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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Samuel Gomes: Com MP 795, governo Temer entregará nosso bilhete da sorte às petroleiras internacionais

19 de outubro de 2017 às 16h00

por Samuel Gomes, no Facebook

Com a MP 795 o governo deixará de arrecadar 1 trilhão em isenções de impostos para entregar o pré-sal, a nossa Arábia Saudita, o nosso bilhete da sorte, à festa “competitiva” das petroleiras internacionais (públicas e privadas) nos leilões que se aproximam, além de quebrar a indústria nacional e arrebentar ainda mais a indústria nacional de máquinas e equipamentos.

Isso está sendo feito através de uma única medida provisória, a MP 795, empurrada goela abaixo de um Brasil ocupado demais com gente pelada em museus para prestar atenção na caravana que passa.

Não foi suficiente a resistência heróica da bancada nacionalista na Comissão, os senadores Lindbergh e Requião e os deputados Henrique Fontana e Décio Lima, que lutaram como leões anteontem e ontem na Comissão Mista da MP 795. Heróis da nossa resistência! Valeu!

O governo também abriu mais de arrecadar 400 bilhões das grandes empresas com o Refis.

Mas o que quebra o país é o salário mínimo, o bolsa família e a aposentadoria da classe trabalhadora. E, claro, os milionários gastos com o combate ao trabalho escravo.

Tudo isso é obra e maldição de um prisioneiro de seus próprios erros que uma orquestração do capeta que nos impôs como Presidente da República. Um morto-vivo amoral que é prisioneiro de sua folha corrida de maus-feitos. Um homem sem honra, sem amor, sem pátria.

Este inferno há de ter um sentido.

Se é verdade que tudo tem um propósito, que ele seja o de unir definitivamente os brasileiros que sobraram, os que ainda têm forca física e moral, consciência, esperança e coragem de seguir lutando por dias melhores para este nosso povo, para este nosso Brasil.

União em torno de um sonho, de uma certa ideia de Brasil, a sempiterna imagem da mãe acolhedora, da Nação próspera, pacífica e justa, esteio e guia do continente latino-americano, uma estrela que brilhe forte e ilumine a consciência e o caminho da humanidade.

Brasília, 19 de outubro de 2017

Samuel Gomes é advogado e professor de Filosofia do Direito

 

 

5 Comentários escrever comentário »

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leonardo-pe

21/10/2017 - 21h30

“ponte para o futuro” idolatrada pela imunda imprensa brasileira. mas a sociedade aplaude essa gente de pé. nosso destino é mesmo a falência! não só falência mas, humilhação generalizada!

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Nelson

20/10/2017 - 18h35

Se conseguirem privatizar tudo, e, para “fechar o caixão”, assinarem os tais TLCs, amigo, talvez nunca mais consigamos retomar um projeto nacional. Para retomá-lo, possivelmente, teremos que fazer uma revolução, uma guerra.

Se conseguirem implantar o “Ponte para o Futuro” por inteiro, eles poderão se dar o luxo de, na eleição de 2022, oferecer a cadeira presidencial ao Lula, ao Zé Maria [PSTU], ao Pimenta [PCO], ao Mauro Iasi [PCB].

Eles nada terão a fazer, pois não disporão de instrumento algum para implementar seus projetos em favor do país e do povo. E ainda terão uma dívida pública asfixiante a impedí-los de retomarem a construção do país, entre outras amarras, como a LRF, por exemplo.

Então, amigos, ou começamos a reação ou nos tornaremos colônia total dos EUA e das mega corporações capitalistas.

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Nelson

20/10/2017 - 18h30

Eu tenho críticas severas ao PT e a seus governos, mas, ouso afirmar que, se o nosso país fosse deixado seguir adiante com esta soberania parca aplicada a partir do governo Lula, estaria logo, logo, “incomodando” os países ricos.

Com isso, eu quero dizer que, mesmo com a corrupção e com os erros do PT, em 30 ou 40 nos mais, o Brasil estaria chegando perto deles em termos de pesquisa e tecnologia e, gravíssimo, no entender deles, estaria disputando mercado.

Então, não dava para deixar um país riquíssimo desses seguir um caminho de soberania, ainda que tímida, parcial ou parca. Era preciso intervir e desmanchar tudo.

Não à toa, o “Ponte para o Futuro” prevê a privatização de tudo, mas tudo mesmo. É sabido, de há muito, de séculos já, que, sem um Estado forte não há país que trilhe caminho exitoso em direção ao que se chama desenvolvimento.

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Nelson

20/10/2017 - 18h24

O golpe foi desferido contra o povo brasileiro, amigo. Contra o nosso futuro e o dos nossos filhos e netos e, talvez, bisnetos, trinetos… A turma do PT tinha que ser afastada porque, e é questão de justiça reconhecer, não concordava com a aplicação do “Ponte para o Futuro”.

Ainda que tímida, a meu juízo – Leonel Brizola seria muito mais incisivo -, soberania que o projeto do PT reservava ao Brasil era demasiada, na visão dos Estados Unidos e da Europa.

Um país com tamanha riqueza a ser explorada, para lucros das grandes corporações estadunidenses e europeias, não poderia seguir um caminho de soberania. Mesmo que esta fosse apenas parcial ou tímida.

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Bovino

19/10/2017 - 16h13

É só esperar, a FUP e a CUT irão organizar a greve…

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