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SEM CONFIANÇA NA JUSTIÇA

Atualizado em 21 de julho de 2008 às 14:25 | Publicado em 21 de julho de 2008 às 14:22

Sem confiança na Justiça

18/07/2008 18:26:25
Wálter Fanganiello Maierovitch, na Carta Capital


 Na famosa Operação Mãos Limpas, iniciada em 17 de fevereiro de 1992, o acusado Mario Chiesa, do então partido socialista, apelidado de “Mairiuolo” (gatuno) e preso cautelarmente, fez revelações assustadoras. Isto permitiu à magistratura do Ministério Público comprovar, na vida italiana, os favorecimentos e as co-relações criminosas entre lobbies econômicos, administração pública, partidos e políticos. Chiesa concluiu: Tutti rubiamo cosi (todos roubamos assim).

No Brasil, uma Operação Mãos Limpas esbarraria em intransponíveis entraves legais. Por aqui, até o presidente da República interferiu, quando um delegado federal independente faz tremer ocultadores de capitais e provocou incômodos ao banqueiro Daniel Dantas, apontado como um perigoso intelectual do crime.
 
O afastamento do delegado Protógenes Queiroz da presidência do inquérito da Operação Satiagraha, com a versão oficial a sustentar ato rotineiro, é um escárnio. Tirados exageros, elucubrações e excessos de linguagem, que devem ser objeto de apuração administrativa à parte, o trabalho do delegado Protógenes, no que toca às apurações sobre a autoria e a materialidade de crimes, merece elogios.

 Além do mais e quanto aos crimes, o inquérito policial é peça informativa destinada ao Ministério Público, único titular da ação penal pública. Os fatos apurados em inquérito policial, como ensinam os doutrinadores e ratifica a jurisprudência dos tribunais, não se prestam para condenar o réu. Para tanto, precisam ser confirmados em juízo, num processo contraditório e sem vícios de competência.

Não bastasse a canhestra motivação do afastamento do delegado Protógenes, o ministro da Justiça, Tarso Genro, continua a dar ao direito em vigor interpretações que, seguramente, não apreendeu na faculdade e o reprovariam num exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em menos de uma semana, Tarso arrasou bibliotecas. Ao afirmar que Dantas teria dificuldade em provar a inocência, mostrou o quanto ignora o processo penal, que, no tema ônus da prova, carrega ao órgão acusador o encargo de comprovar a acusação feita.

Não bastasse, frisou, para justificar o afastamento de Protógenes, que o inquérito está concluído em 99%. Esqueceu que o primeiro inquérito, como ressaltou o próprio Protógenes, dará ensejo à abertura de dois outros.

 O primeiro inquérito serviu, por enquanto, para a instauração do processo criminal, com denúncia já recebida pelo juiz da 6ª Vara Criminal, na quarta-feira 16.

O Ministério Público, destinatário dos dois outros inquéritos a serem abertos, poderá requisitar novas diligências, testemunhos, acareações, transcrição do contido nos seis discos rígidos blindados pela ministra Ellen Gracie etc.

 Lógico, os dois novos inquéritos abrirão caminhos a ensejar requerimentos de prisões temporárias ou preventivas. Aí, aparece o busílis, que Lula, Gilmar, Tarso e Jobim querem evitar, com toda a torcida de Daniel Dantas, Heráclito Fortes, Luiz Eduardo Greenhalgh, vulgo Gomes etc.

Se isso ocorrer, como faria o presidente Gilmar Mendes para, novamente, alegar competência para apreciar liminares? Diretamente, como regra em habeas corpus, o STF jamais aprecia a legalidade do ato de um juiz, como, por exemplo, o da 6ª. Vara. Só vai apreciar ilegalidade e abusos do Superior Tribunal de Justiça, caso denegado habeas corpus.

No segundo habeas corpus e soltura de Dantas, o ministro Gilmar Mendes suprimiu duas instâncias, ou seja, desconsiderou o Tribunal Regional Federal (TRF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outras palavras, rasgou a Constituição da República.

A decisão liberatória de Daniel Dantas, proferida no segundo habeas corpus e em sede liminar pelo ministro Mendes, está maculada com o vício da incompetência e é manifestamente nula. Como partiu da presidência do Supremo Tribunal Federal, acabou cumprida.

Para usar a imagem dos degraus de uma escada, um ato de delegado de polícia federal, ilegal ou com abuso de poder a resultar numa prisão, poderá ser atacado por habeas corpus, a ser julgado por um juiz federal. Se o juiz federal denegar a ordem, outro habeas corpus deve ser proposto junto ao TRF. No caso de insucesso, deve-se impetrar outro pedido de habeas corpus no STJ. Caso denegado, o último degrau será o STF, que aprecia a ilegalidade do tribunal inferior.

No STF, com as liminares de Gilmar, existem dois habeas corpus onde Dantas figura como paciente. Um versa sobre a ilegalidade da decisão do juiz da 6ª Vara Criminal, a respeito de prisão temporária, a fim de assegurar a coleta de provas. O outro, por fatos completamente diferentes do primeiro, sobre ilegalidade derivada de prisão preventiva, para garantia da ordem pública.

Para Gilmar, os dois habeas corpus se confundem, sendo a segunda ilegalidade uma maneira, por via oblíqua, de se impor a prisão cautelar. Como os fatos eram diferentes, as modalidades de prisões cautelares diversas (temporária e preventiva) e as motivações das decisões distintas juridicamente, não se confundiam os pedidos. Quem se confundiu foi o ministro Gilmar, que, pasmem, apreciou, diretamente, decisão de juiz de primeiro grau.

Recentemente, no trágico caso Nardoni, no qual o pai é acusado de arremessar a filha pela janela, o desembargador-relator, Caio Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, não concedeu liminar. No seu despacho lembrou não caber, como regra e em sede de habeas corpus liberatório, decisão de soltura. A propósito, esse habeas corpus foi julgado pela câmara criminal e a ordem denegada. Se Canguçu tivesse dado a liminar, como o ministro Mendes, o casal Nardoni estaria solto e os demais desembargadores limitados a considerar prejudicada a impetração, por perda de objeto.

Mais ainda, quando o desembargador Canguçu negou a liminar, um novo pedido foi aforado no STJ, que não conheceu da pretensão porque o tribunal paulista não tinha julgado o mérito e, portanto, não cometera nenhuma ilegalidade. No caso de habeas corpus preventivo de Dantas, com liminar indeferida no STJ e sem exame ainda do mérito, impetrou-se outro pedido ao STF e o ministro Mendes, mais uma vez a contrariar a jurisprudência, concedeu a ordem, no primeiro habeas corpus.

Por outro lado, o ministro Gilmar prejulgou ao fazer críticas, fora dos autos e do momento apropriado, à Operação Satiagraha. Não bastasse, deu tratamento privilegiado a Dantas, com inusitado empenho para decidir rapidamente, a mostrar que nem todos são igualmente tratados pela Justiça.

Todos os abusos e ilegalidades do ministro Gilmar, dada a sua condição e seus profundos conhecimentos jurídicos, não podem ser considerados simples erros judiciários.

Mas, como não reconheceu publicamente as suas falhas, o caso só pode ser considerado como improbidade. O ímprobo está sujeito a responder a impeachment, ou seja, por crime de responsabilidade, da competência julgadora do Senado Federal. Implica perda do cargo e inabilitação para funções públicas por oito anos.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Serginho (22/07/2008 - 14:19)
Azenha, temos visto corrupção em todos os setores. Pode me informar como proceder para denunciar funcionários em repartições públicas que são corruptos e agem em beneficio próprio, sem que essa denuncia acabe em pizza? MPF resolve para cidadão comum denunciando?

maria santos (22/07/2008 - 13:47)
Como gilmar mendes, o maquiavélico, nasceu em 30 de Dezembro de 1955 (52 anos), ainda vamos ter que conviver com esta repugnância durante alguns anos. Ele não tem desconfiômetro nem autocrítica, não vai sumir de nossas vidas, tão cedo. Só podemos desejar, com todas as forças, que morra ou que adquira uma doença tão ruim, que o deixe fora da ribalta. Não digam, por favor, que sou desalmada; estou é cheia, até o cocuruto, destes demônios, vampiros e sanguessugas que infernizam nossas existência. CHEGA!

JULIO SILVEIRA (22/07/2008 - 13:09)
Prezado Azenha, tenho observado que já começam a surgir dentre os que participam com opiniões no seu blog, criticas ao PHA por sua posição critica ao Governo Lula. Quero registrar que esse excelente reporter, nem sempre teve essa posição, quem o acompanha a mais tempo como eu, deve ter observado que essa transição de apoiador a critico desse governo, vem se acirrando a medida que observou a leniência conivênte, ou até cumplicidade que demonstrou e demonstra agir este governo, com relação ao caso Daniel Dantas. Governo que quer merecer respeito de seus eleitores não pode tergiversar sobre a ética no intuito de defender seus colaboradores mais próximos. Ainda somos considerados republica de bananas, por que as bases das agremiações politicas, aqueles que dão sustentação nas horas dificeis, na hora da busca pelo voto, não repudiam atos indignos de seus dirigentes, ao contrário compram suas argumentações fajutas, esquecendo que nem todos são tolos, e que contra os fatos sómente atitude reta deve ser tomada. Digo isso, por que como o PHA, venho perdendo gradativamente o respeito por esse governo, que ajudei a eleger, e como homem sem compromisso com pessoas, mas com o meu País, o que é raro hoje, tenho que concordar com cada critica que construtiva que o PHA corajosamente transcreve em seu blog.

Antonio Pereira (22/07/2008 - 12:48)
Azenha, Ficamos estarrecidos ao saber que o Dantas trabalha nos subterrâneos do Poder desde 1990 (aproximadamente), tecendo um teia de corrupçções e cumplicidades com suas atividades criminosas capaz até de superar o que ocorreu na Operação Mãos Limpas na Itália. Neste momento, acusar o Lula de inércia, exceto no caso do DELEGADO QUEIROZ,é muito temerário, até porque não se sabe a quem acusar do que corretamente, além do Gilmar Mendes/Dantas. Aguardo que ao longo do desenrolar das investigações em curso, possamos identificar melhor os crimes cometidos, que não ficam restritos ás várias privatizações efetuadas.

HELIO - SALVADOR/BA (22/07/2008 - 11:42)
QUALQUER PESSOA MENOS AVISADA OU POR MAIS LEIGA Q POSSA PARECER, CONCLUI NUN RACIOCINIO SIMPLES E LÓGICO Q O MINISTRO GILMAR DANTAS USOU DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS. PREVARICOU, LIRETALMENTE, ACREDITO EU. ENTRETANTO QUEM SE HABILITARIA A "EMPITCHIMAR" O GILMAR DANTAS SE QUASE TODOS OS SENADORES TB SÃO "EMPITCHIMÁVEIS". SÓ VEJO UMA SAIDA DIANTE DE TAL DESMANDO NESTE PAIS: DESTITUIÇÃO TOTAL DO CONGRESSO, SENADO E CORTE SUPREMA. MAS CADÊ HOMEM MACHO O SUFICIENTE PRA FAZER ISSO?? ENTENDO HOJE, UM POUCO MAIS, O SIGNIFICADO DE HOMEM-BOMBA, TERRORISTA E ATAQUE SUICIDA.

Gorbachev (22/07/2008 - 11:17)
Eu leio os comentários dos colegas que frequentam este Blog, vejo a indignação de muitos deles contra este câncer da corrupção instalado nas mais diversas instituições deste país, do Executivo ao Legislativo e, também, não há mais dúvida, no STF, porém não consigo ver uma luz no fim do túnel. Daqui a pouco, a também corrompida mídia deste país vai colocar todo este episódio na geladeira, aliás, ao que parece, já está colocando é diretamente no freezer. E o Presidente Lula perde uma grande oportunidade de varrer toda esta sujeira e entrar para a história. Mas, como já disse acima, o Poder Executivo também está "canceroso". Com raríssimas exceções, vejo a maioria dos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, tanto da oposição como da base do Governo, todos calados, numa demonstração inequívoca do comprometimento destes com a quadrilha de DD. Pela primeira vez, depois de dezenas de processos eleitorais, estou pensando na possibilidade de entrar por rol dos que votam NULO, tamanha a indignação que estou sentindo no momento.

Adilson (22/07/2008 - 07:14)
Prezado Azenha, Gilmar Mendes fez um fato inédito, criou o fórum privilegiado a um cidadão que não dispunha das prorrogativas para ser julgado diretamente pelo STF. Mas o que muito me espanta é o fato de Ministros do conhecimento jurídico de Menezes Direito, Carlos Britto, Eros Grau e Joaquim Borbosa, referendarem a esdúxula decisão tomada por Gilmar Mendes, pois como Presidente ele podo, na ausência dos outros ministros, decidir pelo Tribunal, mas sua decisão para ter validade tem que ser referendada pela Corte. É uma boa temática para ser abordada, qual seja: se os outros ministros aceitarão a paradoxinal decisão de Gilmar Mendes, sinceramente, se a decisão for referendada quando os ministros voltarem do recesso, melhor fechar o STF.

Garcia (22/07/2008 - 01:16)
Por falar em GM, quando alguém da curriola vai salvar o Salvatore Cacciola.

Luís Carlos P. Prudente (21/07/2008 - 23:41)
A nossa justiça, mas que justiça? Tá parecendo a música do Chico Buarque, em que ele grita chamem o ladrão, chamem o ladrão, pois na calada da noite ele é preso pela polícia. Se a Justiça não faz justiça, quem é que fará? O quadrilheiro Gilmar das Facilidades Mendes, colocado no STF por outro quadrilheiro, o FHC ( que não rouba, mais deixa seus apaniguados roubarem no limite da lei) desqualificou de vez a nossa Justiça. Para ela ser novamente a nossa Justiça é necessário uma operação mãos limpas no STF e no STJ. Que de hoje em diante as nomeações de juízes do STF não sejam políticas, para a casa voltar a ser a Casa da Justiça. Por enquanto ela é o bordel do Gilmar.

Fernando (21/07/2008 - 22:51)
Azenha Marilena Chauí descreve muito bem a realidade brasileira. No fundo, todos somos culpados. Leiamos o Mito fundador do Brasil de sua autoria. Apenas a título de ilustração, um resumo de algumas passagens: Embora o autoritarismo político seja refutado como prática estatal, não se percebe que a sociedade é que é autoritária e dela provêm diversas manifestações do autoritarismo político. O que, então, caracteriza essa sociedade autoritária? A título elucidativo, algumas pontualidades são relevantes, no aprofundamento da questão: a) A matriz senhorial da Colônia - assente no princípio liberal da igualdade formal dos indivíduos perante a lei, no liberalismo vigora a idéia de que alguns são mais iguais do que outros. Naturalizam-se, pois, as divisões sociais como inferioridades naturais: mulheres, trabalhadores, negros, índios, imigrantes e migrantes e idosos; as diferenças, também naturalizadas, são relegadas a desvios de conduta (étnicas e de gênero) ou como perversão ou monstruosidade (homossexualismo). Como consequência, a violência é naturalizada, porque não percebida como tal. b) As relações privadas, fundadas no mando e na obediência - tacitamente prevalece a recusa de operacionalização dos direitos civis e a dificuldade em lutar por direitos substantivos, contra formas de opressão social e econômica: para os grandes a lei é privilégio e, para as camadas populares, repressão. Por isso, o seu caráter abstrato, inócuo, inútil e incompreensível, feita para ser transgredida e não para ser cumprida; c) A indistinção entre o público e o privado - a questão da terra, determinada pela sua doação, arrendamento ou compra por parte da Coroa que não dispunha de recursos para a tarefa colonizadora, foi deixada nas mãos de particulares que passaram a dirigi-la senhorialmente, dividindo a autoridade administrativa com o estamento burocrático. Isto se traduziu na forma de realização política e de organização do aparelhamento estatal em que os governantes e parlamentares "reinam", mantendo com os cidadãos relações pessoais de favor, clientela e tutela, aliadas à prática usual de corrupção sobre os fundos públicos. O público, portanto, se reduz como espaço de direitos e, ao contrário, exacerba-se o privado no que se refere aos interesses econômicos; d) As práticas ideológicas - "o Brasil é pacífico, ordeiro, generoso, alegre, sensual, sem preconceitos, de contrastes...". Imagens que promovem ações com força suficiente para bloquear conflitos e contradições sociais, econômicas e políticas. O conflito e a contradição negam essa imagem da boa sociedade indissolúvel, pacífica e ordeira. Muito embora não sejam ignorados, recebem uma significação precisa como sinônimo de perigo, crise, desordem, "baderna", que devem ser combatidos. Repressão policial e militar para as camadas populares, e o desprezo condescendente para os opositores em geral. Noutro patamar, a sociedade auto-organizada, expositora de conflitos e contradições é percebida como perigosa para o Estado (plutocrático ou oligárquico) e para o funcionamento racional do mercado (este só opera graças à ocultação da divisão social); e) A gênese histórica - da cultura senhorial e estamental, surge o alto apreço à fidalguia e ao privilégio; o consumo de luxo é exercido como instrumento de demarcação entre as classes sociais; o fascínio pelos signos de prestígio e de poder, como é o caso da utilização de títulos honoríficos sem qualquer relação pertinente à sua atribuição (o uso de "doutor"); a manutenção de criadagem doméstica, cujo número indica maior ou menor prestígio e status; a valorização dos diplomas que credenciam atividades não-manuais em detrimento do trabalho manual; o descaso pelo salário mínimo, trapaças no cumprimento dos insignificantes direitos trabalhistas e a culpabilização dos desempregados pelo desemprego; a existência dos sem-terra, dos sem-teto, dos milhões de desempregados é atribuída à ignorância, à preguiça e à incompetência dos miseráveis; a existência de crianças sem infância é vista como tendência natural dos pobres à vadiagem, à mendicância e à criminalidade; as mulheres que trabalham fora, se não forem professoras, enfermeiras ou assistentes sociais, são consideradas prostitutas em potencial; estas, no entanto, ou são degeneradas, perversas e criminosas, ou, infelizmente, indispensáveis para a conservação da santidade da família.

Geraldo Galvão Filho (21/07/2008 - 21:45)
A motivação do Gilmar Mendes é proteger a quadrilha que se beneficiou com a privatização das teles. Quando Ricardo Sérgio, caixa de campanha de FHC e Serra, foi flagrado agindo "no limite da responsabilidade" ele agia a mando do governo FHC. Depois da reunião do Dantas com o presidente, foi decretada a intervenção na PREVI e dinheiro do fundo foi usado para beneficiar a quadrilha que tinha se organizado para participara das privatizações: FHC, Sérgio Motta, Mendonça de Barros e outros; Gilmar Mendes era o encarregado de combater as liminares contra a privatização. Não sabemos se o único pagamento que ele recebeu foi a nomeação para o Supremo Tribunal Federal. Quem sabe essa informação não está no HD do Daniel Dantas?

lu dias/bh (21/07/2008 - 20:26)
AZENHA Gilmar Mendes foi o maior desmiolado que a nossa Justiça já produziu e por isso vai amargar consequências por anos a fio. Ele não foi capaz de separar a sua função de magistrado, ora acidental,em relação a si mesmo, como pessoa íntegra, cuja essência deveria ser permanente. Trocando em miúdos, ele vestiu a toga como se fosse a própria pele. Sem imaginar que dela terá que se desfazer ao se aposentar. Qualquer função que venhamos a exercer deve ser sempre exterior a nós mesmos, posto que é transitória. Não podemos deixar de ser o que somos, arvorados pelo poder que nos confere a função. E é exatamente isso que o Gilmar Mendes faz: é seduzido pelo cargo e cai na tentação de si confundir com ele. Esquecendo-se do que diz Montaigne, nos meados do século passado, que "as funções e os cargos são papéis" Nada mais que isso. Nasce daí a necessidade da vigilância sobre o ego, para que não se confunda alhos com bugalhos. E quanto mais se distancia a essncia do ser humano do cargo que ocupa, maior será a sua capacidade de reflexão e sabedoria, dando mais liberdade ao juízo da coisa, sem jamais perder a integridade. Vestir e manipular uma função é o mesmo que aderir a um personagem transitório e descomprometido com a ética. E é hipócrita todo aquele que se deixa confundir com a sua função. Resta a Gilmar Mendes representar bem o seu papel, sem abrir mão da moralidade, da honradez, da ética. O homem não é a sua função, por isso é a função que é dependente do homem.

alex severianni (21/07/2008 - 20:22)
OS DANTAS ESPERAM MENDES ASSUMIR STF PARA VOLTAR Paulo Henrique Amorim 21/07/2008 19:06 . A leitura do relatório de 7 mil páginas da Polícia Federal à Justiça revela que Daniel Dantas e a irmã, Verônica (aquela que financiou a empresa da filha de José Serra - clique aqui), fugiram de jatinho para a Costa Rica, assim que a Folha (da Tarde *) publicou uma reportagem de Andrea Michael. . Os dois só voltaram ao Brasil - de jatinho, que ninguém é de ferro ! - depois que tiveram certeza de que um pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal, caso fossem presos, poderia cair nas mãos do Supremo Presidente, Gilmar Mendes. . O Supremo Presidente, como se sabe, deu DOIS habeas corpus a Dantas, em QUARENTA E OITO HORAS ! . É bom lembrar, caro leitor, que, segundo o insuspeito jornal nacional, um dos quadrilheiros de Dantas diz que o problema deles é na primeira instância - leia-se Juiz de Sanctis -, porque no STJ e no STF, eles tinham "facilidades". Leia abaixo uma parte da interceptação das mensagens trocadas pela quadrilha de Dantas e seus advogados no Brasil. LEIAM: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=423

Marcio Leandro (21/07/2008 - 20:21)
Perfeito o raciocínio, impeachment nele!!!!! Onde estão os baluartes da ética e da moral? Onde está ACMinho, FHC, Serra, Heloisa Helena, Heráclito, Virgílio, etc, etc, etc? Porque estão tão calados?

Marco Antônio Leite (21/07/2008 - 20:12)
Senhores vivemos num mundo onde tudo é de aspecto desagradável! É feio ser negro, feio ser pobre, feio ser feio, feio não estudar não importa a condição social, não ter dentes, Não ser CORRUPTO, não ser amigo do Gilmar Dantas, etc. No sistema capitalista da pura exclusão, a fim de conseguir acesso aquilo que a elite entende ser moda precisa ser loiro, ter olhos azuis, alto, magro, elegante, falar a linguagem pequena burguesa, andar com a cabeça erguida entre outras coisas do gênero. Basta verificar a imposição posta pela mídia televisiva, tudo gira entorno do padrão de beleza estabelecido pela escol. Esses racismos, preconceito, hipocrisia e, até ódio que uma pequena parcela da sociedade tem com a maioria tem muito a ver com nossos governantes, os quais viraram às costas para os problemas que afligem o povo pobre, ou seja, paga salários irrisórios, a saúde esta na UTI, escolas que não ensinam nada, pois os professores são maus pagos, sem-casa, terra, trabalho e agregados. Esse festival de mediocridade acaba levando a elite ao desprezo para com os demais habitantes deste quintal, desprezo que sentimos na pele no cotidiano. O pior ódio que existe não esta relacionado com a cor da pele, cultura, beleza e similares, o pior ódio é o social, aquele que nós não temos acesso a nada, justamente por falta de dinheiro. Para revertermos esse processo de racismo temos que colocar o bloco na rua e exigir leis duras que punam de verdade aqueles que teimam em nos maltratar.

Augusto José Hoffmann (21/07/2008 - 19:47)
Como diriam os norte-americanos ... is the end of the picade! Será que estamos condenados a engolir isso? Não há homens honrados e de bem no Congresso Nacional? Impeachment JÁ! É uma vergonha tupiniquim. E as massas com as novelas e nós a rugir! Aguenta coração.

Marco Antônio Leite (21/07/2008 - 19:41)
Quando acontece um vazamento em minha residência, de imediato, chamo o bombeiro, não o que debela fogo, aquele que faz remendos em tubos que conduz água potável, bem como água usada. No caso do vazamento de notícias os informantes da rede de pedoinformologia chamam a rede redonda de TV, esta por sua vez embola o meio de campo dizendo que o delegado disse o que não disse. Também veicula que o Lulla disse que o delegado não foi removido da investigação, a fim de fazer um curso na academia da polícia. Já o delegado diz que não disse que ficaria fora desse imbróglio isto porque vinha investigando a conduta do Daniel Mendes há quatro anos. Portanto não seria ético e justo que no final da festa de arromba deixasse o processo investigatório para algum amigo dessa turminha da mão grande. Seria ou não seria justo?

Henrique Campos Souza Moura (21/07/2008 - 18:37)
O Ato do Excelentíssimo Ministro enterrou o sistema judiciário brasileiro! Além de todas as ilegalidades listadas por você deve ser considerado ainda que ele ignorou outros diversos Hcs que estão esperando julgamento da liminar. e ainda o fato de ter ocorrido um julgamento as 23:30!! Gostaria mesmo de saber quando ele fará plantão novamente pra julgar os mihares de processos que aguardam julgamento!

e. c. lima (21/07/2008 - 18:25)
Azenha, você tá certo qto. ao Gilmar Mendes, mas ema cho q. está equivocado qto. ao Portógenes. Ninguém erra tanto de boa fé. A irritação do Lula deve ser igual à minha: deve ter percebido q. todas os erros do delegado foram propositais, pra desacreditar a operação e permitir o livramento do D.Dantas e até pra permitir levar o inquérito por STF das facilidades, ao vazar sobre o Heráclito. Acho q. foi tudo de caso pensado: a precipitação das prisões; o cabrini; os vazamentos seletivos (só gente ligada ao Lula); a desmoralização dos demias colegas qdo. vazou ter negdo informações aos superiores; etc. Ele sabia q. tinha de fazer o cursinho, hoje vê-se q. é realmente necessário, e melou tudo pra beneficiar o D.Dantas. É mais um 'delegado do Serra'. Cuidado ao defender esse indivíduo.

Nilson Moura Messias (21/07/2008 - 18:03)
Não tem jeito Mesmo! O processo contra Daniel Dantas e sua quadrilha pode parar no STF. Onde existe as facilidades, segundo, as fitas gravadas. O Congresso nacional (Câmara e Senado), devem lançar uma emenda à constituição:Todo brasileiro dever desonesto,o contrário, Gilmar Mendes, deverá punir com severidade.Toda elite esta absórvida.

Marco Antônio Leite (21/07/2008 - 17:23)
Quem não for ladrão na política nacional que jogue a primeira pedra. No Brasil operação mãos limpas é muito pouco para a grande sujeira que esta instalada nos porões dos Palácios tupiniquins. Aqui se faz necessário uma operação corpo inteiro, como também uma limpeza generalizada nos três poderes. Se isso não acontecer, a corrupção tende há aumentar ainda mais, ou seja, ira generalizar em todos os níveis da sociedade brasileira.

Ivan Moraes (21/07/2008 - 16:09)
"Nenhum senador vai a tribuna denunciar o óbvio?": todo mundo espiao.

Haroldo Ribeiro Gomes (21/07/2008 - 16:08)
Não tenho acompanhado as últimas decisões - coletivas - do STF em casos de corrupção. Azenha, será que existe uma maioria no STF que quer julgaria este caso sem se contaminar pelas opinião do PIG, do governo e da oposição. Sendo direto. Vale a pena manifestarmos apoio aos demais juizes, com excessão de Elon Gracie e Marco Aurélio Melo, afim de mostrar que terão o apoio da sociedade para fazer um julgamento justo?

Vinicius Duarte (21/07/2008 - 15:57)
Então fica combinado aqui: Wálter Maierovitch não entende nada de justiça, afinal é só um juiz aposentado. Quem entende são os advogados criminalistas (Toron, L. Gomes e outros) e o Gilmar Mendes. Ninguém pergunta uma coisa: por que, quando se quer desprestigiar uma decisão judicial que manda prender alguém, ou um procedimento policial de detenção, as pessoas perguntam JUSTAMENTE AOS MAIS INTERESSADOS na derrubada da decisão (advogados criminalistas, que ganham para soltar pessoas)? É a mesma coisa que perguntar ao seu barbeiro se você precisa cortar o cabelo. Ele sempre vai dizer que sim, afinal ganha para isso.

marcos (21/07/2008 - 15:15)
Chama a atenção a rede de proteção à Dantas. Mas o que causa assombro é o silêncio em torno do Gilmar Mendes. Nenhum senador vai a tribuna denunciar o óbvio? E os outros Ministros do Supremos? Vão dialogar com Gilmar Mendes como se nada tivesse ocorrido?

Marco Vitis (21/07/2008 - 15:02)
É sempre oportuno lembrar que Gilmar Mendes era advogado do governo FHC durante o período da privatização do Sistema Telebrás. E foi neste período que Daniel Dantas acumulou enorme poder econômico-financeiro, beneficiário de falcatruas comprovadas até por gravações. As intersecções entre Gilmar Mendes e Daniel Dantas são variadas e suspeitas, há mais tempo do que a Operação Satiagraha.



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