VIOMUNDO

Lincoln Secco: A batalha ainda não está perdida

22 de março de 2016 às 22h59

aragão, dilma e lula

 

A batalha ainda não está perdida

Quem vai decidir o futuro do mandato de Dilma é um Congresso que foi eleito com caixa dois e formado por centenas de suspeitos de corrupção.

Lincoln Secco, em Carta Maior, sugestão de Antônio David

A história se acelerou. No momento em que cada um de nós pensa ou discute a crise política, ela já mudou. Agora mesmo aflige-me a possibilidade de uma iminente prisão do líder mais popular do Brasil. Inútil me perguntar por que ele e Dona Marisa já não estão numa embaixada denunciando mundo afora que estamos em meio a um golpe de estado.

No entanto, a batalha ainda não foi perdida. Longe de mim dizer o que as forças políticas de esquerda devem fazer. Em minha opinião, todas elas já estão fazendo o que podem. Com exceção de pequenos grupos sem nenhuma expressão social, os partidos, artistas, intelectuais progressistas, lideranças comunitárias, movimentos sociais, sindicatos e cada um em suas conversas na família, na vizinhança, nas igrejas, teatros, bares, faculdades, locais de trabalho e até na rua já resistem espontaneamente ao golpe.

O Pântano

Recentemente, a imprensa noticiou um cacique peemedebista dizendo que não adianta mais o governo oferecer cargos. “Nessa altura do campeonato, eles que fiquem com o Titanic”. Ainda assim, um membro do partido aceitou a Secretaria de Aviação Civil. Por que aceitar um cargo por apenas 30 ou 40 dias?

O fato é que o jogo ainda não terminou. Os deputados do pântano, ora na base governista, ora indecisos, não são influenciados tanto assim pela grande imprensa como imaginamos. Seu interesse “maior” se resume a emendas no orçamento e indicação para cargos públicos. Um deputado do interior de Alagoas não tem o tipo de eleitorado de outro do sudeste, onde campeia o conservadorismo mais estreito. Além disso, quem está no governo precisará, em caso de impedimento da presidenta, trocar o certo pelo duvidoso. Um novo governo fará nova coalizão e haverá uma dança das cadeiras.

Por fim, as ilegalidades da operação Lava Jato finalmente atingiram a presidência da República. Enquanto isso não acontecia, Dilma tolerou a “independência” da Polícia Federal. Depois do grampo telefônico, ela reagiu e o novo Ministro da Justiça anunciou a troca do delegado geral e, possivelmente, da equipe da operação golpista.

Aqui reside o ponto. O cálculo de uma parte do Congresso é que enquanto Dilma permanece no poder, ela e o PT são o alvo principal e os reais corruptos se salvam. Agora Dilma sugere também que pode despolitizar a ação da PF trazendo alguma previsibilidade à vida política.

Aqui me atenho a uma descrição sem considerações morais. Afinal, quem vai decidir o futuro do mandato de Dilma é um Congresso que foi eleito com caixa dois e formado por centenas de suspeitos de outras modalidades de corrupção.

Qual o problema a ser enfrentado agora? Naturalmente, o PT perdeu quase toda a capacidade de governar. Qualquer medida contra os amotinados da PF será contestada na justiça. E para quem os tribunais darão ganho de causa? Um doce para quem adivinhar. Diante dessa situação já previsível, o governo teria que partir para o confronto final, mantendo suas decisões e atacando politicamente a polícia partidária. Demonstrações de rua serão um apoio indispensável. Um líder resistindo, melhor ainda. Se isso vai acontecer? O histórico do governo não ajuda a acreditar. Porém, a história do futuro não pode ser escrita, precisa ser feita.

Leia também:

Herdeira da Globo na Lava Jato

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Lukas

23/03/2016 - 13h08

O articulista esqueceu de mencionar que o partido da ex-presidente em exercício também é formado por políticos corruptos e que foram beneficiados por doações legais e ilegais das empresas investigadas na lava jato.

Não me venham posar de vestais, senhores petistas.

Responder

Alexandre Tambelli

23/03/2016 - 00h44

Uma outra ideia que tive e abre caminho para discussão da viabilidade do Golpe.

Pensei nas diferenças do Brasil de 1964 e do Brasil de hoje e acredito que a tentativa de golpe hoje, que não prosperará, é para duas coisas: impedir Lula em 2018 e para, até lá, tentar mudar o Regime do Pré-Sal.

1964 e 2016: diferentes brasis. Não há golpe possível hoje.

Precisamos entender que o Brasil de 2016 não é o mesmo do Golpe Militar de 1964 e nem é o mesmo do Impeachment de Fernando Collor em 1989.

Existem dados geográficos bem distintos: número de habitantes, população urbana e rural, inclusão social, possibilidade de ascensão social. A rede de transportes e de comunicação é diversa e ampliada. O acesso à escolaridade e a informação são diferenciados.

Vamos fazer comparações básicas, alguns temas que me parecem relevantes.

População urbana e rural:

1964 – cerca de 35 milhões de viviam em cidades. Cerca de 40 milhões no campo. Totalizando 75 milhões de brasileiros.

2016 – cerca de 30 milhões vivem no campo. 175 milhões em cidades. Totalizando quase 3 vezes mais população do que em 1964: 205 milhões de brasileiros.

Estradas e acesso aos meios de transporte:

Em 1964 – a sociedade era, ainda, com predominância rural. E tínhamos meios de transporte, o automóvel, só para uma pequena elite. A malha rodoviária era bem menor e a locomoção individual pelo País se dava por transporte coletivo, quase que exclusivamente, via ferrovias ou ônibus, em viagens muito mais demoradas e inseguras do que hoje.

2016 – a sociedade é majoritariamente urbana. E o acesso ao meio de transporte individual, o automóvel: difundido entre diferentes estratos sociais e temos uma malha rodoviária, aeroportos, transporte fluvial que permitem a locomoção individual ou coletiva para todos os lugares do País e de imediato da quase totalidade do povo brasileiro.

Inclusão e ascensão social e nível de escolaridade dos brasileiros:

1964 – Havia uma sociedade de castas, pouca mobilidade social existia, estávamos na sociedade dos 30% de incluídos e dos 70% de brasileiros abandonados à própria sorte.

Escolaridade – cerca de 40% da população com mais de 15 anos não sabia sequer ler e escrever (assinar) o próprio nome.

2016 – Há um País que eliminou a pobreza. Houve durante os governos petistas a inclusão de quase todos os brasileiros na sociedade com, ao menos, algum poder de consumo, e ascensão social para classe C de mais de 40 milhões de pessoas. Todos com expectativas de melhoria continuada das suas condições de vida e com autoestima em dia.

A sociedade dos 30% foi implodida. Alguém acredita que os 70% de novos partícipes da sociedade brasileira vão aceitar calados o retorno à condição de excluídos do banquete social?

Escolaridade – Hoje, o analfabetismo se concentra nas faixas etárias de mais de 50 anos e está na casa dos 7%.

Há programas sociais de transferência de renda, vencedores, como o Bolsa Família, e de qualificação técnica dos brasileiros, como o Pronatec, além do programa de cotas, facilitador do acesso ao ensino público gratuito.

Comunicações e acesso à Internet e produção de mídias independentes:

1964 – Havia a televisão, rádios, revistas e jornais como disseminadoras das notícias em nível nacional e eram por estes meios que a população se informava sobre o Brasil e o Mundo. O tempo da disseminação da informação era lento. Não havia a Internet nem transmissões ao vivo de locais remotos do país e muito menos do planeta. As pessoas assistiam jogos da Copa do Mundo por vídeo-tape.

2016 – Apesar da concentração absurda dos meios de comunicação clássicos em pouco menos de 10 famílias há a Internet que diversificou os mecanismos de obtenção da informação da população brasileira, para além da Era Collor e do Golpe de 1964.

Internet que está sendo universalizada via aparelhos móveis e banda larga.

Hoje temos uma pluralidade de ideologias sendo disseminadas pela rede mundial de computadores e não existe mais o monopólio de toda informação nas mãos das não mais que 10 famílias que controlam as mídias tradicionais: TV, rádio, jornal e revistas semanais de circulação nacional.

Afora toda a tecnologia encontrada hoje, capaz de produzir e difundir conteúdos informacionais, para além, dos meios de comunicação tradicionais e de forma instantânea.

Nacionalistas e desenvolvimentistas X antinacionalistas e neoliberais e capitalismo industrial X capitalismo financeiro:

1964 – estávamos em plena Guerra Fria. Não havia se instalado mundo afora o neoliberalismo e havia a predominância do Capitalismo Industrial e a busca de um Estado de Bem Estar Social para fazer frente ao Socialismo.

Os militares no Poder foram nacionalistas e não foram privatistas. As empresas públicas e os bancos públicos não corriam o risco da sanha neoliberal.

2016 – predominância do neoliberalismo. As classes favoráveis ao Golpe estão diretamente associadas ao Capitalismo Financeiro (o mercado), são privatistas e antinacionais. Desejam privatizar todas as empresas e todos os bancos, que ainda estiverem no controle do Estado.

Seria possível um Golpe nos moldes de 1964 em 2016?

Responder

Alexandre Tambelli

23/03/2016 - 00h27

Hoje, pensei comigo a que serve e quem a tentativa de Golpe. É importante dizer que começa a existir uma pequena consciência na população, que é a da Justiça igualitária para todos, neste ponto se freará o Golpe. Senti isto em conversa de hoje com amigos. Eu sou do universo de amizades da classe média tradicional. As pessoas estão conversando e refletindo, este é um fato para além da vontade da Rede Globo.

Vou colocar aqui o texto que acabei escrevendo refletindo sobre o tema.

O GOLPE É DA REDE GLOBO & CIA. E SEM APOIO DOS BRASILEIROS.

A tentativa de Golpe se fez e faz por dois caminhos que se cruzaram até outro dia (dia 13 de março) e que hoje fazem um X.

1) O monopólio das comunicações nas mãos de 5 ou 6 famílias, capitaneado o Golpe na mídia pela Rede Globo e seus aliados na Política e no Judiciário.

Monopólio que controla, quase de forma exclusiva, as notícias do cotidiano do Brasil e do Mundo que os brasileiros podem ler, ouvir e assistir diariamente.

Golpe, somente possível e em andamento, por causa deste absurdo monopólio que busca tornar os brasileiros que ocupam posições de destaque na Política e na Sociedade, no Executivo, Legislativo e Judiciário, que tenham a coragem de divergir dele, reféns destes meios de comunicação, via ameaças de assassinatos de suas reputações.

É o Golpe do medo. Da sociedade refém de uma mídia oligopolizada e defendendo o Golpe, apenas, por seus interesses particulares.

Lula é o maior refém e o sujeito que mais procuram assassinar a reputação no Brasil de hoje.

2) A classe média e médio-alta, que desde sempre foi contrária ao PT, Lula e Dilma. A mesma classe que votou em Collor, Maluf, FHC, Serra, Alckmin, Aécio numa mistura de anti-petismo + a ilusão de ser uma classe social diferenciada, e que, portanto, vota nos candidatos que ela acredita serem defensores dos seus interesses particulares e não vota no PT.

Parcela desta gente saiu às ruas para protestar no dia 13 de março. Os teleguiados da Rede Globo & Cia. + a extrema-direita.

Por que o Golpe?

Como ocorreu a realidade nova, implementada pelo PT, e seguida à risca e de forma radical no Governo Dilma Rousseff, e que está ai por anos seguidos em funcionamento:

A realidade de um Judiciário equipado e livre para investigações sem restrições (o famoso doa a quem doer de Dilma) e capaz, de forma inédita, até de punir políticos, empresários, empresários de comunicação e funcionários públicos de alto-escalão corruptos precisam os golpistas tirar a Presidenta Dilma do Poder.

Aconteceu de esta realidade nova desembocar em um mar agitado, ela pisou em águas nunca dantes navegadas, um ponto remoto do oceano brasileiro, e foi se tornando difícil blindar alguém que cometa ilícitos de investigações e até, os nunca antes investigados, de possíveis punições, mesmo se pertencerem à classe política que defenda os interesses das elites midiáticas, mesmo se pertencerem à própria elite midiática.

A vontade de dar à Justiça o direito de investigação sem freios e sem seletividade, atingindo todas as classes sociais, e a Presidenta Dilma precisa ser derrubada do jeito que der, mesmo que sem motivo nenhum passível de derrubá-la.

É a luta da Presidenta honesta contra todos os desonestos e corruptos do Brasil.

Em um Golpe, só capaz de ser encaminhado, e, pelo corrupto mor: Eduardo Cunha, por causa do monopólio das comunicações no Brasil em mãos de 5 ou 6 famílias e suas ameaças diárias de assassinar reputações de quem ir na direção contrário ao Golpe.

É a sobrevivência financeira da Rede Globo que alimenta, diariamente, o Golpe.

Torna-se preciso deixar claro que por mais classista e, muitas vezes, seletiva que é a Justiça no Brasil não temos nela, sempre, magistrados que vão aceitar apenas dar cabo às investigações contra o PT, Lula e Dilma.

Existem brechas impossíveis de serem escondidas e controladas.

A população descobriu e descobre a cada dia mais, ainda mais com a Internet, mesmo que de forma menos contundente e pouco explorada pela velha mídia, que a Corrupção não é exclusividade do PT e sabe que ela nasceu bem antes dos Governos Lula e Dilma e que os aliados políticos da velha mídia e até a velha mídia praticam.

Neste ponto da História, o do combate à corrupção, Lula e Dilma foram revolucionários.

Escancaram a hipocrisia das elites midiáticas e seu monopólio das comunicações e seus políticos aliados aos olhos dos brasileiros.

A hipocrisia da seletividade. Dos santos e dos pecadores. Por isto a raiva e o ódio de destruir Lula, Dilma e o PT da Rede Globo de Televisão.

Por mais que a elite midiática tenha no Judiciário aliados e muitos magistrados receosos de dar parecer contrário à elite midiática e prontos para que não seja, sempre, investigada e punida por seus erros e corrupções, por mais que seja blindada a Rede Globo & Cia. e seus aliados, o fator novo, a Internet, escancarou a seletividade desta gente da elite midiática.

Escancarou a seletividade das investigações, punições e até das perseguições às legendas políticas e políticos.

E, hoje, o que se vê é um Golpe sem respaldo social, feito apenas pelos comandantes da velha mídia e seus aliados na Política e no Judiciário.

Dirão!

Existem os manifestantes brancos das classes média e médio-alta nas ruas do Brasil e eu direi: – Sim!

Porém, estes, já não podemos dizer aliados do Golpe!

Não foram eles que expulsaram os próprios colaboradores e apoiadores do PSDB: Aécio, Alckmin e Aloísio da manifestação do dia 13 de março?

Os mesmos políticos que sempre foram queridinhos da Rede Globo?

Não foram eles que não compareceram na noite de quarta-feira passada na Av. Paulista, mesmo, após o apelo da Rede Globo?

Tudo bem que foram de preto no dia seguinte trabalhar.

Porém, eles protestavam contra Dilma, Lula e o PT, apenas?

Não!

Eles estavam de luto para com toda a Política brasileira.

E, eles combinam suas manifestações, não por causa da Rede Globo, combinam na Internet, via ZAP, Facebook e Twitter e assemelhados.

O X (xis) foi riscado em 13 de março.

Quem pariu o ódio aos políticos de esquerda, partidos políticos de esquerda e a Política, também, foi riscado do mapa.

Sobrou a extrema-direita nas ruas, ninguém a coibindo se sentiu livre, leve e solta para fazer o que bem entender.

Erro do Governo Dilma. Chamar de democrática manifestação que pede ditadura militar, que aceita simpatizantes do fascismo, que pede a morte de gente, inclusive da Presidenta, que não respeita a orientação sexual das pessoas e demais aberrações sociais.

Erro da velha mídia e da oposição política. Aceitar o apoio desta gente para derrubar o Governo Dilma. Vão morrer tragados pelo próprio Golpe e abraçados na loucura da extrema-direita.

As manifestações da Direita branca vão refluir em abril, idêntico como aconteceu em abril de 2015, mesmo com o calendário do impeachment do Golpe midiático na Câmara dos Deputados. E as manifestações contrárias ao Golpe crescerão.

Como sabemos disto? É só fazer a pergunta básica:

– Se cair Dilma quem vai assumir? Temer, Aécio, Cunha, Renan, Serra?

– Os políticos expulsos das manifestações de 13 de março?

Os desavisados de março de 2015 não voltaram em abril de 2015 quando viram que Kim Katiguri, Revoltados on Line, Bolsonaro, Lobão, MBL os representavam.

2016 vai ser igual. Em abril, se a elite branca fizer outra manifestação vai a metade do público.

O Golpe é sem povo. O único povo que na rua estará para apoiá-lo é o da extrema-direita.

Golpe tramado pela Rede Globo e parceiros da velha mídia e parceiros da Política e do Judiciário.

E visando os interesses particulares de todos eles e que podemos elencar aqui:

1) Da Rede Globo & Cia. Conseguir junto a Receita Federal o abatimento das dívidas existentes com um Governo aliado, empréstimos via BNDES a fundo perdido, publicidade governamental exclusiva e assinaturas de revistas e jornais e demais publicações pelo Governo Federal aliado para sobrevida desses meios de comunicação, que com o aparecimento da Internet estão perdendo espaço publicitário e de audiência de forma progressiva e inexorável;

2) Dos políticos golpistas. Extinguir as investigações da Lava-jato, Zelotes e outras do Judiciário contra as elites e políticos aliados e, claro, paulatinamente, esvaziar a Justiça de mecanismos de investigação e punições, centrando, apenas fogo, no PT, Lula, Dilma e demais forças progressistas da Esquerda e movimentos sociais;

3) Dos aliados máximos da Rede Globo: José Serra, Sérgio Moro e EUA. Retomar a Política econômica neoliberal. Agora, na versão 2.0 privatizando tudo o que resta de patrimônio público, entregando o Pré-Sal e seu valor de trilhões de dólares ao Capital Financeiro Internacional para controle e uso das nações desenvolvidas e destruição de toda a cadeia produtiva brasileira ligada ao desenvolvimento soberano do Brasil (grandes empreiteiras, Petrobrás, Indústria naval e de defesa, Ciência e Tecnologia, etc.) e nos tornar um País agrário-exportador de commodities, de biodiversidade e de recursos naturais.

Tudo posto para nos tornar reféns dos interesses do Imperialismo.

Tudo posto deixo algumas perguntas para reflexão.

– Na hora H eles vão dar para trás no Golpe?

– Eles são capazes de segurar a convulsão social no País sem respaldo das urnas?

– Não seria todo este barulho para não haver a possibilidade de uma candidatura Lula em 2018? E, para facilitar a vitória de um candidato da Direita na próxima Eleição presidencial?

– Não se está apenas se considerando a moeda de troca, o Pré-Sal, para todo o Golpe sair das páginas da velha mídia?

– Não seria a hora de escancarar ao mundo o Golpe da elite midiática?

– Por que a demora em manifestarmos o real motivo do Golpe tendo como epicentro a Rede Globo e os seus interesses privados e as suas alianças com o Capitalismo Financeiro Internacional e o Imperialismo Norte-americano?

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