Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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O MUNDO VAI ACABAR (VERSÃO EUROPÉIA)

Atualizado em 06 de outubro de 2008 às 12:01 | Publicado em 05 de outubro de 2008 às 17:16

Nas últimas horas, como lembrou a Amyra, a situação econômica se deteriorou fortemente na União Européia.

Dois planos de resgate organizados por governos fracassaram espetacularmente quando instituições financeiras, preocupadas com a sua exposição à crise, cairam fora.

Na Alemanha o governo anunciou hoje que vai garantir os 700 bilhões de dólares em poupança privada depositados no país depois que os bancos desistiram do resgate da Hypo, a grande empresa de financiamento imobiliário do país.

Na Bélgica o governo tenta vender às pressas as unidades locais do banco Fortis, que foram nacionalizadas na sexta-feira na Holanda depois que um plano conjunto dos dois países com o governo de Luxemburgo, para salvar o banco, fracassou.

A Islândia considera tomar novas medidas para evitar uma corrida aos bancos. A Irlanda já deu garantias não só aos depositantes, mas também aos sócios dos seis principais bancos do país. A direção do UniCredit, que opera tanto na Alemanha quanto na Europa Oriental, está reunida para tentar evitar que a boataria cause a falência do banco, segundo o New York Times.

 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Amyra El Khalili (09/10/2008 - 16:37)
O capitalismo não acabará. O problema está nas características cruciais dos sistemas político e econômico. Separo um trecho: "O Projeto BECE - através de seus fóruns virtuais e in loco - tem como missão estimular você a formular quantos "comos" forem necessários para que este comportamento autoritário, autofágico, degradador e desumano dos mercados futuros e de capitais, seja repensado, reavaliado e reformulado. Você pergunta para BECE: "Como conseguiremos inverter esse modelo monetário globalizante, concentrador e excludente?" BECE responde: Quando você começar a questionar como foi que este modelo se fortaleceu e se consolidou. Que tal começar a fazer sua listinha de "comos" agora? " Respondendo aos "Comos" de BECE. Por Amyra El Khalili.

Daniel Lavieri (09/10/2008 - 12:29)
Sem alardes, Azenha. Não vamos exagerar em afirmar que o Capitalismo vai se extinguir, ou usar outros argumentos extremos. Mas isso serviu para alertar que esse tipo de negócio que mais parece vídeo-game chamado "mercado de capitais" é tão suscetível a crises e à especulação e mostrar que de todos os lados há perdas. E mais uma vez, Azenha, temos que medir nossas expectativas quando se trata de afirmar que o Capitalismo acabará.

Athos Rache (08/10/2008 - 13:01)
Roberto, há sim uma clara contradição.

No caso americano,os administradores NÃO perderiam o controle dos bancos. Os títulos seriam remunerados pelo valor de face e isso é o que de fato foi rechaçado pelo congresso de lá pois além de socorridos, eles ainda teriam LUCRO.
Você também conclúi que a derrota no congresso foi uma medida de justiça social quando na verdade foi o inverso. A primeira proposta foi recusada pela EXTREMA direita. Aquela extrema direita autêntica.

Qual banco atendido pelo PROER continua operando? Nenhum?
Onde anda o Econômico e a família Calmon? Sumiram do mapa.

Os bancos atendidos pelo PROER quebraram. Não operam mais. Você não considera isso uma doferença relevante?

Outra diferença é que o $ do pacote de lá vai sair do orçamento. O do PROER não veio do orçamento.
Isso não é diferença fundamental pra você?

Bem ou mal, a premissa básica do PROER deu certo. Saneou o sistema financeiro nacional, e isso NINGUÉM pode falar nada ao contrário.




Amyra El Khalili (07/10/2008 - 00:06)
O buraco é mais embaixo! "O presidente do banco Lehman Brothers, que pediu concordata nos Estados Unidos em setembro, disse nesta segunda-feira durante uma sessão no Congresso americano que recebeu US$ 300 milhões em salários e bônus nos últimos oito anos. Waxman criticou Fuld por ter pedido bônus milionários para os executivos da Lehman Brothers poucos dias antes do colapso do banco, no mês passado. "Em outras palavras", disse Waxman, "enquanto (o secretário americano do Tesouro, Henry) Paulson estava fazendo campanha por um resgate federal, o Lehman continuava a torrar milhões em compensações para os executivos". BBC Brasil.Com

Pitágoras (06/10/2008 - 21:56)
Mais uma vez aqueles que poupam vão acudir (compulsoriamamente) os especuladores, os agiotas, que não só exploram, extorquem, o povo, mas manipulam governos além de administrar mal e de má-fé suas empresas parasitárias. E a desculpa para os salários astronômicos que os CEO's ganham nos States é que "têm de atrair os melhores". Melhor em quê, cara pálida? Só se for em sacanagem financeira.
Só espero que nós, os eternos macaquitos, não copiemos mais essa mazela do maravilhoso mundo capitalista.

Amyra El Khalili (06/10/2008 - 20:55)
Este site não erra uma! Em resumo: "Os mercados têm ineficiências conhecidas e inerentes. Um fator é a falha para calcular os custos de quem não participa destas transações. Estas "externalidades" podem ser gigantes. Isso é particularmente verdade no caso de instituições financeiras. A tarefa deles é assumir riscos, calculando custos potenciais para si mesmos. Mas eles não levam em consideração as conseqüências das suas perdas para a economia como um todo. Logo o mercado financeiro "subestima o risco" e é "sistematicamente ineficiente", como escreveram John Eatwell e Lance Taylor há uma década, alertando para os perigos extremos da liberalização financeira e revendo os custos substanciais que estão implicados - e também propondo soluções, que foram ignoradas. A intervenção sem precedentes do Federal Reserve (o banco central americano) pode ser justificável ou não em termos estreitos, mas revela, mais uma vez, o caráter profundamente antidemocrático das instituições capitalistas, feitas em grande medida para socializar o custo e o risco e privatizar os lucros, sem uma voz pública. Isso não é, é claro, limitado ao mercado financeiro. A economia avançada como um todo se ampara pesadamente no dinâmico setor estatal, com a mesma conseqüência em relação ao risco, custo, lucro e decisões - características cruciais dos sistemas político e econômico." Noah Chomsky*, filósofo e lingüista. BBC Brasil.com

Roberto Leal (06/10/2008 - 19:54)
Athos, é oportuno trazer o PROER à baila, para mostrar quão irresponsáveis foram as autoridades brasileiras, comandadas por FHC. Simplesmente o PROER foi o que o congresso americano se recusou a fazer: dar dinheiro do contribuinte para cobrir o rombo de banqueiros gananciosos e igualmente irresponsáveis, blindados por uma mídia vendida.
Se o PROER de FHC se pautasse pelos critérios do pacote americano não teríamos jogado 40 bilhões de dólares do contribuinte brasileiro pelo ralo. Voce ainda espera elogios?
Se alguma contradição for observada, peço aos especialistas que me contestem ou connfirmem o exposto.

Marcos (06/10/2008 - 19:49)
Gunther, penso que a situação econômica real já está se deteriorando, sim. Nos, milhões, estão perdendo as suas casas, desemprego cresceu (300 mil desempregados a mais entre Julho/Setembro). Aqui, o crédito externo secou. Nem para exportações tem mais. Daí, as decisões que o governo brasileiro tomou hoje. E a União Européia mostra um grau de desarticulação política absurdo. As autoridades das 4 maiores economias (Alemanha, França, Reino Unido e Itália) se reuniram para discutir a crise e não convidaram mais ninguém. Os espanhóis chiaram porque não foram convidados. Parece que o fato da UE ter crescido demais a está atrapalhando agora. Afinal, quem fala em nome da UE?

Amyra El Khalili (06/10/2008 - 18:58)
Marcos, bem observado! Operamos com taxas exponenciais. Juros sobre juros. O que garante rentabilidade sem correr altos riscos. Bastou aplicar em renda fixa. Lá fora os Bancos operam com taxas lineares. Taxinha X mais sopa de letrinhas. Ganham com a sopa de letrinhas. Então para "melhorar" a performance precisam correr altos riscos. Eles tem dinheiro barato, mas para poder ganhar o "spread" precisam alavancar em outros níveis. Correm riscos nas bolsas de valores. Correm riscos nos mercados de derivativos. Correm riscos nas operações imobiliárias. Correm riscos no trading. Sairam desregulados amarrando-se uns aos outros. Eis a cacetada! Como disse em outro post, se eu tivesse dinheiro aplicaria em bancos nacionais e estatais. Nunca na história deste país sistema financeiro demonstrou ter estrutura. Porém surpresas ainda virão. Alerta máximo com o Tsunami. Vinagrou geral!

henry caropreso (06/10/2008 - 18:36)
Bolsa de São José dos Campos-fechamento 6/10:papelão 0,25;
latinha 2,40; alumínio panela 2,80;ferro sucata leve 0,25;
ferro sucata pesada 0,35;PET incolor sem rótulo e tampinha 0,95;PET verde 0,50;cobre fio de motor 12,00;
garrafinha branca ou leitosa 1,20 ; garrafinha colorida 0,60; apara incolor 1,20;apara mista 0,50;jornal 0,12;papel branco 0,30.
Oportunidade: Prensa Enfardadeira motor 25 cavalos no estado R$4800,00 - só hoje e amanhã.Vendo Kombi 78 com grade quatro pneu remold documento atrasado valor R$3600,00

Gerson (06/10/2008 - 18:11)
Do site do La Jornada:
G7 ya no es efectivo, requiere sumar a potencias emergentes: BM
"Necesitamos un mejor grupo para una época difícil", afirmó el presidente del Banco Mundial, Robert Zoellick.

Reuters
Publicado: 06/10/2008 13:20

Washington. El Grupo de los Siete ya no es efectivo y debería ser reemplazado por una agrupación que incluya a las nuevas potencias emergentes como China, India y Brasil, dijo este lunes el presidente del Banco Mundial, Robert Zoellick.

En un discurso previo a los encuentros que mantendrán este fin de semana los líderes de las finanzas mundiales, Zoellick señaló que la crisis financiera era una "señal de alerta" y que mostraba que se necesitaba una mayor cooperación entre un mayor número de países.

"El G7 no está funcionando", sostuvo Zoellick. "Necesitamos un mejor grupo para una época difícil", agregó.


Athos Rache (06/10/2008 - 18:01)
Será que ninguém vem aqui elogiar o Proer?

Por que os brasileiros não estão correndo aos bancos?

Vamos correr?

FHC tinha razão?

Perguntas...

Marcos (06/10/2008 - 17:22)
Azenha, o texto anterior que lhe enviei, sobre as causas da crise financeira, eu 'peguei' lá no blog do Nassif. Link: http://projetobr.com.br/web/blog/5

Marcos (06/10/2008 - 17:21)
Por Índio Tupi: Aqui do Alto Xingu os índios recordam que a crise remonta a 1999, quando foi repudiado o Glass-Steagall Act de 1933, que determinava a separação dos bancos comerciais dos de investimento, e a 2000, quando foram excluídos de regulação os derivativos e os "credit default swaps".

Mas a mãe das lambanças foi feita em 2004, quando o atual Secretário do Tesouro era Chefe de Investimentos do Goldman Sachs. Na primavera, junto com representantes de outros bancos de investimento, ele se reuniu com a SEC (a CVM de lá) e convenceu o órgão a isentar os bancos de investimentos da manutenção de reservas para cobrir perdas em aplicações. A isenção concedida permitiu aos bancos de investimentos alavancarem seus intrumentos de investimento além de quaisquer limites de prudência. Com isso, o Bear Sterns, por exemplo, elevou sua alavancagem para 33/1! (US$ 1,00 de capital para US$ 33,00 de dívida!).

Por que isso foi aprovado? Havia uma epidemia à época: a ideologia do livre-mercado -- disseminada por economistas acadêmicos, alguns premiados com o Prêmio Nobel --, segundo a qual "o mercado sempre sabe o que é melhor".

Hoje, com a disseminação da metástase, o plano do Tesouro transfere os títulos problemáticos do setor financeiro que os criou para o contribuinte. Resgata o culpado! A inadimplência hipotecária aumentará com o agravamento da crise econômica e o Tesouro terá que estender o chapéu para a China, os árabes e os BRICs. Devem dar cheque em branco ao gerente do cassino?

Marcos (06/10/2008 - 16:52)
1) ''Entre as perdas do dia estiveram as dos bancos Barclays, Royal Bank of Scotland e HBOS, com quedas entre 14% e 20%.''; 2) "Segundas-feiras como esta deveriam ser um evento único a cada década, mas agora elas estão mais regulares que os ônibus em Londres", afirmou. link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u453015.shtml

obs: Azenha, será que o Barclays, Royal Bank of Scotland e HBOS serão os próximos a quebrar?

Marcos (06/10/2008 - 16:49)
Azenha, viu as Bolsas hoje? Despencaram no mundo inteiro: 1) Bovespa (-7,6%); 2) N.York (-4,11%);3) Londres (-5,77%);4) Paris (-9,04%); 5) Frankfurt (-7,07%); 6) Milão (-8,24%); 7) Amsterdã (-9,14%). É um verdadeiro salve-se quem puder...

Marcos (06/10/2008 - 16:44)
"O perfil é diferente dos bancos aqui e nos Estados Unidos e isso define que não vamos ter crise de hipotecas. Somos menos alavancados e a base de varejo é muito grande nos bancos brasileiros, o que garante recursos. Também não temos ativos podres [com alto risco calote]. A crise hipotecária é baseada em empréstimos sem vergonha, os 'subprime', com lastro ruim, que era a especulação imobiliária", explica Vieira. link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u453068.shtml

OBS: durante anos falamos mal dos bancos brasileiros, os mais lucrativos do Mundo, mas foi em função destes lucros imensos que eles tiveram aqui, no mercado brasileiro, que eles não se interessaram em ir especular lá nos USA com esses títulos podres. Assim, pelo menos os nossos recursos estão protegidos. Já os dos europeus e norte-americanos...

João Bravo (06/10/2008 - 16:44)
Se não fosse tanta roubalheira, corrupção,privataria,quanto o Brasil poderia crescer?...será que vamos perder o bonde novamente?

Gunther Furtado (06/10/2008 - 16:13)
Bem, só para ser chato, o que se deteriora é a situação financeira, a econômico propriamente dita só daqui uns meses, quando as fábricas começaram a parar e os subsídios agrícolas perigarem. Mas que o mundo está a acabar, isso está!

Hans Bintje (06/10/2008 - 15:32)
A Alemanha, com mais dinheiro em caixa, está tentando controlar o maior pânico do momento, a corrida aos bancos. De Nouriel Roubini (1):

"We were facing:

- a silent run on the huge mass of uninsured deposits of the banking system and even a run on some insured deposits are small depositors are scared;

- a run on most of the shadow banking system (...);

- a run on the short term liabilities of the corporate sector as the commercial paper market has totally frozen (and experiencing a roll-off) while access to medium terms and long term financings for corporations is frozen at a time when hundreds of billions of dollars of maturing debts need to be rolled over;

- a total seizure of the interbank and money markets."

A Holanda, vendo os recursos perto do fim, decidiu estatizar os bancos com problemas. Quanto à Bélgica, ora a Bélgica: agiu como sempre ;-P

Nota:

(1) http://www.rgemonitor.com/roubini-monitor/253907/the_fed_keeps_on_wasting_time_while_the_mother_of_all_bank_runs_is_underway

Athos Rache (06/10/2008 - 15:17)
se o mundo acabar, certamente não será o meu pois sou funcionário público.

Não, os bancos brasileiros não podem comprar estes papéis o que não quer dizer que não terão preju com a crise.

Gerson (06/10/2008 - 15:05)
"Crise de Confiança" esse é o resumo dos "especialistas das finanças" para tentar explicar o que acontece no "mercadão" hoje.
Ninguém confia em ninguém e nem em si próprio. DESCOBRIRAM QUE O CAPITALISMO É UMA MENTIRA, TARDE DEMAIS. Vão ter que trocar os economistas pelos psicanalistas já,já.

Fábio (06/10/2008 - 12:43)
E RE-negociar as hipotecas americanas com juros mais justos? Alargar prazos...? Não seria a raiz do problema? Claro que já estamos no meio da tempestade, mas alguém tem que desligar o "fio da tomada"...

Amyra El Khalili (06/10/2008 - 12:06)
As operações são casadas. Quando executa-se uma operação de longo prazo é necessário fazer um hedge (proteção) nos mercados de câmbio, de taxas de juros ou outro derivativo. Se uma ponta da operação estoura consequentemente a outra ponta também arrebenta. Explico: o leasing para compra de carros atrelado ao dólar estava casado com o futuro de câmbio na BM&F. Se o comprador de carro fez um financiamento no banco para comprar seu carro e no contrato havia uma cláusula com uma variável swap (troca) , também fez indiretamente uma operação de cambio na BM&F. O comprador não precisou para isso abrir uma conta em Corretora de Títulos e Valores Mobiliários ou de Mercadorias. A conta estava aberta no Banco. O Banco financiador era o custodiante da operação mediante o lançamento contábil através de fundos sob a sua administração. Simplificadamente esse compromisso foi assumido no contrato de financiamento entre partes: de um lado o comprador (cliente) de outro o vendedor (banco). Portanto tudo é possível! É tão provável nos surpreendermos que a Prefeitura de São Paulo junto com a BM&F fazem um leilão num mercado que ainda não está regulamentado. Agora resta saber quais foram as operações que os bancos fizeram para seus clientes investidores pessoa física, jurídica além dos Fundos de Pensões. Veja este caso: O CENTRUS - Fundo de Pensão dos Funcionários do Banco Central por exemplo é acionista da Eternit. Nesta terra de Além Mar tudo é possível.

Luis Armidoro (06/10/2008 - 09:55)
Até onde o Brasil está mesmo exposto à crise? Os fundos de pensão e empresas daqui não compraram estas porcarias da Dow Jones que agora esfarelam?

Geraldo (06/10/2008 - 02:19)
Já ouvi falar tanto em NACIONALIZAÇÃO de bancos na Europa, como nesse matéria. Mas sempre dentro de uma notícia, nunca vi uma reportagem sobre as NACIONALIZAÇÕES efetivadas e em andamento. Seria possível trazer mais detalhes desse assunto, Azenha, já que eu sempre pensei que eles fossem neo-liberais, a favor do Estado mínimo.

Amyra El Khalili (05/10/2008 - 22:12)
Completando....O Rodrigo Pereira Porto do DENOR - Departamento e Normas e Regulação do Banco Central do Brasil tem um outro depoimento registrado aqui no Viomundo, na página de meu artigo "Água e Petróleo, a mesma moeda" juntamente com o colega Newton da Silva Ferreira Marques também do Banco Central do Brasil. Vejam como este site é bem frequentado!

Amyra El Khalili (05/10/2008 - 22:04)
Então vejamos este caso: Os Créditos de Carbono (Certificados de Redução de Emissões) não estão regulamentados, mas os Bancos tem ativos nas carteiras. Separo um trecho: Depoimento de Rodrigo Pereira Porto do DENOR - Departamento e Normas do Banco Central do Brasil " É com preocupação que acompanho as notícias veiculadas pela BECE-REBIA sobre o leilão de RCE ocorrido na BMF em 26 de setembro. Sei que os créditos, uma vez emitidos, já deveriam ter passado por toda a etapa pós registro na Diretoria do MDL, que inclui monitoramento e a verificação de sua implementação. Mesmo assim, não somente por meio da BECE-REBIA, mas na academia científica propriamente dita, discute-se que o crédito emitido ainda carrega um risco legal e de contrato decorrente de falhas nesse processo conduzido pela autoridade nacional. Não somente pelo risco que isso pode representar ao sistema financeiro nacional, onde algumas instituições já começam a investir em projetos ousados, isso pode representar perda de credibilidade do País em termos de investimento e, principalmente, revelar aquilo que você Amyra já pregava há tempos, isto é, o comprometimento, de fato, do Protocolo de Kyoto com metas financeiras, e não ambientais.
Minha preocupação advém do fato de que nutria (e ainda temo em nutrir vagas esperanças) de que o acordo poderia ser objeto de uma estrutura adequada de implementação, seja por meio dos marcos legais e institucionais, de modo a prover adequada rede de acompanhamento e estudos de projetos de redução de emissões, com foco nos critérios de adicionalidade e desenvolvimento sustentável. Não discuto a fragilidade das metas acordadas, mas aposto na aculturação do processo de redução, o que levaria a ações mais ousadas no futuro. Entretanto, vejo que, a despeito de haver pessoas de excelente nível técnico e eticamente comprometidas na autoridade nacional, ainda percebe-se problemas relacionados à transparência das metas ambientais e sociais que se deseja perseguir nos projetos, e à compatibilidade entre essas metas e o valor dos recursos investidos. Preocupa-me o envolvimento de grandes corporações financeiras que não têm expertise na análise do risco de crédito de negócios da espécie, o volume de dinheiro que se pretende envolver, e a aparente falta de estrutura para análise e avaliação dos projetos. Preocupa-me que leilões estejam sendo realizados sem que toda a estrutura legal e institucional esteja preparada para tanto. Preocupa-me instrumentos financeiros do tipo "futuro de carbono", onde nem mesmo há certeza de registro no IPCC.

Sou da opinião de não tentar remar contra a maré, com o princípio de ajudar sempre nos esforços necessários para implementar boas idéias. Mas me solidarizo com posturas como a da Defensoria da Água, que certamente tem por intuito a defesa desse princípio. "

Mecanismo de desenvolvimento limpo:

uma análise econômico-jurídica da questão ambiental



Por Amyra El Khalili*. Beto Lima, Nesta terra de Além Mar, tudo é possível! O Lucas Cardoso está correto.



makunaíma (05/10/2008 - 22:00)
Vou plantar meu pé de banana!

Amyra El Khalili (05/10/2008 - 21:34)
Beto Lima, depende da operação. Se o banco for estrangeiro no Brasil, com certeza tem passivo desta confusão na carteira, independentemente de estar custodiado em territorio nacional. Lembre-se: o sistema está aberto. Os bancos trocam posições entre si, em várias arbitragens, usando a lei de cada país. É o que chamamos de operação especial. Porém explique melhor a questão para que eu possa consultar o Banco Central do Brasil. Você fala de que títulos? Dos títulos podres que já foram emitidos sobre a dívida imobiliária? Se entendi a sua preocupação, não creio que os bancos nacionais, a despeito da lei, cometam a loucura nessa altura de encarteirar esse passivo. Mas nessa terra de Além Mar, tudo é possível! Lucas Cardoso, tens razão. A cifra de US$ 700 bi é a ponta do iceberg. O Hypo sozinho tem US$100 bilhões e não se sabe o que mais tem! Ainda não conseguiram abrir a caixa preta do Banco. Só com a intervenção do xerife saberão.

BETO LIMA (05/10/2008 - 20:39)
Amyra - ISSO É O EFEITO DOMINÓ OK? PERGUNTO: A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DO NOSSO SISTEMA FINANCEIRO PERMITE OU NÃO A COMPRA, POR BANCOS BRASILEIROS, DE TÍTULOS DESSA ESPÉCIE ?

Lucas Cardoso (05/10/2008 - 20:39)
Se a Europa quebrar também, aí nada impedirá essa crise de, no mínimo, rivalizar 1929. Deve ser até pior, pois em 1929, pelo menos a URSS não quebrou. (obs.: 700000000000 é um número mágico? Primeiro os EUA, agora a Alemanha...será que isso é só para acalmar os investidores ou existe algum motivo concreto para 700 bilhões resolverem a crise em qualquer lugar?)

Amyra El Khalili (05/10/2008 - 20:35)
Passando o pires! "O governo alemão chegou a um acordo sobre um plano de resgate de US$ 70 bilhões para salvar um dos maiores bancos do país, o Hypo Real Estate, que está à beira da falência, segundo o Ministério das Finanças. A notícia do acordo foi divulgada horas depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito que iria fazer de tudo para salvar o banco, o segundo maior provedor de hipotecas da Alemanha. "O governo não permitirá que a crise em uma instituição afete o restante do sistema bancário do país", disse Merkel durante uma coletiva de imprensa. " BBC Brasil.Com

Marcelo Conti (05/10/2008 - 19:46)
Isso prova que a tal regulação "automática" do mercado não é tão automática assim...

Amyra El Khalili (05/10/2008 - 18:52)
O Fixing de Londres vai abrir estourando!



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