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Izaías Almada: Chegou a hora desse povo mostrar o seu valor

02 de março de 2016 às 09h23

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CHEGOU A HORA DESSE POVO MOSTRAR SEU VALOR

por Izaías Almada, especial para o Viomundo

Sob o manto de uma democracia meia boca e debaixo das barbas de um governo nulo em ações políticas, a direita brasileira ou o que se pode considerar como tal, trabalha descaradamente para minar as instituições do país, anular o pensamento crítico, desestimular o nacionalismo empreendedor e progressista, além de espalhar entre os brasileiros a desconfiança, o preconceito, a intolerância, o ódio e o medo, numa construção paciente de um fascismo caboclo, favorecido pela conjuntura internacional.

Num ano em que deveríamos estar orgulhosos por receber uma das competições esportivas mais importantes e bonitas de sempre, as Olimpíadas, ou a prepararmo-nos para as eleições municipais, aquelas que dizem respeito mais diretamente ao dia a dia de cada um de nós; ou ainda a tentar enfrentar seriamente a crise econômica que não é só nossa, mas mundial, ficamos preocupados – por imposição de uma mídia irresponsável e nefasta aos verdadeiros interesses do país, de um judiciário acovardado e de uma polícia sem hierarquia e comando, arbitrária e partidarizada – ficamos preocupados, repito, em saber qual será a próxima armadilha para uma eventual prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ou quando se desfechará o golpe final contra a presidenta em exercício.

Ou, o que é ainda pior: tornando-nos impotentes diante da tal justiça acovardada, submissa agora à “voz das ruas”, essa voz que, em muitos casos, se deixa dominar com a estupidez e o ódio dos que consideram que lugar de pobres, negros e agora petistas é nos piores empregos ou, então, na cadeia mesmo, quando deles se suspeita de algum ilícito.

Para os pobres, a lei. Para os ricos e a classe média bajuladora e hipócrita, o silêncio e a impunidade. Qual é a novidade? Basta estudar um pouquinho a História do Brasil e vamos ver que, com o passar dos anos, o estigma sempre piora e se torna mais violento e mais injusto. Não basta tirar os pobres da miséria, é preciso torná-los cidadãos, dar-lhes educação e saúde, além de garantir seus direitos.

Os dias avançam com a ardilosa preparação do país para aceitar a construção de um regime fascista e suas leis, onde cada cidadão que porventura teime em lutar por democracia, justiça social e direitos humanos, será eventualmente preso e – no passo seguinte – punido, mais dia menos dia, até com a morte.

Primeiro a prisão e depois a condenação, mesmo que sem provas. Presunção de inocência, o que vem a ser isso? A palavra de ordem é: “delação premiada”, ou seja, o dedodurismo alçado à categoria de “patriotismo” e permitido – ironicamente – por um governo de coligação centro esquerdista (sic). Alcaguetes de luxo e de aluguel.

Exagero? Pessimismo? Procurando pelo em ovo? A sinistra planta baixa de tal construção está sobre alguma mesa muito bem escondida no país ou fora dele.

Sobre ela estão debruçados com toda atenção possível, inteligências pagas a peso de ouro para criar um quadro caótico, em que acusações sem prova e delações premiadas (ou seja, muito bem pagas) possibilitem as prisões e as condenações dos eventuais culpados pela “crise e decadência moral” do Brasil.

Na Alemanha, em 1933, isso começou com os judeus, os comunistas e os ciganos. Muitos ainda se lembram.

No momento, o quadro, com um giro de 180 graus, é o mesmo na Argentina e na Venezuela. Países que junto com Brasil têm liderança na América Latina e precisam perdê-la. Macri já mostrou a que veio e Nicolas Maduro é bombardeado diariamente, assim com o Lula. Por isso, nunca é demais insistir.

Com uma oposição política a bater cabeça, sem escrúpulos e sem qualquer programa para o país, a não ser entregar uma de nossas maiores riquezas, o petróleo, e enfraquecer uma das maiores empresas do mundo, a Petrobrás; com um poder judiciário acéfalo, para dizer o menos, e refém dos falsos salvadores da pátria; com um legislativo tomado e comandado por inúmeros marginais da política e um executivo medíocre que caminha na corda bamba, o Brasil vai seguindo ao sabor do vento.

E nesse caminhar trágico e trôpego, o espaço de respeito às leis e à Constituição vai sendo conspurcado e ocupado pelas manchetes sensacionalistas do mais abjeto e hipócrita moralismo e falsas acusações, com juizecos de direito se arvorando em grandes juristas e senhores das leis; monopólios midiáticos manipulando consciências e a destilar suas venenosas mentiras sobre um povo, em grande parte, ainda crédulo, aculturado e alienado.

E o palco da soberania nacional recebendo sob suas luzes as vedetes da destruição da independência e autonomia do país, representantes que são de interesses antibrasileiros ou, na melhor das hipóteses, pessoais.

A essa gente não interessa o povo verdadeiramente trabalhador, não importa que muitos passem fome, tenham boa saúde e boas escolas. A essa gente não interessa a soberania do Brasil…

E eles já declararam guerra à nação, cada vez mais entregue à própria sorte, pois sem líderes que possam oferecer qualquer resistência ao tropel da manada direitista e daqueles que acreditam que o Brasil “está sendo passado a limpo”. O povo brasileiro em sua maioria começa a ficar como cego em tiroteio.

Mas em política nada é impossível!

O pensamento dialético deve sempre ser invocado e lembrado. O manifesto da CUT e da FUP sobre a votação do senado aponta para um início de reação popular contra o entreguismo, por exemplo. Ou ainda o apelo do Partido dos Trabalhadores a seus militantes para saírem em defesa do ex-presidente Lula.

Novas manifestações deverão vir de outros setores da sociedade que não compactuam com o arcabouço fascista que se monta no Brasil. Até mesmo uma greve geral poderá ser um caminho pacífico e eficaz.

Em meio a esse vendaval de iniquidades, contudo, um fato curioso, deve ser ressaltado: o respeito à Constituição e à democracia, respeito esse em boa hora enfatizado, e agora mantido pelas nossas Forças Armadas.

As palavras do Comandante do Exército Eduardo Villas Boas meses atrás não deixam dúvidas quanto a isso e ao interesse das FFAA em se manter e aumentar no país o nível de investimento em tecnologia de segurança e aparelhamento para a defesa aérea, terrestre e marítima do Brasil de que carecemos cada vez mais, num mundo de altíssima tecnologia nessa área (item, como é sabido, sucateado nos oito anos de Governo do PSDB com FHC). O pré-sal e a Petrobrás têm muito a contribuir nessa direção.

E nunca é demais lembrar também que a Amazônia e a Petrobrás são meninas dos olhos das nossas FFAA, que bravamente defenderam a democracia com a própria vida combatendo o nazifascismo em Monte Castelo.

Leia também:

Ato e manifesto: Contra a censura da Globo, em defesa da liberdade de expressão

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Fátima

05/03/2016 - 20h07

A crise não eh entre coxinhas e petralhas, bem fascista x socialista. Qualquer revolução, em qualquer lugar do mundo, eh feita por elites. Povo entra como manada ou boi de piranha. Revoluções exigem o uso do Estado. Lembrem-se que tanto Lenin quanto Fidel nasceram em berços aristocráticos, tanto quanto Churchill e Roosevelt.E no caso doBrasil, a história nunca foi de esquerda e direita. O que pauta eh a tensão entre elites que desejam desenvolvimento autônomo versus outro grupo com fortes vínculos a grupos econômicos estrangeiros. O que me intriga nesse enredo atual eh o seguinte: 1) a defesa não inclui jogar no ventilador os roubos do P S D B, que foram bem maiores que toa a lambança que o Sr. Lula deixou ocorrer, inclusice com os partidos aliados que só votavam se tivessem direito a uma capitania hereditária – vide Ministério dos Transportes e da Saúde, 2) a apatia da D. Dilma. Não combina como temperamento nem com a propalada (pela esquerda) história de vida. Será que ninguém estranhou a demissão do Cardoso nas vésperas da inquirição do Lula? Se Dilma eh tão rigorosa e cobra eficiência a ponto de ser considerada pessoa de difícil trato como eh que ela caiu na esparrela de Pasadena ou não mandou suspender o decreto que tornava sigilosas investigações sobre acidentes aéreos assinado na véspera do acidente do Eduardo Campos? E essa história do pré -sal? Desculpe-me mas não estou vendo ataque a democracia nas sim um plano, muito vem organizado inclusive, para efetuar o desmanche do País – até geograficamente. Lembram da ênfase na ultima eleição de humilhar o Nordeste?

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Rafael

03/03/2016 - 10h55

Até que enfim um site de esquerda que não critica as nossas forças armadas!!!

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Gustavo

03/03/2016 - 02h11

A cegueira ideológica é tanta nesses blogs MAVs que vocês têm a coragem de defender sujeitos como o Maduro que, junto com seu mestre e antecessor o golpista Hugo Chávez, DESTRUÍRAM a Venezuela. Crise mundial ONDE? A que que está pra chegar é fruto de políticas intervencionistas keynesianas, sempre adotadas e idolatradas pelos socialistas de diversas matizes. Mais realidade e menos fantasia, senhores.

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    Samuel Souza

    03/03/2016 - 20h22

    E os coxas de tanto mandarem os outros irem pra Cuba, convenceram até personalidades mundiais. O Papa, Obama e Rolling Stones já estão de passagem marcada !!! Tô indo também. Obrigado trouxa digo coxa.

Isabela

02/03/2016 - 11h42

Texto claro e esclarecedor. Confesso que me surpreendi comigo mesma no final: tinha esquecido da existência das Forças Armadas….rs….E qual a importância delas neste momento, eu me pergunto? Meu pacifismo não me convence de que serão necessárias.

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