
Atualizado em 05 de julho de 2009 às 00:55 | Publicado em 04 de julho de 2009 às 17:48
Desde domingo passado, dia 28, a mídia de Honduras está na escuridão. Enquanto a extrema direita hondurenha dava um golpe de Estado, depondo o presidente eleito Manuel Zelaya, as TVs abertas transmitiam desenhos animados. Os canais comunitários e outros veículos de comunicação, simpáticos a presidente, foram fechados. Na seqüência, todas as TVs abertas passaram a defender despudoradamente o golpe, para tentar legitimá-lo a qualquer custo, e a instigar aglomerações golpistas.
“Os meios de comunicação que apóiam o golpe estão construindo uma realidade virtual e apresentam para o mundo inteiro uma diferente da que, de fato, está acontecendo”, disse Rafael Isea, governador do Estado de Aragua, à VTV, da Venezuela, nessa quinta-feira.
Isea denunciou a postura da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP): “Apesar da forte censura à liberdade de imprensa, a SIP calou-se sobre o cerco midiático em Honduras, o que demonstra a sua hipocrisia em relação ao respeito à democracia”.
“Em Honduras, o direito à vida, à liberdade e à informação foi violado”, disse também à VTV Gabriela Ramírez, secretária da Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos e Defensora do Povo da Venezuela. “Nós estamos diante de uma violação flagrante de todos os direitos humanos.” (Com informações TVT, da Venezuela) .
Tanto que o site Todos con Honduras , criado pela Rede das Redes em Defesa da Humanidade em solidariedade ao povo hondurenho, tem uma seção chamada Contra o terrorismo midático, que mostra como a mídia hondurenha e do restante do mundo abordou o golpe. A
Nesse, soite você encontrará vários artigos que dão uma pequena amostra da mordaça e do viés do noticiário local e internacional sobre Honduras. Permite-nos, ainda, antever a batalha que Zelaya terá pela frente nessa área ao retornar .
* Tradução: Daniel Alvarez
HOUVE sim ,uma campanha internacional de difamação midiática CONTRA ZELAYA.