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Cartas de Minas
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Lula lidera entre eleitores evangélicos, que segundo a Folha “derrubam” Lula

23 de outubro de 2017 às 11h34

Lula lidera entre católicos e evangélicos, mas manipulação da Folha faz parecer o contrário

Cintia Alves, GGN

Jornal GGN – A Folha de S. Paulo manipulou a última pesquisa Datafolha duas vezes para fazer parecer que a candidatura de Lula vem caindo entre um segmento da população: o que se declara evangélico.

Mas os dados do estudo mostram o contrário: Lula lidera a disputa para 2018 mesmo neste nicho, deixando para trás Jair Bolsonaro, Marisa Silva e João Doria.

A primeira manipulação da Folha ocorre no título e no primeiro parágrafo da matéria “Evangélicos impulsionam Bolsonaro e Marina e derrubam Lula, diz Datafolha”.

O título dá a entender os candidatos do PSC e Rede crescem enquanto Lula cai numa avaliação em que só o nicho evangélico é levado em consideração.

Mas a afirmação é desmentida pelos dados da pesquisa Datafolha do final de setembro.

Entre evangélicos, Lula tem 32% das intenções de votos, seguido por Bolsonaro (21%) e Marina (17%). João Doria aparece com 7%.

Os cenários não incluiem Ciro Gomes (PDT) nem Geraldo Alckmin (PSDB).

Por outro lado, constam nomes que não chegam a 2% da intenção de votos, como o de João Amoêdo, do Partido Novo.

No cenário em que Doria não disputa pelo PSDB, a distância entre Lula e Bolsonaro cai um pouco, mas o petista ainda lidera com 29% entre evangélicos, ante os 22% do deputado do PSC e os mesmos 17% de Marina.

Embora tenha ejetado Doria deste quadro, a Folha não inseriu pontuação possivelmente angariada por Alckmin.

Mesmo diante dos números, a Folha força a barra e diz que “Bolsonaro e Marina disparam na preferência evangélica, com pelo menos 21% e 17% das intenções de voto, respectivamente.”

O que a Folha fez para passar a impressão de que Lula foi “derrubado” nessa pesquisa foi comparar os índices do ex-presidente na pesquisa de opinião em nível nacional (onde ele aparece com 35% das intenções de voto) com essa pesquisa que só leva em conta o eleitorado que se disse evangélico (onde Lula, mesmo assim, lidera com 29%, de acordo com a própria Folha).

Ou seja, uma diferença de 3 pontos percentuais entre duas pesquisas completamente distintas deu à Folha a licença poética de cravar que o “conforto” do petista em 2018 “vai minguar um bocado”.

A segunda manipulação da Folha consiste em recortar e dar destaque ao nicho evangélico, que representa 32% da população brasileira, quando os católicos ainda são maioria: 52%.

Também entre católicos, Lula lidera a corrida presidencial para 2018.

Curiosamente, com ainda mais vantagem do que entre os evangélicos.

Nesse segmento, o petista tem preferência de 40%, seguido por Bolsonaro (13%), Marina (12%) e Doria (7%).

Quando Doria não está no páreo, Lula continua com 40%, Bolsonaro fica com 14% e Marina, 11%.

A desculpa da Folha para destacar o cenário com evangélicos (ou seja, um contexto que Lula é menos favorito, embora continue liderando) foi a de que a “presença” dos católicos entre o total de brasileiros vem “encolhendo”.

Embora ainda sejam maioria, nos anos 1980 foram mais predominantes: eram 9 entre cada 10 brasileiros.

A pesquisa focada em eleitores religiosos foi feita por ocasião dos 500 anos de reforma protestante.

Só que revelou outro dado: que mesmo entre todos os brasileiros que se declararam religiosos, a maioria absoluta (8 em cada 10) diz que não leva em conta a opinião de seus líderes religiosos para votar.

Mesmo entre os evangélicos, a taxa média de quem dá ouvido a pastores é de apenas 26% sendo que entre seguidores da Universal e Renascer, é um pouco maior: 31%.

O próprio jornal reconhece que a influência dos líderes religiosos é exercida sobre uma “minoria”.

Leia também:

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2 Comentários escrever comentário »

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Mateus

23/10/2017 - 13h53

Quanto medo do Bolsonaro tem essa esquerda ultrapassada em?!

é Melhor Jair se acostumandoc cópias de venezuela !

#Bolsonaro2018

Responder

    Adair A. Barros

    26/10/2017 - 12h49

    Quanta profundidade de pensamento? Realmente já estamos acostumando a pessoas com conteúdo zero emitindo opiniões políticas idem, e ainda se acham.

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