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Os mercados vão quebrar o PIIGS

Atualizado em 07 de fevereiro de 2010 às 23:04 | Publicado em 07 de fevereiro de 2010 às 22:45

Las consecuencias de la crisis

Van a por España

Los mercados se ensañan con una posible crisis fiscal - Las finanzas públicas se enfrentan a nuevos ataques por las dudas sobre la política económica

CLAUDI PÉREZ - Madrid - 07/02/2010

no El País

"A pressão não vai ceder". Os executivos dos fundos de alto risco tem ideias tão devastadoras quanto potencialmente rentáveis (para eles). Em seus negócios sentem o cheiro de sangue e atacam o flanco mais débil; em suas análises soltam frases como golpes, como marteladas sucessivas no mesmo prego. A Espanha é o prego golpeado por um gestor de fundo em visita a Madrid, que prevê mais tensão: a desconfiança converteu as finanças públicas em um objetivo fácil para os especuladores depois de uma semana negra. Essa ofensiva é uma espécie de teste decisivo para a política econômica espanhola e para a eurozona.

"Os mercados veem esta semana negra como um primeiro capítulo: a Espanha não fez o dever-de-casa, segue sem fazê-lo, perdeu credibilidade, é vista internacionalmente como um risco em potencial e portanto vai continuar a receber ataque: agora mesmo é vulnerável", assegura de Washington o economista Ángel Ubide em uma visão pessimista compartilhada -- com matizes -- por uma dezena de especialistas consultados, expressa também por gurus como Paul Krugman ou Kenneth Rogoff. O governo não vê assim. "Não há notícias objetivas que expliquem este movimento especulativo", explicou a este diário o secretário de Economia, José Manuel Campa.

"Não há nenhum risco de insolvência, a dívida pública está entre as mais baixas da eurozona, o custo de financiamente segue em baixas históricas apesar da recente subida e inclusive se preparou um pacote de medidas para garantir a saúde financeira a médio e longo prazos. O mais duro da crise já passou e estamos no processo de estabilização para iniciar a recuperação. Aí estão as reformas para assegurar que a Espanha adota metas objetivas para ajudar que as coisas se acalmem. Mas os mercados se movem também por fatores subjetivos e é muito difícil lutar contra eles", disse.

Não se trata somente de uma tragédia grega ou espanhola. A crise que ameaça estender as ruínas da Acrópolis pelas margens do Mediterrâneo é na realidade "fruto de receio contra as economias do Sul da Europa e no fundo vai contra a ideia mesma do euro", aponta Santiago Carbó, assessor do Banco Central dos Estados Unidos. Esse ataque é produto das dúvidas sobre como a eurozona pode lidar com a ansiedade que provoca uma crise de duas velocidades, que reabre as velhas diferenças entre Norte e Sul, entre os países ricos que fizeram a lição de casa -- reformas, finanças públicas mais ou menos saneadas -- e os suspeitos de sempre, que enfrentam um teste decisivo em pior situação: Grécia, Portugal, Itália e Irlanda. E, claro, a Espanha, cada vez mais perto do olho do furacão.

Em 2007 a crise internacional estourou uma gigantesca bolha imobiliária; nos dois anos seguintes o terremoto financeiro se converteu em recessão e desemprego e o governo espanhol -- como os demais governos -- se viu obrigado a começar a gastar. Agora toda essa maré de gasto público (melhor ou pior utilizado, mas crucial para evitar a depressão) provoca dúvidas: os mercados acreditam que há países que não podem pagar a conta. Já atacaram com virulência a Dubai e à Grécia e começam a buscar a próxima vítima, do grupo mais débil. A Itália faz parte das apostas, mas Portugal e Espanha sofreram nos últimos dias os primeiros embates desse acesso de histeria, uma estranha combinação de pânico e desejo de fazer sangue para tirar benefícios. A Califórnia não está melhor que a Espanha. Nem sequer a Bélgica, nem muito menos a Irlanda. Mas é evidente que a Espanha desperta receios: "As suspeitas talvez sejam exageradas, porque os mercados tendem a sobreatuar, mas no final refletem percepções baseadas em elementos reais: as suspeitas sobre a capacidade da Espanha de sair desta", disse Tomás Baliño, ex-subdiretor do FMI.

No fundo, os ataques nas bolsas são uma moção de confiança na política econômica do governo de Zapatero. Um exame da credibilidade do governo espanhol, como durante semanas tem sido uma prova dura para o Executivo grego. Guillem López Casasnovas, conselheiro do Banco de Espanha, recomenda "não se tornar obcecado com os mercados". "Assim como vem, vão, é melhor não se deixar levar pela contaminação", aponta. "Mas o alarme é útil se servir para que a Espanha atue na direção correta. Temos de refazer as estruturas da economia. A dívida tem solução porque no mundo há muita, muita liquidez agora. Mas devemos começar a pactuar reformas; a foto de sexta-feira de Zapatero com patrões e sindicatos discutindo a reforma trabalhista vai nessa direção, embora ainda falte o PP [partido de oposição] na foto".

A necessidade de um acordo de Estado -- algo assim como os pactos de Moncloa ou da paz social, com o qual se obteve a reconversão industrial dos anos oitenta -- sobrevoa a política espanhola há meses. A necessidade de reformas estruturais existe há anos. "Faz tempo que a situação não é boa; faz tempo que existem claros riscos nas finanças públicas e é lógico que [o comissário de assuntos econômicos] Joaquín Almunia colocou a Espanha no mesmo saco que a Grécia, Portugal e Irlanda, porque faz tempo que Bruxelas adverte sobre os riscos da sustentabilidade fiscal pelo envelhecimento [da população] ou por falta de flexibilidade trabalhista", critica Ubide. "Os riscos se materializaram precisamente agora, sempre o fazem  no pior momento e é porque a desconfiança dos mercados não deixa de crescer", conclui.

De Harvard, o historiador econômico Niall Ferguson ataca duro: "Os investidores buscam proteger-se porque os déficits surgiram em todo o mundo. Os governos vão ter de pagar mais caro pela maré de dívida emitida e que ainda terão de emitir e isso vai ser doloroso. Os dados do FMI sugerem com claridade que a Espanha necessita de um ajuste fiscal tão duro quanto a Grécia; Portugal e a Irlanda também vão passar apuros. Nos velhos tempos já teriam adotado desvalorizações da moeda. Mas agora..."

Agora isso não é possível. O euro foi um magnífico guarda-chuvas enquanto caiam países como a Islândia e a Letônia. Mas às vezes dificulta uma saída da crise por sua enorme fortaleza, que complica a vida dos exportadores e que apenas agora começa a ceder. "Isto só se solucionará se os governos afetados derem sinais adequados aos mercados, e se o Banco Central da Espanha deixar claro que, caso persista o ataque, vai comprar grandes quantidades de dívida e vai assim enfrentar todos os que estão especulando", reclama Juan Ignacio Crespo, da Thomson Reuters.

"Está acabando o prazo", diz Xavier Vives, da escola de negócios IESE. "E na Espanha não pode haver mais atrasos com as reformas. O governo não pode dar mais passos para trás como deu esta semana com as aposentadorias. Não pode haver uma atitude como a demonstrada pela oposição. Nem o Executivo, nem o PP parecem conscientes da gravidade da situação: o ajuste vai ser grande e difícil por causa dos desequilíbrios acumulados, mas a indefinição da política econômica complica tudo ainda mais", insiste.

Parecia que a mensagem correta era o plano de austeridade -- um corte de gastos de 50 bilhões de euros -- e as reformas das aposentadorias e trabalhista. Mas nada é suficiente quando o vento sopra na cara dos mercados. "É certo que o impacto foi negativo, quando deveria ter sido o reverso", reconhece Campa, que afirma que o ministério "fez o diagnóstico adequado e colocou em marcha as medidas necessárias". "A credibilidade se ganha agora aplicando-as: só assim se romperá essa analogia rápida e fácil que alguns tentam fazer entre a Espanha e a Grécia", acrescenta.

E é certo que os dados relativos aos riscos das finanças públicas estão longe de ser alarmantes. A dívida se situa em 52% do PIB, a mais baixa da eurozona. O custo de financiamento está em níveis historicamente baixos: 1% de diferença com a dívida alemã, quando em 1992 a dívida espanhola era 7% mais cara. "Mas estas cifras pioram a toda velocidade", aponta Manuel Balmaseda, economista-chefe do Cemex. "A última oferta de papéis -- que impôs um encarecimento substancial da dívida espanhola -- é um péssimo sinal que indica por onde vamos", assegura. O castigo sobre a dívida é evidente, "mas para além dessas cifras o problema é que os mercados transpiram desconfiança com a Espanha". "É verdade que a pancada é excessiva, mas tem a ver com o fato de que as bolsas pensam que a Espanha perdeu tempo e que vai ser muito difícil pactuar os ajustes por todo o barulho que eles causam".

Credibilidade. Confiança. Liderança. São palavras que os especialistas reclamam do Executivo. Porque as do mercado, sempre insaciáveis, parecem um caso perdido. "Alguns se empenham em dizer que o risco é a Espanha: ao final os investidores tomam nota sem reparar os matizes", diz o ex-secretário de Estado Alfredo Pastor. "Alguém vai ganhar muito dinheiro com isso, que é, mais uma vez, um ato de incrível irresponsabilidade coletiva dos mercados", conclui Charles Wyplosz, do Instituto Graduate.

Nota do Viomundo: Este site tem arrepios sempre que lê coisas como "lições de casa", "pactuar", "reformas". Depois de limparem o seu balanço com dinheiro público agora "os mercados" tratam de empurrar a conta àqueles que financiaram seu salvamento: os aposentados e os trabalhadores. Por trás dessa charada está uma gigantesca transferência de renda, através da qual todos nós pagamos pela crise cuja origem está  na irresponsabilidade desta entidade divina chamada "os mercados". Os países europeus mais pobres, com a população envelhecida, vão correr pelo mesmo caminho de sempre: à direita, com partidos políticos que beiram o fascismo jogando a culpa nos imigrantes estrangeiros; à esquerda, com governos que sejam capazes de entregar a precarização do trabalho e da vida da grande maioria da população. Não se faz mais política pública no Parlamento. Ela agora é feita "nos mercados".


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Marko (10/02/2010 - 00:09)
Sei não Latorre, mas por eqto me parece "Tdo como antes": o poder só e, como sempre mudando seu eixo d lugar aos poucos; Mercados livres só na teoria & funcionando à todo vapor o velho e tradicional Socialismo p/os ricos, Capitalismo p/os pobres...

francisco.latorre (09/02/2010 - 20:00)

fim do mundo.

fim de um mundo.


a amerika vai de ex-império.

e o mundo se organiza à revelia do ex-poder.


século maneiro.


Sergio (09/02/2010 - 15:36)
A nota final do VIOMUNDO expressa o que penso.

"OS MERCADOS" provocam as crises pela sua ganância desenfreada e pelo poder que tem. São socorridos pelos trabalhadores do mundo afora, pois estes temem perder o único porto seguro que tem: o emprego. Depois "dos Mercados" serem salvos, estes veem riscos na farra fiscal que é criada justamente para salvá-los, ai vem o segundo golpe, tudo sob medida para alavancarem à estratosfera o lucro que vão colher. Mas os governantes continuam e continuarão fazendo o mesmo: SALVANDO OS RICOS E FERRANDOO COM OS POBRES.

Marko (09/02/2010 - 02:33)
Qdo até os best sellers alertam...

"Desde o início da crise, anos antes d Obama ser eleito, mais d U$11,6 trilões foram criados supostamente p/salvar a economia. A conspiração não necessita aumentar o limite dos déficits p/imprimir dinheiro, mas o debate em torno da questão acaba legitimando seu plano d ação.

...A razão pela qual os bancos não necessitam q os devedores ( países ou indivíduos ) reduzam o principal d suas dívidas é pq o dinheiro q lhes foi emprestado foi criado do nada. Os bancos então coletam juros sobre o mesmo.

...o sistema global bancário é como 1 vampiro. Ele não necessita matar suas presas, precisa 'apenas' d seu sangue.
...Eles não querem matar o devedores ( embora isto possa ocorrer ) mto menos a sua dívida; só querem empurrar os juros da mesma cada vez mais acima, e nem o céu é o limite.
E, claro manter os devedores estropiados o suficiente pra não se safarem, mas não tão graves q morram.

...Eles ( ainda ) precisam da economia e d nós p/se manter vivos. O objetivo é manter um fluxo d caixa ( sangue ) constante, sugado diretamente da maioria, via dívidas, inflação, taxas e planos d previdência privados.

...Estamos no início da maior transferência d riqueza da história." Robert Kiyosaki

O Brasileiro (09/02/2010 - 01:53)
Mariazinha (20:20), o lobo esquerdo tem um papel fundamental nessas ilusões! E eu acho que o alvo dos cacetetes da Polícia Militar e da Guarda Civil de SP eram os lobos esquerdos dos manifestantes!!!

Fabio Passos (08/02/2010 - 21:22)
O cassino continua aberto.

O neoliberalismo não vai acabar. Nós é que precisamos dar cabo dele.

Somos todos reféns destes abutres saqueadores.

mariazinha (08/02/2010 - 20:20)

Eu copiei esta do livro O ATENEU- Raul Pompéia

[...]O critério inconsciente do instinto é o guia da adaptação.
O esforço da vida humana é a seleção do agradável. O agradável é, essencialmente vital; se às vzs. funesto, é pq o instinto pode ser atraiçoado pelas ilusões.[...]


Milton Hayek (08/02/2010 - 18:02)
Aprofundamento da crise da dívida
A renomeação de Bernanke: perigoso, muito perigoso
por Michael Hudson

http://resistir.info/crise/hudson_02fev10_p.html

......Para Bernanke, tem que se manter o actual sistema financeiro (ou melhor, o endividamento geral) para que a redistribuição da riqueza para o topo possa continuar. O Serviço de Investigação do Congresso calculou que desde 1979 a 2003 o rendimento da riqueza (rendas, dividendos, juros e ganhos de capital) para o 1 por cento do topo da população disparou de 37,8% para 57,5%. Esta receita tem sido espoliada aos trabalhadores americanos empurrados para o triturador da dívida perante salários estagnados.

Entretanto, o governo permite que se forme uma portagem(oligarquia??) corporativa na nossa economia - e não lança impostos sobre estas receitas para que possam ser capitalizadas em riqueza financializada pagando apenas um imposto de 15% sobre os ganhos de capital. Estes impostos não são pagos à medida que estes lucros se acumulam, mas apenas se e quando eles se realizam. E o imposto nem sequer tem que ser pago se os lucros das vendas desses activos forem reinvestidos! A política financeira e fiscal reforça-se pois uma à outra num modo que polariza a economia entre o sector financeiro e a economia "real".

Rodrigo (08/02/2010 - 17:40)
Muito interessante, a mais ou menos um ano atras esses governos "salvaram'' ''esses mercados'' com bilhões de euros dos contribuintes agora ''os mercados'' querem o pescoço deles,já vi muitos países salvarem esse tal de ''mercado'',mas nunca vi o mercado salvar algum país.

O Brasileiro (08/02/2010 - 16:49)
É muito citada na Psicologia a frase "o meu desejo é o desejo do outro"! O desapego não é uma característica humana inata!
Logo, o consumismo é a fonte de todo o "progresso" e também dos males da sociedade! Não nos basta comer, beber e nos reproduzir! Temos que fazê-los tanto quanto ou mais do que os "outros"!
Dai vem a força do "Mercado", ou seja, do dinheiro!

Edivaldo (08/02/2010 - 15:17)
Vídeo mostra de forma cômica como funcionam "os mercados":
http://www.youtube.com/watch?v=ahCcg2NoR9s


Ivan (08/02/2010 - 15:11)
A nota do Viomundo foi perfeita; diz muito mais que o próprio texto... Parabéns!

Milton Hayek (08/02/2010 - 14:05)
Os amigos que descem a lenha em Portugal devem ter suas razões.O que me espanta é ver Portugal,uma das economias mais pobres da Europa,com essa empáfia toda que vemos quando estamos com eles por lá.
Portugal devia,segundo Saramago,ser absorvido pela Espanha porque é irrelevante mesmo.

mariazinha (08/02/2010 - 13:46)
Alexandre Araújo,
caro amigo:
não sou muito favorável às formas vingativas de viver mas só posso concordar com VC qdo. fala sobre a empáfia portuguesa. Acredita que tive um patrão português que, aqui no nosso BRASIL e usufruindo calmamente, teve a audácia de dizer-me: "...maria, seu país não tem jeito; deveria ser devolvido para Portugal."

Por estas e outras que adoro o jeito especial de LULA tratar as coisas brasileiras; qta. humilhação já tivemos que aguentar desses estrangeiros pretensiosos e deseducados em governos passados!
Nunca pensei em ve-los pagar, tão cedo.
LULA vingou-nos!
Um ab.
DILMAIS!

Milton Hayek (08/02/2010 - 13:33)
Onde estão os números que fundamentam o argumento pífio,Klaus Barbie???Essa política monetária desastrosa do Meirelles(com base numa independência que mais nos prejudica do que ajuda) tem impedido o Brasil de crescer mais e empregar mais pessoas.
Lula tirou a política fiscal da mão dos banqueiros e entregou para eles a política monetária.
Tem que haver mais coragem.Enfrentar o capital vagabundo com mais vontade e isso o Lula não fez;o que esgota o modelo lulista.Dilma sabe disso,o PT sabe disso e,por isso,o programa de Dilma já fala em "grande transformação'.
Você é um ideológico de mercado.

Klaus (08/02/2010 - 12:37)
Acho que o PT deveria por uma estátua do Henrique Meirelles em sua sede. Por causa dele, a economia brasileira atravessou todos estes anos sem grandes solavancos. Sabedor disto, Lula, que é mais inteligente politicamente que o Milton Hayek, eu e o Biro-biro juntos, sonha com ele para vice de Dilma. Se conseguir emplacá-lo, dificulta a vida do outro careca.

Leider Lincoln (08/02/2010 - 12:26)
A questão é que os europeus são mais espertos do que isso, e costumam reagir com certa dureza em momentos como este. Aliás, se a estratégia não deu certo na América Latina por que os imbecis acham que dará na Europa? Toda a esquerda daqui é filha da vaga neoliberal. uma vaga europeia de contra-reação poderá deixar os "mercados" apenas com os EUA, no futuro. Obviamente, em um caso destes, seria o "mercado"; e com trilhões em dívidas, ao conspirarem contra a Europa Mediterrânea, mais que um tiro no pé, podem estar dando um no ouvido.

Milton Hayek (08/02/2010 - 12:15)
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=26856

Saiu no Estadão, pág B8 :

"Empresas brasileiras pagam dividendos recordes em 2009."

" "Os caçadores de dividendos riram á toa em 2009", resume Fabiano Guasti Lima, consultor da Instituto Assaf %u2026"

Há uma guerra entre as companhias "para ver "quem paga mais" ."

"%u2026 os setores da economia que mais distribuíram proventos em 2009 FORAM OS DE TELECOMUNICAÇÕES %u2026 E ENERGIA ELÉTRICA. A MAIORIA DESSAS EMPRESAS NÃO INVESTE %u2026 E REVERTE QUASE TODO O LUCRO EM BONIFICAÇÕES".

Ou seja, são uns saqueadores, é o que demonstra e reportagem do Estadão.

NÃO INVESTEM E MANDAM O DINHEIRO PARA A MATRIZ !

É mais ou menos como faziam os bucaneiros espanhóis e portugueses que vinham às Américas.

Levavam o ouro e deixavam a gonorreia, como diz o Gilberto Freyre.

Esse é a grande obra do Farol de Alexandria.

(Sem mencionar o "herói da privatização" do FHC, o "brilhante", o passador de bola apanhado no ato de passar bola.)

Milton Hayek (08/02/2010 - 11:25)
Nesse artigo está tudo muito bem contado,André:

http://jusvi.com/artigos/36376

A Maior Fraude da História. A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008 (retificação)
por Nehemias Gueiros, Jr.

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis". - Mayer Amschel [Bauer] Rothschild

"Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão". - declaração do pres. americano James Garfield, 1881

Continua aqui: http://jusvi.com/artigos/36376

Alexandre Araújo (08/02/2010 - 11:25)
Quero mais que esse países se explodam, principalmente Portugal. Ainda vou dar risada no dia que grupo de turista português desembarcar no Brasil, e ser mandando de volta a Portugal, depois de passar 5 dias de humilhação na imigração do aeroporto internacional do Rio. Vai ser lindo! A vigança é um prato que se come frio...hehehe

Milton Hayek (08/02/2010 - 11:22)
http://www.tijolaco.com/?p=9025

Oliver Stone teme censura mídia em filme com Chávez

%u2014 Tenho muito carinho por esse documentário. Ele foi feito no espírito de flagrar a cobertura hipócrita que a mídia americana deu a Chávez, chamando-o de ditador. A América Latina hoje tem um time de governantes, Lula entre eles, que se preocupam em ouvir quem passa fome.

Stone fala até sobre a candidatura Dilma, provocado pelo repórter:

%u2014 Não conheço a mulher (Dilma Rousseff) que Lula escolheu para concorrer nas eleições. Mas, se foi escolha dele, ela deve ser uma política progressista, e isso é um convite aos ataques dos que detêm o controle bancário no Brasil. O segredo para ela é reconhecer desde já aqueles que podem se tornar seus inimigos.

Ele está finalizando um filme sobre o mundo das finanças - "Wall Street: o dinheiro nunca dorme" - e cuidando do lançamento do documentário sobre a Venezuela:

-É importante o cuidado com "South of the border", porque eu sofri um boicote cultural nos EUA com um projeto de formato similar, o documentário "Comandante", no qual filmei Fidel Castro. Ele não foi lançado nos cinemas americanos, e os canais de TV daqui se recusam a exibi-lo. E ainda dizem que este país não tem censura.

C. Paoliello (08/02/2010 - 11:14)
Quero acrescentar que tenho minhas dúvidas sobre a tal "crise econômica" de 2009. Não seria tudo um grande golpe dos grandes banqueiros internacionais, que controlam a política monetária de todo o Ocidente, para promover uma gigantesca transferência de recursos públicos para os bancos privados (cerca de 10 trilhões de dólares, por baixo), como bem comentou o Azenha acima? A cada dia acho que essa impressão está mais para realidade do que paranóia.

André (08/02/2010 - 11:03)
Complementando o amigo Hayek, a quem interessar, a moeda de reserva do mundo (Dolar) é emitida por um consórcio de banco privados(FED)...e emprestada a JUROS ao governo dos EEUU...o governo dos EEUU não tem o poder de emitir a moeda de circulação em seu país.

Milton Hayek (08/02/2010 - 11:00)
Vocês entendem,agora,porque não devemos aceitar Henrique Meirelles como vice da Dilma?????????????Esse cara é o Mefistófeles do Lula.Ninguém brinca com o diabo sem sair queimado.
Você lembram daquela cena de "O sétimo selo",de Ingmar Bergman,onde um homem joga xadrez com a morte e se ela ganhar leva a alma dele???É,mais ou menos,parecido.
Vejam aqui a cena:
http://ialexandria.sites.uol.com.br/imagens/classic/007ic.htm

Homem jogando xadrez com a Morte

Essa cena do filme O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, representa, tal qual nos contos da morte enganada, uma luta pelo poder na relação homem/morte. No tabuleiro do mundo, o homem revolta-se contra sua condição de súdito e assume a qualidade de rei inimigo do império da morte, passando a opor-lhe manobras de ataque e defesa. Jogar com a morte de igual para igual é lutar pela própria imortalidade.
The Seventh Seal: The knight's first meeting with death

http://www.youtube.com/watch?v=anvRFJFUnRE

C. Paoliello (08/02/2010 - 10:51)
Em um 1º momento deveriam os bancos centrais voltarem ao controle dos governos eleitos e não sob o controle de "presidentes" paralelos, nomeados pelos banksters (banqueiros-gângsters=todos). Pois do jeito que está os governantes eleitos pelo voto popular (eleições cada vez mais corrompidas pelos donos do dinheiro) ficam manietados pelos respectivos bancos centrais.
Num 2º momento dever-se-ía extinguir os bancos centrais e passar suas atribuições para o Ministério da Fazenda.
Em 3º lugar deve haver uma reforma bancária para diminuir ao máximo o tamanho e o poder dos bancos privados.
E o fim último deveria ser a extinção dos bancos privados.
Para se empreender uma luta deste jaez precisamos fundar no Brasil o Partido Anticapitalista, a exemplo do que a França já fez.

Hans Bintje (08/02/2010 - 10:38)
É o velho provérbio espanhol: "Cría cuervos y te arrancarán los ojos."

A turma do norte é MAIS ESPERTA, Azenha. Enquadrou os "cuervos" usando uma palavra mais bonitinha para "estatização": "nacionalização".

Veja um exemplo:

"O banco Fortis foi parcialmente nacionalizado pelos governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo (Benelux) para evitar as consequências econômicas e sociais da falência do maior grupo financeiro belga. O Estado belga vai comprar 49% das operações na Bélgica por EUR 4,7 bilhões (bi). A Holanda pagará EUR 4 bi por uma participação idêntica nas operações holandesas. O Luxemburgo concedeu um empréstimo, convertível em 49% das ações, no valor de EUR 2,5 bi. O ministro holandês das Finanças Wouter Bos afirmou à televisão holandesa NOS que o governo 'está a comprar poder no banco para ter maior influência nas decisões que vão ser tomadas. Isso, é o que os depositantes necessitam nesta altura.' A afirmação de Bos significa que a operação de salvamento iniciou o processo de nacionalização, o qual será concluído caso a crise se agrave e o banco demonstre incapacidade para resolver os problemas de liquidez. O conglomerado do setor bankassurance precisa refinanciar EUR 10 bi em títulos com maturidades até ao final de 2009. No final de Junho, a sua carteira em instrumentos derivativos somava EUR 41,7 bi. No primeiro semestre do ano, o Fortis registou perdas nos lucros antes de impostos superiores a EUR 918 milhões."

Fonte: http://www.lawrei.eu/MRA_Alliance/?p=2551

Miriam (08/02/2010 - 10:05)
E aí entra a doutrina do choque (Naomi Klein)... nos momentos tormentosos, é mais fácil emplacar medidas controvertidas ou antes inaceitáveis, como as da aposentadoria e do trabalho.

mila (08/02/2010 - 10:02)
É simples assim: ou a humanidade ou o mercado. Um dos dois sai vencedor. O perdedor se acaba.

Milton Hayek (08/02/2010 - 10:01)
O discurso onde John Kennedy denuncia as máfias que acabaram com a democracia americana:
http://www.youtube.com/watch?v=OB6klulKffE

Mário Macaíba (08/02/2010 - 09:17)
MORTE AOS MERCADOS

Quer dizer, os mercados foram salvos com o dinheiro do contribuinte, mas eles querem o sangue dos que escaparam.

Uma loucura, meu senhor. A questão é: como a humanidade poderá escapar da sanha dos especuladores? Ou seja, os mercados sempre estiveram na contramão do processo civilizatório, com certeza. E daí, o que se pode fazer?

Querem levar a Espanha à miséria chantageando o governo, que pressiona a classe terabalhadora para fazer concessões aos urubus que se locupletam com a carniça.

Quer dizer, o mercado destroi de uma hora para outra conquistas que foram obtidas ao longo de décadas e fica tudo por isso mesmo?

Rapaz, é de dar um calafrio na espinha dorsal. A humanidade precisa com urgência criar mecanismos INTERNACIONAIS de proteção contra essa bandidagem.

Muito bem, Azenha, por ter publicado a matéria e pelo comentário. Nós precisamos conhecer os mecanismos dos chantagistas, muito embora eu não veja, pelo menos de imediato, como vencê-los. Mas a minha visão (ou a falta dela) não tem nenhuma importância no contexto.

Porém, é possível perceber a importância do nascimento de uma liderança internacional do porte de um Lula, que pelo menos exerçe alguma reação contrária a esse processo de empobrecimento de milhões de pessoas no mundo inteiro, pela transferência dos impostos e dos esforços dos cidadões para uma parcela insignificante de vagabundos que não produzem sequer um pacote de biscoito.

Samuel Lima (08/02/2010 - 08:40)
Azenha,

A questão fundamental, desde a crise das tulipas, na bolsa de Amsterdã, no século 17, é recorrente: os especuladores e "vampiros" dos chamados "mercados" não quebram nunca. A conta de suas desventuras e ganância ilimitadas é sempre paga pela sociedade. Subjaz à retórica dos arautos do FMI e dos banqueiros uma lenga-lenga que não consegue mais ocultar esse paradoxo original. Sem a forte e decisiva presença do "velho" Estado, como guardião do interesse público, a crise financeira de 2008/2009 teria se transformado numa hecatombe mundial. Agora, insaciáveis, os mesmos pulhas e vis especuladores voltam à carga, como praga de gafanhotos, atacando os países mais "vulneráveis" (segundo sua lógica) da zona do Euro, para depois começar o ataque especulativo em escala mundial. É abjeto e merece todo nosso repúdio.

André (08/02/2010 - 08:21)
Milton Hayek, dois presidentes americanos tentaram fazer isto JFK e Licoln...

André (08/02/2010 - 08:20)
Caro Azenha,

Vejo com muitíssima preocupação a conjunção desmonte do Estado de bem-estar social com o problema demográfico europeu. Existe a questão da necessidade URGENTE de diminuir o crescimento demográfico do mundo, hoje seriam necessárias 3 Terras para suportar de maneira susntentável o consumo de um mundo com 6,5 bilhões de bocas, alguns países europeus já deram á algum tempo sua guinada, refrenado o crescimento populacional, alguns até de maneira negativa, o Estado de bem-estar social no modo capitalista de produção necessita de uma PEA grande.
Por outro lado o que vemos é que a China, com sua mão-de-obra quase escrava vem servindo muitíssimo bem ao grande capital ao justificar a "flexibilização" (retirada) de direitos trabalhistas para ajustar a competitividade da industria.
Por outro lado é muito mais fácil cupar o encanador polonês pela queda do salário do que culpar o modo de produção inviável como um todo e concentrador de renda e riquezas nas mãos de poucos.

Orides (08/02/2010 - 08:09)
Pode ser que a população dos países ameaçados, apoiada pelos que estão na "bica" de o serem também, reaja fortemente e o "mercado" seja finalmente colocado em seu devido lugar.

Será que aqueles povos serão tão passivos quanto nós fomos?

milana (08/02/2010 - 07:27)
"Guillem López Casasnovas, conselheiro do Banco de Espanha, recomenda "não se tornar obcecado com os mercados". "Assim como vem, vão, é melhor não se deixar levar pela contaminação". ehehehehehehehe
Avisa pro PIG de lá e pros sabujos porcões e trolls.

milana (08/02/2010 - 07:25)
É o Capetalismo sentindo o cheiro do sangue. Vampiros de olho na jugular espanhola. Quem for fraco que se quebre. Não fez a lição de casa, sifu. Nós já passamos por isso com fhc, o mordomo dos vampiros gringos. Lula, o santo, nos salvou.Amém.

Lucas (08/02/2010 - 03:13)
é a privatização da política.

e viva os liberais, afundando e reafundando o mundo.

Bruno (08/02/2010 - 01:36)
Azenha, falando em PIG, lembro-me do Gilmar Dantas (ops), Gilmar Mendes. Olha esse post do Conversa Afiada: %uFEFF
"Gilmar, a polícia de Serra algemou membro do MST. E a 'espetacularização', como é que fica"?

Glicerio Alves (08/02/2010 - 00:58)
A industria bancaria internacional lucrou trilhoes e mais trilhoes ao longo do reinado absoluto do ideario neoliberal constituindo-se no centro do sistema economico e do poder mundial, os povos e nacoes tornaram-se seus escravos subordinados ao jugo do debito por exemplo, nos brasileiros trabalhamos 174 dias do ano so para pagar as contas do superavit fiscal do governo central, esta dinheirama arrecadada pela fazenda publica tem destino certo: vai pagar os bancos que detem titulos publicos em suas maos e contribuir para que seus lucros cresçam ainda mais. Nao bastando a transferencia rotineira de riqueza para a banca privada, os povos deverao tambem arcar com seus prejuizos, resultando em um grande crime e

aurelio (08/02/2010 - 00:37)
Toco o sino, acaba a festa da Eurolandia, quem esta na diretita vai para a extrema direita, e quem esta na esquerda minima, vai para a direita. Portugal,Grecia,Islandia,Espanha,Irlanda já pegaram o caminho da roça, quebraram, quem vai segurar o risco politico de uma europa em duvida? Xenofobia e nacionalismo, combinados com populismo são o futuro europeu? O BCE vai deixar isto acontecer? A festa foi boa, queimarão o que não tinham, financiaram aventuras externas, agora vão pagar o pato. Alguem quer comprar uns contratos de Euro no mercado futuro?Vai desvalorizar?

Augusto (08/02/2010 - 00:09)
O interessante é que as soluções são sempre encontradas no lado do trabalho, como a tal "flexibilixação" da legislação trabalhista. Não fosse a eleição do presidente Lula, a mesma solução teria sido aplicada no Brasil.

beatrice (08/02/2010 - 00:09)
Azenha
esse episódio confirma os piores temores lançados quando da adoção da moeda única na Europa. Os países e seus governos democraticamente eleitos, a direita ou a esquerda, tornaram-se, com o EURO, reféns do malfadado "MERCADO".
Deus nos livre do des-governador Zé Pedágio e da ALCA.
Lembram-se de mais essa desgraça fernandina???

Sergio Telles (08/02/2010 - 00:05)
A "independência" do Bacen torna-o dependente dos agentes de mercado e independente da escolha popular, ou seja, torna o lobo tomando conta do galinheiro.

Os países periféricos europeus já estavam abanando fazia tempo e só agora que há certa necessidade de se abalar cotações de mercado, resolveram notar isso. Logo logo a coisa passa e vão continuar da mesma forma, foi só pro preço das ações dar uma queda.

Augusto (08/02/2010 - 00:04)
Esse é um problema de representação. Um problema de crise democrática. Os governos representam os interesses do mercado. O povo só é chamado na eleição como forma de legitimar todo esse estado de coisas. Na Venezuela há mais democracia que em todos esses lugares e, no entanto, frequentemente o seu governo é acusado de antidemocrático. É um problema que não tem solução a curto prazo.

Luiz Carlos Azenha (07/02/2010 - 23:10)
Releia o texto, Rodrigo. abs

Milton Hayek (07/02/2010 - 23:08)
A saída é tomar de volta a emissão de moeda da mão desses banqueiros ladrões.Devolver a emissão do dólar ao Tesouro dos Estados Unidos e fechar o FED e o BIS.

Milton Hayek (07/02/2010 - 23:00)
Milton Hayek (06/02/2010 - 19:15)
Os banqueiros é quem estão por disso:

A Ilha dos Náufragos - Uma fábula para entender o dinheiro

http://www.ecocidio.com.br/2010/01/05/a-ilha-dos-naufragos-uma-fabula-para-entender-o-dinheiro-parte-1/

http://www.ecocidio.com.br/2010/01/06/a-ilha-dos-naufragos-%E2%80%93-uma-fabula-para-entender-o-dinheiro-%E2%80%93-parte-2/

http://www.ecocidio.com.br/2010/01/09/a-ilha-dos-naufragos-%E2%80%93-uma-fabula-para-entender-o-dinheiro-%E2%80%93-parte-final/


É o texto mais claro,que encontrei,sobre como esse pessoal dono dos sistemas monetários nos roubam.

FIM DA INDEPENDÊNCIA DO BACEN JÁ!!!!!!!!!!!!!!

Rodrigo M. (07/02/2010 - 22:55)
Azenha, população mais velha é sinônimo de guinada pra direita?
E o contrário? População mais jovem é de esquerda?



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