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O papel das bases americanas na Colômbia

Atualizado em 22 de novembro de 2009 às 20:48 | Publicado em 22 de novembro de 2009 às 20:48

Bases americanas na Colômbia visam bloquear projeto de América Latina auto-determinada 
Escrito por Pietro Alarcón   
18-Nov-2009

no Correio da Cidadania

1) Acordo Complementário para a Defesa e a Segurança (...): "O governo da Colômbia, de conformidade com sua legislação interna, cooperará com os Estados Unidos para levar a cabo atividades mutuamente acordadas no marco do presente Acordo e continuará permitindo o acesso e uso das instalações da Base Aérea de Palenquero e de Malambo; os fortes militares de Tolemaida e Larandia; a Base Aérea de Apiay; a Base Naval de Cartagena e a Base Naval de Baia Málaga (...)".

Do ponto de vista político, o Acordo Complementário para a Defesa e a Segurança assinado entre os governos dos Estados Unidos e Colômbia introduz um lamentável novo componente na caracterização das relações internacionais da região. O acordo reproduz cabalmente, sob a forma de documento jurídico, os interesses e objetivos das transnacionais ligadas à produção de armas e as aspirações de uma cobertura militar expansionista dos Estados Unidos, a serviço de uma recomposição nos estratos do poder nos Estados da América Latina. É dizer, a serviço de um retrocesso nas possibilidades de desenvolvimento autônomo e solidário entre os países da área.

Que a construção de um horizonte de integração é uma tarefa titânica não é nenhum segredo. Há interesses contrapostos, visões diversas, ritmos de integração e movimentos em velocidades e dimensões diferentes. Contudo, ninguém pode negar que o diálogo entre os latino-americanos tem sido mais freqüente, fluido, propositivo e intenso, além de consolidado através de constituições, documentos, adesões e novos cenários nos últimos dez anos.

E é precisamente em função de iniciativas diplomáticas e ações conjuntas que não lhes são propícias em termos econômicos e políticos que os Estados Unidos, como em outras oportunidades fizeram, desenharam um projeto, seu projeto, estratégico e fundamentado no potencial bélico que possui, objetivando o incremento de seu poder, influência e gerenciamento das possíveis situações que lhe impediriam seu agir de potência hegemônica.

Não é preciso ter voz de profeta para enxergar que se trata de uma perspectiva onívora, que continua atemporalmente a sustentar, sobre bases geopolíticas, que a guerra é um fato e a paz apenas algo desejável. E nessa lógica de pensamento e ação, toda a atividade psicológica, financeira, política e militar empreendida pela política externa americana para suas finalidades não pode ser considerada surpreendente. Daí que não tenha nada de estranho que o documento enviado pelo Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos contenha o já aguardado e diagnosticado até pelos mais desavisados observadores: que a utilização das bases militares da Colômbia não será apenas para um polêmico e até hoje pouco frutífero combate ao narcotráfico, mas para assegurar a presença militar dos Estados Unidos e sua projeção vigilante.

2. Acordo de (...)

"3.1. (...) realizar exercícios combinados e outras atividades acordadas mutuamente, e para enfrentar ameaças comuns à paz, à estabilidade, à liberdade e à democracia".

Ao lado da proclamação dos direitos humanos, uma das maiores conquistas da humanidade consiste na proibição da guerra, é dizer, a paz, a estabilidade, a liberdade e a democracia são legítimas aspirações humanas.

Nesse sentido, um âmbito propositalmente proibitivo do uso da força nas relações entre os Estados tem sido construído. Entretanto, no ambiente político e militar criado pelos Estados Unidos não há disciplina nem semântica nem sintática, pois as palavras freqüentemente designam meras representações. O esvaziamento do conteúdo real desses objetivos serve para sustentar teses como a de que a legítima defesa preventiva é plenamente justificável quando na interpretação de quem ostenta a defesa dos valores cristãos e democráticos do mundo ocidental, e esses elementos se encontrem ameaçados.

A interpretação do texto do Acordo será feita, obviamente, por quem assinou e, especialmente, por quem o fez em condições de subordinante. De maneira que a dinâmica das relações internacionais na região fica sujeita a um exercício hermenêutico: afetam ou não a estabilidade, a liberdade e a democracia as atividades de um governo que se oponha a um neoliberalizante TLC (tratado de livre comércio) com os Estados Unidos, por exemplo?

3. Acordo de (...)

Artigo 4.2. "As Autoridades da Colômbia, sem cobrança de aluguel e custos semelhantes, permitirão aos Estados Unidos o acesso e uso das instalações conveniadas e às servidões e direitos de passagem sobre bens de propriedade da Colômbia que sejam necessários para levar a cabo as atividades (...)".

No transfundo do processo histórico de dependência da América Latina com relação aos chamados Estados centrais - processo com raízes nas bases organizativas e estruturais da economia, da política, da cultura e do Direito -, não há como negar a presença, influência e pressões do capital estrangeiro. Contudo, há que apontar também a uma constelação de beneficiários nos Estados periféricos que lucraram, e lucram ainda, com o favorecimento à inserção das potências dominantes nos seus espaços territoriais.

A Colômbia assume hoje um generoso papel instrumental, somente explicável em função de algumas reflexões sobre sua conjuntura interna e, logicamente, sobre sua política externa na região.

Há de se considerar, de início e genericamente, que os supostos benefícios da interdependência e da globalização nunca foram evidentes na América Latina. Muito pelo contrário, a especulação financeira e o abandono dos investimentos na produção originaram um empobrecimento maior ainda da imensa maioria da população, que pagou os custos do fracasso das teses do Estado mínimo e da redução orçamentária no social. Estabeleceu-se um padrão privatizador dos serviços públicos e da diminuição do espaço público, com a conseqüente renúncia ao conceito de interesse público para, em contrapartida, ampliar a rentabilidade do capital privado.

Nesse contexto, os movimentos sociais cresceram em resistência e, particularmente, a luta de caráter econômico adquiriu níveis de luta pelo poder estatal, é dizer, de uma exigência por conquistar espaços governamentais que redundassem na execução de programas de novo tipo, de resgate da efetividade dos direitos sociais e recondução das finanças públicas.

As vitórias de programas eleitorais renovadores, executados com maior ou menor sucesso e no meio de contradições internas nos diversos Estados da área latino-americana, servem para constatar uma evolução onde, com certeza, é possível fazer balanços para encarar o positivo e o negativo. E onde certamente haverá também pontos importantes como a tentativa de superar a fragilidade das relações econômicas, políticas e comerciais dos Estados da região.

Nas relações internacionais da América Latina, ao produzir-se esta mudança, modificou-se a tradicional subordinação do interesse nacional de cada país a um interesse predefinido pela potência hegemônica e, simultaneamente, se promoveu uma ampla discussão sobre um interesse regional. Os pontos nevrálgicos dessa possível unidade sobre novas bases implicam o reconhecimento da autodeterminação de cada Estado; da coexistência pacífica das sociedades nacionais no intuito de fomentar a segurança e impedir aventuras militares ultrapassadas; de uma democracia participativa, em lugar de um arremedo democrático de convite às urnas a cada dois ou quatro anos; e da elaboração de projetos conjuntos, com capital nacional, nos marcos de um plano de desenvolvimento econômico-social que se torne objetivo nos salários, na saúde, na educação e na agricultura.

Entretanto, na Colômbia, com 31 sindicalistas assassinados no ano de 2009, segundo o Departamento de Direitos Humanos da CUT-Colômbia no seu mais recente informe, no meio do silêncio, impunidade e mais de um milhão de deslocados internos, importa anotar que a classe no poder governamental não tem a mesma força de outrora. Verificam-se sérios fracionamentos. Obviamente, pesa muito dentro do processo de desgaste o fracasso da denominada segurança democrática, é dizer, o esquema de denúncias, recompensas e conversão de civis em militares para auxiliar no combate às guerrilhas, que deixou como saldo a condenação internacional pelos falsos resultados positivos. E pesam também os escândalos financeiros do agro-seguro, das prisões dos seus aliados no Congresso pelos seus vínculos com o paramilitarismo, dentre outras questões que não têm repercussão internacional porque a operação abafa é um costume internacional, perigoso, mas infelizmente um costume que se sobrepõe ao direito à informação.

Em tais condições, internamente, para a Colômbia, o Acordo cumpre duas funções: a primeira, de introduzir um elemento político-militar novo dentro de estrutura para o exercício do poder, na perspectiva de um assentamento a longo prazo do grupo dominante encabeçado pela presidência. Assim, do intervencionismo vedado passou-se ao descarado, e com ares de legalidade. A segunda, que implica a postura em matéria de política externa, a de ratificar o papel do governo colombiano como instrumento geopolítico, numa lógica de subordinação muito parecida à de metrópole-colônia, um esquema de retorno ao que parecia superado ou, pelo menos, dissimulado.

O imediato objetivo do Acordo é claro: permitir a presença de tropas e o posicionamento de aeronaves de guerra em 7 bases militares na Colômbia, consideradas estratégicas para qualquer possibilidade de incursão militar em Estados da região. Vale a pena ressaltar que o tipo de aviões que terão pouso nas bases são os conhecidos Orion, Awad e C-17, que podem conduzir toneladas de material bélico e realizam operações de inteligência e monitoramento.

Ninguém, em sã consciência, acha que quem se preocupa tanto com instalar suas tropas na região o faça para mantê-las cuidadosamente dispostas para limpar os aviões, caçar borboletas ou colecionar as belas lendas dos camponeses da região. Vão usar as bases para o que elas servem, é dizer, para fins militares, e projetadas em raios de ação muito amplos, como, aliás, alerta o ex-presidente colombiano Ernesto Samper em artigo publicado no El Pais da Espanha há alguns dias.

Não existe, desde nosso ponto de vista, até o momento, uma reavaliação, como sugerem alguns analistas, do tratamento e das relações dos Estados Unidos na região. Muito pelo contrário, está em curso uma estratégia político-militar de contenção dos processos de unidade regional e de desenvolvimento de alternativas ao modelo econômico predador. E não é mais possível minimizar a importância para qualquer cálculo ou diagnóstico em matéria de relações internacionais de algo tão ousado, drástico, irresponsável e deplorável, como o Acordo – Acordo complementar para a Cooperação e Assistência Técnica em Defesa e Segurança - assinado pelo governo colombiano e os Estados Unidos no dia 30 de outubro.

4. Artigo 150, 16, da Constituição da Colômbia: "Corresponde ao Congresso (...): aprovar ou desaprovar os tratados que o governo celebre com outros estados ou entidades de direito internacional (...)".

A incapacidade de persuadir desde o poder implica que sejam questionados os baluartes da própria institucionalidade estatal e os fundamentos basilares do historicamente denominado Estado de Direito, abrindo-se passo a um Estado de fato ou de não direito. Destarte, a assinatura do Acordo entranha um vício de inconstitucionalidade que acarreta sua nulidade, posto que a separação de funções violentou-se gravemente quando o Congresso Nacional, sendo este impedido de discutir o assunto. Isto é, não houve controle prévio. Por outro lado, fazendo caso omisso ao Conselho de Estado, o governo não submeteu o tratado ao exame de constitucionalidade da Corte Constitucional colombiana. Obviamente, os reparos esperados com relação a um Acordo que atenta contra a integridade territorial do país e contradiz as bases constitucionais – a soberania, os fins do Estado, a paz como direito fundamental - não tiveram espaço político e jurídico para serem argüidos. A arbitrariedade fez do Estado de Direito o boneco à luz da qual passou o autoritarismo presidencial.

Advirta-se, entretanto, que nenhum Estado do mundo pode invocar uma situação de guerra imaginária para a prática de atos bélicos não justificáveis como se fosse uma situação efetiva de ataque ou, pelo menos, de situações paralelas que tornem permissível a ação de defesa. Mas precisamente nisso reside a fragilidade provocada nas relações internacionais da região pelas bases militares. A legítima defesa, algo que pode resultar difuso em termos concretos, subordina a segurança de todos à lógica de quem atira a primeira pedra. Esse é um fator de constante preocupação.

Na Colômbia, o resgate da democracia, da pluralidade e do respeito pela vida e as liberdades passa por uma estratégia anti-reeleição, com um programa de governo que abra o diálogo para a paz, que construa um arco de alianças suficientemente amplo para gerar as condições de canalizar as exigências de renovação econômica e política. Nesse sentido, o Pólo Democrático que elegeu como seu candidato presidencial o senador Gustavo Petro deve promover a unidade com setores democráticos e dispostos a contribuir com as mudanças.

Contra o Acordo, uma severa ação diplomática e jurídica pode e deve ser empreendida, com o objetivo de contribuir para a estabilização, superando-se as fragilidades e as ameaças à paz. O que está em jogo não é, apenas, a crítica situação da Colômbia ou suas possibilidades de abrir espaços à troca humanitária, ou um diálogo frutífero que seja capaz de puxar reformas estruturais. Esforços para essas finalidades devem ser objetivos de todos, tanto colombianos quanto vizinhos. Mas também existe outra dimensão, que entranha a estabilidade de toda a região, os avanços políticos, as possibilidades de respeito à autodeterminação. A Organização das Nações Unidas, por meio das suas agências, em especial o ACNUR, tem o dever de manifestar-se com mensagens claras contra a guerra, requerendo o reforço das garantias para a paz como única medida aceitável para qualquer contradição na região e condenando iniciativas bélicas, intimidações e constrangimentos aos direitos humanos, promovendo o amplo desenvolvimento econômico e social.

Pietro Alarcón é professor da PUC/SP, assessor do convênio Cáritas-ACNUR para refugiados e membro da CEBRAPAZ.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
capitão-tenente (24/11/2009 - 16:41)
Caro John. Por que vc acha tão remota a possibilidade de intervensão americana no Brasil? Vc também acha remota a possibilidade de intervensão na Venezuela? E no caso de um ataque à Venezuela (hipotético)as fronteiras seriam respeitadas (tanto pelos norte americanos quanto pelos venezuelanos)? Aguardo sua resposta genial para iluminar minha vida de militar, já que pareces ter grande experiência na área.

John bastos (24/11/2009 - 12:29)
Milton, voce acredita que o 9/11 foi armacao. Como que alguma pessoa com QI maior que meu jumento Epitacio pode levar voce a serio, teorista de conspiracao?

John Bastos (24/11/2009 - 12:26)
"Infelizmente (para eles) na guerra de selva, tanques e caças são de pouca serventia. Eles sabem disso. E estão se preparando. Aconselho que façamos o mesmo."

Preparando-se? E voce eh capitao-tenente? Eu esperaria que nossas forcas armadas promovessem uns rapazes mais espertos, por exemplo, com o dominio da aritmetica ou de logica elementar. Afinal, o que dizer do argumento que nao eh possivel ganhar uma guerra sem infantaria e ao mesmo tempo sustentar a ideia ridicula que os EUA estao na Colombia para intervir no Brasil? Com que infantaria, oh genio?!

leonidas (24/11/2009 - 08:01)
Capitão tenente


Mas nao faço e alias nunca fiz exercicio mental no sentido de conceber uma " ocupação ".
O que os americanos fizeram no Iraque é uma besteira enorme fruto de alucinados que dominaram a politica americana.
Em um pais como o Brasil , ocupação militar é simplesmente inviavel.
Uma loucura do tamanho do universo.
Fiz menção ao fato de que o arsenal americano permite a eles nos deixar sem agua, luz e acesso a canto algum do mundo seja via aerea ou naval sem precisar colocar um unico soldade aqui ou de bases na colombia.
Essa gritaria todo é eco da caixa de ressonancia que é composta pelos que falam muito baseados no que os seus "mestres" dizem...rs

Ops! (24/11/2009 - 00:47)
Sabem quem tá protengendo as maiores plantações de papoula do Afeganistão? Os EUA! Os maiores consumidores de drogas do planeta. Mais que a Itália! Combater os traficantes de drogas? Hahaha... Finjo que acredito! Eles não tão lá por causa do Chavez. Tãolá por causa do Morales. Chavez fala de mais. Ator se esgoelando para chamar atenção. A justificativa para conter as ações da bolívia.

euheim (23/11/2009 - 23:25)
A Colombia já perdeu a região que hoje é o PANAMÁ. Vai perder mais territorio. Mais um erro historico. É o PETROLEO, ESTUPIDO. E A AMAZONIA TAMBEM.

Marcelo Bastos (23/11/2009 - 19:39)
Na década de 1990, a Colombia pediu ajuda aos governos sul-americanos para combater as FARC, ninguém se dispôs. Os EUA então, propuseram o Plano Colômbia, de sua implantação até hoje já se foram dez anos e cadê a ameaça ianque sobre a Amazônia? O que se vê é o enfraquecimento das FARC, isso sim, a produção de cocaína na Colômbia caiu 30%. Mas as FARC são um exército ideológico, né?

Maria Dirce (23/11/2009 - 13:50)
O chavez mandou demolir umas pontes Uribe beija botas dos Ianques ja falou tio patinhas veja o que chavez fezzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz seria cômico se não fosse trágico!!O chavez que fique esperto mesmo!!!

Valmont (23/11/2009 - 13:44)
O PIG minimiza o assunto, como se as bases militares na Colômbia não fosse uma arma apontada contra cada nação sulamericana, especialmente, para a Venezuela, bola da vez, em clara manobra de intimidação.
Os entreguistas de sempre exultam com a possibilidade de sermos dominados por forças estrangeiras. Que bacana!
Em pleno século XXI, quando as grandes nações proclamam uma nova era de multilateralismo, vemos habitantes do Brasil (que não se podem considerar cidadãos brasileiros) defenderem a eterna submissão deste País às odiosas imposições dos EUA!
Vale lembrar o episódio tratado na manchete abaixo, datada de setembro de 2001:
"STF pede explicação sobre concessão aos EUA.
Escritório de serviço secreto americano em SP gera polêmica."
Ou à denúncia recente: ""Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford..."
Aos que desejam tão ardentemente servir a US Army, vão em frente! Alistem-se e partam a mil para o Iraque.
O Brasil não perderia nada com isto. Pelo contrário, teríamos menos lesapátrias a nos encher o saco.
Soberania não interessa às hienas que desejam um Brasil ajoelhado, sobre cuja carcaça elas possam se fartar como sempre fizeram.
Traitors, GET OUT! (eles só entendem essa língua.)

capitão-tenente (23/11/2009 - 13:06)
Caro Leonidas, não se iluda. Sem duvida a força aérea americana é muito poderosa, chego a dizer que imbatível(especialmente para a nossa FAB). Entretanto a história militar comprova que isso é irrelevante para o desfecho de uma guerra. Sem o domínio do terreno é impossível garantir uma vitória. Caças e bombas nunca concluiram nenhuma guerra (exceção seja feita aos ataques nucleares no Japão feito pelos EUA, mas espero não viver para ver o mesmo em território brasileiro). As guerras só são ganhas com intervenção da infantaria, especialmente num campo de batalha como o amazônico. Na densa floresta tropical de nada valem caças e porta-aviões. Os americanos sabem muito bem disso desde a segunda guerra, quando mesmo depois de desmantelar a luftwaffe, precisou arcar com um custoso e encarniçado desembarque na Normândia. Todas as vezes que ignoraram a importância de uma infantaria preparada para o terreno em que combateriam, enfrentaram vergonhosas derrotas militares. No Vietnã, por exemplo, perderam a guerra sem ter perdido um unico combate sequer. Lá, cometeram o erro de subestimar o inimigo, acreditando que sua mecanização superior seria o suficiente para derrotar a guerrilha vietcong. Sua então arrogante atitude lhes custou um alongamento demasiadamente grande do conflito, o que os levou a perder o apoio popular em casa.
Infelizmente (para eles) na guerra de selva, tanques e caças são de pouca serventia. Eles sabem disso. E estão se preparando. Aconselho que façamos o mesmo.

Eduardo Oliveira (23/11/2009 - 12:24)
Caro Azenha,
Acho que merece destaque aqui no site, sobre o lançamento deste filme referente aos frutos da administração tucana.


Como esses tucanos são invejosos!

Para fazer frente ao filme em exibição nos cinemas sobre a vida do presidente Lula.

O PSDB em parceria com a Discovery Channel, lançará no prôximo domingo (29 de novembro), grande documentário da êxtase na administração de SP, dos quase 16 anos governados pelo partido "Qual partido, PSDB ou PCC?".

Na Discovery Channel
São Paulo Sob Ataque, às 20h no dia 29 de novembro.

Dvorak (23/11/2009 - 12:07)
"A gente, que trabalha na área técnica, é mais humilde.Sabemos que nossas equações são apenas modelos simplórios de realidades bem mais complexas.
Mas como explicar isso para esses imbecis que não sabem resolver nem uma EDO linear???????? "


Área técnica??? O Google é tua salvação, Rayovac!!!Tá querendo enganar a quem, bloguiota???



ehehehehehehe

Eduardo Oliveira (23/11/2009 - 11:37)
Quando alguém vem aqui defender o neoliberalismo, fico pensando como pode proteger a moral de sua casa "Quanto vale uma noite com minha esposa ou filha?".

O neoliberalismo já se explica pelo nome, libera em troca de algo, será que pessoas como essas consegue durmir, dias após dias, sem ter um peso na sua consciência.

Isso se os tupiniquins intelectuais, alienado a grande mídia, tiver né!

Eduardo Oliveira (23/11/2009 - 10:35)
Tem um pessoalzinho aqui, quem nem vale referir-se a sua existência entre nós, entendeu Milton Hayek!

O pessoal são puros demagogos tupiniquins e alienados as diarréias verbais imperialistas - não passando de puxasacos, por isso, que os gringos chamam o povo brasileiro bananas, por causas de figuras como esses!

Será que estão lendo o diariozinho da CIA?

Quanta submissão aos ideais americanos, quanto será que estão recebendo dos gringos para defender seus interesses?
Pelo jeito, nem competência para isso tem!

Se lá nos EUA é tão bom, porque não arrumam suas malas e vão sem retorno, ainda não conseguiram o "Green card" ou muito menos um Visto de Turista.

Quanta mediocridade, a vida não merece isso!



Submissos...

leonidas (23/11/2009 - 10:30)
Milton
rs
Relaxa cara...rs
Tá muito extressado...rs
Faz assim , fale do que vc entende ou prove que os argumentos de quem vc nao concorda são invalidos.
Mas isso sem apelar para aquela retorica mofada e utopica de sempre ok?
Sobre ser tecnico etc e tal, acho que vc se confundiu ...rs
Uma coisa nada tem com outra.
Aqui a gente coloca opinioes, mesmos que sejam inuteis e cheias de ofensas baseadas em nada como as suas...rs

Sasha Borinsk (23/11/2009 - 10:20)


Jonh Bastos = dragão =abismo=apocalipse = hercolubus=suma daqui!!!!

Milton Hayek (23/11/2009 - 09:47)
Pior do que bases russas na Venezuela e estadunidenses na Colômbia são as bases ideológicas na cabeça do Leonidas e do Dvoaraque......
É sempre esses discursinho mequetrefe de "nós somos os técnicos e vocês os ideológicos".Geralmente,esse tipo de panóplia verborrágica vem de quem não tem nenhuma formação técnica em engenharia,física ou ,pelo menos,numa dessas ciências sociais aplicadas como a economia.
A gente, que trabalha na área técnica, é mais humilde.Sabemos que nossas equações são apenas modelos simplórios de realidades bem mais complexas.
Mas como explicar isso para esses imbecis que não sabem resolver nem uma EDO linear????????

Silvio (23/11/2009 - 09:37)
Excelente professor de Direito Constitucional! Já tive aula com ele.

leonidas (23/11/2009 - 08:53)
nossa quantas palavras apenas para mostrar o que ja se sabe.
a condenação das bases americanas é apenas de viés ideologico, se fosse a Venezuela que fosse hospedar bases para a Russia tava todo mundo quietinho.
como ficaram quando Chavez ofereceu os portos de seu pais para a armada russa.
quanta balela.
os americanos nao precisam dessas bases para projetar poderio militar no continente.
essa afirmação é ridicula , de quem nao tem a menor noção do que compoe uma força militar em açoes desse tipo.
cada um dos porta avioes americanos ( há 12 deles na ativa ) possuem uma força aerea mais poderosa que qualquer pais daqui, incluindo o nosso.
Com o FX a fab ainda possuira em um primeiro momento mens caças de 4º geração que um porta avioes deles...rs
Os americanos tem aviação de longo alcance para varrer do mapa nossa capacidade industrial e logistica a partir do territorio americano mesmo.
se houvesse uma operação de desembargue ( improvavel ) navios do tipo LHA podem fornecer apoio de helicopteros e avioes V/Stol isso tudo sem falar dos 90 avioes de combate que há em cada um dos porta avioes americanos.
muita conversa jogada fora, fruto de teorias conspiratorias e dos anti yankee de plantao.
sobre a america latina esta unida com nunca...rs
isso só pode ser piada né?
tensões estaão brotando como agua e o Brasil nao faz nada pq nao tem moral para isso.
pq as partes sabem que ele é parcial devido a sua clara linha ideologica adotada nas intervençoes que faz...

José Celso (23/11/2009 - 04:14)
É o bom e velho estilo dos "Estados Onívoros da América"...

John Bastos (23/11/2009 - 01:51)
"marcello coutinho medeiros (22/11/2009 - 23:01)
a culpa e dos paises da america latina quando a colombia pediu ajuda ninguem ajudou, deu pretexto por americanos enfiarem mais uma base na america do sul."

Culpa nada!

Os estadunidenses sao os melhores amigos dos latino-americanos que querem se sustentar trabalhando ao inves de roubar.

Lembre-se: quem matou Che Guevara? A CIA, ora bolas! A America Latina pensante (nao somos muitos, infelizmente) tem uma divida eterna ao Tio Sam, por por fim na vida daquele psicopata.


Milton Hayek (23/11/2009 - 01:25)
Você já esteve com o pessoal da Marinha Azenha.Eu vi quando contou aqui.
Se você for no Exército pode perguntar se é verdade que eles encontraram bases americanas dentro do território brasileiro,na Amazônia, no começo dos anos 90.É verdade.Foi por isso que o General Taumaturgo(lembram???) abriu o bocão e foi demitido do Comando Militar da Amazônia, por Collor, no começo dos anos 90.Foi quando sabotaram nosso programa nuclear paralelo.
Após a queda do Muro de Berlim eles acharam e acham que o mundo é deles.É o fascismo corporativo no comando do país como Eisenhower alertou na saída da presidência em 1960.
Hoje eles não tem,no Brasil, bases cercadas com cerca elétrica como nos anos 90.Eles têm propriedades vigiadas por pessoal da Blackwater como acontece nas plataformas de petróleo que a famigerada lei 9487/97,de FHC,permitiu que operassem em território do Brasil após a quebra do monopólio da União sobre o mesmo.
Vocês,que têm mais contato com civis,podem ouvir(com sorte) a mesma história desse pessoal que trabalha com segurança privada.Geralmente são ex-militares porque o salário deles está muito ruim.Se encontrar algum que serviu no Norte,pergunte.
Lula,além de reaparelhar as três Forças,precisa recompor a massa salarial dos milicos que perderam muito do seu poder aquisitivo desde 1990 com Collor.
FHC foi a pior desgraça que já ocorreu ao Brasil.É por isso que os milicos o odeiam e não permitiram que ele privatizasse a PETROBRAS.
Vade retro carniça FHC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

João Paulo (23/11/2009 - 00:37)
A Colômbia sempre teve tais pendores pelos americanos. Lembremo-nos do Tratado Mallarino-Bidlak, de 1846, em que a Colômbia praticamente abriu mão da soberania sobre o Panamá, que em algumas épocas do século XIX, chegou a se separar da Colômbia. Em 1855, graças ao incidente do ''pedaço de melancia'' tropas norte-americanas desembarcaram no Panamá. Em 1903 os americanos fizeram a Colômbia assinar o Tratado Hay-Herrán,assinado por ordem do pusilânime Presidente Don José Manoel Marroquín. Os americanos subornaram o governador colombiano do Pana,á para que se deixasse prender, e pagaram ao chefe da Armada colombiana para que zarpasse com todos os navios.Quando os colombianos quiseram reagir era tarde. Em 1921, pelo Tratado Thompson-Urrútia os americanos deram 50 milhões de dólares à Colômbia como compensação pela perda do Panamá.

Eduardo Oliveira (22/11/2009 - 23:47)
Após essa ação dos EUA na Colômbia, o Brasil deve imediatamente cancelar o acordo de não proliferação de armas nucleares, e partir para o desenvolvimento de armas capazes de proteger contra qualquer ingerência externa.

E o papel dos colombianos parece muito com o serviço prestado pela empresa a BlackWater aos interesses excusos do EUA!

franklin (22/11/2009 - 23:44)
Veja o Afganistão, com o Taleban, acabou o cultivo da droga, com os Eua, tornou-se o maior exportador de drogas do mundo, com 95%. É a Cia em ação, trabalhando por você, como o Serra em SP.

franklin (22/11/2009 - 23:42)
O que os EUA, quer é garantir sua parte nos negócios da DROGA

Marat (22/11/2009 - 23:09)
O PIG, devidamente pago pela CIA pinta o Chávez como o grande problema, sendo que o caudilho ultradireitista Uribe é que é o lacaio perigoso. Agora abrirá as pernas para o tarado Tio Sam... as consequencias não tardarão. A internet (e apenas ela) mostrará os inúmeros conflitos advindos de tão nefando acordo...

marcello coutinho medeiros (22/11/2009 - 23:01)
a culpa e dos paises da america latina quando a colombia pediu ajuda ninguem ajudou, deu pretexto por americanos enfiarem mais uma base na america do sul.

Jorge Nunes (22/11/2009 - 22:44)
O povo dos EUA pagam por essas loucuras calado?

Pois, essas operações militares dos EUA em nada beneficiam aos estadunidenses. O que o eles ganham com isso?

Não ganham nada.
Essas guerras e bases vão financiar apenas os mais ricos.

A desculpa de combate as drogas é mentirosa, pois, há novas drogas surgindo dentro dos EUA e está viciando a sua população em larga escala (crystal). Ou seja se eles não tem capacidade de combater as drogas dentro de seu país como querem fazer em outros?

Na Colômbia Uribe representa os produtores de drogas e no Afeganistão a presença dos EUA garantiram o aumento da produção de ópio. Isso vai acabar bem?

E voltamos aos ricos financistas...

Estes ricos que montam fabricas na China ou Malasia e deixam o povo desempregado,que por sua vez perdem suas casas ou vêem sua qualidade de vida cair rapidamente. Isso gera mais pobres para servir como militares.

Não importam que o processo de sustentar bases e guerras ao redor do mundo destroem os EUA lentamente. O que importa é ganhar dinheiro a custa do Estado (Até hoje não vejo lógica nisso).

Isto não vai parar tão cedo ou ter um final feliz.

Acho que a sociedade dos EUA é que tem que correr para recuperar a sua república ou vamos testemunhar cada vez mais crises.

---> Aliás quem monta computadores já viu alguma peça "Mande in USA" ultimamente?

Gersier (22/11/2009 - 22:36)
E o PIG não mostra nada disso,finge-se de morto,como aconteceu com o terceiro mandato.Chaves e Lula não podem,mas Uribe segundo o PIG pode tudo,inclusive ser capacho dos norte americanos como o PIG e alguns políticos safados do Brasil o são.E ainda existem idiotas que acreditam nesses cretinos que manipulam os fatos afim de enganar os brasileiros menos esclarecidos.São os alienados que vibram e,como moscas do tal jornaleco,pousam aqui nesse blog e escrevem imbecilidades.

Angela (22/11/2009 - 21:53)
E o governo Lula se dá ao luxo de desmontar a ABIN em tempos tão bicudos.

JULIO SILVEIRA (22/11/2009 - 21:38)
A Colombia iniciou seu processo de assimilação pela America do Norte, daqui a pouco tempo será apenas mais uma estrela na bandeira dos EUA, como foi com Porto Rico.
E com as bençãos de seu povo fraco e dividido.

Antonio (22/11/2009 - 21:03)
Ao aceitar essas bases, infelizmente o governo da Colombia passa ao mundo a mensagem que as forças armadas colombianas são absolutamente incompetentes. E o povo colombiano, o que será que pensa de seus militares ?



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