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MILHO TRANSGÊNICO: A QUEM INTERESSA?

Atualizado em 26 de março de 2008 às 22:54 | Publicado em 26 de março de 2008 às 22:51

por João Pedro Stedile, publicado na ADITAL

Caros amigos, para evitar que minha incontrolável indignação interfira sobre a clareza dos fatos que vou narrar, por si só contundentes, vou alinhá-los em tópicos e da forma mais enxuta possível.

1. Em julho de 2002, o candidato Lula publicou seu programa de governo, assinado pelo coordenador de sua campanha, Antonio Palloci. No capítulo agricultura, item dos transgênicos, há um compromisso claro: que o governo Lula assumiria a responsabilidade pela precaução. Ou seja, não liberaria nenhuma semente transgênica sem absoluta segurança.

2. Durante o ano de 2007, a CTN-BIO, Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia, aprovou sem nenhum estudo científico de impactos na natureza e na saúde humana, como manda a lei, o uso comercial de duas variedades de milho transgênico: o milho MON 810, da empresa americana Monsanto, e o milho Liberty Link, da alemã Bayer.

3. Não tendo sido cumpridas as regras de segurança previstas na lei, o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recorreram ao conselho de ministros denunciando o perigo que isso significa para o meio ambiente e para a saúde da população.

4. No dia 12 de fevereiro, o conselho se reuniu. Sua coordenadora, a ministra Dilma Rousseff, advertiu que a liberação era uma questão de interesse do governo (ou de empresas transnacionais?) e exigiu fidelidade dos ministros. Não conseguiu a de todos, mas mesmo assim as novas "variedades" de milho foram aprovadas por sete votos a favor e quatro contra.

5. Entre os que votaram a favor estão o Itamaraty e o Ministério da Justiça. Além dos que tradicionalmente se manifestam a favor das empresas transnacionais, como Agricultura, Desenvolvimento e Indústria, Defesa, e Ciência e Tecnologia.

6. O Itamaraty foi questionado: como explicar que em reuniões internacionais assina acordos pelo direito da precaução e em nível interno vota contra? Explicação: o subsecretário que foi à reunião e votou não obedeceu à linha do ministério!

7. O ministro Tarso Genro, também questionado, tirou o corpo fora, alegando que o chefe de gabinete também não espelhava sua opinião... Então, espelha a opinião de quem?

 8. Terminada a reunião, o ministro Sérgio Rezende comemorou descaradamente, na imprensa, a vitória da Bayer e da Monsanto. E saber que o rapaz é filiado ao Partido Socialista. Deveria mudar para o partido Sou-da-lista...

9. Os movimentos sociais advertiram o governo. Dezenas de intelectuais, pastores, bispos, cientistas enviaram carta aberta aos ministros pedindo a manutenção da precaução, conforme recomendação do Ibama e Anvisa, os dois órgãos diretamente ligados ao assunto.

10. A ciência já comprovou: as sementes de milho transgênicas não convivem com as outras variedades. Elas afetam geneticamente todas as demais em imensas extensões de lavouras. Nos anos oitenta, os norte-americanos cobriram com adesivos a fuselagem de um avião que sobrevoou, a grande altitude, o Corn Belt (o Cinturão do Milho) do país. Colheram desse adesivo material genético de milhares de variedades do cereal. É a glória e maldição do milho: a polinização é aberta, promovida pelo próprio vento. Deve-se esclarecer, também, que a pesquisa genética com essas sementes não visa selecionar características que as tornem resistentes às pragas e doenças, mas sim aos herbicidas e venenos fabricados por seus próprios desenvolvedores. E, pior, não há estudo comprobatório de sua segurança. Nenhum.

11. O sistema de acompanhamento de contaminação de transgênicos do Greenpeace, uma das mais importantes organizações ambientalistas do mundo, já recolheu denúncias de "contaminação" genética por essas variedades de milho em dezesseis países.

12. Nos Estados Unidos, a variedade da Bayer está proibida, pois apresentou problemas na alimentação dos porcos. Em janeiro passado, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que não é nenhum fanático-ambientalista, proibiu o cultivo comercial do milho da Monsanto. Talvez por isso as duas empresas transnacionais tenham aumentado a pressão pela aprovação do seu milho no Brasil.

13. Lembre-se ainda que a difusão dessas variedades de milho no México acabou com todas as variedades locais, crioulas, que eram controladas pelos camponeses e usadas no preparo da tortilla, o prato nacional do país, e levou à falência milhares de famílias de camponeses pobres.

13. As empresas alegam que vão diminuir a dosagem dos venenos. O mesmo diziam sobre a soja transgênica da Monsanto. No Rio Grande do Sul, depois de consolidado o uso da soja transgênica, a utilização de veneno subiu 7,5 quilos para cada quilo usado antes (750%). Por isso, o Brasil é hoje o maior consumidor de venenos agrícolas do mundo!

14. Os movimentos camponeses do Brasil não ficarão calados. Buscaremos todas as formas possíveis para defender nossas variedades e a saúde de nossos cultivos. Dos ministros defensores das transnacionais, só esperamos que tenham vergonha na cara. Porque a história de um povo é um pouquinho mais longa do que quatro anos de governo - e um dia o povo brasileiro vai cobrá-los.


* Economista, Membro do MST e da coordenação nacional da Via Campesina Brasil

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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Rodrigo Cabral - Rio de Janeiro - Rj (05/11/2008 - 17:38)
Gente, eu estou muito mas muito a fim de entrar em uma briga pela nossa liberdade de ter alimentos seguros em nossas mesas, e lutar contra governos e empresas que queiram se dar bem em cima da nossa gente trabalhadora.. deixo meu e-mail pra contato cabracabral@yahoo.com.br espero que vc possa liberar minha mensagem Azenha, agradeço desde já!!
Não podemos ficar de braços cruzados, precisamos fazer com que todas as pessoas do Brasil saiba desse perigo... estou decepcionado com o presidente LULA!...

Historiador (21/04/2008 - 23:04)
Por isso, Alexandre, que os produtos organicos estão ganhando mercado.
Um tal de Ford tentou implantar uma mega-floresta de seringueiras na amazônia sem estudar sobre as condições de sobrevivencia e a interação ambiental das plantas. A técnica "plantation" foi um fracasso. Uma clareira gigantesca foi aberta pra nada. A população local sofreu muito. Após isso, Ford voltou para seu país de origem e continuou vivendo muito bem. Os outros que se danem não é?
Na Etiópia, o interesse economico roubou toda a fertilidade do solo. Ninguem se preocupou com a rotatividade do solo. 1984: Fome na Etiópia. Quando o interesse econômico prevalece, só dá merda. Eu sei disso pela história. Quer plantar transgenico? Então façamos um acordo. Jure ficar com a terra por 50 anos que eu quero ver se você tem coragem. Quando colocar a alma na terra quero ver ter coragem de vende-la.

Alexandre SC (12/04/2008 - 21:22)
SR(A)S, POR GENTILEZA, EU GOSTARIA DE PASSAR ALGUMAS INFORMAÇOES QUE SERIAM INTERESSANTES PARA VOSSOS CONHECIMENTOS. PRIMEIRAMENTE SE O TRANSGENICO FAZ BEM OU MAL, NAO SOMOS NÓS QUE VAMOS DECIDIR, MAS O QUE EU GOSTARIA COMENTAR É QUE ANTES DE EXISTIR A SOJA TRANSGENICA, OS AGRICULTORES APLICAVAM MAIS DE 5 TIPOS DE PRODUTOS PARA CONTROLE DE ERVAS DANINHAS EM SUAS LAVOURAS, E AINDA COM BAIXA EFICIENCIA E ALTA TOXIDADE PARA O MEIO AMBIENTE E SERES HUMANOS. APARTIR DOS USO DA SOJA RR, OS MESMOS ESTAO UTILIZANDO O ROUNDUP COMO DESSECANTE E CONTROLE DAS ERVAS DANINHAS, COM CUSTO MENOR POR HECTARE E COM MENOR AGRESSAO AO MEIO AMBIENTE(ALTAMENTE DEGRADÁVEL NO SOLO).
NO CASO DO MILHO MON 810(RESISTENTE A PRINCIPAL PRAGA DA LAVOURA -LAGARTAS DA PARTE AÉREA), OS AGRICULTORES NAO APLICARAM MAIS INSETICIDAS PARA CONTROLE DAS MESMAS, SENDO QUE NO MILHO CONVENCIONAL, SAO APLICADAS DE 2 A 5 VEZES INSETICIDAS (CARBAMATOS, FISIOLOGICOS, PIRETROIDES, ORGANOFOSFORADOS) E A EFICIENCIA NO CONTROLE ESTA SENDO MUITO BAIXA. A CONTAMINAÇAO DO APLICADOR É MUITO GRANDE, E TBEM O RESIDUAL QUE TEMOS NO SOLO, E QUE FICAM NOS ALIMENTOS QUE TODOS NÓS ESTAMOS CONSUMINDO. PORTANTO, ACHO QUE PRIMEIRO TEMOS QUE CONHECER A REALIDADE DOS AGRICULTORES, QUE ESTAO APLICANDO ALTAS CARGAS DE DEFENSIVOS AGRICOLAS PARA CONTROLE DE ERVAS DANINHAS, PRAGAS, DOENÇAS E QUE COM O USO DA BIOTECNOLOGIA O USO DESTES DEFENSIVOS SERAO DIMINUIDOS, FAZENDO COM QUE OCORRA UMA MENOR DEGRADAÇAO DO MEO AMBIENTE E DO SERES HUMANOS.

Luiz Prado (09/04/2008 - 08:37)
Minha familia lida com terra a pelo menos 200 anos.

Alexandre (02/04/2008 - 21:08)
Algum dos genios do post é produtor rural? O Stedile e bandido. E voces ficam discutindo sem CONHECIMENTO DE CAUSA. Por favor...vao cuidar de uma lavoura 1°. O transgenico pode ser BOM ou RUIM para o agricultor(clima, terra..etc). Quanto ao consumidor: a qto tempo voces comem big mk (ou bobs) e tomam coca cola? RISADAS!!!!!!!!!!!!!!!!

maria santos (28/03/2008 - 23:17)
Obrigada, Fernando.

Fernando (28/03/2008 - 14:16)
Nesse link estão os produtos identificados pelo Greenpeace como transgênicos no Brasil: http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/consumidores/guia-do-consumidor-2

Luiz Prado (28/03/2008 - 10:26)
Todo mundo sabe que no brasil pelo menos 25% dos alimentos se perdem. O desperdício é o problema. Como alguns querem ganhar dinheiro, não se preocupam se estão comprando não uma semente que perderá a fertilidade na 3 geração. Se a soja transgenica se misturar com a soja natural, a monsanto deve indenizar o produtor organico? Acho que deveria sim. E o que acontecerá se 3m 3 gerações as novas plantas forem estéreis? Eu acho um absurdo a construção do cofre de sementes na ilha de Svalbard na Noruega. "A idéia é que as sementes preservadas só sejam colocadas em circulação se todas as outras fontes de sementes forem destruídas ou esgotarem", afirmou Fowler.
O motivo é o medo de uma destruição das nossas sementes. Por que esse medo? A monsanto nem as empresas que patenteiam os nomes e o genes das plantas brasileiras não tem o que temer. Quem morre de fome não reclama.

Fernando (27/03/2008 - 20:37)
O problema é que realmente não estão rotulando. E os transgênicos já estão presente no que comemos faz muito tempo.

maria santos (27/03/2008 - 19:13)
Não entendo uma coisa: tenho que consumir produtos transgênicos, queira ou não queira? Não posso nem fazer uma escolha democrática? Eu, particularmente, se vier a ler no rótulo de um produto que ele é o tal claro que não vou consumir. Só espero que dêem esta oportunidade de escolha aos consumidores, colocando as especificações nas embalagens.

JULIO SILVEIRA (27/03/2008 - 12:13)
A invasão de produtos transgenicos no País obedeceu a uma estratégia muito bem montada.
Certamente no futuro a população sentirá as consequências da inserção destes produtos em sua saúde.
Novamente, os interesses financeiros primordiais foram mais importantes.
A estratégia utilizada foi a de se aproveitar da dificuldade financeira dos agricultores.
Utilizando sementes contrabandeadas foram corrompendo a Lei, e estimulando a pratica do plantio irregular para, na ilegalidade, consolidadar estas culturas, de produtos proibidos, utilizaram na verdade a mesma estratégia dos traficantes que nos paises onde a coca é produzida, dificilmente produzem outra cultura alimentares, pois o cultivo da coca é mais lucrativo.
Após verem as culturas serem implantadas gradativamente(começou com a soja) com apoio de muitos grandes produtores rurais e a midia de resultados, que certamente devem ter sido de alguma maneira beneficiados, e que são completamente descompromissados da responsabilidade social, só restou ao governo a alternativa de legalizar, já que politicamente o fato já estava consumado, e essas culturas já estavam consolidadas.

rodolfo (27/03/2008 - 11:50)
Em meio a isso tudo, não é curioso que os Estados Unidos estejam proibindo a variedade da Bayer, e na Europa estejam proibindo a da Monsanto? Neste emaranhado de discussões técnicas e ambientais, a guerra comercial que envolve tudo só deixa mais difícil ainda chegar-se a uma opinião segura sobre a questão.

Gunther Furtado (27/03/2008 - 11:33)
Essa história tem outros atores que precisam ser apontados: As Dras. da USP, que defendem a pesquisa com células tronco, barganharam apoio da agrobancada para suas pesquisas em troca da inclusão deste lixo que são os organismos modificados geneticamente em laboratórios de grandes corporações transnacionais nas nossas mesas. A Dra. Ligia, por exemplo, disse, em entrevista a PHA, na RecordNews, que prefere dar aos filhos alimentos transgênicos a orgânicos!!!

maria santos (27/03/2008 - 10:23)
Gostaria de saber disto bem direitinho se as gringas acham bom, pode ter certeza que não é bom para o povo brasileiro. Vejam exemplo do cigarro; depois que todo mundo ficou viciado, vem a notícia que cigarro faz mal à saúde...................................................
Com a palavra o Exmo. Sr. Presidente Lula. Afinal nós votamos nele e não em seus ajudantes. Devo dizer que outras maneiras de reinvidicar que não as violentas são mais aconselháveis.

Alberto Silva (27/03/2008 - 10:23)
Caro Lucas,
sua impressõs estão corretíssimas! apenas um adendo: as grandes multinacionais de sementes, agrotóxicos e adubos químicos não querem decidir quem usa ou não seus produtos...elas querem dominar completamente, querem que todos os agricultores passem a usar os seus produtos!! CO relação a contaminção: o que acontece e que torna o caso do milho ainda mais alarmante do que o da soja, por exemplo, é que ele tem polinização aberta e pelo vento, ou seja, uma lavora transgênica tem o potencial de poluir geneticamente uma área enorme de produção, com variedades convecionais, crioulas e orgânicas, que estejam num amplo raio de alcance da dispersão de seu polén. E com bem citou Stédile, isto já está comprovado cientificamente, a impossibilidade de coexistência entre o trabnsgenico e o não-transgenico.

Fernando (27/03/2008 - 10:23)
O Jean Marc Won der Weid (líder estudantil da UNE durante os anos negros da ditatura civil-militar) está no movimento agroecológico, através da AS-PTA, e poderia ser um bom entrevistado. Ou então o Gabriel Fernandes, agrônomo da mesma instituição.

Fernando (27/03/2008 - 10:19)
Azenha, não consigo ler nem postar comentários nos artigos que não estão na página principal.

Alberto Silva (27/03/2008 - 10:16)
Excelente texto de Stédile. Para contribuir, penso que um ponto extremamente importante não citado no artigo, talvez para mantê-lo conciso, está relacionado ao patenteamento das sementes. Os agricultores, familiares ou não, são obrigados apagar royalties para estas empresas, aumento o custo de produção, causando dependência dos mesmos, inclusive pela introdução de genes que abortam o desenvolvimento da planta se não forem aplicados os agrotóxicos correspondestes (por sinal, os mesmos das empresas "donas" das sementes). Assim, não estamos falando aqui só das questões ambiental e de saúde, mas de uma questão básica de soberania e segurança alimentar.

nona fernandes (27/03/2008 - 09:52)
Azenha, tenho por princípio e conduta, não emitir opinião sobre assunto que eu não esteja, pelo menos relativamente embasada de informações. Mas, mesmo assim, vou arriscar. Esse é um dos pés atrás que tenho em relação ao presidente Lula e ao seu governo. É que o desconhecido, muitas vezes me assusta, e acho que tanto eu, como grande parte da população não conhecem quase nada a respeito dos efeitos a longo prazo, "dessa zorra". Prefiro o milho nordestino, plantado no dia de "São José". Ou seja, em uma das poucas vezes em que chove por esses lados de cá. Tem até aquela musiquinha: "Vou plantar meu milho todo, no dia de São José - Que é para ver se Deus ajuda - Colher uma espiga no pé", conhece? Brasileiros dos bons devem conhecê-la.

ailton filho (27/03/2008 - 09:01)
Parabéns Azenha, belo post. Esse assunto também é tabu na grande mídia. Lá eles calam sobre isso também. Ou melhor, calam não, no Paraná eles vivem batendo no Requião por ele ser contra as multi e suas "super sementes".

Patrick (27/03/2008 - 08:53)
Caro Lucas, a polinização propicia que o agricultor que planta o milho "normal" acabe tendo sua cultura afetada pelo vizinho que planta transgênico. Depois leva um processo da Monsanto cobrando royalties por essa situação. Isso já ocorreu no Canadá, procure pelo processo "Monsanto Canada Inc. v. Schmeiser".

Gustavo Pamplona (27/03/2008 - 01:36)
Eu por exemplo não como "champignon" (cogumelo) já que este aqui ficam entre os dois reinos, o vegetal e o animal nem crustáceos como camarões, lagostas, caranguejos que são pertecentes a ordem dos artrópodes dos quais descendem os aracnídeos (aranhas, escorpiões, etc..) e insetos (baratas, besouros, etc...) e outros items nojentos como escargot's (lesmas) e caviar, imaginem se um dia eu vou aceitar comer um alimento vegetal que possa ter um gene vindo de um animal e este animal for um desses nojentos que eu mencionei acima. Se não fosse o fato de eu gostar de uma carninha e um churrasquinho eu já teria me tornado vegetariano há muito tempo. Já tivemos até gatos que brilham no escuro. E outras anomalias genéticas.

Lucas Secanechia Pereira (26/03/2008 - 23:49)
Minha ignorância no assunto me deixa mais confuso a cada artigo que leio sobre os transgênicos, em resumo o que eu acho que entendi foi que estas transnacionais sobre a alegação de que combate as doenças e pragas trabalha com as sementes modificas, mas na realidade não protege coisa nenhuma e só faz vender mais ainda herbicidas e venenos contra pragas que as próprias transnacionais fabricam, parece uma burrice tremenda investir nessa falácia, o que estas mega-empresas pretendem é decidir quem vai planta ou não milho e outros produtos decidindo quem pode ou não pode comprar seus herbicidas?
Não compreendi também o transgênico pode se espalha pelas outras lavouras como um vírus?

Thiago Vilela (26/03/2008 - 23:32)
Mais uma vez o MST mostrando que está antenado no que está acontecendo no país. Vamos invadir as sedes dessas empresas aqui no Brasil, as fazendas que usam desse produto, o que não dá é ficar parado! E pra simbolizar o começo desse ano de lutas conjuntas entre os movimentos sociais e setores estudantis vamos parar o rio de janeiro nesse 28 de março! Edson Luis vive!

Felipe Vargas Zillig (26/03/2008 - 23:12)
A compra da safra de soja feita por 2 ou grupos transnacionais,a fabricação do adubo,do veneno e os tratores e colheitaderas por multinacionais,os brasileiros entram com o trabalho.Não foi o governo LULA que criou esta situação.A política de alianças para o governo do estado feita pelo PT(PCdoB e PSB são apoios tradicionais)nos levou a derrota.As consequências são a venda das ações do Banrisul,desmonte da educação,da saúde e da segurança pública.A questão dos trangênicos é complicada,tem muita coisa boa na trangênia,mas tem muita monsanto.Boas safras.

Marcia (26/03/2008 - 23:04)
Me lembrei da propaganda " SE É BAYER ... É BOM " Não é bom.
Excelente post.
Sou, e sempre fui, contra alterações genéticas para atender mercados.
Essas atitudes do governo...
Lamentável.



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