Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha

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O IMPENSÁVEL ACONTECEU

Atualizado em 25 de setembro de 2008 às 18:42 | Publicado em 25 de setembro de 2008 às 14:20

O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.

Boaventura de Sousa Santos, na CARTA MAIOR
 
A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Foi com estas receitas que se "resolveram" as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.

Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão "soberana" de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.

Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).

Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.

Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.


 


 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Conceição Oliveira (26/09/2008 - 14:20)
Para M. Silva (25/09/2008 - 15:21)
(O original estava com erro), creio eu que ele quis usar massiva (em grande escala)
abraços

Marco Antônio Leite (26/09/2008 - 11:53)
Caro Carlos, ler assunto de brigas de comadre também faz parte do receituário do site em questão. A vida é feita de concorda e discorda, feio e bonito, inteligente e pouco inteligente, homem e mulher, bem sucedido e mal sucedido, laranja e tangerina, sapo e perereca. Deu para perceber a diversidade de situações que podemos nos envolver e discutir amistosamente. Sem falar do político corrupto e do político pouco corrupto ou omisso? Abraços socialistas?

Carlos (26/09/2008 - 07:20)
Azenha, bem que você poderia limitar em duas, ou talvez três o número de opiniões. Chega de ficar lendo brigas de comadres, que só fortalece o ego dos "brigantes". Aí eles começam a dizer: "eu sou o tal; não, não sou eu" e vai assim por diante e o pior é que não tem fim. Mas se você entender que não deve fazê-lo, não perderá o leitor aqui. Abraços.

Lucas Cardoso (25/09/2008 - 21:01)
Em uma coisa os neoliberais acertaram, o Estado (pelo menos nos moldes de hoje) é corrupto. Prova disso são as políticas neoliberais que esse Estado promove com certa regularidade. Talvez o Estado se junte às "forças do bem" agora, mas ainda é cedo pra dizer. Antes do neoliberalismo havia o protecionismo, o escravismo, e outros ismos que pareciam ter sido criados com o intuito de tornar o menor número possível de pessoas o mais rico possível. Como Lula demonstrou com o bolsa família, tornar um grande número de pessoas mais ou menos ricas é muito mais eficiente e melhor para a sociedade. E isso não é surpreendente. É óbvio e faz sentido econômico que quanto mais consumidores melhor. E isso desconsiderando os grandes benefícios sociais que políticas de distribuição de rendas trazem. O mundo está numa encruzilhada, pode continuar em linha reta como está, racionalizando a crise como "um pequeno problema" do sistema que logo será curado com grandes doses de mais neoliberalismo; pode se tornar mais Keynesianom socializando custos e privatizando lucros; ou pode se tornar uma força de progresso social. É esperar pra ver.

Antonio Ilton Oliveira (25/09/2008 - 20:27)
Pois é Azenhas!!...É trágico mas é ao mesmo tempo engraçado. Quando se faz políticas compensatórias como o fome zero, bolsa família etc etc., muitos neoliberais de plantão logo classificam tais políticas de assistencialismo retrógrado, inócuo, populista, ideologia socialista já sepultada a muito tempo, ( Marx nunca esteve totalmente errado ). Como poderia então ser classificado um Estado que transfere renda para bancos mal geridos e especuladores falidos? Engraçado é que isso nunca muda, quando a economia se recuperar, se é que vai, os neoliberais, neocons etc., vão empinar o nariz novamente e dizer que o Estado não deve se intrometer na econômia. Talvez fosse mais salutar para todos se o Estado não se intrometesse nessa hora de caos neoliberal,deixasse os bancos falirem e os especuladores perderem, desta forma talvez eles aprenderiam que transferir renda para famílias pobres não provoca "crise sistemica", mas ganância sim.

Marco Antônio Leite (25/09/2008 - 19:46)
Em 94 o número de trabalhadores era bem menor que o exército existente nos dia de hoje. Não sejamos caixa de ressonância da burguesia, visto que o IBGE é um órgão governamental e, para mostrar serviço a todo instante lança na praça uma pesquisa, ás quais falam disso, daquilo e daquilo outro. O Brasil paga o menor salário mínimo para seus trabalhadores no continente sul-americano. Portanto, este não é o momento de festejar absolutamente nada, nem mesmo uma rodada de PIZZA.

Gustavo Eduardo Paim Pamplona (25/09/2008 - 19:38)
Ricardo, existe Internet no Brasil desde 1991 e era restrita a FAPESP e universidades e até hoje a FAPESP é a responsável pelo site Registro.br que registra os nomes de domínios no Brasil. Porém ela só começou a deslanchar comercialmente a partir de 1995 e lembre-se a privatização da Telebrás foi em 1998. Eu mesmo acesso a rede desde Nov/1995. Eram tempos bons aqueles, sem estes portais "burros" e onde somente haviam provedores pequenos. Aqui no "Vi o Mundo" eu mesmo defendi a privatização da Telebrás (e fui xingado) mesmo sabendo a quem a Telemar/OI pertence. (sou de BH). Não era díficil acessar a Internet antes de 1998. Eram bons tempos mas os únicos problemas eram -- 1: tarifas altas dos provedores (já que não tinham suporte das telefônicas) -- 2: As linhas caíam (eram analógicas e cheias de chiados) -- 3: Você não conseguia conectar quando todas as linhas do provedor estavam ocupadas. (hoje este problema é inexistente) Ainda lembro do primeiro modem de 14400 bauds que eu tive. Eu sei, sou um privilegiado...

Amyra El Khalili (25/09/2008 - 19:35)
Tá difícil repetir o IP com nomes diferentes ou o autor esqueceu de assinar um comentário?

Carlos (25/09/2008 - 19:29)
Azenha,
Quando caiu o muro de Berlim, houve uma euforia desmesurada no seio daqueles que professam o sectarismo da direita, mundo afora. Agora que surgem evidentes sinais de rachadura em outra parede, a Wall Street -aquela rua onde o sol nunca penetra, em que estão alojadas as maiores empresas financeiras do Planeta, que sobrevivem no mundo das sombras -, a nós que nada temos a ver com isso, só nos resta assistir, talvez até com um pouquinho de comiseração, ao choro e ao ranger de dentes que provirão daqueles seres que, por décadas a fio, ousaram impor ao mundo os seus mais mesquinhos interesses e mal intencionados desígnios.

Felipe Martins (25/09/2008 - 19:12)
Como será que está sendo a negociação no Congresso dos EUA para a aprovação do pacote de US$ 700 bilhões? Será que estão ocorrendo discussões idológicas ou técnicas, como as que lemos no artigo acima? Ou será que o lobby e as comi$$ões estão correndo soltas?

Marco Antônio Leite (25/09/2008 - 18:54)
Caro Ricardo, não se assuste há evolução do homem é necessário e natural para que tenhamos um padrão melhor de vida, a internet faz parte desse processo. Caro antes de nascermos já existia o avião e, hoje muitos de nós viajamos de pássaro de aço, a telefonia existe há décadas e, hoje todos se comunicam através desse invento, temos luz elétrica, água encanada entre outros benefícios necessários há nossa vida. Estava esquecendo, quando era menino o enterro era feito a pé, hoje existe toda uma pompa para levar o defunto no seu destino final. Esclareço se não tem isso, com certeza, vai ter aquilo, mas todos viajamos pelos caminhos que a vida oferece, ou seja, do bem ou do mal? Abraços socialistas?

Antonio Alvaro Guedes (25/09/2008 - 18:31)
Engraçado, acham que o Brasil está imune a esta crise. Ao contrário estamos no caminho do furacão. Os juros e as dívidas públicas e privadas são os tsunamis, desta mega tormenta, que nos atingirão,. Nosso crescimento tem sido sustentado por um crédito de juros altos, públicos e privados. Está situação já passou dos limites da responsabilidade. Esta bolha vai estourar.Quanto ao neoliberalismo é o mesmo liberalismo que nunca deu certo acrescentado do prefixo "neo".Aproveitando o espaço do Azenha, tem muito oba, oba no discurso do Lula na ONU, acho que se o mesmo discurso fosse feito no ano passado, seria de um estedista. Agora é de um oportunista chutando cachorro morto.


Roberto Fênix (25/09/2008 - 18:19)
Interessante as comparações que muitos leitores procuram fazer em relação ao fim ,suposto,das utopias que ensejaram lutas formidáveis para um mundo onde toda criação da riqueza produzida pelo ser humano fosse apropriada coletivamente em detrimento de uma minoria resultante do moderno sistema produtor de mercadorias.Oras, sabemos que a utopia de um mundo reinante em prol da humanidade não teve meros lampejos práticos com o a Comuna de Paris e mais tarde com a vitória da Revolução Russa de Outubro de 1917, mas sim um transbordamento de renovada esperança na luta contra a iniqüidade do domínio do capital em escala global.Cabe frisar , sobretudo , que a relação entre Estado e Capital nunca foram pares contraditórios mas simbióticos no processo histórico da formação do capitalismo contemporâneo, e por isso na velha comparação da antiga União Soviética com os EUA é preciso considerar que ambas economias sempre se apoiaram na Lei do Valor, isto é , o processo de criação de riqueza não impôs fim a autonomia da valoração do capital , estivesse apoiado seja mais no poder estatal ou em relação mais soberana do capital privado.Fica , portanto ,claro perceber que a tomada do processo produtivo como algo consciente pelos que vivem do trabalho , único modo , também ,pelo qual o capital se apropria da riqueza , é a obra mais ambiciosa para o reino da verdadeira liberdade humana , contrária a absolutização da racionalidade irracional do sistema capitalista em escala planetári.Viva o social !

Ricardo (25/09/2008 - 17:47)
Mas é por causa da globalização que estamos nos comunicando agora, ou voces acham que se ainda existisse, a TELEBRAS, teria internet no Brazil. por favor !!!

Jonne Vidal (25/09/2008 - 17:41)
O Deus do Mercado não passava de um bezerro de ouro recheado com mentiras.....como dizia Drummond:
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?



Marco Antônio Leite (25/09/2008 - 16:23)
A globalização nada mais é que há banalização da economia mundial. A qual proporciona a meia dúzia de privilegiados mais acúmulo de riquezas, e joga nas esquinas da vida milhões de trabalhadores que sempre produziram em beneficio de todos. O que vemos nos dias de hoje são manadas de seres humanos perambulando de um país para o outro, a fim de conseguir arranjar um emprego que possa sustentar pelo menos sua família. A situação chegou a tal ponto que o Estado virou um liquidificador, no qual é batido um suco de qualidade duvidosa, cuja mistura tem um punhado da iniciativa privada (mal cheirosa), governantes que também tem muita gente dessa iniciativa corruptos, vagabundos de todas as matizes e aproveitadores da situação caótica em que vivemos. Fora Lulardoso da Silva, você anda de mãos dadas com a elite do momento, deixando o povo na arena dos leões?

Helio - salvador.Ba (25/09/2008 - 16:05)
NÃO SEI PQ, MAS QDO LEIO A PALAVRA NEO-LIBERALISMO SÓ ME VEM A CEBEÇA FHC E PSDB. NÃO CONSIGO DISTIGUIR UMA COISA DA OUTRA. É.... A MÃO INVISIVEL TORNOU-SE DEVERAS VISIVEL.

JULIO SILVEIRA (25/09/2008 - 16:00)
Prezado Azenha.
Em que pese todo o embate ideológico, que irá dominar os defensores do capitalismo e seus detratores, não podemos ignorar que esses acontecimentos no berço do capitalismo podem ser muito positivos, e um convite à reflexão, devemos considerar a necessidade de mais reflexões sobre as opções que temos dos sistemas de econômicos.
O tão propalado capitalismo americano sucumbe pouco tempo após a derrocada da economia planificada adotada pela União Soviética, e demonstra que ambos os sistemas apesar de suas diferenças não foram feitos para atender aos interesses dos povos, apenas de suas elites.
Esses sistemas padecem do mesmo mal, foram baseados em teorias utópicas, que apesar de bem intencionadas sempre desconsideraram fatores fundamentais como camadas sociais e seus interesses diversos, e principalmente o fator humano que tende a submeter os interesses coletivos aos individuais infelizmente.
Certamente os beneficiários do capitalismo, sistema hoje derrotado em seus princípios tentará demonstrar que ainda o mesmo é vivo, mas será muito difícil justificar a socialização do brutal prejuízo promovida pelos poucos beneficiários da riqueza que esse sistema produziu o que o desmascara como sistema ideal a ser adotado pelas nações, que devem buscar alternativas mais justas para suas populações.

M. Silva (25/09/2008 - 15:21)
Só uma correção, é maciça e não "massiça".
Mas o texto é muito bom.

(25/09/2008 - 15:13)
Azenha,

será que poderemos chamar o eventual financiamento para a crise imobiliária dos bancos americanos de "programa social populista" também? Afinal somente mudou o tipo de povo, com pequenas diferenças no poder aquisitivo, não é mesmo?

Se mudou o poder aquisitivo o Estado não está sendo paternalista nem dando esmola, ou estou enganado?

Será que esmola/ajuda é um conceito que depende do valor da mesma e/ou para quem se dá?

Pode-se afirmar também que uma crise financeira que atingiria indiretamente todas as classes é diferente daquela ajuda básica que se dá somente para o povo miserável sobreviver?

O importante não é que o sistema capitalista funcione com regras justas e oportunidades para todos, e também que não deixe ninguém rico quebrar ou pobre passar fome, ou não? E com dinheiro de todos os contribuintes, claro!

O Neo-liberalismo ,o conceito de Estado Mínimo e o Deus mercado estão desmoralizados, antes pelo sucesso das recentes políticas dos governos de esquerda, e agora pelo próprio sistema financeiro neurótico e especulador.

A Direita ficou sem discurso e sempre será questionada: o Estado é o não importante para que o sistema Capitalista seja mediado e controlado nos seus abusos, distorções e injustiças, aí incluindo todos os segmentos econômicos, independente do poder aquisitivo dos mesmos. O Estado é para todos, ou não?

Se o Estado é importante para os ricos e poderosos nos USA podemos imaginar para os pobres e sem poder de pressão no Brasil.

Biquei (25/09/2008 - 14:49)
www.Elpais.com.Lluís Bassets.Novatos fuera!
La frase va dirigida a quienes quieren destronarle, fuera y dentro de su propio partido. No es momento para novatos. Mientras se tambalean los cimientos de la economía mundial no es cuestión de ceder el paso a jóvenes inexpertos. El dardo de Gordon Brown se dirige a los 'davides', el de casa, Miliband, que aspira a convertirse en el líder del 'labour', y el de la oposición, Cameron, que quiere mudarse lo antes posible al número 10 de Downing Street. Pero ese dardo atraviesa también el Atlántico, donde la fiebre electoral se halla en su punto de ebullición. Allí nadie da la talla en cuestión de gestión económica: no la da el presidente saliente, que ha tirado su ideario y dejado todo en manos de los sabios; pero tampoco los dos candidatos, el demócrata Barack Obama, y el republicano John McCain, éste a pesar de su edad y experiencia. Ninguno de los dos ha sabido situar hasta ahora a la economía en el lugar donde la propia economía está situándose ella sola.




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