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Emir Sader: Saia curta e privataria

Atualizado em 10 de novembro de 2009 às 15:17 | Publicado em 10 de novembro de 2009 às 13:58

do blog do Emir, em Carta Maior       

Uma das maiores tragédias do neoliberalismo foi difundir amplamente o circuito de instituições de ensino privado pelo país afora. No Brasil, foi a “privataria” promovida pelo ex-ministro Paulo Renato – ex aluno, professor e reitor de universidade pública -, que depois passou a ser proprietário de entidade privada de assessoria a instituições privadas de ensino – via de regra, as mesmas que promoveu e autorizou a criação.

O que deveria ser direito, passou a ser mercadoria, bem a ser comprado no mercado, conforme o poder aquisitivo de cada um. A educação, que deveria diminuir as desigualdades originais das nossas sociedades, passou a multiplicá-las. A política de cotas – especialmente a partir do projeto de lei do governo federal, que reserva 50% da vagas de universidades públicas aos estudantes originários de escolas públicas – minora um pouco essa situação, se, resolvê-la.

A grande maioria dos estudantes universitários brasileiros está hoje em instituições privadas. Sem generalizar uma avaliação da qualidade do ensino nelas, pode-se dizer que o princípio de uma educação privada é ruim: paga-se para estudar, portanto, se se deixa de pagar, se deixa de ter o direito de seguir cursando. O princípio mercantil do custo-benefício preside essas instituições, que disputam alunos muito mais pelos preços que oferecem do que pela qualidade do ensino.

Há universidades e faculdades privadas, que mais parecem um shoping-center, em que fica difícil localizar onde está a secretaria, as salas de aula, o auditório, escondidos atrás de McDonalds e outras lojas. Sua visão mercantilista do ensino transforma definitivamente a educação numa busca de inserção no mercado. A grande maioria dos professores são superexplorados, ganham por hora-aula, sem contrato, não tem horário para pesquisa, nem carreira docente, trabalham em total precariedade.

O episódio de expulsão da moça que supostamente usava saia muito curta revela o universo desse tipo de instituição, supostamente de caráter educacional. Por si só – pelo comportamento maciço dos alunos e da diretoria da instituição – deveria servir para desqualificá-la como centro educativo. Provavelmente voltaram atrás na expulsão para tentar preservar o nome – o marketing – da Universidade e não porque consideram que foi uma decisão errada. Teve repercussões negativas “no mercado”, afetou o nome da empresa.

Um episódio como esse deveria servir para elevar em termos educativos, culturais, éticos, a todos os que participaram ou tiveram conhecimento dele. A direção da Universidade envolvida deve ser condenada e sua licença de funcionamento, questionada.

Trata-se de uma radiografia do que são esses espaços criados e formalizados pela privataria tucana. Muito mais arapucas de vender diplomas, centros comerciais, do que instituições que merecessem a classificação de educacionais.

Numa democracia a educação tem que ser gratuita, universal, pluralista, laica e de qualidade, para todos. Os que, por razões religiosas ou outras, querem matricular seus filhos em escolas religiosas, poderão fazê-lo, mas essas escolas não deveriam receber subsídios públicos, reservados para as escolas públicas.


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ÚLTIMOS COMENTÁRIOS
Plínio (12/11/2009 - 22:30)
Caro Louzada, Não sou funcionário público, portanto não sou um privilegiado, ao contrário sou psicólogo educacional de formação do famoso 3Ms do Estadão, isto é Mobral, Madureza e Mogi das Cruzes, dos três estive penas no terceiro; talves hoje pertenceria ao primeiro M, por ter estudado em escolas públicas. Bem fico satisfeito em saber que o teu salário esta na faixa, por você identificada como privilegiada, na minha humilde opinião o salário básico, de um professor deveria estar entre R$ 3.000,00 para o ensino fundamental, então você pode calcular que um professor universitário deveria estar muito próximo do montante recebido pelos professores das universidades federais. O que representa este valor em termos de investimento. A atividade educativa não representaria um bico complementar de salário,condição universal da grande maioria dos professores das "faculdades e/ou Universidades" Privadas se assim sendo vemos uma geração de professores do 3º grau equiparados em termos de "inteligêcia" aos seus alunos, entenda-se: As condições de evolução educacional eles estão reproduzindo o conhecimento adquirido no passado, não estudam,não pesquisam ou no mínimo não se atualizam, com relação a este último item, pode-se afirmar que é uma inverdade,considerando as informações existentes na internet,reproduzir informações não é conhecimento e neste sentido se equiparam aos seus alunos. O desvio não está nos salários das Univs.Públicas, mas na negação social da Inteligência

louzaa (12/11/2009 - 09:37)
Plínio
Parabéns pelo excelente comentário.
"pois seu real valor está no investimento de inteligências"
Correto, concordo e nesse sentido apoio totalmente o ensino público de 3º grau.
O problema é que estamos em mundos diferentes, vc deve estar na França ou deve ter feito doutorado lá.
Aqui no Brasil R$ 1 500,00 corresponde a 7 dias de trabalho de um prof . doutor de universidade pública, se incluirmos outros benefícios como aposentadoria etc isso deve cair para uns 2,5 dias de trabalho , daí o seu desprezo por um salário desse valor, até porque esse deve ser o salário de quem limpa privada em uma instituição pública de ensino superior, ( nada contra absolutamente ), o que me deixa intrigado é que um faxineiro ganhe isso ou mais e tenha concurso público para Engenheiro de universidade pública oferecendo salário de R$ 1 670,00????
Caro Plínio, muito obrigado pelo respeitoso e educado comentário e antecipadamente me desculpo pelo meu, não entenda como desrespeito as suas posições, mas como uma defesa apaixonada daqueles que não conseguem acesso à única e verdadeira forma de transformação e engrandecimento de um cidadão a EDUCAÇÃO.
Do resto sou pragmático sim, a ponto de perceber que R$ 1 500,00 reais não é mixaria para 95% da população de meu País e de 99,99999% da população do planeta.

Hefaistós (12/11/2009 - 01:37)
Estudei em escola superior federal, certamente a melhor do país, onde professores ali também formados em sua grande maioria, com doutorados nas mais notáveis universidades americanas ou européias, se orgulhavam de voltar para sua escola e ali lecionar em regime integral, dedicando-se à pesquisa pura e aplicada.
Com alegria e orgulho recordo que todos constituiam ícones, paradigmas de competência, dedicação e integridade, tão necessários não só à formação técnica mas à formação de cidadão.
Onde erramos para o ensino ter se transformado nesse lixo? E ainda se diz que estamos evoluindo?

Plínio (11/11/2009 - 19:37)
Educação é investimento na inteligência nacional, isto é, na qualificação social, cultural e política, não apenas na capacidade pragmática do valor econômico, em outra palavras, "valor do trabalho" para o mercado de trabalho. Esta visão pragmática explica a necessidade dos brasileiros terem n diplomas dependurados na parede para receber um salário médio de R$ 1.500,00. Resumindo esta é a lógica do sistema privado, vender diplomas para fornecer mão-de-obra barata para o mercado de trabalho. O único sistema de ensino, com raras excessões, é o ensino público, pois o seu real valor esta no investimento das inteligências. Agora a realidade brasileira é que o ensino fundamental público não está voltado para gerar inteligências mas sim a ignorância, portanto, ausência do pensamento crítico (social,cultural e político). Esta ausência que motiva algumas questões relacionadas com: Quanto custa o 3º grau para o Estado?

louzada (11/11/2009 - 16:00)
Ensino privado de 3º grau defendo Sim
Agora me ajude a não ser tão panaca
Me responda quanto custa um aluno publico de 3º grau
Fico no aguardo francisco e demais comentaristas

francisco.latorre (11/11/2009 - 11:55)

pztz...

e ainda vem panaca defender o ensino privado...

sem noção.


louzada (11/11/2009 - 09:49)
Alguém que defenda o ensino público aqui neste blog podem me dizer quanto custa um aluno de um curso de geografia de uma escola federal?
Desafio a TODOS me responderem, inclusive o Sader e o Azenha.
Pra ficar mais fácil, um aluno qualquer, de qualquer universidade federal, de qualquer curso.
Aceito como resposta o valor do orçamento anual dividido pelo número de alunos.
Curso caro não é privado é federal.
É escrito aqui que cursos privados de qualidade são caros, se comparados com o custo público é baratíssimo.
Exemplo: Pegue o MELHOR curso de direito de uma instituição privada de SP verifique quanto custa seu curso e sua nota no ENADE.
Agora pegue um aluno de instituição federal que curse direito calcule seu custo e verifique sua nota no ENADE.
Vocês cairão na REAL, o privado é mais barato e forma melhor, mesmo com material humano docente e discente de inferior qualidade.

Louzada (11/11/2009 - 09:30)
As privadas em 3 anos, via Pro-Uni estão dando aos pobres do Brasil mais vagas nas universidades, do que as publicas em 50 anos, um a vez que lá 90% dos que estudam são classe A ou B e os outros 10 % de pobres lhes sobram os cursos de Pedagogia , Geografia, História etc.
É fácil dizer que é a favor do ensino publico, mas me mostre eficiencia nas publicas

Geniberto Paiva Campos (10/11/2009 - 20:54)
acho que essa discussão está fora de foco.
o que está em jogo é o "caso do vestido" e o brutal constrtangimento de que a moça foi vítima e depois punida.isso num ambiente "acadêmico"
deslocar o eixo dessa discussão para a qualidade do ensino público x privado? não dá. é um outro tópico.
vamos pensar melhor no assunto...

Rodolfo (10/11/2009 - 20:28)
Milton Hayek (10/11/2009 - 20:12)
O seu problema, Rodolfo, é acreditar que a iniciativa privada resolve tudo e é mais eficiente,eficaz e efetiva do que o setor público.Você acredita nessa ideologia teológica como se fosse fato científico.Isso é ideologia meu filho."

Definitivamente você não presta atenção no que eu escrevo. Eu sempre disse que o papel do estado é prover educação, saude, infraestrutura e fomentar certos setores e não dar Lucro. No que que eu escrevi, e já escrevi isto diversas vezes aqui, difere do que você escreveu acima?

jose carlos lima (10/11/2009 - 20:25)
Didi Danied, vai pelo Azenha. Esta dúvida a respeito do que cursar na universidade trago até hoje. Fiz Direito, não me empolguei muito. Empolgação com o Direito eu teria tido se, ao terminar o curso, tivesse me dado de me aprofundar no assunto, ou seja, fazer pós, mestrado, doutorado, etc. Ao invés de aprofundar-me resolvi fazer uma nova graduação, Artes Visuais. Foi bom porque aprendi sobre a arte, tive contato com pessoas da área, após ser selecionado expus no Prima Obra/Funarte, na Bienal de Artes Visuais da UNE, no Museu das Bandeiras da cidade de Goiás, em eventos performáticos, participação em eventos no RJ com Ricardo Basbaum, etc. No entanto não me empolguei, resolvi interromper também. Sempre gostei de História, eu deveria ter cursado História, talvez hoje, ao invés de estar-me aprofundando no Direito sem empolgação, estaria fazendo isso na área de História com muito tesão. Vai pelo Azenha.

Milton Hayek (10/11/2009 - 20:12)
O seu problema, Rodolfo, é acreditar que a iniciativa privada resolve tudo e é mais eficiente,eficaz e efetiva do que o setor público.Você acredita nessa ideologia teológica como se fosse fato científico.Isso é ideologia meu filho.
Eu não sou contra a iniciativa privada.Defendo o capitalismo para todos;não esse sistema de socialismo oligárquico que você defende com o Estado ajudando apenas as cleptocracias daí do Brasil e aqui dos EUA.
Você sempre achando que os EUA são o modelo para o mundo...Isso é cabeça de colonizado meu filho!!Nós podemos fazer como eles,temos cientistas brasileiros melhores do que os melhores que eles produzem.
É essa cabeça de planilha colonizada em você que me irrita.
Você sabia que hoje é aniversário da morte de Mario Schenberg,um dos 10 maiores físicos do século XX segundo Einstein??Não que Einstein chegasse aos pés de P.A.M. Dirac,morto e esquecido em Talahasse.Mas ele foi importante,mesmo assim.
Você sabia que Schenberg era pernambucano???
Estado e mercado,meu filho,são complementares.São duas faces da mesma moeda,assim com ondas e elétrons são faces de uma coisa que ninguém sabe o que é.
Abandone essa paranóia de só mercado,mercado,mercado.Dê uma lida lá em José Guilherme Merquior,o maior liberal do Brasil,e esqueça os neoliberais.Eles morreram.

http://www.scribd.com/doc/11056579/Jose-Guilherme-Merquior-Liberalismo-Antigo-e-Moderno

Rodolfo (10/11/2009 - 19:55)
Eu sou a favor de faculdade publica apenas para estudante de faculdade pública. Assim, haveria apenas duas alternativas: o surgimentos de boas faculdades particulares para atender as familias ricas e maior pressão da classe média por escolas públicas de bom nível."

Corrigindo: faculdade pública para alunos de escola pública.

Luiz Carlos Azenha (10/11/2009 - 19:40)
Didi Denied, faça o curso de História. Vai ser mais importante para a sua carreira de jornalista do que tirar diploma no ramo. abs

Moacir Simples Assim (10/11/2009 - 19:33)
Olá, Azenha e amigos leitores,

Historicamente, essas "universidades" de fundo de quintal são originárias do sucateamento do ensino público elementar e secundário, desde a época da gerência militar da ditabranda, que propiciou o surgimento dos famosos cursinhos pré-vestibulares que visavam compensar a má formação oferecida pelas escolas estaduais.

A seguir, os mercadores do conhecimento expandiram seus negócios fundando suas próprias faculdades, reconhecidas pelo MEC, dirigidas a alunos pobres que não conseguiam ser admitidos nas Universidades públicas, mas que gostariam de ter um diploma para melhorar sua situação econômica.

Como essas faculdades estavam às moscas, justamente porque os estudantes pobres não conseguiam pagar as pesadas mensalidades, sob o pretexto de "democratizar" a educação, foi criado o financiamento público do ensino privado, por meio do crédito educativo oferecido pela CEF, que o aluno pagaria depois de formado.

Hoje, o crédito educativo sofisticou-se para o Prouni, dinheiro simplesmente doado a essas instituições picaretas, com a vantagem que o "diplomado" não precisa pagar mais tarde.

Isso para não mencionar as bolsas de estudo, em dinheiro vivo, oferecidas por algumas prefeituras.

Estando bem para ambas as partes, então está tudo bem para todo mundo.

Abraços





Luiz Carlos Azenha (10/11/2009 - 19:31)
Remindo, falou por mim. Falou bem. Universidades federais públicas. Escolas técnicas federais. Ensino público e gratuito para todos. abs

Luciana (10/11/2009 - 19:30)
O que estou chocada é que li um texto, intitulado "Conexão Parque da Laje" de Walter Maierivitch, e fiquei perplexa.
Li também o texto publicado dia 7 aqui no blog.
Numa democracia universidade deveria ser gratuita a todos, assim como o acesso à saude, moradia.
Marcantilizar a educação, e donos de universidades receberem isenções, beneficios do Estado é lamentavel.
Uns pagam com tanto sacrificio a faculdade e os donos enriquecem com a educação. É uma loucura.
Na agenda global será considerado país de primeiro mundo os que possibilitarem que seus cidadãos tenham acesso à saude, educação e moradia, sem tragédia.

Azarias (10/11/2009 - 19:22)
Minha avó quando se levantava de sua cadeira-de-balanço, eu escutava um som, meio sumido, meio fedido: "ROODOOLFOOO".

Rodolfo (10/11/2009 - 19:15)
Josué (10/11/2009 - 17:40)
Sem entrar no mérito, como escreve mal esse cara. Ele deveria contratar um revisor. "

E a verdade nos libertará!

Rodolfo (10/11/2009 - 19:11)
"Fabio (10/11/2009 - 17:06)
Claro que Harvard e Stanford são instituições de qualidade técnica. Ninguém discute que pode sim haver educação privada de altíssima qualidade técnica.

A questão, contudo, é se tornar instituições como estas acessíveis aos que não têm centenas de milhares de dólares pra torrar por ano é ou não uma coisa boa para a sociedade.

Se vc acha que só rico deve ter educação boa, meu caro, eu sinto pena de vc."

Eu sou a favor de faculdade publica apenas para estudante de faculdade pública. Assim, haveria apenas duas alternativas: o surgimentos de boas faculdades particulares para atender as familias ricas e maior pressão da classe média por escolas públicas de bom nível.

Rodolfo (10/11/2009 - 19:08)
"Almir (10/11/2009 - 17:02)
Rodolfo (10/11/2009 - 15:53

Neobabaca bisonhamente globo-manipulad"

Não entendi. No clima do tópico, disserte sobre o porquê de eu ser um neobabaca.

H. Romeu (10/11/2009 - 19:06)
Ah, e mais respeito com a Uniban, um dos filhos do Lula é formado lá.

Rodolfo (10/11/2009 - 19:06)
"Milton Hayek (10/11/2009 - 16:29)
Aprende aí Rodolfo Sem ET:
http://www.e-educador.com/index.php/notas-mainmenu-98/5138-ensinosuperior06"

Aprender o que, que o governo está incentivando o ensino superior? Quem disse que eu sou contra isso? Acho que o governo tem que ajudar, mas tem que cobrar resultados, mesmo no ensino publico, como a secretaria de educação paulista está fazendo. Melhores notas, mais dinheiro.

BNDES ajuda com R$ 1 bi as instituições particulares de ensino superior PDF Imprimir E-mail

H. Romeu (10/11/2009 - 19:05)
A Uniban já provou que tem capcidade para formar excelentes profissionais, veja o caso do Vicentinho !!!

Rodolfo (10/11/2009 - 19:03)
"Quem disse que Harvard,Stanford e outras daqui dos EUA são completamente privadas,meu filho??Você leu na Veja foi??
Da mesma forma que o Pentágono(que vai mamar para empresas privadas da sua corriola mais de 700 bilhões de dólares agora em 2010) as universidade "privadas" daqui são ajudadas pelo governo por meio de isenções fiscais,contratos de prestação de serviços ao governo,bolsas de estudo,etc.
Por que você acha que os maiores cargos de empresas em Wall Street e no governo dos EUA são preenchidos por membros de irmandades acadêmicas como Skull an Bones(Yale) e outras???Você acredita que esses caras vão impedir que dinheiro dos taxpayers estadunidenses flua para elas??"

Independente de receberem dinheiro governamental para desenvolverem pesquisas (no brasil as públicas recebem, em menor escala)e se beneficiarem de isenção fiscal (instituições de ensino brasileiras também pagam menos impostos, essas faculdades ainda são privadas.

Deixa ver se eu entendi, então você defende que o país com as 70 das 100 melhores faculdades do mundo, com um património intelectual inestimável, pare de dar incentivol governamental para produzir cérebro, só porque uma parte desproporcional dos beneficiados fazem parte da elite?

Rodolfo (10/11/2009 - 18:53)
"Daniel Campos (10/11/2009 - 16:26)
E complementando, Não é por ser uma universidade privada que automaticamente então ela é ruim. Mas a REALIDADE mostra que ela sai em desvantagem porquê uma universidade privada é um NEGÓCIO. E todo negócio têm por objetivo gerar lucro. Logo, o sucesso da mesma como universidade e não como negócio depende da capacidade do seu dono em conciliar ensino de qualidade e lucro. Capacidade é que privilégio de uma minoria. "

Concordo, mas porque o mesmo não ocorre com os colégios, uma vez que propocionalmente existem infinitamente menos colégios públicos de qualidade do que faculdades?

E não é verdade que as faculdades Ivy League aceitem apenas os "bem nascidos". Claro, a maioria vem de familias abastadas, até por ser uma instituição cara, mas existem sim bolsista academicos e atletas com origem na classe média e classe média baixa americanas.

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Rodolfo (10/11/2009 - 18:50)
"Rodolfo, você deve ser um humorista. Por acaso as duas unversidades supracitadas são aqui? Vá estudar na Unip, na Uninove ou em qualquer uni duni tê.
Vê se isso ocorreria na FVG (privada e com qualidade), ou na PUC-SP?
O Emir está falando das uniesquinas, que realmente são horríveis. E se você não sabe, há "faculdades" funcionando literalmente em shopping centers. "

E a culpa disso é do sistema? Obviamente existem faculdades-boate. POr maior defensor do capitalismo que eu seja, concordo que faculdade com ações na bolsa é o fim da picada. Agora, se sugirem boas faculdades e bons cursos técnicos, essas faculdades-boates vão falir, por falta de aluno. O problema não é a possibilidade de existirem faculades particulares e sim as particulares que existem. Como vc mesmo afirmou, PUC e FGV são excelentes instituições, assim como a souza marques e a Gama Filho não deixam a desejar no curso de medicina.

Rodolfo (10/11/2009 - 18:43)
João Bastos (10/11/2009 - 16:13)
"Rodolfo (10/11/2009 - 15:53)
O curso de pós graduação do Pitanguy é um dos melhores do mundo em cirurgia plástica."

Esse curso ensina alguma forma de combater a malária? "

NInguém procura um cirurgião plástico para combater malária. Para isso, existem clinico e infectologistas. Não entendi seu contraponto.

Remindo Sauim (10/11/2009 - 18:24)
Caro Rudolfo
É claro que estas instituições privadas estão entre as melhores do mundo. Este negócio de mulher do mundo não existe em educação, o que precisamos é de um ensino apenas bom para milhares de brasileiros. O que o VIOMUNDO alerta é que no Brasil o dinheiro público isenta de impostos e ainda financia bolsas nestas instituições em vez de colocar essa grana em cursos públicos. Deves ter estudado numa destas instituições de primeira e nem sabes entender um texto.

jbmartins (10/11/2009 - 18:15)
As Universidade privadas são caras e o ensino é ridiculo.

Carlos Marques (10/11/2009 - 18:01)
"Harvard, Stanford e outras dezenas de faculdades particulares, que estão entre as melhores do mundo, são privadas."

Tem sempre um papagaio a repetir a velha ladainha "o que é bom para os EUA, é bom para o Brasil" né seu Rodolfo?

Essas que você citou estão entre as maiores responsáveis por difundir essa visão mercadológica do mundo e formar gente que vai enfiar essa visão no resto do mundo goela a dentro. O senhor faz alguma idéiua de como funciona a diunâmica de captação de recursos desses centros? Sabe por acaso da enorme participação de fundos de empresas, via de regra associadas ao Estado? E que o discurso de que o Estado é ruim é só pra angariar o apoio de idiotas úteis pelo mundo, mas que todas as grandes corporações de lá não seguem em nada?

O problema do Emir é achar que basta ser alfabetizado pra entender um ponto. Ficou tão difícil assim entender que ele não questionou a qualidade, e sim o princípio mercadológico que rege uma instituição privada? Que isso é uma raiz bem forte de que se veja selvageria onde deveria ser um centro de ensino superior??

ZUIS (10/11/2009 - 18:01)
As faculdades privadas de qualidade são exceção, e estas custam os olhos da cara. É só pegar a lista dos aprovados em concursos, OAB, exame do Enem para constatar.

CHARLYE (10/11/2009 - 17:52)
Essas empresas são todas elas sem fins lucrativos.
Será que não lucra? Prestão serviços sociais? Quais?
Isso sim BORIS "é uma vergonha"

laura (10/11/2009 - 17:47)
70% do ensino superior é privado. Ou seja a AMPLA MAIORIA dos estudantes e dos professores conhece apenas o ensino privado. Mas as públicas são no geral - quanto mais antiga pior- feudos oligárquicois da pior espécie. A USP e UNICAMP são um exemplo. No geral, tendem e serão de direita, defendendo furiosamente- bota furiosamente- privilegios( a título de "mérito") a mais não poder. Cada vez tendem mais a estacionar no tempo. Portanto, a UNIVERSIDADE COMO UM TODO É HOJE CONSERVADORA>. O sistema( do qual a U Publica faz parte é conservador).
Aliás, é este o projeto do Banco Mundial - " as universidades de pesquisa" recebem dinheiro público e as outrs - formadoras de mão de obra para o mercado, não.
O buraco é mais fundo e Emir - como a esquerda_ passa ao largo, sempre na defesa _ GENERICA_ do ensino gratuito para todos. Só que nada muda muito e maioria está mesmo se ferrando nas privadas de universidades, as "escolas da submissão". As publicas também o são, por outrs vias- os feudos dos coroneis do saber e suas cleintelas. O que salva é a renovação ds federais neste momento. Mas daqui a vinte anos será o mesmo latifundio das usps da vida.
Teriamos que mudar tudo de cabo a rabo.

Negritude Bandeirante (10/11/2009 - 17:45)
Universidade privada no Brasil é sinonimo de caça-niqueís. Existem em todo os estados .floresceram a na época da ditadura.havia um mercado paralelo de autorização de funcionamento de faculdades.Época de ouro dos atravessadores.Um exemplo do mercantilismo histórico do MEC,é a infiltração das organizações globo através do "tele curso segundo grau", "fundação Roberto Marinho" e outras modalidade de saquear a bolsa da viúva.Que permanecem há pelo menos 20 anos. Fora o oligopólio das "gráficas" fornecedora d de didáticos para o MEC.Também pertencentes as " quatro famílias".O duro ´e extinguir essa boquinha de centenas de milhões de reais.

Josué (10/11/2009 - 17:40)
Sem entrar no mérito, como escreve mal esse cara. Ele deveria contratar um revisor.

mércio (10/11/2009 - 17:35)
Uma escola privada para ter ensino de excelente qualidade precisa ter muito dinheiro, além é claro, de competência. Então, numa escola desse naipe só poderão estudar quem tiver muita bufunfa, ou seja, a classe média alta. E os pobres, como é que fica? Daí que essa comparação com Harvard não tem o menor cabimento aqui entre nós. Vejamos como ficará Harvard pós-quebra do império.

Antonio Ateu (10/11/2009 - 17:34)
na verdade a privatização do ensino brasileiro, na visão de algusn estudiosos, visa a dominação que perpassa o domínio micro-social e direciona-se para o macro, pois, através da reprodução da ideologia dominante, o despertar de consciência dos trabalhadores é dificultado. Para a manutenção da acumulação de capital, não é interessante que o trabalhador se perceba como "classe" capaz de fazer história. Desta forma, remetemos a importância da consciência dos sujeitos que constróem a Escola Pública e a efetivação do concreto-pensado nas relações cotidianas. É preciso a certeza que se não desenvolvermos a crítica, estaremos reproduzindo a dominação, portanto, faz necessário que no âmbito da relação dialética entre estrutura/superestrutura, estejamos revelando a importância do posicionamento e da construção coletiva, acreditando na possibilidade da construção de uma nova sociedade e a reversão da dominação posta, partindo do pressuposto marxiano de que é a vida que faz consciência e não o contrário.

http://www.ssrevista.uel.br/c_v6n2_andrea.htm

Eduardo Alex (10/11/2009 - 17:33)
Sr. Emir Sader, para não sair da rotina, mais mistifica que explica. Esqueceu de falar que é nas privadas - com ou sem trocadilho, a gosto do analista - que o governo Lula busca uma de suas propagandas de investidor na educação superior, via Pro-Uni. E não é sem uma reforma profunda em toda estrutura educacional do Brasil que se mudará o quadro de embrutecimento. Menos ainda com cotas, medidas paliativas q se tornam efetivas no Bananão.

louzada (10/11/2009 - 17:27)
"O que deveria ser direito, passou a ser mercadoria, bem a ser comprado no mercado"

Só se tornou mercadoria porque não se tem oferta suficiente


A grande maioria dos estudantes universitários brasileiros está hoje em instituições privadas

Assim como nos bairros proletários, onde falta Estado entra o banditismo.
Ser refém disso é o que resta as classes média e pobre.

A realidade é que com o custo de um aluno da rede pública federal se formaria 20 alunos em cursos de qualidade na rede privada e isso ninguém pode contestar

Messias Franca de Macedo (10/11/2009 - 17:12)

10/11/2009 - 16h22
"Aécio é mais amplo politicamente que Serra", diz presidente do PSDB
Do UOL Notícias
Em Brasília
NOTA: "NUMDISSE" que [José] SerrAlston irá preferir SUMPAULO?!
"O conde francês", o presidente nacional do tal partido, está preparando o espírito do governador sem prenome das Minas Gerais, para encarar a incumbência de protagonizar o papel deplorável de "o candidato-bomba da DIREIRONA", "o candidato a primeira derrota para uma mulher a gente nunca [nunca!] esquece!"
Lembrem-se: apostem, e dividiremos o megaprêmio, com certeza!
IMPORTANTE: DILMA BRASILEIRA ROUSSEFF É LULA DE AGORA EM DIANTE!

Feira de santana, Bahia,... BRASIL - em homenagem ao ínclito pensador brasileiro mestre Emir Sader, exemplo de dignidade, honestidade intelecual, ética, sapiência e amor à pátria BRASIL!
Messias Franca de Macedo

Fabio (10/11/2009 - 17:06)
Claro que Harvard e Stanford são instituições de qualidade técnica. Ninguém discute que pode sim haver educação privada de altíssima qualidade técnica.

A questão, contudo, é se tornar instituições como estas acessíveis aos que não têm centenas de milhares de dólares pra torrar por ano é ou não uma coisa boa para a sociedade.

Se vc acha que só rico deve ter educação boa, meu caro, eu sinto pena de vc.

Vera Pereira (10/11/2009 - 17:04)
E mais, Rodolfo, as grandes universidades americanas que você citou são financiadas por grandes famílias de milionários que têm orgulho, e ganham prestígio, por fazerem essas doações. E o Estado, em seus diferentes níveis financia através de bolsas alunos selecionados que se candidatem a bolsas. Aqui no Brasil, o sujeito enriquece e gasta seu dinheiro comprando mais iates, jatinhos e apartamentos no exterior do que investindo em doações, criando fundações de ensino superior. A ética altruista da criação de entidades mantenedoras não faz parte da cultura dos novos e velhos ricos no Brasil - com raras exceções.

Almir (10/11/2009 - 17:02)
Rodolfo (10/11/2009 - 15:53

Neobabaca bisonhamente globo-manipulado.

Guilherme Novais (10/11/2009 - 16:59)
Como está escancarado a privatização e a falta de consciência acabam com todos os módulos universais democráticos. Concordo plenamente!

Vera Pereira (10/11/2009 - 16:58)
O problema, Rodolfo, não é ser uma faculdade pública ou privada. O problema é a faculdade ter compromisso com um projeto educacional mais do que com o negócio de emissão de diplomas. Isto é, mais com o ensino do que com o comércio, ou o preço das mensalidades e o número de alunos. Não há compromisso com a educação quando a instituição de ensino superior trabalha com professores sem contrato permanente, sem tempo integral e sem carreira, recebendo por serviços prestados pelo prazo de seis meses sem garantia de renovação (para não criar vínculo empregatício); quando o professor recebe por hora-aula dada em sala, e nada pelo atendimento e a orientação de alunos, para ele próprio estudar, preparar aulas e se aperfeoiçoar, elaborar trabalhos, provas e corrigi-los, como se o professor fosse um disco velho a repetir sempre o mesmo conteúdo - que é o que acaba acontecendo. Não há compromisso com a educação quando a faculdade não estimula a pesquisa ligada ao ensino (nenhuma área de conhecimento se mantém anos a fio com as mesmas ideias, problemas e teorias, e só é possível desenvolver conhecimento aplicando teorias a problemas novos), não mantém laboratórios de pesquisa para alunos e professores, não tem nem atualiza suas bibliotecas, não estimula o intercâmbio entre as diferentes áreas de conhecimento, etc.Assim, nem alunos nem professores criam vínculos com a escola.Ora, no Brasil,as universidades públicas oferecem tudo isso, umas mais outras menos.Por isso são as melhores.

jucelino cecel peixoto (10/11/2009 - 16:37)
O que será mais curta: a saia da menina ou a visão educacional da Unitalebã?

Miriam (10/11/2009 - 16:36)
Algumas coisas não podem ser consideradas mercadorias. Todos devem ter direito a elas de forma universal através da prestação pública pelo estado. Entre essas coisas podemos citar a educação, a saúde e a segurança pública. O que for diferente disso mais cedo ou mais tarde se torna logro, ver o caso dessas faculdades e universidades que não passam de comércio e que de ensino e de educação não tem nada. Nos planos de saúde verificamos a dificuldade quando os segurados precisam e muitas vezes tem que recorrer a justiça para obterem o seu direito, e na segurança pública quantas vezes as pessoas são vitimas daqueles mesmos que foram contratados para as proteger. Pode e deve haver tudo isso de forma diferenciada para quem quiser e se dispuser a pagar, mas sempre deve haver essa prestação universal até para servir como parametro de comparação de qualidade com esses serviços exclusivos.

Eleonora (10/11/2009 - 16:31)
Enquanto as universidades públicas continuarem sendo os antros da elite branca, as "fábricas de diplomas" serão as únicas alternativas para os mais pobres. "Esmolinhas" como o bônus na nota dos estudantes de escolas públicas no vestibular da Usp são ineficazes. Democratização do ensino superior público JÁ!

Milton Hayek (10/11/2009 - 16:29)
Aprende aí Rodolfo Sem ET:
http://www.e-educador.com/index.php/notas-mainmenu-98/5138-ensinosuperior06

BNDES ajuda com R$ 1 bi as instituições particulares de ensino superior PDF Imprimir E-mail
13 de Agosto de 2009
Linha de crédito permitirá que instituições particulares de ensino superior, vítimas da inadimplência e da crise econômica, reestruturem dívidas e façam investimentos
fonte: Correio Braziliense(13.08.2009)
Letícia Nobre e Daniel Gonçalves

Diante das dificuldades financeiras enfrentadas por instituições particulares de ensino superior, devido ao alto índice de inadimplência, de 25% em média, o governo resolveu abrir os cofres. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Educação (MEC) criaram uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para que essas empresas possam reestruturar dívidas, reforçar o capital de giro, fazer investimentos e capacitar melhor seus profissionais. O prazo de pagamento será de até 120 meses.



As instituições particulares representam 90% de todos os estabelecimentos de ensino do país. Além do elevado nível de atraso nas mensalidades - um em cada quatro alunos está na lista de devedores -, problemas acumulados nos últimos anos, como a ineficiência da gestão financeira, o alto índice de evasão escolar e a discrepância entre a oferta e a procura, minaram os recursos e expuseram a fragilidade dos negócios diante da crise mundial. Como resultado, as universidades e faculdades particulares não tiveram para onde correr e vivenciam dias amargos com a falta de crédito e juros altos.



Uma das saídas para 89,3% desse mercado, ou seja, as pequenas e médias instituições - que têm até 2 mil alunos -, foi se render a fusões com grupos maiores. Em 2007, 43 empresas foram incorporadas. No ano passado, 55. Para 2009, espera-se 45 operações. "O Brasil é o quinto maior mercado educacional do mundo. Mas os grupos menores, que têm problemas graves de gerenciamento, só sobreviverão se passarem a ser referência onde atuam", avalia Ruy Coutinho, presidente da Consultoria LatinLink.



Para ele, a linha de crédito do BNDES vai acelerar as fusões. "Sem esse crédito, previa-se que, em 2015, os 20 maiores grupos teriam 70% dos alunos de ensino superior. Com a ajuda, essa concentração ocorrerá mais rápido", prevê. "Os 30% restante serão representados por pequenas e médias empresas regionais e locais", emenda. Como potenciais compradores, Coutinho cita grupos como o Sistema Educacional Brasileiro (SEB), Anhanguera, Kroton (rede Pitágoras) e Estácio de Sá, que têm R$ 2,2 bilhões em caixa captados por meio da venda de ações.



Nas contas de Coutinho, pelo menos 25 grupos de portes variados e de diversas regiões do país são alvos de aquisições. "Não são apenas empresas privadas brasileiras, as interessadas. Há estrangeiros averiguando oportunidades no Brasil", afirma. "Esse setor, que fatura R$ 25 bilhões por ano, emprega entre 380 mil e 400 mil pessoas e representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB) merece essa ajuda."



Pleito antigo



A criação da linha de crédito não surpreende. Um programa semelhante vigorou entre 1997 e 2007 e ofereceu R$ 900 milhões. Desta vez, o montante de R$ 1 bilhão vigorará até 2015. "O crédito já está disponível, mas é bom lembrar que o BNDES não vai repassar os recursos diretamente. As instituições de ensino deverão procurar os agentes financeiros para ter acesso ao crédito", explica Marcelli Cunha, chefe do Departamento de Operações Sociais do banco. Se a procura for muito grande, ela não descarta que exista uma ampliação do valor do financiamento. Os agentes financeiros - bancos comerciais, por exemplo - ainda não receberam as instruções do BNDES para liberar os recursos.



A secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, esclarece que o programa para a Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior (Programa IES) seguirá regras estabelecidas pelo MEC, almejando, principalmente, melhor qualidade do ensino universitário. "Foram definidos critérios de qualidade que devem ser atingidos pelas instituições que desejem acessar o financiamento. E isso permitirá uma expansão da educação superior balizada pelo princípio da qualidade", afirma. "Todos os projetos apresentados serão analisados pelo MEC, que observará o desempenho acadêmico das faculdades e universidades", diz. Caberá ainda ao MEC emitir uma nota interna detalhando como será feita a seleção e a avaliação das empresas candidatas.



Na prática, somente uma parcela dos 2.243 estabelecimentos de ensino superior do país poderá recorrer à ajuda do governo. Encaixam-se nesse perfil: as faculdades e universidades que estão inscritas no Programa Universidade Para Todos (ProUni) e no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e têm nota igual ou superior a três (em escala de um a cinco) em 70% dos cursos de graduação na Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e no Conceito Institucional.



Segundo o presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mário Rodrigues, o programa de financiamento do BNDES é resultado do esforço, iniciado em janeiro, das várias entidades que reivindicavam tal medida. "O ministro Fernando Haddad (da Educação) ficou bastante sensibilizando com o nosso pleito. A inadimplência e a falta de capital de giro impedem que muitas instituições de ensino superior invistam em pesquisas, acervo para bibliotecas, reformas e melhorias. Na atual situação financeira, contamos com apenas 1% do faturamento para investimos nas universidades", comenta.

Milton Hayek (10/11/2009 - 16:28)
Quem disse que Harvard,Stanford e outras daqui dos EUA são completamente privadas,meu filho??Você leu na Veja foi??
Da mesma forma que o Pentágono(que vai mamar para empresas privadas da sua corriola mais de 700 bilhões de dólares agora em 2010) as universidade "privadas" daqui são ajudadas pelo governo por meio de isenções fiscais,contratos de prestação de serviços ao governo,bolsas de estudo,etc.
Por que você acha que os maiores cargos de empresas em Wall Street e no governo dos EUA são preenchidos por membros de irmandades acadêmicas como Skull an Bones(Yale) e outras???Você acredita que esses caras vão impedir que dinheiro dos taxpayers estadunidenses flua para elas??
Como Bush,um notório mau aluno,entrou em Yale???Mesmo pagando uma parte,meu filho,você tem que ser aceito.O pai dele era e é da Skull an Bones.
Isso é só um pouco sobre como funciona esse sistema de socialismo para os ricos que é os Estados Unidos.
Eu tenho pena desses paulistas.São mitômanos da iniciativa privada....

Rodolfo (10/11/2009 - 15:53)
Harvard, Stanford e outras dezenas de faculdades particulares, que estão entre as melhores do mundo, são privadas.

O curso de pós graduação do Pitanguy é um dos melhores do mundo em cirurgia plástica.

O problema do Emir é a sua visão maniqueista em público e privado, porém eu nunca o vi reclamar de patrocínio estatal em seu blog privado.

Zé (10/11/2009 - 16:27)
O que não se pode fazer de maneira alguma é estigmatizar alunos de universidades privadas, afinal, os livros são os mesmos. Todos são filhos deste sistema.

Daniel Campos (10/11/2009 - 16:26)
E complementando, Não é por ser uma universidade privada que automaticamente então ela é ruim. Mas a REALIDADE mostra que ela sai em desvantagem porquê uma universidade privada é um NEGÓCIO. E todo negócio têm por objetivo gerar lucro. Logo, o sucesso da mesma como universidade e não como negócio depende da capacidade do seu dono em conciliar ensino de qualidade e lucro. Capacidade é que privilégio de uma minoria.

Daniel Campos (10/11/2009 - 16:22)
Rodolfo

Pelo preço que cobram as Harvards da vida, elas TÊM que ser as melhores. E diga-se de passagem, é fácil "ser a melhor" quando você cobra fortunas de cada aluno em mensalidades e só aceita os mais bem nascidos e mais bem educados.

Jeca Tatu (10/11/2009 - 16:16)
Rodolfo, você deve ser um humorista. Por acaso as duas unversidades supracitadas são aqui? Vá estudar na Unip, na Uninove ou em qualquer uni duni tê.
Vê se isso ocorreria na FVG (privada e com qualidade), ou na PUC-SP?
O Emir está falando das uniesquinas, que realmente são horríveis. E se você não sabe, há "faculdades" funcionando literalmente em shopping centers.

Dimitri (10/11/2009 - 16:15)
Para o Rodolfo:

Vc só citou universidades particulares nos EUA, e no Brasil um curso de pós-graduação de ninguém menos que Ivo Pitanguy. Porque será??

Até concordo com vc que o Emir Sader é maniqueísta quanto ao publico-privado, mas neste caso isso não invalida o argumento. Ele está falando do Brasil, das instituições brasileiras que têm sua cultura própria, e é por isso mesmo que aqui as coisas (para o bem ou para o mal) não funcionam como nos EUA. Precisamos desenvolver algo diferente que seja adequando à nossa própria realidade - e quanto a isso é mais que óbvio que o sistema privatista do período Paulo Renato foi um desastre.

João Bastos (10/11/2009 - 16:13)
"Rodolfo (10/11/2009 - 15:53)
O curso de pós graduação do Pitanguy é um dos melhores do mundo em cirurgia plástica."

Esse curso ensina alguma forma de combater a malária?

Didi Denied (10/11/2009 - 16:11)
Sou jornalista (sem formação) e trabalho na área há pelo menos 5 anos -- hoje como frila. A editora em que trabalho, a Globo, só tem admitido pessoal com nível superior. De uns tempos pra cá, tenho sentido uma pressão cada vez maior para que eu entre em uma faculdade para conseguir o diploma, caso contrário, não terei chances de construir uma carreira -- e isso ocorre não apenas lá, mas em todas as grandes redações e editoras de São Paulo. Sinto-me numa encruzilhada: apesar de acreditar que o curso superior de jornalismo não irá acrescentar muito coisa ao meus conhecimentos, há essa inexorável (ou não?) regra no mercado de trabalho. Ceder ou não ceder, eis a questão.

Jorge (10/11/2009 - 16:07)
somente nos EUA há instituições particulares de nível - e apenas porque,lá, não há públicas. O ensino superior deve ser público e gratuito. O sistema privado do Brasil, com raras exceções, é um fracasso total.

Rodolfo (10/11/2009 - 15:53)
Harvard, Stanford e outras dezenas de faculdades particulares, que estão entre as melhores do mundo, são privadas.

O curso de pós graduação do Pitanguy é um dos melhores do mundo em cirurgia plástica.

O problema do Emir é a sua visão maniqueista em público e privado, porém eu nunca o vi reclamar de patrocínio estatal em seu blog privado.

Antenor Loula Moreira (10/11/2009 - 15:45)
Imoralidade é entregar o patrimônio do povo à exploração pelo capital internacional, sem nenhum escrúpulo com os costumes do povo explorado.

UNIBAMBI AQUI AGORA (10/11/2009 - 15:33)
Quem sucateou o ensino no país foi à gangue do FHC e seus asseclas da época da criação do neoliberalismo caipira nacional por isso estão assistindo um espetáculo dantesco como o que vem ocorrendo na UNITALIBAM de SBC. Verdadeiro show de incompetência com uma pitada de palhaçada sem graça e um monte de trogloditas despreparados para ensinar, como também, para aprender.

R/T (10/11/2009 - 15:13)
As Faculdades Modulo aqui do Litoral Norte de SP eram de um professor, gente boa e com carreira academica, contava com bons professores, alguns de Universidades publicas, tinha conceitos bons para uma Faculdade pequena e relativamente nova, mas só foi ser comprada por um grupo grande há uns 3 anos, que a coisa começou a ferrar, as notas cairem e a qualidade de ensino diminuir, hoje em alguns cursos eles enfiaram uma medida que suspendeu aulas nas sextas feiras, ou seja, o aluno paga caro e tem apenas 4 dias de aula por semana. É um exemplo do mercado que se tornaram essas Universidades, pois enquanto era uma Faculdade, tocada na raça e no empenho por gente da área, era boa

Bene (10/11/2009 - 14:40)
Falou tudo.



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