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Uma crise diferente de todas as outras

Atualizado em 15 de abril de 2009 às 19:06 | Publicado em 15 de abril de 2009 às 19:05

É o que este site sempre disse: esta não é uma crise como todas as outras, daquelas crises cíclicas do capitalismo. Esta é A crise de nossa geração e, portanto, exige respostas extraordinárias:

Crise é diferente das anteriores e precisa de respostas próprias, avaliam especialistas latinos

Mylena Fiori

Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Não há uma fórmula para amenizar os efeitos da crise econômica internacional na América Latina. Mas, em um ponto, há consenso entre os altos executivos e representantes de governos e instituições multilaterais que participam do Fórum Econômico Mundial da América Latina: a atual crise é diferente das vivenciadas em décadas anteriores pela região e a América Latina precisa encontrar as próprias respostas.

Para o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, a América Latina não pode ir atrás das mesmas soluções adotadas pelo G7 (grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo). “Não é como as que estamos acostumados, não é uma crise política, de balança de pagamentos, de inadimplência ou de inflação. Também não temos o tipo de bolha de alavancagem que vemos noutras regiões e, por isso, não podemos buscar as mesmas soluções adotadas pelo G7”, disse ele, ao debater sobre o cenário econômico regional para 2009.

No entender de Ricardo Marino, diretor do Itaú/Unibanco, não é uma questão de crise estrutural na região, mas uma “contração cíclica exportada de fora”. Para Marino, a América Latina está menos vulnerável devido aos ajustes macroeconômicos da década passada. Mas nem por isso não corre riscos. Entre os temores manifestados no encontro está o crescimento do desemprego.

“Estamos vendo, ou veremos logo, taxas de desemprego de dois dígitos”, alertou Felipe Lorrain Bascuñán, professor de Economia da Universidade Católica do Chile. Ele destacou o papel do Estado não apenas na criação de novas vagas, mas também na capacitação dos trabalhadores para preservação do emprego. Ele defendeu a importância de subsídios para a criação de novas vagas de trabalho..

Os processos eleitorais deste ano a região também preocupam os participantes do Fórum Econômico Mundial da América Latina, que integra o calendário do Fórum de Davos, na Suíça. Há receios sobre o que definem como “retrocessos políticos”. “Estamos iniciando uma nova rodada de eleições, e isso aumenta as chances da volta do populismo e a adoção de medidas sem sustentabilidade”, alertou Maurício Cárdenas, diretor da Iniciativa para a América Latina do Brooking Institute, dos Estados Unidos.

Mais cedo, ao divulgar relatório da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre as perspectivas econômicas da América Latina para 2009, o economista-chefe do Departamento de Desenvolvimento da OCDE, Javier Santiso, também manifestou preocupação com as eleições latino-americanas. “Seja qual for a saída para essa crise, mais rápida ou mais lenta, o ruído dos ciclos eleitorais também vai permear os mercados financeiros”. O relatório mostra que os mercados financeiros se tornam mais nervosos em períodos eleitorais.

Cárdenas disse ainda que os incentivos públicos são bem-vindos, mas que é preciso tomar cuidado com as políticas de subsídios a determinados grupos ou setores. “Temos que tomar cuidado para que em um segundo momento esses setores ou grupos possam se manter com suas próprias pernas”, alertou.

Já Alícia Bárcena Ibarra, secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), considerou importante a proteção aos investimentos na região, “Apesar de estarmos perdendo um pouco de receita, temos que proteger os investimentos”. Ela também defendeu maior diálogo entre governo e iniciativa privada para que o impacto da crise seja uniforme sobre todos os segmentos. “É muito importante a coordenação entre o que os governos pretendem fazer, o setor produtivo e o privado. Estamos vendo governos anunciando medidas sem ouvir o setor privado”, disse.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
John Bastos (17/04/2009 - 21:02)
"Quando passamos por uma reestruturação grande, meu chefe vivia dizendo palavras positivas, que não nos preocupássemos, blá-blá-blá.

Isso é papel de qualquer líder (pelo menos dos que sabem ser). "

NAO EH VERDADE. Jah passei por uma restruturacao e o lider de minha empresa nunca dourou a pilula e sou muito grato por isso.

Walker (17/04/2009 - 09:41)
Não, não seria.

Amarildo (16/04/2009 - 17:45)
Walker,não seria ao contrário?

A crise fez o lula dançar!

Walker (16/04/2009 - 11:09)
É Amarildo e Dvorak, unidos no besteirol, rs. O Presidente Lula e o Brasil vão tirar a crise pra dançar e sair muito bem dessa. A marolinha, rs.

francisco.latorre (16/04/2009 - 02:57)

amarildo e vorax.

sobrinhos do capitão.

hans e fritz.

aí tem.


Geraldo (15/04/2009 - 21:50)
Duvido que alguém aqui que seja empregado tenha ouvido de seu superior em reuniões sobre as constantes mudanças na empresa palavras diferentes das de Lula.

Quando passamos por uma reestruturação grande, meu chefe vivia dizendo palavras positivas, que não nos preocupássemos, blá-blá-blá.

Isso é papel de qualquer líder (pelo menos dos que sabem ser).

Amarildo (15/04/2009 - 20:10)
Realmente.eoe fez o papel(de palhaço) dele.

Dvorak (15/04/2009 - 19:58)
"Quando disse que a crise seria apenas uma marolinha, O presidente Lula fez o seu papel. "

Exatamente, caro Jaiminho, o papel de um presidente fanfarrão, mestre em dizer bobagens nos momentos mais inapropriados.É perda de tempo defender o indefensável, meu caro.

Jaiminho (15/04/2009 - 19:50)
Quando disse que a crise seria apenas uma marolinha, O presidente Lula fez o seu papel. Parece que muitas pessoas acham que ele deveria falar em tom sombrio, espalhar o pânico, dizer que haveria desemprego em massa, etc, etc, etc. Já foi dito que fez o certo, que era ser otimista, afinal ele é o primeiro mandatário e deve fazer justamente isso, e o fez numa linguagem simples, que todos entenderam. Ficar lembrando da "marolinha" é apenas fazer gracinha.

Amarildo (15/04/2009 - 19:40)
Essa é "a crise" mas nós temos "o cara" e ele disse:é só ima marolinha!!!rsrssr



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