Flash ad ID:10

PATROCINE O VIOMUNDO

SOMOS 31.817 FAÇA PARTE !

O poder da mídia: Você passa a ser quem eles querem que seja

publicado em 31 de agosto de 2010 às 15:38

Uma análise do poder midiático na Argentina

O discurso que Cristina Fernández de Kirchner fez em 24 de agosto foi mais além do que tinham ido todos os discursos dos presidentes argentinos até hoje. Ninguém – nem sequer o primeiro Perón ou Evita – fizeram tal desconstrução da estrutura do poder na Argentina. De quê ela estava falando? Do poder nas sombras, do poder detrás do trono, do verdadeiro poder. Qual é? É o poder midiático. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia. O artigo é de José Pablo Feinmann.

José Pablo Feinmann – Página/12, reproduzido pela Carta Maior

A filosofia ocidental dos últimos 45 anos se equivocou gravemente. Para sair de Marx e entrar em Heidegger (como crítico excelente da modernidade, mas a partir de outro lado, que não o de Marx) se viu obrigada a eliminar o sujeito, tal como Heidegger o havia feito com inegável brilho no seu texto A época da imagem do mundo. Também Foucault deu o homem por morto. Barthes, o autor. Ao estilo. Deleuze, a partir de Nietzsche, a negatividade, ou seja: o conflito na história. E a academia norte-americana sistematizou tudo isso incorporando com fervor os heróis da French Theory. O fracasso é terrível e até patético. Enquanto os pós-modernos postulam a morte da totalidade, o Departamento de Estado postula a globalização. Enquanto propõem a morte do sujeito, o império monta brilhantemente o mais poderoso sujeito da filosofia e da história humana: o sujeito comunicacional. E esta – há anos que sustento esta tese que na Europa causa inesperado assombro quando a desenvolvo – é a revolução de nosso tempo.

O sujeito comunicacional é um sujeito centrado e não descentrado, logocêntrico, fonocêntrico, alheio a toda possível disseminação, informático, bélico, mascarador, submetedor de consciências, sujeitador de sujeitos, criador de realidades virtuais, criador de versões interessadas da realidade, da agenda que determina o que se fala nos países, capaz de derrubar governos, encobrir guerras, de criar a realidade, essa realidade que esse sujeito quer que seja, quer que todos acreditem que é, que se submetam a ela e que, submetendo-se, submetam-se a ele, porque aquilo em que o sujeito comunicacional acredita é a verdade, uma verdade na qual todos acabarão crendo e que não é a verdade, mas a verdade que o poder absoluto comunicacional quer que todos aceitem. Em suma, sua verdade.

Impor sua verdade como verdade para todos é o triunfo do sujeito comunicacional. Para isso, deve formar os grupos, os monopólios. Deve apoderar-se do mercado da informação para que só a sua voz seja escutada. Para que só os jornalistas que lhe são fiéis falem. Uma vez se consiga isso, o triunfo é seguro. A arma mais poderosa da supraposmodernidade do século XXI radica no domínio maior possível dos meios de informação. Que já não informam. Que transmitem à população os interesses das empresas que formam o monopólio. Interesses nos quais todas coincidem.

Assombrosamente, nenhum filósofo importante advertiu essa revolução. Foucault passou a vida inteira analisando o poder. Mas não o comunicacional. É claro! Se tinha negado o sujeito como iria analisar os esforços do poder para constituí-lo de acordo com seus interesses?

Ninguém viu – ademais, e isso para mim é imperdoável – o novo monstruoso sujeito que se havia consolidado. Superior ao sujeito absoluto de Hegel. Algo observado por Cornelius Castoriadis. Mas pouco. Relacionou as campanhas eleitorais com as empresas que as financiam. Mas – insisto – aqui o essencial é que o tema do sujeito voltou ao primeiro plano. Colonizemo-nos o sujeito, façamos-lhe crer no que nós cremos, e o poder será nosso. O poder começa pela conquista da subjetividade. Começa pela construção de algo a que darei o nome de sujeito-Outro.

Formulemos – como ponto de partida desta temática essencial – a pergunta obrigatória: o que é o sujeito-Outro? É o Outro do sujeito. Escrevo Outro com esse “O” maiúsculo enorme para marcar o caráter alheio que o Poder consegue instaurar entre o sujeito e o Outro de si. Heidegger transitou bem esta temática. O que eu chamo sujeito-Outro é esse sujeito que – segundo Heidegger – caiu “sob o senhorio dos outros” (Ser e Tempo, parágrafo 27). Ele fez aí uma observação brilhante e precisa: o senhorio dos outros. Heidegger amplia o conceito: quem cai sob esse senhorio (o dos Outros) “não é ele mesmo, os outros lhe hão arrebatado o ser”. “O Poder, ao submeter a subjetividade, elimina meus projetos, meu futuro mais próprio, o que houvera querido fazer com minha vida. Minhas posibilidades (…) são as do Outro; são as do Poder, as que me vêm de fora. Já não sou quem decide, sou decidido” (JPF, La historia desbocada, Capital Intelectual, Buenos Aires, 2009, p. 128). Heidegger no entanto se remete à esfera ontológica: o que se perde é o ser.

Não creio que devamos pôr o acento nisso; o que se perde é a subjetividade, a consciência, a autonomia de pensar por nós mesmos, pois pensamos o que nos fazem pensar, dizemos o que nos fazem dizer e nos convertemos em patéticos, bobos, manipulados defensores de causas alheias.

CFK manejou a temática com precisão e com uma audácia que – eu, ao menos, e já tenho meus anos vivendo sempre neste país – não vi em presidente algum. Quando retoma a frase da capa do Clarín e a da contra-capa é onde revela o que é o Poder. O Clarín tem a manchete: “O Governo avança na Papel Prensa para controlar a palavra impressa”. Por detrás desta frase está toda a campanha “desgastante” (para usar um conceito do revolucionário popular agrário Buzzi, fiel a suas bases até a morte, até a matar a FA, submetendo-a aos interesses da Sociedade Rural, controlada hoje pelo “Tanto” Biolcati, descendente da “chusma ultramarina” que Cané desdenhava e não por Martinez de Hoz ou pelo elegante senhor Miguens) da oposição.

Quer dizer, o governo é autoritário, doente pelo poder e sempre empenhado em silenciar a todos. CFK dá razão ao Clarín:

“O Clarín pensa que quem controla a Papel Prensa controla a palavra impressa. Quero nisto coincidir com o Clarín. Claro, quem controla a Papel Prensa controla a palavra impressa. Por que? Porque a Papel Prensa Sociedad Anónima é a única empresa que produz pasta de celulose para fabricar papel jornal no país; ela fabrica o papel jornal, o distribui e o comercializa no que se conhece em termos econômicos e jurídicos como uma empresa monopólica integrada verticalmente. Por que? Porque vai da matéria prima até o insumo básico, mas não somente produz esse insumo básico como determina a quem vende, por quanto vende e a que preço vende. Por isso coincido com o Clarín em que quem controla a Papel Prensa controla a palavra impressa na República Argentina”.

O Poder – em cada país – tem de formar monopólios para ter unidade de ação. Não se tem todo o poder se se tem só a Papel Prensa, que implica, é verdade, o controle da palavra impressa. Mas há que ter outros controles. Sobretudo – hoje, no século XXI, nesta supraposmodernidade manejada pela imagem – o poder da imagem. E o da voz do rádio, sempre penetrante, omnipresente ao longo do dia. Trata-se da metralhadora midiática. Não deve parar. Por que este governo se complica nesta luta com gigantes sagrados, intocáveis? Ou o faz ou perece a qualquer momento.

Desde a campanha do senhor Blumberg se advertiu que os meios de comunicação podiam armar uma manifestação popular em poucas horas. Toda a cambada de Buenos Aires saiu com sua guarda atrás do engenheiro e impulsionada por Haddad e a ideologia-tacho que – então – era uma criação da Rádio 10. A ideologia-tacho é uma invenção puramente argentina. Como o ônibus, o doce de leite e Maradona. Alguém toma um táxi em qualquer parte do mundo e o taxista não o agride com suas opiniões políticas. Deixa-o viajar tranquilo. Sigamos: o segundo, terrível sinal de alarme foi durante as jornadas “destituintes” e “desgastantes” do “campo”.

Sem o apoio imoderado dos “meios de comunicação” teria sido um problema menor. Mas a fúria midiática chegou aos seus pontos mais estridentes. A “oposição”, não essa essa galeria patética de ambiciosos, torpes e imprestáveis políticos que peleiam melhor entre si do que com seus adversários, são os meios de comunicação. A direita não tem pensadores, tem jornalistas audazes, agressivos. E a mentira ou a deformação pura e plena de toda notícia é sua metodologia.

A análise de CFK foi excessivamente rica para uma só nota. Até aqui temos: Videla convocou La Nación, Clarín e La Razón e os entregou a Papel Prensa. Ao ser o Estado desaparecedor o sócio da sociedade que se formou, esses jornais não só apoiaram ou colaboraram com um regime abominável como foram seus sócios. Para quê? CFK o disse assim:

“Durante esses anos se escutava muito o tema da defesa de nosso estilo de vida. Nunca pude entender exatamente a que se referiam quando se falava de defender nosso estilo de vida. Eu não creio que a desaparição, a tortura, a censura, a falta de liberdade, a supressão da divisão dos poderes possam ter formado em algum momento parte do estilo de vida dos argentinos”.

Sim, no momento em que se constitui a Papel Prensa e Videla pede aos grandes jornais que – agora sim, a morte – defendam a luta em que estão empenhados, o estilo de vida argentino, para ser defendido, requeria os horrores da ESMA. Há um livro de Miguel Angel Cárcano: El estilo de vida argentino. Em suas páginas se traça uma imagem idílica, campestre, cotidiana e senhorial do general Roca. Esse é – para Cárcano– um herói de nosso estilo de vida. É o deles, o da oligarquia que fez este país a sangue quente e a sangue e a fogo sempre o defendeu sempre que se sentiu atacada.

Os herdeiros de Cárcano e Roca ainda o defendem. Se lhes deixa o poder de “formar a opinião pública” como sempre o fizeram, voltaremos ao país que desejam: o do neoliberalismo, o dos gloriosos noventa. Conservarão o poder. Farão o que CFK desenhou assim: “Se há um poder na República Argentina, é um poder que está por sobre quem exerce a Primeira Magistratura, neste caso a Presidenta; também está por sobre o Poder Legislativo e, seja como for, também por sobre o Poder Judiciário (…) é invisível aos olhos”. É o poder que tão impecavelmente um outrora misterioso personagem definiu: “Presidente? Este é um posto menor”.

(*) José Pablo Feinmann é professor de Filosofia, ensaísta, escritor e roteirista.

Tradução: Katarina Peixoto

 

30 Comentários para “O poder da mídia: Você passa a ser quem eles querem que seja”

  1. sáb, 04/09/2010 - 16:17
    ROLAND BENAMOR

    Quando a mídia extrapassa seus limites de isenção, fica desacreditada aos olhos da sociedade. É o que acontece no fenômeno LULA.
    Politicamente, na atualidade, o tiro tem saído pela culatra. Quanto mais bate, mais o povo se rebela.
    Mas, não perdeu seu poder de influenciar o comportamento das pessoas.
    Em outras áreas continua impondo seus objetivos de conduzir a sociedade pelos caminhos que a ditadura econômica impõe mundialmente, com sucesso.

    • Fiquei em "estado de graça" ao ler seu comentário, principalmente por estar enfrentando nesse momento um dos maiores desafios; entrar em cena com nossa Rádio web e o nosso Informativo impresso após ter a nossa Rádio Comunitária fechada pela PF e pela Anatel. Acredito que RESISTIR é extremamente necessário nos tempos atuais.

  2. Impressionante haver uma única indústria na Argentina – a Papel Prensa – que produz papel para os veículos de comunicação. O monopólio já começa aí. Um jornal independente terá dificuldade até para comprar papel…

    Só que, se pensarmos hoje no Quarto Poder – a mídia – o que ocorre é que esse Quarto Poder está dividido em dois:

    1) a velha mídia, ou seja, "grandes" veículos em papel, tvs abertas, rádio;

    2) a "outra" mídia, que inclui a mídia de todas as mídias, a poderosa internet. Aí entramos nós, os blogueiros independentes. Inclui-se também aí os sites de relacionamento – Orkut, Facebook, MySpaces, Sonico, etc, etc, etc, e põe etc nisso – os sites de vídeo – Youtube, Vimeo, etc – os veículos instantâneos – Twitter, Skype, MSN, GoogleTalk – e também os e-mails. Mais os torpedos de celulares – SMS. Inclui-se também os veículos em papel que não se alinham com a velha mídia e, por isso, são chamados de independentes.

    Percebe-se que a parte 1, acima, está em processo de encolhimento lento e inexorável. E a parte 2 em processo de expansão rápida e inexorável.

    O principal a se notar é que a maior porcentagem dessa parte 2 é de veículos que são de duas mãos, ou seja, o sujeito não é passivo, ele interage com o meio. Como, por exemplo, os comentários nos blogs, ou nas comunidades de relacionamento, ou quando simplesmente se responde a um e-mail ou SMS.

    A palavra mídia – do inglês "media" – quer dizer "meio", no sentido de "meio de comunicação". E aqui o grande acontecimento é que estão desaparecendo as diferenças entre as mídias digitais. Não há muita diferença entre comentar uma notícia no site da Folha de São Paulo ou responder a um SMS da namorada. Aliás, podemos fazer as duas coisas de um celular 3G!!! E os celulares 3G estão cada vez mais baratos!! Pior, aqui no Brasil e na América Latina a classe C está cada vez maior, e pode comprar celulares 3G!! "Ai, meu Deus", dizem as elites e seus jornalistas vendidos e comprados como mercadorias.

    Isso, amigos, é uma verdadeira revolução. Isso é uma enorme, gigantesca perda de poder por parte da mídia antiga. Eles não são mais os que emitem comunicação lá do alto de suas torres de marfim. Os oprimidos e despossuídos de todo o mundo lançaram uma maldição contra a velha mídia. Por essa maldição, o terreno sob os alicerces das torres de marfim se tornaram um pântano, e as torres estão, lentamente, afundando nesse pântano. Conforme afundam, as torres já não estão lá nas alturas, elas estão chegando perto de nós, aqui embaixo, para desespero dessa "elite" dos velhos meios de comunicação, a carcomídia. As janelas das torres, que víamos láááá no alto, como pontinhos de luz, parecendo estrelas, inacessíveis ao comum dos mortais, desceram ao andar térreo. Agora olhamos essas janelas de frente. Encaramos o jornalista vendido à elite, olhos nos olhos. Ele desvia o olhar. Sente-se incomodado e está raivoso, rangendo os dentes de tanto ódio. "Como essa gentalha ousa me contestar?", pensa ele. E pensa também: "Como chegamos a essa situação?".

    Cada vez mais, nós somos a mídia. Somos parte ativa da comunicação, e não mais apenas receptores passivos.

    Gosto de citar uma frase do velho comunistão Lênin. Esse guerreiro dizia: "a eletricidade é amiga da Revolução". Ele se referia ao fato de que onde havia eletricidade, havia progresso. Os pequenos agricultores melhoravam de vida. Começavam a pôr os filhos na escola. As escolas podiam funcionar à noite. As pessoas podiam ler à noite. E, como se sabe, povo que lê é um perigo.

    A internet e a comunicação digital são aliadas da nossa Revolução democrática. Onde ela chega, o indivíduo tem mais força, tem mais possibilidade de ser o Sujeito de seu próprio destino.

  3. qua, 01/09/2010 - 13:42
    Tiago

    Ha! Se o tal poder oculto, ao invés de oposição, estivesse em alinhamento automático com a nobríssima presidente, o que ela falaria do mídia em seus país?

  4. qua, 01/09/2010 - 13:15
    Jéssica

    Fiquei arrepiada com esse texto, é clarissímo! Ao mesmo tempo também é assustador se pararmos para pensar o número gigantesco de pessoas que ainda são manipuladas dessa forma, preocupante… A maior parte dos jovens hoje em dia está mais interessada em futilidades inventadas por essa mesma mídia. É incrível como quando a venda dos olhos cai somos outra pessoa, hoje quando por o acaso vejo o JN percebo os sorrisinhos, os olhares maldosos, o tom da voz ironica, e claro as matérias altamente tendenciosas, olho para os dois e dou muita gargalhada, coitados!

  5. qua, 01/09/2010 - 10:14
    Reginaldo

    Essa história da Argentina (assim como a do Chile) teria que ser mais bem conhecida dos brasileiros. É instrutiva, até para entendermos o modo brasileiro de produzir coisa parecida. Seria bom também para esclarecer algumas mitologias, como aqueles ridiculos panelaços da classe média de B.Aires, que tinham um alicerce reacionário debaixo de coisas aparentemente 'rebeldes' ou 'libertárias'. Ou para mostrar o equivoco e o embuste de frases como "que se vayan todos", que uma certa 'extrema esquerda" brasileira festejou. Quando todos "se forem", ficarão… os milicos, os banqueiros, os carros Falcon dos torturadores.

  6. Coincidência ou apenas um modus operandi?
    http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/08/vid

    A TV conservadora (tentando) emparedar seus adversários no púlpito midiático.

  7. ter, 31/08/2010 - 21:01
    milton freitas

    Sabemos oque é o PIG e também o poder da internet.
    porem se contabilizarmos os que acesa a internet e quantos se dirigem aos blogues progressistas notamos que precisamos mais.
    Não basta termos uma nação de especialistas se estes forem reféns das famílias midiáticas.
    Não podemos deixar prevalecer o pensamento único imposto pelo PIG.
    Partido politico eu tenho o meu,mas também não cabe a estes indicar quem ou oque ler.
    Assim como chegarmos aos jovens ,as faculdades ,sindicatos e associações.
    pensadores da Direita sabem como manipular uma vez que direita sem mídia não existe.
    Nos os interessados a que muitos venham a pensar ,comparar ,cobrar projetos e programas e vejam as reformas necessárias neste pais,temos sem imposição mas com um convite ver o contraponto ao PIG disponível a maioria .
    Fisicamente e custo inviabilizaria uma disputa aberta com o PIG,fora que os mesmos diria que é um golpe pois partindo dos blogueiros sujos sabemos a repercussão.
    Proponho um DVD,lindo leve solto ,mostrando manipulação e proposta de pensamento unico.
    Direcionamento para blogues e portal dos blogueiros.
    Atingiríamos a classe media ,universitários.trabalhadores ,sindicatos e filiados a partidos .
    A briga é longa mais quem se propõe a mudar o quadro .
    para matar uma idéia ,somente outra Edéia.
    Agora sem o alerta muitos permaneceram no pensamento único imposto pelo PIG.

    • ter, 31/08/2010 - 22:37
      Baixada Carioca

      É por isso que defendemos o Programa Nacional de Banda Larga do governo federal. Com ele, mais pessoas vão estar incluídas e, naturalmente, migrarão para novas fontes de informação. Os blogues entre elas.

  8. ter, 31/08/2010 - 20:25
    pelasmadrugadas

    Lembro de um debate no Maksoud Plaza, na Paulista, de um jornalista argentino a falar sobre comunicações na Argentina. Disse que a sociedade se mobilizava a algum tempo fazendo pressão. Faz um certo tempo. Este artigo esta se espalhando na blogsfera. Serve de estimulo para os brasileiros e demonstra uma nova civilização em construção na America Latina. Comunicações tem tudo a haver com esse novo ciclo. Saibamos que neste interregno de ciclos as energias que se confrontam se agigantam. Dos dois lados portanto. Do lado do PIG/Serra/mercado caótico e também do nosso lado. Blogsfera/Estado eficaz. Vejam a repercussão deste artigo. Há uma conspiração da qual todos nos participamos. Houve como sempre os primeiros passos, tal qual o do 1º encontro dos blogueiros. Esse sincronizou o artigo do Jose Pablo Feinmann

  9. ter, 31/08/2010 - 20:08
    Jairo_Beraldo

    É o que quer Serra e seus amigos. Recriar o país que se dizia grande (nas propagandas no PIG), mas na verdade era subalterno, colonizado. Abaixava a cabeça a todos países ricos e tinha como expediente comum a subserviência. Seu chanceler tirava os sapatos para entrar na América. Uma afronta à soberania de um país que se dê ao respeito.

  10. ter, 31/08/2010 - 19:26
    O_Brasileiro

    Aquele que conhece a história transpõe os obstáculos da vida com muito mais facilidade.
    Eis o que a história nos mostra:
    1. O povo hebreu era dominado por sacerdotes que se apropriaram da Palavra. Jesus, com seu carisma e tendo o dom da palavra, "ameaçou" os sacerdotes, porque Jesus conhecia a Palavra melhor do que eles! E a Palavra era libertadora!
    2. Depois, a Igreja Católica subjugou todos os reis e príncipes até o século XV porque era capaz de doutrinar e controlar melhor seus membros. Até que Gutenberg imprimiu a Bíblia e "libertou" a Palavra de Jesus, que às vezes era até "escondida" do povo, para beneficiar o clero.
    3. Ai veio a mídia, até o século XX. A mídia subjugou os governos de todo o mundo (destaque para o cinema). A discussão, que era de teor religioso, passou a ser de caráter econômico.
    4. Agora, estamos no século XXI, e a nova revolução é a internet, que estamos ainda aprendendo a conhecer, mas que foi fundamental na eleição de um presidente estadunidense.
    Se você não tem outras armas, pode usar a palavra para atingir o poder!

  11. ter, 31/08/2010 - 18:14
    Frugalista

    Bem se ve que o autor e ensaista, escritor e roteirista… Ficcao cientifica perde. A midia nao ta com essa bola toda, nao. Prova disso sao as eleicoes presidenciais no Brasil.

    • ter, 31/08/2010 - 19:32
      O_Brasileiro

      Quem está com a bola toda nessas eleições é a internet!
      Assim como esteve nas últimas eleições estadunidenses!
      Há meses os crescentes apoiadores de Lula, Dilma e PT na internet têm colocado suas manifestações de apoio em comentários em sites e blogs, Orkut, Facebook, Twitter, entre outros. E isso foi fácil porque o governo Lula é o melhor da história do Brasil.
      A internet é o novo poder, e parece ser tão grande quanto ou maior do que o da mídia tradicional, citada no comentário acima!

      • ter, 31/08/2010 - 20:12
        Jairo_Beraldo

        Mesmo os que continuam a afirmar que internautas e usuários de computador não tem massa encefálica (a máquina pensaria por eles), estão se rendendo a este fenomeno.

  12. ter, 31/08/2010 - 18:05
    Paralelo XIV

    Podem me tachar de louco, mas essa palavras de Cristina me fizeram lembrar:

    "Nós nos apropriaremos da fisionomia de todos os partidos, de todas as tendências e ensinaremos nossos oradores a falarem tanto que toda a gente se cansará de ouví-los.

    Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindode diversos lados e tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os cristãos acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião. São questões que a sociedade não deve conhecer. Só deve conhecê-las quem a dirige. Eis o primeiro segredo.

    O segundo, necessário para governar com êxito, consiste em multiplicar de tal modo os defeitos do povo, os hábitos, as paixões, as regras de viver em comum que ninguém possa deslindar esse caos e que os homens acabem por não se entenderem mais aos outros."

    É um trecho de Os Protocolos dos Sábios de Sião – um livro proscrito e propositalmente transformado em sinal de anti-semitismo (não o sou). Mas que faz pensar, faz.

    Um trecho de "O Santo Graal e a Linhagem Sagrada" (Michael Baigent / Henry Lincoln / Richard Leigh) diz:

    "Intelectuais modernos os desprezam como uma farsa completa, um documento totalmente espúrio, fabricado com interesses anti-semitas, para desacreditar o judaísmo. Ainda assim, os próprios Protocolos contêm passagens que desautorizam tal conclusão. Eles trazem, por exemplo, várias referências enigmáticas que são claramente não judaicas. Estas referências são tão
    claramente não judaicas que tampouco devem ter sido produzidas por um falsificador. Nenhum falsificador anti-semita, mesmo de
    inteligência mediana, poderia tê-las fabricado com o propósito de desacreditar o judaísmo. Ninguém poderia acreditar que elas
    pudessem ter origem judaica.

    Por exemplo, o texto dos Protocolos termina com uma única afirmação, "assinada por representantes de Sion do 33° grau". Por
    que um falsificador anti-semita faria tal afirmação? Por que não teria tentado incriminar todos os judeus, em vez de somente uns poucos, os poucos que constituem "os representantes de Sion do 33° grau"?

    Com base em uma pesquisa prolongada e sistemática, [concluímos] (…): Houve um texto original com base no qual a versão publicada dos Protocolos foi baseada. Este texto original não é uma farsa. Pelo contrário, é autêntico. Mas ele não tinha nada a ver com o judaísmo ou com uma "conspiração judia internacional". (…) O texto original, no qual a versão publicada dos Protocolos se baseou, caiu nas mãos de Sergei Nilus. Nilus não tencionava, a princípio, desacreditar o judaísmo. Ele o levou ao czar com o propósito de desacreditar o grupo esotérico da corte imperial – o grupo de Papus, Monsieur Philippe e outros, que eram membros da sociedade secreta em questão. Antes de fazê-lo, ele quase certamente alterou a linguagem, tornando-a mais venenosa e inflamada do que era inicialmente."

    Por isso, por mais que este livro seja proscrito, os métodos maquiavélicos que ele preconiza podem ser reconhecidos em muitos lugares. Basta olhar á volta…

  13. ter, 31/08/2010 - 17:45
    Gersier

    Não é atoa que são contra as conferências,incluso a CONFECOM.E o seu candidato também,exatamente por ser ele um sub-produto dela.

  14. ter, 31/08/2010 - 17:43
    Marcelo

    Recomendo " Admiravel mundo novo " , de Aldous Huxley

  15. ter, 31/08/2010 - 17:40

    Faltou consultar Bltrand Russel, teórico do autoritarismo, que cita o papel de controle da imprensa, onde apresenta a constatação de que não importaria que jornal você consulte, já que todos estão no mesmo barco político ideológico, todos apresentarão a mesma aproximadamente a mesma versão.

  16. ter, 31/08/2010 - 17:23
    Farpa

    Cada vez mais o PIG é combatido, em todas as frentes. Cada vez tenho mais certeza que é uma questão de tempo, agora com a internet, acontecerá tudo bem mais rápido, a derrocada dos monopólios da informação.

    • ter, 31/08/2010 - 18:32
      ValmontRS

      Mas decisões políticas têm que ser tomadas, leis têm que ser editadas e a sociedade tem que ver a sua vontade materializada no direito objetivo por meio das instituições democráticas.
      A internet e a blogsfera são elementos importantes no processo de discussão e de conscientização, mas os poderes constituídos têm que agir em conformidade com as novas concepções surgidas no meio da sociedade. O que a grande maioria está reclamando é pelo fim do oligopólio das comunicações, pela democratização dos meios de comunicação, por uma nova regulação desse PODER que esteve largado nas mãos de meia dúzia de famílias capitaneadas pelos marinhos nas últimas décadas. Um PODER exercido arbitrariamente por uma minoria privilegada. Um PODER que se sobrepõe até às instâncias máximas constitucionais do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

    • ter, 31/08/2010 - 18:48
      ValmontRS

      Mas decisões políticas têm que ser tomadas, leis têm que ser editadas e a sociedade tem que ver a sua vontade materializada no direito objetivo por meio das instituições democráticas.
      A internet e a blogsfera são elementos importantes no processo de discussão e de conscientização, mas os poderes constituídos têm que agir em conformidade com as novas concepções surgidas no meio da sociedade. O que a grande maioria está reclamando é pelo fim do oligopólio das comunicações, pela democratização dos meios de comunicação, por uma nova regulação desse PODER que esteve largado nas mãos de meia dúzia de famílias capitaneadas pelos marinhos nas últimas décadas. Um PODER exercido arbitrariamente por uma minoria privilegada. Um PODER que subjuga até as instâncias máximas do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

      • ter, 31/08/2010 - 19:15
        Paralelo XIV

        À guisa de conclusão, eu diria que precisamos nos aproximar cada vez mais do que pode ser, num futuro não tão distante, o exercicio da democracia direta. Por enquanto temos a democracia representativa, que por meio das conferencias publicas, aproximam os verdadeiros donos do poder, seus outorgantes – nós – do poder propriamente dito. Quiçá algum dia, até por meio da informática, esse poder possa ser exercido por nós… diretamente.
        Curiosamente, a Constituição prevê isso:

        "Artigo 1o, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE (grifo meu), nos termos desta Constituição."

        Utopia?

  17. ter, 31/08/2010 - 17:20
    Baixada Carioca

    Impor sua verdade como verdade para todos é o triunfo do sujeito comunicacional. Para isso, deve formar os grupos, os monopólios. Deve apoderar-se do mercado da informação para que só a sua voz seja escutada. Para que só os jornalistas que lhe são fiéis falem. Uma vez se consiga isso, o triunfo é seguro.

    Senhoras e senhores. Este cara leu a mente dos membros do PIG brasileiro. Qualquer semelhança com o conceito de democracia jaboriana, definida no Instituto Millenium, não é mera coincidência.

  18. ter, 31/08/2010 - 17:03
    ruypenalva

    Isso dito-escrito por alguém de ascendência judáica sounds good. Mas Feinmann não precisava recorrer à filosofia alemã e chegar à filosfia francesa, passando por Lacan, para dizer o óbvio. O meio é a mensagem, foi o que previu Marshall McLuhan num livro traduzido para o português e muito exotérico. A internet replica com concessões o que fez e faz o radio e a televisão com os burros e sem opinião. O Jornal Nacional da Globo, por exemplo, é editado no conteúdo e na forma. Por exemplo: Para se falar mal de Lula, do PT, de Dilma, primeiro eles dão umas cinco notícias de crime, estupro, corrupção e a seguir dão a notícia contra o Lula, que ficaria supostamente, indissoluvelmente, ligado a essas notícias. Mas nem tudo funciona como eles querem, a prova disso é a enorme popularidade de Lula, apesar dos meios de comunicação. Essa despersonalização, essa anulação do sujeito não é tão passiva assim. O ego, o inconsciente têm seus mecanismos de defesa e seus links insuspeitados. Existe o Zeit Geist, o inconsciente coletivo, a subjetividade não acessável que contrapõem a toda essa dominação. É do próprio homem não ser pastoreado. A religião foi inventada para isso, para se criar uma grande tribo de ovelhas dóceis. Cordeiro de Deus que livrai o pecado do mundo. Tende piedade de nós. Uma coisa achei interessante nesse artigo: É que outro dia, alguém da Folha de São Paulo, na inauguração do seu parque gráfico ou coisa que o valha disse: "Já que não temos oposição no Brasil cabe a imprensa fazer oposição. " Bidu!

  19. ter, 31/08/2010 - 16:56
    Ed.

    A última frase define a diferença entre as sociedades soberanas e as subjugadas.
    Há presidentes e políticos que se empenham em desenvolver as primeiras. Poucos…
    Há os menores, que trabalham apenas para suas subsubsubsociedades. Estes são muitos!

    PS: Afinal, na república hermana, precisa-se ser mulher para bater o mastro na mesa?! … Será aqui assim também?

Comentar