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NOVELA DA GLOBO ESCANCARA NATUREZA ANTIDEMOCRÁTICA DA EMISSORA

Atualizado em 20 de junho de 2008 às 22:27 | Publicado em 20 de junho de 2008 às 14:54

por Hugo R C Souza, nos jornais O Rebate e A Nova Democracia, quando a novela ainda estava no ar
 
Antes de a novela Duas Caras estrear na programação da Rede Globo, seu autor, o novelista Aguinaldo Silva, pareceu se inspirar em Luiz Inácio para vender o seu peixe e fazer ecoar sua vaidade. Em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, Aguinaldo Silva disse que nunca a favela havia sido mostrada na TV da forma que sua novela passaria a mostrar. Não disse com estas palavras, mas falou com este exato grau de pretensão. Pouco tempo mais tarde, porém — justiça seja feita —, comprovou-se que ele tinha razão: a Rede Globo, por intermédio da sua novela Duas Caras, e com um nível de ódio ao povo jamais antes demonstrado, vem usando e abusando da dramaturgia picareta para veicular o credo da reação.

São muitos os temas que vem sendo ardilosamente abordados em Duas Caras, desde as Ongs até o movimento estudantil, das relações trabalhistas à vida na periferia, do crime organizado ao racismo. E são os parâmetros da direita que orientam o desenrolar da trama e definem o "quem é quem" das personagens, sempre dentro da lógica dualista do bandido e do mocinho, que caracteriza os folhetins de segunda categoria.

Segundo os valores delineados pela novela reacionária, por exemplo, está certíssima a dona de uma universidade que pretende dirigir uma instituição de ensino segundo as técnicas das linhas de montagem. Ao mesmo tempo, resistindo à ofensiva que pretende fazer com a educação o mesmo que se faz com supermercados, os professores são apresentados como preguiçosos, empenhados apenas em atrapalhar — e não em trabalhar.

A campanha antidemocrática veiculada em forma de teledramaturgia conta com muitos atores de prestígio prestando-se a papéis nem tanto. Na ficção produzida pela Rede Globo, a história é contada com a voz dos adversários do povo, no horário nobre da TV, fazendo uma dobradinha reacionária com o carro-chefe da emissora, o Jornal Nacional. Alguns personagens em especial canalizam o ódio de classe expressado sem meias-palavras em Duas Caras. Senão, vejamos:

Apologia às "milícias"

Personagem central da novela, herói — ainda que com ares de anti-herói — interpretado por Antonio Fagundes, Juvenal Antena é o fundador da favela da Portelinha e se perpetua em mandos e desmandos ao longo dos anos. À frente de um grupo de homens armados, ele é o líder populista, que se senta em um trono e atende as pessoas por ordem de chegada na sede da associação de moradores para lhes dar conselhos, dinheiro e tudo o mais. Seu heroísmo consiste em uma característica central da personagem: o fato de não deixar que o crime organizado se instale na favela.

A todo o momento suas ações são uma justificativa da existência das "milícias" que, na vida real, aterrorizam as populações dos bairros pobres tanto quanto o tráfico de drogas.

Juvenal é o líder comunitário dos sonhos das classes exploradoras, ou seja, aquele que mantém os pobres no lugar que o capitalismo lhes reserva, que trata o povo na base da rédea curta e que exalta a submissão à rotina de trabalhador alienado — e ainda passa fogo nos "vagabundos".

A favela cenográfica da Portelinha, por sua vez, foi inspirada na favela de Rio das Pedras, custou cerca de três milhões de reais para ser construída, e parte de uma premissa ardilosa: a de que o único problema da população favelada é o crime organizado, não importando e nem sendo mencionados "detalhes" como a sistemática exploração do povo sob o capitalismo ou a ausência de serviços públicos básicos nas periferias das grandes cidades.

A Rede Globo costuma colocar na boca do personagem Juvenal Antena algumas das verborragias moralistas e preconceituosas mais repetidas pelas elites hipócritas brasileiras. São frases como a que foi dita quando a personagem encontrou maconha no bolso de um assaltante nos arredores da favela: "Bagulho! Tão vendo só? É esse o combustível dos vagabundos! Caramba, eu não suporto nem o cheiro disso! Detesto quem vende. E também não passo a mão na cabeça de quem usa. Pra mim, são todos da mesma quadrilha!".

"Dama de TitânIo"

É a personagem chamada Branca, uma das heroínas da novela, interpretada pela atriz Suzana Vieira. Na trama, ganhou este apelido da imprensa após chamar a polícia para resolver a ocupação feita por estudantes da universidade que herdou do marido morto. "Dama de Titânio" remete à "Dama de Ferro" Margaret Thatcher, que, quando era primeira-ministra da Inglaterra, moveu uma guerra de aniquilação contra os sindicatos britânicos, inclusive fazendo uso do aparato policial de repressão.

A personagem é a personificação do elogio à velha postura fascista de que a questão social é caso de polícia. Uma das características da novela Duas Caras é o uso de truísmos baratos para tentar desqualificar as posturas da esquerda e legitimar as da direita. A personagem de Suzana Vieira é a campeã absoluta do uso deste estratagema. Quando decide chamar a polícia para reprimir a ocupação da universidade, ela pondera: "Se ser a favor da lei e da ordem é ser de direita, então eu sou de direita".

A granfina que debocha do povo

A esta personagem — uma socialite irônica e de fala refinada chamada Gioconda, encarnada por Marília Pêra — Aguinaldo Silva reservou a tarefa do deboche e da ridicularização das lutas e reivindicações do povo trabalhador. Quando, a propósito da ocupação da instituição de ensino de propriedade da cunhada, uma amiga diz a Gioconda que os estudantes "também chamaram para invadir a universidade o "Movimento dos Sem Casa", ela emenda, pretensamente cheia de razão: "Sem casa, sem educação, sem cultura, sem vergonha na cara!".

Em outro capítulo de Duas Caras, a personagem de Marília Pêra adverte seu marido, Barreto, um renomado advogado dos burgueses interpretado pelo ator Stênio Garcia, sobre o suposto risco de sair às ruas vestido com roupas caras: "Você é rico! E essa é a pior coisa que pode acontecer neste país do 'pobrismo'. Você está correndo perigo, Barreto! Pode ser linchado em praça pública por ostentar o seu dinheiro!".

Foi uma claríssima alusão ao assalto sofrido em São Paulo pelo apresentador da Rede Globo Luciano Huck, e à repercussão do roubo do seu relógio Rolex. Foi também um apoio a Luciano Huck, que recebeu fortes críticas por, após o assalto, ter publicado em jornais do país um artigo de cunho reacionário apelidado de Chamem o capitão Nascimento, frase de destaque no texto, referindo-se ao torturador que é o personagem principal do filme Tropa de Elite.

O intelectual-gerente

A personagem do ator José Wilker assume a reitoria da Universidade Pessoa de Moraes no meio da novela. Ele vivia em Paris, na França, onde foi ficando depois de ser exilado pela ditadura militar brasileira, sendo "repatriado" pela dona da universidade para dar um "choque de gestão" na instituição. Francisco Macieira é mais um dos heróis de Duas Caras, cabendo à personagem a representação do intelectual predileto das classes dominantes, pela ironia que significa a sua trajetória: aquele que um dia já defendeu idéias revolucionárias, mas que acabou aderindo ao receituário liberal, passando a ser um ferrenho defensor da postura dos patrões.

Macieira se relaciona com os estudantes na base da enganação, fingindo fazer-lhes concessões, ao mesmo tempo em que se empenha para impregnar cada centímetro da universidade com a lógica do mercado, incitando os professores à concorrência entre si e revogando seu direito de tirar férias.

O estudante imbecil

É o papel do jovem ator Diogo Almeida. No enredo de Duas Caras, Rudolf é presidente da agremiação estudantil da Universidade Pessoa de Moraes. A caracterização da personagem é uma afronta ao movimento estudantil brasileiro. Na novela, Rudolf só aparece dizendo coisas sem sentido, gritando palavras de ordem simplórias e escondendo-se pelos cantos para chamar a reitora de fascista, gritando quando ela passa pelos corredores da universidade. Nos embates com a dona da instituição e com o reitor, Rudolf sempre sai desmoralizado, ora apresentado como um baderneiro, ora como um ingênuo ou irresponsável.

Através de Rudolf, Aguinaldo Silva e a Rede Globo tentam desqualificar o papel da juventude no processo de emancipação dos trabalhadores e, junto, toda uma história de engajamento dos estudantes brasileiros em defesa das causas do povo.

Ironicamente, a música composta por Gonzaguinha e repetida todos os dias na abertura da novela, tinha como propósito original a exaltação da juventude que não baixa a cabeça, que luta, que se organiza.

O deputado sem ideologia

Trata-se da personagem Narciso Telerman, o político interpretado por Marcos Winter. É deputado, mas não tem partido, não tem projeto, e muito menos segue algum programa político. Parece não ter ideologia, mas — como todos que assim parecem, ou fazem questão de parecer assim — segue a ideologia das classes exploradoras. É mais um da turma do "bem", sempre pronto para estender a mão ao povo da favela da Portelinha, a mexer os pauzinhos para conseguir alguma coisa, a usar sua autoridade para tirar alguém do xadrez. Mas não está comprometido com qualquer tipo de mobilização coletiva.

Narciso Telerman é o modelo de político profissional que a Globo aprecia e a encarnação do político funcional ao projeto conservador. Ou seja: não é corrupto e não se envolve com a luta política em torno das questões de classe. Ao contrário. A personagem de Marcos Winter é como o próprio ator na vida real: envolvido com projetos realizados por Ongs mancomunadas com o patronato.

Teoria da inspiração

Mas não se trata de conspiração; é puro talento! Aguinaldo Silva provavelmente não pede a orientação dos donos da Rede Globo para seguir com este excepcional rigor a cartilha da direita, nem sequer a direção da emissora precisa se preocupar em meter o bedelho nas cenas do próximo capítulo. Não. O autor da novela não suportaria o orgulho ferido. Ele é alguém que goza da total confiança das elites, perfeitamente afinado com a lógica da dominação, devoto a ela, escolado em suas artimanhas, principalmente quando se trata de contribuir com seu próprio lixo para alimentar a teledramaturgia picareta que é veiculada no Brasil.

A experiência em servidão do autor de Duas Caras vem de longe, antes mesmo do início da carreira de novelista. Aguinaldo Silva foi repórter em O Globo, onde trabalhou durante a ditadura militar a serviço dos milicos e contra as aspirações do povo. Uma de suas valiosas contribuições foi a sistemática difamação da luta armada no Brasil quando era repórter de polícia do jornal.

O jornalista francês Alain Accardo escreveu certa vez sobre a "submissão chique" dos profissionais do oligopólio dos meios de comunicação, onde, em geral, basta trabalhar "como se sente", para trabalhar "como se deve". Isto é, diz Accardo, trabalhar em defesa das normas e valores do modelo dominante. Ele se referia especificamente aos jornalistas, mas sua análise é algo que pode ser estendida, pelo menos, aos novelistas:

— Se há um ponto sobre o qual se deve insistir é que a eficácia de tal sistema repousa fundamentalmente sobre a sinceridade e espontaneidade dos que nela investem a si próprios, mesmo que este investimento implique numa certa dose de automistificação. A informação jornalística, tal como é praticada, é passível de muitas críticas e recriminações bem fundamentadas, inclusive a de enclausurar os espíritos na problemática dominante e mesmo no pensamento único. Há algo, porém, que não se pode censurar nos jornalistas, salvo, é claro, casos particulares: a boa fé com que realizam seu trabalho. Tendo internalizado perfeitamente a lógica do sistema, aderem livremente às suas exigências. Agem de forma orquestrada sem necessidade de se orquestrarem. Sua identidade de inspiração torna desnecessária a conspiração.

Ora, a fabulosa inspiração de Aguinaldo Silva para abandonar os temas politicamente corretos e editorializar a história da chamada "novela das oito" não vem de outra musa que não seja a conjuntura atual: a cruzada da Rede Globo para recuperar a grande parcela da audiência perdida em 2007 e a necessidade das elites de responder às contestações vindas do povo.

Mas, acima de tudo, o que inspira as elites e seus cães de guarda —sejam jornalistas, sejam novelistas — é a necessidade desesperada de contra-atacar, alarmados que estão com as resistências à exploração e com a mobilização organizada contra os exploradores.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Marcelo (18/08/2008 - 23:33)
Concordo com a pessoa que disse que a rede globo é um cancer no interior inatingível do cerebro da sociedade brasileira. Teria a Globo todas as condições de manipular os governos para começarem de agora em diante a usar o dinheiro dos impostos para desenvolverem o pais e sua população mediocre (em todos os sentidos). Mas não, são os protetores dos escandalos, desmandos, maracutaias , idiossincrazias e burrices do nosso tosco verme presidente Mula. A apologia a pobreza, a favelas, a comunidades, ao não racismo (os atores da rede globo são os maiores racistas, voces não vem como os atores e atrizes ficam cada vez mais brancos, com dentes mais brancos e narizes mais finos, tudo isto porque qualquer semelhança com a amada raça negra é simplesmente odiada por aqueles burgueses) serve a este e sempre serviu aos outros governos para manter o gado pastando placidamente, ainda que pagando os excorchantes impostos, que financiam o obsceno cabide de empregos em todas as esferas da administração publica e o repugnante status quo da chamada elite (corja?) governante. Apátridas, mesquinhos e gananciosos todos, merecem a pior morte imaginavel, enforcamento em praça publica, para economizar balas.!!!Nosso consolo é pensar que nossa alma será vingada pela eternidade de sofrimento no inferno para aqueles que abusaram e abusam do pobre povo brasileiro.

matheus (11/07/2008 - 07:16)
não que ria falar a respeito mais deviam botar outro site de novelas

Marco Antonio (01/07/2008 - 14:44)
Cara Pietra Peroni, porque ser tão contra a direita? Se esta direita defende o poder aos ricos e a exploração dos mais pobres, se ela defende o fato dos mais ricos paragarem menos impostos que os mais pobres, não é pra se ser contra ela?? Se não, então tá, cada um que defenda os seus interesses e os outros que se explodam, não? Veja que gosta de usar o termo "classe dominante"! Isso diz bastante a respeito de você! Se tem "classe dominante", tem classe DOMINADA, e esse é exatamente o pensamento que permeia a ideologia da Globo! É o que eles querem, um povinho dócil e obediente, pagando seus impostinhos e não reclamando das migalhas que caem nem da ilustrada liderança que sabe o que é melhor pra eles! Será que você é daquelas pessoas que defendem que participação nos lucros de uma empresa tem que ser dividida porporcional ao salário, sem-terra é tudo bandido e que bolsa família é esmola pra sustentar vagabundo. Pra que vem já falando "moro no exterior" estabelencendo pretensa superioridade logo de cara, reforçada pela maneirismo afetado de usar expressões em inglês num site de língua portuguesa... Precisa ser tão tão contra a esquerda e tão a favor da direita?

Emilio (25/06/2008 - 13:05)
Pietra mora no exterior e escreve algumas expressões em Inglês. Por isso, deve sentir-se "da elite", repete seu discurso, mas erra no "descurso".
Em primeiro lugar afirma que não se pode combater o maniqueísmo. Caso contrário, torna-se um maniqueista também.
Então não há saída e uma emissora com a penetração da Globo pode fazer política no jornal e na novela. Tudo bancado pelo estado, que providencia eletricidade, linhas de transmissão, etc...

Em seguida, o velho argumento:
1. Se você é de esquerda e pobre, suas acusações à eleite deve-se ao fato de ser um fracassado. Pode-se citar Nietzsche, nesse sentido. Fica mais chique.
2. Se você é de esquerda e rico, é burguês de uisque na mão, comunista de Maresias, milionário com remorso. Deveria, em conformidade, ceder todos os seus bens. Assim tornar-se pobre para ser tachado de fracassado.
Novamente não há saída à esquerda.

Mas essa gente sofre mesmo é com a liberdade de expressão promovida pela internet. Apraz-me tal sofrimento, confesso.

Chega. I´m so tired about so much littleness. Je suis trés fatigue de tant mesquinerie.




Pietra Peroni (23/06/2008 - 16:25)
Moro no exterior e não assisto a esta novela. Nem a nenhuma outra, apesar de todas as novelas da Globo passarem aqui. Este texto é TÃO pró-esquerda, esse blá blá blá contra classe dominante. So boring. Você fala que a novela é maniqueísta, mas seu texto também é. Por que ser assim tão contra a direita e tão a favor da esquerda? Não existe um equilíbrio? É um discurso tão tendencioso e hipócrita. Aposto que não moras em um abrigo ou coisa parecida. E aposto que sua casa não têm as portas abertas para qualquer pessoa pobre que quiser ir morar com lá com você. Descurso de esquerda rica do Rio de Janeiro, zona sul: "tudo PELOS pobres, nada COM os podres". So disgusting.

Ivan Moraes (23/06/2008 - 00:19)
SHUT UP, GLOBAL BITCH!

eEUcomISSO (22/06/2008 - 19:34)
É...Em meio o São Joao e eu aq comentando...
mas vamos lá!

eu ja tinha reparado em alguns personagens dessa novela, principalmente no que diz respeito a hipocrisia e descriminação [de todos os tipos]

mas vc realmente foi fundo.
eu num tinha chegado a esse ponto de observação.

mas vale ressaltar disso tudo uma coisa:
-A população em geral nao sabe com o que está lidando, a globo é um apice do egocentrismo ditatorial dum país, e se por acaso Serra tivesse ganhado, o pais estaria num inferno.
num que estamos num ceu, longe disso, mas foi graças a ete governo q estudantes sem dinheiro poderam hoje cursar a universidade; o indice de emprego é alto; só a saude e a educaçao ainda sao lastimaveis...sem contar a segurança q é consequencia das duas primeiras.

E sobre essa novela e o autor, a solução éou mudar de canal, ou desligar a televisao.
e principalmente, parar de falar deles, e fazer o nosso.

ps - Só choro quando penso em Machado de Assis e os icones da literatura brasileira, que hoje devem estar quebrando tudo debaixo do chao...
ou Fora dele...

FuiZ!

Silvio de Andrade (22/06/2008 - 16:35)
Talvez o Estado brasileiro devesse repensar essas concessões, a Globo utiliza de forma maligna para fazer apologia a discriminação, ao engodo, à mentira, falar mal do Governo Lula, e agora com esta nova novela "A Favorita", deixa a mostra sua campanha contra o Presidente Lula de forma aberta. Tá na hora de não renovar a concessão. Fora a Rede Globo!!!!

Indira (22/06/2008 - 16:00)
Não seria um bom momento para se discutir a questão das concessões de canais televisivos no Brasil ? A TV Globo, por exemplo, teve sua concessão em plena ditadura e faz o que quer sem dar muita satisfação publica. Acho que ja é mais do que tempo de se rever esse processo. TV publica tem que prestar, sim, serviço publico. O que se tem atualmente é um enorme deserviço social.

Gama (22/06/2008 - 00:11)
Quem se lembra da novela "que rei sou eu", numa campanha eleitoral de mil novecentos e oitenta e bolinha?
Essa novela, juntamente com os efeitos dos trilhos divergentes que apareceram em anúncios de campanha do PRN (teriam sido produzidos pelo mago em efeitos especiais Hans, da Globo?)é que elegeram Collor.
ah sim, esqueçi: tinha a Lurian também.

Ary (21/06/2008 - 23:19)
A Globo é o remanescente da ditadura mais atuante nos dias de hoje.Prcisamos urgentemente de mais Brizolas por essas bandas.Descobre-se,enfim,mais uma faceta da central globo de safadeza: Fazer propaganda político-partidária em telenovelas.É preciso se livrar desse câncer ou esse câncer se livra de nós.

Gersier (21/06/2008 - 21:20)
Pra mim a Globo é como um câncer para o Brasil.Quem realmente ama esse País passa bem longe da grade dessa emissora cujos atores,apresentadores,comentaristas antipatriotas e bajuladores dos patrões,acreditam que estão abafando.E o pior é que devem estar,mas pros alienados de sempre.Como só assisto a qualquer de seus telejornais quando quero confirmar que ela não mostrará certos fatos,como por exemplo a corrupção do Rio Grande do Sul,ou as propinas pagas ao governo de São Paulo por uma empresa européia,dificilmente passo raiva.Diz um comentarista do blog Sr.Com, que ela dá ao brasileiro quatro doses diárias de baixa estima,ele se enganou,são sete.Começa no tal bom(?)dia Brasil,passa pelo das treze,depois quem capta via Sat os da dezessete e dezenove,aí vem o das vinte,passa pelo folhetim das nove e encerra com o tal jornal da noite.A sobremesa é o tal programa do Jô,por quem tinha admiração.O PHA disse em seu blog que a Globo,via Galvão Bueno,está fazendo campanha para tirar o Dunga do comando da seleção.Pouca gente sabe que o motivo,que começou com Vanderley Luxemburgo e Dunga deu sequencia,foi acabar com privilégio dessa famigerada em ter prioridade nas entrevistas e informações.O senhor Ricardo Teixeira protegido por essa emissora por lhe dar benesses,é outro tremendo enganador.Um dia chegando ao Rio,já estava entrando em um táxi no aeroporto Tom Jobim,quando fui empurrado,ao voltar para ver quem era,adivinhem.Bêbado era ele.Pensei,estamos bem servidos.

Jamilton Lopes Soares (21/06/2008 - 19:23)
Perfeito. Foi sem dúvida o melhor raio X que eu já li sobre essa Novela da classe média alta (elite). O povo brasileiro tinha que ter acessos a textos como esse sempre, uma pena que a vinculação desses textos sejam publicados apenas na INTERNET Azenha. Tudo que foi descrito, eu já tinha analisado.
Eu acho o cúmulo do absurdo uma emissora usar da concessão pública para atacar o povo como o PIG faz.

Horac io Miguel Pires (21/06/2008 - 13:40)
Azenha,eles (imprensa golpista-PIG)já estão percebendo que não esta tão fácil vender seu "lixo impatriotico" como acontecia na Ditadura.Estamos na nossa "trincheira"democrática e assim ficaremos, ora avançando ora recuando mas, nunca abandonando a luta - nosso Bom Combate contra essas forças obscurantistas,mentirosas,que distorcem,direitistas,fascistas e sem qualquer comprometimento com a verdade.Se nós tivéssemos um canal como este na Ditadura,nossa AMADA PÁTRIA já teria mudado há muito mais tempo,só tinhamos uma caixa de maçã para fazermos valer as idéias democráticas.

Julio (21/06/2008 - 12:48)
Conluindo: Perfeito o texto do Hugo!

Julio (21/06/2008 - 12:47)
O que me deixa ainda mais triste, além de viver num pais em qua a Globo domina, seguida de perto pela Record (2a colocada em "maior número de gente sem caráter por metro quadrado" vide Edir Macedo e Universal) é saber que essa maldade alienante toda das novelas é exportada e segundo eu sei, passam em Cuba!!!

Vinícius Carvalho (21/06/2008 - 11:26)
O personagem Bissexual e elitista(que critica os traficantes e maconheiros, mas que mete o nariz o talco) Francisco Macieira, foi declaradamente inspirado no candidato à prefeitodo Rio pela coligação PSDB/PV Fernando Gabeira.
Viveu exilado, é neo-liberal, fala mansa e etc...
A sorte é que a novela foi um fiasco e não dureu até as eleições pois ela seria uma arma em prol do Gabeira/Macieira.

wilson cunha junior (21/06/2008 - 11:13)
A rede globo é hoje a pior coisa que o Brasil possui. Desinforma e aliena amiúde. Olhem como o site globo.com se refere ao presidente da república numa matéria sobre o jogador Herrera do timão: "Atacante Herrera agradece Lula pelo 'convite' para se naturalizar brasileiro. ... O político criticou o desempenho da seleção brasileira no empate sem gols com a Argentina, quarta-feira, no Mineirão, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Apesar do "sonho" do presidente petista, Herrera não tem condições de vestir a camisa amarela. O jogador atuou pela equipe sub-20...". Visível a vontade de desqualificar. "O político.." é pra associar ao que há de ruim na categoria. "O presidente petista..." é sacanagem misturada com desinformação, o presidente petista é o Ricardo berzoini. Lula, apesar da globo, é presidente brasileiro. A globo é o lugar onde se concentram o maior número de pessoas sem caráter por metro quadrado.

Fernanda (21/06/2008 - 02:16)
Sensacional.Mais uma vez vc foi na veia!Minha admiração sempre!!!!

Juliano (21/06/2008 - 02:12)
Excelente raio-x do tal folhetim, mais para panfletim. E parece que ao Eduardo Guimarães, não vão faltar motivos para questionar essa nova novela que substitui aquela. Também como ele, acho um terreno perigoso, o de interferir em criação "artística", apesar de eu não conseguir ver nada sequer parecido com "arte" nesses produtos globais. Mas proselitismo escancarado como esse em período eleitoral, além de desonesto é ilegal

Everton. de Belo Horizonte (21/06/2008 - 02:10)
Muito boa a análise. Lembra um pouco as do Stanley, aqui no Viomundo. É isso aí, mas a podridão não ocorreu só nessa novela. Há discursinhos dissimulados em tudo o que a globo faz. É o pior atentado contra povo brasileiro, que assume esse posicionamento destrutivo, sem ter a mínina consciência dessa lavagem cerebral. A globo deveria responder por crimes contra a pátria, contra o povo brasileiro. Ela inclusive faz apologia às drogas, ou seja aos seus produtos durante toda a sua programação. O mais legal é que a novela não decolou. Aliás, vários produtos globais não decolam mais. Análises de novela como essa deveriam repercutir em vários meios de comunicação, pois o povão faz pouquíssima incursão nos meios em que elas são publicadas/veiculadas. Seria legal produzir um programete para rodar no YouTube, sobre análise de novelas, bem no estilo dessas revistas de fofoca, destilando as verdades como nesse texto. Uma coisa não pesada, mas levada para o humor. Aí sim atingiria o povão e faria um estrago muito grande.

Hugo Albuquerque (20/06/2008 - 22:30)
Xará, Suas críticas a novela são pertinentes, não duvido que essas porcaria foi criada para tentar freiar a popularidade de Lula, mas eu não perderia meu tempo lendo o seu artigo inteiro, eu simplesmente não consigo ouvir falar de novela, não consigo.

Eduardo Guimarães (20/06/2008 - 19:03)
Azenha, para eu chegar ao ponto de bradar contra uma criação artística, eu que sou um adepto da arte, a coisa tem mesmo que ser pra lá de feia. Eu assisti a muitos capítulos dessa novela e, apesar de não ter levado adiante minha proposta de representação contra ela no MPF, continuo achando que o uso de uma concessão pública para veicular isso aí que o Hugo escreveu é totalmente ilegal. Pena que falte peito neste país para defender a sociedade desses abusos de um grupo empresarial que acha que pode escarnecer do resto da sociedade que não lhe acata as idiossincrasias como se dono fosse do bem público que lhe facilitou tal malfeito.

Vera Pereira (20/06/2008 - 17:52)
Excelente análise, a melhor que já li até agora sobre a dramaturgia sem criação e sem criatividade e os novelistas cães de guarda da classe (e da empresa) dominante.



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