Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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OBAMA DÁ O NÓ NOS FABRICANTES DO ÓBVIO

Atualizado em 31 de agosto de 2008 às 21:48 | Publicado em 31 de agosto de 2008 às 20:03

Para compensar o dia de quem pagou 4 reais na Folha de S. Paulo para ler um artigo requentado do neocon Robert Kagan, assessor do John McCain:

do Frank Rich, no New York Times, neste domingo, 31/08/2008

Parem as máquinas. Essa eleição, afinal, não é sobre os Clinton. Não é sobre as colunas da Acrópole construídas no estádio de Denver. Não é sobre a Paris Hilton ou o Hanoi Hilton [nome que era dado à prisão em que John McCain foi mantido, quando foi prisioneiro de guerra no Vietnã]. Embora a eleição ainda possa ser sobre Sarah Palin [a vice de McCain]. Depois de uma orgia semanal de melodrama fabricado, sob o rótulo de "cobertura da convenção" na TV, Barack Obama desceu no estilo deus ex machina -- sim, isso também é grego -- para deixar as coisas claras. Os Estados Unidos enfrentam muitas dificuldades, ele disse, para se entregar "a uma eleição importante sobre miudezas".

Como foi notado de forma universal, Obama fez o que devia em seu discurso. Ele jogou fora a messiânica "Mudança na Qual Podemos Acreditar" por um discurso político mais concreto de "Mudança que Precisamos". Ele enfiou seus dentes políticos de Chicago [onde começou a carreira] em John McCain. Obama ainda é um cara fraquinho mas sua determinação de encarar os adversários (estrangeiros e republicanos) o transformou em um Denver Bronco plausível [o time de futebol que é dono do estádio em que Obama discursou, em Denver].

Mas isso é uma surpresa? Dificilmente. Nenhum grande discurso de Obama -- sempre definido antecipadamente como decisivo, "o mais importante de sua carreira" -- foi um desastre; a maior parte foi de golaços, quando não gols de placa. O que é mais surpreendente é como a mídia se mostra surpresa com o replay de resultados idênticos. De fato, a desconexão entre a realidade dessa campanha e como é percebida e apresentada pela mídia já se transformou em um fato. A disfunção da mídia é, em si, uma janela sobre a dinâmica das Eleições 2008.

Na Convenção Democrata, assim como durante as primárias, quase todas as narrativas estavam erradas. Aquelas eleitoras de Hillary -- mostradas na TV como um bando que perseguia câmeras nas ruas de Denver -- repetiria Chicago 1968 [quando houve distúrbios civis]. Com o apoio tácito de Hillary, a votação se tornaria uma guerra. Bill Clinton causaria destruição ao assumir o palco.

Na TV, cada um destes balões foi inflado até o momento de ser esvaziado pela realidade, quando os fabricantes do óbvio [bloviators] mais uma vez se disseram surpresos, em choque com o inesperado. Eles foram pegos de surpresa quando descobriram que Obama não era muito negro para conseguir os votos dos brancos, não era muito branco para conseguir votos dos negros, não era inexperiente para ser derrotado pela incomparável máquina bem organizada e financiada dos Clinton.

Enquanto isso, o candidato conhecido como "Obama sem Drama", por causa de sua frieza, estava fabricando sua própria história escondido nos bastidores. Enquanto vários comentaristas decretaram que a convenção estava chata -- poucos ataques a McCain na primeira noite, um apoio muito fraco de Hillary na terça e assim por diante -- Obama manteve as cartas escondidas e construiu, passo a passo, uma história que atingiu o climax na quinta-feira. O arco dramático foi meticulosamente calibrado, como toda a estratégia política de Obama.

Sua campanha, diferentemente do que dizem os homens da fantasia na TV, conhecia a verdade. A pesquisa do New York Times/CBS News, conduzida na véspera da convenção, demonstrou que os democratas não estavam tão divididos quanto o Partido Republicano. Nos dois partidos, 79% dos eleitores apoiavam seus respectivos candidatos. Uma pesquisa simultânea, do Wall Street Journal/NBC News, também demonstrou que 79% dos democratas apoiavam Obama o que, como escreveu Amy Walter no National Journal, é um índice ligeiramente mais alto do que os de John Kerry e Al Gore na  mesma época -- 77% --, na véspera das convenções que os indicaram.

No entanto, evidências empíricas não conseguem competir com o "clássico favorito" da mídia, que é a novela dos Clinton. Então, quando Hillary declarou há um mês que seus delegados precisavam de uma catarse, certamente estava criando a base para um "golpe" na convenção. Mas nunca foi de interesse de nenhum dos Clinton sabotar Obama. O discurso de Hillay na terça-feira, podemos argumentar o melhor de sua carreira, foi tanto sobre seu próprio desejo de reconciliação com os democratas de Obama -- dos quais um dia ela pode precisar -- quanto de liberação de seus cabos eleitorais. Os Clinton nunca deixam de pensar no dia seguinte.

O mais recente golpe de sorte dos democratas é que a campanha de McCain ficou tão desnorteada quanto a imprensa com a falsa narrativa sobre Hillary. McCain queria escolher seu colega democrata Joe Liberman para vice. Um ex-democrata que difere do Partido Republicano ao apoiar o aborto poderia ter reanimado a campanha do maverick com mais força do que Palin, que está rompendo o teto de vidro [que limita as mulheres] com um atraso de 25 anos em relação aos democratas [que lançaram Geraldine Ferraro como vice lá atrás]. Liberman teria alguma força para enfrentar a trinca Obama-Hillary-Bill que vai invadir o Sul da Flórida [uma referência aos eleitores judeus que podem decidir a eleição na Flórida, um estado decisivo. Lieberman é de ascendência judaica].

A única razão que levou McCain a ceder à direita religiosa e escolher Palin é que ele acredita que existe um exército de mulheres leais a Hillary que vai mesmo votar num candidato conservador simplesmente por ser mulher. É isso o que acontece quando você acredita no que aparece na TV. Não só a premissa é falsa, mas é tão sexista quanto a piada cruel que McCain conta sobre Janet Reno, Hillary e Chelsea Clinton [a piada diz que Chelsea é filha de Hillary com a ex-secretária de Justiça, que é muito feia].

Dado o comportamento da mídia até agora não há razão para acreditar que os cenários falsos não vão se repetir. A questão é: o que leva isso a acontecer? Distorção ideológica, vício nos Clinton ou a insistente atração pelo McCain não dá conta de explicar tudo. Os jornalistas também são americanos -- ainda que muitos leitores duvidem disso -- e nessa hora grave, em que está em jogo o futuro da nação, podemos estar tão perdidos como todos os outros.

Nós também ficamos ansiosos e temerosos com os tempos duros na economia e com a perspectiva de mudança. O You Tube, meio que transformou a cultura e a política, não existia quatro anos atrás. Em quatro anos é até possível que nem todos, mas muitos, dos jornais e revistas que cobrem essa campanha nem existam no formato atual, se existirem. Os três telejornais das três grandes redes e os departamentos de jornalismo como existem hoje podem ser extintos até lá.

É um sinal dos tempos que a rede CBS não fez um estúdio para a sua âncora, Katie Couric, em Denver. É sintomático que a rede CNN consistentemente bateu a ABC e a CBS na audiência da semana passada e, contando o fim-de-semana, também a NBC. Agora que a mídia está sendo transformada na velocidade comparável ao da duplicação de capacidade dos microchips, a ascendência do cabo pode ser tão breve quanto o reino da AOL. Andrew Rasiej, o fundador do Forum da Democracia Pessoal, que monitora a intersecção da política com tecnologia, diz que quando as redes de TV medem seu sucesso pela fatia da audiência, "elas ainda contam cavalos quando o mundo já está contando locomotivas". A internet, nas suas interações infinitas, está erodindo toda a mídia do Século 20.

A campanha de Obama faz tempo está a bordo destas locomotivas digitais. Sua habilidade em contar sua história longe do radar da grande imprensa explica em parte porque a ascensão de Obama tem sido muitas vezes subestimada. Até agora estamos incertos de seu tamanho. A audiência extraordinária de Obama na TV, quinta-feira à noite, maior que a da abertura das Olimpíadas, que a do Oscar desse ano ou qualquer final do programa American Idol pode ser apenas uma contagem de cavalos. O alcance da campanha online -- contando com espectadores, assim como contribuintes de campanha e organização em rede -- permanece desconhecido.

Nada disso, nem o sucesso do discurso de Obama, garante a vitória democrata. O que é certo é que não há como prever o final dessa corrida. Apesar das nossas tentativas de prever o resultado dessa eleição usando o prisma de eleições recentes e não-recentes, continuamos fracassando. A convenção da semana passada não poderia ser transformada num replay dos anos 60, independentemente do esforço da imprensa em vender os partidários de Hillary como reencarnação de facções rebeldes do passado, dos democratas do Sul até a esquerda anti-guerra. Longe de ser descendente de 1968, a reunião democrata de 2008 foi a primeira que se manteve dentro do previsto e evitou os discursos politicamente corretos para agradar a cada grupo partidário.

Não voltamos a 28 de agosto de 1963. Como um jovem de 14 anos de idade, em Washington, eu estava no parque, levado pela minha mãe, uma professora, com a esperança de aprender alguma coisa [no discurso de Martin Luther King]. Numa época em que a capital, com sua grande população de negros, ainda estava distante um ano de votar para presidente, quem é que poderia imaginar que um dia um negro teria alguma chance de se eleger presidente? Eu, não.

Mas mesmo quando paro para respirar e apreciar esse momento marcante de nossa história, não é possível. Os tempos são outros. Depois da catástrofe dos governos Bush, os problemas graves que nos afligem em quase todas as frentes podem nos deixar com nostalgia de quando nossos problemas mais graves eram entre brancos e negros.

Como disse Obama, essa é uma eleição importante. Só vamos nos dar conta da magnitude de nossa escolha quando e se pararmos de nos distrair com coisas pequenas, quando não pequenas e imaginárias.

 

 

 

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
ANTÔNIO ALBERTO (Pe.Alberto) MENDES FERREIRA (01/09/2008 - 18:21)
BRUCUTÚ DEMÓSTENES TORRES ... >>

COMO UM INDIVÍDUO COM CRISES DE : >>

IDENTIDADE (- Já foi milico da PM de Goiás. Foi promotor público, não sei como passou no concurso(???). Agora, com esse tipo pegajoso no Congresso Nacional, está enchendo a paciência da população. > Aqui em Goiás, a direita investiu pesado ne ll e para colocá-lo no poder legislativo. Será por quê, hein ? No caso em que o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, foi pego - via escuta legal - pedindo a uma desembargadora indicada por e ll e - Marconi -, para dar a sentença que e ll e - Marconi - queria ; na CPI da escuta - o Demóstenes Torres abafou o fato .) >>

CRISE DE JOVEM (Há uns meses atrás, - vocês se lembram ??? - no auge da crise da juventude, chegou até a usar aqueles aparelhos nos dentes que os jovens estão usando; sem antes ter usado uns "cremes" na cara para ver se tampava aquela pele de cobra peçonhenta.) >>

E CRISE FISIONÔMICA (- Se acha feio, na verdade, é

Nonato (01/09/2008 - 17:35)
Essa história do grampo do Supremo Presidente Gilmar, o Mendes, está prá lá de cabeluda: o mesmo, fiel ao seu estilo, já julgou a situação e declarou seu voto: declarou, vi hoje no GloboNews, que o Estado brasileiro está tomado por essa coisa de espionagem. Essa declaração, a meu ver, quer implicar o governo de Lula na história. O problema é que, SE houve grampo, ele pode ter sido feito pelo governo ou qualquer pessoa inclusive o pessoal da kroll que presta serviço ao seu principal cliente, o DD. Feito pelo governo, o presidente poderia saber ou não do mesmo.
Mais uma vez vemos o PIG tomando acusações, de origem mais suspeita impossível, a VEJA, como se fossem fatos e dão grande destaque às declarações e ações de pessoas como os Gilmares Mendes e Garibaldis Alves de que cobrarão explicações do Lula dando a entender que o mesmo já sabia dos eventuais grampos. Imaginem: hoje tive o desprazer de ouvir o Alexandre Garcia, ex-porta voz do General Figueiredo dizendo que grampos são um atentado à democracia. Pode???? E o general dele seria o que???

Vera Pereira (01/09/2008 - 16:37)
Outro artigo brilhante, do psicólogo e psiquiatra Drew Westen no Huffington Post de ontem: http://www.huffingtonpost.com/drew-westen/brand-first-equivocate-la_b_122855.html

Martha VIlarinhos (01/09/2008 - 15:26)
Estoua espera do Dia Seguinte das Eleições norte-americanas

Stanley Burburinho (01/09/2008 - 14:58)
Ele chegou mais de meia hora atrasado. Deixou o Lula, o Tarso e o Jobim esperando. Acredito que falando a partir do celular, fora do gabinete, longe dos olhos de algum funcionário, ficaria mais fácil de se gravar a conversa. Acho melhor retirar porque poderá frustrar as pessoas.

Luiz Carlos Azenha (01/09/2008 - 14:33)
Stanley, será que a primeira reunião não atrasou? O Gilmar chegou depois que o previsto no Planalto para encontrar o Lula? abs

Stanley Burburinho (01/09/2008 - 14:32)
Azenha, por favor, retire esses meus comentários porque, parece, que o Gilmar falou a partir do celular no trajeto para o Planalto.

Peço desculpas a todos.

Obrigado.

Stanley.

Vera Pereira (01/09/2008 - 14:23)
Stanley Burburinho, você é demais. Basta pegar as edições dos jornais do dia 16 de julho pra verificar isso. Mentira tem perna curta, hein? Mudando de assunto, já tô achando que a Sarah Palin vai arranjar um jeito de sair ou ser saída da chapa, com a história de que a filha adolescente está grávida de 5 meses. Ou então é outra mentira da grossa, pra desmentir um outro enredo mais torto ainda.

Stanley Burburinho (01/09/2008 - 13:44)
[OFF TOPIC IMPORTANTE. ACHO]:
1 de 3

Azenha, posso estar enganado, mas acho que alguma coisa não está batendo nessa confusão do suposto grampo. Por exemplo:

Segundo o trecho de texto que peguei no blog do Josias: "(...) Deu-se às 18h32 do dia 15 de julho. A conversa está estampada nas páginas da última edição de Veja (só para assinantes). Ouvidos, Gilmar e Demóstenes confirmaram o teor da conversa. Falaram por pouco mais de dois minutos. (...)"

Comentário meu: Significa, então, que terminaram de falar às 18h34m.

Antes de terminar a conversa o Demóstenes disse ao Gilmar que se ele não conseguisse resolver o problema da pessoa de Roraima que deporia na CPI da Pedofilia: "(...) - Demóstenes: Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom? (...)"

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-08-24_2008-08-30.html#2008_08-30_05_15_08-10045644-0

Comentário meu: Como o Demóstenes conseguiria resolver o tal problema, no mesmo dia, se já era noite: 18h34m? Acredito que servidor público não costuma fazer hora-extra. Mesmo assim o Demóstenes disse para o Gilmar: "(...) - Demóstenes: Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom? (...)" Da noite do dia 15/07/2008 para o dia seguinte, não acredito que ele teria condições de resolver alguma coisa desse nível.

Continua...

Stanley Burburinho (01/09/2008 - 13:44)
... Continuação...

2 de 3

Agora, o mais interessante é que o Gilmar Mendes se reuniu no Planalto com o Lula, Tarso e Jobim, no dia 15/07/2008, mesmo dia da conversa telefônica, às 18h00m, e a suposta conversa grampeada se deu às 18h32m. Sei que quando acontece esse tipo de reunião, alguns minutos são dedicados à imprensa para fotos e gravações, conforme aconteceu. Temos que considerar que sempre alguém se atrasa. Então, digamos que a reunião tenha iniciado às 18h15m. Será que 15 minutos seriam suficientes para se falar tudo entre essas três pessoas? Se a Veja disse que o telefonema se deu a partir do gabinete do Gilmar, será que daria tempo do Gilmar terminar a reunião e se deslocar para o seu gabinte a tempo de ligar para o Demóstenes?

Abaixo está um link que diz que a reunião se deu às 18h00 do dia 15/07/2008:
Ter, 15 Jul, 11h17
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que foi marcada para as 18 horas uma audiência do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Mas, até o momento, a Presidência da República não confirmou a audiência. No mesmo horário, está marcado um despacho do presidente com o ministro da Justiça, Tarso Genro. (...)
http://br.news.yahoo.com/s/15072008/25/politica-supremo-anuncia-encontro-mendes-lula.html

Continua...

Stanley Burburinho (01/09/2008 - 13:43)
... Continuação...

3 de 3

No link abaixo, está uma matéria do Noblat que diz que a reunião terminou por volta das 21h00m:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/default.asp?periodo=20080715 15/07/2008 - 21h09m

Abaixo está o link para a agenda do Lula que diz que no dia 15/07/2008 o Lula teria uma reunião com o Tarso Genro às 18h00m.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/default.asp?a=111&cod_blog=129&palavra=&pagAtual=2&periodo=20080715

Marina O. (01/09/2008 - 11:05)
Seriam "editoriais de opinião"?

Marina O. (01/09/2008 - 11:04)
O que são op-eds?

jose carlos lima (01/09/2008 - 10:42)
Foi bom ler este artigo para compensar a falha da folha...até rimou...rsss

francisco.latorre (01/09/2008 - 09:50)
é o golpe.

e tem que ser encarado assim. golpe.
da direita. de mendes, o louco.
da mídia, vendida.
da zelite, derrotada.
perderam pra democracia. pro povo votante.
democracia, demografia, informação.
essa direita já era.
tentam o golpe.

não deixe.
a rede tem o poder. da voz.
não aceite. o acinte.

tão golpeando. na caradura.
não somos idiotas.
não vou perdoar.
não perdoem.

///

quem gravou a peça golpista?
que tal?...
arapongas do clube militar...
(clube fundado em 1887 por deodoro pra derrubar o império e instituir a ditadura militar - nossa república comoçou assim - militar e golpista).

Fernando (01/09/2008 - 09:41)
Obama pretende manter as tropas no Afeganistão?

Luis Armidoro (01/09/2008 - 09:06)
Azenha, tudo bem? E os neocons tupiniquins? Quando vai acabar a onda destes caras? Um abraço

Marco Antônio Leite (01/09/2008 - 07:48)
A casa continua BRANCA no que concerne a política que será implementada pelo Obama ou o candidato do Buhs, ambos são de direita. Ambos governam para a elite branca daquele país, pois tanto os democratas como os republicanos são partidos de direita que defendem os interesses da eterna elite dominante dos Estados Unidos.

Muniz (01/09/2008 - 01:02)
Consegui um ingresso para o disputadíssimo discurso do Obama amanhã aqui em Milwaukee - WI. Na fila para se pegar o ingresso já se via uma amostra do coorte étnico que apoia o Obama: brancos, negros, latinos e judeus. Para os EUA, uma fila heterogênea como a que descrevo é pouco usual. Até os motociclistas, centro das atenções na celebração dos 105 anos da Harley-Davidson, estavam curiosos. Ao parar no semáforo ao lado de um grupo de motoqueiros de outro estado fui abordado pelos motoqueiros curiosos sobre o motivo de tamanha fila.

Ademar (31/08/2008 - 23:33)
O Frank Rich é um jornalista bastante respeitado na América e pessoalmente o acho bem centrado, mas os golaços do Obama não foram tão bonitos assim. Ele precisa explicar melhor, por exemplo, de onde vai tirar o dinheiro para conseguir fazer o que pretende. Mesmo para a maior economia do mundo, que está em um período de transição, diminuir impostos é sempre complicado. O Bush já havia feito isso. Como e de onde ele vai tirar dinheiro para cobrir o rombo, já que quer desfazer injustiças tributárias? Pelo menos por enquanto ele ainda não disse...Em seu discurso na Alemanha, falou em derrubar muros. É óbvio que ele estava falando do distanciamento dos EUA e Europa...ou será que era do muro em Israel, ou do muro na fronteira com o México. Esses talvez sejam os gols aos quais Frank Rich se refere, saídas pela "esquerda". Obama se esquiva dos adversários e da mídia, tentando chegar aos seus objetivos. O problema é que ele pode criar expectativas demais e realizar de menos. Palco perfeito para os Clinton na próxima eleição...

Emílio (31/08/2008 - 22:49)
Se Al Capone fosse brasileiro, após sua prisão: 1) O presidente da Suprema Corte dos EUA, John Frogsmouth condenaria o uso de algemas em Capone. 2) Em seguida concederia dois habeas-corpus ao gangster. 3) O congresso americano faria uma CPI para apurar responsabilidades dos policiais "Intocáveis" Eliot Ness e Frank Wilson na quebra dos sigilos fiscais e telefônicos de Capone. 4) A revista Newsweek faria companhas semanais contra Eliot Ness, acusando-o de tentar quebrar o sigilo telefônico de Frogsmouth. 4) Frogsmouth diz que vai chamar o presidente republicano dos EUA, Herbert Hoover, "às falas". 5) os Democratas, na oposição, ameaçariam o presidente Hoover de impeachment. 6) Al Capone não estaria no ramo de bebidas ilegais, mas no de telefonia e privatizações.

Gerson (31/08/2008 - 22:33)
"Obama sem Drama" é a versão dos USA para a nossa "Sem Medo de Ser Feliz" ?? Quem seria a Regina Duarte deles ? (...eu tenho medo, muito medo)

marcelo - curitiba (31/08/2008 - 22:27)
além de acordarem pensando em agradar o patrão, eu iria além. Existe aqui em terras brasileiras uma sensação por parte de nossos jornalistas, da "suprema sapiência" que é vergonhosa. A maioria realmente acredita que sabe, simplesmente pelo saber. Simplesmente por ter cursado uma faculdadezinha mequetrefe pro 4 anos. Tive muito essa experiência com esse tipo de gente. Pensam ainda, que em terra de cego, quem tem um olho é rei. Pensam que o Brasil de hoje, continua sendo o Brasil de 1960 onde a grande maioria era analfabeta ou semi. Ou o Brasil de 1989, onde o que era dito na tv, era assimilado e acreditado piamente. Tanto lá como cá, como dito no artigo, os fazedores de TV (e de jornal também) continuam contando cavalos, enquanto o povo, conta locomotivas. Alertados, já foram faz tempo. Azar o deles que já perderam o bonde da história. Sorte nossa!

Thiago (31/08/2008 - 21:57)
Azenha, realmente dá uma certa vergonha alheia (e, confesso, uma depressão) ler a Folha. E pensar que já foi o melhor jornal do país... é de uma rasura de jornal de bairro...

Luiz Carlos Azenha (31/08/2008 - 21:34)
Cesar, os comentaristas brasileiros não se preocupam nem em se informar nem em iluminar um tema. Acordam pensando: como é que vou agradar o patrão hoje?

Cesar Cardoso (31/08/2008 - 21:03)
Azenha, só um off-topic: porque os op-eds americanos são tão mais deliciosos de ler que as modorrentas páginas de opinião dos jornais brasileiros?



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