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EUA-Irã: Uma crise inventada

Atualizado em 29 de setembro de 2009 às 21:10 | Publicado em 29 de setembro de 2009 às 20:42

EUA-Iran: Uma crise inventada (I)

Os fatos

30/9/2009, Jack A Smith, Asia Times, http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/KI30Ak01.html  


Ninguém sabe o que sairá das conversações que se iniciarão em Genebra, dia 10 de outubro, entre o Iran e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, ‘mais’ a Alemanha, sobre o programa nuclear do governo de Teeran.

O Iran diz que tem expectativas favoráveis, mas, a julgar pelo que disseram EUA, Grã-Bretanha, França e Alemanha, na semana passada, no encontro na ONU e na reunião do G20 em Pittsburgh, todos planejam, para os próximos meses, impor sanções draconianas ao Iran. Daí pode resultar outra crise grave, da qual o mundo não precisa nesse momento.

Rússia e China – que têm poder de veto no Conselho de Segurança que podem debilitar e até impedir a imposição de outras sanções – têm resistido, até agora, ao movimento do governo Obama que exige novas e mais duras punições pela ONU. Obama manteve reuniões em separado essa semana com os presidentes russo Dmitry Medvedev e chinês, Hu Jintao, num esforço para obter a concordância de ambos para ameaças mais fortes, caso o Iran resista durante as negociações de outubro.

A Casa Branca, mais tarde, sugeriu para a imprensa que Medvedev poderia estar sendo seduzido pelo ponto de vista de Obama, mas não parece haver qualquer evidência que reforce essa possibilidade, além de uma frase de Medvedev (“em alguns casos, as sanções são inevitáveis”). Em relação à China, evidentemente, ninguém foi tão longe. A China opõe-se por princípio a todos os tipos de sanção como meio para resolver disputas internacionais.

Moscou e Pequim não subscrevem a imagem negativa do Iran que Washington, Telavive, Londres, Paris e Bonn trabalham para criar e divulgar. Ambos entendem que a situação seria muito mais complexa do que a divulgada, com insistência, pelos EUA e seus aliados.

A questão iraniana assumiu o centro do palco repentinamente, dia 25/9, durante uma semana de atividade política frenética. A Casa Branca encenou uma conferência de imprensa teatralmente produzida, logo na abertura da reunião do G20, para detonar ali a sua bomba política destinada a destruir o argumento iraniano de que seu programa nuclear visa a fins pacíficos, não à construção de armamento nuclear.
 
A conferência abriu com Obama ao microfone, ladeado por Nicholas Sarkozy e Gordon Brown solenemente perfilados à esquerda e à direita. Alguém explicou que a chanceler alemã Angela Merkel ali estaria, não tivesse sido retida por problemas de mau tempo que atrasaram seu voo.

Obama então ‘denunciou’ que o Iran durante vários anos construíra secretamente uma instalação subterrânea, em território montanhoso, próxima à cidade de Qom, a cerca de 160km da capital Tehran, para somar-se às instalações nucleares em Natanz que o mundo já conhecia. Sugeriu fortemente que a nova fábrica destina-se-ia a produzir armamento nuclear sem qualquer notificação ao resto do mundo. A construção da fábrica é fato; para o resto, não há qualquer comprovação.

Obama foi duro: “A decisão do Iran, de construir mais uma instalação nuclear sem notificar a Agência Internacional de Energia Atômica, implica desafio direto ao núcleo duro do regime de não-proliferação (...) e ameaça a segurança e a estabilidade da Região e do mundo”. Qualquer recusa a "come clean" [aprox. “confessar tudo”], disse Obama, “levará à confrontação”.

Sarkozy e Brown falaram imediatamente depois e foram ainda mais violentos: explicitamente exigiram sanções mais fortes. Para Brown: "O nível de falsidade do governo do Iran, e a escalada do que nós cremos que seja violação dos compromissos internacionais, causarão choque e ira em toda a comunidade internacional.”

O New York Times noticiou que “depois de meses de vacilação sobre a necessidade de engajar-se, o Sr. Obama parece ter dado um passo adiante na direção de considerar inevitáveis novas sanções contra ao Iran (...). Funcionários norte-americanos disseram esperar que o pronunciamento do presidente torne mais fácil argumentar a favor de sanções internacionais.”

A maioria dos deputados e senadores já vem criticando duramente o governo iraniano e o recente pronunciamento do presidente só fez reacender as chamas da hostilidade. Ileana Ros-Lehtinen, deputada de direita, da Florida, e presidente da comissão de Assuntos Internacionais da Câmara de Deputados, declarou: “Os EUA e outros países devem imediatamente impor sanções duras contra o regime iraniano, inclusive com corte na importação de gasolina pelo Iran. O mundo não pode assistir sem resistência à conversão em realidade desse pesadelo que é o Iran nuclear.” John Kerry, Democrata de Massachusetts e presidente da comissão de Relações Internacionais do Senado não fez por menos: “É chegada a hora de suplementar o engajamento com sanções internacionais mais robustas.”

Como planejado, a ‘denúncia’ espetaculosa gerou manchetes em todo o planeta. Provavelmente convenceu muitos norte-americanos, já dispostos a odiar o Iran, de que Teeran está construindo bombas atômicas para atacar Israel e os EUA.

Essa conclusão é provável e verossímil para pessoas que, durante 30 anos, assistiram à incansável campanha de Washington para demonizar o governo revolucionário que derrubou um governo-fantoche lá implantado pelos EUA – o famigerado xá do Iran. Os EUA romperam relações diplomáticas com o Iran depois daquele ato de ‘lesa-majestade’ e da subsequente “crise dos reféns”, e nunca suavizaram o tom  em relação ao Iran, até hoje.

Aconteça o que acontecer entre a opinião pública e o Iran, vale a pena lembrar que de nada adiantou o gigantesco esforço de propaganda para ‘vender’ à maioria dos políticos e dos cidadãos norte-americanos a completamente desnecessária guerra do Iraque. Como quando a injusta invasão do Iraque foi construída pelas corporações de ‘mídia’, as mesmas corporações desempenham hoje com esmero seu papel protagonista – todos os jornais e televisões repetem sem qualquer crítica o que dizem os funcionários do governo Obama sobre o ‘perigo’ que representariam as armas nucleares iranianas – que não existem.

A situação do Iran é politicamente diferente, mas é comparável à situação do Iraque, se se considera a manipulação da opinião pública pela grande mídia e a possibilidade de que, no futuro, a confrontação que está sendo inventada hoje escape a qualquer controle.

Podemos estar assistindo hoje, outra vez, a um jogo de altas apostas geopolíticas, no qual nada é o que parece ser? Essa é exatamente a minha opinião. Basta, para convencer-se, analisar as ‘acusações’ contra o Iran, baseadas nas ‘revelações’ da semana passada.

A ‘notícia’ espetaculosa e ‘chocante’ foi apresentada como urgente, repentina, surpreendente – mas os serviços de inteligência dos EUA, além de vários outros serviços de inteligência aliados dos EUA, já sabem, desde 2006, que o Iran está construindo uma segunda unidade para processamento de urânio, que continua a ser construída e ainda não está em condições de operar.

Conforme artigo datado de 26/9 divulgado pelo grupo jornalístico McClatchy[1], que cita um funcionário da inteligência dos EUA, “desde o início, todos os aliados souberam da nova fábrica”.

Mike McConnell, diretor do Serviço Nacional de Informações do governo de George W Bush informou o presidente Obama sobre essa nova fábrica imediatamente depois da eleição. Desde então, Obama sempre recebeu informes detalhados sobre o andamento da construção da nova fábrica. Antes de subir ao microfone para ‘denunciar’ a ‘novidade’, semana passada, o presidente Obama informou vários outros governos; informou também a IAEA e outros agentes.

Funcionários em Washington têm dito que o Iran teria descoberto “na primavera passada” que os EUA estavam espionando a fábrica ‘secreta’. Dizem também que o Iran, então, informou a IAEA, dia 21/9/2009, sobre a existência da fábrica – sugerindo que a informação só chegou à IAEA porque o ‘segredo’ teria sido descoberto pelos EUA. Em declaração datada de 24/9/2009, a IAEA reconheceu que o Iran informara que “uma unidade-piloto de enriquecimento de urânio está sendo construída no país” e que soubera, pelo Iran, “que nenhum material nuclear fora introduzido nas instalações daquela unidade.”

O Iran tem dito repetidas vezes, à IAEA (que tem sede em Vienna) e ao mundo que a unidade que está sendo construída produzirá combustível atômico para abastecer as usinas nucleares. Imediatamente depois do discurso de Obama na reunião do G-20, o Instituto de Energia Atômica do Iran declarou que a nova “unidade semi-industrial de enriquecimento de combustível” está sendo construída em estrita obediência aos parâmetros e regulações da International Atomic Energy Agency.” A imprensa noticiou que “a direção do programa nuclear iraniano sugeriu que os inspetores da IAEA poderiam, evidentemente, visitar o local.” O convite foi distribuído antes de Washington exigi-lo.

Um presidente Mahmoud Ahmadinejad muito sereno apareceu em outra conferência de imprensa, em Nova Iorque, logo depois das ‘revelações’ de Obama. Dava a impressão de considerar a fala de Obama e a encenação tão fortemente espetacularizado que cercou as ‘revelações’, não apenas como esforço patético para fazer o rato parir uma montanha mas, sobretudo, como ato de má-fé, naquela ocasião, antes do início das conversações. E sugeriu, em tom sem qualquer traço de ameaça, que Obama em pouco tempo terá muito de que se arrepender, pela atitude de confrontação.

Ahmadinejad disse aos jornais que a unidade-fábrica em questão não será operacional antes de no mínimo 18 meses e que não violou o Tratado de Não-proliferação Nuclear [ing. Non-Proliferation Treaty, NPT]. Disse mais: disse que “armas nucleares são anti-humanidade, além de desumanas” – comentários afinados com sua pregação pela eliminação de todos os arsenais nucleares.

O presidente do Iran disse também que o Iran informara a IAEA sobre aquela unidade em setembro, não quando a construção fora iniciada, porque a IAEA só exige essa informação a partir de um determinado ponto da construção, não porque tivesse ‘descoberto’ algum espião norte-americano nos arredores [e riu].

O que se conclui disso tudo? Primeiro, que há muita discussão sobre as medidas de salvaguarda da IAEA, sobre as quais se baseia o NPT. Para o Iran, todos os seus procedimentos estão completamente de acordo com o que exige o Tratado – o que parece estar correto.

O repórter Jim Lobe, da agência Inter Press Service, escreveu, dia 25/9, que “sob o Acordo das Salvaguardas básico do Tratado de Não-proliferação Nuclear, do qual o Iran é signatário, os Estados-membros devem informar sobre suas unidades-fábricas nucleares e projetos, pelo menos 180 dias antes de introduzir nelas qualquer material nuclear".

Em artigo de 26/9, no New York Times, Neil MacFarquhar escreveu que na opinião de Graham Allison, diretor do Belfer Center da Universidade de Harvard e especialista em Iran nuclear, "a atitude de Teeran baseia-se sobre diferentes interpretações das regras da Agência.”

“Durante vinte anos” – disse Allison –, a agência exigiu que o Iran informasse apenas quando algum material nuclear [necessário para enriquecer o urânio] fosse introduzido em alguma instalação. Em 2003, essa determinação foi alterada, nos termos do que a Agência exige de outros (mas não de todos) países; e a Agência passou a exigir notificação a partir do início de qualquer construção.” Mas, prossegue Allison, “a Agência não denunciou o Iran quando Teeran declarou que continuava a ser regido pela versão antiga da regra, dado que assinara o Tratado firmado sobre a regra antiga, não sobre qualquer outra.”

Ao falar à imprensa depois do discurso de Obama, Ahmadinejad disse que a nova unidade pode estar pronta em 18 meses. Portanto, na interpretação do Iran, sobre seu dever no cumprimento do que o Tratado determina, a notificação à IAEA aconteceu, de fato, com um ano de antecedência. Os EUA sabiam da nova fábrica. Nesse caso, por que Teeran esperou três meses antes de notificar a Agência, sobre a nova fábrica? Teriam tido medo de ser denunciados por não-cumprimento do acordo, se não notificassem imediatamente a IAEA?

“Agimos estritamente dentro do que a lei determina” – disse o presidente iraniano. “Informamos a Agência; a Agência pode vistoriar a construção e escrever seus relatórios. De fato, não há novidade alguma.”

Para a Associated Press, Teeran informou à IAEA especificadamente, que o nível de enriquecimento de urânio possível na nova unidade será de no máximo 5% – suficiente só para finalidades pacíficas (para material bélico, o urânio tem de ser, no mínimo, 90% enriquecido).

A AP observou também que a IAEA agora “diz que o Iran está obrigado a notificar a Agência quando começa a projetar esse tipo de fábrica” e que nenhum governo pode “modificar unilateralmente esse acordo”. As coisas parecem, sim, muito confusas.

Mas o Iran jamais foi acusado, antes, de não respeitar o Acordo; e foi deixado livre para proceder conforme determinava a regra antiga – durante décadas. Tudo isso considerado, a ‘crítica’ espetaculosa, cenografada, de que foram protagonistas Obama, Blair e Sarkozy parece não ter, mesmo, qualquer fundamento ou qualquer mérito sérios. Ahmadinejad parece ter mais razão que os demais: “de fato, não há novidade alguma”.

Nota de traducão

[1] O artigo pode ser lido em http://news.yahoo.com/s/mcclatchy/20090926/wl_mcclatchy/3320132. Lá se lê:  "Sabemos da nova unidade há vários anos” – disse a fonte. “Desde o início, todos os aliados souberam da nova fábrica; como nossa inteligência é partilhada, todos têm informação suficiente para saber que a unidade produzirá urânio enriquecido. Não há qualquer limitação de acesso. Temos várias fontes de informação e contrainformação, os informes são comprovados e confiamos nas nossas fontes."

O artigo original pode ser lido em:
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/KI30Ak01.html 


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Denis Lima (28/11/2009 - 18:43)
Eu não sei como existe algumas pessoas que defendem esses gringos imperialistas,quando a irrelevante ONU atende seus interesses com alguma resolução eles exaltam o direito internacional e a obidiência a mesma, se não agem como no caso do Iraque, foram a guerra junto com seus lacaios britãnicos e outros, a revelia da própria ONU, derrubaram o Sadam que eles mesmos ajudaram a manter no poder quando ele atendia aos seus interesses, armou o Iraque e apoiou a guerra contra o Iran depois que o governo lacaio iraniano foi derrubado,aqui na américa do sul eles já ativaram a 4ª frota depois da descoberta do pré-sal e segundo o senhor Buch os americanos não reconhecem a soberania do Brasil nesses poços de petróleo,energia é o ponto fraco deles, a máquina de guerra deles estão concentradas no oriente médio porque?? só para defender o povo oprimido do oriente médio dos seus regimes ditatoriais?? para implantar a liberdade e a democaracia naquela região?? todos sabemos que não,segundo estimativas de alguns especialistas eles estão com o rabo sentados em cima de 5.840 ogivas nucleares, quem são eles para autorizar ou não algum país de produzi-las, porque não impediram a India e o Paquistão de produzi-las?? não estou aqui sendo o advogado do capeta mas.... detesto hipocresia.

Cristiana Castro (09/10/2009 - 16:57)
Então Leonidas, é como vc mesmo está dizendo,qdo a ONU tolerou que Israel pudesse desenvolver amrmas nucleares e não respeitar resolução alguma, abriu o talprecedente para todo mundo se lixar para o que a ONU pensa, até pq não pensa mesmo. Todo mundo aqui pensa igualzinho a vc, não há divergências.

José Vitor (30/09/2009 - 19:59)
Duvido muito que os americanos consigam alguma coisa com essa tentativa de demonização do Irã. Os aiatolás são duros na queda. Meu palpite é que daqui a (pelo menos) 10 anos ainda estaremos ouvindo essa lenga-lenga...

francisco.latorre (30/09/2009 - 13:13)

as declarações de ahmadinejad são sempre distorcidas.

tão verdadeiras como a reeleição de zelaya.

realidade zero.


leonidas (30/09/2009 - 07:38)
Ninguem precisa inventar nada para se saber o tamanho da demencia do governo iraniano.
Pessoas falam absurdos na defesa do Irã por falta de honestidade ideologica.
Fazem de suas ideologias religiões e ai acabam chancelando qualquer coisa desde que isso vá contra os paises que elas tem como inimigos.
O Irã é uma teocracia como tal nada tem em comum tanto com o capitalismo quanto o socialismo, o fato de haver cerceamente contra direitos basicos de liberdade pessoal deixa claro que se trata alem de uma nação teocratica tambem autoritaria.
Tem um lider que reiterou seu compromisso com a destruição de Israel assim temos algo inédito no pós guerra , que seria a declaração de um chefe de estado no exercicio de suas funçoes defender nada mais nada menos que a destruiçao de outra nação constituida.
Se houvesse um minimo de pudor da parte das pessoas que defendem coisas assim, entenderiam que a questão nao passa pelos paises envolvidos na historia.
E sim por uma linha de conduta absolutamente inadmissivel, que a simples tolerancia da ONU para com uma nação que incorra nisso abre precedentes perigossimos.
Antes que algum iluminado diga que armas nucleares serviram a paz armada ( como a guerra fria ) devo deixar claro que há uma teocracia envolvida.
Isso compromete a aplicação do principio " MAD " que foi o fundamental para se manter a " paz armada ".

Leider Lincoln (30/09/2009 - 06:15)
O Irã tem é que fazer logo a bomba. É a única língua que tanto Israel quanto seus capachos, os Estados Unidos, entendem.

francisco.latorre (29/09/2009 - 23:57)

o irã tá cercadão.

rússia e china não querem mais guerra na ásia. ajuda um pouco.

mas é bom fazer a bomba antes que seja tarde.


Allan Erick (29/09/2009 - 23:53)
Sempre costumo afirmar que algumas potências , com o apoio servil da mídia, pensam que o mundo é povoado por imbecis. Parece, em grande parte, que isso é verdade. Como não refletir diante do fato de que nações beligerantes, agressivas, com arsenais nucleares capazes de varrer o globo seguidas vezes, e envolvidas direta ou indiretamente em todos os conflitos armados e golpes de estado posteriores a segunda guerra mundial, não estão mentido a respeito do Irã? A mída, nos quatro cantos do mundo, silencia a respeito de Israel que até o momento só respeitou uma resolução da ONU, a que criou o estado, e nenhuma outra mais. Se fizessemos uma análise quantitativa de atrocidades cometidas por nações seria muito fácil identificar as verdadeiras ameaças, e o Irã certamente não estaria entre elas.
PS: Senhor Elton, pra sua informação Ahmadinejad nunca disse que queria "varrer Israel do mapa" assim como não disse que "o ocidente iria se arrepender das acusações". Você realmente entende Persa? Ou ouviu essas supostas declarações na Veja, Globo ou Folha de São Paulo?É difícil perceber que isso não passa de propaganda sionista? Seja cauteloso antes de sair por aí fazendo papel de papagaio.
http://allanerick.blogspot.com

Fabio Passos (29/09/2009 - 23:45)
Eu entendo Elton Ribeiro. Só que perigosos mesmo para a humanidade são aqueles "loucos" (de espertos...) que concretamente detonam países e mantém uma retórica absolutamente descolada da realidade.

Jose de Almeida Bispo (29/09/2009 - 23:17)
Esqueçam paz!
A guerra é um recurso inerente à raça humana para a famosa seleção natural. Com o advento da tecnologia que hoje temos, isso seria completamente desnecessário. Seria. Se uma potência imperial-militar não estivesse a seguir os mesmos passos de sua antecessora que só parou de destruir o mundo quando se auto-destruiu. O mesmo escapismo do Senado romano é praticado em Washington: atira-se bombas nos outros pra desviar-se dos graves conflitos não resolvidos internamente. De quebra, alimenta a fortuna advinda da guerra. A última vez que os EUA estiveram enfrentando seus conflitos internos deu numa guerra civil de quatro anos. O Irã, além de ótimo desvio de foco, é a pedra no meio do caminho ianque rumo aos campos de óleo do Cáucaso. Não é à toa que se perfilaram a Leste pelo Afeganistão e depois a Oeste pelo Iraque. E de nada adianta pre-sal, seja no Atlântico Sul, seja no Golfo do México; eles querem tudo. especialmente desviar a atenção de seus graves e remontados conflitos internos. É da índole norte-americana querer engolir o resto do mundo. O Império contra-ataca!

Elton Ribeiro (29/09/2009 - 23:05)
O que quero dizer Fabio é que o presidente iraniano não age inteligentemente e apenas fornece munição aos americanos e europeus nas suas investidas contra o estado iraniano. O Líder "pacifista" iraniano poderia fazer mais e ameaçar menos.

paulom (29/09/2009 - 22:57)
Impressionante o pudor de todos, midia e comentaristas, em mencionar israel. Em 18set reuniao da AIEA votou e aprovou uma solicitacao a israel para que assine o acordo (que o Irã ja assinou) e permita inspeções (que o Irã já permite).
Os zionistas já disseram que estão se lixando e não vão mostrar suas 200 bombas pra ninguem.

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3778884,00.html

André (29/09/2009 - 22:51)
Grupo Bielderberg já escolheu a próxima vitima.A Nova Ordem Mundial é uma ferramenta de submissão , dominação e escravidão em nível planetário.
ACORDEMOS.
http://www.verdadeoculta.com.br/news/001.htm

Luiz G. Simões (29/09/2009 - 22:34)
Os EEUU antes de tentar impedir que o Iran fabrique armas atômicas, deveria exigir o mesmo de Israel.
Israel têm um arsenal nuclear clandestino,com muitos mísseis
apontado para o Iran e a Mídia pró EEUU não divulga.

Pedro Macambira (29/09/2009 - 21:56)
Sinceramente... o BR devia ter sua própria bomba.

E quanto ao Estado de Israel no país Palestina, algo inventado pode muito bem ser destruido.

Fabio Passos (29/09/2009 - 21:43)
A hipocrisia dos ianques não tem limite... o Irã é ameaçado por desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos. Enquanto os ianques estão montados em um arsenal devastador de ogivas nucleares. Que cara de pau tem estes ianques.

Fabio Passos (29/09/2009 - 21:40)
Elton Ribeiro, boquirroto é o atual "garoto propaganda" da asquerosa ditadura ianque. O Irã tem histórico pacífico e não é o causador de guerras no Oriente Médio. A máquina de produzir guerra, tortura e genocídio no Oriente Médio... são os eua.

Paulo (29/09/2009 - 21:30)
Se a guerra fria permitiu que decadas mantivessem comunistas como comedores de criancinhas, eles tinham a vantagem de poderem ser subdivididos em norte-coreanos, norte-vietnamitas, cambojanos,etc. Com a queda da URSS sobrou para os arabes muculmanos passarem a ser os novos inimigos. Sao "terroristas" os quais o mundo livre precisa libertar ou matar ou libertar matando. Obama necessita, assim como Bush, de novos alvos. Os iranianos alem de serem muculmanos como os arabes ajudam usando turbante e barba.
Mas, a relativa fraqueza americana tambem se percebe no intervalo de tempo cada vez menor em que eles precisam encontrar novos bodes expiatorios de modo a disfarcar essa fraqueza e manterem seus confliots internos sob controle.

Elton Ribeiro (29/09/2009 - 21:10)
Quem não teme um maluco dizer que vai detonar um país(Israel) a qualquer momento? É claro que o presidente Iraniano é mais temido pelas suas declarações do que pelo seu poder belico, portanto esse senhor deve mesmo moderar suas palavras e ser mais prudente nas suas ações, assim poderá construir suas usinas com fins "pacificos".



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