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O novo marco regulatório do petróleo

Atualizado em 06 de outubro de 2009 às 10:28 | Publicado em 06 de outubro de 2009 às 10:19

Diretor da Petrobras diz que regime de partilha defende melhor os interesses da União

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
    


Brasília - Em audiência da Comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado, o diretor de Produção da Petrobras, Guilherme de Oliveira Estrella, defendeu a adoção do regime de partilha como forma de assegurar um maior controle da exploração do petróleo da camada pré-sal. Ele explicou que o regime é adotado em vários países, principalmente em campos onde é baixo o risco de exploração.

Até hoje, a Petrobras atuou somente com o regime de concessão, mas o governo tomou a posição de adotar o sistema de partilha confiando na alta produtividade da área do pré-sal. “Estamos falando de poços com grandes volumes recuperáveis de óleo e gás por apresentarem rochas porosas e que já apresentaram elevada produtividade dos postos testados”, enfatizou Estrella, ao citar como exemplo campos do norte do Espírito Santo e o Campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos. “São poços efetivamente muito produtivos”, destacou.

O diretor também defendeu a Petrobras como única operadora do pré-sal, com a participação de terceiros, e enfatizou a escassez crescente de petróleo no mundo. Ele citou um estudo da Agência Internacional de Energia sobre a situação mundial de consumo e produção de petróleo até 2030.

“Os mais pessimistas indicam que teremos um consumo de 85 milhões a 90 milhões de barris, por dia, em 2030. Uma perspectiva média aposta em um consumo de 100 milhões de barris por dia. Mas há uma previsão de termos um consumo mundial de 110 milhões de barris a serem consumidos, por dia, em 2030. O dramático disso tudo é que, considerando os campos já descobertos hoje, eles dariam conta de apenas 30 milhões a 40 milhões de barris por dia. Isso significa que as empresas mundiais, sejam estatais ou privadas, precisam descobrir, até 2030, campos para produzir cerca de 60 milhões a 70 milhões de barris por dia”, observou.

“Certamente vários caminhos têm sido adotados para atender a essa demanda. Esse assunto certamente estará na ordem do dia nas discussões internacionais”, explicou.

No regime de partilha, a Petrobras fará parceria com empresas privadas para investimento nos poços. A escolha da empresa parceira dependerá do percentual do óleo-lucro [volume de óleo retirado e subtraído os custos com investimentos e de operação] oferecido à União. O percentual mínimo a ser ofertado é de 30%. “A empresa que oferecer maior percentual de óleo-lucro para a União vencerá a licitação”, disse Estrella.

Clique aqui se você quiser baixar o guia da Petrobras sobre o pré-sal


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Ubaldo (03/11/2009 - 14:59)
A pré-sal, hoje é inviável economicamente. Com o preço do petróleo no mercado internacional em torno dos US$ 70 por barril e com os problemas logísticos (800 Km da Costa, 5.000m de lâmina dágua e mais 2.000m de perfuração), técnicos (arrasto de areia) e ambientais (reinjeção de CO2 nos poços, já que na pré-sal as concentrações de CO2 são seis vezes maiores). Para se iniciar a produção em 2020, teremos de investir muitos bilhões de dólares e contar que desenvolveremos tecnologia (mesmo com ajuda de empresas estrangeiras) e que o não haverá substituto do petróleo. Enquanto os países árabes, como a Arábia Saudita que produz em muitos campos pelo revestimento dos poços e gasta US$ 2 por barril para extração e vende pelos mesmos US$ 70 por barril, nós contamos com os investimentos do governo e empréstimos por nós avalisados para se aventurar. Tudo coisa de políticos. Agora somos ricos. Na imaginação. Enquanto a máscara não cai, continuamos a pagar a gasolina mais cara do mundo para poder pagar os salários dos políticos infiltrados na administração da Petrobrás e seus caixa dois.

Augusto - Juiz de Fora - MG (06/10/2009 - 23:30)
Tem gente desinformada aí opinando sobre o que nada sabe.
Concordo que a jornalista não foi muito feliz em sua matéria, não dizendo a que veio.
Começando pelo Guilherme Estrela, cidadão honrado, da maior competência, foi Superintendente do Cenpes da BR (maior centro de pesquisas da AL, o maior responsável pelos "Oscar" em tecnologia de águas profundas, concedido pela Offshore Technology Conference). O desenvolvimento de tecnologia alcançado pela BR (fruto do Cenpes e Estrela desde há mais de 2 décadas) é tão mais elevado que as outras empresas internacionais, que elas só se interessam em participar dos leilões promovidos pela ANP, consorciadas com a Petrobras. O nacionalismo e patriotismo de Estrela estão acima de qualquer suspeita. Só quem não o conhece, ou tem outros interesses, pode duvidar de seu caráter.
Quanto à Ag. Int. de Energia ela não "administra" nada aqui. Só foi usada como referência de ESTIMATIVA de consumo para 2030. Com base nessas PREMISSAS são planejadas as ações que são tomadas nos próximos anos.
Outras empresas são convidadas tendo em vista esse planejamento que está sendo feito, e os investimentos necessários remontam a cifras extremamente altas. Essas empresas são um "mal necessário" para conseguir o grande objetivo.
A mudança no marco se faz necessária para que, uma vez que as empresas investirão buscando seu lucro, estes lucros possam ser menores, sobrando mais ao Brasil, diferentemente do atual modelo implantado por FHC, que não beneficia ao país.

Augusto - Juiz de Fora - MG (06/10/2009 - 22:50)
Tem desinformados aí, dando opinião sobre o que não sabem.
Concordo que a matéria feita por esta jornalista não foi muito feliz pois a mesma não diz a que veio.
Começando pelo fato de que o Guilherme Estrela, é extremamente competente tendo sido por muitos anos o Superintendente do Cenpes da BR (o maior centro de pesquisas da América Latina e um dos responsáveis pela alta tecnologia desenvolvida pela Petrobras, o que a fez ganhar vários "Oscar do petróleo", promovido pela Offshore Technology Conference, assim como também colocou a empresa tão à frente das suas concorrentes, que todas elas querem consorciar-se com a BR para disputar blocos de exploração nos leilões da ANP). Seu nacionalismo e patriotismo estão acima de qualquer suspeita. Só quem não o conhece, ou quem tenha outros interesses, pode colocar em duvida seu caráter.
A Agencia Internacional de Energia não está "administrando" nada aqui. Somente foi usada pelo Estrela para fins de PREVISÃO de consumo de petróleo em 2030. A partir das premissas de consumo são estabelecidas ações a serem implementadas com o objetivo de resguardar nossa auto-suficiência, nossa soberania, e de defender nossos interesses.
A necessidade de ter outras empresas participando vem da enormidade dos investimentos que precisam ser feitos e, logicamente, essas empresas querem garantir lucros para seus investimentos.
A batalha pelo novo marco é que essas empresas não mais devem ter tantos lucros como os permitidos no atual modelo implantado por FH

http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/ (06/10/2009 - 20:06)
"Ele citou um estudo da Agência Internacional de Energia sobre a situação mundial de consumo e produção de petróleo até 2030."

"Agencia Internacional de Energia", leia-se N.W.O. administrando a escassez de tudo, ou melhor: a "invisível" raposa tomando conta do (nosso) galinheiro.
Sinto muito, sou grato.

Zerofour... (06/10/2009 - 17:07)
Se mesmo não sendo tão nacionalista o pic e a direita já se contorcem....

Imagina se fosse?

Renilton (06/10/2009 - 13:00)
E a CPI da Petrobras, ainda está respirando?

eduardo ayrton (06/10/2009 - 12:12)
Pq se não o PIG entra em crise e vai chamar lula de hugo chavez e tentar dar um golpe nas vesperas da eleição igual fizeram em honduras

Lucas (06/10/2009 - 11:29)
Então a coisa não é tão nacionalista assim.

Pq chamar outras empresas???????



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