Vi o Mundo, por Luiz Carlos Azenha
Não dá pra mostrar tudo na tv.
Home Receba as últimas notícias via RSS [ Leia + ] Fale Comigo
Você escreve Utilidades

O DESAFIO É CHEGAR AONDE O POVO ESTÁ

Atualizado em 20 de maio de 2008 às 14:56 | Publicado em 16 de maio de 2008 às 15:04

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*

“Pobre gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual.” – Joãozinho Trinta

           Com a demissão da Ministra Marina Silva, a queda de braço entre progresso e meio ambiente está assumindo contornos cada vez mais claros no governo Lula. Por trás deste embate existe um mito, o de que a destruição ambiental é o preço amargo a pagar pelo progresso, emprego, comida, moradia, pontes e estradas, etc. Trata-se de um equívoco comprovado por Carlos E. F. Young, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 1985 e 1996, nos estados do Sul e do Sudeste, a mata atlântica perdeu mais de 1 milhão de hectares enquanto, no mesmo período e região, houve a redução de 2,4 milhões de postos de trabalho na agropecuária. Em outras palavras, a sociedade aceitou e tolerou a destruição ambiental, na esperança de ver atendidas as suas necessidades, e continuou com as mesmas carências de antes, só que agora em pior situação, com desempregos e continuando a conviver com a miséria e agora também com poluição e degradação ambiental.

            Quando Lula diz em relação à Amazônia que “se manter a floresta em pé é tão importante para o mundo, é importante que o mundo compreenda que isso tem custo, por que na região moram 25 milhões de habitantes que querem acesso aos benefícios que todos têm” (O Globo – 15/05), na verdade está afirmando que com a floresta em pé não há como atender as necessidades das pessoas que moram lá e isso não é verdade por que a floresta em pé é capaz de atender muito mais as necessidades da população que uma terra arrasada. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, foi mais claro em entrevista à Folha, em 24/04: “não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a derrubada de árvores". São visões que refletem na verdade o que vai no sentimento da população. No fundo, a maioria pensa assim mesmo, e não é por acaso. Existe, na verdade, uma guerra não declarada entre diferentes modelos econômicos, um predatório e concentrador de renda e outro sustentável. A opinião pública, sem saber, se torna refém dos manipuladores. Na verdade, não há negociação fácil entre o motosserra e a floresta. Não é possível pretender que a população tenha tal capacidade de consciência do problema se não recebe informações adequadas.

            O problema não é exatamente como ser sustentável, por que já existem tecnologias e conhecimentos suficientes que nos permitiriam combinar crescimento econômico e preservação ambiental, sendo este, portanto, um falso dilema. O problema principal é ser SUSTENTÁVEL PARA QUEM? O atual modelo tem usado o planeta mais para concentrar a riqueza e o poder na mão de poucos que para atender a necessidade de muitos. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) comprovou que apenas 10% dos brasileiros mais ricos concentram 75,4% da riqueza do país e até hoje o Brasil não conseguiu aprovar um imposto sobre grandes fortunas e heranças, como já existe em outros países avançados.

            Sempre que questionados, os poluidores e destruidores da natureza usam a esperteza de justificar a depredação ambiental como o preço a pagar para atender à necessidade de todos a uma vida melhor. Colocam-se junto à opinião pública como ‘amigos do Brasil e dos brasileiros’, e acusam os ambientalistas de serem os ‘inimigos do Brasil e dos brasileiros’, uma manobra diversionista que tem confundido a opinião pública. Para assegurar que não serão desmascarados pela imprensa livre, tratam de dominar os meios de comunicação. O EPCOM (Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação), por exemplo, cruzou os dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país e comprovou que os políticos de direita são os "donos da mídia" nacional. Ao total, 271 políticos são sócios, proprietários ou diretores de emissoras de rádio e TV. Este número, porém, corresponde apenas aos políticos que possuem vínculo direto e oficial com os meios de comunicação – não estão contabilizadas as relações informais e indiretas (por meio de parentes e laranjas), que caracterizam boa parte das ligações entre os políticos e os meios de comunicação do país. E mais. Para não correrem o risco de perderem privilégios em função das ações de legisladores e administradores públicos independentes, os poluidores e destruidores do meio ambiente financiam campanhas para assegurar uma maioria de políticos comprometida com seus interesses privados e não com os interesses públicos.

          O Brasil tem tido a sorte de ter ministros do meio ambiente competentes e comprometidos com a causa socioambiental, como o Sarney Filho, o José Carlos Carvalho, a Marina Silva, entretanto, o que pode fazer um ministério para preservar e cuidar do meio ambiente se praticamente todos os outros querem fazer o contrário? A ex-Ministra Marina Silva combateu o bom combate, ganhou algumas vezes a queda de braço interna dentro do Governo e perdeu muitas outras. E quando ela perdia, perdia o meio ambiente com o transgênico sendo aprovado mesmo contra o parecer técnico do IBAMA e da ANVISA, o desmatamento aumentando, a aprovação das hidrelétricas no rio Madeira, etc.

          Nossas esperanças e nosso olhar se voltam agora para o novo ministro, Carlos Minc, com tradição na militância ambiental carioca, também Prêmio Global como o Chico Mendes, o Betinho, o Fábio Feldmann, entre outros. Numa democracia não vence quem tem mais armas, mas quem tem mais argumentos. E de todos os talentos do Minc que eu conheço, talvez o que mais se destaque é a sua capacidade de dialogar com os contrários sem abrir mão de princípios, seu jogo de cintura diante das situações mais difíceis e, especialmente, sua habilidade em falar com a imprensa, transformando temas áridos e de difícil entendimento em frases e conceitos claros para a população. É preciso encontrar formas e maneiras de chegar ao povo, de mostrar que a destruição ambiental muito longe de assegurar o progresso e o atendimento às necessidades humanas tem significado a perda dos serviços da natureza que mantém a fertilidade do solo, o regime de chuvas, os mananciais de abastecimento, etc. Precisamos muito de alguém que consiga traduzir o ecologês para uma linguagem que chegue até ao povo e o Minc sabe fazer isso.


* Vilmar é escritor, jornalista e ambientalista. Por quase oito anos foi companheiro de ativismo do Minc nos Defensores da Terra e no mandato de deputado estadual e, assim como o Minc, também recebeu o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente, em 1999, por indicação do Fábio Feldmann. Contatos: vilmar@rebia.org.br

 


Indique esta Matéria
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Conceição Oliveira (18/05/2008 - 10:57)
Azenha, na época da pós também tive essa maravilhosa experiência, tinha amigos de Belém na Unicamp que me convidaram pra ir ao Norte. De Belém que é linda, fomos de barco até Manaus parando em Óbidos, Santarém (dia desses li alguns textos memorialístiscos do jornalista Pedro Ayres que também é leitor do Vi o Mundo e tem um blog espetacular sobre América Latina) e me lembrei muito dessas cidades que povoaram a infância dele. Para nós que vivemos em Sampa com esses tristes riachos poluídos - o Tietê o Pinheiros - ter contato com aquela imensidão de mundo é um choque em todos os sentidos e a gente se espanta de ali se falar a mesma língua que aqui, tudo é imensamente diferente. Durante sete dias viajei com garimpeiros vindos de muitos estados no Nordeste, estrangeiros do Japão, EUA, Austrália, Canadá, aquele barco era um micro planeta de desigualdades e diferenças étnico-culturais. Vi uma miséria absoluta às margens do rio e ela tinha feição indígena, o barco se aproximava e vinham as canoas pedir coisas, vi barcos-balsas com tanta tora cortada flutuando que doía em mim o corte de cada uma delas, vi hábitos de se 'fazer a siesta', sabores e cores muito diferentes. Mas o que mais me espantou foi a grandeza, a enorme dimensão do que a Amazônia representa: enormes dificuldades, isolamento e pobreza das comunidades ribeirinhas; gigantesca natureza desde a Sapopemba aos incomensuráveis rios. O mote incluir sem destruir continua valendo.

Para Hélio de Conceição Oliveira (18/05/2008 - 10:35)
Hélio, obrigada, mas não teríamos conseguido nada (e de fato, nós fizemos muito pouco, nosso papel foi o de agregar as partes para buscar soluções). Mas éramos tão ingênuos que sequer sabíamos da lei descabida e se não fôssemos pressionados por aquela comunidade, possivelmente sairíamos dali sem tentar ao menos pensar em algo. Essa experiência me ensinou muito. Em primeiro lugar aprendi ainda mais a respeitar lideranças nascidas na luta cotidiana e a confirmar algo que em minha experiência de vida e de educadora (eu já dava aulas antes mesmo de entrar na Universidade em uma favela em Cubatão, a Vila Socó que pegou fogo com os vazamentos do oleoduto da Petrobrás) foi se solidificando e que, felizmente, não perdi com o amadurecimento: a academia não sabe tudo, os políticos por mais bem formados e bem intencionados não sabem tudo e um país decente não se constrói com arrogância e sim com diálogo, ouvindo também aqueles que sustentam este país na dura lida. Nesses enfrentamentos todos nós aprendemos. Voltei para academia após 20 anos, e pela pouca politização dos alunos, 'verdades prontas consumidas de segunda mão', poucas reflexões, vou percebendo o quanto é importante ter professores como a professora Nídia em nossa formação. Essa nossa experiência fez parte da tese dela, tem depoimento da gente lá. Nos emocionamos no reencontro, creio que ela assim como nós nos orgulhamos de tê-la tido como mestre, enxerga em nós um pouco de seu trabalho.

Luiz Carlos Azenha (17/05/2008 - 23:00)
Como repórter, fui várias vezes à Amazônia. É de uma riqueza inacreditável. Foi lá que passei a acreditar que o Brasil, de fato, foi abençoado por algums divindade. Se eu fosse bilionário, pagaria para que todo brasileiro visitasse a Amazônia.

CARLOS (17/05/2008 - 20:38)
Ainda há pouco, ouvi umas palavras do Minc sobre a preservação do meio ambiente e o desmatamento. Se ele realizar o que falou, nota 9. Agora, estou achando também interessantes as entrevistas do Minc. Ele tem sido bem enfático, firme, duro, destemido, valoroso, "sem temor dos políticos", sem papas na língua. Radicalmente oposto às posturas revoltantes dos petistas de um modo geral. ISSO É MUITO BOM! Aguardemos os resultados.

Vilmar S. D. Berna (17/05/2008 - 20:11)
Realmente, Azenha, você tem razão! As abelhas estão desaparecendo por que a monocultura, o uso intensivo de agrotóxicos, o desmatamento, as queimadas e tantas outras mazelas estão destruindo seus nichos ecológicos. É sempre bom lembrar que muito do que temos em nossa mesa como alimento depende exclusivamente dos polinizadores como as abelhas então, se não há abelha, não teremos fruto e muitos outros alimentos. As abelhas são responsáveis por 30 a 90% do processo de polinização que resulta na produção de frutos de plantas floríferas dos diferentes biomas brasileiros. Existe um projeto de Lei (1634/07), do deputado João Dado (PDT-SP), em tramitação no Congresso Nacional, que prevê proteção especial às espécies de abelhas polinizadoras. Outra característica das abelhas que acabam fragilizando-as é usarem com mais freqüência determinadas plantas para seus ninhos. No município de Chapadinha, a leste do Maranhão, por exemplo, constatou-se que 88% das espécies de abelhas sem ferrão do chamado 'cerradão' fazem seus ninhos em apenas uma árvore, a folha-larga, abundante nesse ambiente.

Hélio Tattu (17/05/2008 - 19:30)
CONCEIÇÃO OLIVEIRA; não posso me furtar a parabenizá-la pela ação efetiva que você e seu grupo tomaram no Vale do Ribeira. Transformação se faz com decisões inteligentes e engajamento solidário. E, solidariedade e compromisso são características que estão desaparecendo nas pessoas, compromisso principalmente. Cada um quer "tirar o dele da reta". solidariedade quando dá mídia, aí sim, aparecem inúmeras pessoas parecendo anjos. Abraços fraternais.

Conceição Oliveira (17/05/2008 - 17:49)
Cristina, que bacana a sua leitura! Tomara mesmo que seja esta também a do governo. Com tantas barragens eu não tenho grandes esperanças não... Mas assino embaixo, não podemos esperar Messias, aliás em cargo algum. Há de se ter criatividade e investimentos pra incluir sem destruir. Abraços

Cristina (17/05/2008 - 13:59)
Morei e pretendo voltar a morar na Floresta Amazônica. Entendo de outra forma a fala do presidente, quando diz que "na região moram 25 milhões de habitantes que querem acesso aos benefícios que todos têm". Educação, saúde, saneamento, energia elétrica, para serem efetivados com baixo impacto ambiental, precisam se estabelecer de maneira inovadora. Isso efetivamente tem um custo diferenciado, considerando-se recursos financeiros, humanos, tecnológicos, para não derrubar a floresta. A senadora Marina Silva certamente concorda com isso. E sabe que uma coisa é efetivar políticas sociais no Acre, outra é ter que lidar com a fronteira agrícola e a pressão do crescimento populacional de toda a região. A política ambiental avançou muito com Marina como ministra, mas nem ela nem ninguém deve ser visto como "messias".

Para Stanley (final) (17/05/2008 - 13:23)
Nosso vídeo ficou supimpa, mas sensação de não ter cruzados os braços e ter feito algo importante para todos nós, à época jovens bem idealistas foi maravilhosa. Pelo que sei a região não virou barbárie, o Vale do Ribeira tem comunidades quilombolas atuantes, tem forçado o Ibama a agir, estão buscando investir no turismo ecológico, essa região como um todo é linda de morrer e tem muita história, quilombolas do século XVII; patrimônio edificado do XVIII, tradições como o fazer a farinha como na época colonial preservada no cotidiano de muitos moradores, além das cavernas e de ser uma das áreas mais preservadas de Mata Atlântica, como não explorar de maneira racional e sustentada tanta coisa boa junta sem destruí-la? abraços Conceição Oliveira

Para Stanley parte 2 (17/05/2008 - 13:22)
Os pescadores nos explicaram que o período da piracema em Iguape era outro e que respeitar a lei seria acabar com os peixes, reclamaram de medidas de braças para as redes estabelecidas à época pela agora extinta SUDEPA que favorecia os armadores e inviabilizava a pesca artesanal, que no caso de Iguape em fins da década de 80 era quase na totalidade exercida por pescadores mais velhos que sequer conseguiam arcar com o peso das novas redes (a população jovem sem emprego saía da região e não davam continuidade à tradição da pesca). Em síntese, meu grupo achou que não poderíamos ficar ouvindo aquilo e não tentar fazer nada. Ligamos para o Suplicy que nos atendeu e mediou o encontro entre lideranças dos pescadores da região de Iguape, a Universidade, o Plínio, a SOS Mata Atlântica e a SUDEPA. Chamamos biólogos especialistas e uma nova redação foi feita para a lei, a anteriormente aprovada foi revogada e creio que até as medidas das redes foram revistas pela SUDEPA e o Ibama se concentrou mais em punir armadores que a pesca artesanal. (continua)

Para Stanley (17/05/2008 - 13:22)
Stanley não é impossível se realmente a sustentabilidade for prática e não discurso, dá uma olhadinha aqui: http://www.socioambiental.org/inst/camp/Ribeira/ribeira%20sustenta Eu me lembro de algo muito significativo em fins da década de 80, quando ainda estava na universidade em uma experiência vivida no Vale do Ribeira. Por voto de liderança até mesmo a bancada do PT (o líder à época era o Plínio de Arruda Sampaio) aprovaram uma lei descabida. Ela proibia a pesca em todo o território nacional algo em torno de novembro a janeiro, enfim, era antiecológica porque pressupunha que a piracema ocorria no mesmo período em água doce ou salgada, rio ou lago ou mar, o que é absurdo para um país com a dimensão continental como o nosso. À época estávamos sob coordenação da professo Nídia (Geo) e professora Circe (História) ambas da licenciatura dos cursos de história e geo na FE- USP, fazendo um trabalho de 'estudo do meio', meu grupo produziu um vídeo a respeito. Mas enfim, fazendo entrevistas, fomos a uma reunião de pescadores em Iguape e eles nos colocaram contra a parede, em síntese disseram a nós que estavam cansados se ser 'objetos' de pesquisa da academia e que queriam ação solidária, parceria e nos contaram sobre a aprovação daquela lei (continua)

Danilo (17/05/2008 - 02:23)
Fica ainda mais clara e necessário o pensamento e proposição do saudoso Prof. Samuel Benchimol, acerca da preservação ambiental, do crescimento sustentável, das mudanças climáticas, do imposto ambiental, um amazonólogo e defensor da vida, alguém um dia irá descobri-lo.

Hélio de Jesus (Hélio Tattu) (16/05/2008 - 23:20)
Azenha e Vilmar; o que vocês estão dizendo é a mais pura verdade. Também noto mudança no hábito das abelhas. Trabalho numa empresa concessionária de energia elétrica, e a cada dia mais temos que conviver com moradas de abelha em postes, numa clara tentativa de encontrar alternativa a falta de seu habitat. Fico muito triste ao ver que lavouras de café tomam lugar do pouco que ainda resta da mata atlâtica aqui em Minas. Um fazendeiro teve o displante de dizer que "as multas que levei por desmatar esta área, o café paga no primeiro ano de colheita". Fique enojado com esta afirmação. O pior, ele continua produzindo café, equanto os igarapés estão sendo assoriados. Este é um exemplo pontual, em meio a tantas outras situações que vejo por aqui, em nome do "progresso". Confesso que em muitos momentos me sinto sem ânimo para lutar contra tais situações. Mas tem uma coisa que me anima, e muito. O fato de crer que, se Deus nos deu esta "casa", temos o dever de cuidar dela. Cristo nos pede para buscamos a Justiça sempre, uma forma de buscá-la, é tentando deixar para as próximas gerações, algo que, pelo menos se pareça com natureza. É muito bom saber que tem espaço como este para ver e dizer sobre coisas erradas, já qua na grande mídia não se fala disso. Abraços fraternais! Deus te ilumine e abençoe sempre. Com meus respeitos; Hélio de Jesus

Fernando (16/05/2008 - 17:53)
O governador de Mato Grosso nunca ouviu falar em agrofloresta. Eu ouvi do presidente da empresa dele que derrubar o cerrado não é problema, pois cerrado não é mata.

Stanley Burburinho (16/05/2008 - 16:21)
Acho muito difícil existir harmonia entre desenvolvimento e preservação ambiental.

Stanley Burburinho (16/05/2008 - 16:20)
Acho que o governo deveria ser radical. Comprar todas as fazendas do Pantanal e da Amazônia e tombar como área de preservação.

Stanley Burburinho (16/05/2008 - 16:16)
Há muitos anos as abelhas vêm morrendo no Mundo. Alguns ambientalistas estão propondo que se crie o PIB Ambiental exatamente para se contabilizar os custos dos estragos causados ao meio ambiente por essas tragédias. E o custo é alto. Por exemplo, na China onde as abelhas também estão desaparecendo, o governo chinês vem gastando milhões de dólares pagando pessoas para fazer a polinização das plantas. Nos USA o desaparecimento das abelhas está causando um enorme desiquilibrio ecológico. O PIB Ambiental também comtempla por exemplo o cálculo do custo para o "sojeiro" e para o pecuarista se não houvesse as chuvas que são criadas e enviadas pela floresta amazônica.

Luiz Carlos Azenha (16/05/2008 - 15:28)
Vilmar, assisti a uma reportagem do programa 60 Minutos sobre a morte misteriosa de abelhas nos Estados Unidos. E dos prejuízos que isso acarreta à própria agricultura. O Jornalismo deveria traduzir isso: quando se mata a abelha, o homem também morre um pouquinho.



Comente este Texto
Email: viomundoteve@msn.com Receba o conteúdo do site via RSS developed by: webmasters online design by: kallore design