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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Dr. Rosinha: “Rua Delegado Fleury, torturador e matador”

07 de novembro de 2012 às 17h01

Contestação a nomes de ruas, avenidas e praças [2]

Dr. Rosinha, especial para o Viomundo
No dia 30 de outubro, o Viomundo publicou (e agradeço muito) o artigo Contestação a nomes de ruas, avenidas e praçasde minha autoria. O texto teve uma repercussão acima do esperado, ou pelo menos do esperado por mim. Foi um texto de “protesto”, ainda que insuficiente em todos os sentidos. Protesto ao insuficiente ensino de história em nosso país e à maioria dos parlamentares, vereadores e deputados estaduais, que dão aos logradouros públicos nomes de figuras de biografia questionável. Não esqueço que prefeitos, governadores e presidentes também nomeiam praças, ruas, avenidas, jardins, viadutos, etc.
Ao mesmo tempo que o artigo era um “protesto”, também foi escrito de maneira despretensiosa, como uma reflexão, vamos dizer, um inconformismo com relação a certas homenagens e certos homenageados.
Em certa ocasião, um amigo me contou que, caso fosse indicado para receber a homenagem de determinada Assembleia Legislativa, teria dúvidas em aceitar ou não. Citou duas razões: a qualidade dos homenageados até aquele momento e a qualidade de quem oferecia a homenagem. Nada comentei, mas alguma razão ele tinha.

Meu artigo recebeu 24 comentários, muitos deles críticos, não ao artigo em si, mas às figuras históricas que emprestam nome a certos logradouros. Como por exemplo o delegado-torturador Fleury e o ex-presidente Floriano Peixoto. Um bom número das criticas, merecidamente, foi dirigida aos homenageados “jornalista” Roberto Marinho e “jornalista” Maurício Sirotsky Sobrinho.

Também houve contribuições sobre a Guerra do Contestado.

Não sou historiador, portanto o que escrevo é de ouvir falar (a chamada “história oral”), ler e sentir. Por muitos anos houve silêncio sobre a Guerra do Contestado. Pouco se falava e pouco se escrevia. José Maria Tardin, que não é o “monge” da guerra, mas sim ex-prefeito de São João do Triunfo, Paraná, interessou-se, quando ocupou o cargo, por buscar a história do Contestado entre os remanescentes de famílias de lá que tinham migrado para seu município. Segundo conta, ninguém queria falar sobre a guerra. Os poucos que falavam se diziam com medo de serem perseguidos.

De todas as contribuições ao meu texto, comento duas. Ernani Mundstock escreveu que na Guerra do Contestado pela primeira vez o avião serviu como máquina de guerra. Sim, mas apenas para reconhecimento de terreno. Parte desta história, e deste avião, está exposta no Museu Paranaense.

Hildermes José Medeiros afirmou ser importante uma revolução cultural, a fim de “banir aqueles sem qualificação para receber qualquer homenagem em nome do povo brasileiro”. Cita ele alguns nomes da história do Brasil. Para ele, para mim e para muitos, essas figuras não merecem a homenagem, mas aqueles que a ofereceram certamente entenderam diferente. O que fazer?

Creio que, primeiro, aprofundar o conhecimento da história do nosso país é fundamental. Com isso, o tempo corrigirá as “distorções”. Coloco entre aspas porque o que é distorção histórica para mim não é para outros. Talvez o mais importante fosse, ao dar o nome ao logradouro publico, colocar uma placa informando quem foi o homenageado. Imagine na Rua Delegado Fleury uma placa explicando: “Delegado, torturador e matador”. Será que alguém iria querer morar nessa rua? Ou Coronel Moreira César, como diz o Hildermes, conhecido como “terra-treme, o corta-cabeças, que era o que fazia com muitos prisioneiros”.

Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e vice-presidente brasileiro do Parlamento do Mercosul. No twitter: @DrRosinha

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32 Comentários escrever comentário »

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Nem sempre é o que parece | Viomundo - O que você não vê na mídia

21/02/2015 - 20h22

[…] Dr. Rosinha: “Rua Delegado Fleury, torturador e matador” […]

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Francisco Couto

12/11/2012 - 11h55

Como paraibano,morador da cidade de João Pessoa há alguns anos,sinto-me profundamente triste com os nomes de alguns bairros dessa cidade. Existe um bairro inclusive cujo nome foi dado em homenagem a mãe do último ditador. E dose!!

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Uélintom

08/11/2012 - 23h29

PLEBISCITO JÁ: “Você concorda que ruas de São Paulo tenham nomes de ditadores e torturadores? Sim? Não?”.

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    Clovis Pacheco F.

    09/11/2012 - 05h57

    Em São Paulo há uma praça Alfredo Buzaid, ministro da Justiça do ditador Garrastazu Médici.

Mia Couto: Acredita-se que a periferia pode dar futebolista, cantor, mas poeta, não « Viomundo – O que você não vê na mídia

08/11/2012 - 16h21

[…] Dr. Rosinha: “Rua Delegado Fleury, torturador e matador” […]

Responder

renato

08/11/2012 - 13h53

Pinguela Privataria Tucana – Vendida!! dou-lhe uma dou-lhe duas…
Alamenda Tucana,- passe correndo.
Rua ( em construção ) – Paulo Preto
Declive Serra nº 45 moradia do então …… Me deu pena de falar!

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sebastiao

08/11/2012 - 07h49

Aqui em SBC temos:R.Paulo Freire,R.Florestan Fernandes,R.Dolores Gomes Ibarruri… Que orgulho!!!

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Gerson Carneiro

08/11/2012 - 07h03

“José Serra” cai bem para um beco sem saída.

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sandro

07/11/2012 - 23h31

Av.Roberto Marinho.

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    Rodrigo Leme

    08/11/2012 - 08h34

    Foi uma homenagem feita por Marta Suplicy. Durmam com essa.

    E já que estamos revendo – corretamente – nomes de rua mal dados a assassinos, podiam repensar a Rua Carlos Marighella tbm.

    Galo Depenado Pelo Apito Amigo

    08/11/2012 - 10h55

    Se foi ela, deveria estar chapada…relaxa e goza!

FrancoAtirador

07/11/2012 - 22h57

.
.
Homenagear Fleury é desprezar sofrimento dos torturados pela ditadura

A descoberta, no interior de São Paulo (em São Carlos), de uma rua com o nome do ex-delegado de polícia e notório torturador durante o regime militar brasileiro (1964-1985) surpreendeu o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e os defensores dos direitos humanos do país.

Em nota, o MNDH expressou seu “repúdio” à iniciativa de homenagear o homem que “comandou as torturas mais cruéis durante o regime militar”.
Para o MNDH, “homenagens como essas representam um inaceitável desprezo para com o sofrimento das milhares de vítimas de tortura no país; caracterizam um ato em desfavor da causa humanitária; ameaçam o ideal de gozo pleno e irrestrito dos direitos fundamentais por todos os brasileiros indistintamente, e, sobretudo, agridem o causa suprema dos Direitos Humanos”.

Diz a Nota de Repúdio do MNDH que “a luta pela promoção, pelo desenvolvimento e pela defesa dos Direitos Humanos impõe às entidades e militantes um estado permanente de alerta, de maneira que regimes ditatoriais como o Golpe Militar de 64 nunca mais ocorram no Brasil. Há de insurgir, portanto, contra toda e qualquer forma de homenagem prestada a torturadores”.

O Movimento também está recomendando às entidades a ele filiadas que pesquisem “se há ruas na cidade com o nome de torturadores ou de pessoas que tenham atentado contra os direitos humanos no passado”; que denunciem “na rede do MNDH a existência de tais ruas” e que organizem “ampla campanha, que terá o apoio do MNDH, para que as ruas com nome de torturadores ou de pessoas que tenha atentado contra os direitos humanos possam ser substituídas por nomes de Defensores dos Direitos Humanos, através de consulta popular no respectivo município”.

Veja, abaixo, a Nota de Repúdio e as recomendações às filiadas

N o t a d e r e p ú d i o

O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede de mais de 400 entidades em todo o Brasil, MANIFESTA profundo REPÚDIO ao fato de que o município de São Carlos/SP, prestando inescusável homenagem ao homem que comandou as torturas mais cruéis durante o regime militar, nomeou uma de suas ruas com o nome de Sérgio Fernando Paranhos Fleury.

Homenagens como essas representam um inaceitável desprezo para com o sofrimento dos milhares de vítimas de tortura no país; caracterizam um ato em desfavor da causa humanitária; ameaçam o ideal de gozo pleno e irrestrito dos direitos fundamentais por todos os brasileiros indistintamente; e, sobretudo, agridem o causa suprema dos Direitos Humanos.

A luta pela promoção, pelo desenvolvimento e pela defesa dos Direitos Humanos impõe às entidades e militantes um estado permanente de alerta, de maneira que resquícios arbitrários oriundos do regime ditatorial como o Golpe Militar de 64 não se apresentem nunca mais no Brasil. Nós do MNDH iremos sempre nos insurgir contra atos deste tipo, portanto, contra toda e qualquer forma de homenagem prestada a torturadores.

Há de se protestar, em voz alta e latente, pressionando as autoridades competentes, para que a Rua Sérgio Fleury seja renomeada, e que o novo nome possa ser de um Defensor dos Direitos Humanos, este que poderá ser escolhido através de consulta popular no município de São Carlos/SP.

Dessa forma, o Movimento Nacional de Direitos Humanos vem a público manifestar seu repúdio ao fato de que há no município de São Carlos/SP uma rua nomeada com o nome de Sérgio Fernando Paranhos Fleury; e conclamar as entidades filiadas a unirem esforços para garantir que à referida rua seja dado o nome de algum Defensor dos Direitos Humanos, a ser publicamente escolhido.

Providências

Em face do caso de São Carlos (ver Nota de Repúdio), o MNDH recomenda que as entidades filiadas tomem as seguintes providências:

Providências

Pesquisar se há ruas e prédios públicos em sua cidade com o nome de torturadores ou de pessoas que tenham atentado contra os direitos humanos no passado;
Denunciar na rede do MNDH a existência de tais ruas e prédios públicos;
Organizar ampla campanha, que terá o apoio do MNDH, para que as ruas e prédios públicos com nome de torturadores ou de pessoas que tenha atentado contra os direitos humanos possam ser substituídas por nomes de Defensores dos Direitos Humanos, através de consulta popular no respectivo município.

MNDH

http://www.mndh.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=395&Itemid=45

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Maria de Fátima

07/11/2012 - 22h25

Precisam vir em Uberlândia.Chove nome de ditadores por aqui.Em ruas,escolas,rodoviária .Taí Gilmar Machado, prefeito eleito sugestão para seu mandato:Tirar o nome desses lesa-patria da cidade.

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Marcelo de Matos

07/11/2012 - 22h20

Faz muitos anos presenciei uma cerimônia dessas de “batismo” de rua. Meu segundo emprego na vida foi no Hospital do Servidor Público Estadual. O superintendente convocou todos os funcionários para comparecerem ao Caxingui onde seria inaugurada a Rua Ariosto Buller Souto. Um vereador fez um discurso bonito, rico em adjetivos, falando em rigidez do bronze e frieza do mármore. E assim foi inaugurada a placa da rua. Não fossem essas inaugurações e nossos vereadores não teriam nada a fazer.

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Marcelo de Matos

07/11/2012 - 21h47

Carla Cepollina foi absolvida. “O júri, formado por seis homens e uma mulher, acolheu a argumentação da defesa de que não havia provas suficientes para a condenação. O placar foi 4 a 0 pela absolvição. A contagem dos votos foi paralisada assim que a decisão majoritária foi alcançada, não sendo necessária a leitura dos demais três votos dos jurados. O julgamento começou na segunda-feira (5) e foi realizado no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo”. Muito bem. Será que o gênio de Pindamonhangaba vai mandar que investiguem melhor para saber quem matou o coronel Ubiratan? O MP paulista tem uma gana enorme de saber quem matou o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Teria sido alguém a mando de José Dirceu? Está aí mais um mistério paulistano a desafiar a argúcia do político pindamonhangabense, seu lugar-tenente Ferreira Pinto e nosso incansável MP.

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    Marcelo de Matos

    07/11/2012 - 22h21

    ET: Cepollina, agora livre, arranjará novo namorado? Enquanto não descobrirem quem matou o coronel acho que será difícil. Há um temor generalizado com relação às viúvas negras.

    Galo Depenado Pelo Apito Amigo

    08/11/2012 - 10h58

    Se o coroné arrumou namoradas com mais de 100 mortes em um unico “evento” nas costas, ela não terá dificuldades de ser enamorada por alguém.

Francisco

07/11/2012 - 21h42

Já temos alguma avenida Herzog?

Praça Frei Tito?

Aeroporto Marighella?

Rua Carlos Lamarca?

Travessa Dorothy Stang?

A precariedade da superação do regime militar é tal, que não só conseguimos retirar o nome de genocidas e assassinos, como não conseguimos emplacar o nome dos assassinados.

PS. Os genocidios são uma suspeita razoavel. Nações indigenas inteiras “sumiram” durante o regime militar e os “contratos de risco”.

Responder

    Romanelli

    08/11/2012 - 06h58

    Marighella ? ..olha, eu sou pelo convencimento, transparência, diálogo, pela democracia, pela ÉTICA, enfim pela decisão da MAIORIA.

    Ocorre que dentre os personagens que citou, como o Carlos, este era um cara que defendia a guerrilha, o CAOS urbano feito pela luta armada.

    ..francamente, ainda se dizia revolucionário ..mas NÃO esclarecia ao POVO (que dizia defender) qual era a sua causa, e qual seria o fim reservado pra eles.

    assim não ..verdade verdadeira é que tal qual os seus contrários bizarros, os militares, estes tb eram revolucionários sem povo, revolucionários da MARRA e da FORÇA.

    http://www.youtube.com/watch?v=J3CFHY_hwQk

Véio Zuza

07/11/2012 - 20h57

Floriano Peixoto, o primeiro ditador militar da história do Brasil, mas que certo povo de esquerda “adora”…
E o Moreira Cesar era seu braço forte, encontrou justiça em Canudos…

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francisco niterói

07/11/2012 - 20h27

Um dos absurdos é a ponte rio-niteroi ser nomeada como ponte pres. costa e silva.

Responder

    Marcelo de Matos

    07/11/2012 - 21h56

    Aqui em Sampa temos o elevado Arthur da Costa e Silva. Nós, paulistanos, o apelidamos de “Minhocão”. Minha bronca é que a Erundina, quando prefeita, mandou que o fechassem aos domingos e feriados para não importunar os vizinhos. Os prefeitos que vieram depois mantiveram sua determinação.

    Romanelli

    08/11/2012 - 06h22

    pra mim Erundina acertou, aqueles moradores precisam dormir tb ..erraram todos os outros que não fizeram maias nada ..por exemplo:

    -Tornar a parte inferior do minhocão uma via sem interrupção, e de poucos faróis, uma via rápida

    ERRARAM os que ainda não viram naquilo uma OPÇÃO pra se fazer um monotrilho elétrico interligado ao FURA FILA e desafogando a linha vermelha, isso tudo aliado a um jardim suspenso e/ou ciclovia

    enfim, em terra em que prefeito mudernu só pensa em “corredor de ônibus”, convenhamos, não dá pra esperar muita coisa, anão ser umas alianças pra lá de estranhas

    Galo Depenado Pelo Apito Amigo

    08/11/2012 - 11h01

    A ponte foi construida pelos milicos…voce queria que dessem a ponte o nome do Getulio Vargas???

    francisco niterói

    08/11/2012 - 11h26

    Pelo seu raciocinio toda obra do governo lula e dilma devem ter nomes de petistas?

    Alem do mais, se os milicos deram este nome, A DEMOCRACIA ATUAL deveria mantê-lo?

    Se tudo é imutável, vc deve concordar em manter o ENGENHAO como Estadio JOAO HAVELANGE, nao?

    Afinal de contas, ja foi dado o nome e o que sao alguns “trocados” denunciados na suiça?

    Galo Depenado Pelo Apito Amigo

    08/11/2012 - 12h41

    Com certeza deveria tirar o nome do Engenhão Jean Havelangé…e levar para as Laranjeiras. E a taça de campeão brasieliro deste ano também deveria, a Globo, dar a ela o mesmo nome!

Orivaldo Guimarães de Paula Filho

07/11/2012 - 19h59

É sou totalmente contrário a esta prática dos “legisladores municipais e estaduais” de homenagear personagens controversos da história do Brasil. Aqui no estado de São Paulo temos as rodovias homenageando genocidas e na cidade de São Paulo, bem em frente ao Parque Triannon, que tem como nome oficial um militar, isso é horrível, uma estatua enorme em homenagem aos bandeirantes, que nada mais foram do que assassinos, ladrões, expropriadores de terras e genocidas. Além de diversas ruas e avenidas com homenagens a tentativas de golpes de estado e a ditadores ou seus seguidores. Está passando da hora de fazer uma revisão geral nisso.

Responder

Romanelli

07/11/2012 - 18h32

Por natureza demorei a perceber que era um icnoclasta de nascença ..disso derivou que nunca fui chegado a INSUFLAR a vaidade de ninguém, de ser um baba ovo, fã de homenagens, puxa saco, de endeusar artistas, atores, autores, escritores, personalidades, cantores, time de futebol, escola de samba e afins ..e não que com isso eu me negue a reconhecer do mérito, NÃO !! ..mas com isso talvez tenha me tornado um pouco mais sereno e imune a estes tipos de expressões exageradas

Acho interessante quando ando por São Paulo e arredores (ABCD, Osasco etc) e vejo ruas e praças com nomes do tipo R.Kennedy, J.Kennedy, L.Jonhson, Pres.Wilson Macarthur, Rosevelt ..fora dos CORRUPTOS e polêmicos que chegamos até a conhecer em vida ..e doutro lado, muito poucos lugares com nomes de nossos presidentes e demais personalidades (como Getúlio Vargas)

Agora, vou te dizer, aqui em SÃO PAULO tem até viaduto com nome ETs tipo de Luiz Eduardo Guimarães (filho de ACM painho), ou de corruptos assumidos tipo Cecílio do Rego Almeida (um dos 1os que impunemente dizia que corrompia mesmo, e daí ?!), e doutros que de tanto esgarçamento da região sacral dão nome até a BANCO de praça, como COVAS

Responder

João Paulo Ferreira de Assis

07/11/2012 - 18h22

Aberrações em algumas cidades de Minas Gerais:

Rua Presidente Kennedy, quando deveria se chamar Cientista Albert Sabin, caso se impusesse a cláusula de trocar um nome de rua norte-americano por outro da mesma nacionalidade. (Para quem não sabe, foi Kennedy que começou o intercâmbio com as forças armadas latino-americanas, enviando-lhes gente para ensinar tortura). E se quisessem homenagear alguém da família que o fizessem ao Senador Edward Kennedy, este sim, um homem de muito valor, e que muitas vezes se insurgiu contra o auxílio norte-americano às ditaduras na América Latina.
Essa aberração existe em Barbacena e em Alto Rio Doce (nesta última, não tenho muita certeza) mas em Barbacena tenho, pois se trata de uma das ruas principais.

Avenida Trinta e Um de Março, em São João d’El-Rei, terra do Tancredo e do Aécio, e também considerada terra de Tiradentes. Esta avenida começa no término da Avenida Leite Castro. E termina na BR 383, saída de São João d’El-Rei para Belo Horizonte. Vamos ver se São João, agora nas mãos do PT vai mudar o nome da avenida. Se tiverem medo dos militares, pelo menos ponham o nome de Francisco Rodrigues do Prado, sanjoanense herói da defesa das fronteiras do Brasil setecentista, em Mato Grosso, biografado pelo General Raul Silveira de Mello.

Responder

    Luiz Mafra

    07/11/2012 - 19h59

    “vamos ver agora nas mãos do PT vão mudar o nome” po vcs aqui parecem os comentaristas do Blog do Reinaldo Azedo, parecem que não tem cerebro… isso é papo pra boi dormir, quando foi Prefeita de Sampa, Marta Suplicy, que é do PT, ela aprovou a troca do nome de uma principais avenidas, Águas Espraiadas aqui em sampa para Avenida Jornalista Roberto Marinho, pessoal acordem, o PT agora é partido politico, perdeu toda a essencia de fazer parte das massas, isso não existe mais, deixemos de agir como se fossemos turistas de esquerdas em Cuba, quando volta de lá, diz que tudo lá é uma maravilha.

    jose carlos

    07/11/2012 - 21h39

    Por que Cuba? por que os direitosos adoram, por qualquer motivo, incluir Cuba nas suas “argumentações”, não tem o que falar fica quieto, por favor….

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