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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Eduardo Guimarães: A China está ferrando o mundo!

22 de abril de 2011 às 11h48

A China está f… o mundo!

por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

No tengo plata para comprar a Brasil. Vuestros productos son solamente para los muy ricos”, disse-me, com ironia cortante, o cliente peruano, logo após examinar a lista de preços que lhe enviei na tentativa de retomar os negócios interrompidos desde o começo do ano passado, quando passou a importar de meu concorrente argentino.

Antes, com variações de estilo, ouvi a mesma piadinha comercial sem graça (para mim, pois quem conta parece estar se divertindo) de argentinos, bolivianos, chilenos, equatorianos, paraguaios, venezuelanos, angolanos, sul-africanos e até de um sírio.

Economicamente, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pelo menos é o que pensa a maioria. Parece que todos estão ganhando dinheiro. Os salários não param de se valorizar. Valorizam-se tanto que as pessoas não dão muita bola para a alta de preços. Mas nem todos vão tão bem assim. Eu, por exemplo, que vivo de exportação, estou tendo cada vez mais dificuldades.

Mas o Brasil segue tendo superávit comercial, não é? Sim, é, mas ainda conseguimos exportar mais do que importar porque há uma grande demanda internacional – e, sobretudo, chinesa – por produtos básicos que o Brasil tem em abundância, as tais commodities.

No meu segmento de atividade, a indústria de autopeças, fica clara a situação brasileira. Venho recomendando às empresas que represento que importem aço da China para baratearem seus custos de produção de forma a terem como competir com os importados não só na exportação, mas internamente.

Minhas representadas recebem chapas e barras de aço feitas com o minério de ferro que este país exporta para a China e que depois recompra com valor que as usinas chinesas lhe agregaram ao transformá-lo em aço. Mesmo com a matéria-prima mais barata que a produzida no Brasil, nossos produtos metalúrgicos ainda não têm preço para competir lá fora.

Exportar minério de ferro em vez de aço se deve a um sujeito chamado Roger Agnelli, que, apesar da falta de empreendedorismo e da ganância ao fazer a maior mineradora do mundo, a Vale, ganhar menos dinheiro – ainda que mais rápido – vendendo o minério bruto, foi defendido com unhas e dentes pelo PIG. Mas ele não é o único culpado.

O custo de transformar minério de ferro em aço, com frete e demais custos, é muito menor na China. E não se trata daquela conversa fiada sobre os salários serem muito mais baixos por lá. O segredo chinês é o Yuan (moeda chinesa), congelado há pelo menos uma década. Nem se o brasileiro trabalhasse de graça a nossa indústria conseguiria competir.

Outro fenômeno do comércio internacional (que é do que sobrevive este blogueiro, hoje no prejuízo) nos põe outra bomba de efeito retardado no colo: tal qual minério de ferro, arroz, feijão, carne, entre outros gêneros alimentícios, também são commodities e, como o ferro, não param de subir de preço no mercado internacional.

Agora o mais interessante: a mão que bate é também a que afaga, pois a China, além de nos matar no comércio internacional de produtos industrializados, enche-nos os bolsos de dólares ao nos comprar tudo o que produzimos das tais commodities. E, ao nos encher os bolsos de dólares, torna o Brasil menos competitivo no comércio internacional.

A entrada crescente de dólares aumenta a oferta de moeda americana. Esses dólares são despejados aqui dentro tanto por investimentos benéficos – porque de médio e longo prazo, em projetos – como para nos gerar efeitos maléficos como a valorização crescente do real – porque vêm explorar juros que têm que subir para conter a inflação e, assim, atraem mais dólares.

É uma situação curiosa. Apesar de termos tudo para mergulhar em crise econômica – dificuldade para exportar e inflação ascendente –, exportamos muito e a inflação não é tão percebida, apesar de que vai se estabelecendo em nosso cotidiano. Exportamos muito por que temos muita commoditie e os salários sobem acima da inflação devido ao aquecimento da economia.

A situação é sustentável porque temos mais de 330 bilhões de dólares em caixa.  O sistema chinês de ferrar o mundo em benefício próprio, como já disse, é do tipo bate e assopra. Ao mesmo tempo em que vai destruindo (mui lentamente) as indústrias de toda parte, vai enchendo de dólares os bolsos dos atingidos por seu câmbio criminoso.

Os EUA – mais atingidos do que o Brasil porque vivem da exportação de industrializados enquanto que, mesmo sem o problema cambial, este país ainda seria, precipuamente, um exportador de commodities – acharam um jeito de minimizar o problema: compram a produção de industrializados de países asiáticos e exportam como se fosse made in USA.

Ainda assim, os EUA estão sendo dizimados pelos chineses, o que explica a aproximação de Barack Obama com o Brasil, pois veio nos dizer que, hoje, o Tio Sam não é quem está mais fungando em nossos cangotes tupiniquins e que, por isso, temos que nos unir. E tem boa dose de razão, ainda que não seja bem assim…

Por enquanto, pelas razões supracitadas, o brasileiro não sente nada. Mas a situação é insustentável.  Se houver uma reviravolta no preço internacional das commodities, estamos ferrados – nossas reservas viram pó rapidinho. Sem falar que o que alimenta a inflação não é atenuado. Pelo contrário, ficará cada vez mais difícil controlá-la.

Se aumentamos os juros para controlar a inflação atrairemos dólares de pior qualidade, destinados a nos explorarem a maior taxa de juros do mundo em uma economia montada em dólares para pagar a fatura do capital externo caso a bomba estoure.

A oposição brasileira se vale de uma situação que afeta o mundo para criticar o governo como se fosse responsável por um problema que, sem união do Ocidente, é insanável. Isso, porém, em nada muda um fato: a China está f… o mundo com aquele sorrisinho amarelo – sem conotação racista, por favor – de quem, a cada pancada, dá um beijinho.

 

146 Comentários escrever comentário »

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Maaaaaarrr

28/04/2011 - 03h53

A China usa uma política suja para se manter onde tem conseguido se manter até o momento. Governo que rouba por debaixo dos panos e escraviza o próprio povo.Como um país desse vai pode obter respeito diante dos outros?O mundo deveria iniciar uma campanha de boicote aos produtos chineses.

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Marcelo de Matos

26/04/2011 - 13h01

Imperdível o debate da Globo News sobre o comércio Brasil/China: http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-… O economista da Câmara de Comércio Brasil/China disse que o problema não é só o câmbio, mas, falta de investimento em educação para gerar tecnologia. A China vem fazendo isso há muito tempo e o Brasil nem tanto. Dizemos que a China é uma ameaça, mas, somos nós que propiciamos essa ameaça. O câmbio valorizado é uma consequência dos juros altos e há setores de nossa economia contrários a uma queda maior dos juros. A China resolve o problema do câmbio e dos juros porque lá o Estado determina. Aqui, somos uma democracia e temos de conviver com o problema. Não é culpa do governo, mas, do stablishment que define como deve ser a economia. Não adianta culpar a China. Se não podemos resolver o problema do câmbio que, insisto, não é culpa do governo, temos que tocar a economia como está e deixarmos de sofismas.

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    Fabio_Passos

    26/04/2011 - 21h45

    Não é assim Marcelo.

    É uma opção política do nosso governo aplicar ou não controle de capitais e assim controlar a hipervalorização do real. Não aplica porque se submete aos interesses do mercado financeiro e não aos interesses da maioria da população. Os rentistas milionários impõe esta política econômica a todos os brasileiros. Isto sim é anti-democrático.

    Quanto a investimentos em educação e tecnologia… bem que poderíamos ter usado os R$1,7 Trilhão que gastamos nos últimos 8 anos pagando juros aos especuladores.

    Bonifa

    02/05/2011 - 12h19

    Aqui somos uma democracia? Democracia é deixar que grupos de rentistas controlem a economia do país em seu benefício? Não seria mais democrático o Estado se antecipar e tomar medidas que protejam a economia e a moeda em benefício de todos? A questão gira em torno deste "tomar medidas". O Brasil deve tomá-las sem temer que venha a ser taxado, por grupos de interesses internos e externos, de "antidemocrático".

Carlos Ramos

25/04/2011 - 21h45

Devemos sempre fazer esta pergunta: Eu investiria em meu negócio hoje se fosse começar novamente ? ou existem negócios mais lucrativos para investir ? é difícil concorrer com mercados prostituídos por variação de preços … procure criar uma empresa com concorrência monopolística neste novo Brasil e você será muito feliz nos negócios. Abraço !!!

Responder

Paulo

25/04/2011 - 17h01

É muito simples dizer que a China desvaloriza artificialmente o câmbio, que a mão de obra é barata, etc, etc…ok, ok…Mas por que não falam por qual motivo os produtos nacionais são mais caros? Um deles parece óbvio impostos altíssimos. Há alguns anos se diz que exportamos impostos. O autor me parece estar repetindo o que muitos querem que se diga: que a China é desleal e por isso, bla bla bla…..E o que NÂO é feito no Brasil para que sejamos competitivos? Não sei….não sou economista, nem da área, mas a lógica me diz que nossos dirigentes(governo E empresários) também tem culpa no cartório.

Responder

Valdeci Elias

25/04/2011 - 13h18

A China vai conseguir, manter o baixo custo de sua mão de obra, e ao mesmo tempo, dividir com a população os ganhos financeiros ? Ela vai poder crescer mais, sem uma abertura politica ?

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oskar

25/04/2011 - 10h39

Não sou economista, mas se taxarmos as commodities, eles vão comprar do mesmo jeito, não é?? Não tem saída, e com estes recursos pagos por eles (os chineses) subsidiaremos nossa indústria. È viável??

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Marcelo de Matos

25/04/2011 - 09h27

Caro Eduardo. Como não entendo de economia, procuro captar alguns conhecimentos com os amigos. Um deles comprou um carro de origem francesa, o Renaut Logan, para seu filho. O garoto bateu o carro e ele resolveu reformá-lo para vender. Aí ficou irado porque, segundo disse, não há peças para o carro no "mercado paralelo". Só há peças originais disponíveis para o Renault. Culpa da China? Não sei. Tenho lido que há falta de peças para todos os carros, talvez, culpa do aquecimento dessa área do mercado. Esse ramo é bem complicado, você deve saber bem disso. Outro amigo meu disse que agora só troca o óleo do carro em autorizadas. Resolvi seguir seu conselho: por esses dias vou trocar o óleo na Fiat aqui ao lado. O que será dos postos de troca de óleo se essa tendência predominar? Será que vão culpar a China?

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Delfim Netto: Ambição incontrolável | Viomundo - O que você não vê na mídia

24/04/2011 - 21h39

[…] Leia aqui o artigo em que Eduardo Guimarães diz que a China vai quebrar o Brasil.   […]

Responder

tereza

24/04/2011 - 20h32

Uniao do ocidente, cruz credo. Ja vimos ao que esse papo leva

Responder

ZePovinho

24/04/2011 - 19h53

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Luiz Carlos Bresser Pereira: China, 32 anos depois
Povo nenhum viveu período de progresso tão acelerado; 600 milhões deixaram a pobreza.

Por Luiz Carlos Bresser Pereira*
De volta à China, 32 anos depois da minha primeira e única visita, pude ver em Pequim o incrível progresso que houve aqui.

Nenhum país passou antes por um período de progresso tão acelerado: em média, seu PIB cresceu cerca de 9% ao ano, e cerca de 600 milhões de chineses já saíram da pobreza. Qual o segredo desse "milagre" duradouro?

No plano político, foi a força do nacionalismo em um tempo neoliberal em que todo nacionalismo econômico estava "condenado"; no plano econômico, foi a abertura da conta comercial enquanto se mantinha fechada a conta financeira, foi a liberação do fluxo de mercadorias, mas mantendo o fluxo de capitais sob severo controle.

Na China, não existe complexo de inferioridade colonial. Os intelectuais chineses que encontro em seminários internacionais sempre me impressionam porque, ao invés de olhar os EUA como nós, latino-americanos, de maneira agressiva ou então subordinada, os olham amavelmente, mas como iguais.

Não passa pela cabeça dos chineses "reconhecer" a superioridade intelectual do "Ocidente", e, a partir daí, aceitar suas recomendações de política econômica -recomendações que nós aceitamos, e que estão transformando o Brasil em uma grande fazenda.

A China foi, no passado, um grande império; depois que a Europa se industrializou, sofreu 100 anos de decadência econômica sob o jugo do Ocidente, porém, desde 1949, desenvolveu-se de maneira independente: primeiro, como sempre acontece nos países retardatários, com base no Estado, e, a partir de 1980, com base no mercado.

O segundo segredo da China é ter aberto a conta de mercadorias, enquanto rejeitava a abertura financeira.

O velho desenvolvimentismo defendia a proteção alfandegária que é útil na fase inicial do desenvolvimento, mas, como a China cedo compreendeu, o que interessa é competir com os países ricos na exportação de bens industriais, aproveitando-se de sua mão de obra mais barata.

Mas os chineses não querem saber de abertura financeira. Embora não esteja claro para eles que, nos países em desenvolvimento, há uma tendência cíclica à sobreapreciação da taxa de câmbio, sabem que mantê-la competitiva é essencial. Porque, para aumentar a taxa de investimento e de poupança interna, é fundamental que existam boas oportunidades de investimentos lucrativos para as empresas -e, para isso, a principal condição é uma taxa de câmbio equilibrada.

Para eles a abertura financeira não é uma fatalidade, algo para o qual "não há alternativa", como é para nós. É claro que é possível controlar as entradas de capital e manter a taxa de câmbio competitiva.

Eu sabia da força da nação chinesa, mas, desta vez, foi fascinante ver os milhares de chineses que todos dias enchem a praça Tiananmen para ver o corpo embalsamado do líder de sua revolução nacional, Mao Tse-Tung. Há 32 anos, não era assim; eles não tinham dinheiro para fazer esse turismo cívico que, para nós, é estranho.

Não há, porém, nada de estranho na capacidade da China de competir com o resto do mundo. Terá o Brasil capacidade de reagir e também competir? Ou vamos nos conformar em ser um país agropecuário moderno que cresce, mas com instabilidade e a taxas muito menores do que as chinesas?

*Economista, foi ministro de Estado nos governos Sarney e FHC

Responder

    ZePovinho

    24/04/2011 - 20h32

    Lendo esse texto,e outros,me convenço cada vez mais de que o maior "custo Brasil" é o custo do mercado financeiro protegido pelo Estado brasileiro.

O_Brasileiro

24/04/2011 - 18h55

Os brasileiros têm de parar de procurar culpados para seus problemas e devem começar a procurar soluções para os mesmos…

Responder

Bonifa

24/04/2011 - 16h30

Cuidado, Edu. Quem diz que a China está ferrando o mundo, tem um mundo que está sendo ferrado pela China. Quem tem tal mundo, tem um mundo que se confunde com o mundo capitalista europeu e americano. É apenas uma questão de se posicionar diante da guerra econômica. Mas o Brasil não é um desses países hegemônicos que estão assistindo sua hegemonia fenecer. O Brasil é mais parecido com a China, que está vendo sua influência aumentar. Caro Edu, quem com capitalismo fere, com capitalismo será ferido.

Responder

    Lúcia Amorim

    24/04/2011 - 22h43

    Isso mesmo, Sr. Bonifa! Achei HORRÍVEL esse postado do Edu. Pior, impossível. O Edu sugere o quê? Que a gente passe a trabahar pra parar a China e pra melhorar os negócios do Edu, só porque ele inventou o blog da cidadania?! Como assim? E eu, francamente, vivo MUITO BEM sem a tal de 'mídia' que o Edu tanto quer ter. Pense bem: quem, diabos, precisa de mídia e quer que a China pare?! Nossa! O Edu é tucano! (Nem conheço o Edu. Só sei que é blogueiro, mas "progressista", já não garanto não.)

    Eduardo Guimarães

    24/04/2011 - 23h54

    Você me pegou, Sonia… Caramba! Confesso, eu sou tucano. Se procurar o meu nome no Google, vai ver a imensa lista de serviços que prestei à direita.

bentoxvi-o santo

24/04/2011 - 14h32

AZENHA._
Lendo os comentarios…"O duvida cruel…continuar colonia do imperio do OBAMBA I – O CARA…ou abandona-lo pela nova potencia do mundo?"…brasil…brasil…500 anos não te mudaram…jamais…rsrsrsrs….

Responder

JMP

24/04/2011 - 13h47

ô EDU…. se o real aprecia-se por causa dos juros de 12%, por qual motivo o dólar australiano valoriza-se ainda mais?
Os juros, lá, são de 4,5%.
Procura outro mote, vai!

Responder

city

24/04/2011 - 12h16

além dos atrativos já conhecidos, o negócio do governo chinês é construir fábricas. já o ocidente quer aplicar seus lucros no mercado financeiro. isto está bem distinto pra mim. e assim eles se agigantaram pela liquidez. rapidamente. perto dos chineses, parecemos vadios a começar pela quantidade de feriados prolongados do nosso calendário.

Responder

    assalariado.

    24/04/2011 - 13h25

    city,de onde voce tirou este, "…vadios a começar pelos feriados…" Explica melhor isto…

Alex

24/04/2011 - 10h27

Tá bem, tá bem, a China ferra o Brasilo e o mundo pelo seu alto nível de competitividade de preços, graças a moeda desvalorizada e a mão de obra barata…mas me parece que parte da incapacidade brasileira de competir lá fora está justamente em não competir (a passagem do texto sobre a exportação de minério de ferro e a compra de aço confirma que ainda permanecemos incrivelmente colonizados, nos bastando com a exportação de produtos primários – hoje commodities, chique, não). Além do mais, tem algumas coisinhas que vamos e venhamos: câmbio, juros e serviços da dívida jogam contra a economia nacional e popular…tá certo, tem prátiocas chinesas danosas, questionáveis, mas nós também fazemos por onde…

Responder

Pedro Luiz Paredes

24/04/2011 - 01h53

Sei não hein…
Será que os países ricos vão se sacrificar para pagar suas dívidas que nem o Brasil?
…ou vão dar um jeito de jogar a conta para os países pobres e os Brics pagar?
…será que já não estão fazendo isso?

Responder

    Hell Back™

    26/04/2011 - 20h35

    Também acredito que seja alguma coisa engendrada pelo sistema financeiro da maior potência econômica do mundo, isto é, os Estados Unidos.

FrancoAtirador

24/04/2011 - 01h53

.
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"Yuan não prejudica o Brasil", diz Yu Yongding,

ex-membro do comitê de política monetária

do Banco Popular da China (BC chinês),

em esclarecedora entrevista concedida ao Valor:

http://joaocarlos.net.br/2011/04/yuan-nao-prejudi

Responder

Marcos C.Campos

23/04/2011 - 22h34

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/no

Pelo jeito pode ser vantajoso para o Brasil, cooperar com a China … Nossos "parceiros" dos ultimos trocentos anos somente nos "ferraram". Tá na hora de içar ancoras e partir rumo a mares nunca dantes navegados … Russia, China India e Africa do Sur e Mercosul.

Responder

    JotaCe

    24/04/2011 - 00h25

    Caro Marcos,

    Caro Marcos,

    Você está certo. O Eduardo, está preocupado justamente com seus negócios, mas esqueceu que o país como um todo tem sido ‘ferrado’ e muito ao longo do tempo, por outras vespas que não a China. Elas, embora um pouco estonteadas no momento, continuarão zumbindo nas nossas cabeças, esperando apenas pela primeira oportunidade. Abraços,

    JotaCe

FrancoAtirador

23/04/2011 - 22h07

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UMA ALTERNATIVA VIÁVEL
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Brics querem investimentos mútuos em moeda local

Silvia Salek (Enviada especial da BBC Brasil a Sanya)

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países que compõem o grupo dos Brics, anunciaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um sistema cruzado de concessão de crédito mútuo para investimentores diretos em moeda local.

"Queremos desenvolver mecanismos simples, que usem regras existentes, para apoiar investimentos diretos e comércio relacionado a investimento direto em moeda local entre os países", disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que participou dos encontros na terceira reunião de cúpula do grupo em Sanya, no sul da China.

Ao dar detalhes dessa proposta, acolhida pelos cinco membros, porém não sugerida exclusivamente pelo Brasil, o presidente do BNDES disse que um dos benefícios do possível novo sistema de crédito seria apoiar pequenas e médias empresas interessadas em se internacionalizar.

"Os grandes grupos internacionais não precisam de apoio, mas, se uma pequena empresa sofistiticada de software da Índia, por exemplo, quiser investir no Brasil, eu poderia ter o suporte de instituicões indianas para avaliação de risco. Por outro lado, poderíamos dar garantias e prover análise de risco de crédito para investidores brasileiros com interesses fora", explicou.

Projetos conjuntos

Os benefícios não estariam limitados a empresas de pequeno e médio porte. Coutinho citou tambem projetos de infraestrutura, como o de empresas brasileiras de construção civil no exterior. Há forte presença de empresas do ramo na África.

"Os gastos locais, que nós não podemos financiar, os bancos locais poderão financiar com nosso apoio até mesmo garantia".

Segundo Coutinho, representantes de bancos dos cinco países poderiam "avaliar e apoiar projetos em conjunto".

"Poderíamos identificar projetos relevantes e atuar de forma coordenada", disse, acrescentando que a prioridade do BNDES é apoiar projetos que desenvolvam a indústria manufatureira.

"Muitas vezes, a agenda que nos chega é muito voltada a recursos naturais. É uma agenda boa, mas temos de ir além dela", disse.

O desenvolvimento desse possível sistema de crédito vai passar, explicou Coutinho, por um período de intercâmbio técnico e desenvolvimento, mas a ideia é que esteja operando o mais rapidamente possível.

Segundo Coutinho, a proposta de inclusão do yuan na cesta de moedas do FMI, relacionada à diversificação das moedas usadas internacionalmente, não foi discutida durante o encontro e deve ser um tema para a reunião do G-20 na semana que vem em Paris.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/

Responder

LuisCPPrudente

23/04/2011 - 20h38

O Governo brasileiro deveria exigir da Vale (uma empresa onde o Estado ainda tem certo papel de decisão) de ela investir no Brasil, para isto ela deveria começar a produzir aço por aqui e não mandar simplesmente para a China milhares e milhares de toneladas de minérios de ferro, que compramos de volta por um preço muito maior na forma de aço ou outro produto industrializado. A Vale deveria comprar equipamentos, navios e outras coisas da nossa indústria e não comprar simplesmente lá fora.

Responder

    JotaCe

    24/04/2011 - 00h09

    Caro LuisCPPrudente,

    Interessante sua idéia mas seria muito melhor caso fosse providenciada, e o mais cedo possível, a restatização da Vale do Rio Doce. Sua cessão, que constitui como uma mancha na história contemporânea brasileira, continuará dando prejuízos ao país enquanto tal providência não for tomada. Abraços,

    JotaCe

    LuisCPPrudente

    24/04/2011 - 11h10

    Também apóio essa ideia de reestatizar uma empresa como a CVRD, pois ela foi vendida a preço de banana para os atuais donos. Alguns destes são brasileiros, mas eles não pensam no desenvolvimento do Brasil, eles pensam só ganhar dinheiro da maneira mais rápida (acho que se a CVRD fosse uma galinha de ovos de ouro, esses empresários matariam a galinha para pegar os ovos de ouro de dentro da galinha, tamanha é a vontade deles ganharem dinheiro sem pensar no país).

    Se a CVRD fosse uma empresa estatal, tal qual é a Petrobras, ela pensaria mais no desenvolvimento do país e não no lucro imediato de alguns de seus donos.

Augusto

23/04/2011 - 17h19

E eu me pergunto qual é a vantagem de muita gente dizer que "somos autosuficientes" nisso ou naquilo. De nada adianta a Petrobrás ser estatal se o preço da gasolina e dos transportes estão nas alturas, o mesmo pode ser dito sobre os preços dos alimentos. Vá a um supermercado e compre 1 quilo se soja. Acho q os únicos brasiléiros felizes com a elevação dos preços das commodities são os latifundiários!

Responder

Marc

23/04/2011 - 15h23

Excelente texto Edu,
Sou empresário de pequeno porte do segmento de software e o cambio esta IMPOSSÍVEL. E o maldito PIG continua apontando falsos culpados ajudando o governo a continuar na direção errada.
Que falta faz uma imprensa livre, nacionalista e isenta e uma oposição idem.
Hoje é simplesmente impossível ver um debate serio sobre o cambio (alias qualquer assunto) na imprensa, a unica abordagem com relação a China é o "alto valor dos nossos salários".
Ridículo.

Responder

    Bruno

    24/04/2011 - 22h29

    A imprensa não critica o câmbio pois o papel da qual é feito o jornal é importado.

    A imprensa está pensando nela e foda-se a sociedade como um todo, inclusive empresários exportadores.

    José Cândido Espore

    24/04/2011 - 22h50

    O texto não tem nada de excelente. Parece que foi escrito pelo Mendoncinha de Barros. Achei HORRÍVEL. Querem o quê? Detonar toda a política inteira do Brasil e da América Latina e da China… pra melhorar os negócios de vocês? Mudem-se pra Wall Street e vejam se, por lá, o negócio tá melhor pra pequenos empresários. Onde já se viu?! Querem parar a China… pra melhorar a vida do Marc e do Edu? Mas… como assim?! Que 'nacionalismo' é esse? NÃO ENTENDI NADA

Artur Coelho

23/04/2011 - 14h05

Continuação…
Podem falar o que quiserem, mas bom mesmo é o Hugo Chaves. Pelas reportagens gratificantes feitas pelo Azenha ( o melhor e mais isento jornalista do Brasil) pude verificar o que é governar para o povo. Não para as elites que já têm o bastante. E ainda o chamam de DITADOR. Foi a imprensa que criou isso. Um cara que foi reeleito pelo povo por três vezes, passou por dois referendos e ainda venceu um golpe de estado feito pela mídia, É DITADOR ? Só na cabeça de invejosos e incompetentes. E isso é o que não falta aqui no Brasil.
Me emocionei demais com o TICO-TICO NO FUBÁ…
…Enquanto aqui é tiro-tiro na aulá…

Responder

Artur Coelho

23/04/2011 - 14h04

E a bobona foi lá e acreditou nas promessas ? Enquanto isso por aqui tudo sobe. Carne, leite, queijo. feijão, combustíveis. Aliás, onde está o álcool (etanos para a burguersia) que ela ofereceu ao Obama ? Nem para nós há o produto. Nós financiamos as plantações de cana-de-açúcar e as usinas e ainda temos que pagar pela incompetência ? Ou vai me dizer que as máquinas foram compradas com recursos próprios ? Com quanto o BNDES entrou ? Onde está a auto sufuciência propagada pelo Sapo Barbudo ? Que saudades do Brizola Escutei que vamos importar gasolina ? Mas dinheiro para emprestar a outros países nós temos ? Já ví um comentário na televisão que o preço da carne de porco vai subir por aqui em decorrência do "acordo" assinado na China. Quer dizer, nós vamos pagar a conta ? Isto quem falou foi um suinicultor na RIC TV, se não estou anganado. Sobra para nós, again ? Segue…

Responder

    Lúcia Amorim

    24/04/2011 - 22h54

    Bobona quem? Sapo barbudo quem? SOU A FAVOR DE APAGAR esse trololó. Pra publicar essas besteiras, não basta o grupo GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão)?. Li isso num blog e, agora, escrevo sempre: grupo GAFE de jornalismo no Brasil. Somos geniais! /

    Quem souber quem inventou "Grupo GAFE", ME AVISE, plz, pra eu dar o crédito devido. É coisa de gênio. Esse artur coelho deve ser do PIG (até falou de suinocultura, ñ é? 'Stá provado.)

assalariado.

23/04/2011 - 13h47

Não estou interessado em solucionar as crises do capital.Mesmo porque os resultados finais das crises criadas pelos capitalistas e seus defensores,vão desaguar em mais desemprego,mais arrocho salarial, mais guerras,por consequencia,mais concentração de riquezas nas mãos de meia duzia de burgueses,… –da uma olhada no G7,o que eles estão fazendo com suas colonias e em suas casas com os assalariados.

A realidade predadora tem nome e endereço,chama-se G7,e seus aliados coloniais.A idéias do capital tem principio,meio e fim,se vc assumir esta ideologia vai ter que jogar de acordo as suas "leis",sendo que,o campo,as regras,o juiz,orgãos internacionais são ditados por eles.Senhores,bem vindos a sociedade de luta de classes onde a regra nº zero é todos contra todos,seguido de fartos lucros pelas elites do capital.Ou seja,o que esta ferrando os pobres,nesta luta entre os capitalistas não é a China (eles estão lutando pela recolonização do planeta) e,por conseguinte,a eterna exploração do capital sobre o trabalho.Vamos remando contra a maré capitalista,rumo ao socialismo,…

Responder

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 22h55

    Bravo!

Julio Silveira

23/04/2011 - 11h30

O nosso problema, talvez o do mundo, não está na China hoje, nem nos States ontem, está em nossos cidadãos nacionais. No caso mundial, nos cidadãos do diversos paises que permitem a falta de qualificação em suas reprentações politicas. A China e o States, deviam era serem modelares. Mas no aspecto economico, já que os países evoluem em suas economias de acordo com a peculiaridades próprias. Me refiro a modelar, no apego que os diregentes dessas nações demonstram terem por suas patrias. A maioria valoriza sua soberania, olha os interesses nacionais acima dos pessoais, pouco verificamos isso aqui. Vemos espetaculos de subalternismos independente da grei partidária, o fenomeno do colonismo está incrustado na alma nacional nos diversos setores, inclusive cultural, como marca indelevel. É visto com naturalidade, a alta dose de baixa estima. Culpar a China hoje e os States de ontem? por mais que sirva como um estravazar ante nossa inservivel mediocridade criativa e civica, tem o peso somente disso. Vivas a eles.

Responder

waleria

23/04/2011 - 11h10

Precisamos compreender que os BRICS são uma corrida.

O mundo se reorganiza, e os BRICS são uma corrida para ver quem fica com o que.

A China tem mais gente e mais poder – chegará na frente e ficará com o filé – sem duvida.

Mas precisamos ser rapidos e inteligentes para não ficarmos na rabeira fornecendo só commodities.

Nossa comparação hoje não é com as mumias tucano-pefelês do passado – mas com os BRICS que estão correndo a mil por hora.

Responder

A China que nos fode « Ficha Corrida

23/04/2011 - 10h07

[…] Eduardo Guimarães: A China está ferrando o mundo! […]

Responder

Hildermes Medeiros

23/04/2011 - 09h58

É válido gritar, quando os calos apertam. Esquecemos até de outras dores que sentimos, mas não nos atingem tão fortemente. Certamente, a China é um das vertentes de nossos problemas econômicos no momento, que até agora ainda estamos conseguindo amenizar, sem permitir que atinjam fortemente a população, mas parece que estamos chegando ao limite. Acontece que os EUA e a União Européia não resolveram seus problemas econômicos financeiros, continuam especulando com os preços das comodities, além de seguirem com o sistema bancário sem maiores controles, estes sim, o grande problema mundial, que reduz a demanda externa desses países, redunda em forte desemprego de suas populações, além e principalmente, tendo em conta os juros baixos que passaram a praticar, aumentam a liquidez do sistema internacional, que procura os países que praticam juros mais altos. Além do mais, os EUA que deflagaram esses problemas e aplicaram mais de um trilhão de dólares públicos em bancos e empresas a beira da falência detém e controla a emissão de dólares, que é ainda a moeda de reserva internacional, que faz todos aplicarem seus recursos nos títulos do tesouro americano. A China é também vítima desse sistema que tenta transferir problemas financeiros para os países mais pobres e vulneráveis, arrecadando recursos no preço de produtos cujo mercado controlam internacionalmente e nos empréstimos e aquisições de ativos diante da grande liquidez que manipulam. Não, não é a China quem está tentando nos ferrar. A inflação por que passamos é culpa exclusiva nossa, já que alinhamos nossos preços internos com os preços internacionais, vale dizer, alinhamos nossos preços com a especulação dos países ricos, como vemos acontecer nos derivados da cana-de-açúcar (açúcar e etanol) e nos derivados de petróleo, que a Petrobrás insiste em dizer que não irão aumentar, quando já estão cerca de 10% mais caros nos postos de combustíveis, sendo os da bandeira BR os mais caros. O Brasil é que permite ser usadoe manipulado pelo mercado internacional. Não usa este mercado em seu proveito como faz a China, que todos sabem não ser um país capitalista, que não tem maiores compromissos com esse sistema, que não é o caso do Brasil, que há muito tempo abriga o capitalismo selvagem.

Responder

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 22h59

    "O Brasil é que permite ser usadoe manipulado pelo mercado internacional. Não usa este mercado em seu proveito como faz a China, que todos sabem não ser um país capitalista, que não tem maiores compromissos com esse sistema, que não é o caso do Brasil, que há muito tempo abriga o capitalismo selvagem."
    Reflexão importante, Hildermes.

Avel de Alencar

23/04/2011 - 09h35

Quer dizer que o imperialismo americano é melhor do que o chinês? É isso? Como os chineses mesmo disseram: "Não somos responsáveis pelas taxas de juros pagos pelo Brasil".

Responder

    brz

    23/04/2011 - 13h44

    Aí sim alguém disse uma verdade!

EUNAOSABIA

23/04/2011 - 08h57

E O PT está ferrando o Brasil.

Responder

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 17h00

    E se não aprender a ler fora da grande mídia, vai continuar não sabendo!

    LuisCPPrudente

    24/04/2011 - 11h13

    Pelo jeito, com essa visão míope que você tem, vai continuar não sabendo nada. Tenho certeza que você adora ser uma pessoa alienada.

    Ricardo_Alves

    24/04/2011 - 17h32

    esta vendo como tudo tem jeito, veja voce, esta frequentando lugares onde a verdadeira informacao circula, logo voce dira o psdb ferou o brasil.

flavio jose

23/04/2011 - 06h24

Sr. Eduardo Guimarães. Não existe regra fixa e definitava na economia. Cambio fixo ou variavel vai depender do momento que cada pais esta vivendo.

Responder

flavio jose

23/04/2011 - 06h16

Se sua empresa está em crise, chama-se incompetencia empresarial. Criticar o aumento do Salario Minimo é outtro erro. Todo Pais forte tem uma classe media forte. Que sair da crise, deixe de ser dono de empresa e passe a ser empresario. Começe contratando uma Assessoria etc.

Responder

    Ricardo_Alves

    24/04/2011 - 17h34

    perfeito, o empresario brasileiro vive de forma nababesca, logo se comparar com empresarios estrangeiros vai tomar um susto.

FrancoAtirador

23/04/2011 - 02h34

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Há um artigo bem didático, de autoria de Henry C. K. Liu,

que explica por que a China se vê obrigada a comprar títulos do tesouro dos EUA

com os seus dólares do excedente comercial.
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O original "Why China must buy US Treasuries with her Trade Surplus Dollars"

pode ser lido em: http://www.henryckliu.com/page215.html

e traduzido para o português em:

http://resistir.info/crise/liu_05jan10.html

Responder

Marat

23/04/2011 - 00h15

Antes China que EEUU… A China poderia ter esmagado Formosa e Tibete, e não o fez. Os EEUU sempre estão invadindo/massacrando/roubando…

Responder

    Thiago_Leal

    23/04/2011 - 08h07

    Formosa, não sei; Tibete já é muito questionável.

    Marat

    23/04/2011 - 11h30

    O tal de Dalai Lama recebe grana do Bush (a quem diz que ama – amar terrorista não é dar guarida a terroristas – segundo a "doutrina" Bush?) para desestabilizar a China…

    Lucas Cardoso

    23/04/2011 - 18h34

    Quê!? O Dalai Lama é muito anterior ao Bush. Tudo bem que os EUA ferraram e ferram com o mundo muito mais que a China, mas nem tudo é conspiração estadunidense.

    Marat

    24/04/2011 - 09h27

    Lucas, seria primário demais falar em conspirações… Falo de realidades. O Dalai Lama sempre foi visto de braços dados com o Bush (o terrorista filho), pra lá e pra cá. Ele e seus seguidores ganharam e ganham grana do Bush para desestabiliar a China. Isso sem contar com o apoio e com a manipulação do PIG internacional. Não sei se você sabe, mas o Tibete é um local que abriga um belíssimo nascedouro de água e é território chinês.
    Também não se esqueça que a política anglo-estadunidense é a tal de "dividir para governar".
    E, para finalizar, pesquise na internet a frase de Dalai Lama, onde afirma "amar (arghhhhhhhh) o Bush,,, Isso é o fim da picada: amar um terrorista-genocida!!!

Marcos de Almeida

22/04/2011 - 23h52

O Brasil deveria ter um cambio fixo igual ao chinês e não deixar flutuar e quebrar a nossa economia.Com o aumento dos juros, o governo terá apenas duas alternativas:Aumentando ainda mais o IOF e enxugando o mercado com as compras diárias de dolares.Isso é enxugar gelo, não vai adiantar muito.O Brasil tem que jogar o jogo da China, desvaloriza o real por decreto,não a curto prazo uma mudança no cenário da economia.Sem contar que os preços da gasolina e do álcool não parar de subir e o aumento dos combustíveis são uma grande parcela da infláção, que produz um efeito cascata em toda produção até chegar na parte mais fraca que somos nós consumidores, que em última instância pagaremos o "pato"

Responder

    pfelipecs

    23/04/2011 - 01h35

    O Brasil precisa de CONTROLE DE CAPITAIS para desvincular a política monetária (aumento do juros para conter a inflação; ou a diminução) do câmbio.

    Assim, com o controle de capitais, impediriamos, em algum grau, o capital especulativo (em dólar) de entrar na economia brasileira e valorizar a nossa moeda. Isso daria margem para a depreciação da moeda.

Eduardo MIranda

22/04/2011 - 23h24

(parte 2) Por continuarmos com a Petrobras e parte da Eletrobras, hoje somos uma meia-China. Pois a China é o oposto radical ao Consenso de Wahington. No primeiro, o Estado controla a Economia, e no segundo, a Economia controla (ou mata) o Estado.
À esta altura do campeonato, a melhor coisa que poderia acontecer para o Brasil, na tentativa de remediar o atraso de décadas que o PSDB nos impôs, seria reestatizar a Vale do Rio Doce (com investimento pesado em P&D), recriarmos uma companhia pública de armazenamento (para tomar o controle dos grãos de ABC, Cargill e Bungie e agora do governo chinês) e injetarmos dinheiro na Embraer para o desenvolvimento de aviões militares (sem excluir as compras imediatas e necessárias – pois ainda não temos tecnologia – de fornecedores estrangeiros, de preferência da França).

Responder

    Pedro Luiz Paredes

    23/04/2011 - 06h38

    Show de bola Eduardo. E o pior é que tem caça de 5° geração saindo do forno na Rússia mais confiáveis que os franceses; já os norte americanos são vinculados aos seus próprios radares por seus próprios satélites, não duvido que brinquem de aeromodelismo com nosso pilotos, rsrs Os suíços tem a mesma tecnologia(norte americana). Essa questão é política e a escolha não sai antes da reeleição de Obama. Vamos puxar o tapete dessa indústria armamentista sanguinária.

    Marcos C.Campos

    23/04/2011 - 22h21

    Também gostei !!! Mas a Dilma e o Lula teriam peito para encarar ? Dificil.

Eduardo Miranda

22/04/2011 - 23h23

(parte 1) O que eu vou dizer tem uma dose muito grande de achismo. Mas vendo a história brasileira dos últimos 20 anos, e a da China neste mesmo período, descontada a democracia que temos aqui e não existe lá, chego à conclusão de que a Era FHC e o Consenso de Washington nos tirou a possibilidade de nos tornarmos uma quase "China" do ocidente, com o benefício da qualidade de vida e democracia.
Explico: para que isso acontecesse, bastava que o PSDB não houvesse privatizado a Vale do Rio Doce (porque usar o nome somente como Vale foi estratégia do Agnelli), algumas siderúrgicas, como Usiminas e CSN (acho que essas foram o Itamar) e a Embratel.
Uma gestão semelhante à que foi feita com a Petrobras no governo Lula, aliando tecnologia ao interesse nacional, certamente fariam destas ex-estatais, grandes players mundiais, e com desenvolvimento de novas tecnologia.

Responder

FrancoAtirador

22/04/2011 - 23h17

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Brasil acusa EUA por crise na OMC

AE – Agencia Estado

GENEBRA – O Itamaraty acusa os Estados Unidos de serem responsáveis pela crise na Organização Mundial do Comércio (OMC) por exigir a total abertura dos mercados do Brasil, da China e da Índia no setor industrial. O governo brasileiro indica que, pela primeira vez, já se pensa em alternativas à negociação lançada há uma década.

Na prática, a busca por um Plano B é abandonar o ambicioso projeto da Rodada Doha e salvar pelo menos a credibilidade da OMC. Uma das ideias que circula em Genebra seria optar, por enquanto, por fechar tratados menores em setores onde exista algum tipo de entendimento.

Para os países emergentes, o que os Estados Unidos pedem hoje não condiz com a realidade.
Para fazer concessões no setor agrícola, os americanos estariam exigindo uma abertura profunda das economias de Brasil, China e Índia na área industrial.

Só no caso do Brasil, por exemplo, o governo americano exige o fim de tarifas de importação para um terço dos produtos – 3,2 mil linhas tarifárias.

China, Índia e Brasil chegaram à conclusão de que não há como continuar negociando com a Casa Branca nessas condições.
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Responder

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 03h26

    É hora de uma nova geopolítica estratégica de tipo Brasil-China-Índia.

luiz pinheiro

22/04/2011 - 21h55

Não há dúvida de que precisamos produzir mais aço e vender menos minério de ferro. Felizmente, as recentes mudanças na Vale vão nessa direção. Precisamos também produzir mais energia. Belo Monte é vital, fica perto de Carajás, lá pode surgir um pólo siderúrgico importante.

Responder

Archibaldo S Braga

22/04/2011 - 21h09

Não entro nessaé briga de cachorro grande, sou só um güaipeca leiterinho!!! Braga

Responder

    Marcos C.Campos

    23/04/2011 - 22h26

    Coragem, Braga. Nem tudo está perdido. Colombo quando se lançou aos mares achava que ia chegar nas Indias.

FrancoAtirador

22/04/2011 - 20h59

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A China é o único país capaz de quebrar a hegemonia dos EUA no mundo.

Aliás, não falta muito para que isto ocorra.

Basta o dólar deixar de ser moeda-referência das transações internacionais.

Portanto, para o Brasil, é melhor se associar com a China, no BRICS,

do que se submeter aos interesses predadores dos EUA.
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Responder

    Mário SF Alves

    22/04/2011 - 23h28

    Hora de comprar ouro, meu caro!

    FrancoAtirador

    23/04/2011 - 02h49

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    E, mais do que nunca, negociar em moeda local:
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    Brics querem investimentos mútuos em moeda local

    Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países que compõem o grupo dos Brics, anunciaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um sistema cruzado de concessão de crédito mútuo para investimentores diretos em moeda local.

    Entre os planos de ação, previstos pelo comunicado conjunto, está uma maior cooperação entre os bancos de desenvolvimento de cada país para fomentar investimentos.

    Dessa cooperação, já surgiu uma proposta, acatada pelos cinco países, de desenvolver um mecanismo de concessão de crédito cruzado em moeda local.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/

    FrancoAtirador

    23/04/2011 - 22h59

    .
    .
    E de negociar em moeda local.
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    Marat

    23/04/2011 - 11h32

    O dia em que o Império do IV Reich ruir, o mundo viverá ou sem guerras, ou com muito poucas. Serão momentos de paz e civilidade!

    Felipe

    25/04/2011 - 12h59

    O "Império do IV Império"? Vocês esquerdistas deveriam fazer as pazes com os livros.

Gilmar Bueno

22/04/2011 - 20h42

O Gustavao Pamplona matou à pau no seu comentário sobre esse tópico.O verdadeiro cacife nessa agitada geopolítica/mundial chama-se…Armas nucleares.E isso que comecei à achar de tempos pra cá,devido a certas incógnitas nesse tabuleiro de interesses geopolíticos.

Responder

    Mário SF Alves

    22/04/2011 - 23h30

    E a China pode ser o grande escudo. Basta que seus interesses sejam agredidos.

    FrancoAtirador

    24/04/2011 - 02h13

    .
    .
    Em relação ao Oriente Médio, com certeza.

    No momento em que um país árabe (ou persa), não alinhado, possuir a bomba,

    bye, bye; solon; very well or simply:

    Adiós, Gran Satan !
    .
    .

Fabian

22/04/2011 - 20h12

Nosso problema é nossa grande desigualdade social. Compare um estado como Acre com outro como São Paulo e verá que temos uma economia totalmente desequibilibrada. Dessa forma, não chegaremos ao primeiro mundo nunca. Enquanto não equacionarmos nossas desigualdades nossa economia sempre sofrerá…

Responder

    Eduardo Guimarães

    23/04/2011 - 00h48

    assino embaixo

Regina Braga

22/04/2011 - 17h20

Parece que o Cerra, escreveu um texto muito próximo, as preocupações do Edú…

Responder

    Lucas Cardoso

    22/04/2011 - 19h48

    Até relógio parado acerta uma ou duas vezes por dia. Já o Edu vem acertando faz tempo.

waleria

22/04/2011 - 17h17

Caro Eduardo

A China [é para ser copiada, não criticada.

Responder

    Fabio_Passos

    22/04/2011 - 17h46

    Exatamente.

    Luana Luna

    22/04/2011 - 20h30

    É ilusão imaginar que a China irá mudar sua política econômica, se o país é agroexportar, industrialize-se nesta área e equilibre as exportações metade in natura, metade e valor agregado. Se não encontrar nichos, criatividade qualquer concorrente engole.

    Todos estão vendo as necessidades da China em commodities mineirais e softs, exportam para ela como matéria prima por ganância e ignorância. Este é o problema. Ora, se tenho soja e minha soja é comprado, por que não controle da plantação à produção? Este é o problema.

    Fabio_Passos

    23/04/2011 - 00h02

    A grande diferença é que a China tem um projeto nacionalista de desenvolvimento.

    Nós não temos. Esperamos que uma "mão-invisível" nos desenvolva…

    Maisa Pardo

    23/04/2011 - 06h43

    Como assim não temos um projeto nacionalista? Talvez não tivéssemos antes, mas é inegável que um projeto começa a tomar formas. Não podemos esquecer nossa longa história de dominação e colonização que só agora começamos a superar. Mas é isso, é só um começo. Uma grande diferença entre o Brasil e a China é que aqui se faz debate político abertamente, e se faz (e quero acreditar) e se fará cada vez mais, graças à internet. E essa é uma enorme diferença. Se pensarmos na inclusão massiva que ocorreu nos últimos anos, não só economicamente, mas também na educação, na cultura, e em muitos outros setores; é de se esperar que nos próximos anos vejamos o florescer de uma sociedade brasileira bastante diferente. É evidente que temos que ficar atentos e continuar o debate, mas negar que estejamos construindo, sim, um projeto de desenvolvimento tupiniquim me parece um pouco absurdo. Temos de nos preocupar e pensar em nosso pós-colonialismo, e acho que a multidão dos ex-excluídos que começa a se incluir vai dar uma forcinha nisso.

    waleria

    23/04/2011 - 11h06

    Maisa

    O mundo hoje é muito rapido.
    Ou caminhamos com decisões rapidas e certeiras na economia num projeto nacional bem elaborado, ou ficaremos para trás entre os BRICS.

    E precisamos acabar com o Bolsa Banqueiro alimantado pelo nosso BC.

    Agora não é uma questão de começar – é uma questão de fluir e acelerar.

    Maisa Pardo

    23/04/2011 - 18h35

    Desculpe waléria,
    mas trata-se ou não de construir um projeto nacionalista e que desenvolva um país melhor para os brasileiros? se é assim, evidente que trata-se de começar, sem começar como é que se pode construir um mercado interno sólido que não esteja exclusivamente à mercê da especulação externa? Ou não vivemos a era da especulação?? Quanto ao acelerar sem dúvida nenhuma estamos num processo acelerado, pois mesmo este 'começo' que vivemos tem acontecido de maneira extremamente rápida. E mais ainda, será que podemos parar pra pensar porque diabos é que o mundo, de repente, se tornou assim tão rápido? Ou ele está tão rápido que não temos mais tempo pra isso?? O mundo vai acabar ficando tão grande que vai ficar pequeno demais.

    Fabio_Passos

    23/04/2011 - 23h32

    Maisa,
    A passividade do Brasil diante das perdas causadas pelo parasitismo rentista é injustificável.
    É uma prova de que ainda não construimos um projeto nacional de desenvolvimento.

    Somos mais subdesenvolvidos hoje do que eramos no final da década de 80.
    As taxas médias de crescimento dos últimos 8 anos, melhores do que durante a terra arrasada do governo joaquim silvério dos reis, são ainda insuficientes para reduzir nosso grau de subdesenvolvimento.

    O Brasil tem capacidade para crescer a taxas maísculas de 10%aa como a China, mas não alcançamos nem a metade.
    Em um dos países mais injustos do mundo, qualquer conquista social é expressiva. Só que a taxa em que ocorrem estas mudanças é insuficiente para construir uma nação desenvolvida e justa.

    waleria

    24/04/2011 - 10h22

    Maisa. Lula há oito anos já começou.

    Começar já começamos.
    Precisamos aprimorar, corrigir, deslanchar. Acelerar sem medo, porque os outros BRICS já caminharam mais que nós.

    Logo serão os CRISB – China na frente, Russia e India logo atrás, africa do Sul e Brasil na rabeira. Um fornece diamantes e o outro alimentos e minerio de ferro.

    O que hoje impede nossa velocidade?
    O CAMBIO, NOSSO VACUO EM POLITICA CAMBIAL.

    Precisamos usar o know how da China em politica cambial e atrelar o real a uma cesta de moedas e flutuar com ela – como faz a China! Em patamares QUE NOS CONVEEM!

    Isso hoje é acelerar. Se ficar como está o vácuo cambial "de mercado", ficaremos na rabeira.

    waleria

    24/04/2011 - 12h43

    Maisa digo mais.

    Num momento de definições, como este, um momento em que a história se bifurca potencialmente, não podemos agir como meninos mimados que reclamam da China porque ela foi mais esperta.

    A China é esperta!
    Temos que ser espertos também!
    Nacionalistas e espertos, vendo os interesses do povo brasileiro.

    Agora é o momento – não de chorar e reclamar que o outro é mais esperto – mas de competir e ser mais rapido e mais esperto que ele!

    Para assumir posições.

    Muito do que Lula assumia era por pura esperteza – para assegurar ao Brasil sua posição internacional.

    E ele estava certo.

    Precisamos agora SER ESPERTOS NA POLITICA CAMBIAL, como nos mostram os chineses. Vamos competir com eles na esperteza! Nisso podemos ganhar.

    Ou pelo menos não ficar para trás!

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 19h18

    É isso o que a gente precisa. Valorosa a observação de vocês duas.

    waleria

    23/04/2011 - 07h15

    A China tem projeto, nós não temos.

    E o projeto da China é pros chineses.
    Nós não temos um projeto Brasil para os brasileiros.

    Nossas ações são pontuais, descoordenadas.

    Mas pelo menos NA ECONOMIA, NO CAMBIO – poderíamos com simplicidade, copiar o modelo chinês.

    E com o tempo, quem sabe, com uma economia equilibrada E EFICIENTE, crescer nos niveis chineses. Crescendo em iniciativa, cultura, distribuição.

    Não só para engordar os rentistas do Bolsa Banqueiro.

    Pedro Luiz Paredes

    23/04/2011 - 01h51

    Esse ponto é de doer. A grande justificativa é que não tem para que levar infraestrutura para um interior agrário posto que não há dinheiro circulando. Não justificaria trem bala no mato grosso e outros estados, belas rodovias, pontes, etc… O que o PT esta fazendo é levar algumas coisas como casa, luz, banda larga, depois vem o resto. Mas acho também que poderíamos criar centros de excelência em manufaturados em várias partes do país, e isso não acontece em função da citada ganância, que só leva o capital onde é extremamente lucrativo. Espero que não fiquemos tão presos a isso quando aprovarmos o financiamento público de campanha. Vai ter muito mais dinheiro público livre para concluir projetos e consequentemente atrairemos empresas privadas para as áreas mais urbanizadas onde da pé para eles, e assim expandindo o desenvolvimento para o resto do país…. quem sabe até o Acre com a maior integração comercial sul americana.

    Pedro Luiz Paredes

    22/04/2011 - 19h48

    Justamente. Não adianta descer o "pal" na China.
    A China vai se ferrar o dia que não conseguir mais controlar as ambições da população e isso vai ficar por conta da internet.
    Já temos o monopólio do petróleo, estamos retomando a vale, temos bancos públicos que atuam com empresa privada e que estão se expandindo e salvando um pouco do crédito que sempre falta depois da crise, temos outros países da america latina que estão no mesmo caminho.
    É o que a China faz, ela não tenta impor sua cultura e sua forma de governar a outros países. Cresce pensando nela e faz o verdadeiro capitalismo.
    Eu negocio com Chineses e posso dizer que eles não estão nem aí pra nada que não seja dinheiro. Você pode ofender a família inteira, cuspir na cara deles, e mesmo assim, o dia que quiser comprar ou fazer uma parceria, se for lucrativa, eles vão fazer sem o menor pudor, sem vaidade e sem revanchismo.

    Filipe Rodrigues

    22/04/2011 - 22h18

    Não podemos copiar um modelo econômico movido por salários baixos e um modelo político autoritário e repressor, isso sem falar da política de natalidade do filho único.
    A China não possui universidades públicas, a educação básica deles apesar de ter ótimos indicadores nas avaliações internacionais, não se iludam pois é muito espartana. O nosso SUS é um sonho distante para a grande maioria dos chineses, apesar da descrença de nossa mídia nativa, o sistema de saúde brasileiro funciona na média melhor do que é divulgado na imprensa, claro que não é perfeito (antes de alguém me perguntar em que país eu vivo).
    Em relação a macroeconomia (câmbio, política industrial), aí sim a China está em melhor situação que o Brasil.

    Fabio_Passos

    23/04/2011 - 00h04

    A China tem um projeto de desenvolvimento nacionalista.
    Nós temos um projeto de subdesenvolvimento entreguista.

    Devemos copiar este exemplo da China.

marcio gaúcho

22/04/2011 - 17h14

Como disse a Suplici: relaxa e goza!

Responder

SILOÉ

22/04/2011 - 17h06

Foi a ganâcia "pessoal" de Agnelli , que incentivou a criação de mais um parque industrial de minério de ferro, na China.se lixando para o Brasil.
Devemos essa situação também ao FHC e Serra com esta privatização fraudulenta e desnecessária.
Por esse motivo entre outros tão grave quanto, o governo junto com os fundos de pensões das estatais e o Bradesco, mesmo com o PIG e oposição contra, Agnelli foi demitido.
Agora, o mais rápido possível, embora tardiàmente por imposição do governo a Vale vai construir em Minas, um parque industrial para exportação do aço.
Também o governo está fortalecendo o Mercosul para que as comercializações dos países da América Latina sejam feitas em moedas locais como já acontece com a Argentina.
Além de taxar com juros mais altos e aumentar o prazo de permanênca do capital especulativo, em sua mais recente viagem a China, o governo e seus empresários fizeram negociações mais produtivas para o Brasil que implicam em transferência de tecnologia e criação de empresas aqui, gerando mais empregos.
Fora outras medidas que estão sendo tomadas para conter a inflação e segurar a valorização da moeda, nesse contexto de crises e guerras espalhadas pelo mundo, o Brasil na medida do possível até agora está se saindo muito bem.
Política também é feita de paciência.

Responder

    FrancoAtirador

    22/04/2011 - 22h22

    .
    .
    NEGÓCIOS DA CHINA: BRASIL EXPORTA FERRO E IMPORTA TRILHO

    Em 2010, Brasil — leia-se, a Vale — vendeu cerca de US$ 28 bi em minério de ferro bruto, fundamentalmente para a China, a um valor médio de US$ 130 a tonelada.

    Em compensação, o país acaba de lançar um edital internacional para adquirir — fundamentalmente da China e leste europeu — 244,6 mil toneladas de trilhos, ao preço médio de US$ 864 a tonelada — quase sete vezes o valor do minério bruto embarcado.

    A fabricação própria viabiliza-se, segundo os especialistas, a partir de uma demanda de 500 mil toneladas de trilhos/ ano. O Brasil chegou a 496 mil toneladas em 2010 . Mas é só o começo.

    O país mobiliza o maior investimento ferroviário dos últimos 40 anos, com expansão prevista de 20 mil kms de malha até 2025, conforme o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT).
    Projetos já em andamento, incluídos no PAC 2, somam mais 3.757 km até 2014.

    A montagem de uma fábrica de trilhos requer investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão.

    Em 1996, um ano antes de privatizar a Vale do Rio Doce , o governo Fernando Henrique Cardoso desativou também o laminador de produção de trilhos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
    Fez barba e bigode: entregou o minério bruto e inviabilizou a agregação de valor local.
    A Vale foi privatizada por R$ 3,3 bilhões, em 1997.
    Atualizado, o valor corresponde ao lucro líquido da empresa obtida apenas em um trimestre (o 3º) de 2010.

    O lucro seria mais que suficiente para implantar uma fábrica de trilhos, algo que a empresa, dirigida pelo tucano Roger Agnelli, desde 2001, jamais cogitou.

    (Carta Maior, com dados do Valor e do Ministério dos Transportes)
    .
    .

    Mário SF Alves

    22/04/2011 - 23h40

    Graaaaaaande, Franco! Segura que é nessa que o Brasil e seu povo se acertam (sem o upa! upa! cavalinho & Cia,óbvio). E, na pior das hipóteses, você já acertou.
    Sobre o "upa! upa! cavalinho", siga o artigo do Frei Betto, no link:

Mário Salerno

22/04/2011 - 16h29

O Eduardo Guimarães está erradíssimo em um aspecto: essa situação NÃO é sustentável. E não é pois apesar de estarmos confortáveis em termos de reservas estas não garantem que um atque especulativo gere uma crise. Uma crise de balanço da pagamentos é absolutamente previsível e, caso ela se torne realidade, suas consequências seriam: 1) um "overshooting" da taxa de câmbio; ou seja, uma maxidesvalorização da moeda; 2) um aumento substancial da taxa de inflação.

É uma irresponsabilidade o país se submeter aos interesses do sistema financeiro e sustentar essa política cambial. Sem uma política consequente de controle de capitais eu não duvido nem um momento de que uma crise virá em médio prazo.

Responder

    Pedro Luiz Paredes

    22/04/2011 - 19h32

    Eu concordo.
    Até porque as reservas são justamente em dólares e em títulos de uma economia que esta perdendo credibilidade cada vez mais e tem justamente nas reservas de outros países sua liquidez. Se é que podemos falar em liquidez com o tamanho da dívida que os EUA acumulam hoje e nós ajudamos a bancar.
    Lutamos internacionalmente junto com outras nações e os brics para "desdolarizar" o sistema financeiro mundial; ou seja, estamos lutando para desvalorizar nossas próprias reservas acumuladas com suor dos brasileiros, ainda, não investimos o suficiente no país, e só para depois ficarmos de mãos abanando, rsrsrs.
    …Isso só para a TV não falar em comunismo e um monte de médico, advogado e engenheiro, dentre outros, ficarem repetindo.
    Viva o Brasil!!!
    A verdade é que nem os EUA vai se safar dessa. Ele esta muito mais na mão da iniciativa privada do que nós. Basta analisar o sistema político para ver quem manda lá.
    A verdadeira briga aqui é entre a população e suas entidades representativas versus iniciativa privada: e isso é óbvio para qualquer análise politicamente imparcial que exista.
    Não vivemos em um sistema capitalista, vivemos em um sistema de natureza feudal com mecanismos neoliberalistas.

alexandre

22/04/2011 - 16h22

meus amigos, o que nunca foi falado sobre a china por todos os comentaristas economicos
que tentam decifrar esta geringonça é que a china como economia comunista, despreza o mais
importante fator na produçao de qualquer bem em qualquer setor; O PREÇO DE CUSTO,
ao não olhar para isto ela se torna imbativel na concorrencia com qualquer um que faça conta do
custo. mas isto tem um custo ,e mesma intupida de dolares uma hora a coisa explode e a china
vai por agua abaixo. ha uma estoria de uma fazenda coletiva na russia no tempo de crusche, que era
como a china hoje , tirava leite de pedra , tinha produtividade altissima, depois esta fazenda explodiu
as falcatruas do diretor apareceram , era tudo mentira e seu diretor foi para o gulag.
com a china sera o mesmo, mas nao quero esperar para ver.

Responder

Pedro Luiz Paredes

22/04/2011 - 15h39

Comecei a ler e tenho a sensação de que já ouvi essa estória antes. Portanto nenhuma novidade posto que me atraí pelo título… mas o título não tem nada haver com o texto.
Um dos efeitos da crise econômica foi justamente estrangular o crédito para que os países que tem no Estado um forte indutor da economia, não tenham capacidade de se desenvolver sem se render para o capital especulativo, abrindo assim portas para privatizações e desregulações.
Quem causou isso foram empresas de capital aberto atuantes no mercado financeiro, defendendo sua maior fonte de renda. A única forma que países como o Brasil tem de se auto financiar com recursos próprios, como títulos e bancos estatais estão estranguladas dependendo da recuperação dos mercados mais atrativos até antes da crise.
A China soube se defender disso com o câmbio e vai aguentar o tranco por mais tempo, longe de ser culpada.
Voltando aos culpados, quanto às instituições de capital aberto que atuam no mercado financeiro, elas tem nos EUA seu principal apoio, por dominarem o sistema de governo defasado politicamente e antidemocrático daquele país. A União Europeia ajuda um pouco também, por enquanto.
Então se não haver calote coletivo aos bancos vamos continuar a depender deles e da recuperação deles para ganhar dinheiro, isso nessa e nas próximas crises.
Por isso digo para darmos as mãos para a China e fechar as portas de entrada, isso se não houver o calote, pois caso contrário não teremos dinheiro para nos desenvolver e quebrar os gargalos da infra-estrutura.
A importância geopolítica de uma forte parceria com a China, mesmo que aparentemente desvantajosa no começo é que vai permitir uma equiparação de competitividade a médio e longo prazo.
O PT ainda esta insistindo em comer pelas beiradas. Mas isso só dá certo com o que não é prioridade como nas relações com os EUA e a União Europeia. Já no caso da prioridade, que se chama China, deveríamos ser mais solícitos. Não precisamos constitucionalizar a quebra de certas barreiras, mas a institucionalização, mesmo que por uma única década, traria muitos benefícios para o Brasil e daria uma banana para o sistema financeiro tradicional. Nesse caso eles teriam que alcançar seus objetivos de outra forma.

Responder

Allen

22/04/2011 - 14h47

Olá, li e acredito que isso seja só o começo! O capitalismo é por sí só um paradoxo, e o (pseudo)comunismo chinês é o fruto do próprio capitalismo pós II Guerra! Entenda que a China é uma grande coorporação, se não a maior do mundo. Numa empresa não existe "democracia" e "liberdades" existem o chefe/dono e o escopo da mesma. O chefe é quem manda e o objetivo da mesma é garimpar dinheiro pro chefe. O mesmo acontece com a China e isso a transforma em um "empresa" imbatível no mundo, e pior pq não tem como objetivo só garimpar o dinheiro, que no fundo tb é um parodoxo, ma sim se tornar o centro do mundo como potência/influência. O que ocorre no nivel mundial com a China é que ela tem o controle sobre o cambio e sobre a produção/mão-de-obra interna e por isso FAZ uma estratégia de JOGADOR DOMINANTE sobre os outros países, e sabe como? A China é tão coesa que dentro dela mesma o sistema é outro, é tecnicamente a não concorrência, mas além disso ela detém o controle do trabalho e da produção mundial indiretamente pela matemática economica e com isso se torna um Oligopólio. Por isso meus queridos agora quem começa a dar as cartas é a CHINA e não pára por aí não. Atente-se porque nenhum país do mundo conseguirà aplicar uma regra "antitrust" justamente pq em Direito Internacional o mundo é Anarquista. Só espero que isso não produza efeitos perigosos como guerras mas acho que é inevitável.

Não podemos chorar as pintangas com as crises que estão ocorrendo, a base de todas elas é a maximização de lucros e "mão divina" do mercado junto com a lei do laissez faire. A china entendeu o jogo, deu o chapéu nos EUA e agora é ela que dá as cartas do Jogo já que todos cairam no buraco negro chamado "MINIMIZAÇÃO DOS CUSTOS"!!!!!

Responder

    Mário SF Alves

    22/04/2011 - 22h27

    Gostei do que li. Não sei quais são as suas referências – e gostaria de conhece-las -, e o que me animou foi a inovação do enfoque.
    Acredito que seja hora de pensarmos seriamente na possibilidade de uma estratégia Brasil-China. E vejo aí muito mais do que simples interesse comercial.
    Att.,
    Mário.

Gustavo Pamplona

22/04/2011 - 14h27

Explicando tudo com uma frase…

"Simples, eles tem bombas atômcas, por isto impôem ao mundo o que eles querem, se não fosse por causa disto os EUA já teriam bombardeado já faz tempo. "

Detalhe: O Brasil só vai entrar no CS da ONU o dia em que desenvolver uma.

Responder

    Marco Antonio

    22/04/2011 - 16h59

    Pelo que está escrito, vc é um defensor ferrenho dos americanos. Eles tem bombas atômicas, então são superiores. Vc está no blog errado cara. Tu deveria ir para o Iraque, Paquistão, um desses países em que os americanos estão. Tú é muito bundão, babaca, escroto.

Giovanni

22/04/2011 - 14h15

Acho que o único desgraçado neste país que não vê um centavo do tal "salário cada vez mais valorizado" sou eu!

Já não tenho mais o que cortar, mas o mês insiste em durar mais que meu dinheiro.

Alguém poderia me ensinar a fórmula do amor, por favor?

Responder

    Gerson Carneiro

    22/04/2011 - 16h14

    Fórmula do amor:

    "China está f… o mundo com aquele sorrisinho amarelo – sem conotação racista, por favor – de quem, a cada pancada, dá um beijinho."

    Dói, tapinha não doi – só um tapinha!

    Marco Antonio

    22/04/2011 - 16h54

    Troca de mulher.

Fabio_Passos

22/04/2011 - 13h55

Na verdade é o Brasil quem está f… com seu próprio futuro.
A perda de competitividade da economia brasileira causada pelo real hipervalorizado é uma tragédia.
O subdesenvolvimento brasileiro se agrava.

O capital vagabundo goza privilégios descabidos no Brasil… isto só vai mudar quando a sociedade deixar de aceitar com passividade a roubalheira rentista.

Responder

    luiz pinheiro

    22/04/2011 - 22h04

    Não é verdade que "o subdesenvolvimento brasileiro se agrava".
    Absoluta cegueira dizer isso.
    Nos ultimos anos tivemos uma expansão extraordinária do mercado interno, do poder aquisitivo, do emprego, da massa salarial, da renda per capita, etc e etc.
    Estamos reduzindo a miséria e vencendo o subdesenvolvimento.
    Agora, é verdade que o câmbio prejudica a competitividade da indústria.
    É um problema sério que requer uma política econômica com sintonia fina, porque também não queremos o recrudescimento da inflação.

    Fabio_Passos

    22/04/2011 - 23h25

    Esta percepção de que nosso subdesenvolvimento se agravou nos últimos 30 anos é do Samuel Pinheiro Guimarães.

    De fato, a nossa distância em renda per capita dos estadunidenses é maior hoje do que na década de 80.

    "Samuel Pinheiro Guimarães: Crescer a 7%" http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/samuel-pi

    Veja nos pontos 12 e 13

    luiz pinheiro

    23/04/2011 - 22h02

    Nos, ultimos trinta anos, ele disse.
    Não nos ultimos oito anos, período no qual esse nosso brilhante diplomata, estrategista do desenvolvimento soberano, ajudou o presidente Lula a governar o Brasil.

    luiz pinheiro

    23/04/2011 - 22h06

    No final de 2002, quando Lula assumiu, o PIB do Brasil estava em torno de US 550 bi, e a renda per capita em US 3 mil. Hoje, o PIB está em US 2,1 tri (quase quatro vezes mais), e a renda per capita proxima de US 11 mil.
    Nem a China chegou perto desse desempenho.

    Fabio_Passos

    24/04/2011 - 00h27

    Luiz,
    Cuidado porque quando você mede em dolares você contabiliza a hipervalorização do real.
    O Brasil não produz 4 x mais riqueza do que em 2002 embora em dolar seja assim contabilizado.
    Nossa renda é em reais. Nossa renda não quadruplicou desde 2002.

    No governo Lula tivemos taxas de crescimento superiores a do governo joaquim silvério dos reis, mas a questão fundamental que alerta o Samuel Pinheiro Guimarães é que crescer a taxas desta ordem – 3,4%aa – é ainda insuficiente para reduzir nosso nível de subdesenvolvimento em relação aos eua.

    Precisamos crescer a taxas mais significativas – 7%aa no mínimo – para nos aproximar das nações superdesenvolvidas.
    E não é esse o caminho que seguimos no início do governo Dilma.

    luiz pinheiro

    24/04/2011 - 02h28

    É claro que a valorização do real está embutida.
    Ou voce acha que seria possível expandir o mercado interno como fizemos nos ultimos anos sem valorizar o real?
    Nossa renda é em reais e quadruplicou porque o PIB cresceu e o real se valorizou. É um fato objetivo, não é artifício contábil. A valorização da moeda tem esse efeito. Se por um lado ela prejudica a competitividade da industria nativa, por outro ela eleva o poder de compra da população..
    Traidores da pátria não faltaram em nossa história, mas não é o caso do Lula, nem da Dilma.
    O Samuel defende crescer 7% ao ano para o Brasil se equiparar aos Estados Unidos em cerca de 20 ou 30 anos, não me lembro bem.
    Não é para vencer o subdesenvolvimento. Isso nós já estamos vencendo.
    Mas nem sempre a gente pode crescer o que quer. Para ser sustentável, o crescimento exige estabilidade macroeconômica.

    Fabio_Passos

    24/04/2011 - 12h40

    Luiz,
    Pelo contrário. A hipervalorização do real não contribui para o aumento do mercado interno. A hipervalorização do real apenas sangra o Brasil. Importamos produtos e componentes substituindo a produção local, as transferências de lucros das transnacionais para o exterior aumentam e os ganhos do capital vagabundo com a especulação tornam-se astronômicos.
    Aumentamos a produção de riqueza a taxas modestas de apenas 3,4%aa.

    Veja o exemplo da China. Mantém a moeda desvalorizada e produz 10% mais riqueza a cada ano pela expansão gigantesca de seu mercado interno. É por isso que a China já é a segunda maior economia do planeta… e o Brasil continua marcando passo.

    luiz pinheiro

    24/04/2011 - 20h05

    Fábio,
    É impressionte como voce – e muita gente na esquerda – não reconhece que a valorização do real é um processo paralelo ao fortalecimento da economia, do mercado interno, do mercado de trabalho, dos salários, do poder aquisitivo da população, etc. O real se valoriza porque o país supera seus gargalos estruturais, a começar pela dívida externa, e torna-se uma economia cada vez mais promissora e capaz de investir.
    Esse processo começou com a superação da vulnerabilidade externa, com o acúmulo de reservas cambiais, com a superação da inadimplência nacional, com a dispensa do FMI.
    O crescimento do mercado interno brasileiro nos últimos anos não tem nada de modesto. Ele supera inclusive o chinês, cresceu até em 2009, ano em que a crise derrubou os PIBs em todo o mundo. Nosso PIB caiu 0,5%, mas nosso consumo interno expandiu-se, se não me angano, em quase 4%. Antes da crise, nosso mercado internio vinha crescendo 11% ao ano. Após a crise, nosso mercado interno voltou a crescer perto de 10%. Nosso PIB só não cresceu acima de 7,5% no ano passado porque as exportações cresceram abaixo disso.

    luiz pinheiro

    24/04/2011 - 20h05

    (continuação)
    É importante observar que, como contrapeso da perda de competitividade externa, a indústria nacional agora pode contar com um mercado interno bem maior. Já não somos mais uma economia voltada exclusivamente para a exportação. Nossa população tornou-se consumidora.
    É por tudo isso que o real se valoriza, além dos juros altos – que são de fato um problema muito grave, um mecanismo extremamente perverso, ainda mais num país que tem tantas demandas sociais e econômicas represadas há muito tempo. Precisamos baixar os juros, mas sem perder o controle dea inflação.
    Acabo de ler o Noam Chomsky em entrevista aos Caros Amigos:
    "O Brasil finalmente ergueu-se como um poder econômico".
    É uma visão diametralmente oposta á sua, Fábio, de que "o nosso subdesenvolvimento se agrava".

    Fabio_Passos

    24/04/2011 - 21h22

    Luiz,
    A hipervalorização do real é fruto da passividade do governo diante da especulação. É uma irresponsabilidade porque desindustrializa o país.

    Chomsky refere-se aos avanços do governo Lula, principalmente o segundo:
    – Aumento da participação do trabalho na repartição do PIB
    – A volta dos investimentos do Estado em infra-estrutura e resgate social (PAC e PAC 2 por ex)
    – Medidas expansionistas tomadas durante a crise que impediram uma recessão profunda.

    A hipervalorização do real e os juros exorbitantes são problemas que nos deixam de joelhos diante das oligarquias financeiras. É a financeirização da economia tão criticada por Chomsky.

    O Brasil ergueu-se. Agora precisamos decidir se começamos a andar, ou quem sabe até correr como faz a China… ou se caimos e nos esborrachamos novamente como aconteceu com Grécia, México, Portugal.

    O real hipervalorizado é tombo na certa.

    luiz pinheiro

    25/04/2011 - 17h07

    Fábio,
    Nenhum governo "passivo diante da especulação" consegue promover a inclusão social que o governo Lula promoveu.
    Voce só vê um lado da moeda, não vê o conjunto da obra. Parece, na sua visão, que o Lula ficou oito anos atendendo às demandas dos banqueiros.
    A coisa é mais complicada, o buraco é mais embaixo.
    A força dos banqueiros está no fato de que eles são os intermediários do dinheiro. Pessoas físicas ou jurídicas, todas elas tem lá nos bancos seus depósitos e investimentos, inclusive, e principalmente, na dívida pública.
    O que Lula e Dilma procuram, com sua politica macoeconomica, é recuperar a economia do pântano no qual FHC a afundou, é fazê-la funcionar da melhor forma possível, melhorando objetivamente a vida de todos os brasileiros.
    Para tal, é fundamental conter a inflação.

    Fabio_Passos

    26/04/2011 - 21h35

    Luiz,
    Não tenha dúvida que reconheço o avanço fabuloso do governo Lula.

    Hoje a disputa significativa esquerda x direita está dentro do governo. E nesta disputa tomo partido pela esquerda, que critica a falta de ações para moderar os ganhos dos especuladores.

    Atenção porque, como explica o Pochmann, a direita usa o fantasma da inflação como terrorismo para perpetuar os ganhos da "elite" financeira.

    Valdeci Elias

    25/04/2011 - 13h24

    É melhor crescer 5%, dividindo com todo mundo. Do que mais de 7 %, na mão da elite.

    Fabio_Passos

    26/04/2011 - 21h39

    Tem toda a razão.

    Mas é muito melhor crescer a 10%aa e distribuir ainda mais renda de forma maciça.

    O Brasil tem esta necessidade. E também a capacidade.

Yes we créu !!!

22/04/2011 - 13h37

De fato, eh interessante observar que o principal denominador comum dos outros quatro paises do BRICS eh que eles sao os principais fornecedores de commodities pro quinto, a China. Mais interessante ainda, eh que todos eles compram manufaturados da…. China. No entanto, o Brasil eh o unico dos quatro que possui superavit comercial com Pequim.

Responder

Filipe Rodrigues

22/04/2011 - 13h26

Está na hora de numa nova era econômica.
Não seria nada mal se o mundo daqui pra frente caminhar num onda de protecionismo "moderado".
Somente assim a China seria obrigada a abandonar sua política priorizar apenas as exportações e teria que elevar seus salários, como fez o Brasil.

Responder

Marco Antonio

22/04/2011 - 13h23

Eu entrei em 1974 no Banco do Brasil e trabalhei em alguns momentos da carreira, na área do câmbio e cacex. Sempre, durante todo o período em que trabalhei, os empresários do ramo de exportação reclamam do governo federal. Reclamam sempre, mas sempre estão numa boa. Impressionante. E já se vão 37 anos e diversos governos. Parece que o primeiro item do código do exportador, é reclamar do governo federal nas questões cambiais.

Responder

    Eduardo Guimarães

    22/04/2011 - 14h27

    Concordo com você. Se fosse meu leitor antigo, saberia que durante anos escrevi isso. O próprio Viomundo deve ter publicado alguma coisa. Pode achar no meu blog atual ou no que tinha no UOL textos em que tachei de "choradeira" o que vinha acontecendo. Desde então, porém, a situação não pára de se agravar. Não dá mais para esconder. A guerra cambial asiática (não é só a China) está f… o mundo.

    Marcos C.Campos

    22/04/2011 - 22h27

    Então porque o Brasil não usa o cambio fixo ? Se a China usa (mais ou menos fixo) …

    Eduardo Guimarães

    23/04/2011 - 00h52

    O câmbio fixo é suicídio, Marcos. Já passamos por isso entre 1994 e 1999. Não queira.

    Thiago_Leal

    23/04/2011 - 08h16

    Desculpe, mas por que a China não morre com o câmbio fixo?

    Marcos C.Campos

    23/04/2011 - 10h51

    Pois, pois, mistérios da meia-noite …

    FrancoAtirador

    23/04/2011 - 21h12

    .
    .
    Não há mistério algum.

    É PORQUE A CHINA SEMPRE FEZ REGULAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO.

    E nunca se filiou às teses do Consenso de Washington*

    que implementou o neoliberalismo no mundo, através do FMI.
    .
    .
    *Conjunto de medidas – que se compõe de dez regras básicas de desregulamentação dos mercados – formulado em novembro de 1989 por economistas de instituições financeiras situadas em Washington D.C., como o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, fundamentadas num texto do economista John Williamson, do International Institute for Economy, e que se tornou a política oficial do Fundo Monetário Internacional em 1990.

    O economista chinês, radicado nos EUA, Ha-Joon Chang, professor de Harvard, está entre os mais veementes críticos do Consenso de Washington.

    Para ele, o Consenso teria sido uma espécie de "armadilha" criada, na década de 1980, pelos países desenvolvidos de então para impedirem que os países subdesenvolvidos e, em especial, aqueles que estavam emergindo do bloco comunista, conseguissem atingir os mesmos níveis de desenvolvimento do então Primeiro Mundo.

    De acordo com Chang, o Consenso pregava práticas liberalizadoras como única forma de se contornar as crises da Década Perdida, mas tais práticas seriam o exato oposto daquelas praticadas pelos países desenvolvidos quando de seu desenvolvimento.

    Ao pregarem a extinção de barreiras alfandegárias, que deveriam ser substituídas por tarifas alfandegárias e ao pregarem o livre comércio internacional com políticas de austeridade fiscal, os países desenvolvidos planejariam manter seu status e, sobretudo, manter o status de subdesenvolvimento dos países subdesenvolvidos.

    Na prática, Chang cita como exemplo a manutenção de subsídios, por parte dos países ricos, a determinados setores de suas economias como sendo uma espécie de barreira alfandegária, já que a manutenção artificial da competitividade internacional de um determinado setor contrariaria as leis do mercado defendidas pelo Consenso de Washington.

    Nesse sentido, os países desenvolvidos estariam "chutando a escada" por onde subiram a fim de impedirem que os países subdesenvolvidos atingissem o mesmo nível de sucesso deles, sendo o Consenso de Washington sua principal arma para tal fim.
    .
    .
    Nas décadas de 1980 e 1990, os brasileiros tiveram como presidentes, na sequência:

    Sarney, Collor, Itamar e FHC (este em dose dupla).

    É POR ISTO QUE O BRASIL ESTÁ ATRASADO, EM RELAÇÃO À CHINA,

    sem falar no restante dos países que também embarcaram na canoa furada do neoliberalismo.
    .
    .

    Marcos C.Campos

    23/04/2011 - 22h14

    Até ai concordo, claro … está falando de 1980 a 1990 .. Estamos em 2011.

    Um dos fatos é que a China está se abarrotando de titulos e dolares americanos para manter sua moeda desvalorizada. Mas acho que eles, os chineses, fazem as contas: o que compensa mais? estocar dolares e titulos dos EUA e exportar trilhões (?) ou o contrário ? Pelo jeito os chineses estão no primeiro caminho.

    Mas eles, os chineses, contam com uma mega população que não cobra caro pelo sua m.d.o., certo ? Isto ajuda sua competitividade.

    Portanto a China não está ferrando o mundo , está desafiando o mundo a ser melhor que eles, ou cooperar com eles.

    FrancoAtirador

    24/04/2011 - 00h29

    .
    .
    1) Me referi às DÉCADAS DE 80 E 90, mais especificamente até 2002,

    quando acabou o império neoliberal da dinastia dos Fernandos.

    Nessas 2 décadas, seguindo as ordens do FMI,

    eles deram de presente ao setor privado todo o polo minerador e o siderúrgico,

    sem falar em outros setores estratégicos como o energético e o de telecomunicações.

    2) Historicamente, a China sempre esteve na defensiva e voltada para si mesma.

    E, até os dias de hoje, continua erguendo a sua muralha gigante,

    ainda que, agora, simbolicamente.

    Traduzindo a economia e a política para a linguagem futebolística:

    os chineses se retrancam na defesa, explorando os contra-ataques.

    3) Na verdade, quem ferrou o mundo foi a "International Community"

    liderada pelos EUA de Reagan/Bush.
    .
    .

    Mário SF Alves

    23/04/2011 - 23h24

    FrancoAtirador,
    Encontrei o "O Brasil não esquecerá: 45 escândalos que marcaram o governo FHC"; havendo tempo e estômago vale a pena recordar. As tramóias do consensowaschingtoncista está no link: http://www.consciencia.net/o-brasil-nao-esquecera
    Abs.,
    Mário

    Eduardo Guimarães

    24/04/2011 - 06h24

    Numa ditadura as coisas são mais simples. Nem por isso eu quero o mesmo regime. Lá podem tomar decisões que aqui não podemos.

    Fabio_Passos

    24/04/2011 - 22h36

    O problema não é câmbio fixo x câmbio flutuante.

    O problema é câmbio hipervalorizado.

    Mário SF Alves

    22/04/2011 - 22h39

    Ô! Edu,
    Sobre o "A guerra cambial asiática (não é só a China) está f… o mundo." não seria o caso de centrar tudo isso como consequência do cassino Waal Street, decorrência lógica a desregulamentação do sistema financeiro estadunidense.
    E mais, sei que não é o objeto do seu texto, mas não seria o caso de pensarmos a China numa perspectiva geopolítica? Algo de tipo estratégia Brasil-China. Imagine esses dois gigantes unidos em nome da rehumanização da espécie?

Eduardo Guimarães

22/04/2011 - 13h01

Só um detalhe, meus amigos: o blog, agora, é o Blog da Cidadania http://www.blogdacidadania.com.br

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