é de que partido mesmo? Se alguem disse DEM, acertou. A vanguarda do atraso, a mentalidade predatoria dos bandeirantes e colonialista representada em toda sua magnitude. As forças que pensam em progresso com responsabilidade precisam criar um muro de proteçao contra estes carniceiros malditos. Dona Katia quer mais terra? sete palmos é o que merece!

Claudio Torcato (15/05/2009 - 01:44)
Se Lula permitir que isso siga adiante, não votarei em Dilma Roussef. Seria muita decepção. Imagine comprometimento internacional recente!. O agronegócio não precisa mais expandir-se pela a Amazônia Legal. 5 metros para as matas ciliares! Piada! Isso é um crime.

Henrique A. Ré (14/05/2009 - 22:07)
Com todo respeito ao autor, penso que este texto mais dificulta que facilita a compreensão do problema. A tática dos ruralistas é justamente misturar todos os debates e se possível as votações das várias MPs. Caberia aos jornalistas tentar explicar separadamente o que cada uma delas trata.
Outro ponto: não adianta ficar taxando de amigo de ruralistas alguns governadores simplesmente por eles defenderem uma mudança no Código Florestal. Esse Código, tal como está, é impraticável para boa parcela dos pequenos agricultores, que se encontram sobretudo distribuídos no sudeste, no sul e no agreste nordestino.
No Brasil, a política fundiária e ambiental sempre foi de terra arrasada, mas não adianta agora querer implantar um modelo de preservação que impede os pequenos agricultores de se manter em suas terras. Com todo respeito que os ambientalistas merecem, mas o Código Florestal, tal como existe hoje, é coisa de quem só conhece a realidade do campo pela tv.
Como brigar por reforma agrária num país que corre o risco de sofrer forte êxodo rural devido a essas medidas ambientais?
Por último, sei que é uma questão de teoria política mais que ambiental. Mas, como exigir que determinadas pessoas abram mão de 20-30% de sua propriedade (reserva florestal)? Ora, seria o mesmo que pedir que o dono de um apartamento de 2 quartos mantivesse um o tempo todo fechado e sem uso. Ademais, por que as regras do Código Florestal também não se aplicam às cidades, que são as que mais poluem?
Abraços

iza (14/05/2009 - 21:07)
Esse sr. deveria explicar pra gente pra que licença ambiental em rodovias já existentes?
Na minha cidade tem uma rodovia (um trecho) que está esperando a tal licença há mais de 3 anos.
Já morreram mais de 20 pessoas num trecho de menos de 15 Km.
Por um acaso algum "ambientalista" foi procurar as famílias desses mortos e "explicar" para eles que seus entes queridos morreram porque "faltava" a tal "licença ambiental" para uma estrada que existe há mais de 40 anos?
Isso tem nome!
Irresponsabilidade!
Esses "ambientalistas" se preocupam mais com um "capim diferente" na beira de uma estrada do que com a vida de centenas jovens, mulheres e crianças.
Alem de estarem se LIXADO para as vidas perdidas ainda querem paralisar o desenvolvimento do Brasil.
Basta de demagogia!

Diogo Siqueira (14/05/2009 - 20:15)
Tudo é entrave para esse pessoal da colheitadera.
Enquanto o Brasil não voltar aos tempos de escravidão ela não sossega.
Até lá: bença coroné.

O Brasileiro (14/05/2009 - 20:08)
Isso é a maior sacanagem que farão com o Brasil desde as pilhagens de ouro e pedras preciosas da época do Brasil colônia e império!
Esses safados gananciosos querem encher os bolsos às custas da saúde e das condições de subsistência de todas as futuras gerações de brasileiros! Com esse congresso imoral que nós temos, falta pouco!

antonio rodrigues (14/05/2009 - 18:38)
E tudo isso acontece ao mesmo tempo em que milhares de brasileiros perdem suas casas, seus bens, levados em terríveis enchentes. Ao mesmo tempo no sul, uma grave seca castiga a população e os agricultores. O momento seria justamente o do Brasil tomar serias medidas contra os desmatamentos, a destruição das matas ciliares. Estamos na contra mão e certamente veremos, em futuro breve, essas tragédias se agravarem. Mas não faz mal, a gente envia uma meia dúzia de cestas básicas e uns cobertores e esta tudo resolvido.

Fernando (14/05/2009 - 16:40)
O governo Lula optou por ser parceiro do agronegócio e das empreiteiras.

O povo sifú.



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