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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria

06 de novembro de 2012 às 23h20

Getting Away with It

por Paul Krugman e Robin Wells

No New York Review of Books

Resenha dos livros:

The Escape Artists: How Obama’s Team Fumbled the Recovery, de Noam Scheiber, Simon and Schuster, 351 pp., $28.00

Pity the Billionaire: The Hard-Times Swindle and the Unlikely Comeback of the Right, de Thomas Frank, Metropolitan, 225 pp., $25.00

The Age of Austerity: How Scarcity Will Remake American Politics, por Thomas Byrne Edsall, Doubleday, 256 pp., $24.95

Na primavera de 2012, a campanha de Obama decidiu investigar a relação entre Mitt Romney e a empresa Bain Capital, uma firma de capital privado para a qual o republicano trabalhou, que havia se especializado em assumir o controle de empresas e extrair dinheiro para seus investidores, às vezes promovendo o crescimento, mas muitas vezes à custa dos empregos dos trabalhadores. Na verdade, houve vários casos em que a Bain conseguiu lucrar ao mesmo tempo em que suas metas de aquisição empurravam as empresas para a falência.

Havia, então, justificativa para um ataque à relação Romney-Bain, e também razões políticas claras para fazer o ataque. Por um lado, havia funcionado para o democrata Ted Kennedy, que usou histórias de trabalhadores prejudicados pela Bain com resultados contra Romney, em 1994, na disputa para o Senado em Massachusetts. Além disso, se Romney desenvolveu um verdadeiro tema de campanha foi em sua afirmação de que, como um empresário bem sucedido, poderia consertar a economia, quando Obama não tinha sido capaz. Apontar os pontos obscuros da relação entre Romney e a Bain e dizer que o que era bom para a Bain definitivamente não era bom para os Estados Unidos, portanto, fazia sentido.

No entanto, quando escrevíamos esta resenha, dois proeminentes políticos democratas passaram a minar a mensagem de Obama. Primeiro, Cory Booker, o prefeito de Newark, descreveu os ataques contra as ações da Bain como “repugnantes”. Em seguida, ninguém menos que Bill Clinton apareceu para descrever a história de Romney  na Bain como “honesta”, acrescentando: “Eu não acho que devemos assumir a posição de julgar ‘este é um trabalho ruim, este é um bom trabalho'”. (Mais tarde, Clinton apareceu com Obama e disse que uma presidência de Romney seria “calamitosa”).

O que estava acontecendo? A resposta nos leva ao coração das decepções políticas e econômicas com o governo Obama.

Quando Obama foi eleito, em 2008, muitos progressistas esperavam uma repetição do New Deal. A situação econômica era, afinal, muito semelhante. Como em 1930, um sistema financeiro descontrolado levou primeiro à excessiva dívida privada, em seguida à crise financeira, crise que seguiu (e que persiste até hoje) e que, embora não tão severa quanto a da Grande Depressão, carrega uma semelhança familiar óbvia. Então, por que não seguir um roteiro semelhante?

Enquanto a economia agora ostenta uma forte semelhança com a dos anos 1930, o cenário político não, porque nem os democratas nem os republicanos são o que eram outrora.

Quando se preparava para assumir a presidência com Obama, boa parte do Partido Democrata estava perto de ser, se já não tinha sido, capturado pelos mesmos interesses financeiros que haviam levado à crise. Como os incidentes com Booker e Clinton demonstraram, alguns ainda são prisioneiros daqueles interesses. Enquanto isso, os republicanos se tornaram extremistas, de uma forma que eles não eram três gerações atrás. Em contraste com a oposição total a Obama em questões econômicas, naquela época a maioria dos republicanos no Congresso votou em favor do que seria o coroamento de FDR [Franklin Delano Roosevelt, mentor do New Deal, que superou a Grande Depressão e em consequência foi eleito para quatro mandatos], o Social Security Act de 1935 [que estabeleceu a Previdência Social pública nos Estados Unidos].

Estas mudanças nos partidos políticos dos Estados Unidos explicam tanto porque não houve um segundo New Deal quanto porque a resposta política à crise econômica prolongada tem sido tão inadequada. A captura parcial do Partido Democrata por Wall Street e a distorção política resultante desta captura são temas centrais de Noam Scheiber em The Escape Artists: How Obama’s Team Fumbled the Recovery.

Scheiber começa tratando da influência de Wall Street sobre o conjunto da equipe econômica de Obama. Em seus estágios iniciais, Scheiber nos diz, a campanha de Obama se baseou nos conselhos de “acadêmicos obscuros, gente do contra e burocratas envelhecidos”, como Austan Goolsbee, um jovem professor de economia da Universidade de Chicago, e Paul Volcker, o ainda vigoroso octogenário, ex-presidente do Banco Central. Mas, em setembro de 2008, um outro grupo de conselheiros econômicos havia se formado e começou a competir por influência, um grupo composto por “ricos insiders”. A maioria tinha trabalhado para o ex-secretário do Tesouro de Bill Clinton, Robert Rubin. Rubin tinha sido sócio da Goldman Sachs antes de integrar o governo Clinton. Depois, tornou-se diretor, conselheiro e mais tarde presidente do Citigroup [o maior conglomerado financeiro dos Estados Unidos].

Os retardatários de Rubin não demoraram a substituir completamente a equipe inicial de Obama. Por exemplo, a pessoa encarregada de vetar potenciais contratações na área econômica foi Jason Furman, um experiente economista de Washington que trabalhou no Projeto Hamilton, um think tank neoliberal fundado por Rubin e financiado por investidores amigáveis aos democratas. Mike Froman, assessor de Rubin durante o seu mandato como secretário do Tesouro, que depois seguiu Rubin no Citigroup, era o chefe de pessoal da equipe de transição de Obama. Foi ele quem apresentou Larry Summers e Tim Geithner como os principais candidatos a secretário do Tesouro.

Summers, o economista de Harvard e ex-subsecretário de Robert Rubin, que em seguida o sucedeu como secretário do Tesouro, além de ter sido consultor de um fundo de hedge de Wall Street, se tornaria o principal assessor econômico de Obama, como diretor do Conselho Econômico Nacional.

Geithner, que havia sido subordinado de Summers no Departamento do Tesouro de Clinton e mais tarde foi presidente do Banco Central em Nova York, foi uma das três pessoas que organizaram o resgate dos maiores bancos do país, em condições favoráveis ​​aos bancos, durante o outono de 2008. Como Scheiber escreve: “Ao colocar Mike Froman como encarregado da contratação de assessores, Obama de fato fez a escolha por governar com gente insider e do establishment”.

O domínio do Rubinites sobre o novo governo chocou muitos progressistas, já que para eles a revogação, apoiada por Bill Clinton, da Lei Glass-Steagall — defendida por Robert Rubin mas contestada por Paul Volcker –, simbolizava a medida em que a crise financeira de 2008 foi resultado de um relacionamento excessivamente amigável entre o governo Clinton e Wall Street.

É verdade que a Glass-Steagall, uma lei da época da Grande Depressão que proibia misturar a venda de valores mobiliários com a aceitação de depósitos de clientes segurados pelo governo sob o mesmo teto [ou seja, a lei proibia a atuação de bancos de investimento como bancos que captam depósitos de correntistas, e vice-versa] não teria impedido a implosão de 2008 em de Wall Street. A implosão foi causada por níveis extraordinariamente elevados de alavancagem dos bancos de investimento como o Lehman e Merrill Lynch, bem como pelos enormes portfólios de financiamentos de segunda classe, tóxicos, de bancos como o Bank of America. Mas os progressistas estavam certos de sentir que Wall Street tinha ficado perigosamente sub-regulamentada por muito tempo e que agora todo o país estava pagando o preço.

[Nota do Viomundo: Permitir que um banco de investimentos, acostumado com alto risco, atuasse como banco comercial, ou seja, captando depósitos e fazendo empréstimos, multiplicou o risco do sistema financeiro como um todo, para não falar na tentação de um banco de investimentos distorcer dados para convencer depositantes a jogar sua poupança em papéis de segunda categoria como se fossem ouro]

No entanto, as preocupações dos progressistas enfrentaram ouvidos surdos dentro do novo governo. Como relata Scheiber, quando um senador democrata protestou pelo fato de que a equipe liderada por Geithner e Summers tinha sido muito simpática com Wall Street durante a década de 1990, Obama rejeitou as preocupações, afirmando que “precisava de pessoas com as quais pudesse contar em uma crise. Além disso, … eles tinham mudado“.

Foi tudo algum tipo de conspiração? Scheiber explica que foi menos intencional e mais complicado que isso. Em parte, era a necessidade de Obama de ter mãos experientes e credibilidade imediata em meio à pior crise financeira desde a Grande Depressão. Mas também é claro que a personalidade e o temperamento de Obama desempenharam papel fundamental no alinhamento da sua fortuna com a dos Rubinites. Como Scheiber agudamente observa, Obama e Geithner se identificaram por terem tido infâncias similares como expatriados e um estilo discreto, auto-depreciativo, que evita o conflito direto. Sem dúvida, a equipe de estrelas econômicas de Obama deu-lhe a “afirmação intelectual” que, Scheiber observa, “ele desejava.”

Mas, enquanto a equipe pode ter dado a Obama afirmação intelectual, não lhe deu um conselho muito bom. No final, a resposta de Obama à crise financeira foi um tanto desequilibrada e inadequada: Wall Street recebeu um resgate generoso, com poucas exigências, enquanto os trabalhadores e proprietários de imóveis foram entregues a planos de estímulo e alívio da dívida radicalmente sub-financiados.

É verdade, nem todos os membros da equipe de Obama entenderam a crise erroneamente. Agora sabemos que Christina Romer, professora de Berkeley nomeada para chefiar o Conselho de Assessores Econômicos de Obama, pediu desde o início um pacote de estímulo econômico muito maior do que o governo jamais propôs. Mas Romer foi marginalizada e foi Larry Summers, uma pessoa que não tem vergonha de mostrar seu brilho, que conquistou o ouvido de Obama. Quando veste seu chapéu de acadêmico, Summers defende ideias keynesianas não visivelmente diferentes das de Romer (ou das nossas). Mas Summers, em vez de contribuir com análise econômica pura e simples, tentou mostrar sua astúcia política sobre o que seria possível aprovar no Congresso, e como resultado disso subestimou o pacote de estímulo necessário.

Mas é Tim Geithner, secretário do Tesouro de Obama, que aparece, ainda mais do que Obama, como o personagem decisivo nesta saga. Em contraste com Summers, a quem Scheiber retrata como um Rubinite flexível e reformista, disposto a alterar seus pontos de vista em face de provas, e em especial crente de que os acionistas dos bancos resgatados deveriam pagar mais aos contribuintes, Geithner é descrito como um Rubinite doutrinário, que via como a sua tarefa primária restaurar a confiança do mercado financeiro, o que em sua mente significava não fazer nada que pudesse perturbar Wall Street.

Assim, enquanto um pacote de socorro financeiro aos bancos era, sem dúvida, necessário, Geithner contrariou Summers e até mesmo Obama e criou um resgate em que os contribuintes assumiram todo o risco, sem nada em troca; em que os negócios especulativos da Goldman Sachs garantidos pela seguradora AIG, que empurraram a AIG ao precipício, foram honrados na íntegra e pagos com dinheiro do resgate do governo à AIG, e no qual o plano de regulamentação dos derivativos foi, como um lobista disse, “o plano apresentado pelos regulamentados”. Não houve, é claro, nenhuma discussão sobre os culpados pela crise financeira ou sugestão de que os banqueiros tinham feito alguma coisa de ruim. Afinal, isso minaria a confiança nos mercados.

Como Geithner conseguiu dominar tão completamente a política econômica? Em parte, por sua habilidade em atuar nos bastidores; mesmo quando não podia ganhar um debate interno completamente, ganhava por outros meios. Muitas vezes ele simplesmente ganhava pelo cansaço, o que era a sua tática com Rahm Emanuel [que ocupou cargo equivalente a chefe da Casa Civil], sabendo que a atenção maníaca de Emanuel acabaria eventualmente em outro lugar. E, crucialmente, o poder de Geithner foi ativado pela falta de vontade de Obama de resolver impasses entre seus assessores.

Assim, quando a revolta pública contra o socorro aos bancos surgiu, David Axelrod, Robert Gibbs e Rahm Emanuel insistiram com Geithner para que os acionistas de bancos pagassem algum preço pelo resgate do governo. Geithner simplesmente se recusou a ceder, fazendo isso com o argumento de que os bancos já haviam pago um preço por serem forçados a buscar capital no mercado. Como Scheiber aponta com precisão, Geithner ignorou o fato de que, ao sustentar os bancos durante a sua implosão auto-infligida, o governo dos Estados Unidos efetivamente deu-lhes uma apólice de seguro no valor de bilhões de dólares. No final, Geithner ganhou.

Se Geithner foi o designer ativo do plano de resgate de Wall Street, Obama foi o facilitador passivo da intransigência republicana. Scheiber descreve como, mais de uma vez, a busca reflexiva de Obama pela cooperação bipartidária entregou a vantagem política aos republicanos. Scheiber observa que “na mente de Obama, ‘partidarismo’ é o mesmo que ‘provinciano’, ou mesmo ‘corrupto'”, o que o levou a “fazer grandes concessões antes mesmo que a negociação do pacote de estímulo tivesse começado”; que a fome de Obama por aceitação através do bipartidarismo era “profundamente confusa”; e, talvez mais penoso, que contrariando a abordagem de Obama “a flexão de músculos partidários poderia servir muito melhor ao interesse público, já que não havia outro caminho para aprovar legislação no Congresso”.

O centrismo de Obama o levou a adotar a mesma preocupação com o déficit orçamentário de Geithner e Orszag Pedro (seu chefe do Escritório de Administração e Orçamento, outro protegido de Rubin) em oposição aos protestos de Summers e Romer, de que não era o momento de se preocupar com déficits. Como resultado, Obama nunca reconheceu que o pacote de estímulo original não era suficientemente grande, uma posição que o deixou encaixotado quando ficou claro, como já era no verão de 2010, se não antes, que o pacote tinha sido, de fato, muito pequeno.

O ponto mais baixo, segundo Scheiber, foi a inepta manipulação de Obama, em 2010, das negociações sobre a extensão dos cortes de impostos de Bush. A equipe econômica, profundamente preocupada com o fato de que “o presidente estava sumido” do debate, comprometeu-se a resolver por conta própria. Foi Geithner e o antigo assessor de Clinton, Gene Sperling, que extrairam concessões dos republicanos antes do acordo final, enquanto Obama ainda procurava uma saída negociada. Outra vítima deste período foi qualquer progresso real no alívio da dívida dos proprietários de imóveis. Antes do final de 2010, tanto Summers quanto Romer deixaram Washington frustrados.

O livro de Scheiber, assim, é uma história deprimente tanto de como a influência de Wall Street sobre os democratas permitiu que ela escapasse sem pagar qualquer preço adequado pelo caos que infligiu, se livrando de qualquer regulamentação eficaz, quanto de como Obama não soube enfrentar republicanos intransigentes. Mas o que tornou os republicanos intransigentes assim? De diferentes maneiras, é o tema de dois livros recentes, os de Thomas Frank e Thomas Edsall.

Frank se concentra no que é, como ele diz, “algo único na história dos movimentos sociais dos Estados Unidos: uma conversão em massa à teoria do livre mercado como uma resposta aos tempos difíceis”. É realmente notável. Afinal, por três décadas antes da crise financeira a política estadunidense tinha sido cada vez mais dominada pela ideologia do laissez-faire, pela crença de que os mercados — e os mercados financeiros, em particular — deveriam ser autorizados a funcionar livremente.

Depois veio a queda inevitável. Mas, longe de exigir retorno a uma era de maior regulamentação, grande parte do eleitorado estadunidense adotou a visão de que a crise foi causada pela intervenção do governo, e se reuniu em torno de políticos que tinham como objetivo mergulhar ainda mais fundo naquelas políticas que haviam levado à crise em primeiro lugar.

Como isso aconteceu? A resposta de Frank é que os resgates aos bancos causaram isso. Ao fazer as coisas sugeridas por Geithner para socorrer os banqueiros, sem exigências, o governo Obama deixou no rastro um público compreensivelmente irritado, com a sensação de alguém tinha fugido sem pagar a conta. E a direita foi hábil em explorar isso. O famoso discurso feito em fevereiro de 2009 por Rick Santelli, na emissora CNBC, que deu o pontapé inicial no movimento Tea Party, foi uma denúncia do TARP, o resgate dos grandes bancos aprovado nos últimos dias do governo Bush (embora uma pluralidade de eleitores acredite que o TARP foi aprovado já no governo Obama). É verdade que Santelli concentrou toda a sua ira em um pequeno trecho do TARP, aquele que tratava do auxílio a proprietários de imóveis com problemas (ajuda que nunca se materializou), não na ajuda muito maior aos bancos. Mas pelo menos ele estava culpando alguém, o que o governo Obama se recusava a fazer.

E quando Obama começou, timidamente, a sugerir que alguns banqueiros poderiam ter se comportado mal, já era tarde demais. Todo o Partido Republicano e grande parte do eleitorado tinha resolvido adotar uma narrativa em que a crise financeira de 2008, uma crise que aconteceu depois de 14 anos de domínio republicano do Congresso e de oito anos em que os conservadores linha-dura controlaram os três braços do governo foi causada… pela intervenção do governo … para ajudar os pobres e, especialmente, os não-brancos. Como Frank escreve:

De volta ao culpado de sempre, o governo … Os federais obrigaram os bancos a fazer empréstimos especiais aos mutuários das minorias … e … toda a crise financeira foi uma consequência da interferência do governo.

Assim, a direita se recolocou como inimiga dos “Big Business”, não por serem negócios, mas por serem insuficientemente capitalistas. Não há prova melhor deste ponto-de-vista que um artigo publicado na revista Forbes de 2009, de Paul Ryan [ o candidato a vice na chapa republicana de Mitt Romney], intitulado “Abaixo o Big Business”, no qual ele argumenta que “é hora de os norte-americanos — inovadores, empreendedores, donos de pequenos negócios — se fazerem ouvir”.

Mas, por que a direita fez um trabalho muito melhor que Obama para aproveitar o momento político?

Nós já vimos uma parte da resposta: os democratas em geral, e Obama em particular, estavam muito perto de Wall Street para lidar eficazmente com uma crise que Wall Street tinha criado.

Frank também apresenta outro argumento importante: no clima político recente, a ignorância realmente faz a força. Você pode achar que o universo intelectual hermético que a direita criou para si mesma, uma espécie de realidade alternativa, murada para evitar que qualquer dado contradiga a fé nas maravilhas do livre mercado e nos males da intervenção do governo, seria um problema para o Partido Republicano. E, de fato, isso dificulta qualquer formulação política real. Em termos políticos, no entanto, deu aos republicanos unidade e certeza, quando os democratas se mostram fracos e divididos.

No entanto, de onde é que a unidade republicana realmente vem? Frank não tenta explicar isso, mas há uma teoria muito bem apresentada no livro de Thomas Edsall, A Idade da Austeridade. Estranhamente, no entanto, não é uma teoria que o próprio Edsall propõe.

A tese ostensiva de Edsall, apresentada no início do livro, é de que a escassez está na raiz de nossas novas batalhas políticas, que entramos em uma nova era da política dura porque a economia em encolhimento e o déficit orçamentário tornam impossível satisfazer às necessidades dos dois partidos políticos ao mesmo tempo:

Os dois principais partidos políticos estão presos em uma luta de morte para proteger os benefícios e bens que fluem para suas respectivas bases, cada um tentando expropriar os recursos do outra. Um futuro brutal está diante de nós.

No entanto, a maioria das evidências de Edsall para sustentar esta tese aponta para as consequências da crise econômica, que não é de todo uma crise de escassez, mas sim uma crise de política financeira e macroeconômica ruins. Por que, exatamente, deve haver uma “luta de morte” sobre os recursos, se a economia dos EUA poderia, de acordo com estimativas do Gabinete do Orçamento do Congresso, produzir um valor extra de 900 bilhões de dólares em bens e serviços, apenas se  colocasse trabalhadores desempregados e outros recursos não utilizados de volta no trabalho? Por que deve haver uma luta amarga sobre o orçamento, quando o governo dos EUA, embora reconhecidamente produtor de déficits, continua capaz de emprestar dinheiro pelas taxas de juros mais baixas da história?

A verdade é que a austeridade  que Edsall enfatiza é mais o resultado do que causa da nossa política amargurada. Temos uma economia deprimida em grande parte porque os republicanos bloquearam quase todas as iniciativas de Obama para criar empregos, recusando-se a confirmar até mesmo os indicados de Obama para o conselho do Banco Central. (Peter Diamond, do MIT, um laureado com o Nobel, foi rejeitado por falta de qualificações suficientes). Nós temos uma batalha enorme sobre os déficits não porque os déficits realmente representam um problema imediato, mas porque os conservadores encontraram na histeria sobre o déficit uma forma útil de atacar os programas sociais.

Então, de onde é que a política amargurada vem? Edsall fornece grande parte da resposta. Ou seja, o que ele retrata é um Partido Republicano que não foi radicalizado pela luta sobre os impostos — os impostos sobre os ricos são menores do que foram em gerações — mas pelo medo de perder o controle político sobre as mudanças da Nação. A parte mais marcante de A Idade da Austeridade é o capítulo enganosamente intitulado “A Economia da imigração”. O capítulo não diz muito sobre a economia da imigração; o que ele faz, em vez disso, é documentar a medida em que os imigrantes e seus filhos estão, literalmente, mudando a cara do eleitorado norte-americano.

Como Edsall admite, esta mudança da cara do eleitorado tem tido o efeito de radicalizar o Partido Republicano. “Para os brancos com uma inclinação conservadora”, escreve ele — e não é que esta é a própria definição da base republicana? —

a mudança para uma Nação maioria-minoria [isto é, uma nação na qual as minorias são a maioria] irá reforçar a percepção já amplamente difundida de que programas que beneficiam os pobres estão transferindo dólares do contribuinte para destinatários das minorias, a partir primeiro de brancos a negros e agora de “pardos”.

E esta é a mensagem daquele discurso irado de Rick Santelli [na CNBC, que deu origem ao Tea Party, um discurso que dizia que o governo federal tinha forçado bancos a fazerem empréstimos para minorias].

O Partido Republicano poderia, em princípio, ter respondido a essas mudanças no eleitorado tentando se redefinir para longe de ser o partido das pessoas brancas. Em vez disso, Edsall escreve, a resposta tem sido “apostar que o Partido Republicano pode continuar a ganhar como um partido branco, apesar da crescente força do voto minoritário”. E isso significa uma estratégia radical, de confronto sobre tudo, desde a política de imigração aos impostos e, é claro, ao estímulo econômico, uma parte do qual seria pago a minorias.

O efeito imediato deste confronto amargo tem sido a de paralisar a política econômica em plena crise. Obama poderia ter tido uma janela de oportunidade em seus primeiros meses no cargo, mas, como mostra Scheiber, essa janela se perdeu e houve pouca possibilidade de ação efetiva desde então. Assim, a crise se arrasta. Mas, como Thomas Mann e Norman Ornstein dizem no título de seu novo livro, É ainda pior do que parece, o Congresso — e de fato todo o sistema político estadunidense — está próximo de um completo colapso institucional. Ingressamos numa nova política de “tomada de reféns”, dizem-nos, sintetizada — mas que não se limita — pela luta dos dois partidos em 2011 sobre o teto da dívida. Os autores sugerem que o fiasco da política macroeconômica em curso pode ser apenas o começo.

É um livro notável e deprimente, especialmente impressionante dada a sua proveniência. Mann e Ornstein são estudiosos profundamente respeitados do Congresso, e seu livro parece na superfície resumir o tipo de esforço bipartidário que gente de Washington afirma amar: Mann é do liberal Brookings Institution, Ornstein do conservador American Enterprise Institute. No entanto, eles rejeitam a tentação de “equilibrar” suas conclusões e escrevem que o problema que o país enfrenta não é com o partidarismo em abstrato; o problema é com um partido:

Pode ser difícil para a imprensa tradicional e analistas não partidários reconhecerem que um dos dois principais partidos, o Partido Republicano, tornou-se um insurgente ideologicamente extremo; que despreza o regime político e social herdado; que desdenha de compromissos; que não é persuadido pelo entendimento convencional de fatos, provas e da Ciência; que desdenha da legitimidade de sua oposição política. Quando um partido se move para tão longe do centro da política estadunidense, é extremamente difícil implementar políticas que respondam aos desafios mais prementes do país.

E onde, em tudo isso, fica a esperança tão difundida na temporada eleitoral de 2008? É, francamente, difícil de encontrar. O presidente Obama tem parte da culpa por isso; ele escolheu ouvir as pessoas erradas, e, possivelmente, perdeu sua melhor chance de transformar a economia. (Só para ficar claro, isso não é uma sugestão de que Mitt Romney faria melhor. Pelo contrário, Romney está profundamente comprometido com a falsa narrativa republicana sobre o que aflige a nossa economia e todas as indicações são de que, se ele ganhar, vai tornar uma má situação muito, muito pior). Mas, afinal, o problema de fundo não é sobre personalidades ou liderança individual, é sobre a Nação como um todo. Algo deu muito errado com os Estados Unidos, não apenas com a economia, mas com sua capacidade de funcionar como uma nação democrática. E é difícil de ver quando e como isso vai ser consertado.

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Desde golpe de Bush, direita se aglutina no Judiciário « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/12/2012 - 22h54

[…] Wall Street vence com Obama; Partido Republicano fica com a minoria branca […]

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Nem sempre é o que parece « Viomundo – O que você não vê na mídia

10/11/2012 - 19h14

[…] Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria […]

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Mark Weisbrot: Obama convenceu que Romney e os republicanos se importam bem mais com os ricos « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 20h01

[…] Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria […]

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Maierovich: PCC assume status de Máfia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 18h33

[…] Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria […]

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Dr. Rosinha: “Rua Delegado Fleury, torturador e matador” « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/11/2012 - 16h54

[…] Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria […]

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Gerson Carneiro

07/11/2012 - 21h08

Obama nem agradeceu o apoio da imprensa brasileira.

Responder

Jose de Carvalho Taná

07/11/2012 - 17h45

“La buena noticia es que perdió Romney. La mala noticia es que ganó Obama”

Por: Aporrea.org | Martes, 06/11/2012 11:04 PM

Responder

FrancoAtirador

07/11/2012 - 16h21

.
.
É verdade que a reeleição do Oba-Oba foi o que aconteceu de menos ruim.

Até os iranianos torceram por ele.

Pois o Rom-Rom era o candidato cruzado, que representa os medievais,

aqueles que querem cravar uma cruz no peito de cada muçulmano.
.
.
Agora, o que chamou atenção, aqui no Brasil, foi o comportamento ridículo

da maioria dos mafiosos midiáticos na torcida pela vitória do Oba-Oba

(digo a maioria, porque há alguns que são ‘ré-publicanos’ de carteirinha).

As palavras e atitudes de colonizados, beirando até a infantilidade,

desses apresentadores e comentaristas de TV, e ‘especialistas’ convidados,

foi uma demonstração espantosa da falta de compostura dessa gente.

E o que parece mais estranho ainda é que, nas eleições brasileiras,

contraditoriamente, eles dão apoio aos candidatos que se assemelham,

em ideologia e em estilo de campanha, aos ‘ré-pulicanos’ dos EUA.

Por que não torceram para O Coiso Ruim de lá?
.
.

Responder

LEANDRO

07/11/2012 - 16h06

Enquanto aqui uns ainda vivem na decada de 60, a China tenta é se aproximar cada vez mais dos EUA..

“”Já que as duas economias estão cada vez mais interligadas, um novo governo dos Estados Unidos deveria começar a aprender como construir um relacionamento mais construtivo e racional com a China. O novo governo Obama deveria talvez ter em mente que um relacionamento mais forte e dinâmico entre os Estados Unidos e a China, especialmente no comércio, não apenas dará aos EUA ricas oportunidades de negócios, mas também ajudará a reviver a frágil economia global”.”

E viva o capitalismo

Responder

    R Godinho

    07/11/2012 - 21h39

    Tolinho, a China tá é preocupada com um imbecil incendiário feito o Menti Ruimney na Casa Branca. Até eu que me lixo pra eleição americana sei que o Ruimney prometeu jogar durissimo com a China. Agora imagina como seriam as coisas: os chineses com pelo menos US$ 2 TRILHÕES, dos quase quatro que têm em reservas, em títulos do tesouro americano (e já foi mais, quase 90%), e um maluco na Casa Branca dizendo que não vai pagar esses títulos ou outra doideira semelhante… essa m… ia acabar em guerra, com 100% de certeza. E essa guerra iria se desenrolar na Asia Central e Oriente Médio, com os chineses invadindo tudo, do qualquercoisaistão até o Líbano, cortando todo o gas e petróleo que Europa e EUA recebem de lá. Pra parar o exército do novo Gengis Khan, filhote, só na base da bomba atômica. E nesse caso, eles podem responder e os Russos darem uma mãozinha…

Marcelo de Matos

07/11/2012 - 14h42

Tratados, bibliografias e resenhas livrescas à parte, eleição se vence “no detalhe”, como diz o ex-jogador Mário Sérgio sobre o futebol. Se o cara bate com o peito do pé quando deveria fazê-lo “de chapa”, babau. Foi assim que o Palmeiras perdeu vários gols contra o Botafogo. Russomanno, em Sampa, perdeu a eleição mais ganha da história; Obama venceu a mais improvável dos States. Um contratou o marqueteiro errado e se perdeu na questão do bilhete-único; o outro, em boa hora, ouviu os conselhos de seu marqueteiro e do experiente Bill Clinton. Venceu por pouco e não perdeu por menos ainda. Tudo conspirava contra sua reeleição: a herança maldita de Bush, o desemprego, a economia meia-boca, etc. Bastaria ficar criticando o candidato republicano por suas atividades empresariais e a vaca iria para o brejo. Clinton puxou Obama um pouquinho mais para a direita, já que a maioria dos ianques é destra por natureza. Não fosse isso e nós, obamistas, estaríamos agora lamentando a vitória do republicano.

Responder

Paulo

07/11/2012 - 14h30

Acho que Paul Krugman e Robin Wells não acompanharam a eleição. Devem estar na Polinésia, em uma daquelas ilhas isoladas que os surfistas vão pegar ondas e esquecer do mundo. Obama ganhou por 49,9% a 49,2% de Mitt Romney. Isso significa que o Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria? Menos, bem menos. Esses deveriam analisar os dados e fatos antes de escreverem algo tão idiota.
Teremos mais quatro anos de um governo hipócrita (que para variar não cumpre o que promete em campanha), modorrento e sem grandes mudanças na plano da politica americana.
Mas, como em São Paulo. A opção era pior…

Responder

angelo

07/11/2012 - 13h59

Nixon, o pai da cagada. Governos estadunidenses fizeram a lambança. Povo estadunidense começa a desfazer. Colorado e Washington, pioneiros na re-legalização!!!!!!!!!!!

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http://www.huffingtonpost.com/2012/11/06/marijuana-legalization-results_n_2074168.html

Após descriminalização, Portugal reduziu consumo de drogas pela metade. Papo de maconheiro? Fala isso pra PHA e Record.

http://www.huffingtonpost.com/2012/11/06/marijuana-legalization-results_n_2074168.html

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FrancoAtirador

07/11/2012 - 13h21

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“Não pergunte o que Wall Street pode fazer por você,

mas o que você pode fazer por Wall Street”
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OCCUPY !!!
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Responder

    FrancoAtirador

    07/11/2012 - 13h41

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    EUA: urnas mostram estilhaçamento social

    Blog das Frases – Carta Maior

    A vitória de Obama sobre Romney por pequena diferença no voto popular reflete o estilhaçamento atual da sociedade norte-americana, que se tornou presa fácil de apelos simplistas da direita – mesmo quando ela é representada por uma caricatura como Romney.

    A supremacia financeira dos últimos 40 anos, grosseiramente condensável no trinômio ‘mais crédito, menos empregos de qualidade e maior corrosão de direitos’ desconstruiu os laços de pertencimento do país que, sintomaticamente hesitou entre Obama e Romney, de fato nem tão antagônicos assim.

    A atomização estrutural do tecido norte-americano nos dias que correm guarda significativa distância daquele país que deu quatro mandatos a Franklin Roosevelt.

    A crise que se arrasta há quatro anos e as quatro décadas do vale-tudo neoliberal que a antecederam varreram a ordenação da economia, destruíram sua base industrial e a coerência macroeconômica feita da subordinação das finanças ao Estado — maior legado do democrata odiado pela direita.

    Da crise de 29, antecedida de uma revolução proletária na Rússia, Roosevelt, ao contrário, herdou uma classe operária inquieta, rebelde e arrojada.
    Seu espessamento sindical foi, em parte, obra do próprio democrata reformista que recebeu em troca um escopo de sustentação e de coerência impossíveis hoje.

    Reeleito nesta 4ª-feira, Obama fez um apelo à união.
    É formal.
    Ele sabe: quem quer que ganhasse o pleito de 2012 não uniria os EUA da desordem neoliberal.
    Não por falta de vontade. Mas porque as rupturas e a dissolução de seus fundamentos agora são muito mais extremadas do que aquelas enfrentadas por Roosevelt, que paradoxalmente dispôs de uma cola social mais densa para salvar o capitalismo de sua própria loucura.

    Na vez de Obama, ao contrário, ficou difícil reconduzir o império à pista da sensatez.

    A carta do futuro continua com as ruas;
    e em grande parte será decidida fora do país e à revelia do ocupante da Casa Branca.

    Postado por Saul Leblon

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1131

    Vlad

    07/11/2012 - 15h36

    “…que se tornou presa fácil de apelos simplistas da direita – mesmo quando ela é representada por uma caricatura como Romney.”

    Apelos simplistas da “extrema direita”, porque Obama pode não ser de extrema mas de “muito bem definida” direita.

Marcelo de Matos

07/11/2012 - 13h08

Pouco se me dá se Obama é aliado do pessoal de Wall Street. Estou com ele – é o cara! Ontem fiquei sintonizado na Globo News até às três da matina, aguentando a turma do Manhantan Connexion, Diogo Mainardi inclusive, Demétrio Magnoli, Merval Pereira, Renata Lo Prete, tudo por uma causa nobre: queria ver o negrão sorrindo no fim. Acabei dormindo, mas, hoje cedo a primeira coisa que fiz foi ver a festa. Claro que para governar um país capitalista como os EUA Obama tem de se relacionar com industriais, banqueiros, o pessoal da direita que por lá é bem numeroso, etc. Sua vitória, porém, é a vitória do povo americano. Tintim Obama!

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Roberto Locatelli

07/11/2012 - 11h53

O que Krugman não fala, porque não é de esquerda, é que o capitalismo está em crise porque tornou-se capitalismo financeiro.

Toda grande empresa tem um pé (ou os dois) na especulação. É mais lucrativo produzir dinheiro do nada do que fabricar geladeiras.

Só que o dinheiro produzido na especulação é fictício. O capitalismo tornou-se uma gigantesca bolha. E a bolha está prestes a estourar.

“Tudo que é sólido se desmancha no ar.” Karl Marx

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    Marcelo de Matos

    07/11/2012 - 12h52

    O capitalismo de estado, vigente na China, vai bem, obrigado. Esse sistema tem qualidades e defeitos, mas, ainda não se descobriu outro mais eficiente. Uma crise financeira ocasionou o colapso da União Soviética. A China, mais esperta, aproveitou as vantagens do dirigismo marxista, criando um sistema mais protegido contra a corrupção e a gastança desenfreada dos sistemas ditos democráticos e apropriou-se das vantagens do sistema de produção capitalista. Não dá para dizer se a China é capitalista ou comunista, mas, é inegável que é economicamente eficiente e não deve sucumbir como a União Soviética. Não importa se o gato é preto ou branco: o que importa é que ele apanhe o rato.

lia vinhas

07/11/2012 - 10h55

As atitudes são semelhantes porque a direita de cá é dirigda pela ded lá, são macaquinhos imiotadores efazem “tudo o que seu mestre mandar”.

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vinicius

07/11/2012 - 10h44

Comparando a narrativa do texto ao início do Governo Lula fico imaginando a dificuldade que ele enfrentou ao governar. Penso que o reeleição de Lula foi a ruptura e espero que o mesmo ocorra por lá. Inclusive que Obama encontre seu poste.
Também imagino o quanto é danoso o financiamento privado de campanhas políticas ( ou o quanto é necessário controle rígido sobre doações).
Penso que, apesar de implicar com o modo operante dos EUA, seria interessante aproximação entre EUA-Brasil ou Brasil-EUA com base de relacionamento diferente da que foi no passado.

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Mailson

07/11/2012 - 10h34

BAND-NEWS, EU ESTOU DE OLHO EM VOCÊS

Celso Lafer é aquele cara que quando foi ministro das relações exteriores no governo FHC, tirou os sapatos num aeroporto americano para poder entrar nos Estados Unidos. Poderia ter usado as credenciais de ministro, mas preferiu se submeter silenciosamente àquela humilhação.

Hoje de manhã, com a reeleição de Obama já anunciada, o ex-ministro resolveu deitar falação: apareceu no Band-News dizendo que os Estados Unidos não vão aprovar a entrada do Brasil no Conselho de Seguranaça da ONU. Certamente ele deve ter ligado para Obama ontem à noite,quando foi lhe parabenizar pela sua reeleição, e tocou no assunto. Ou então o ex-ministro andou sonhando acordado.Seja lá como for, o todo poderoso e ilustre ex-ministro mandou um recado para o Obama: “não deem colher de chá ao Brasil”.

Logo depois, e ainda na Band-News, pintou uma reportagem sobre corrupção. Citaram como exemplo de corrupão o golpe dado por Luis Estevão quando da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Falaram do dinheiro recuperado pela justiça no caso do escândalo envolvendo Geogina de Freitas. E depois, óbvio, falaram do escândalo do “mensalão”. Da maneira que a coisa foi colocada com relação ao “mensalão, deve ter ficado na cabeça de alguns parvos que o mensalão do PT significou desvio de dinheiro público (ou desvio de dinheiro do contribuinte,o que dá no mesmo) da mesma forma que os dois escândalos que haviam sido citados no começo da reportagem.

Quer dizer, esses caras insistem em mentir e sacanear com a cara dos telespecadores desavisados. Não existe nenhuma seriedade no telejornal do senhor Saad.

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    Valmont

    07/11/2012 - 13h45

    Estive observando o mesmo. O PIG adora entrevistar tucanos de pijamas. Impressionante! E ainda há aqueles renitentes economistas (também de pijamas) que defendem ardorosamente a ideologia neoliberal que aprenderam nas escolas do Tio Sam. Estes ainda não perceberam que esse monte de falácias chamado neoliberalismo já ruiu. E o povo europeu se debate à procura de uma saída, enquanto a elite financista transnacional busca uma nova forma de enganá-los.

Gerson Carneiro

07/11/2012 - 09h06

E Mitt Romney disse no discurso em que admitiu a derrota: “Saio revigorado dessa eleição”.

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    Vinicius Vergueiro

    07/11/2012 - 10h50

    Você já escreveu isso no Conversa Afiada!

    Mas tudo bem, o lado bom da vitória do Obama é que os golpistas aqui no Brasil perderam um importantissimo aliado(Romney ao contrario de Bush já falou que ia esquecer da America Latina),psdb,dem,brindeiro gurgel,stf e pig devem ter se enchido de esperança com uma vitória de Rmney,imagino como de esta o clima e a cabeça deles depois da reeleição de Obama.

    Vlad

    07/11/2012 - 13h17

    Sim, porque o Obama é muito bonzinho.
    Prova disso são os 1,5 milhões de deportados e os 3.300 paquistaneses mortos pelos drones do Obama.

    Mueto bonzinio, estchi Owbama!

    Gerson Carneiro

    07/11/2012 - 18h26

    Viiiixe… o VIOMUNDo contratou um fiscal :)

    Vlad

    07/11/2012 - 21h23

    Hahaha
    É mesmo.
    Pelo sim pelo não…postemos apenas mensagens inéditas aqui.

    simas

    07/11/2012 - 21h10

    Hehehehhhh!… Igual ao zé cerra. Ele, tbm, afirmou q se sentia revigorado… Naturalmente, pra outra lavagem; neh?

Mardones Ferreira

07/11/2012 - 09h05

Gostei dos resumos dos livros apresentados. A citação final, contida no penúltimo parágrafo, é simplesmente perfeita.

Incrível a semelhança das atitudes antidemocráticas do Partido Republicano – impedindo o governo Obama de governar (sem falar na maldita aliança Obama-Wall Street)- com as atitudes de nossa direita (PSDB, PPS e DEM).

Excelente post.

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    simas

    07/11/2012 - 21h54

    Pra vc ver, como a linha de pensamento e de atitudes são idênticas. Pra vc ver.
    Eu gostei, tbm…
    Agora, os comentários mostrados, em seguida, têm, igualmente, momentos maravilhosos. Vejamos, p.e., qdo transcrito, o recado do Leblon, dizendo q o futuro depende das ruas… E, em especial, do exterior.
    O q entendo, é q o Obanana é o q é. Um banana; pq foi eleito com um discurso e não cumpriu com suas palavras. Tdo q poderia dar bons resultados, q eu tenha visto, o fez, timidamente; pra, em seguida, desfazer… Claro, heim? Como contrariar seus financiadores e patrões?… Seu comportamento só não enrubesceu os ministros, supremos de nosso supremo; em especial aquele chefão, q denegriu com nossa política, nossos políticos e seus partidos.
    As aparências são mto semelhantes… Em tudo e por tudo. Afinal, a ilusão está em ser, em Wall Street, mundinho encantado do liberalismo, desenfreado e corrupto.
    Nos tempos do Bill, o prof cardoso foi pra Washington “estudar” e “colaborar”… A filosofia já estava sendo aplicada, por aqui, pelo Caçador de Marajá; q bostejou as excrecências do neoliberalismo, já nas eleições.
    Aliás, eu entendo q o primeiro período de governo nos EEUU, foi bem sucedido: mtos faliram, mundo afora, ou estão em péssima situação; o objetivo, parece, está sendo alcançado. O futuro dirá quem venceu essa verdadeira guerra, sem exércitos.

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