Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

Palanque

Deixe aqui sugestões de pauta, de leitura e desabafos

Escreva!

   
 
Home Receba as últimas notícias via RSS
Você escreve Utilidades

Privatização não é solução

Atualizado em 15 de abril de 2009 às 19:23 | Publicado em 15 de abril de 2009 às 19:20

Privatização não é solução

PRIVATIZAÇÃO NÃO É SOLUÇÃO (por sugestão do leitor Nelson Antônio Fazenda)

A "Mágica" Simples Das Telecomunicações


A recente disputa eleitoral ensejou um pequeno debate sobre a questão das privatizações. Mas, como se viu, nenhum candidato quis assumir uma posição favorável ao referido processo, que teve o seu auge durante o período do governo FHC (1995/2002).

Concluído o segundo turno com a esmagadora vitória do Presidente Lula, não apenas o ex-Presidente FHC surgiu para criticar o candidato derrotado, seu aliado, por não ter assumido a sua defesa naquele debate, como também diversos outros políticos e jornalistas importantes manifestaram-se publicamente atribuindo pelo menos parte do insucesso do candidato do PSDB ao fato de não ter tido ele a coragem de posicionar-se favorável à retomada do processo de privatização, incluindo até as maiores estatais brasileiras ainda existentes, como Petrobrás, Banco do Brasil, Eletrobrás e suas grandes subsidiárias (Furnas, Chesf e Eletronorte), entre outras.

Agora, quando o Presidente reeleito começa a rearticular as suas forças de apoio para definir o sentido da política que realmente deseja imprimir no seu segundo mandato, novamente os privatistas e defensores do "estado mínimo" voltam à carga, tentando induzir o Presidente a trair os seus compromissos já declarados, para então abraçar um programa de privatizações de grande amplitude, que incluiria até as chamadas "jóias da coroa".

Os argumentos apresentados por esses "pontas de lança" são sempre os mesmos, na maioria falsos ou pelo menos constituídos de meias verdades, sempre atribuindo todos os males à atuação do estado e todas as virtudes à iniciativa privada, pelo que se justificaria sempre a entrega total das atividades econômicas aos empresários privados, ficando para o estado apenas às ditas atividades típicas de governo, basicamente segurança, educação e saúde.

Em termos práticos, nos últimos anos os privatistas costumam apresentar como a melhor prova das vantagens da privatização o suposto sucesso do processo aplicado nas telecomunicações brasileiras no governo FHC, salientando-se que tudo de bom teria ocorrido com a passagem para o setor privado, enquanto tudo de ruim que acontecia antes se devia exclusivamente ao fato de que a atividade estava em mãos de empresas estatais. Esta idéia tem sido repisada e constantemente repassada para a opinião pública por todos os meios de divulgação possíveis, como se fosse uma verdade absoluta, o que de fato não é. Não é absoluta e nem mesmo verdade, como será demonstrado abaixo.

A história das telecomunicações brasileiras atravessa praticamente todo o século vinte e não pode ser resumida no quadro particular que se observava na primeira metade da última década do século, quando de fato o setor, como toda economia brasileira, passava por um momento de extrema debilidade, cuja deterioração possibilitou aos defensores da privatização convencer a maioria da população brasileira sobre o acerto da medida.

Além do mais, o que aconteceu depois também não foi, como pode parecer, uma conseqüência de suposta superioridade da iniciativa privada sobre as empresas estatais quanto à capacidade de administrar o setor, como desejam cantar em prosa e verso os defensores da privatização. Pois, se assim fosse, o setor de comunicações nem sequer teria ido parar nas mãos das estatais. Teria permanecido privado como nascera muitos anos antes.

Isto mesmo, por mais surpreendente que possa parecer aos mais jovens, o setor de comunicações no Brasil, desde as suas origens ainda no final do século dezenove, sempre foi privado, praticamente 100% privado. E com tal, fracassou! Por muitas e variadas razões, fracassou. Ainda no final dos anos 60 do século passado, as companhias telefônicas estaduais eram todas ou quase todas privadas, bem como algumas empresas que operavam as ligações interurbanas. E o serviço era péssimo. Na verdade constituía um sério entrave ao desenvolvimento do País. Em 1970, no Recife e em muitas outras capitais, depois de retirado o fone do gancho, o sinal de discagem demorava às vezes mais de 30 minutos. Para poder se comunicar entre a sua sede no Rio de Janeiro, os escritórios em Recife e as Usinas de Paulo Afonso, a CHESF tinha um sistema próprio de rádio SSB. Muitas empresas possuíam sistemas similares, pois as companhias telefônicas não tinham condições de prestar o serviço.

E não era uma questão de limitação do estágio da tecnologia de então, que supostamente não permitisse um melhor serviço. A tecnologia já existia e estava em uso em outros paises, que possuíam um bom serviço. Mas as nossas empresas privadas nacionais e estrangeiras, por esta ou aquela razão, não investiam o suficiente para atualizar e desenvolver os seus sistemas e o resultado era aquele: um péssimo serviço de comunicações.

Foi exatamente por isto que o estado interveio. Já no governo Goulart o assunto estava em debate. Mas, só com os militares pós 64 veio a ter o andamento que precisava. Primeiro foi criado o Ministério das Comunicações e também a Embratel, ainda nos anos 60.

A Embratel foi a primeira estatal do setor, criada com a finalidade específica de integrar todo o País com a implantação de uma moderna rede de microondas terrestre que iria permitir as comunicações interurbanas de alta qualidade (então praticamente inexistentes), bem como a transmissão de dados (sim, já existiam computadores) e também de sinais de televisão, além das comunicações internacionais via satélite (Intelsat, como se costumava explicitar). E tudo isto foi cumprido conforme planejado.

Em 1969, graças à Embratel, quase todo Brasil assistiu ao vivo pela TV o homem chegar à Lua. Logo as estações de televisão passaram a transmitir programas em rede nacional. E em 1970, todos devem lembrar da grande conquista da Copa do Mundo no México, com Pelé e Cia., assistida ao vivo, embora ainda em preto e branco. As cores viriam em 1972. Ao mesmo tempo, falava-se DDD e DDI com toda facilidade e qualidade, para todo o Brasil e o Mundo.

Enquanto isto, os sistemas telefônicos locais, cujas companhias permaneciam privadas, continuavam sendo o gargalo, com um serviço péssimo, incompatível com o sistema interurbano. Falava-se melhor de um estado para o outro, do que de uma rua para outra de um mesmo bairro, de uma mesma cidade. E não havia telefones novos para se "comprar". Foi aí que se impôs a solução estatal também para as companhias telefônicas privadas estaduais.

Entre 1971 e 1972, coincidentemente o período mais negro da ditadura, criou-se a Telebrás, holding que encampou as referidas empresas privadas estaduais e, faça-se justiça, colocou na direção da maioria delas técnicos competentes, muitos deles militares com cursos de pós-graduação e especialização em eletrônica e telecomunicações no exterior (na época, tais cursos estavam apenas começando no Brasil). Em pouco tempo essas empresas estavam reorganizadas e modernizadas tecnologicamente e, assim, os sistemas locais alcançaram o mesmo nível do que já existia no sistema da Embratel. A partir dali, as telecomunicações brasileiras, em mãos de empresas estatais, viveram um período áureo, reconhecido por todos.

Mas isto não aconteceu por um passe de mágica, mesmo tendo ocorrido no período do chamado "milagre econômico". Nem tampouco porque as empresas estatais fossem intrinsecamente melhores do que as empresas privadas. Tudo aconteceu porque houve decisão política para fazer, competência técnica e, principalmente, pela viabilização de um esquema de financiamento que a iniciativa privada não teria tido condições de equacioná-lo em sua plenitude. E, talvez o mais importante, a questão crucial. Não precisando correr atrás do lucro nos níveis de mercado, o capital público podia contentar-se com taxas de retorno mais modestas, resultando em tarifas justas, que de outra forma alcançariam patamares incompatíveis com o estágio de desenvolvimento da economia nacional e o nível de renda da maioria da população. Qualquer comparação com o que acontece hoje com as próprias telecomunicações e, particularmente, com o setor elétrico, não seria despropositada.

E como foi montado este esquema de financiamento? O modelo foi suportado basicamente em duas fontes de recursos. Primeiro, o Fundo Nacional de Telecomunicações - FNT, alimentado pelo Imposto Único Sobre Telecomunicações, cobrado diretamente nas contas dos serviços existentes e vinculado específica e unicamente a este fim: financiar a expansão do sistema de telecomunicações. Segundo, pela própria população, que contribuía para os investimentos comprando ações das empresas (aliás, esta participação não era inédita, pois fora utilizada por algumas empresas privadas, mas por si só não era suficiente para arrecadar o volume de recursos necessários). A verdade é que não se comprava telefone, ou a linha, como também se costumava dizer. O que se comprava eram ações das empresas, associadas ao direito de uso de uma linha. Estas ações eram de fato um investimento, uma poupança "forçada", rendiam juros e dividendos e posteriormente poderiam ser vendidas como na verdade o foram.

Em compensação a essa obrigatoriedade, com as linhas em operação as tarifas mensais pagas pelos usuários eram extremamente baixas, pois os custos operacionais de uma companhia telefônica são realmente baixos. O caro era o investimento, para o qual o usuário já tinha participado. Assim, tarifas justas mantinham o sistema saudável.

Com a crise geral da economia brasileira nos anos oitenta, que os tornaria conhecidos como a "década perdida", o Imposto Único Sobre Telecomunicações acabou sendo desvinculado do FNT e a sua arrecadação passou a ser jogada direto para o "bolo geral" do tesouro. Assim, o setor perdeu a liberdade sobre a sua principal fonte de financiamento, ficando dependente das consignações orçamentárias sempre sujeitas a contingenciamentos. Como a participação dos usuários sozinha não era suficiente, os investimentos não puderam ser continuados no ritmo previsto e as pessoas que haviam "comprado" os seus telefones (na verdade as ações) não puderam ser atendidas nos prazos corretos, que foram cada vez mais sendo postergados. E o pior ainda veio com a Constituição de 1988, cujo novo regime tributário consagrou de vez o fim dos "Impostos Únicos", transformando-os em ICMS destinados diretamente aos tesouros estaduais, geralmente com alíquotas muito maiores.

Assim, como aconteceu com outros setores (o rodoviário, por exemplo, foi destroçado até hoje com o desaparecimento do Imposto Único sobre Combustíveis e Lubrificantes, que alimentava o correspondente Fundo Rodoviário Federal), o setor de telecomunicações teve quebrada a espinha dorsal do seu esquema de financiamento e tornou-se inadimplente perante os que haviam "comprado" as novas linhas, apenas conseguindo, a duras penas, manter uma razoável qualidade nos serviços existentes.

A crise total que sobreveio na expansão do sistema foi, portanto, conseqüência absolutamente natural. Assim, depois do brilhante sucesso da década de 70, o setor de telecomunicações estatal entrava nos anos 90 praticamente desmoralizado perante a população, sobretudo depois dos pronunciamentos depreciativos do então Presidente Collor.

Nestas condições, não foi difícil ao governo FHC, com sua filosofia neoliberal, promover as medidas para privatização do setor da forma que convinha aos interessados, recorrendo antes a uma "mágica" simples, criada pelo seu Ministro das Comunicações. Investiu vários bilhões de dólares nas empresas telefônicas, colocando-as em ponto de bala para atender toda aquela demanda represada, mas não realizando de fato a instalação dos aparelhos (a propósito, ver o livro O Brasil Privatizado, de autoria do respeitado e saudoso Jornalista Aloysio Biondi, publicado em abril de 1999, com todos os detalhes a respeito dessa operação).

Note-se que o governo FHC tinha reais condições para fazer tal investimento, pois, montado no sucesso do controle da inflação, como parte do Plano Real editado ainda no governo Itamar Franco dispunha do chamado Fundo Social de Emergência, que dava direito ao Poder Executivo de gastar, sem prévia destinação orçamentária, até 20% de toda a arrecadação dos impostos federais. E FHC realmente gastou, inclusive no sistema de telefonia, haja vista a enorme dívida que deixou para o Povo Brasileiro, cujo montante e o seu conseqüente serviço até hoje têm prejudicado o crescimento da nossa economia.

Então, com as empresas rearrumadas por dentro, FHC privatizou-as. Daí, rapidamente elas começaram a instalar os telefones que antes haviam sido "vendidos" e agora já se encontravam estocados. Compreensivelmente, a população, atendida nos seus interesses, foi levada a creditar o resultado à "eficiência" das empresas privadas, em contraste com a "ineficiência" das estatais. Junte-se a isto as facilidades resultantes da evolução tecnológica ocorrida no período, incluindo o extraordinário desenvolvimento da informática, e o quadro estava perfeito para que só se enxergassem aspectos positivos na privatização das telecomunicações brasileiras.

Além disso, comparando-se indevidamente taxa de habilitação com compra de ações, alardeou-se até que "telefone baixou de preço", o que não corresponde à realidade. O verdadeiro custo de um telefone era e é a tarifa mensal que o usuário paga e que, desde a privatização cresceu astronomicamente, sobretudo o valor da assinatura básica. A ponto de grande parte da população não poder utilizar o sistema, simplesmente porque não pode pagar as contas mensais. Sabe-se que as companhias dispõem de vários milhões de terminais ociosos (que ainda seriam daqueles implantados pouco antes da privatização), para os quais se pretende até criar um tipo "especial" de usuário.

Quanto à telefonia móvel, o chamado celular, cabe explicitar que quando eles surgiram às empresas estatais de telefonia brasileira já se encontravam bastante fragilizadas pela crise econômico-financeira nacional, conforme acima mencionado. Mesmo assim, elas começaram a implantá-los, quase ao mesmo tempo em que no primeiro mundo. Tratando-se, porém, de uma tecnologia nova, seria absolutamente normal esperar que o preço inicial do serviço sofresse o impacto do alto custo de implantação, mas que tenderia naturalmente a cair, independentemente de quem o prestasse - empresa pública ou privada, como veio de fato a ocorrer, particularmente em virtude dos espetaculares ganhos tecnológicos observados.

Registre-se, ainda, que o quadro atualmente observado no setor das telecomunicações brasileiras não é estável. Desde a privatização têm acontecido muitas transformações, com empresas sendo vendidas, compradas, fundidas, incorporadas, desincorporadas, criadas e desaparecidas, tudo dentro de um processo, que quando nada mostra justamente a sua instabilidade. Mas, toda essa movimentação possibilitou também que as dívidas contraídas pelos novos donos para adquirir as empresas fossem transferidas integralmente para as próprias empresas. Na prática, isto significou a necessidade do estabelecimento de tarifas proporcionalmente mais elevadas, de modo a garantir altas taxas de retorno, suficientes para produzir saldos financeiros capazes de cobrir novos investimentos, assegurar o sagrado lucro dos acionistas e, além disso, pagar os pesados encargos da dívida que foi constituída para que elas próprias tivessem sido adquiridas. Aos novos donos, portanto, restaram apenas as benesses dos lucros.

Talvez, por aí se possa compreender porque uma grande empresa do setor que, quando privatizada, foi adquirida por US$ 2,3 bilhões, cerca de cinco anos mais tarde, depois de ter ampliado seu mercado e acrescido seu patrimônio, tenha sido vendida a um outro grupo por apenas US$ 400 milhões, sem que se tenha ouvido nenhuma espécie de queixa da parte do vendedor quanto a eventuais perdas.

As considerações acima sobre o setor de telecomunicações brasileiro tiveram como finalidade principal estabelecer a verdade sobre a sua evolução, ressaltando o importante papel desempenhado pela ação do estado a partir do final dos anos 60 do século passado, para afinal concluir que nem os graves problemas ocorridos a partir dos anos 80 foram devidos a uma "ineficiência" intrínseca às empresas estatais, nem a recuperação observada nos anos 90 foi uma decorrência direta da privatização e da decantada "eficiência" das empresas privadas. Como foi mostrado, a recuperação poderia ter ocorrido do mesmo modo com as empresas estatais e, neste caso, ter-se-ia evitado também os grandes impactos negativos da privatização na indústria nacional de equipamentos de telecomunicações, no fechamento de postos de trabalho e na remessa de lucros para o exterior. E, ainda mais, provavelmente estaríamos hoje pagando tarifas bem mais baixas.

Dito isto, voltemos ao tema inicial deste artigo. O Presidente Lula não pode se iludir com aqueles que estão acenando com a idéia de que uma retomada das privatizações seria capaz de impulsionar o tão desejável e esperado crescimento econômico. Ao contrário, em lugar de solução, a eventual privatização das grandes geradoras de energia elétrica, da Petrobrás e dos grandes bancos seria um desastre para a Nação. Além de retirar poder efetivo do governo, reduzindo a sua capacidade de atuação, nada de novo acrescentaria à economia e certamente seria responsável por grandes aumentos de preços nos seus produtos e serviços, acabando por prejudicar o desenvolvimento da economia nacional.

Finalmente, cabe explicitar que o ponto de vista aqui expresso não significa uma posição contrária à iniciativa privada. É fora de dúvida que o Brasil precisa da iniciativa privada e da sua capacidade empreendedora. Sem ela não haverá crescimento econômico nem desenvolvimento. Nem serão criados os empregos de que tanto necessitamos. Mas não seria simplesmente comprando estatais que o capital privado estaria cumprindo o seu papel. As oportunidades de negócios para os empreendedores impulsionarem a economia estão aí, seja no comércio, na indústria ou na agricultura. E até mesmo nos serviços públicos e na infra-estrutura, por que não? Os investidores poderão construir novas hidrelétricas, termelétricas, estradas ou seja lá o que for, mas para estes casos de serviços públicos e infra-estrutura, onde as atividades se caracterizam praticamente como monopólios, obrigatoriamente teriam de oferecer tarifas justas, capazes de manter a competitividade da economia e enquadrar-se na capacidade de pagamento da população, pois do contrário não estariam contribuindo para o desenvolvimento do País como, aliás, atualmente tem acontecido em alguns setores.

Recife, 30 de novembro de 2006.

Eng. José Antonio Feijó de Melo


Diretor ILUMINA-NE


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
João Carlos (10/11/2009 - 21:31)
o texto apresenta o equívoco de quem nunca estudou economia industrial, aparentemente. o ponto, e este ponto é partilhado pela maioria dos keynesianos e liberais no caso das comunicações, é que toda empresa tem alguma coisa que poderíamos chamar de 'função de custos'. essa função possui custos variáveis e custos fixos. empresas de custos fixos altíssimo são, também, de altíssima escala, exigindo investimentos iniciais e, a notar, possibilitando a formação de um oligopólio ou de um monopólio -- neste caso, tradicionalmente, recomenda-se o monopólio estatal ou o estado agenciando a função tomada por uma empresa. mas, no caso dos telefones, caso em que já há UM TREMENDO AVANÇO TECNOLÓGICO e barateamento da tecnologia, não faz sentido o monopólio estatal. o próprio ótimo social que o estado procuraria implantar no regime de preços eventualmente estaria acima do preço competitivo das empresas, já que o primeiro, somente prestando serviço à sociedade brasileira e livre de competição, NÃO TERIA QUASE NENHUM INCENTIVO À INOVAÇÃO OU À MELHORA DO SERVIÇO -- uma pergunta e eu gostaria que vocês respondessem por experiência própria: o que é mais fácil: uma estatal mudar o seu comportamento, com vistas em melhora do consumidor, ou uma empresa privada passar a tratar os seus consumidores nos conformes que eles melhor acharem?

Trovarelli (21/04/2009 - 21:25)
Meu deus! Ninguém se lembra de quando NÃO podíamos comprar linhas de telefone sem FICAR ANOS NA FILA?
Ninguém se lembra de precisar pagar uma fortuna para ter um celular?
De só conseguir uma linha se tivesse um CARTUCHÃO?
Há muitos que não constam dos tempos de hoje: antes era melhor para CONSEGUIR FAVORES, para SER MENSALEIRO, para não ter ÉTICA. O mundo da privatização e das empresas ÉTICAS não agrada os GERSONS que gostam de levar vantagem em tudo...
Privatização é solução, SIM! O ESTADO não é empresário, não tem competência para adminstrar bem. É só comparar as TELES de antes com as de hoje, comparar a VALE e a EMBRAER (só 4 mil funcionários) antes e hoje (mais de 16 mil), comparar o BANESPA (e seu péssimo atendimento) e o SANTANDER hoje.

trovarelli@blogspot.com

Christian Schulz (20/04/2009 - 00:00)
PSDB?

Partido Só De Bandidos

Dvorak (18/04/2009 - 12:19)
"Senhor DEVORACK por um acaso,o senhor não andou estudando nos colegios governados por o seu governador jose serra e o kassab por isso que voce é uma anta aprenda a interpretar textos so assim voce vai se livrar da burrice de ter votado no serra a sua luz"

caro Gilberto/RS, faltou a tradução de seu comentário para o Português!!

Fabio Passos (17/04/2009 - 20:16)
Olha... este Fabio Passos (neura) aí abaixo... não é o Fabio Passos (Eu) que defende a revolução e a derrubada do regime corrupto da ricaiada branca do olho azul.

É um homônimo... ou apenas um pobre diabo tentando bancar o espertinho.

Fabio Passos (17/04/2009 - 09:06)
Marxs foi e será canalha.

Viva o individuo, viva a meritocracia. A livre iniciativa.
Decidir Onde ir? Como ir? e Quando IR? Em Cuba e Coreia do Norte, não consigo isso.

E Lula quer limitar quantidade de $$$ aplicado na Poupança.(Até R$ 5000,00) COMENTEM ISSO PETISTAS?

gilberto/rs (17/04/2009 - 08:19)
Senhor DEVORACK por um acaso,o senhor não andou estudando nos colegios governados por o seu governador jose serra e o kassab por isso que voce é uma anta aprenda a interpretar textos so assim voce vai se livrar da burrice de ter votado no serra a sua luz

Fabio Passos (16/04/2009 - 21:55)
Outro péssimo resultado da privataria e da desnacionalização promovida durante o período de terra-arrasada neoliberal são as perdas geradas pelas remessas de lucros.

Só em Fevereiro foram transferidos US$ 2,629 bilhões.

As cias foram entregues a preço de banana e as aquisições financiadas com nosso dinheiro.

Os serviços que oferecem são péssimos e caros... e além de rapinar nosso bolso enviam seus lucros pornográficos para o exterior.

É um botim completo. Os privatas continuam depenando o Brasil.

Fabio Passos (16/04/2009 - 21:43)
Creuzo,
Não desperdice seu tempo. O sujeito tem problemas e não quer ajuda.

Pede ajuda Dvorak.
Isto só faz mal prá você mesmo rapaz.

Fabio Passos (16/04/2009 - 21:39)
Gabriel Borges,
Se minhas opiniões te deixam confuso... que posso fazer?

É só um grãozinho a mais formando a grande rebelião que vem aí.
A intifada global.
A Revolução.
O regime vem abaixo...

De qualquer forma minha sugestão permanece. Não tenha dúvida que são interesses rapaz. Não é o "divino" ou qualquer força sobrenatural. E Marx é mesmo uma boa referência para entender. Boa sorte.

Dvorak (16/04/2009 - 20:05)
"O sr. Dvorak, que esses dias deu mais uma de suas "aulas" (quá, quá, quá) sobre as vantagens da privatização da telefonia brasileira, justamente com o discurso de que então tudo melhorou e outros blá blá blás, ficou tão desarvorado com a consistência desse texto que resolveu lançar nos comentários uma estória sobre a Bahia, que nada tem a ver com o assunto. Nada como um dia após o outro."

Não o culpo, caro Creuzo,pela sua dificuldade em interpretar um texto mais rebuscado, afinal você faz parte dos 38% de analfabetos funcionais que temos no Brasil, daí ser justificável suas limitações.Desejo apenas que seja persistente, procure estudar, quem sabe um dia consiga ler e entender um texto com menos dificuldade. rsrsrsrs

Creuzo Oliveira (16/04/2009 - 19:20)
"Professor" frustrado e a tática da cortina de fumaça.

O sr. Dvorak, que esses dias deu mais uma de suas "aulas" (quá, quá, quá) sobre as vantagens da privatização da telefonia brasileira, justamente com o discurso de que então tudo melhorou e outros blá blá blás, ficou tão desarvorado com a consistência desse texto que resolveu lançar nos comentários uma estória sobre a Bahia, que nada tem a ver com o assunto. Nada como um dia após o outro.

Gabriel Borges (16/04/2009 - 18:53)
Fabio Passos, dá mesma forma que você afirma que a minha "arrogância" ma faz parecer tolo, eu acho o mesmo das caricaturas que você pinta dos EUA, do capitalismo, do liberalismo e das outras "aberrações". O próprio Marx deve estar se revirando no caixão.

Também não consigo levar a serio quem trata esses assuntos como se fosse uma luta maniqueísta.

Fabio Passos (16/04/2009 - 17:51)
Maria da Conceição Tavares afirmou, em entrevista a Caros Amigos, que entre as ações ditadas pelo FMI a fhc, como condição para liberar empréstimo ao Brasil, estavam a privatização do Banco do Brasil e da Petrobrás.

fhc topou... felizmente não conseguiu.

A fonte dela foi o zé serra...

Investigada a privataria... fhc vai em cana.

Fabio Passos (16/04/2009 - 17:45)
Gabriel Borges,

Sabe que bancar o arrogante não vai te fazer parecer sábio. Muito pelo contrário. Sinto por você.
Sugiro o seguinte... pare de negar que a imposição do neoliberalismo e do estado mínimo são fruto dos interesses das corporações. É difícil pacas levar a sério quem acredita que esta aberração foi uma "obra divina".

João Bravo (16/04/2009 - 16:26)
Quando o telefone foi inventado,a primeira coisa que o governo americano fez,foi trazer para sí seu dominio.Pois sabia ser algo de grande importância estratégica.Claro estamos em outros tempos,mas,um governo comprometido,como é o de Lula,com a nação e seu desenvolvimento certamente a primeira coisa que faria era reforçar a matriz energética e aumentar o acesso as teles comunicações e não,roubando a nação descaradamente como fez FHC.

rosenilson oliveira (16/04/2009 - 14:47)
O texto mostra com lucidez a história de nossas telecomunicações. Entretanto, não aborda assuntos importantes como a necessária profissionalização de funcionários das estatais e o pior de todos os males, a ingerência política nas estatais em forma de CORRUPÇÃO, tráfico de influência, nepotismo, licitações fraudulentas, etc.

Marko (16/04/2009 - 14:32)
É a velha história...
não é tanto o modelo q importa mas como o mesmo é tocado desde o início e fiscalizado pelo público.

Como sabemos e a história tá cansada d mostrar no Mundo Todo, quem está no poder, fácil fácil pode através dos tempos, alternar os 2 modelos pra infernizar a vida da população, num ciclo vicioso, ora oferecendo a troca d um pelo outro, no velho esquema d criar problemas, vender soluções enviesadas p/os mesmos q, q por serem propositalmente enviesadas geram problemas p/os quais mais p/a frente serão oferecidas soluções enviesadas etc etc etc

Gabriel Borges (16/04/2009 - 13:48)
Fabio Passos, antes de criticar o Estado Mínimo, poderia conhecê-lo melhor.

O Estado Mínimo não é um sistema desenvolvido por seres do abismo com a finalidade de prejudicar a humanidade e o mundo pelo beneficio de uma Burguesia microscópica. É um sistema que implica a diminuição - não eliminação - do Estado na vida dos indivíduos. Este corre serio risco de tornar-se tirânico quando excessivo, como demonstram as experiências da antiga URSS (e, claro, da Rússia de Putin), de Cuba, da Coréia do Norte e dos países do Leste Europeu.

Os crimes que essas corporações cometeram, sem querer minimizá-los, não se comparam aos Gulags, ao Paredõ, aos campos de concentração (lembrando que não é só da esquerda a exclusividade da tirania estatal), as prisões sem motivo e o serviço de espionagem repressor, tudo isso para repreender toda e qualquer manifestação de pensamento diferente da do regime que esta no poder, não importando a maneira como chegou lá.

O principal trunfo do Estado Mínimo é também sua principal fraqueza: o individualismo. Dá mesma forma que o individuo esta mais livre para decidir como vai reger sua vida, ele corre o risco de esquecer que uma ação sua pode ser nociva para sua sociedade ou para o meio ambiente.

Lembrando que se trata de Estado Mínimo, não Estado Nulo.

Marcelo C Santos (16/04/2009 - 13:39)
Trabalho em uma empresa estatal, que por motivos profisionais, viajo boa parte deste Pais. Sem comentar lado ideológico, o que percebo é que fora de São Paulo (Nordeste em particular) todos veem as empresas estatais como um meio de socialização, um meio de distribuição de beneficios. Se isto for comentado em SP, você certamente será execrado, pois nenhuma empresa (principalmente estatal) tem que agir como meio de melhoria social (ou você é muito bom, "agressivo", e ganha, mesmo pisando, ou dane-se tu). O paulista(no) está, neste país, demais capitalista, em que um centavo vale mais que ética, moral ou cidadania. Isto precisa mudar. É a mentalidade paulista(na) de que ou você massacra (financeiramente) ou você será massacrado. Isto foi plantado ao longo de duas décadas (sou de SP, para esclarecer) e é uma ideologia fortíssima aqui, a do sucesso financeiro a qualquer custo (diga-se: pisando nos outros, explorando os outros ou agressivamente falando, escravizando o outro). O País BRASIL é gigantesco e maravilhoso e fico feliz, muito feliz em ver que, fora de São Paulo, com sua cultura mesquinha e exploratória há outro país muito mais maravilhoso e HUMANO, em que o social (coletividade, outros humanos, outras pessoas, coisa que paulista(no) não entende) existe. O Brasil é maravilhoso, os paulista(nos) é que precisam mudar ou medarem-se (isto seria muito melhor pro Brasil). Vão pra América, vão viver seu sonho de money e mais money!!!

Amanda (16/04/2009 - 12:52)
Luiz Freire,
Ancore suas opiniões em fatos! Leia o livro "O Brasil Privatizado" e depois volte aqui pra redimensionar sua opinião. Visite o site: http://www.aloysiobiondi.com.br.

Dvorak (16/04/2009 - 11:15)
"A deputada estadual da Bahia Virgínia Hagge (PMDB) vai oficiar a Petrobrás para saber os critérios para escolha das cidades do interior baiano que recebem patrocínio para os festejos juninos. Segundo a deputada, há denúncias de que o ex- chefe da Comunicação Institucional da estatal no Estado Rosemberg Pinto, hoje assessor da presidência da empresa, teria beneficiado prefeituras ligadas ao PT e a partidos da base aliada. Ele pediria, em contrapartida, contratação de determinadas empresas de organização de eventos.
"Ele usa o dinheiro da Petrobrás como moeda política. Nós sabemos qual o critério de escolha dos municípios: é o critério Rosemberg Pinto", afirmou Virgínia. O líder da oposição na Assembleia, deputado Heraldo Rocha (DEM), disse que vem denunciando desde o ano passado a atuação de Pinto. "Ele começou com as festas juninas e depois passou a intervir nas campanhas municipais. Na minha ótica, ele é o braço econômico do PT na Petrobrás", afirmou."

Estatização e PT, tudo a ver!!!

bentoxvi-o santo (16/04/2009 - 10:54)
AZENHA.

A NOSSA SORTE FOI QUE O PACOTE COM O DIABO...FOI FECHADO RAPIDAMENTE...E O SERJÃO E O LUIS EDUARDO MAGALHÃES...FORAM PARA O INFERNO MAIS CEDO...

Zito Rodrigues (16/04/2009 - 09:37)
Quer saber como foi a privatização no Brasil ???

Brasil Privatizado I - Aloysio Biondi
Brasil Privatizado II - Aloysio Biondi

Uma verdadeira AULA.

Ramalho (16/04/2009 - 09:25)
César Maia, do DEM, portanto da direita e favorável a teses neocons, exercitou no Rio o tal do Estado mínimo. O que se viu foi um descalabro em todos os setores da prefeitura, descalabro cuja face mais evidente são as mortes pela dengue no município (mais de 130 pessoas). Em Niterói, município vizinho ao do Rio de Janeiro, não morreu ninguém por causa da dengue.

Ramalho (16/04/2009 - 09:20)
(1)

A tese de seu comentário é "A argumentação do articulista é de uma fragilidade a toda prova.". Contudo, em nenhum momento, você mostra qualquer prova de fragilidade da argumentação dele. Fala em Vale do Rio Doce, Deus, empreguismo e que tais, mas não defende sua afirmação bombástica.

O artigo refere-se a telecomunicações, o que você talvez não saiba, pois não parece tê-lo lido. Lembra que a estatização das telecomunicações no Brasil decorreu da péssima qualidade do serviço prestado pelas privadas da época, muitas delas multinacionais - algo que aconteceu também no setor elétrico. Prova, assim, que privatização nem sempre é boa - já eu acho que privatização quase sempre é ruim.

Ramalho (16/04/2009 - 09:19)
(2)

Mostra, também, que a estatização foi boa para o setor, recuperando o setor do caos em que foi posto pelas privadas - e, digo eu, levando o Brasil à liderança das telecomunicações na América Latina. DDD e DDI, como lembra o artigo, são conquistas da estatização. No geral, estatais às quais
o país deve muito são a Embrapa, a Petrobras, a antiga CSN, a Eletrobras, o Banco do Brasil, a CEF, a antiga Embraer, afora as já mencionadas Embratel e Telebras, dentre outras. Estatais, digo eu, são muitas vezes boas, e sustentam o desenvolvimento nacional.

Quanto à nova Vale, o que faz ela senão nos devolver à época de exportadores de commodities? Exporta recursos esgotáveis sem agregar-lhes qualquer valor. Qual o grande mérito disto? E quem foi que lhe disse que a Vale não está aparelhada? Está pelos atuais diretores, controladores, acionistas, políticos - como se viu na Camargo Corrêa - todos ganhando muito bem. E, olhe, a antiga Vale pagava impostos.

Meu caro, argumentação de fragilidade a toda prova é a sua.

Marcos Luiz (16/04/2009 - 09:16)
Excelente texto, explica com exatidão como foi o viciado processo de privatização das telecomunicações no Brasil. Na época como funcionário da Telepar (Paraná), pude observar o processo de sucateamento premeditado ao qual a companhia foi submetida. A Telepar sempre foi superavitária, organizada, enxuta e possuidora de um corpo técnico eficiente. O processo de sucateamento piora a partir do governo Collor, ao assumir o Itamar dá uma travada no processo, mas FHC e sua turma, como bem sabemos, detonaram o sistema Telebrás. O que temos hoje ? Sim temos linhas telefônicas disponíveis. Mas as tarifas e taxas são caríssimas e o atendimento ao cliente é péssimo. As atuais operadoras são, anos a fio, campeãs de queixas nos Procons do país inteiro, sendo que na maioria das vezes elas simplesmente não resolvem o problema do cliente, "matando-o no cansaço", e seguem impunes rejudicando mais e mais clientes.

Beto Lima (16/04/2009 - 09:01)
As privatizações ocorreram porque foram impostas de fora para dentro. Se na época tivéssimos um governo sério, este teria dito não e profissionalizado a administração da coisa pública. Mas não, a imcopetência administrativa pública do governo sempre foi marca registrada, em todos os setores onde atuou e onde atua. Isso é histórico. Em vez de se colocar gestores profissionais, foram colocados politicos vagabundos e ladroes para cuidar da coisa pública. Deu no que deu.Nessas circunstâncias, prevalece o ditado: Se não tens competência, então, não te estabeleças......

Roberto Locatelli (16/04/2009 - 08:42)
Wall Street implodiu.
Os maiores bancos privados do mundo faliram.
Aqueles que defendiam, com unhas e dentes, a privatização até da água da chuva, hoje pedem socorro ao Estado, esse mesmo Estado que antes maldiziam.
Os EUA estão aventando a possibilidade de estatizar a General Motors.
O camarada Allan Greenspan recomendou a Obama nacionalizar os bancos. "Temporariamente", diz ele.
Já o camarada Paul Krugman é mais realista. É preciso estatizar por um longo tempo os bancos, recomenda ele.
A privatização é uma mentira. O mercado livre é uma opressão aos povos.

Luis Armidoro (16/04/2009 - 08:31)
O que é interessante (e já levantaram a lebre aqui) são os movimentos de Daniel Mendes (apelidado de daniel dantas) nestes processos de privatização. Outro sujeito que deve ser observado é Eike Baptista; porque a última preocução destes "empresários" é o interesse nacional.

mila (16/04/2009 - 06:07)
Fico a pensar se serra tivesse chegado ao poder no lugar de lula em 2002 como estaria o Brasil nessa crise: PELA QUARTA VEZ QUEBRADO. LEMBREMOS QUE FHC QUEBROU O PAÍS POR TRES VEZES. Serra teria doado o BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONOMICA FEDERAL E PETROBRAS, que estão salvando o BRASIL na crise. Serra teria aderido incondicionalmente a ALCA como os porquinhos mestrados do PIG defendiam (MIRIAN PORCÃO) atrelando o comercio do BRASIL ao dos USA, HOJE QUEBRADO.O MEXICO sabe o quanto estar a sofrer por se encontrar tão perto dos USA, o CAPETALISTA, e, consequentemente, tão longe de DEUS.

ana cruz (16/04/2009 - 06:01)
E O DOGMA PRIVATIZAÇÃO CAIU, MAS TÊM OS BOSTAS QUE CONTINUAM DEFENDENDO-O.
Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil".

ana cruz (16/04/2009 - 05:52)
CONT PRIVATIZAÇÃO, ATÉ PODE, MAS DOAÇÃO, NÃO!!!
O "Fluxo de Caixa Descontado" , no linguajar técnico, foi calculado em R$ 90 bilhões pela consultoria contratada, contrariando a previsão inicial que era de R$ 120 bilhões. Foi sugerido ainda, que desse valor fosse deduzidas despesas novas que o "comprador" passariam a ter. Nesse compasso, além do "esquecimento" das receitas,houve um desconto de 24% na telefonia fixa e 65% na telefonia celular.

Mesmo reconhecendo as falhas na avaliação, o Governo, alegando pressa, determinou o prosseguimento no processo de privatização do sistema Telebrás. E não se fale dos "grampos" que flagraram o presidente permitindo que usassem seu nome para que a Previ participasse de determinado consórcio para facilitando a vitória desse grupo no processo licitatório.
E A QUE CUSTO PARA O BRASILEIRO,QUE, ALEM DE FINANCIAR A FARRA, TEM O SERVIÇO A DISPOSIÇÃO, MAS NÃO PODE PAGAR.
TELEFONIA CELULAR
O brasileiro é o consumidor que tem os maiores custos quando o assunto é o uso de celular. O cenário é apontado pelo levantamento da União Internacional de Telecomunicações, a UIT, que verifica o desenvolvimento em tecnologia da informação e comunicação em 154 países.

O que é desembolsado pelo consumidor no Brasil também se encontra acima da média mundial quando se fala em conexão à internet e telefone fixo.

O BRASILEIRO QUE CAIU NO CONTO DA PRIVATARIA, ROYALTIES PARA ELIO GASPARI, É OTARIO OU AGE DE MÁ-FÉ.


ana cruz (16/04/2009 - 05:48)
PRIVATIZAÇÃO, ATE PODE, MAS DOAÇÃO, NÃO!!!!!!!!!!!!
Alguns defensores da "Era Maldita", trouxeram à lume, a grande expansão da telefonia e, sobretudo, o barateamento das linhas telefônicas. Na realidade, trata-se de uma meia-verdade, que é a mesma coisa de meia-mentira.

Vamos aos fatos. A previsão do Governo era que a privatização do Sistema Telebrás, rendessem R$ 35 bilhões de reais. Com base em estudos realizados por empresas de consultorias internacionais, o preço mínimo foi fixado em R$ 11,2 bilhões, cerca de um terço do valor previsto. Erros inadmissíveis e inaceitáveis, fizeram o Governo elevar este preço para R$ 13,5 bilhões.É bom lembrar que, mesmo já decidida a privatização, o Governo investiu R$ 21 bilhões, sendo R$ 5 bilhões praticamente às vésperas do leilão.

O descongelamento rápido das tarifas, aliado à expansão do número de linhas em função dos pesados investimento feitos, renderam ao Sistema Telebrás lucros de R$ 4 bilhões em 1997 e indícios de que continuariam a crescer nos anos seguintes.

O critério de avaliação feito pelas consultoras internacionais não levou em conta os investimentos realizados nem o patrimônio até então acumulado. De maneira simples, para melhor entendimento, a avaliação levou em consideração o faturamento que a empresa teria nos próximos dez anos, deduzindo-se desse valor, as despesas para a empresa operar e funcionar, além dos juros que o "comprador" receberia sobre o capital aplicado nesse período. cont

Gilson Raslan (16/04/2009 - 00:50)
Tudo isto que o articulista relatou e mais: as privatizações foram feitas com dinheiro público do BNDES, com prazo a perder de vista e juros menores que o salário dos nossos abnegados professores.


francisco pereira neto (16/04/2009 - 00:15)
E a cobrança da assinatura? Decisão do STF a favor das empresas. O ciclo já estava fechado. O consumidor que se lasque. E a turminha que esquadrinhou as privatizações das teles continuam mordendo com suas boquinhas de crocodilo? O rei dos arremate da teles está ai solto porque tem todo mundo do governo da privataria no bolso. Isso que é aposentadoria!!!

Sandra Vargas Polastre (16/04/2009 - 00:08)
Concordo em gênero, número e grau com o comentário de um leitor que disse: "Até que enfim leio um texto honesto sobre a história da telefonia brasileira. E sem radicalismo, apenas relatando os fatos realmente ocorridos. Parabéns ao autor."
Esse texto vai para o meu Blog que é linkado à Infraero.
PARABÉNS!!!

Alcindo (15/04/2009 - 22:40)
Estão percebendo que possivelmente jamais voltarão ao poder. Aproximam-se então do poder existente tentando seduzi-lo com a gravação do canto de uma sereia que já morreu.

Fabio Passos (15/04/2009 - 22:33)
Nelson Quintanilha,

Esta de Estado Mínimo é de lascar.

Pouco mais de mil corporações transnacionais controlam 2/3 da riqueza produzida no mundo...

... e você vem com este papo furado como se a economia ainda fosse algo absolutamente disperso e pulverizado entre os interesses de ferreiros, fabricantes de barrica, plantadores de sorgo e pequenos comerciantes...

São mega-corporações rapaz.

Exercendo um poder absolutista. Impondo seus interesses econômicos sobre toda a população.

Promoveram o Estado Mínimo e a globalização da pobreza... e como resultado temos a barbárie generalizada por todo o globo.

Não percebe?

Você não defende liberalismo algum ao defender Estado Mínimo.

O que você defende é o direito de mega-corporações exercerem poder absolutista...

luiz freire (15/04/2009 - 21:57)
A argumentação do articulista é de uma fragilidade a toda
prova.
Graças a Deus essa mentalidade retrógrada só voltou a se
mostrar presente recentemente quando a maior parte das
estatais já foram privatizadas. A Vale do Rio Doce está
aí forte, empregando, pagando impostos, exportando muito.
Sabem por que ? Porque libertou-se dos políticos, do
empreguismo. Porque nela foram investidos bilhões de
dolares na modernização que a transformaram numa das
empresas mais competitivas do mundo. Coisa impossível
de acontecer nos dias atuais diante da praga do aparelhamento que desvirtua os caminhos do desenvolvimento
quando substitue a competência pelo companheirismo.

Jose da Silva (15/04/2009 - 21:55)
Eu fui testemunha de todo este processo ocorrido com as telecomunicações no Brasil e na década de 90 era responsável pela área de Engenharia de uma das empresas que atuava em um estado da federação.

Durante todo o decorrer da década de 90 instalávamos em torno de 30.000 linhas anualmente e nos dois ultimos anos antes da privatização passamos a instalar em torno de 100.000 linhas anualmente. Logo após a privatização passamos a instalar as linhas na infraestura construída anteriormente.

Mas creio que a privatização teve os pontos positivos e negativos que passo a enumerar.

1) A telefonia celular foi a grande responsável pela universalização do serviço de voz, com várias operadoras oferecendo o serviço a um custo razoável.Porem com toda esta competição posso garantir que há uma grande operadora em situação financeira extremamente precária.

2) Com a privatização, praticamente todos os fornecedores nacionais de equipamentos de telecomunicações foram fechadas, tornando o Brasil dependente de tecnologia estrangeira. Se houver uma desvalorização do real em relação ao real, os investimentos das empresas serão inviáveis.

3) A telefonia fixa é cara para a grande maioria da população, que não tem renda compatível com o serviço. A quantidade de telefones fixo vem reduzindo ano a ano.

4) Há aproximadamente 4000 municipios que não tem serviço de banda larga e as empresas não tem o mínimo interesse em atender por baixo retorno financeiro.

Acabou o espaço...

Lá no Vietnã você escorregou naquela lama? (15/04/2009 - 21:19)
Isto também está me lembrando o PHA quando ele foi cobrir a tragédia em Santa Catarina. Uma das reportagens ele quase escorregou na lama também.

Deixa eu te contar uma coisinha, quando eu assisto o Domingo Espetacular e o PHA chama alguma reportagem sua eu na hora penso o seguinte:

O "Conversa Afiada" está chamando o "Vi o Mundo"

E também lembro daquele texto no PHA.

"Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar que foi "Cão de Guarda" do regime militar. Instigado pelo Azenha..."

Fabio Passos (15/04/2009 - 20:49)
Privatização não é solução?

Privatização... é parte do problema!

A sociedade precisa se apropriar urgentemente da produção de bens e serviços estratégicos.

É o caminho evidente para superar a ruína neoliberal e sair da crise.

E isto vale também para o mercado financeiro.

A banca privada não faz outra coisa senão cuidar de seu próprio rabo... enquanto faz arder o rabo alheio: O nosso!

Tem de estatizar o mercado financeiro!

A sociedade precisa controlar os fluxos de capital... e não ser controlada por eles.

É questão de sobrevivência.

E a mídia-corporativa que tenha seus chiliques... ninguém sério dá bola prá estes pilantras.

Wilson - Vila Velha-ES (15/04/2009 - 20:44)
Até que enfim leio um texto honesto sobre a história da telefonia brasileira. E sem radicalismo, apenas relatando os fatos realmente ocorridos. Parabéns ao autor.

Bruno Souza (15/04/2009 - 20:38)
Vejam os exemplos de privatização dos tucanos fluminenses. Os trens se envolvem em acidentes quase que diariamente, inclusive com vítimas fatais, superlotação, está enfrentando uma greve dos ferroviários por condições mais seguras. O metrô não compra um único vagão desde a privatização e nem quer ouvir falar em modernização da sinalização, superlotação é rotina. As barcas frequentemente estão à deriva e atrasadas, mal conservadas. Uma concessionária de energia elétrica substituiu os medidores de consumo elétrico por um chip que lesava seus clientes em 3 vezes mais o consumo real, comprovado por uma CPI. A outra concessionária é responsável por apagões em todos os verões. Eis o resultado das privatizações.

Nelson Quintanilha (15/04/2009 - 20:32)
Sou a favor do Estado minimo, mais sou contra a forma que foi feito pelo PSDB, onde delapidaram a nossa Nação.
Machuca muito vermos os políticos transformando estatais em cabides de empregos, com pessoas despreparadas para assumirem determinados cargos e com altos salários nas estatais, não é justo para com a população, ao contrário, é uma afronta. Vocês não tem noção da quantidade de dinheiro desviado dos cofres públicos dessas forma.
Não entendi, o Governo perderia o poder?
O poder vem das leis que tem que ser cumprida por todos os empresários, existe regulamentação para tudo nesse Brasil de meu Deus.

Neno Fogaça (15/04/2009 - 20:31)
Ufa! Demorou alguém esclarecer sobre Tucanalhada que fizeram contra as estatais brasileiras.

Mas tenho a impressão, se não estou enganado, que foi o Brizola quem implantou a CRT (Cia. Riograndense de Telecomunicações) aqui no estado

Bruno Souza (15/04/2009 - 20:23)
Vale lembrar na época da eleição referida acima que FHC deu a seguinte declaração à uma rádio: "Eu não sou contra a privatização da Petrobras". Depois sob intensoso protestos, disse que foi um cacoete de linguagem, quando na verdade ele teria dito: "Eu não. Sou contra a privatização da Petrobras". Isto mostra o quanto essa gente é covarde.

Mário Macaíba (15/04/2009 - 20:18)
Prestem atenção: a telefonia fixa está sendo sucateada no Brasil. Eles querem vender (e cobrar pelas ligações dos) celulares. Quem já teve a ousadia de usar um orelhão (o telefone) sabe do que eu estou falando. Dá nojo a sujeira. É um caso de saúde pública e de polícia.Isso para não falar no números de aparelhos inoperantes.Vieram de fora para explorar, e a qualidade dos serviçoes que se lasque.
Depois eles vão embora e e ainda cobram idenizações. Não se enganem: é tudo sacanagem. O Brasil é uma grande zorra.

Marcos (15/04/2009 - 20:02)
Ótimo texto.

Realmente tenho uma grande preguiça quando defendem algo que não conhecem. Comparam apenas as empresas privadas com as estatais deixadas às traças pelo governo anterior.

http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (15/04/2009 - 19:53)
http://www.brasschecktv.com/page/593.html "The Obama deception" assistam e reflitam, tirem suas conclusões enquanto é tempo.

Tursi (15/04/2009 - 19:50)
Ótimo texto. Desmascara mais uma das mentiras tucanas. Assim como o IPEA acabou com a farsa de que o Brasil possui um serviço público hipertrofiado. PSDB: um partido de mitômanos.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design