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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Fátima Oliveira, nossa guerreira se foi; que o seu espírito de luta permaneça entre nós

17 de novembro de 2017 às 12h55

por Conceição Lemes

Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons.  Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis. Bertold Brecht (1898-1956), dramaturgo e poeta alemão, voz dos oprimidos do mundo

Fátima Oliveira sempre foi imprescindível.

Médica, feminista e escritora. Negra e nordestina. Cabelinho nas ventas. Não mandava recado, falava na lata. Revolucionária.

Na manhã  de 5 de novembro de 2017, aos 63 anos, ela “se encantou”, como diria o grande escritor Guimarães Rosa.

Foi no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, onde estava internada há cerca de um mês.

Ironicamente no mesmo HC onde foi médica muito querida por 30 anos e se aposentou em março  de 2014.

Fátima já está fazendo falta. E vai fazer muito mais.

A médica e feminista Ana Maria Costa, que  presidiu o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), me avisou pelo zap:

–Acabo de saber da morte de Fátima Oliveira! Muito triste!”

— O quê???!!!!

— Como, doutora?!

— De câncer.

–Onde?

A gente se conheceu em 2009.

Fátima já tinha uma coluna semanal em O TEMPO, que saía às terças-feiras.

De vez em quando a reproduzíamos no Viomundo. Depois, quase toda semana.

Fátima reunia condições difíceis de serem vistas juntas num mesmo profissional: competente, atualizada, ética, corajosa, sem papas na língua, retidão ímpar.

Em se tratando de direitos sexuais e direitos reprodutivos, saúde integral das mulheres,  saúde da população negra e SUS, Fátima era  fonte fundamental.

Entrevistei-a para muitas reportagens nessas áreas.

Algumas vezes, eu, como repórter, buscava a sua ajuda. Outras, ela, antenadíssima, me alertava sobre temas.  Ficava feliz, quando percebia que tinha colocado pilha, para eu ir atrás de algum tema mais cabeludo.

Em março de 2014, após morar décadas em Belo Horizonte, ela retornou ao seu querido Maranhão.

Em agosto deste ano, em resposta a um e-mail meu, querendo saber dela, veio a esta carinhosa resposta:

Oi,  Conceição!

Quantas saudades de você!

Como vai? E como vai o Azenha?

Há momentos, a maioria deles, que penso estar em outro país!

É tudo muito surreal…

Digo sempre: ainda bem que tenho meus cactos e Clarinha Kkkkk

Morar no Maranhão tem sido um alento porque vivemos sob a égide de um governo humanista e ganhamos as eleições nas quatro cidades da Ilha de São Luís. Falando sério!

Beijim

Na sequência, me mandou uma foto da neta Clarinha.

Nas duas últimas semanas tudo isso veio à cabeça.

Revi nossos e-mails, nossas reportagens, entre elas as muitas sobre a MP 557, de 26 de dezembro de 2011, a famigerada MP do Nascituro, contra a qual Fátima, movimentos e entidades de saúde da mulher e saúde coletiva lutaram bravamente, denunciando o absurdo. O Viomundo e esta repórter se orgulham muito de terem remado contra a maré e lhes dado voz.

É difícil acreditar que ela partiu.

Foi ao remexer essas lembranças que me veio a ideia de, a exemplo do que fizemos em várias reportagens, nos juntarmos mais uma vez. Só que, agora, para homenagear Fátima.

Por e-mail, perguntei a vários participantes de alguma dessas matérias — a maioria  conheci através de  Fátima — se queriam dar uma declaração sobre o ser humano que cada um conheceu.

Resultado, de coração: depoimentos singelos, despretensiosos, pequenos fragmentos do gigante mosaico chamado Fátima Oliveira.

MARGARETH ARILHA: “OBRIGADA PELA LUZ QUE TRANSMITIU”

E porque a vida é assim, me arrepiei ontem a noite quando li o teu convite, Conceição!

Explico. Acabava de sair de uma tarde maravilhosa, na casa de Elza Berquó, onde recordamos com muita alegria e tristeza, o momento que tivemos juntas nós duas, e mais Fátima, Sonia , Tania Lago, Valeria  e Jacqueline Pitanguy, em fevereiro de 2016.

Nos recordamos de como ela estava feliz, e de como havia chegado trazendo um pequeno cacto de presente para a dona da casa, dizendo, eu trouxe para você, não se preocupe, ele não precisa de muita água. Ele ficou plantado num vasinho pequeno de porcelana, e ontem veio iluminar aquela mesma mesa.

Juntas, colocamos as mãos sobre ele, abraçamos a Fátima, que permaneceu ali, toda a tarde conosco.

Eu a conheci no Cebrap [Centro Brasileiro de Análise e Planejamento], e lá conversamos muito, muito, muito, rimos, rimos, rimos muito, choramos muito.

Durante anos. Tivemos medos e sonhos. Mas nunca esse pesadelo: o de sua partida tão fora de hora. Esbanjando saúde, sua lucidez parecia atirá-la para uma vida quase sem fim.

Afinal, parecia sempre estar carregada com tanta imaginação, palavras e lucidez, temas para debater, raivas pra curtir e lamentar, e prazeres para compartilhar, que ela e sua vida pareciam intermináveis.

Sempre dividia conhecimento e sabedoria. Falávamos das crias, do meu e do seu Gabriel, perguntava da Marina, falava dos filhos e mais recentemente da Débora.  A presença instigante nas reuniões, e a luta sempre presente para tocar os plantões no hospital e seguir militando.

Sempre se fazia presente em todos os debates da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), sempre compreendeu sua natureza e missão, e participou com seu pensamento continuo e agitado.

Da professora Elza, era assim que a chamava, sempre falava com admiração, e apreciava imensamente a confiança por ter colaborado com o Programa de Bolsistas Negras do Cebrap, altamente inovador.

Ironicamente, as últimas imagens de seu twitter vinham sendo os cactos, pássaros e a casa no sertão.

Ironicamente, sua penúltima foto é com Fernando Pacheco Jordão [falecido em 14 de setembro de 2017], também membro da CCR, e falando da Democracia.

Ironicamente não tive tempo de dizer a você, Fátima, que o Maranhão, suas belezas e agrestes agruras são agora o centro da vida de minha filha.

Você gostaria de saber.  Obrigada por tudo o que nos ensinou, e pela luz que transmitiu.

Margareth Arilha é psicanalista e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Desde os anos 1980 dedica-se a questões de gênero, saúde reprodutiva e políticas públicas.

Tanto Margareth (depoimento acima) quanto Sonia Corrêa (abaixo) resgatam o último encontro com Fátima. Foi, em 26 de fevereiro de 2016, na casa da professora Elza Berquó, que fundou e dirigiu o consagrado Núcleo de Estudos da População, da Universidade Estadual  de Campinas (Nepo/Unicamp).   Da esquerda para direita: Margareth Arilha, Valéria Pandjiarjian, Elza Berquó, Jacqueline Piranguy, Sonia Correa e Fátima Oliveira

SONIA CORRÊA: “UM TEMPO PARA O LUTO; AXÉ, FÁTIMA!”

Primeiro, soube que alguma coisa tinha acontecido com a feminista negra Fátima de Oliveira, com quem compartilhei momentos fáceis e difíceis, travessias tensas, mas também passagens muito prazerosas  no curso de incessantes lides em torno da saúde e dos direitos das mulheres que transcorreram ao longo dos últimos quase trinta anos.

Um pouco mais tarde soube que ela havia partido.

Conheci Fátima nos início dos anos 1990, quando ela passou a integrar a Comissão de Cidadania e Reprodução.

Olhando suas fotos hoje, nas notas que circulavam sobre sua partida prematura, lembrei de muitos de nossos momentos juntas. Visualizei espaços, climas, conversas, expressões faciais.

Um desses momentos aconteceu,  possivelmente,  em 1998,  num encontro anual  da Rede Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos em Caxambu.

Era uma noite gélida. Sentadas num canto protegido do bar à beira da piscina, já meio bêbadas,  tivemos um longo embate. Fátima havia aplicado para uma bolsa individual da Fundação Mac Arthur e dizia, obsessivamente, que não ia nunca ser selecionada pois era comunista.

Eu, de meu lado,  dizia, obsessivamente, que ela estava enganada.   Como o impasse não tinha solução, encerramos a conversa apostando uma garrafa de uísque  12 anos.

Eu ganhei. Bebemos quase metade da garrafa alguns meses depois para comemorar.

Mas também me voltaram imagens da última vez em que a vi, no início de 2016,  num almoço com Margareth Arilha, Jacqueline Pitanguy, Tania Lago e Valéria Pandjiarjian na casa de Elza Berquó.

Nesse dia, ela estava alegre e cheia de energia. Falou das plantas do seu jardim, das frutas do seu pomar, da vida quase rural que havia escolhido.  Falou de seus filhos e filhas e netos, das amizades e inevitavelmente das políticas, a com “P” mas também as políticas em que estivemos juntas metidas por tanto tempo.

Como podíamos imaginar que ela ia partir?

Segunda feira, frente à tela, eu lia as notas de lamento, olhava fotos de Fátima e buscava mais notícias, circulando as que ia encontrando, mandando mensagens para saber mais.

Tudo muito rapidamente, pois tinha que seguir adiante, pois há sempre muito mais a fazer.

Até que, de repente, me dei conta de que essa brutal aceleração já não deixa espaço nem mesmo para o luto. Parei, me aquietei, senti o vazio. Fui atirada ao lugar da nossa precariedade comum.

Essa nota foi escrita para não evadir esse abismo, como um gesto encantatório que traz Fátima um pouco de volta, mas também como uma tentativa de romper a jaula da compressão temporal a que estamos hoje sujeitas.

Axé, Fátima.

Sonia Corrêa é pesquisadora associada da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia)  e co-coordenadora do Observatório de Sexualidade e  Política/Sexuality Policy Watch

ALAERTE MARTINS: “MULHER DE FIBRA, FORTE” 

Com certeza, esta é uma merecidissíma homenagem!

Mas, sinceramenre, não consigo escrever nem dois parágrafos, pois fiquei sem palavras, surpresa, desde que soube do passamento.

Se você me conheceu, assim como outras pessoas neste país e fora dele, foi graças à persistência da Fátima na luta pela saúde das mulheres, especialmente a redução da morte materna, e das mulheres negras, tema que insistentemente ela me pedia para escrever.

Guardarei sempre a lembrança da mulher de fibra, forte. Segue aí a foto de nosso último encontro, na República Dominicana, em 2015.

Alaerte Leandro Martins é enfermeira obstétrica e doutora em Saúde Pública. Incentivada por Fátima, pesquisou para sua tese mestrado “Mulheres negras e mortalidade materna no estado do Paraná”. Depois, no doutorado, gestantes negras que não foram a óbito, mas que ficaram com graves sequelas

BEATRIZ GALLI: SEUS OLHOS DE ÁGUIA SEMPRE VIAM DE LONGE”  

Fátima era uma mulher negra, guerreira e intensa.

Era incansável na luta pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e nunca deixava de pontuar o que poderia ser uma ameaça de retrocesso no nosso campo de luta.

Seus olhos de águia sempre viam de longe, com clareza.

Ela sempre esteve muito atenta e por muitas vezes lia nas entrelinhas o que de fato estava acontecendo.

Eu tive a oportunidade de conhecê-la, em 2004, em uma reunião das Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.

Desde então, sempre esteve presente nas reações rápidas em análises afiadas sobre o contexto político nacional. Mesmo de longe, ela continuava presente.

Fátima, que falta você está nos fazendo!

Beatriz Galli é advogada e assessora de políticas para a América Latina do Ipas.

ANA MARIA COSTA: ‘LACUNA NA ESQUERDA E NO FEMINISMO POLITIZADO” 

Fátima Oliveira foi mulher admiravelmente múltipla: militante, médica, mãe, escritora, formuladora e muito mais!

Sua partida deixa uma lacuna na esquerda e no feminismo politizado que luta por direitos e políticas universais.

Meu enorme respeito pela Fátima!

Ana Maria Costa é médica, professora e diretora do Cebes, que já presidiu.

Através do Viomundo, muitos leitores se encantaram com a Fátima. Acabaram se tornando muito próximos, amigos, mesmo, como Telmo Kiguel e Gerson Carneiro.

A convite nosso, eles também fizeram as suas homenagens.

TELMO KIGUEL: EM COMUM, A MEDICINA, AS DISCRIMINAÇÕES E A POLÍTICA

Conheci a Fátima há poucos anos no Viomundo e solicitei à Conceição o seu email. A partir daí, passamos a nos corresponder e acabei publicando aqui, em Porto Alegre, três textos seus: Médico branco racista e médica negra discriminada; Médica diz: o Conselho Federal de Medicina não me representaE a médica não se corrompeu.

A partir daí, descobrimos vários interesses em comum e parecia que nos conhecíamos há muito tempo. E tudo isso só pela internet.

Finalmente veio a POA e tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e a família. A impressão de “velhos amigos” foi confirmada. Um dia só foi muito pouco para o que tínhamos em comum: a medicina, as discriminações, a política, etc. Acabamos o dia numa floricultura em que ela me deu uma aula sobre uma de suas muitas paixões, os cactos.

Ao saber de sua morte, não descansei enquanto não falei com sua filha Débora para saber o que tinha ocorrido. Muito triste. Muita saudade.

Telmo Kiguel é médico psiquiatra e responsável pelo blog Saúde Publica(da) ou não, no portal Sul21

LUANA TOLENTINO: FÁTIMA ME ESTENDEU A MÃO 

Fátima Oliveira parte, mas entre nós fica o legado de uma mulher que lutou de maneira incansável pelo SUS e pelas mulheres negras desse país. Como um mantra, guardo uma frase dita por ela: “A superação do racismo no Brasil exige uma faxina moral”.  Guardo também a mais profunda gratidão. Fátima me estendeu as mãos no momento mais doloroso da minha vida. Fátima será sempre nossa grande Mestra!

Luana Tolentino é professora e historiadora; ativista dos movimentos Negro e Feminista.

GERSON CARNEIRO: TIVE A SATISFAÇÃO DE SER CORRIGIDO PELA FÁTIMA; CONHECI UM ANJO

“Nós nos conhecemos através do Viomundo por volta do ano de 2009.

Eu comentava os textos dela. Passamos a compartilhar mensagens no twitter e logo estávamos trocando mensagens privadas, onde falávamos sobre nossas observações do mundo e também dávamos gargalhadas. Sim, ela tinha um humor fino, inteligentíssimo.

Fazia bem ter a companhia dela, saber que ela gostava das minhas tiradas no twitter, gostava dos meus textos.

Ela era muito poética. Adorava cactos. Postou no twitter muitas fotos belíssimas de cactos. A admiração pelos cactos era um dos pontos de ligação entre mim e ela.

Em uma tarde de 2011, no começo do julgamento do mensalão, eu ainda estava dando expediente no trabalho e, de soslaio, acompanhei as pessoas, ela inclusive, comentando o início do julgamento.

Em um das oportunidades comentei:

— Se eu não tivesse nada pra fazer eu também iria acompanhar o julgamento do mensalão.

Ela soltou uma gostosa gargalhada:

— Kkkkkkkk… Deixe de ser invejoso.

Cirúrgica, a Dra. Fátima acertou. Era só inveja mesmo.

Em outra oportunidade, ela disse, em público, que uma fala minha no twitter era machista. Tentei justificar. Ela rebateu: “É machista. Apague, senão lamentavelmente vou ter que deixar de seguir o amigo”.

Diante de tal aviso, na hora, claro, me curvei na hora. E tive grande satisfação de ser corrigido por ela. Um enorme prazer.

Há um ano deixei essa foto do Frido na caixa postal dela no twitter.

E mais uma vez fui presenteado com a sua gostosa gargalhada. Foi nossa última troca de mensagem.

Realmente, conheci um anjo.

— Por que anjo? –, alguns talvez questionem.

Por causa da autoridade dela advinda da retidão em que trilhou. Só tem verdadeira autoridade quem tem retidão de caráter.

E por isso ela tinha autoridade para com seus conhecimentos nos proteger na labuta em favor das causas que acreditamos e defendemos.

De longe e, ao mesmo tempo, tão perto, nos proporcionava acolhimento nas batalhas. Sua repentina partida deixou uma imensa lacuna. Sentiremos nesse tempo sombrio o qual estamos passando.

É como a ” Estrela”, de Gilberto Gil:

“Há de surgir

Uma estrela no céu

Cada vez que você sorrir

Há de apagar

Uma estrela no céu

Cada vez que você chorar

O contrário também

Bem que pode acontecer

De uma estrela brilhar

Quando a lágrima cair

Ou então

De uma estrela cadente se jogar

Só pra ver

A flor do seu sorriso se abrir

Hum!

Deus fará

Absurdos

Contanto que a vida

Seja assim

Sim

Um altar

Onde a gente celebre

Tudo o que Ele consentir”

Estrela – Gilberto Gil

Gerson Carneiro é frequentador assíduo das redes sociais. 

Curiosamente, até no seu “encantamento” Fátima Oliveira nos juntou, obrigando-nos a refletir sobre lutas passadas.

Mas também sobre o aqui e agora:  só juntos teremos condições de enfrentar e buscar as saídas  para a destruição do SUS, dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres brasileiras.

Fátima Oliveira, presente!

 

 

3 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

19/11/2017 - 13h24

.
Fátima Oliveira
Humanista
Médica Social
Insubstituível.
.

Responder

Zé Roberto

18/11/2017 - 01h46

Foi pura CULTURA. Nos ENSINOU. Fica o VAZIO. Maximizar os lucros do Vaticano. Lembram? Fátima Oliveira: O bacalhau e o Vaticano. CULTURA DO DOMÍNIO.

Responder

Gerson Carneiro

17/11/2017 - 15h27

Saudades.

Responder

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