
Atualizado e Publicado em 20 de agosto de 2008 às 15:02
O senador Delcídio Amaral quer evitar a "politização" do debate sobre o pré-sal. Ora, nesse caso ele deveria renunciar ao cargo de senador. Todo debate é político, ainda mais quando estamos tratando de bilhões de reais em dinheiro de todos os brasileiros.
O que o senador quer, na verdade, é que o debate seja "empresarial", ou seja, que os interesses empresariais da Petrobras e empresas associadas sejam considerados acima dos interesses da população.
Esse debate interessa ao senador. Mas não interessa ao Brasil:
Empresa para o pré-sal pode ser estratégia do governo sobre destino do dinheiro a ser gerado
Marco Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente da Subcomissão de Regulamentação dos Marcos Regulatórios do Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse hoje (19), à Agência Brasil, que a apresentação, pelo governo, de propostas como a criação de uma empresa estatal, a Petrosal, para explorar o petróleo descoberto na Bacia de Tupi, pode ser uma estratégia para facilitar as negociações sobre como será investido o dinheiro arrecadado a partir desta nova reserva.
Na política, costuma-se dizer que uma determinada autoridade colocou 'o bode na sala' para referir-se à intenção de, com uma proposta radical, ter condições de negociar um meio termo que lhe interessa. O senador Delcídio Amaral disse que "o jogo [do presidente Luiz Inácio Lula da Silva], se tiver, é radicalizar com uma proposta exótica para botar as coisas na normalidade depois". Delcídio Amaral, que já foi diretor de Petróleo e Gás da Petrobras, disse que seria mais objetivo para o governo, ao invés de criar uma nova estatal, aumentar o percentual que recolhe das empresas petrolíferas sobre o óleo explorado.
Diante da importância estratégica da descoberta da mega reserva de petróleo na bacia de Tupi, na chamada camada pré-sal, senadores já se articulam para tentar reverter a tendência de politização deste assunto. O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), já destacou a importância de o Legislativo entrar imediatamente neste debate. "O Brasil é um país que vai ter outra referência perante o mundo todo a partir da exploração dessa reserva", destacou Garibaldi.
É no Congresso que será definida a utilização dos recursos oriundos da exploração de petróleo na camada pré-sal, uma vez que cabe aos deputados e senadores a discussão e a aprovação de um marco regulatório para o setor. Na qualidade de presidente da subcomissão, Delcídio Amaral já tem os nomes de alguns técnicos especializados na área de regulação e exploração de petróleo. Sua idéia é convidá-los para a realização de uma série de "debates qualificados" com os senadores.
Desta forma, Delcídio Amaral pretende neutralizar uma politização do assunto que, segundo ele, tem preocupado empresários do setor e autoridades da própria Petrobras. "Eles [empresários e autoridades da estatal] estão vendo que essa coisa [politização do debate sobre a mega reserva] vai ser ruim para o Brasil e a Petrobras. A empresa tem parceiras e os negócios ficam prejudicados na medida em que se cria um clima de insegurança com essas empresas", afirmou Delcídio Amaral.
A Petrobrás que aí está não é a Petrobrás de Monteiro Lobato nem do Getúlio Vargas.
É a Petrobrás do FHC, só não é a Petrobrás do Roberto Campos (que o Diabo o tenha), e do Francisco Gros por um triz. Esses maus brasileiros, maus seres humanos,felizmente não venceram totalmente, mas deixaram, além da corja investida nos três poderes, mais algumas heranças malditas. Foram tantos os males de fernando henrique cardoso ao Brasil e seu povo, que levará uma geração para saná-los.Isto se a corrupção e a burrice desmedida diminuírem seu espaço na política e na mídia brasileira. Precisamos de uma estatal que distribua essa riqueza à população brasileira. Com ela poderemos dar uma educação de alta qualidade para todos os jovens. Saúde de qualidade para todos. Amparo, com dignidade à velhice, pois, a população de velhos em trinta anos será imensa.PS: O Delcídio está advogando em causa própria, é aposentado da Petrobrás do FHC.