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Cartas de Minas

Fátima Oliveira: Dilma, a Rede Cegonha e os dilemas de Dona Lô

08 de abril de 2011 às 11h17

por Fátima Oliveira, em seu blog literário

“Não sei se chamo uma coletiva de imprensa ou se faço uma cartinha pra Dilma. Ô dilema cruel!”

Era o que pensava Dona Lô ao sentar em sua cadeira de balanço na calçada de sua casa na Chapada do Arapari. Parecia agoniada, fadigada… Muitas coisas fora do seu controle. Situação horrível para quem está acostumada a ter nas mãos as rédeas de tudo que lhe compete.

Primeiramente porque Maria Helena, filha de Memélia, a mocinha que substituiu Gracinha – “aquela sim era de forno e fogão e ainda de troco um latão” – era lenta que só uma lesma. Boazinha, é verdade, mas pra virar uma Gracinha, bote tempo! E Dona Lô não parecia lá muito disposta a esperar tanto… Falta de paciência mesmo.

Ela sabe que “O que não tem remédio, remediado está”.

‘‘C’os diachos essa invenção de Gracinha de não se aguentar e andar mijando de tiquim por Zé Vaqueiro! E a lesa aqui nem ter percebido, nadica de nada, oxente! Imperdoável, viu, Lô! De besta aqui só eu mesma. Até Cesinha disse! Depois desdisse, mas deu sua opinião”. Era o que passava em sua cabeça…

E remoía… “Como se a vida estivesse em céu de brigadeiro, aparece Dilma toda porloche na TV anunciando, nada mais e nada menos, do que o minimalismo das ações em saúde da mulher, falado em programa de campanha eleitoral. O mais cristalino retrocesso”. É o que dizem as pessoas entendidas no assunto. E sou forçada a reconhecer que elas têm toda a razão do mundo. Estou com elas e não abro!

Na época Dona Lô não deu muita bola. Imaginou que era o escape possível do acirramento do fundamentalismo do Serra. Tudo para venerar as mães e, por tabela, condenar o aborto. Pois sim, santificando as mães os contras vão entender que não se apoia aborto. Ô raciociniozinho tacanho, fulerim, fulerim… Bem, ali era a campanha eleitoral no momento do “Vai ou racha e quem for podre que se arrebente”. Até compreensível. Era, sim! Mas aquilo era promessa pra ficar só no discurso meu Deus do céu! Tu bem sabes meu Deus!

… Se bem que aquela feminista que é médica, espertíssima, como de costume cantou a pedra, bem antes do segundo turno. Mas ficou por isso mesmo… Eu, Lô, até achei que ela estava radicalizando, que era um exagero, pois Dilma daria continuidade às políticas de Lula na saúde da mulher que, na prática não foram nenhuma brastemp, mas eram bem intencionadas. Quem é especialista no assunto, por profissão ou por militância, concordava, pois ajudou a elaborar aquela política anos a fio até chegar ao que está documentado. Logo, eu nem “Seu Souza” para a implicância da Dra. Fátima Oliveira! É sério. Achei que era um preciosismo, uma inticância dela.

Pois não é que a danisca foi bem na ferida que agora sangra? Ela escreveu: “Numa olhada de relance nos discursos das campanhas à Presidência, a concepção de mulher-mala (mãe e filho) foi o tom das propostas para a saúde feminina. Foi de amargar… Ai, meus sais! Voltaremos mais tarde.”

E olhe que ela escreveu o que estou lembrando agora foi no dia 5 de outubro de 2010! Não é profetisa, não! Apenas analista criteriosa da conjuntura e de pés bem fincados no chão. Mas não dei pelotas. E olhem que ela é uma mulher com Dilma desde a primeira hora! Comprou a briga em defesa do nome de Dilma nas entranhas do movimento feminista! Foi um bom artigo aquele Não serve ao feminismo tentar nivelar ideologias díspares”.

Já na calçada, bem acomodada em sua cadeira de balanço, ficou a olhar com indisfarçável ternura, a meninada a brincar no adro da capela… E com as pernas inquietas, em petição de miséria, sem achar lugar pra elas, decidiu: “Vou assuntar com Estela. É hora de assuntar mesmo. O bicho, ou melhor, a bicha, que é a cegonha, tá pegando e grudou que nem chiclete… E com razão… Precisava disso não, minha gente! Parece que estou vendo aquela meninada zanzando e estribuchando pra agradar a presidenta. Pura falta de expediente! Donana, minha mãe, dizia que a derradeira disgrota da vida é uma pessoa sem expediente, pois o mundo engole quem não tem expediente!”

E resmungava, falando sozinha: “Só mesmo falta de expediente explica que depois do sucesso do Programa ‘Saúde não tem preço’, o governo de Dilma tenha caído numa esparrela sem tamanho com a tal cegonha! Espiem só, no dia 04 agora, de abril, no Café com a Presidenta, ela falou que o Programa ‘Saúde não tem preço’ já atendeu quase 3,5 milhões de pessoas em dois meses de funcionamento!

Disse a presidenta: “‘Nos primeiros 45 dias, quase 3,5 milhões de pessoas receberam de graça seus remédios para diabetes e pressão alta. É quase o dobro do que a rede ‘Aqui Tem Farmácia Popular’ distribuía quando os remédios tinham que ser pagos. Isso indica que a nossa campanha sobre a importância do tratamento está no caminho certo”, afirmou. “Queremos que todos os diabéticos e hipertensos possam fazer o tratamento direito, sem interrupção… O problema é que essas doenças, se não forem tratadas, levam a complicações muito graves, que podem até matar. Daí a importância da prevenção, com uma vida saudável, uma alimentação saudável e exercícios físicos, desde que o médico controle e receite. E, além disso, o tratamento com os medicamentos corretos”.

“Hemhem, sem dúvida, uma ação bola dentro que concretiza o direito humano ao remédio. Ai, que agonia nas pernas! Fico assim sempre que estou agoniada. Nunca descobri pucardiquê. C’os diachos que Estela não atende ao telefone!” Fincou pé e insistiu em falar com a afilhada, enquanto se deixava encharcar da sensação de agradecimento pela tarde de brisa suave e por aquelas crianças bem vestidas brincando, saltitando, alegres e felizes… Em outras eras, numa horinha dessas estavam todas nas roças, no cabo do enxadeco. Agora, não! Todo mundo na escola, feito gente! Nem sempre foi assim. A melhoria de vida daquela gente se deu mesmo foi com Lula…

– Ô Maria Helena, minha filha, ligue aí de dentro pra casa de Estela e peça que telefone aqui. Preciso falar com ela! É conversa demorada. Não dá pra ficar de lero em celular, não! Tá caro demais! Depois chame a meninada que está ali brincando e dê umas frutinhas pros bichins, viu? Sim, banana prata! Ah, e aquela bandeja de ata madurinha. Há muitas atas e bananas aí que trouxeram da Matinha hoje. Dê o tanto que elas quiserem, a folote mesmo. Se a gente não comer logo vão estragar. Melhor dar pros bichins.

– Né brinquedo, não Estela! “O programa tem atualmente 15.097 farmácias credenciadas, além de 548 unidades do governo. Para receber gratuitamente os remédios de diabete e hipertensão, o paciente precisa apresentar no posto autorizado a receita médica, o CPF e um documento com foto”. Melhor do que isso cheirosa, nem maná caído do céu! E agora, o que eu faço, hein Estela? Não se sei chamo uma coletiva de imprensa ou se faço uma cartinha pra Dilma.

– Como assim Dindinha? Deixe de maluquice, senhora! Não disse que está aposentada? Tem um montão de organizações feministas que precisam dar o ar da graça nessa refrega, dando o tom e dizendo como é que a roda gira. Praticamente ainda não fizeram nenhum barraco. Tem de haver barraco! Saiu só uma notinha e a entrevista da Rede Feminista de Saúde, que eu considero de alto nível, pois é uma abordagem filosófica, técnica e política da visão da saúde integral da mulher. O feminismo falou e disse! Agora é a vez do ministro Padilha se explicar. Olhe que hoje já é dia 7 de abril. O frege está armado. É isso! No centro, o debate sobre atenção integral à saúde da mulher.
– Como dizia uma amiga feminista, a médica Ana Reis, saúde integral é como o arroz com casca e tudo… Fica facim, facim de entender o que se quer dizer quando se fala em saúde integral, é só pensar em arroz com casca.

– Taí, gostei! É preciso lembrar tal comparação para o ministro Padilha.

– A presidenta lançou o Programa Rede Cegonha dia 28 de março… De lá mesmo de Belo Horizonte ela se mandou pra Portugal, depois voltou na maior carreira, que morreu Zé Alencar… Se a mulherada que entende do riscado ainda não foi pra cima, aí fica difícil mesmo…

– E o que faço, hein Estela? É que estou vendo a vaca ir pro brejo. Ir, não! Está atolada no brejo… Boto a boca no trombone ou no ouvido da mulher? Me diga!

– O bom senso, ético e político, manda que a senhora faça uma carta, uma coisa pessoal. Da senhora pra Dilma, abrindo os olhos dela, ôche! Deixe o embate político, quero dizer, o grande embate, para quem tem a obrigação de fazê-lo… Por mais irada que esteja com a cegonha… E eu pensava que a senhora gostava de bicho…

– Estela, vamos por partes! Gostava, não! Gosto. Fui uma criança cercada de bichos por todos os lados… Menos de cegonha rsrrsrsrsrsrsrs, bicha que nem tem no Brasil. A bicha ainda por cima, é estrangeira, oxente! Importada, Estela! Cegonha no Brasil só importada, minha rosa!

–…

– Só não tive gato e cachorro. Não podia porque era asmática e mamãe dizia pra nem chegar perto de pelo de gato e de cachorro… Coisa da sabedoria do povo, que parece ser certa. Mas criei de tudo: curica, papagaio, periquito, paca, cotia, jabuti, tatu… Em meu tempo de criança, sempre tive minhas galinhas, meus patos e até um pavão! Sem falar nos cabritinhos e carneirinhos enjeitados, quando a mãe morria, que papai trazia pra casa pra que eu cuidasse deles. Dava leite na mamadeira pros bichinhos. Nunca morreu um! Papai dizia que criança aprende a respeitar a natureza é cuidando de bichos! Portanto, toda criança precisa ter um animal de estimação… Nem que seja só um! Pode ser até peixe em aquário…

– Ave-Maria Dindinha, zoológico é pouco, hein?

– Acontece Estela, como li num comentário na internet, que a meninada que está no Ministério da Saúde é crua e inocente, inocente – pra não dizer coisa que agrave Seu Ninguém. Só inocência mesmo, pois nem o beabá da cartilha da continuidade de um governo essa gente se deu ao trabalho de ler. Sequer sabem que a pólvora foi descoberta faz é tempo! Estão gostando de puxar a mãe do corpo da presidenta… Só pode, ôche! É um surto de puxa mãe do corpo! Se Dilma fosse homem, seria surto de puxa saco!

– Hemhem… Como assim? Pucardiquê?

– Como assim e pucardiquê? Num tá acompanhando não, minha rosa?

– Médio… Li o artigo da professora Clair Castilhos “As cegonhas vão parir… tudo está resolvido!!” O veio é bom; e o estilo gozador é perfeito! Uma delícia de leitura. Por alguns comentários, percebe-se que muita gente interessada no assunto não entendeu direito que o buraco é bem mais embaixo. Tem muita gente achando que as feministas gostam mesmo é de encrenca. E não é nada disso. Vai ser preciso popularizar a linguagem pra que as pessoas entendam do que se trata. Ah, isso vai!

– …

– Por exemplo, o Pedro, no Azenha, no blog Viomundo, disse: “Ela criticou somente o nome? Porque não vi nenhum argumento contra o programa em si”. Houve um que escreveu: “Durante a campanha ela já falava ‘Rede Cegonha’. Portanto, o nome não foi invenção de alguém do Ministério sem consultá-la (João Sérgio). Até separei os comentários que li sobre o assunto, tanto no Azenha, quanto no Saúde com Dilma

– Aaaaaaaah, e foi? Pois leia aí Estela! Vamos apreciá-los juntos.
– …

– Tudo, não! Só os mais representativos… Quer dizer, que confirmam a sua hipótese de que muita gente não está entendendo direito que esse tal de Programa Rede Cegonha enterra ou faz sombra à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher…

– O Luís Alberto Furtado, aquele contista do Site Lima Coelho que inventou a personagem Dona Luisinha, no Saúde com Dilma, assim se expressou: “Um texto que soube brincar com as coisas sérias de modo a chamar a atenção pros problemas. Parabéns professora Clair. Concordo com tudo que você escreveu. A presidenta Dilma foi enganada pelos seus assessores (leia-se ministro Padilha e seu imediato Helvécio Magalhães), pois nenhum dos dois entende de Saúde da Mulher, pois se entendessem teriam dito: ‘Peraí presidenta, isso tudo de dinheiro é pra ir para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher’ E não para ficar inventando retrocesso, como é o caso dessa tal Rede Cegonha. Que vergonha! Ou esse dois senhores sentam suas digníssimas bundas nas cadeiras que ocupam para ouvir e aprender com os movimentos sociais, ou não vão dar conta do recado e levarão a presidenta pro buraco. No caso da Política de Saúde Indígena, o bicho também tá pegando”. (03/04/2011 www.saudecomdilma.com.br/).

– O Luís Alberto Furtado, aquele contista do Site Lima Coelho que inventou a personagem Dona Luisinha, no Saúde com Dilma, assim se expressou: “Um texto que soube brincar com as coisas sérias de modo a chamar a atenção pros problemas. Parabéns professora Clair. Concordo com tudo que você escreveu. A presidenta Dilma foi enganada pelos seus assessores (leia-se ministro Padilha e seu imediato Helvécio Magalhães), pois nenhum dos dois entende de Saúde da Mulher, pois se entendessem teriam dito: ‘Peraí presidenta, isso tudo de dinheiro é pra ir para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher’ … E não para ficar inventando retrocesso, como é o caso dessa tal Rede Cegonha. Que vergonha! Ou esse dois senhores sentam suas digníssimas bundas nas cadeiras que ocupam para ouvir e aprender com os movimentos sociais, ou não vão dar conta do recado e levarão a presidenta pro buraco. No caso da Política de Saúde Indígena, o bicho também tá pegando”. (03/04/2011 www.saudecomdilma.com.br/).

– E olhe que Luís Alberto é danado de inteligente. Um sábio! Um feminista… É casado com uma feminista que entende do assunto e sabe muito bem que nós, feministas, contrapomos ao Programa Rede Cegonha uma política mais ampla e bem elaborada, que já existe, que é a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), uma política de governo, elaborada no Governo Lula, na qual a mortalidade materna está devidamente contemplada e é uma das áreas, que está sendo efetivada bem. Inclusive o Brasil já recebeu prêmios internacionais por conta do bom andamento da ação. Há o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2005), onde as ações de redução da morte materna e neonatal estão bem desenhadas. É só cumpri-las!
– …

– Então Estela, o que sobraria para Rede Cegonha? A parte de Assistência Social. Em outras palavras: o apoio às gestantes ditas “carentes” (odeio essa palavra!). Isto é, a parte estritamente de atenção à saúde da gestante, parto, puerpério e quetais já existe no PNAISM e estão detalhadas no Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2005). E agora, vão jogá-lo fora? Não creio! É maluquice elevada à enésima potência! É deixar com a cegonha a parte de assistência social. Não mais! É, pelo menos pra aproveitar aquele monte de obra de arte doada por Romero Britto. É isso! Não mais! Minto…

– Como mente?

– Minto por estar sendo rasteira, com preguiça de pensar. Mas, deixando a preguiça de lado, vou ser franca. A Rede Cegonha como dizem ser a expressão do sentimento da presidenta de cuidar adequadamente das mulheres que vão ter filhos deveria ter sido pensada como parte de uma política de cuidados. É isso! Seria um programa social de cuidados de grávidas e puéperas, dentro das ações de saúde. Mas como “Quem não sabe assar, queima”… O Ministério da Saúde queimou o sentimento de cuidado da presidenta! Falta de expediente, mesmo!

– …

– Um passo além do que era a antiga LBA (Legião Brasileira de Assistência). Lembrando que em saúde “uma política de cuidados exige um novo contrato social e ético a ser celebrado entre governo X profissionais de saúde X instituições de saúde, fundado no respeito ao ser humano, na alteridade e no entendimento de que assegurar qualidade de vida possui um valor moral e um sentido político”.

– Eu também vejo assim. Mas agora ficou mais cristalino que é preciso fazer um escarcéu! Mas vamos a outro comentário: “Professora Clair, a benção! Eu estava muito incomodada com o silêncio das feministas diante dos descasos do Ministério da Saúde para com a Saúde da Mulher, jogando no lixo uma proposta de Política Nacional de Atenção à Saúde Integral da Mulher. Pois sim jogou no lixo. E aparece com Rede Cegonha como se saúde da mulher fosse apenas gravidez e parto e dentro de um olhar antigo: mulher e filho. Pensando bem, esses meninos que estão dando as cartas no Ministério da Saúde são leigos em saúde integral da mulher ou finíssimos bajuladores – quiseram agradar a presidenta que na campanha eleitoral foi mal assessorada de um tanto que a única proposta pra saúde da mulher foi essa tal de Rede Cegonha que, como vemos, ludibriaram a presidenta e ela, leiga, caiu no canto da cegonha. E o ministro da saúde, idem.” (Terezinha Sanches).

– …

– E há outro excelente comentário de Terezinha Sanches, respondendo ao João Sérgio, que já li bem no começo, que dizia que a Rede Cegonha havia sido falada por Dilma num programa de TV, durante a campanha eleitoral: “Aquilo era uma bobagem da ignorância de quem assessorava a ministra. Ou seja, falar em Rede Cegonha em detrimento de uma política elogiada no mundo inteiro. Engabelaram a candidata e agora a presidenta! Sobre o assunto a Dra. Fátima Oliveira, que entende de saúde da mulher como gente grande, e está nessa luta desde que eu a conheço há mais de vinte anos, escreveu no artigo: “Algumas ausências que foram paradigmáticas no debate eleitoral” (…) (Terezinha Sanches).

– …

– “Ah, a professora Clair Castilho disse bem: a RELAÇÃO DAS CEGONHAS COM OS RECÉM-NASCIDOS NÃO PASSA DE LENDA!!! Eis o conto e o canto da cegonha. Mas pra frente é que se anda. Espero que a presidenta Dilma dê uma puxada de orelha nesses meninos dela que estão no Ministério da Saúde para que aprendam e respeitem a luta feminista brasileira, que vê a saúde da mulher na REAL, sem cegonha… Ôche, nunca vi cegonha no Brasil mesmo… Tudo embromação. (Terezinha Sanches).

– E a Caetana postou a nota que saiu no Estadão, tanto no Azenha quanto no Saúde com Dilma: “Movimento de mulheres critica programa para gestantes lançado por Dilma”

– Dindinha, qual o dia da Semana Santa que a senhora vai fazer o “Bacalhau à espanhola”?

– Ora Estela, no de sempre, na Sexta-feira da Paixão, esqueceu? Increduincruz, só pensa em comer!

– Quêquisso Dindinha, assim a senhora me ofende… Perguntei por perguntar, só pra mudar de assunto. Ah, dá pra mandar pro meu email a receita do “Bacalhau à espanhola”?

– Pucardiquê Estela? Desde quando tu não passas a Semana Santa na Matinha de Dona Lô? Vais inventar moda de ficar em tua casa e cozinhar nos Dias Grandes, é?

– Nããããão e não, Dindinha! Imagina! É que uma amiga minha, que já passou uma Semana Santa aí comigo e mora no Espírito Santo, pediu a receita…
– Aaaaaaaaaah, bem!

Chapada do Arapari, 07 de abril de 2011
Dia Mundial da Saúde
Na Chapada do Arapari mulher não aborta, só tem “pérca”!

Leia aqui a entrevista de Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, que alerta: A Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de atenção à saúde integral à mulher, nos direitos reprodutivos e sexuais. A doutora Fátima Oliveira assina embaixo.

Leia aqui o pedido da doutora Clair Castilhos à presidenta Dilma para que ouça as mulheres em relação à Rede Cegonha.

Leia aqui o artigo da doutora Fátima Oliveira sobre as práticas zooterapêuticas.

 

49 Comentários escrever comentário »

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Fátima Oliveira: Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/04/2011 - 22h10

[…] Leia aqui por que Fátima Oliveira acha que o Rede Cegonha retalha uma diretriz do Ministério da Sa… […]

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Portaria do MS sobre o Programa de Saúde da Mulher gera polêmica | Viomundo - O que você não vê na mídia

11/04/2011 - 20h21

[…] Leia aqui o que a doutora Fátima Oliveira escreveu sobre Dilma, a Rede Cegonha e os dilemas de Dona Lô, po […]

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Sonia

11/04/2011 - 13h19

Douglas tenho a impressão de que você não entendeu o que eu disse. Eu apenas estranhei a frase do texto que dizia que a "promessa era para ficar no discurso", ou seja , o projeto seria anunciado mas não cumprido. Estranhei porque numa democracia saudável os eleitores devem ser respeitados. Portanto se o projeto Rede Cegonha foi anunciado na campanha, a presidente fez bem em cumprir a promessa.

Responder

    Laura Antunes

    11/04/2011 - 16h53

    Sônia, para Dona Lô a promessa era tão ruim que não merecia ir alé do discurso.
    A promessa do Programa Rede Cegonha era equivocada, porque o staf da campanha da presidenta era muito ruim no tema. E agora quem está no Ministério da Saúde também.
    Tanto que misturaram na ação saúde da mulher com saude da criança, áreas que são dsitintas e que foram separadas há muito tempo, para o bem das duas, No próprio MS há mais de 20 anos há a área de saúde da mulher e a área de saúde da criança. E foi muito boa a separação.
    Conhecendo Dona Lô, foi isso que ela quis dizer. Até porque a autora de Dona Lô escreveu um artigo logo depois do primeiro turno criticando a concepção de mulher-mala da proposta do Rede Cegonha. Deu pra entender?

    Sonia

    12/04/2011 - 10h13

    Acho difícil entender gestação separando saúde da mulher da saúde da criança, se o objetivo do programa é atender quem quer ter seu filho. Se o programa foi promessa de campanha , os eleitores confiaram e votaram na candidata, o que legitima que seja cumprida.

    Joelma Almeida

    13/04/2011 - 00h18

    Oh, não diga!
    Azeite os neurônios. Até escreve bem. Mas leu e não entendeu. É uma pena

Joelma Almeida

11/04/2011 - 09h31

Dilma, a Rede Cegonha e os dilemas de Dona Lô é uma obra literária de características especias. Primeiramente, a ideia da autora desde outubro passado ter criado o blogue Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari para nele postar seus escritos que revelam seus olhares, através de Dona Lô, sobre o governo da presidenta Dilma. E mais, para nele defender a presidenta, porque ela, a Dona Lô, é uma mulher com Dilma desde o princípio, já que era Lula até debaixo d'água.
Ressalto que a definição da criação da personagem, a meu ver, é o convencimento político de que a personagem Dona Lô foi criada para ficar de olho no governo, alertando a presidenta e defendendo-a, quando necessário, inclusive dos passos em falso de servidores do governo. Como é o caso agora.

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douglas da mata

10/04/2011 - 12h38

Caras Comentaristas (Márcia, Terezinha, etc) e a moderadora.

Esse expediente é bem conhecido. Distorcer frases e tirá-las do contexto, para dar uma ênfase no queremos dizerm embora nosso discurso nem sempre importe ao debate, pois vamos:

1. Bater como homem e apanhar como mulher, quer dizer, metaforicamente, que as mulheres (geralmente, as "feminazi", que não é o caso deo vocês, é lógico) gostam de ser agressivas quando argumentam, mas exigem que os homens não usem essa mesma eloqüência e rispidez quando respondem.

2. Bom, outro ponto é desqualificar o interlocutor, se você perceber, está lá: "sem expediente, ignorante, isso e aquilo", embora até aquele momento, eu desejasse entender tanta reclamação por causa de um nome, e por eu ter um entendimento diferente de vocês a respeito das políticas de atendimento público do MS, no que tange às mulheres e outros setores. Aliás, não só eu, como outros homens e mulhreres, que foram afastados pela interdição arrogante e precipitada de algumas comentaristas, que nos mandaram "ler mais" ou "conhecer os processos". Como assim? Isso aqui não é um blog de opinião/informação para que possamos democraticamente avançar nas nossas ignorâncias?

3. Eu não tenho medo da Lei Maria da Penha. Não suporto e nem aceito violência contra mulher, mas não também não aceito provocação injusta, e a CRFB me garante o direito de responder na mesma medida e com os meios possível, o que chama de legítima defesa. Nesse caso aqui, a palavra.

4. Quanto às acusações de "troll", eu me divirto. Tenho meu blog, na minha cidade, com uma boa audiência, faço meu trabalho como servidor público(policial civil), tenho militância política petista há 25 anos, participo de um monte de fóruns de debate, e compreendo a dificuldade que as companheiras têm em enfrentar um debate onde as referências estejam misturadas. Como disse antes. com Papai-Lula tava tudo bem, mas com a companheira Dilma, vamos à guerra! Paradoxal sentimento, mas inteligível.

5. Sobre o tema em si, eu repito, e ninguém aqui foi capaza de retrucar, além de "bater o pezinho".

Como conto ou texto literário, a Fátima escreve o que bem entender, e gostar ou não é problema de quem lê.

Como instrumento de discussão política das ações de governo, é ruim, reducionista e pobre de informação, além de um bocado confuso, como um monte de gente já escreveu aqui. Será que são todos "trolls"?

As ações de governo na sáude da mulher não podem ser arrogantemente reunidas sob qualquer rótulo, quer seja CEGONHA ou plano nacional disso, ou daquilo, contra isso ou aquilo outro.
São meras cartas de intenções, que são executadas de forma assimétrica e com imensas diferenças de tempo de ação, dada a complexidade e varidade da situação da saúde em 5.500 municípios.

Logo, pretender que a CEGONHA é uma forma de subtrair algo que já existia para maquiar é um duplo erro de avaliação que esconde outros interesses: a boa e velha luta intrapalaciana.

Sim, pois, nem a rede CEGONHA vai conseguir reunir TODAS AS AÇÕES DO MS sobe seu "guarda-chuva", e nem TODAS as AÇÕES MINISTERIAIS podem ser entendidas em planos únicos de execução UNIFORME.

Por derradeiro, fica a má-fé explícita, pois o governo não deu maior dimensão a REDE CEGONHA que ela tinha, ou sej, um programa a mulher que quer ter filhos.

As "feminazi" detestam essa maldição de serem associadas a meras parideiras.
Mas nesse debate isso nunca foi dito, e nem nas ações do governo, ou seja, é só recalque mesmo de quem ainda não se "resolveu" bem.

Um abraço do seu amigo "troll", bem alimentado e cevado na intolerância de vocês.

PS: Conceição Leme, no outro post sobre o tema, meus comentários foram elogiados por varias mulheres, inclusive com intervenção sua (a comentarista Leila), e não mudei de tom, nem de conteúdo, mas agora, vejo você aplaudir aqui que me ofendam e me desqualifiquem sem apresentar nenhum dado ou argumento. Estranho isso.
Aliás esse "troll" também já teve comentário elogiado pelo próprio Azenha.
Engraçado, como as coisa mudam, de acordo com as conveniências, não?

Um abraço.

Responder

Laura Antunes

10/04/2011 - 11h09

Seguuuuuuuuuuuuuuuuuuuuura mesmo que o trem tá difícl, mas é bom Dona Lô.
Para mim a melhor parte e a mais firme é quando você disse:
– Minto por estar sendo rasteira, com preguiça de pensar. Mas, deixando a preguiça de lado, vou ser franca. A Rede Cegonha como dizem ser a expressão do sentimento da presidenta de cuidar adequadamente das mulheres que vão ter filhos deveria ter sido pensada como parte de uma política de cuidados. É isso! Seria um programa social de cuidados de grávidas e puéperas, dentro das ações de saúde. Mas como “Quem não sabe assar, queima”… O Ministério da Saúde queimou o sentimento de cuidado da presidenta! Falta de expediente, mesmo!

Responder

Márcia Lopes

09/04/2011 - 20h11

NÃO ALIMENTE OS TROLLS
"O que motiva um troll a agir geralmente são: auto-afirmação, ideologia, fanatismo, sacanagem ou simplesmente ociosidade. Em entrevistas na Usenet, trolls famosos confessaram que buscavam apenas um pouco de atenção e combater o tédio do cotidiano. A maioria deles também portava alguma característica mal-resolvida de personalidade, como trauma, fracasso financeiro e amoroso e até patologias psicológicas.
Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars e não os trolls, criaturas tidas como monstruosas no folclore escandinavo]".

Responder

    Laura Antunes

    10/04/2011 - 11h44

    Perfeito! Ser babá de troll não é a minha praia. Também não tenho colo para portava personalidade mal-resolvida e gente traumatizada em qualquer aspecto, e nem com fracasso financeiro e amoroso, ou qualquer distúrbio mental.

    douglas da mata

    10/04/2011 - 14h13

    Laura minha filha,

    Como qualquer um tenho vários traumas, e o pior é causado pela intolerância.

    No amor a gente dá um jeito, embora sempre prefira o amor fracassado ao fracasso de não amar.

    Financeiramente, a não ser que todos aqui sejamos Daniel Dantas ou Carlos Slim, eu também me aperto para pagar minhas contas, e meu salário nem sempre dá.

    Já quanto ao temperamento e personalidade, eu só posso parafrasear: "De perto, ninguém é mesmo muito normal" ou se preferir; "O diabo são sempre os outros".

    Eu te parabenizo por seu bem amada, rica, de sem distúrbios de personalidade e sem traumas. À benção Santa Laura, que "num é desse mundo".

    Um fraternal abraço.

Aline M. de Freitas

09/04/2011 - 20h06

Dona Lô está na balada! Seguuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuura que o trem é bom!
Dona Lô querida, eu achei sua conversa firme, verdadeira e tô com você, que não é contra assistência social social para gestantes e mulher parida. Faltou mesmo expediente ao staff do Ministério. Realemnte o Rede Cegonha surrupiou "ações do Pacto Nacional contra a Morte Materna e Neonatal, apresentando-as como novas ações, apenas acrescentando Vale-táxi, Samu-cegonha Quero dizer, há apropriação de ações de outros programas do Saúde da Mulher com uma maquiagem porcamente feita". (comentarista Maria Mendes).

Responder

    Laura Antunes

    10/04/2011 - 11h07

    Perfeito!

douglas da mata

09/04/2011 - 16h57

Ah, Terezinha, me desculpe, eu pensei que isso fosse um blog, me confundi. É uma cadeira do programe depós-doutorado em políticas de atendimento a mulheres.

Responder

Maria Mendes

09/04/2011 - 16h53

O sapo não é príncipe, é mesmo um cururu machista, pau mandado de alguém, sabe-se lá quem. Mas não é difícil imaginar de que loca ele saiu. Um senhor que se diz democrata escrever o que se segue é de arrepiar e já disse a que veio ao debate, não foi pra debater, mas pra arengar: "Não ofendi ninguém, nem estou aqui para ser ofendido, até porque, metaforicamente: mulher "bate como homem, mas quer "apanhar" como mulher, rsrs. (douglas da mata). Tem medo da Lei Maria da Penha, não moço? Pois deveria ter. Chegue logo à civilização, ficará mais bonito na foto.
No mais, assim como Dona Lô eu achei de muito amadorismo o laiçamento do Rede Cegonha, como se fosse a única política possível em saúde da mulher, surrupiando ações do Pacto Nacional contra a Morte Materna e Neonatal, apresentando-as como novas ações, apenas acrescentando Vale-táxi, Samu-cegonha
Quero dizer, há apropriação de ações de outros programas do Saúde da Mulher com uma maquiagem porcamente feita.

Responder

douglas da mata

09/04/2011 - 16h50

Ah, Terezinha, me desculpe, eu pensei que isso fosse um blog, me confundi. É uma cadeira do programe depós-doutorado em políticas de atendimento a mulheres.

Desculpe minha falta de expediente.

Responder

    Maria Mendes

    09/04/2011 - 17h24

    Sem expediente, sem palavra e sem fio de bigode! Voltou ao debate quando disse que encerara a a participação ehehehe. Quer aparecer? Escreve um artigo, publica num veículo de peso, nem que seja como matéria paga, ou faz um blogue e vê se consegue audiência pra tuas ideias. Comentar posts é pouco demais pra tua sapiência verdade única. Deixa de ser troll

    Conceição Lemes

    09/04/2011 - 19h07

    Boa, Maria! beijo

    douglas da mata

    10/04/2011 - 14h24

    Iá-iá Maria,

    Bom que você tenha registrado minha fala em cartório, com firma reconhecida. Eu não sabia que em blog, ou em qualquer outra instância de debates, a gente não possa mudar de opinião. E melhor: Voltar atrás no que disse que faria.

    Se eu não tivesse "fio no bigode" eu teria desdito o que disse sobre o tema, e não sobre o fim ou não da minha participação.

    Quanto a publicar um artigo, isso é decisão minha, e não serve para desqualificar minha opinião sobre o tema, ou isso aqui é um convescote para "iniciadas", onde leigos e pessoas "comuns" tenham que abaixar as orelhas enquanto vocês, "especialistas", falam em tom monocromático.

    Agora vejam vocês o nível da debatedora: "(…)Escreve um artigo, publica num veículo de peso, nem que seja como matéria paga, ou faz um blogue e vê se consegue audiência pra tuas ideias.(…)"

    Como assim, só tem valor a opinião que é publicada onde tem peso? Então esse fórum não é adequado? Tem que estar no formato artigo, paper, resenha, ensaio, etc, para ter legitimidade? Então como é que faz para participar desse blog aqui,e pensar diferente de você?

    Bom, eu já tenho um blog, e sobre audiência, não se esqueça: Quantidade nem sempre é qualidade!

    Quanto a verdade única e sapiência, isso ficou por sua conta, e eu, como sempre, respeito, mas não concordo.

    O que acontece que a minha verdade até aqui não foi desconstruída, não por ser a única, mas por falta de argumentos das interlocutoras, só isso.

    Um abraço, e não se esqueça, o troll e os anti-trolls são fenômenos de mesma natureza, cuidado então com a imagem que faz de si mesma, minha cara iá-iá Maria.

douglas da mata

09/04/2011 - 16h46

De qual assunto, cara Terezinha? Da CEGONHA e dos simbolismos do debate político? Dos sectarismos do feminismo e dos movimentos que pretendem ser mais relevantes que são? Das ações de governo? Dos dados e fatos que não foram mostrados nesse debate?

Ué, então me ensinem, ou é para interditar o debate com a ignorância do outro? Ué, que tipo de debate é esse que tem que ser "iniciado"?

Será que as mulheres dos rincões desse país tem "iniciação" para apreentar suas vozes nesse debate, ou será que suas vozes sempre serão mediadas pelas "compnaheiras da vanguarda"?

Bom, e nós homens que não temos quilometragem, devemos ficar assistindo um debate de mão única?

Como assim, Terezinha, louro quer biscoito…

Responder

Terezinha Sanches

09/04/2011 - 13h16

Azenha, percebi que está faltando a seguinte frase no texto aqui publicado. Como gostei muito da frase no escrito original, ao ler o conto no VIO MUNDO, senti falta:

"Donana, minha mãe, dizia que a derradeira disgrota da vida é uma pessoa sem expediente, pois o mundo engole quem não tem expediente!”"

Dê uma conferida:

[Já na calçada, bem acomodada em sua cadeira de balanço, ficou a olhar com indisfarçável ternura, a meninada a brincar no adro da capela… E com as pernas inquietas, em petição de miséria, sem achar lugar pra elas, decidiu: “Vou assuntar com Estela. É hora de assuntar mesmo. O bicho, ou melhor, a bicha, que é a cegonha, tá pegando e grudou que nem chiclete… E com razão… Precisava disso não, minha gente! Parece que estou vendo aquela meninada zanzando e estribuchando pra agradar a presidenta. Pura falta de expediente! Donana, minha mãe, dizia que a derradeira disgrota da vida é uma pessoa sem expediente, pois o mundo engole quem não tem expediente!”]

Responder

    Conceição Lemes

    09/04/2011 - 13h31

    Oi, Terezinha. Conferi. A frase da Donana já está no texto. Dê uma olhadinha. Obrigada. Abração

Thiago

09/04/2011 - 13h01

Mais uma arenga pró-aborto disfarçada de crítica ao Rede Cegonha.

Responder

douglas da mata

09/04/2011 - 12h49

Meus caros,

Dado o nível de agressividade de algumas debatedoras, me retiro do debate, e passo a ler o repetir do "consenso óbvio" das posições políticas cristalizadas.

Não ofendi ninguém, nem estou aqui para ser ofendido, até porque, metaforicamente: mulher "bate como homem, mas quer "apanhar" como mulher, rsrs.

Nessa armadilha eu não caio.

Abraçso a vocês, cegonhas ao anti-cegonhas.

Responder

Salete Mota Moreira

09/04/2011 - 10h55

Dona LôÔÔô….. ESTOU CONTEMPLADA! EITA SERTANEJA VELHA QUE NÃO NEGA FOGO!
Sou fã de Dona Lô, personagem central de Tá lubrinado – escritos da Chapada do Arapari, ideia das mais primorosas em mulheragem à presidenta Dilma.
Dona Lô é Dilma até debaixo d´água! Levou uma ruma de mulher pra posse da presidenta!
Há um episódio show:
Recadim de Guimarães Rosa pra Dilma: “Sapo não pula por boniteza, mas porque precisa” http://talubrinandoescritoschapadadoarapari.blogs
Dona Lô fica de mutuca no Governo Dilma. E fala, fala, fala e fala. Defende a presidenta. Elogia tudo de bom do governo, mas se esquenta quando a vaca está indo pro brejo em algum tema. Na maior! Na boa!
O blogue onde Dona Lô dá as cartas precisa ser visto como disse a própria autora:
“Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari
… é um ponto de publicação de "coisas" escritas em momentos de grandes inspirações, pois a Chapada do Arapari é um lugar que existe, mas ao mesmo tempo é meu imaginário…”

Responder

beattrice

09/04/2011 - 00h33

Excelente texto, será que ficou claro o impacto indecente da tal REDE CEGONHA no PNAISM???

Responder

    douglas da mata

    09/04/2011 - 11h28

    Beattrice, minha cara,

    Me responda, pois não entendo nadica de nada desse assunto.
    Qual impacto? Como pode um programa setorizada de atendimento universal da saúde da gestante, com execução diluída na rede nacional de saúde, via estados e municípios, e sobre a qual não há nenhum dado que revele que a Rede Cegonha trará de bom ou de ruim, causar "impacto"?

    Seria o impacto nas pretensões de quem quer interditar o debate, e tornar-se sempre mais relevante (politicamente)do que é?

    Ou será o impacto no desejo de quem quer derrubar o ministro?

    Ou será o impacto de quem esperava que Dilma fosse se render ao seqüestro de debate pelos movimentos que são incapazes de enxergar que a agenda pública é bem maior que suas visões de mundo?

    Estou curioso.

    beattrice

    10/04/2011 - 21h22

    Douglas,
    aguardo que o Azenha e a Conceição exponham aqui no espaço do VIOMUNDO um histórico da implantação e das lutas pelo PNAISM, o que aliás já sugeri em outro post.

    De fato,
    a implantação de um programa com as características e os recursos da REDE CEGONHA comprometem não somente ideologicamente, mas também finaceiramente e até na logística outros programas do Plano, até porque como é público e notório os recursos do MS não são infinitos, muito pelo contrário.

    douglas da mata

    11/04/2011 - 07h34

    Beattrice,

    Eu gostaria de deixar claro a você que esse é um tipo de visão que se pode debater, mas não podemos absolutizar conceitos e promulgar sentenças definitivas, pois vejamos:

    Pretender que a luta pela implantação do PNAISM tenha contemplado todas as mulheres e tenham esgotado tdos os gargalos da saúde ao redor do país é um erro, na minha rasa opinião, assim como pretender encerrar as demandas femininas nesse movimento. Tenho certeza que você conhece milhões de casos, em milhares de cidadezinhas, ou cidadezonas, ao redor do país onde os resultados do PNAISM nunca chegaram, e as mulheres nem sabem dessa luta de outras mulheres.

    Mas isso não desemerece esse histórico dessas lutas, mas por outro lado, não lhe confere o condão da exclusividade na preocupação com a saúde das mulheres. Nem o "status" de política irreversível ou intocável. Isso não funciona assim em política.

    Assim como não conhecemos TODO o histórico da luta pelo PNAISM, também é fato que não foi divulgado, e portanto, não conhecemos, as rubricas orçamentárias que servirão ao programa CEGONHA, nem muito menos seu impacto financeiro sobre outros programas. Afirmar isso pe futurologia, e só.

    O lado ideológico eu não vou discutir, pois vocês mulheres têm o direito de rejeitar ou aderir a esse ou aquele programa pelo rótulo que ele carrega. Embora eu ache esse debate sobre CEGONHA uma infantilidade (opinião minha, e só).
    Mas aqui há outro problema: A maioria das mulhres desse país ainda se move, e se orienta por conceitos religiosos, moralistas, e pior: machistas. Assim, propor conceitos "revolucionários" para seu atendimento pode, no fim das contas, atrasar a adesão delas, ao contrário de quando há nomes e símbolos os quais estão relacionados ao seu cotidiano. Eu creio que há mulheres que nunca ouviram falar de método contraceptivo nesse país, e outras que temem falar em preservativo, apenas por devoção e medo ao companheiro. E posso acreditar que esse último caso não é um problema só das mulheres pobres.

    Veja, isso não é um tratado para propor o embotamento ou o atraso ideológico das mulheres em relação a si mesmas, mas tão somente o reconhecimento de que há mulheres que precisam de uma abordagem mais simplista. Há abordagens onde poderemos falar de aborto, pílula, prazer, etc. No entanto, há outras que vão querer debater Adão e Eva.
    O que fazer com essas últimas? Mandar ler os "processos", como alguém disse aqui? Ou chamá-las de desprezíveis e pesos que atrasam a liberação feminina como disseram outras, também nesse pobre debate?

    Enfim, eu não acho que a Dilma seja uma pessoa que possa ser "engambelada", como diz o texto, ou seja: que ministros possam lhe "adoçar" com um programa de tamanha envergadura, para um tema tão caro a presidenta, a saúde das suas pares.

    Então, desloquemos a crítica para o local certo: A Dilma tá errada. Ah, mas aí é ceder espaço na luta de gênero.
    Então o melhor é dizer que ela foi enganada. Ué, mas isso também não é menosprezar o intelecto da presidenta?

    Pois é, para onde quer que se olhe, a crítica, do jeito que foi colocada está ruim, e foi isso que eu disse, desde o começo.

    Para as mulheres conscientizadas, o PNAISM continuará a fazer seu ótimo serviço. O que me preocupa são os zilhões de outras que ele não alcançou.

    Falo isso como pai, esposo e filho.
    Um abraço.

Marcela Alencar

08/04/2011 - 15h44

Dona Lô é uma personagem. Só podemos cê-la como ficção. Era uma mulher com Lula e agora é uma mulher com Dilma. Já li vários de seus episódios. Mas não todos, que acho são uns vinte e poucos. Quando preciso rir, leio Dona Lô. E gosto do jeitão despachado dela. Dona do seu nariz e não deve nada a ninguém fala o qeu acha de qualquer coisa. Gosto muito. Fátima Oliveira foi muito sagaz em criar a personagem, que é Dilma até debaixo d´água.

Responder

    douglas da mata

    08/04/2011 - 19h46

    Cara Marcela,

    Como personagem eu adorei. Mas como ferramente de interlocução em debate político, ela é uma piada de mau gosto. Quem fala o que quer, ouve o que não quer, e isso, em uma discussão como essa, só aumenta os dissensos. Não cria nada, só arestas.

    Desqualificar ministro e assessores, e dizer que a presidente foi ludibriada não me parece o que chamamos de fidelidade "até debaixo d´água".

    Abraços.

    Salete Mota Moreira

    09/04/2011 - 11h27

    Pois Douglas, vá comer "Cassoulet da Dilma" (de fava e carne-de-sol sertaneja) lá na Chapada do Arapari, meu amigo! É boooooooooooooooooom de lamber os beiços.
    Não sabe o que é? Pois leia
    Recadim de Guimarães Rosa pra Dilma: “Sapo não pula por boniteza, mas porque precisa” http://talubrinandoescritoschapadadoarapari.blogs

    douglas da mata

    09/04/2011 - 12h46

    Caros moderados, tive problemas no envio do comentário, logo, se estiver repetido, desconsiderem esse útlimo.

    Cara Salete,

    O cassoulet tava uma delícia, e veja você que acredito fielmente na dialética proposta por Guimarães.

    Assim, não creio na prevalência, nem preponderância de ninguém sobre debate de qualquer tema, ou que esse alguém esteja além, acima dos conflitos ou dos interesses que movem tais conflitos, ainda que tenham uma vida, uma história e uma experiência dignas de Dona Fátima.

    Seria uma descortesia imaginar que dona Fátima move-se apenas por "vocação", tolhendo-lhe a prerrogativa de disputar politicamente seus ideais, com os meios e nas instâncias que ela achar melhor.

    Logo, temos aqui um debate que trata de um tema, mas com duas abordagens: A literária, e o conto é bom, embora a estrutura narrativa não me agrade tanto. Mas gostar ou não do conto é uma escolha e como tal arbitrária e personalíssima, que não discuto.

    Mas o teor político do texto, esse sim, deve e está ali para ser debatido exaustivamente, ainda que alguns tenham melhores ferramentas (como a mestra Gina), e outros sejam ignorantes, como eu.

    Senão, para quê abordar esse tema, se os cahapadões têm tantas possibilidade estilísticas e visuais para serm cantadas e decantadas em verso e prosa?

    Bom, dito isso, eu imagino que a dona Fátima, assim como parte do movimento se equivoca.

    Como imaginar que um PROGRAMA vá estancar de uma vez tudo o que já foi feito (que não é pouco, mas tampouco é suficiente)?

    Então, com minha ignorância eu me arrisco: Se tudo isso que você sconquistaram foi tanto, como pode estar em perigo frente a um slogan, que a bem da verdade, é só uma sinalização pública de um novo ministro que deseja imprimir sua marca (e da sua presidenta), como forma de continuar a implementar as orientações gerais de atendimento a mulher?

    Repito, ainda como ignorante que sou: No teor que está colocado, parece que há uma sobrevalorização do ato, e podemos até concordar que foi dos dois lados. O governo, refém da necessidade de propaganda (o que na democracia é legítimo), e o movimento social feminista(parte dele) criando uma "cabeça-de-ponte" para deslegitimar a ação política de um ministro que não lhe agrada (isso está claro no texto também).

    É verdade Salete, o sapo pula porque precisa, mas a menina beija o sapo porque acredita em príncipe.

    Um abração.

    Terezinha Sanches

    09/04/2011 - 12h48

    Fidelidade à presidenta! Defesa de Dilma. O ministro da saúde e seus assessores demonstraram não conhecer nem a política de saúde da mulher e nem a história dela na montagem do Rede Cegonha! E foi o desconhecimento deles que fez a presidenta escorregar. Isto não é desqualificar. É falar a verdade!
    Não faltemos com a honestidade intelectual. Dona Lô foi na mosca: "– Minto por estar sendo rasteira, com preguiça de pensar. Mas, deixando a preguiça de lado, vou ser franca. A Rede Cegonha como dizem ser a expressão do sentimento da presidenta de cuidar adequadamente das mulheres que vão ter filhos deveria ter sido pensada como parte de uma política de cuidados. É isso! Seria um programa social de cuidados de grávidas e puéperas, dentro das ações de saúde. Mas como “Quem não sabe assar, queima”… O Ministério da Saúde queimou o sentimento de cuidado da presidenta! Falta de expediente, mesmo!"

Edmilson Fidelis

08/04/2011 - 15h35

Alquém por favor esclareça:

O Rede Cegonha acabou com todos os programas anteriores?

Ou para se implementar um programa especifico para as mulheres que querem ter filhos e tem dificuldades deve-se implementar um para as que não querem ou uma Rede Anti-Cegonha.

Vamos ser menos literários e ser mais diretos?

Responder

    Gina

    09/04/2011 - 10h27

    Edmilson, meu amigo? Leia outra vez a Dona Lô! O Rede Cegonha vira política carro-chefe de tudo! É uma distorção. Acaba com a noção de integralidade na atenção à saúde.
    Concordo com Dona Lô que o Rede Cegonha pode ser apenas um programa social para grávidas e parturientes. Há lugar e necessidade de um programa assim. Eu escrevi PROGRAMA! Enfim, cabe um programa assim no seio da Política nacional de atenção integral à saúde da mulher. É uma ação a mais na área, só que social. Não se trata de desmercer nenhum ministro, mas Dona Lô acertou: eles boaiaram. E boiaram por simples desconehcimento do assunto, do que já havia d epolítica em saúde da mulher; pela arrogãncia de achar que sabem tudo. Não sabem! Foi um desrespeito a uma luta de muitos anos que conquistou a política nacional de atenção integral á saúde da mulher.

Emilio Matos

08/04/2011 - 14h42

Por quê os artigos sobre esse assunto não podem ser claros, diretos e defendendo explicitamente as idéias que quer defender? Por que é necessário deixar as idéias a contrabando nas entrelinhas? É porque ser claro e explícito fica indefensável?

Responder

    Depaula

    08/04/2011 - 16h26

    Caro Emílo, não percebeu que não é um artigo, mas um conto?

    Emilio Matos

    08/04/2011 - 17h35

    Nossa, você acha mesmo que esse texto aí só quer contar uma historinha? Mesmo cheio de citações e respostas a comentaristas de outro artigo do mesmo tema feito anteontem? E eu é que não entendi alguma coisa aqui? Impressionante…

douglas da mata

08/04/2011 - 13h19

Caro Azenha,

Eu vou me render a graça e estética literária do texto, mas como sou um parvo, e em tempos de reduções e minimalismos, eu vou com uma rasa mesmo: Isso tudo está a parecer com a fábula da raposa e as uvas!

Sim, as uvas estão verdes, e a raposa desanca a desdenhá-las.

Todos os maneirismos e malabarismos não darão conta de alguns fatos:

1. Onde estava TODO esse movimento, as mulheres e suas receitas de "bacalhau à espanhola" na octaéride (adoro essa palavra que o Delfim usa) lulista? Ou será que naquele ótimo governo(do qual sou fã e defensor ardoroso) TODAS essas demandas estavam satisfeitas, e agora, por mágica, tudo ruiu, foi bandonado e tranformado nessa peça de propaganda chamada Rede Cegonha?
Não, eu creio que não, e imagino que as pessoas de bom senso também não.

Há algumas tentativas de "emprenhar" o debate, com o contrabando de algumas teses que se destinam a outros objetivos, não menos legítimos, mas que estão deslocados desse problema da saúde da mulher.

Primeiro, até as cegonhas sabem que os programas do governo federal estão submetidos a uma extensa rede de instâncias estaduais e municipais, com os contornos dados pelo SUS, e pela CRFB/88. Logo, essas propostas de atendimento universal, entabuladas pela União, são muito mais uma carta de princípios, que serão executadas em parcerias, e submetidas as adaptações locais, via conselhos municipais de saúde, onde sociedade civil organizada e governo aparam suas arestas.
Nessas cidades já há, com enormes falhas e grandes problemas de gestão, uma plêiade de ações públicas de saúde voltadas a mulher, como ampliação das campanhas de vacinação das doenças "de gênero"(HPV, hepatite, rubéola, etc), há as redes de PSF(voltadas para a saúde da família, onde a mulher é quase sempre o eixo central), há núcleos de atendimento a mulheres vítimas de violência e outros abusos, enfim, um conjunto de políticas públicas que se não recebem o nome pomposo de POLÍTICA PÚBLICA NACIONAL DE SAÚDE DA MULHER, ao menos funcionam como tal.
Se estão sem uma sistematização, ou uma organicidade que lhes faça surtir os efeitos desejados, é outro debate.

A questão, em minha rasa opinião, é outra, e repito: Luta intra-palaciana (que não é ilegítima na Democracia) e sectarismo de determinados setores do movimento feminista que pretendem impor sua relevância, como se o seu crivo fosse mais relevante politicamente que o mandato popular conferido a presidente e as delegações que ela confere.
Quantas mulheres estão associadas aos ditos movimentos, e quais são os documentos e teses que sairam desses fóruns?
Outro ponto relevante, é a questão do aborto, também trazida como contrabando nesse caso.
Sabem as feministas, e até as cegonhas, que esse tema não se resume a uma canetada de ministro ou de presidenta, e quem deseja impor esse tema no lançamento de um programa destinado a saúde da gestante, é porque não "cojones"(desculpem o termo machista) para acumular capital político e debater na sociedade e no Congresso.
Eu tenho uma opinião pessoal sobre o aborto e sou pela sua total descriminalização, mas não sou louco de não enxergar que nesse país, onde a agenda religiosa se mistura e se sobrepõe a outras agendas (inclusive em campanhas eleitorais), sou minoria.

Eu nem vou comentar as falas que desqualificam o ministro e seus assessores. Eu imaginava que tínhamos superado essa forma de luta política.

As perguntas que Dona Jurema, parteira lá dos confins do Norte Fluminense, pelas mãos as quais veio ao mundo a minha esposa, que nem é tão velha assim.

"Antes tinha u quê? E se tem isso agora, não pode ter mais, a partir do que já foi criado?"
"Intão, enaqunto não vié o resto, fica como tava?"
"Mas como? Estava tudo bão?"
"Ué, não estava? Mas e o silêncio dus qui oji gritam? Qui será qui ouve, vixemaria? "
"Pr'o modi quê vossuncês não reclamaro antis? Num sei, não sinhô, num sei não!"

Responder

Sonia

08/04/2011 - 12h23

Será que eu li isso mesmo? "Mas aquilo era promessa para ficar só no discurso………….."
Seria bom avisar os eleitores para a próxima vez.
Acho que usar esse expediente , prometer sabendo que não vai cumprir,
não é o perfil político da presidente.

Responder

    douglas da mata

    08/04/2011 - 13h37

    Sonia, me permita:

    Há, no governo Dilma uma impressionante e salutar recuperação da mobilização poíitca de alguns setores da esquerda e do movimento social. Isso é ótimo. É o pós-Lula, e o período Dilma a política vai superar a imobilização causada pela adoração ao mito Lula.

    Veja bem, mito esse que eu também adoro, e sempre defendi. Mas como mito. Como presidente e político, não fossilizo suas ações e escolhas pela sua "beatificação", para não incorrer no risco de matar o presidente e seu legado. E pior, deixar de enxergar o que deu errado, para melhorar, SEMPRE. Ou seja: Onde estava esse pessoal, e se calaram, foi por que estava tudo bem?

    Bom, nesse debate, como em outros, eu vejo um traço de semelhança entre a mídia conservadora e seus cúmplices com setores de nossa esquerda.

    Eles enxergam a Dilma como alguém tangível,e por isso a reconhecem como igual e passível de elogios (falsos e manipulados, nos primeiros) e críticas ferozes(no caso da esquerda).

    Lula não. Para a direita, não era sequer digno de ser combatido, ou por medo, ou por ódio de classe, ou ambos.

    Para setores da esquerda, era o mito do operário-político-salvador, sonho pequeno-burguês de apaziguamento de suas consciências, logo, imbatível e acima de qualquer conflito, ou como dizem os alemães, über alles.

    É claro que esses dois grupos são diferentes, e estão em lados opostos e têm natureza distintas, mas é estranho perceber como de tão opostos acabam por se tocar, nesse estranho círculo de ódio que vem se transformando a luta política nacional.

    Não se "emprenhe" pelos ouvidos, cara amiga.

    Abraços

    Neuza

    08/04/2011 - 15h33

    Douglas, tô contigo e não abro! (rs) Não aguento mais essas feministas com esse anti-cegonhismo histérico… (Perdoe a autora, nesse caso, literário.) Ainda bem que a maioria das mulheres é apenas fêmea, sem fazer disso um partido. E querem, sim, programas que as assistam na gravidez, parto e início da vida de seus filhos. Mesmo que a cegonha leve a fama…

    douglas da mata

    08/04/2011 - 19h23

    Ô Neuza,

    Eu nem chego a tanto, em demarcar o "anti-cegonhismo" ou desmerecer a luta feminista. Eu só defendo que o debate tenha que ser claro, e que cada tema seja colocado de forma apropriada, o que, infelizmente, não foi o caso nessa discussão.

    O tom anti-dilmista e contrário a ação de um ministro que está há cento e poucos dias no governo é muito ruim, como se o que acontece agora não seja uma continuação do que houve antes, e pior: como se tudo tivesse sido destruído.

    Resumindo: luta política menor e sem sentido para os propósitos feministas e da saúde da mulher.

    Um abraço.

    Terezinha Sanches

    09/04/2011 - 13h17

    Douglas, não seja tão sem expediente, meu caro! Te falta quilometragem e conehcimento do assunto. Estás virando papagaio de pirata por aqui. Se manca.

    Maria Mendes

    09/04/2011 - 16h58

    Neuza realmente há mulheres que são só fêmeas desmemoriadas e sem neurônios, essas não fazem diferença no mundo, não é? Mas elas não são a maioria. São minoriazinha numericamente desprezível e não faz falta ao mundo. Mesmo assim precisa ser assistida, merece cuidados de saúde e não apenas durante a gravidez e o parto e no pós-parto. Por isso é que não podemos aceitar Rede Cegonha como a política única do ministério da saúde, roubando ações de áreas já estruturada e esfacelando tudo.

    Gina

    09/04/2011 - 10h28

    Como você emprenhou. Vai ler meu amigo, busca os documentos. Estuda, aprende pra não falar tanta besteira. A tua fala respinga ignorância dos processo, das políticas. E ainda posa de grande mestre. menos, menos….

    douglas da mata

    09/04/2011 - 12h15

    Gina, minha filha, eu continuo sempre um ignorante. Busco entender o que acontece, mas ninguém explica. Documentos, processos? Leitura? Para quê, para entender que a saúde da mulher, de forma ampla, não pode ser resumida em nomes ou slogans, mas isso eu já sabia.
    Disse desde o princípio, em outro post sobre o tema, que se o governo utuliza o nome de um programa para acenar com sua preocupação para o tema, não dá para os críticcos resumirem toda a discussão a um questão de propaganda, pois é o reducionismo de maõ invertida.

    As políticas nacionais de saúde continuarão, até porque já disse, e reptio, boa parte delas é executada nos municípios, nas rubricas municipais de orçamento, e com o repasse federal. O governo aponta caminhos e coordena as assimetrias e demandas, mas não tem o poder de retroceder em uma canetada tudo o que vem sido feito.

    Eu não aprendi, lendo os textos, os contos, e coisas menos importantes, como seu comentário,a enxergar onde o programa REDE CEGONHA vai impedir os avanços até agora conquistados, e retroceder no tempo. Sinceramente, Gina, isso não se aprende na leitura, mas com bom senso e um pouquinho de observação da movimentação política e dos "princípios" que a movem, em qualquer setor, na saúde, educação, etc.

    Dar um viés "tecnicista" a uma questão qué é de escopo político, mediada por conceitos( e preconceitos) é interditar o debate e mantê-lo só ao alcance dos "iniciados", como aliás, fazem movimentos sectários de todo tipo, aí incluídas algumas feministas, pois para esses setores o mundo só têm algum sentido se as condições de exclusão que as motivasm existir permenecerm, ou seja, se "os bárbaros não vierem", elas perdem a referência.

    Eu preferia que você acabasse com minha ignorância me dando uma aula do assunto, o que demonstraria algum apego ao bom debate, e indicar novas perspectivas para esse tema. Vociferar, ranger o dentes e bater o pezinho não adianta, não me ensina nada, ou pelo menos nada do que eu não saiba: Quando faltam argumentos, sobre intolerância.

    Eu não poso de mestre de nada, e imaginei que isso aqui fosse uma discussão entre pessoas amadurecidas, que sabem dar a devida dimensão e proporcionalidade as réplicas e tréplicas. Atacam, xingam, reduzem e estreitam a discussão e quando são confrontadas com veemência, correm e reclamam de que são vítimas.
    Veja bem que quem diagnosticou minha ignorânca foi você, portanto, querida mestra, espero seus argumentos, sedento pro aprender.

    Um abraço.

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