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ROUBINI: O RISCO É DE DEPRESSÃO GLOBAL

Atualizado em 10 de outubro de 2008 às 01:10 | Publicado em 10 de outubro de 2008 às 01:05

Recebi uma mensagem-alerta do site do economista Nouriel Roubini em que ele diz que estamos a caminho de um "derretimento financeiro sistêmico" e que o risco é de depressão global.

O texto diz que as economias que representam 55% do PIB global já estão em recessão. "Temos uma recessão severa, uma crise financeira severa e uma crise bancária severa nas economias avançadas", diz ele.

Roubini menciona a posição relativamente boa de alguns países, mas diz: "Mesmo os países de melhor perfomance -- como o clube dos BRICs do Brasil, Rússia, Índia e China correm o risco de um pouso forçado. Os canais de comércio, finanças, câmbio e confiança estão levando a uma redução de crescimento dos mercados emergentes com muitos deles correndo o risco não só de uma recessão, mas de uma crise financeira severa".

O economista acredita que a recessão terá duração de pelo menos dois anos nos Estados Unidos e perto disso no resto do mundo. Diz que uma recessão de uma década, como a que o Japão experimentou, não pode ser descartada.

Ele propõe um pacote global que inclua novo corte nas taxas de juros, garantia de todos os depósitos bancários, triagem das instituições que devem ser liquidadas, redução da dívida dos mutuários americanos, refinanciamento de dívidas de empresas e investimentos públicos em infra-estrutura, entre outros.

Ou isso, ou as bolsas quebram e o mundo caminha para a depressão.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
EVANDRO (MANAUS-AM) (11/10/2008 - 01:26)
O alarmismo criado pela mídia, por força desta crise que se abate sobre a economia mundial, tem todas as cores de uma tragicomédica. É assim, porque as causas dela, reconhecidas até mesmo pelos neoliberais de carteirinha,é a negação do cerne do discurso neoliberal, ou seja, a crença na absoluta liberdade dos mercados. Os neoliberais sempre sonharam com isso. Fizeram de tudo para derrotar o Estado do Bem-Estar social, saindo, finalmente, vitoriosos, após da queda do Socialismo no Leste Europeu. Mas, toda aquela euforia gozada por poucas décadas, agora se transforma num colossal pesadelo, impondo a alguns uma revisão de conceitos. Quem diria! Agora se fala até na necessidade de uma ação intervencionista do Estado para evitar desgraça maior. O FHC, após se converter a este credo infame, pediu para que todos esquecessem o que ele escreveu. Agora, se ele tivesse um pingo de vergonha naquela cara cínica, veria a público pedir para que todos esquecessem o que ele fez! É uma hora bem oportuna.

Marcos (11/10/2008 - 00:20)
Azenha, falando claramente? O sistema financeiro internacional terá que ser ESTATIZADO. Simples, assim. Ninguém confia mais nas instituições financeiras privadas, devido à voracidade com que especularam nos últimos anos. Somente o Estado tem, hoje, condições de restabelecer a confiança no sistema financeiro. Depois de estatizado, tem que fazer o que o Roubini disse, ou seja, liquidar os bancos e instituições financeiras irrecuperáveis, ver o que dá para salvar de cada um deles, fundí-los com outros em melhor situação, enfim, fazer uma limpeza geral no setor. Enquanto isso, cria-se uma legislação que regulamente de forma bastante rígida o funcionamento do sistema financeiro global, de tal maneira que não ocorra, jamais, uma nova onda especulativa tal como a que tomou conta do Mundo nas últimas décadas. E o Estado, que irá gastar uma fortuna para sanear tudo, deverá ficar com uma parcela considerável dos lucros do sistema financeiro, e por muito tempo, a fim de ressarcir os contribuintes pela dinheirama gasta a fim de impedir o total derretimento, como disse o Roubini, do sistema financeiro global e o início de uma nova Grande Depressão.

Marcio Gaspar (10/10/2008 - 17:51)
Entao Roubini sugere um outro New Deal, porem o Bush nao eh Roosevelt, haha. Fico aqui imaginado os economistas neoliberais brasileiros ouvindo esta noticia. Intervencao do Estado na economia, estatizacao de bancos, um Estado forte. Vao cortar os pulsos, pois nao terao mais discursos. O pensamento unico estah caindo.

Daniel Campos (10/10/2008 - 16:21)
assino embaixo do que o Fernando Guanabara escreveu

Maxwell Barbosa Medeiros (10/10/2008 - 15:37)
Ou seja, ou retira o pus ... ou então amputa.

Amyra El Khalili (10/10/2008 - 14:56)
O futuro do futuro. Separo um trecho. "O futuro do planeta está diretamente relacionado com o futuro dos novos mercados de commodities: as commodities ambientais e espaciais. Estas commodities são peça principal da engrenagem que movimenta a economia agrícola e industrial; é moeda forte, necessária para garantir a liquidação dos negócios do falido sistema financeiro no mundo, resultado da emissão irresponsável de papéis sem lastro causadores da avalanche de movimentos virtuais nos mercados de Bolsas. Esse movimento coloca em risco, a todo o momento, o sistema de garantias dos contratos futuros, certificados, títulos e fundos de investimentos, afetando direta e indiretamente a nova onda de economia globalizada e, principalmente as próprias bolsas, conseqüência da concentração de poucos participantes. O Projeto BECE propõe a disseminação de conhecimentos técnicos que esclarecem como funciona esta engrenagem procurando aumentar a base de participantes do mercado e pulverizar os riscos do sistema que aos olhos da população desnorteada, as bolsas não passam de incógnitas caixas pretas, convencendo-os de que seu conteúdo são informações exclusivas da privilegiada elite bem alimentada. Vale lembrar que nem todo economista e jornalista são bem alimentados. A teoria Darwiniana da seleção natural provou que sobrevivem aqueles que forem capazes de adaptar-se ao habitat em constante mutação. Os minúsculos insetos possuem espetacular resistência, mantendo-se durante milhares de anos na terra enquanto enormes dinossauros extinguiram-se. A Parceria BECE-REBIA é o laboratório biológico de pesquisa deste sistema, preparando o vírus CTA para contaminar o "establishment". É a guerra biofinanceira pela sobrevivência do ser humano e do planeta. Oxalláh nos ajude! " Marketing Ambiental: educação, informação e comunicação: O Case Parceria BECE-REBIA. Por Amyra El Khalili e Flávio Gut. Orinalmente publicado em 1999 e autalizado em 2008. * Amyra El Khalili é economista. Flávio Gut é jornalista. Foi editor do Jornal O Estado de São Paulo.

henry caropreso (10/10/2008 - 12:50)
Estou tentando ler/ouvir alguma coisa consistente sobre a crise financeira.Procuro no Le Monde, Der Spiegel , El País , NYTimes.Todos estão mais perdidos que cachorro que caiu do caminhão de mudança. Desta vez , Folha e Estadão estão perdoados.

Luiz Paulo - Vitoria (10/10/2008 - 09:46)
Ontem fiz questão de assistir na Globonews (desculpem!) o programa conta corrente no qual foi entrevistado o ex-presidente da FIESP Horácio Piva. Pois por mais que o entrevistador tentasse arrancar mensagens negativas e pessimistas sobre a crise americana o empresário foi enfático ao dizer que: "o momento, claro, é difícil, mas eu não vejo qualquer movimento no setor produtivo brasileiro de redução de investimento ou revisão de metas...". Ou seja, precisamos um pouco mais de dinheiro vindo do trabalho, da produção, esse dinheiro que está quebrando o mundo não é dinheiro real, não é fruto de ação produtiva, é simples assim. Se o governo tiver como garantir crédito, e para isso o presidente do BC poderia ter uma postura pró-ativa junto aos bancos de 1ª linha, saímos dessa, sem quebradeira, com trabalho e Dilma.

Fernando Guanabara (10/10/2008 - 09:42)
Sinceramente, pelo menos no que vejo no dia-a-dia, não vi ninguém mudar seus hábitos aqui no Brasil devido a essa crise lá fora. Como dizem, crise do capitalismo é quando rico perde dinheiro. O pobre é excluído desse mundo. Como bem colocou a Maria da Conceição Tavares, temos no Brasil 3 fortes bancos estatais, fortes reservas cambiais e ainda algumas fortes empresas estatais, além de, atualmente, um mais forte mercado interno, que puxou o último crescimento econômico junto com demandas das empresas públicas e governo. Ou seja, estamos MUITO menos dependentes do que vem de fora. Óbvio que sentiremos impacto, mas não vejo a economia brasileira crescendo menos de 3% no ano que vem. Sinceramente, espero em torno de 4%, o que seria muito bom diante do "fim do mundo" (mais uma vez).

Abraços.

fabiani@coomar.org.br (10/10/2008 - 09:36)
o roubini, em 2006, numa palestra ao fmi, teve diversos economistas se retirando do auditório, quando estava alertando sobre o que viria. em davos uns 2 anos atrás já se faziam ouvidos de mercador, que havia em torno de 25 trilhões de dólares fantasmas na economia mundial. eu tenho certeza que o grande colisor de hádrons do cern não está em manutenção não! ele foi ativado e o buraco negro começou pelo sistema financeiro global.abs fabiani

Gerson (10/10/2008 - 01:36)
La deuda de Estados Unidos ha aumentado tanto que el Reloj de la Deuda Nacional que existe en la ciudad de Nueva York ya no tiene los espacios suficientes para mostrar los dígitos de la monumental cifra. http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/international/newsid_7660000/7660462.stm

Gerson (10/10/2008 - 01:22)
Agora é questão de horas para encontrar uma ação em conjunto e evitar uma grande depressão mundial. Montadoras brasileiras em SP e na Zona Franca de Manaus já estão dando férias coletivas aos funcionários. Os papéis da VCP (Votorantim Celulose) foram rebaixados.Previsão de redução da área plantada no Brasil principalmente soja e milho. Tá ficando cada vez mais complicado.



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